Reis Magos enchem Badajoz de magia com milhares nas ruas

A cidade de Badajoz viveu esta segunda-feira uma tarde de grande entusiasmo e emoção com a realização da tradicional “Cabalgata” (desfile) dos Reis Magos, que reuniu milhares de pessoas nas principais artérias da capital pacense. Belchior, Gaspar e Baltazar desfilaram em várias carroças, acompanhados por grupos de animação, música e personagens infantis, distribuindo toneladas de rebuçados e espalhando alegria, sobretudo entre os mais pequenos.

O cortejo de Badajoz distribuiu 8 mil quilos de rebuçados e apresentou este ano carros alegóricos inspirados em sucessos do cinema como Avatar, Rei Leão, Idade do Gelo, Sonic, Bambi, Mundo Jurássico e Vaiana, além de uma carruagem da Fedexcaza dedicada à deusa Diana. O desfile incluiu ainda o presépio e os três Reis Magos, encerrando com a tradicional distribuição de sacos de doces para os mais novos.

Após o desfile, considerado um dos mais participados dos últimos anos, Suas Majestades ficaram prontas para a noite mais mágica do ano, levando presentes e sonhos às casas das crianças. A iniciativa voltou a afirmar-se como um dos momentos altos das celebrações de Natal em Badajoz, num ambiente marcado pela festa, tradição e forte participação popular. Em Espanha, a noite de Reis é a altura de entrega de prendas, ao contrário de Portugal e maior parte dos países de raiz católica em que o momento principal é a noite de 24 para 25 de dezembro.

Mosteiro de Campo Maior recebeu a abertura do Ano Jubilar de Santa Beatriz da Silva

Ao longo do ano de 2026 está a ser celebrado o Ano Jubilar de Santa Beatriz da Silva (1424–1492), pois celebram-se o 100.º Aniversário da sua Beatificação e o 50.º Aniversário da sua Canonização. A religiosa portuguesa, natural de Campo Maior, fundou as Monjas Concepcionistas Franciscanas, ordem contemplativa.

Deste modo, neste dia 4 de janeiro foi o dia de abertura solene do Ano Jubilar de Santa Beatriz da Silva com a celebração da Eucaristia, às 18.00 horas, presidida pelo Arcebispo de Évora, na igreja do Mosteiro de Campo Maior.

À homilia, o Prelado eborense começou por saudar a Comunidade das Irmãs, os Sacerdotes e Diáconos presentes assim como a inúmera assembleia de fiéis que encheu a igreja do Mosteiro. “Cumprimentos de Ano Novo para todos e todas os amigos e as amigas deste Mosteiro que com a sua presença dizem tudo o que é mais importante, ou seja, que estão com esta comunidade. Muito obrigado a todos, pois encontro normalmente esta igreja sempre cheia com os amigos das nossas Irmãs Concepcionistas, com os familiares e benfeitores que acompanham sempre esta grande casa”, saudou.

Depois, refletindo sobre as leituras da Solenidade da Epifania que foram proclamadas, o Prelado eborense começou por sublinhar “a capacidade de sonho, a inquietação, a busca, o anelo, o desejo de mais que os magos assumiram na sua vida”.

“Os magos não foram uns existencialistas do presente, viver como se pode o dia a dia e ponto final.  Nada de horizontes, nada de ideais, nada de projetos de vida. Nada de conquistas, apenas como um vegetal, vivendo o dia-a-dia”, apontou, tendo refletido sobre o existencialismo e o materialismo que surgiram após a II Guerra Mundial.

“Esta atitude assim muito acomodada passou a ser a norma do materialismo consumista, que nos transforma em pessoas que produzimos para ganhar e comprarmos com o dinheiro que ganhamos aquilo que produzimos. Ou seja, é um círculo fechado, a sociedade do consumo”, explicou, apontando que “neste círculo fechado, nós vamos vivendo sem horizontes, sem ideais, sem perguntas. E isto, sobretudo, é muito doloroso quando cai como um raio de desinteresse pela vida nas novas gerações”.

