Centro histórico de Elvas de regresso à época medieval

O centro histórico de Elvas regressou, esta quinta-feira, 7 de julho, à Idade Média, depois de dois anos de interregno, com o Festival Medieval da cidade.

Esta é já a 14ª edição do certame que teve a sua sessão de abertura oficial, ao final da tarde, na Rua da Cadeia, seguindo-se o desfile, até à Praça da República, por parte daqueles que, até domingo, recriam as vivências do povo, dessa época.

O presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, no ato inaugural do festival, não deixou de recordar que foi Elsa Grilo que trouxe este certame para a cidade, há 14 anos atrás, e também revela que “foi bem pensado trazer o Festival Medieval do Castelo para o centro da cidade, uma vez que tem mais condições”.

“É extremamente simpático verificar que a Praça da República já está cheia”, apesar do calor que se fazia sentir, diz Rondão Almeida, o que a seu ver “significa que a Câmara de Elvas, nos últimos tempos, com as atividades que ali tem desenvolvido, por exemplo, com a comemoração dos 10 anos da elevação de Elvas a Património Mundial da UNESCO, está preocupada com o centro histórico”.

“E é por esse motivo que trazemos essas atividades para o coração da cidade, para reanimar e para que as pessoas sintam que a sua cidade em termos de animação deve-se realizar no centro da cidade”, acrescenta o presidente, enaltecendo a resposta positiva de todos aqueles que aderiram ao certame, para ali comercializar os seus produtos, bem como a colaboração daqueles que têm esplanadas na Praça da República, “tendo sido capazes de se adaptar à época medieval”.

Por tudo isto, Rondão Almeida afirma que “vale a pena” e que “a Câmara de Elvas de Elvas conta que os elvenses aproveitem estas oportunidades e se desloquem ao centro histórico da cidade, para aproveitar, grande parte do serão”.

As tasquinhas voltam a concentrar-se na Rua da Cadeia e Praça da República e, até domingo, o programa contempla, diariamente, a partir das 19 horas, animação de rua, falcoaria, danças, animação permanente com bobos, trampolineiros, saltimbancos, trapezistas, tiro com arco, jogos, treino de guerreiros, passeios de camelo.

Réplica da escultura de homenagem a Joaquim Bastinhas já foi apresentada

O artista José António Navarro Arteaga esteve esta quinta-feira, dia 7, na Câmara Municipal de Elvas para apresentar ao presidente do Município, Rondão Almeida, uma réplica da escultura equestre de homenagem ao cavaleiro elvense Joaquim Bastinhas.

Nos Paços do Concelho estiveram também os familiares do cavaleiro, a esposa Helena Nabeiro e o filho Marcos Bastinhas, que ficaram “muito satisfeitos com o projeto apresentado”.

Os presentes abordaram ainda a questão da localização da referida escultura, nas imediações do Coliseu Comendador Rondão Almeida, prevendo-se que a sua apresentação ocorra em meados do próximo ano.

Luís Vicente Trio abre 17º Portalegre JazzFest

Dois anos passados após a última edição, o Festival Internacional de Jazz de Portalegre está de regresso ao Centro de Artes e do Espetáculo da cidade, para três dias, entre esta quinta-feira, 7 de julho, e sábado, dia 9, de muita música.

Sendo um evento “já consolidado”, chegando agora à sua 17ª edição, o diretor artístico do centro, Joaquim Ribeiro, promete “dias intensos”, com uma programação muito centrada no jazz nacional. Joaquim Ribeiro diz-se expectante em relação à reação do público a esta edição do festival, tendo em conta estes dois últimos anos de pandemia, assegurando que as “consequências imprevistas” sejam transversais a todas as salas de espetáculos do país.

O festival tem início hoje, pelas 18.30 horas, com um concerto de Luís Vicente Trio. Segue-se um espetáculo do quarteto norueguês Cortex, às 21.30 horas.

Luís Vicente é um dos mais ativos músicos de jazz ou música improvisada em Portugal e nitidamente um dos que alcançaram maior projeção internacional nos últimos anos, ao ponto do número de concertos em palcos internacionais ultrapassar por larga margem os que opera cá no burgo. “Chanting in the name of” é mais uma espécie de trio dourado, por incluir os imparáveis Gonçalo Almeida (Spinifex, Ritual habitual, Lama, The Selva), no Contrabaixo e Pedro Melo Alves (The Rite of Trio, Omniae Ensemble e Large Ensemble, In Igma, duo com Pedro Carneiro), na Bateria. Talvez não seja injusto elevar este grupo ao mais alto patamar do jazz espiritual alguma vez feito em Portugal. Composições abertas e fire music em combustão lenta, contrariando o desfilar de solos e apostando numa improvisação construtiva envolta num manto mágico, como se o resultado da sua música constituísse um género por si só.

