InovTechAgro classificado novamente com a menção de Excelente

O Centro Nacional de Competências para a Inovação Tecnológica do Setor Agroflorestal (InovTechAgro) – cuja presidência está a cargo do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) foi classificado com a menção de “Excelente”, pela terceira vez, num universo de 24 Centros de Competências atualmente reconhecidos a nível nacional.

A Monitorização e Avaliação do Desempenho dos Centros de Competências – 2024 foi realizada pelo Ministério da Agricultura e Mar, tendo os resultados ficado disponíveis no portal da tutela em  https://agricultura.gov.pt/portal/centros-de-competencias  .

O InovTechAgro, cuja homologação teve lugar em 16 de setembro de 2020, é fruto de um conjunto de diligências entre o IPP, a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P) e a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, no âmbito das quais foi criada esta Unidade para o debate, transferência de conhecimento e desenvolvimento experimental nas áreas de Mecanização Agrária, Agricultura de Precisão e Digitalização. A coordenação deste centro está a cargo do Professor Luís Alcino da Conceição, docente da Escola Superior de Biociências de Elvas do Politécnico de Portalegre.

A criação dos Centros de Competências, inseriu-se no Programa Estratégico do Ministério da Agricultura e do Mar, em 2014, (Estratégia do Ministério da Agricultura e do Mar, para a Investigação e Inovação Agroalimentar e Florestal no período 2014 – 2020), que incluiu a criação de um conjunto de « Consórcios/parcerias », em setores considerados relevantes no panorama agroalimentar nacional. Estes centros agruparam várias entidades para criar massa crítica para o desenvolvimento de projetos para criar valor dentro das fileiras e permitir dinamizar a investigação agrícola, agroalimentar e florestal.

Existem atualmente 24 Centros de Competências reconhecidos e homologados, agregando entidades pluridisciplinares de diferente natureza nomeadamente organizações de agricultores, centros de ensino e de investigação, entidades do sistema científico e tecnológico nacional, organismos da administração pública e empresarial do Estado e outras entidades privadas sem fins lucrativos. Os Centros de Competências visam constituir um espaço de partilha de conhecimento e de agregação de recursos e de competências existentes nas várias entidades que o integram, com o objetivo de potenciar a competitividade e inovação das empresas. Visam igualmente o desenvolvimento científico e tecnológico, aumentando a produtividade das culturas e inovando nos produtos agroalimentares e florestais.   

Ao longo dos anos, o Centro de Competências tem desempenhado um papel crucial na transferência de conhecimento, capacitando técnicos e agricultores para enfrentar os desafios da agricultura moderna. Com um plano de atividades que incluem cerca de 70 entidades que fazem a partilha de conhecimento e de ações no terreno em todo o território nacional e internacional, leva a tecnologia e a inovação ao setor agrícola, através de ações de formação, eventos e projetos, sendo uma referência na disseminação de inovação e tecnologia, promovendo uma agricultura mais eficiente e sustentável.

Campo Maior ainda vive a magia do “Jardim de Natal” com muito artesanato e comércio

Até ao próximo domingo, dia 4 de janeiro, Campo Maior ainda vive a magia do “Jardim de Natal”, com diversas atividades e com vários artesãos locais e comerciantes a promoverem os seus produtos na Praça da República.

Presente no evento com artigos de criança, Liliana Fernandes garante que a iniciativa tem sido “um sucesso”. “ “Isto é uma loja de roupa de criança, dos zero aos 14 anos. Tinha loja física em Campo Maior, entretanto fechei e agora aceitei aqui esta oportunidade de vir aqui para a nossa feirinha de Natal”, começa por dizer.

Por mais que o estado do tempo, sobretudo durante a semana, não ajude muito, os fins de semana “têm corrido bem”. “Temos os nossos irmãos que vêm ali do outro lado, com muita curiosidade, ver este ano o que se passa aqui e eles gostam destas coisinhas para as crianças”, comenta Liliana Fernandes.