“É impressionante perceber que os magos sonhavam, que os magos interrogavam, que os magos perguntavam, que os magos queriam mais e sempre mais. E esta é a história, meus irmãos, da nossa história. Portugal olhou para o mar e perguntou se não haveria nada além do mar. E fez-se ao mar…”, recordou.

“Nós temos que nos descobrir no mistério mais profundo da nossa vida”, apelou o Prelado eborense, dando o exemplo dos Magos que seguiram uma estrelam e fizeram o caminho.

“É impressionante nós sentirmos este desafio dos magos. E não aceitarmos a instalação comodista que o mundo de hoje nos propõe, acomodando-nos apenas ao metro quadrado de cada momento, mas indo além, cada vez mais além, tendo um sentido crítico profundo e uma capacidade de questionar a vida, de questionar e perceber o sentido da vida”, apelou.

“Santa Beatriz da Silva também peregrinou. A primeira peregrinação dela foi num sentido muito humano e social do seu tempo”, apontou, recordando a biografia da filha de Rui Gomes da Silva, alcaide Mor de Campo Maior e de Ouguela e de sua esposa, dona Isabel de Menezes.

“A sua família tinha, portanto, pergaminhos e ela seguiu esses pergaminhos naturais. Então, aí vai ela para Castela.  É a sua primeira peregrinação, com cerca de 11 anos de idade”, recordou, apontando “um projeto de vida, uma aventura,  um ideal muito baseado no seu tempo, na sua tradição, na sua cultura. E tal qual como os Magos, ela encontrou-se com uma dificuldade enorme”. “Reparei que há este ambiente em comum entre os Magos e Beatriz, o ambiente tantas vezes marcado pela intriga das cortes. E não é fácil desintrigar. A intriga é complexa, estruturada, maquiavélica, cínica”.

Recordando o tempo que Santa Beatriz passou fechada num cofre, o Prelado eborense sublinhou que “em três dias é muito curioso a repetição do Tríduo Pascal de Cristo, ela havia de morrer. E vai ser neste momento tão profundo e doloroso que ela se vê perante a morte, na escuridão do cofre, ela desce os degraus até à ribanceira mais profunda que se encontra com a beleza da vida”.

“Era lá no fundo que afinal escorria a água-viva. Afinal estava no fundo, mais fundo, a fonte que ela procurava, que era o sentido da vida não superficial, não fútil, não banal que ela seguia”, apontou.

“E aquela expressão quando deram por falta dela e obrigaram a procurá-la e lhe abriram o cofre, quando ela proclama que não quer servir mais nenhum rei, diz tudo. Nossa Senhora revelou-lhe a sua missão. Nossa Senhora da Conceição, provavelmente que ela alguma vez visitou e rezou em Vila Viçosa, fez-lhe a declaração que precisava dela e tinha uma missão para ela. Não fútil, não banal, mas uma missão de salvação”, afiançou.

“É muitas vezes no mais fundo da nossa peregrinação, quando nos encontramos face à falência total, à insolvência absoluta de nós próprios, ao falhanço, é aí que muitas vezes sentimos uma mão dada à nossa mão, a puxar-nos para fora da fossa, do dreno, do poço, da cisterna, digamos então do cofre. Também foi assim com os magos”, recordou.

“Eles saíram, voltou a estrela e em sonhos eles perceberam, que tinham que voltar por outro caminho. O outro caminho era o caminho de compromisso com aquele menino, o Rei da Paz, a Luz dos povos. Teriam de voltar por outro caminho e  converter as suas vidas. Quem chegou a Belém e se encontrou com a luz do mundo, saiu iluminado”, apontou.

“Muitas vezes é no fundo da nossa cisterna que nós nos encontramos com o Senhor. Porque as veias de água mais límpidas e puras andam profundas nos lençóis freáticos. E é preciso, às vezes, escavar minas para encontrar essa água. Essa água que mata à sede”, apelou, recordando que “foi essa água que preencheu a vida de Santa Beatriz e que fez de Santa Beatriz aquela que começou um caminho novo”.