Os membros do quarteto norueguês Cortex fazem parte de uma nova geração, que está a mudar a face do jazz no Norte da Europa. Os Cortex praticam um jazz energético, que tem como referências tanto a longa e profícua associação de Don Cherry com Ornette Coleman, como a mais recente associação de Dave Douglas com John Zorn, no formato original dos Masada. O que distingue os Cortex é a valorização do fator intensidade. Os títulos das peças que editaram em disco dizem tudo quanto a isso: “Nicotine”, “Endorphine” e “Desibel”, são três exemplos que remetem para fatores de excitação dos sentidos. Johansson e os seus parceiros são menos subtis do que aquilo que ouvimos em discos históricos, como “The Shape of Jazz to Come” e “Alef” – preferindo cortar a direito para chegarem onde desejam. E no entanto, trabalham mais a melodia e a pulsação, com a música a parecer assim menos escura e mais leve. Como se fosse um passeio na montanha em plena Primavera.

Feira das Atividades Económicas: Arronches retoma maior evento do concelho

Arronches retoma, entre esta quinta-feira, 7 de junho, e domingo, dia 10, a realização daquele que é o maior evento do concelho e que promete mostrar o que de melhor se faz nele: a Feira das Atividades Económicas.

Preparada “com todo o cuidado”, garante o presidente da câmara, João Crespo, esta XI edição do certame sofre algumas alterações, face às anteriores, com mais um dia de feira e algumas alterações na configuração quer da zona de espetáculos, quer da área de exposição. O evento “concentra uma séria de atividades que pensamos ser do agrado quer dos arronchenses, quer de quem nos visita”, adianta o autarca, assegurando que passagem de três para quatro dias de feira se deve ao facto dos “três dias serem curtos para o número de atividades” a que a Câmara Municipal se propôs a realizar.

Esta feira, adianta João Crespo, é ainda composta de uma exposição de agropecuária, com exposições de ovinos e bovinos, com vários concursos associados; animação infantil, que “é permanente durante os quatro dias”; um cartaz de espetáculos capaz de “agradar a todos os públicos”; para além da gastronomia, com tasquinhas, bares e o restaurante do município.

Sónia Costa, esta quinta-feira, Raya, na sexta, Diogo Piçarra, no sábado, e Ana Bacalhau, no domingo, são os nomes principais que compõem o cartaz de espetáculos da feira. Esta 11ª Feira das Atividades Económicas decorre em Arronches, depois de um mês inteiro dedicado às comemorações de São João.

O programa completo para conhecer abaixo:

Escola italiana quer estabelecer parceria com escola portuguesa no Erasmus+

Através do Europe Direct Alto Alentejo, um Europe Direct de Itália solicitou um pedido de divulgação de uma parceria entre uma Escola Secundária da região de Turim, com uma escola portuguesa para integrarem, em conjunto, o projeto Erasmus.

Esta escola, com alunos dos 14 aos 19 anos, pretende estabelecer parceria com uma escola portuguesa secundária ou profissional, focada nos cursos técnicos e profissionais relacionados com o turismo, atividades comerciais e assistência social

As escolas podem consultar todos os critérios e prazos para estabelecer esta parceria, em europedirect.ipportalegre.pt.

Este é o tema em destaque esta semana no programa “Espaço Europa”, que pode ouvir na emissão às 12.45 horas e às 16.30 horas, ou no podcast abaixo:

Campo Maior quer colocar Raya na rota dos festivais de verão do Alentejo

É já amanhã, sexta-feira, 8 de julho, que tem início, junto ao Complexo de Piscinas de Campo Maior, a edição deste ano do festival Raya, com as atuações de B3L2, Wet Bed Gang, DJ Fifty e DJ Sam.

A verdade é que, depois de dois anos de interregno, o festival regressa com uma programação que se estende até dia 16, com nove dias de muita animação, desporto e cultura, indo, desta forma, muito para além dos habituais concertos que, em vez de três noites, se distribuem agora por quatro.

De acordo com o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, a autarquia “esforçou-se imenso” por tentar fazer “um programa diferente”, que fosse de encontro às expectativas dos mais novos, depois de muito privados deste tipo de iniciativas. “Tentámos também chegar a um público não tão jovem, fazendo um festival de uma forma diferente, não nos querendo cingir aos tradicionais três dias de festival, arriscando um bocadinho”, assegura.

Com uma forte aposta nos espetáculos musicais, que resultam de um “elevado investimento” por parte do município, Rosinha espera que, no futuro, o Raya passe a constar entre a lista dos festivais que se destacam na região do Alentejo ou até com uma representação a nível nacional.

No sábado, 9 de julho, atuam Catarina & The Voice Friends, D.A.M.A, No Maka e Dj Diazz. Passam ainda pelo palco do Raya, no fim de semana seguinte, entre outros, Fernando Daniel e Piruka.

Entre domingo, dia 10, e sexta-feira, 15 de julho, em vários locais da vila, e no âmbito deste festival Raya, haverá espaço para desportos radicais, hip hop, urban street art, gameday e curso de DJ e produção musical.