“Mas o mais interessante é aqui o que se passa durante as nossas tardes, visto que isto era uma zona (Praça da República) que estava morta, por assim dizer, e tem estado muito, muito agradável. Reviveu-se aqui um bocadinho os tempos de outrora e tem sido muito interessante isso”, diz ainda esta comerciante.

Já para Maria João Alvanel, presente no evento com as peças de bijuteria da marca que criou, a “Flor de Lotus”, esta é a uma forma de, por um lado, apresentar o seu trabalho, mas também de poder estar em convívio com outras pessoas. “Eu ainda estava a trabalhar quando comecei a fazer bijuteria. Comecei com colares e pulseiras, de cortiça e cabedal. Entretanto, sempre fui ao domingo à feirinha do mercado (“Mercado Cá da Terra”), que fazemos cá na terra e agora, sempre, que há assim feiras maiores, também venho com muito gosto”, conta.

A participação neste tipo de iniciativas, para Maria João, é um “incentivo muito bom”. “Fazia-me falta este convívio. Em vez de estar em casa, e eu até vivo no campo, tenho sempre muito que fazer, mas quando há feiras, para mim, é maravilhoso, porque posso expor os meus produtos e sempre se encontra uma pessoa ou outra que já não se via há muito tempo e é sempre uma alegria”, remata.

FEDER financia Ciclo Urbano da Água em Alta do hospital regional do Alentejo

O Aviso Convite “Ciclo Urbano da Água em Alta – Acessibilidades ao Hospital Central do Alentejo”, no âmbito do Programa Regional do Alentejo 2030, com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), foi publicado no dia 17 de dezembro.  

Este aviso visa apoiar investimentos no saneamento de águas residuais (SAR) integrados no Ciclo Urbano da Água em Alta, contribuindo para a implementação do Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais (PENSAARP 2030), alinhado com quatro grandes objetivos estratégicos: Serviços eficazes; Serviços eficientes; Serviços sustentáveis; Valorização económica, ambiental e social dos serviços.  

As ações apoiadas enquadram-se na promoção de serviços de águas de excelência para todos, reforçando a eficácia, eficiência, sustentabilidade e valorização dos serviços, com particular enfoque na resiliência climática, eficiência hídrica e energética, descarbonização, gestão eficiente de recursos e valorização territorial.  

O aviso assume a natureza de convite, estando dirigido ao Município de Évora, enquanto entidade promotora das infraestruturas associadas às acessibilidades ao Hospital Central do Alentejo.  

O período de apresentação de candidaturas decorre entre até às 18h00 do dia 31 de dezembro de 2025.  

A dotação financeira indicativa disponível neste aviso é de 1.100.000 euros, com uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%, através do FEDER. Mais informações e acesso ao aviso completo em: www.alentejo.portugal2030.pt/avisos 

Livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” apresentado na Feira de Natal

A Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas apresenta amanhã, segunda-feira, dia 29, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”.

O livro, conta a história de “uma menina que recebe uma Barbie, mas que se sente naturalmente atraída pelo tablet que também ganhou. Esta escolha não surge como uma crítica, mas como um reflexo do encanto que a tecnologia exerce nas crianças de hoje”.

Com este projeto literário “a equipa dá mais um passo importante na sua missão de apoiar, inspirar e transformar vidas através do conhecimento e da partilha”.

A apresentação está marcada para as 15.30 horas, na Fábrica dos Brinquedos, no âmbito da Feira de Natal, aberta a toda a população.

Subsídio de alimentação da função pública aumenta 15 cêntimos em 2026

O subsídio de refeição para a função pública vai ser atualizado para os 6,15 euros a partir de 2026, um aumento que permitirá subir o valor isento de IRS no setor privado.  

Como este valor serve para tabelar o limite do subsídio de refeição isento de IRS, esse número também será atualizado para 10,46 euros diários, desde que pago em cartão ou vale refeição.  