“Santa Beatriz então começa o seu novo caminho. E o seu novo caminho é o quê? É fundar esta Ordem, na contemplação, que é o coração da Igreja”, afiançou o Prelado.

“O coração da Igreja é a espiritualidade. O coração da Igreja é o encontro com o rosto de Deus. O coração da Igreja que pode libertar o homem é saber mostrar o caminho para encontrar a beleza do amor que é Deus”, sublinhou, acrescentando que “a Igreja nunca evangelizará, a Igreja nunca será missionária se for vazia, se for apenas pragmática, se promover apenas eventos, se não for capaz de fazer o acompanhamento de cada pessoa e mostrar-lhe o segredo da vida em Jesus de Nazaré”.

“Por isso, a Igreja precisa profundamente de contemplação. Uma Igreja sem contemplação é oca, é como um sino que toca apenas para ser ouvido muito longe. É talvez um acontecimento mediático, mas sem consequência salvífica, sem dar a provar o sabor do amor, o cheiro do amor, a beleza do amor”, afiançou.

“É necessário ter saber para dar sabor à vida dos irmãos. E Santa Beatriz da Silva fez este itinerário, este caminho de oferecer à Igreja o que de mais belo pode haver, que é a dimensão espiritual da oração, a dimensão espiritual da profundidade, a dimensão espiritual da comunhão em comunidade, a dimensão espiritual da beleza de Francisco de Assis, que se encontra com o Senhor nas suas criaturas, no irmão lobo, na irmã morte, numa ecologia integral”, apontou.

“Temos de agradecer muito a Santa Beatriz da Silva. E a Igreja fê-lo, sem dúvida, quando o Papa Pio XI, em 1926, a proclamou bem-aventurada e o Papa Paulo VI, em 1976, a proclamou Santa”, recordou.

“A âncora está neste caminho profundo de sermos peregrinos de esperança. Peregrinos que caminham, que não se paralisam de um modo estático, numa indiferença, num desinteresse, numa omissão, mas que escutam o bater leve, levezinho à porta do Senhor. É este Senhor que encontrou o sim de Santa Beatriz da Silva”, referiu.

“Gostava de vos dizer que precisamos muito de vir pensar, meditar nesta profundidade da vida de Santa Beatriz. Precisamos muito, no tempo que vivemos, deste dom. Por isso, este Ano Jubilar concedido à família Concepcionista, é um dom para nós todos.  Saibamos aproveitá-lo. Vivemos também um tempo, como dizia o profeta Isaías, de muita escuridão. Não fiquemos instalados”, apelou.

“Ouçamos o bater de Deus ao nosso coração.  Enquanto estamos vivos, todos temos uma missão. Enquanto estamos vivos, o Senhor tem algo para nós. E perguntemos, com quem? Com quê? Para quem devo eu viver? Qual a minha missão, Senhor? Como Beatriz da Silva o fez, também nós ao perguntar, haveremos de encontrar uma resposta”, disse.

“O caminho de Deus, o caminho da profundidade, o caminho da verdade, o caminho do silêncio interior, o caminho de ser servo sem querer servir-se, foi o caminho dela. Voltar por outro caminho é o que nós queremos para nós também”, afiançou.

“Ao regressarmos desta celebração, voltemos por outro caminho. Deus queira que inquietos, Deus queira que não indiferentes, descomprometidos ou numa atitude de omissão. Mas cada um de nós saia daqui com esta pergunta. O que queres de mim, Senhor? Qual a minha peregrinação?  Santa Beatriz da Silva, ajuda-me a não viver uma vida fútil e banal, mas a ser alguém com o mastro alto na barca da minha vida, onde posso enfunar a vela da minha consciência e receber o sopro do espírito que me conduz e me faz fazer viagem. Que a minha barca tenha mastro alto e vela, que a minha barca não seja uma barca perdida nas ondas do mar, mas que tenha rumo, que tenha âncora e bússola”, referiu.

