Já estão abertas as candidaturas aos Prémios REGIOSTARS 2026, a iniciativa da Comissão Europeia que distingue projetos financiados pela União Europeia com impacto positivo no desenvolvimento regional. Esta é a oportunidade de dar visibilidade a projetos que geram resultados concretos nos territórios.
Os REGIOSTARS são o selo europeu de excelência para projetos que promovem inovação, inclusão, sustentabilidade e crescimento económico, mostrando como os fundos europeus contribuem para melhorar a vida das pessoas e das regiões.
Os projetos podem concorrer em cinco categorias; uma Europa competitiva e inteligente; uma Europa verde; uma Europa conectada; uma Europa social e inclusiva e uma Europa mais próxima dos cidadãos.
O 30º Torneio da Malha do Concelho de Elvas “João Brioso” arranca no próximo sábado, dia 21, pelas 14h30, em Santa Eulália, no recinto do Campo Picão Caldeira.
Ao longo de dez jornadas, entre 21 de fevereiro e 25 de abril, numa organização da Câmara Municipal de Elvas e Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa, com o apoio das Juntas de Freguesia do Concelho e Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.
As jornadas vão ter lugar nos locais e datas seguintes: Santa Eulália (21 de fevereiro), Terrugem (28 de fevereiro), Barbacena (7 de março), Vila Fernando (14 de março), São Vicente e Ventosa (21 de março), Vila Boim (28 de março), Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso (4 de abril), São Brás e São Lourenço (11 de abril), Caia, São Pedro e Alcáçova (18 de abril) e Praça da República (25 de abril, feriado nacional). Todas as jornadas têm início às 14h30, exceto a da Praça da República, que está marcada para as 9 horas.
O Torneio da Malha está dividido, em quatro escalões: seniores masculinos, para idades entre os 16 e os 69 anos; seniores femininos, para idades iguais ou acima de 16 anos; sub-15, para idades até aos 15 anos; e veteranos masculinos, para idades iguais ou acima de 70 anos.
O Município de Elvas vai proporcionar, à semelhança dos anos anteriores, transporte de ida e regresso aos participantes do torneio.
Ensemble Milhões, grupo formado por quatro jovens músicos, dois campomaiorenses e dois elvenses, apresenta-se, na noite do próximo sábado, dia 21 de fevereiro, em concerto, no Centro Cultural de Campo Maior.
A dar os primeiros passos, este projeto musical, que alia a tradição à inovação, tem a sua essência na “transformação” que faz de músicas conhecidas do grande público em algo “diferente”, com uma “outra roupagem”, através, sobretudo, dos arranjos vocais. “Tentamos explorar essencialmente música portuguesa, mas não quer isto dizer que nos limitemos à música portuguesa. Naturalmente, vamos também a alguma música espanhola, muito ligada ao flamenco e entre outras influências próprias da música espanhola”, avança João Batuca, um dos elementos da banda.
Do grupo, para além de João Batuca (voz e guitarra), fazem parte João Alcaravela (voz e guitarra), Diogo Rego (voz e piano) e Duarte Abreu (voz e guitarra). “Nós tocamos e cantamos os quatro em simultâneo e a particularidade das vozes, neste caso, prende-se com o facto de não fazerem todas a mesma coisa: cada uma tem a sua linha melódica e é precisamente essa junção das linhas melódicas que depois vai criar uma base harmónica vocal que, a nosso ver, é o que enriquece e o que caracteriza a sonoridade deste projeto musical”, assegura o músico.
Apesar de já alguns espetáculos realizados, este será o primeiro grande concerto em nome próprio do Ensemble Milhões. Na preparação deste espetáculo, que promete ser único para a banda, os músicos têm tentado criar “mais do que um momento onde as pessoas vão ouvir boa música e de qualidade, bem montada, bem trabalhada”. O objetivo, assegura João Batuca, “é criar uma experiência multissensorial”, em que, a par da dimensão auditiva, que o grupo espera que seja “prazerosa para os ouvintes”, será também explorada a “dimensão visual”. A intenção é meter, sempre que possível, o público a cantar durante o espetáculo, até porque os temas que a banda apresenta no seu repertório “são canções que fazem parte do imaginário musical comum”.
Entretanto, Ensemble Milhões deu-se a conhecer ao público, na região, com a sua participação naquela que foi a primeira edição do concurso “Elvas a Cantar”, promovido pela associação Arkus, no ano passado. João Batuca recorda essa como uma “experiência muito particular”, até porque foi o único grupo que se apresentou a concurso. “Todos os outros concorrentes foram a título individual e todos eles, diga-se de passagem, fantásticos cantores. E nós, na realidade, quando chegámos ao ‘Elvas a Cantar’ e vimos cantores com tanta qualidade, pensámos que, sendo dez concorrentes, ficaríamos em décimo lugar e já ficaríamos muito contentes”, recorda.