Atualmente, este limite legal fixa-se nos 10,20 euros.  Contabilizando 22 dias de trabalho por mês, esta atualização traduz-se num aumento mensal de 5,61 euros.  

No entanto, as empresas privadas podem optar por atualizar, ou não, esta cifra, já que legalmente não estão obrigadas a fazê-lo.  

Prevê-se que que o subsídio de refeição aumente de forma progressiva até 2029, ano em que o valor rondará 6,60 euros.  

Exposições “No Fundo” e “De um Corpo ao Outro” para visitar no MACE até março

O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) apresenta ao público, dois projetos expositivos: “No Fundo”, de Pedro Magalhães, e “De um Corpo ao Outro”, com obras de Ana Santos e da Coleção António Cachola.

A exposição de Ana Santos, como revela o comendador António Cachola, ocupa a parte superior do museu. “É uma exposição em que os trabalhos que ela apresenta dialogam com obras da coleção António Cachola, que é a coleção residente do MACE, ou seja, o curador da exposição, que é o Sérgio Fazenda Rodrigues, um curador residente em Lisboa, que tem os seus projetos artísticos de curadoria também em Lisboa, achou por bem que esta mostra e este projeto da Ana Santos acontecessem com obras da sua criação, obras essas que deveriam dialogar com obras da coleção António Cachola”, adianta o colecionador.

Já Pedro Magalhães apresenta uma exposição de trabalhos audiovisuais, com curadoria de Ana Cristina Cachola, no piso inferior do MACE. “É um artista que nasceu e reside no Porto e que tem trabalhos muito interessantes. Ele é um artista que vem da área da música e, portanto, apresenta trabalhos de fotografia e de vídeo, um projeto que nós consideramos também muito interessante pelo facto de não ser um artista que é muito visto na zona sul do país”, explica António Cachola.

Ambas as exposições podem ser visitadas até março.

“Ouguela tem cerca de 40 habitantes, mas tem potencial para se fazer muita coisa”, garante Anselmina Caldeirão

Depois de já ter desempenhado funções, enquanto tesoureira, na Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, e de assumir o papel de presidente da CURPI de Campo Maior, Anselmina Caldeirão é também hoje presidente da Junta de Freguesia de São João Batista.

Com outra responsabilidade agora, Anselmina, que de alguma maneira procura seguir as pegadas do seu pai, assegura que, pese embora tenha inicialmente ficado indecisa, “não foi uma novidade” para si o convite que lhe foi endereçado pelo PS para se candidatar, nestas últimas autárquicas, que viria a ganhar. “O meu pai foi presidente da CURPI mais de 20 anos, mas também foi presidente da Assembleia Geral da Casa do Povo. Portanto, acaba por ser um seguimento daquilo que ele deixou cá e vamos fazer o melhor que pudermos, que foi isso mesmo que eu aprendi com ele”, garante.

A primeira prioridade traçada, desde o primeiro momento, pelo novo executivo da Junta de São João Batista, diz respeito a Ouguela, aquela que Anselmina Caldeirão descreve como uma “aldeia de sonhos”, cheia de potencial, apesar da sua reduzida população. “Ouguela tem cerca de 40 habitantes, mas tem potencial para se fazer muita coisa, muita atividade, muito festival, mas a proximidade com as pessoas…”, diz a presidente, que lembra a necessidade, por exemplo, de um pequeno comércio na aldeia.

“Nós temos conhecimento que vai muita gente visitar Ouguela, mas as pessoas chegam a Ouguela, tiram uma foto e vão embora. Se houver um pequeno comércio, a vender os produtos regionais, um cafezinho, que nós sabemos que temos lá o gin em Ouguela, mas pronto, seria mais um complemento”, assegura. Este “pequeno comércio” seria importante não só para quem visita a aldeia, mas também para quem nela habita: “as senhoras poderiam ter o pão fresco todos os dias, em vez de ser apenas nas duas vezes na semana em que vai o padeiro.”