“Que tenhamos um ano muito fértil, muito fecundo, a partir da vida de Santa Beatriz da Silva. Que nos venha visitar ao nosso coração e que ela nos diga, baixinho, a nossa missão”, concluiu a homilia o Arcebispo de Évora.

Após a bênção final, a Abadessa do Mosteiro de Campo Maior, Sor Maria Inês da Cruz, agradeceu a presença de todos.

“Como a nossa mãe fundadora não nos deixou palavras, queremos apenas citar uma palavra das irmãs que nos precederam, que hoje estão no céu, que deram a vida também por esta casa, por aquilo que somos hoje, por aquilo que estamos aqui a viver hoje.  É só um breve parágrafo de uma carta da primeira irmã que veio para esta casa: “Os santos reis, assim que viram a estrela milagrosa, puseram-se a caminho, abandonando a sua pátria, para encontrar e adorar o Filho de Deus, o próprio Deus, Filho de Maria, no presépio de Belém. Nós, desde o momento em que os superiores legítimos nos manifestaram a Divina Vontade, Guiados pela Estrela da Fé, abandonámos a nossa pátria muito amada, Vilha Franca del Berço, e dirigimo-nos para esta vila de Campo Maior, seguindo a Estrela de Santa Beatriz.”

“Beatriz foi a estrela que fez sair estas nossas irmãs para levantar mais um sacrário em Portugal”, sublinhou a Abadessa.

“Ao venerar a relíquia, somos hoje convidados a pedir uma graça, a sair desta casa com uma esperança, com uma nova luz, sabendo que Deus caminha connosco. Deus continua ao nosso lado nesta peregrinação da vida a caminho do céu. É com esta alegria que somos convidados a fazer algum gesto de veneração à Relíquia de Santa Beatriz”, convidou Sor Maria Inês da Cruz.

“Com muita alegria, somos todos convidados hoje a começar este ano. Já no próximo dia 6 temos aqui um concerto no convento com os nossos amigos Matias e Cristel para continuar este ano cheio de atividades para dar a conhecer Santa Beatriz e todas as graças que a Igreja nos quer conceder através dela”, informou ainda a Abadessa.

Por fim, D. Francisco Senra Coelho, em nome da Arquidiocese, agradeceu também ao Presidente da Câmara de Campo Maior “a sua amável presença, bem como a toda a vereação e à presidência da Assembleia Municipal e da Junta de Freguesia. “É um conforto estarmos todos. E também me dizem que a Junta de Freguesia. Às autoridades que aqui estão que vêm manifestar o seu apoio às Irmãs, em nome da Igreja, muito obrigado!”.

Noticia da Diocese de Évora

Pedro Miguel Conceição/Jornal “a defesa”

Município celebra 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas com programa vasto em janeiro

O Município de Elvas assinala, durante todo o mês de janeiro de 2026, o 367.º aniversário da Batalha das Linhas de Elvas com um programa diversificado que abrange vertentes militares, culturais, desportivas e religiosas. As atividades iniciam-se com iniciativas pedagógicas nas escolas do 1.º ciclo, entre 8 e 13 de janeiro, através de peças de conto-teatro sobre a batalha histórica. O cartaz cultural inclui ainda a apresentação do terceiro volume da obra “Elvas Antiga”, de Rui Jesuíno, no dia 9, e a inauguração da exposição “Ponto de Partida – Um Século de Vida” na Casa da Cultura, no dia 10, data em que o Auditório São Mateus recebe também um espetáculo de fado com Toy Faria e Rosamaria Abrunheiro.

O ponto alto das comemorações ocorre no feriado municipal de 14 de janeiro. O dia começa com o hastear das bandeiras e romagens cerimoniais ao Padrão da Batalha e ao túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria, seguindo-se as cerimónias militares e o desfile das forças em parada no centro histórico. A tarde será marcada pelo Te Deum de Ação de Graças na Igreja da Sé, presidido pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, e pelo concerto da Orquestra Ligeira do Exército no Auditório São Mateus. Este dia assinala também os aniversários do Centro Artístico Elvense e da Banda 14 de Janeiro.