A verdade é que o grupo viria a conquistar o segundo lugar no concurso, para surpresa de todos os elementos da banda. “Na entrega dos prémios foi muito notória a nossa reação franca de surpresa, porque, de facto, não esperávamos obter um lugar tão bom”, diz ainda o músico.
Os bilhetes para o concerto têm um custo de três euros e podem ser adquiridos na Ticketline ou no Centro Cultural. O espetáculo está marcado, no sábado, para as 21h30.
O coração de Vila Real de Santo António encheu-se de vida esta quarta-feira para ver o arranque oficial da 52.ª edição da Volta ao Algarve em bicicleta, numa etapa inaugural pouco vista nos últimos anos.
A cidade não recebia a primeira tirada da Algarvia há algum tempo, mas voltou a ser o palco das primeiras pedaladas em 2026. Foi da Praça Marquês de Pombal que os mais de 150 ciclistas partiram rumo ao final em sprint em Tavira, vencido por Paul Magnier. E se em Vila Real de Santo António houve muita vida, a Avenida Zeca Afonso, em Tavira, encheu-se com uma multidão poucas vezes vista para ver o desfecho emocionante da primeira tirada da prova portuguesa.
Contte brilhou na montanha, Hugo Nunes no quilómetro de ouro
Os primeiros momentos do dia foram com o pelotão compactado, mas a partir dos dez quilómetros a corrida agitou e formou-se a fuga do dia, com nove ciclistas, todos de equipas portuguesas.
O pelotão, com a Soudal Quick-Step a impor o ritmo, nunca deixou a fuga distanciar-se muito, com cerca de dois minutos a separar os dois grupos. Foi com um pouco menos de vantagem que os nove corredores da frente passaram na primeira contagem de montanha do dia, de terceira categoria, em Mercador: Tomas Contte (Aviludo – Louletano – Loulé) passou na frente, com vantagem para Enzo Leijnse (Anicolor/Campicarn) e João Silva (Feira dos Sofás – Boavista).
A tirada manteve-se estável durante os quilómetros seguintes, e só voltou a agitar já perto da segunda contagem de montanha, em Faz Fato: o pelotão, já com Alpecin-Premier Tech a trabalhar, aproximou-se, e na frente um trio destacou-se dos demais: Tomas Contte, Viacheslav Ivanov (Feirense – Beeceler) e Enzo Leijnse (Anicolor / Campicarn).
Contte voltou a passar à frente e garantiu que fosse ele o primeiro a vestir a Camisola Azul – Save Water, da classificação da montanha. Ivanov foi segundo nessa segunda contagem, Leijnse terceiro.
No pelotão durante grande parte do dia, Hugo Nunes decidiu fazer a ponte para a frente da corrida após a passagem por Faz Fato, ainda bem a tempo de brilhar no quilómetro de ouro. O corredor da Credibom / La AlumÍnios / Marcos Car atacou da fuga e passou à frente nas duas primeiras metas volantes do ponto quente. Jan Tratnik (Red Bull – BORA – hansgrohe) venceu a terceira meta volante.
No entretanto, aproveitou também Juan Ayuso para enviar uma mensagem à concorrência: apontado como um dos grandes favoritos à vitória final, o espanhol que está em estreia pela Lidl-Trek bonificou nas últimas duas metas volantes.
Magnier venceu a luta dos homens rápidos
A partir daí, foi uma luta por posição até à meta, com os diferentes comboios a tentarem posicionar da melhor maneira os homens rápidos. A Alpecin-Premier Tech aparecia como a grande candidata a triunfar, com Jasper Philipsen, mas foi Paul Magnier, francês da Soudal Quick-Step a roubar as atenções.
Magnier foi o mais rápido na chegada à meta, à frente de Jordi Meeus (Red Bull-BORA-Hansgrohe), ele que havia vencido no mesmo local há um ano, e Pavel Bittner, da Team Picnic PostNL.
“É um bom começo de época. Estou muito feliz com o trabalho da equipa. Amanhã vai ser demasiado difícil para mim, mas darei o meu melhor para ajudar a equipa e depois vou focar no outro sprint, de sábado”, afirmou Magnier, após a etapa.
Paul Magnier venceu a primeira etapa e é assim o primeiro Camisola Amarela – Turismo do Algarve da 52.ª Volta ao Algarve. Na geral, o jovem gaulês tem quatro segundos de vantagem face a Meeus, segundo, e Hugo Nunes, cuja prestação forte no ponto quente lhe permite estar no pódio nesta altura.
Magnier é também dono da Camisola Verde – Crédito Agrícola, da classificação dos pontos, e da Camisola Branca – IPDJ, da juventude. Tomas Contte, por sua vez, vai partir para o segundo dia da Algarvia com a Camisola Azul – Save Water.
A Volta ao Algarve prossegue esta quinta-feira, com a primeira chegada em alto: a segunda etapa liga Portimão ao Alto da Foia, num percurso de 147.2 quilómetros.