Mas Anselmina Caldeirão vai mais longe: “temos ideias para um parque de merendas, um parque de autocaravanismo, muita coisa. Temos quatro anos para trabalhar”.

Lembrando que existe um centro comunitário em Ouguela, a presidente da junta quer que as pessoas que vivem naquela pequena aldeia se possam sentir “mais acompanhadas”. “Antigamente, as pessoas iam à sua lojinha de manhã, para poder conversar um bocadinho, embora as senhoras tenham um centro comunitário que funciona à tarde com várias atividades. Mas não é a mesma coisa. A pessoa está em casa, falta-lhe uma cebola, tem ali uma resposta, não precisa de estar à espera que alguém venha a Campo Maior e que traga ou que vá pedir à vizinha”, remata.

Sétima edição da Corrida Viana-a-par-de-Alvito a 11 de janeiro

É já no próximo dia 11 de janeiro que se realiza a sétima edição da Corrida Viana-a-par-de-Alvito, que vai ligar os concelhos de Viana do Alentejo e de Alvito.

A prova, que surge da cooperação intermunicipal entre os dois concelhos, está dividida em vários escalões e destina-se a todos os atletas federados e não federados, em representação de coletividades, organizações populares, grupos desportivos, escolas ou a título individual.

“A articulação entre os dois concelhos, Viana de Alentejo e Alvito, é uma questão que nós queremos melhorar muito, até porque existem boas relações, neste caso, entre os executivos de cada um dos concelhos e, portanto, é uma mais-valia para que a corrida Viana-a-par-de-Alvito aconteça da melhor forma. A colaboração é efetuada de diversas formas, nomeadamente pelo planeamento e pela execução da prova. Articulamos todas as necessidades quer dos participantes, quer de ter logísticas. Naturalmente, as questões da despesa do evento também são partilhadas com ambos”, começa por dizer o presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos.

Este ano, a novidade passa pela oferta de um kit de participação com produtos locais a todos os atletas, adianta o autarca, que explica que, face aos anos anteriores, a prova não sofreu grandes alterações: “atendendo que estamos realmente no início do nosso mandato, não quisemos fazer grandes alterações, até porque a prova quando corre bem, aquilo que queremos é mantê-la e melhorá-la aos poucos, mas sem grandes alterações”. Sendo este o maior evento de atletismo dos concelhos de Alvito e Viana do Alentejo, no ano passado, destaca o autarca, a prova contou com a participação de atletas de oito nacionalidades.

“Queremos muito que o número de participantes aumente e que exista um aumento gradual, com a melhoria da prova nos próximos anos. E por isso deixo aqui um apelo a que todos os amantes quer da corrida, quer da caminhada, para que possam inscrever.

As inscrições para juniores, seniores e veteranos são feitas através do site www.acorrer.pt, enquanto os atletas dos escalões de formação deveram fazer a inscrição nas associações de atletismo de Évora e Beja.

No final, haverá prémios monetários, individuais e coletivos para os participantes das corridas. “Foi ainda implementado mais um prémio para o atleta e a atleta com mais idade de cada concelho e também para o melhor classificado de cada concelho”, remata Luís Metrogos.

Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa de regresso ao Convento dos Agostinhos no final de janeiro

O último fim de semana de janeiro volta a ser de celebração da doçaria conventual de Vila Viçosa.

Desta vez, a Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa, já na sua terceira edição, promovida pela Câmara Municipal, entre 30 de janeiro e 1 de fevereiro, no Convento dos Agostinhos, de acordo com o vice-presidente Tiago Salgueiro, vai contar com a participação de novos produtores: “já estamos a preparar tudo, também com a presença de vários novos produtores que, no fundo, vão marcar a presença pela primeira vez”.

Associado ao evento, há todo um programa cultural, assim como o já habitual concurso de doçaria e muitas atividades para as crianças.

“Penso que a Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa é já uma referência no Alentejo e até em todo o país”, diz ainda Tiago Salgueiro.