A programação estende-se pela segunda metade do mês, destacando-se a 32.ª Corrida e a 20.ª Caminhada das Linhas de Elvas no dia 17 de janeiro. No mesmo dia, o Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro inaugura uma exposição temática e é lançado o livro “Brasões e Escudos de Elvas”. O calendário encerra no dia 31 de janeiro com a apresentação da obra “Do Ser… Do Viver”, do Dr. Soares Mendes, e um concerto da Banda 14 de Janeiro dedicado aos êxitos da música portuguesa. Para os espetáculos no Auditório São Mateus com entrada gratuita, é necessária a reserva antecipada de bilhetes no Posto de Turismo da Praça da República.

Consulte o programa detalhado das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, organizado por dias e horários:

8 a 13 de janeiro

  • Escolas do 1.º Ciclo do concelho: Peça de Conto-Teatro da Batalha das Linhas de Elvas, promovida pelos serviços educativos do Forte da Graça, Forte de Santa Luzia e Arkus.

Sexta-feira, 9 de janeiro

  • 18:00 – Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo: Apresentação do Volume III da obra “Elvas Antiga”, do historiador Rui Jesuíno.

Sábado, 10 de janeiro

  • 15:00 – Casa da Cultura: Inauguração da exposição “Ponto de Partida – Um Século de Vida”, homenagem a Maria José Rijo.
  • 21:30 – Auditório São Mateus: Espetáculo musical de apresentação dos álbuns de fados de Toy Faria (“Os fados da minha vida”) e de Rosamaria Abrunheiro (“Os poetas da minha vida”).

Quarta-feira, 14 de janeiro (Feriado Municipal)

  • 09:30 – Paços do Concelho: Hastear das bandeiras com a participação da Banda 14 de Janeiro.
  • 10:00 – Sítio dos Murtais: Romagem ao Padrão comemorativo e cerimónia de Homenagem aos Mortos.
  • 10:30 – Convento de São Francisco: Romagem ao Túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria.
  • 11:30 – Praça da República: Início das cerimónias militares e militarizadas.
  • 12:00 – Rua da Cadeia: Desfile das Forças em Parada.
  • 15:00 – Sede da coletividade: Comemoração do 148.º aniversário do Centro Artístico Elvense.
  • 18:00 – Igreja da Sé: Te Deum de Acção de Graças, com o Coro Beato Aleixo Delgado e presidido pelo Arcebispo de Évora.
  • 19:30 – Rua Sá da Bandeira: Comemoração do 71.º aniversário da Banda 14 de Janeiro.
  • 21:30 – Auditório São Mateus: Concerto da Orquestra Ligeira do Exército.

Sábado, 17 de janeiro

  • 09:00 – Padrão da Batalha: Partida da 20.ª Caminhada das Linhas de Elvas (chegada ao Estádio Municipal).
  • 10:00 – Padrão da Batalha: Partida da 32.ª Corrida das Linhas de Elvas (chegada ao Estádio Municipal).
  • 11:00 – Biblioteca Municipal: Encontro Anual do Grémio Transtagano.
  • 15:00 – Museu Municipal da Fotografia João Carpinteiro: Inauguração da exposição de fotografia de João Carpinteiro.
  • 17:00 – Auditório São Mateus: Exibição do filme “As Estações” pelo Cineclube de Elvas.
  • 18:30 – Casa da Cultura: Lançamento do livro “Brasões e Escudos de Elvas”, de José Martins.
  • 21:30 – Auditório São Mateus: Espetáculo “Conta-me Elvas”.

Sexta-feira, 23 de janeiro

  • 10:30 – Biblioteca Municipal: Espetáculo de teatro “Luis de Camões. Uma voz escrita!”, pela Associação Coisa Feita.

