O Município de Monforte promoveu uma «campanha de solidariedade para recolha urgente» de bens para apoiar as famílias afetadas pela tempestade Kristin, que provocou danos avultados na região de Leiria. A população local aderiu em massa à iniciativa, contribuindo com a doação de milhares de bens essenciais de alimentação, higiene e limpeza. Os pontos de recolha foram distribuídos pela vila de Monforte e pelas três freguesias rurais do concelho, designadamente Assumar, Santo Aleixo e Vaiamonte.
A Câmara Municipal adquiriu, ainda, telhas cerâmicas, escadotes e lonas, necessários para as reparações mais urgentes dos danos provocados pela tempestade, que foram transportados por um veículo pesado de mercadorias cedido pela empresa João Carrilho & Filhos Lda, sediada em Vaiamonte.
Um homem, de 41 anos, foi detido esta quarta-feira, 11 de fevereiro, em Portalegre, por suspeitas de crimes de abuso sexual de crianças agravados, cometidos contra a sua própria filha, de 13 anos.
De acordo com a PJ, trata-se de um “cidadão estrangeiro”, sendo que os factos “ocorreram entre 22 e 24 de dezembro de 2025 na residência familiar”.
A investigação, conduzida pela Unidade Local de Investigação Criminal de Évora da PJ, “teve início numa comunicação da GNR, na sequência de diligências de investigação efetuadas no âmbito do crime violência doméstica, reportada pela mãe da vítima”.
O detido será presente a primeiro interrogatório hoje, em Portalegre, para aplicação de medidas de coação.
A equipa EBS K9 dos Bombeiros de Arronches realizou, no passado domingo, dia 8, mais um treino operacional, com foco no reforço da marcação e da concentração dos canídeos.⠀
Num contexto em que o país enfrenta cada vez mais situações adversas e exigentes, o treino contínuo e a dedicação dos operacionais e dos seus canídeos são essenciais para garantir uma resposta eficaz em cenários reais de intervenção.⠀
A preparação para atuar em condições difíceis reforça a prontidão, a segurança e a excelência do serviço prestado à população, valores que continuam a orientar o trabalho da equipa EBS K9.
A Arkus/Alto Espírito volta a ser o maior grupo a desfilar no Carnaval Internacional de Elvas. Formado por 211 pessoas, o grupo, liderado por Cláudia Brotas, dedica, desta vez, a sua participação no evento ao mar, através do tema “Alma Azul”.
“Este ano vamos até às profundezas do mar e o grupo intitula-se ‘Alma Azul’: alma porque tem a ver com o nosso grupo, que é bastante coeso, que acompanha o Carnaval já há algum tempo, mantendo sempre quase os mesmos inscritos, tanto que não conseguimos abrir inscrições exatamente por isso, porque as pessoas mantêm-se de ano para ano. Alma por isso, porque é aquilo que nos une, é aquilo que faz as pessoas estarem presentes no grupo de Carnaval. E azul porque é o mar”, justifica Cláudia Brotas.
Sendo o mar habitado por muitas espécies, o grupo, e à semelhança daquilo que já vem sendo tradição, volta a apresentar-se ao público através das mais diversas personagens. “O mar acaba por ser mágico, tem em si várias criaturas marinhas e nós vamos trazer isso cá para cima”, diz a responsável. O destaque vai, entre outros, para uma anémona, “que é muito frágil”, e um polvo, “que é aquele animal que deslumbra”.
Logo na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, na gala coreográfica de apresentação no Coliseu, onde a Arkus/Alto Espírito aposta sempre todas as suas “fichas”, o grupo, mais que divertir, vai procurar passar uma mensagem importante ao público. “Aquilo que se vai passar no Coliseu vai ser um momento de sensibilização”, garante Cláudia Brotas. “Portugal está muito ligado ao mar e então é isso que nós queremos fazer chegar às pessoas. Estamos muito ligados ao mar, o mar é nosso, mas também é da nossa responsabilidade cuidar daquilo que é nosso. E neste momento, e dizem estudos, que em 2050 haverá mais lixo do que peixes. Então nós vamos fazer essa sensibilização no Coliseu, mostrar às pessoas que temos que proteger aquilo que é nosso”, adianta.
Os ensaios do grupo tiveram início apenas em janeiro, mas os trabalhos de preparação começaram no verão passado. A confeção dos fatos esteve a cargo de cinco costureiras, complementado com o trabalho mais focado nos pormenores, como as “quase duas mil pedrinhas” que dão outra vida aos disfarces.
Por outro lado, o grupo continua a prescindir do carro alegórico. “Nós só precisamos de um carrinho. Este ano arranjámos uma carrinha onde vamos colocar o som, onde colocamos alguns adereços relacionados com o mar, porque gostamos sempre de colocar algumas mensagens nas laterais do carro, algumas mensagens motivacionais”, revela ainda Cláudia Brotas.
Já Raquel Pirota, outra das responsáveis deste grupo de Carnaval, que garante que é “muito fácil” trabalhar com Cláudia Brotas. “Além da criatividade que tem, ela é uma pessoa muito simples e aquilo que parece muito difícil de elaborar, depois, quando se começam a fazer as coisas, não é, porque tudo flui”, assegura.
Relativamente aos ensaios, a responsável da Arkus garante que os elementos do grupo, na sua totalidade, desde o mais pequeno ao mais velho, todos conseguem acompanhar, como se as coreografias fossem fáceis. “Isso é resultado da capacidade da pessoa que está a coordenar o grupo”, remata Raquel Pirota.
A entrevista completa a Cláudia Brotas e Raquel Pirota sobre o grupo de Carnaval da Arkus/Alto Espírito para ouvir no podcast abaixo:
Eleito recentemente presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro defende a necessidade de se aproximar, na região, os centros de conhecimento do tecido empresarial.
Por outro lado, o antigo presidente da Câmara de Campo Maior e secretário de Estado do Planeamento diz ser importante que se consiga reter os jovens que escolhem o Alentejo para a sua formação superior, sendo que Universidade de Évora e Politécnicos de Portalegre e Beja têm um papel “importantíssimo na promoção e na valorização do território”.
“É estruturante que se consiga continuar a olhar para a promoção do ensino superior, para os centros de conhecimento do território e conseguir aproximá-los, o mais possível, daquilo que é o tecido empresarial, de ajustá-los numa linha muito objetiva com aquilo que são as necessidades do território, alinhados com a criação de valor no espaço europeu”, diz Ricardo Pinheiro.
Destacando os bons exemplos, à escala regional, do funcionamento e da ligação daquilo que são as escolas associadas ao setor agrícola a diferentes áreas, como a do olival superintensivo, o presidente da CCDR Alentejo assegura ser importante “que os politécnicos e a universidade continuem a ter um momento de atenção que seja estruturante para a atração de pessoas”.
“Existem muitos alunos fora do espaço de vivência do Alentejo e vale a pena começarmos a pensar como seremos capazes de manter esses jovens. Depois da formação, os PALOP são um fornecedor importante de transmissão de conhecimento, mas vale a pena que algum desse conhecimento também fique associado à nossa região”, remata.