Sábado, 24 de janeiro

  • 10:00 às 13:00 – Museu de Arqueologia e Etnografia: Workshop “Tecendo Memórias” (requer inscrição).
  • 11:00 – Forte da Graça: Iniciativa “O Forte no meu Tempo” (requer inscrição).
  • 21:30 – Auditório São Mateus: Teatro musical “Sempre que a Revista Canta”.

Sábado, 31 de janeiro

  • 16:00 – Museu de Arqueologia e Etnografia: Lançamento do livro “Do Ser… Do Viver”, do Dr. Soares Mendes.
  • 21:30 – Auditório São Mateus: Concerto da Banda 14 de Janeiro: “Os melhores êxitos da Música Portuguesa”.

Para todos os espetáculos com entrada gratuita no Auditório São Mateus, é necessária a reserva antecipada de bilhetes no Posto de Turismo da Praça da República.

Concelho de Arronches com constrangimentos no fornecimento de água devido a higienização dos reservatórios

A Águas do Alto Alentejo, E.I.M., S.A. (em diante, AAA) vai proceder a trabalhos de higienização dos reservatórios do sistema de distribuição de água e de recolha de efluentes do concelho de Arronches. Nesse sentido, vai ser necessário efetuar a interrupção do abastecimento de água durante o período compreendido entre os dias 05 e 08 de janeiro de 2026, de acordo com a seguinte informação:

– Dia 05/01 | Reservatório de Arronches (Passões) – interrupção do abastecimento de água na localidade de Arronches entre as 21H00 e as 04H00;

– Dia 06/01 | Reservatórios da Feiteirona e Telhada – interrupção do abastecimento de água nas localidades de Nave Redonda, Pombais, Feiteirona e Mosteiros entre as 11H00 e as 18H00;

– Dia 07/01 | Reservatórios de Nave Fria, Perna Chã e Esperança – interrupção do abastecimento de água nas localidades de Nave Fria, Perna Chã, Esperança e Hortas de Cima entre as 08H00 e as 18H00;

– e Dia 08/01 | Reservatórios de Esperança, Hortas de Baixo e Marco – interrupção do abastecimento de água nas localidades de Esperança, Hortas de Cima, Hortas de Baixo e Marco entre as 08H00 e as 18H00.

Projeto das freguesias de Montemor e do Hospital S. João de Deus combate isolamento social dos mais velhos

O projeto “Idosos em Movimento”, uma iniciativa consolidada no concelho de Montemor-o-Novo, continua a ser um pilar fundamental no apoio à terceira idade. O programa resulta de uma parceria estratégica entre o Hospital São João de Deus e as Juntas de Freguesia de Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo e Silveiras — entidades que, após a reorganização administrativa, operam agora novamente de forma independente.

Em declarações sobre a continuidade da iniciativa, Joana Gingão, presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Bispo, sublinhou a elevada relevância social do projeto, que nasceu em 2013. A autarca destacou que o “Idosos em Movimento” é essencial para combater o isolamento social, um fenómeno que se tem agravado nos últimos anos e que atinge com maior severidade a população residente nas localidades rurais, onde a rede de contactos é mais escassa.

O projeto foca-se em promover o bem-estar e a integração dos seniores, incentivando a mobilidade e o convívio comunitário. Todos os interessados em participar ou que pretendam obter mais informações sobre as atividades desenvolvidas podem contactar diretamente qualquer uma das três Juntas de Freguesia envolvidas no projeto.

Ano Internacional do Voluntário para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Ambiente em FM

As Nações Unidas declararam 2026 como o Ano Internacional do Voluntário para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esta iniciativa, proclamada pela Assembleia-Geral através da resolução A/RES/78/127, visa destacar o valor do voluntariado no apoio ao ambiente e às comunidades, reconhecendo o seu papel essencial na concretização dos ODS.

O Ano Internacional oferece uma oportunidade para dar a conhecer e valorizar iniciativas que ligam a ação cidadã à proteção do planeta. Em Portugal, são destacados os desafios do programa Green Cork Escolas da Quercus, que conecta o sobreiro, a cortiça e a intervenção comunitária. A data apela ao envolvimento de cidadãos de todas as idades em ações que promovam a inclusão, a solidariedade e a proteção ambiental.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Município vai “ponderar o que deve vir a melhorar” no “Elvas Cidade Natal”

O evento “Elvas Cidade Natal”, que conduziu muita gente, sobretudo aos fins de semana, ao coração da cidade, chegou este domingo, 4 de janeiro, ao fim.

Da programação da iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Elvas, para além das atrações habituais, como a pista e a rampa de gelo e a feira de Natal, fizeram parte todo o tipo de espetáculos, promovidos, principalmente, pelas associações locais.

Lembrando que, neste novo mandato, detém os pelouros da Cultura e do Turismo, e tendo no terreno, a trabalhar nestas áreas, o ex-vereador Cláudio Monteiro, atualmente chefe do seu gabinete, o presidente Rondão Almeida, que considera que há coisas a melhorar neste evento, diz-se, ainda assim, “verdadeiramente satisfeito” com o resultado obtido.

“’Elvas Cidade de Natal’ veio para ficar, mas também temos que ponderar o que é que temos que melhorar. Já estamos a pensar seriamente em criar uma equipa de trabalho, onde vamos envolver não só os moradores desta área territorial, como todos os comerciantes, para podermos planificar, mais uma vez, as coisas com tempo, para podermos ir de encontro ao agrado de todas as pessoas”, explica o autarca. Para levar a cabo esse trabalho, Rondão Almeida diz ser necessário haver planeamento, tendo por base, desde logo, tudo aquilo que tem sido feito e que se revelado “extremamente positivo”.

“Veja-se o que se passa, pelo menos, às sextas, sábados e domingos, em que enchemos por completo, tanto a Rua da Cadeia, como a Praça da República”, comenta o autarca. Ainda assim, confessa que gostaria “de poder criar uma dinâmica em que as próprias ruas comerciais, Rua da Feira, Rua de Alcamim, Rua da Carreira e Rua de Olivença, tivessem também o mesmo dinamismo”. “Temos que gastar um pouco a nossa bateria a pensarmos o que podemos fazer de melhor, para poder contemplar tudo e todos os elvenses”, remata o autarca.

“Elvas Cidade Natal”, que teve início a 28 de novembro, contou com um total de 38 dias de muita animação.

“Jardim de Natal” em Campo Maior é “aposta ganha”

Terminou este domingo, 4 de janeiro, em Campo Maior, a primeira edição do “Jardim de Natal”.

O evento, organizado pela Câmara Municipal e a Associação de Empresários e Jovens Empreendedores de Campo Maior, acabou por dar, durante praticamente um mês, outra vida e animação ao centro da vila, com o grande destaque a ir para as flores e a iluminação, que acabaram por transformar, por completo, a principal rua de comércio.

Para o presidente da Câmara, Luís Rosinha, que destaca, por um lado, todo o trabalho envolvido neste projeto e, por outro, a vontade de lhe dar continuidade no futuro, garante que esta é “uma aposta ganha”.

“Trabalhámos muito para o efeito, é verdade, e eu não me canso de referir o papel fundamental que os meus ajudantes de campo, o vereador Paulo e a vereadora Paula, também tiveram na concretização deste evento, na coordenação das equipas municipais”, começa por dizer o autarca. “Era para nós também uma novidade, mas predispus-me, junto da Associação Empresarial, a avançar neste sentido e acho que também da parte da Associação Empresarial, a leitura que têm feito é de sucesso e eu concordo em absoluto”, adianta Luís Rosinha.

Destacando as muitas pessoas que, por estes dias, passaram por Campo Maior, o presidente não tem dúvidas de que “o caminho é este” e que o evento tem “pernas para andar”. “Há pormenores a melhorar, mas é como tudo. É a primeira edição e eu gosto sempre de dizer que, neste caso, fica à semente e nós, com certeza, que para o próximo ano iremos ainda evoluir mais este Jardim de Natal, que para nós é um sucesso”, conclui.