Mantém-se ativo, no concelho, um único caso, num total de 639 registados, desde o início da pandemia.
Da doença, em Campo Maior, morreram 11 pessoas e recuperaram 627.
O Grupo Campo Maior Trail Runners tem vindo a desenvolver algumas atividades, para que a população continue a praticar exercício físico.
Neste sentido e como explica Carlos Pepê, o grupo está a desenvolver, duas vezes por semana, sessões de treino online, ao final da tarde, a partir das 19.15 horas.
Os atletas dinamizam os treinos específicos, em que Carlos é o moderador, que “têm como objetivo o desenvolvimento físico, para além de ser também um momento de convívio”.
Nestes treinos há a promoção da corrida ou trail e o reforço muscular, assim é proposto o treino de uma parte específica do corpo para trabalhar várias partes e manter um equilíbrio no desenvolvimento físico”. Este é um momento de “convívio e uma forma de manter os atletas em boa condição física e com um bom estado de espírito mental”.
Carlos Pepê explica ainda qual o tipo de exercícios que são feitos durante estas sessões, quem a duração de 30 minutos. Assim, todos os exercícios são repetidos, começa com aquecimento, e ao longo do treino há um desenvolvimento progressivo dos exercício e no final uma parte de alongamentos”. Estes exercícios são acompanhados de música para “garantir a fluência dos movimentos”.
O Grupo tem proposto também aos atletas, “sempre que possível que pratiquem desporto na rua, em zonas isoladas, e perto da sua residência, por curtos espaços de tempo, isolados ou em grupos de poucas pessoas, de forma a cumprir as regras em vigor”, refere ainda Carlos Pepê.
Grupo Campo Maior Trail Runners que promove treinos em casa, para todos aqueles que se queiram juntar, podem fazê-lo através das redes sociais, ou entrando em contacto diretamente com um membro do grupo.
Nas últimas 24 horas, foram identificados, no Alentejo, 14 novos casos de Covid-19.
De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS) não há, hoje, 12 de março, vítimas mortais, associadas à doença, a lamentar.
Na região, desde o início da pandemia, foram reportados 28.700 casos de infeção e declaradas 961 mortes.
A vida de uma pessoa com deficiência deu uma grande volta quando, no dia 16 de Março, encerraram escolas e centros de atividades ocupacionais e as terapias foram reduzidas ou suspensas. No último ano, verificaram-se avanços e recuos mas a verdade é que o dia a dia destes utentes e das instituições que os acolhem nunca mais foi a mesma.
No caso da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas, “a inclusão na sociedade sempre foi a sua missão. As restrições vieram cortar totalmente a relação entre os utentes e a comunidade o que provoca danos muito grandes”, de acordo com Luís Mendes, presidente da instituição.
“O plano de contingência da instituição está em vigor e os colaboradores estão a trabalhar em espelho no lar residencial. Os colaboradores das valências que ficaram encerradas, foram afetos às que estão em funcionamento e é com muito agrado que vemos o espirito de equipa e a disponibilidade de todos para trabalhar em todas as valências”, referiu o responsável.
Luís Mendes refere que decidiram colocar os trabalhadores noutras valências para que “no final do mês não tenham cortes nos seus vencimentos, uma vez que a Segurança Social continua a cumprir com os pagamentos de todas as respostas sociais, como é de conhecimento público”.
Por outro lado, a creche “O sitio dos pequenotes”, da responsabilidade da APPACDM de Elvas, continua a funcionar “como estabelecimento de referência para crianças cujos pais são trabalhadores da linha da frente. Também o serviço de intervenção precoce continua a funcionar. Recebemos indicação parta que os nosso técnico continuassem a prestar esse apoio e como temos o espaço físico disponível, as famílias podem continuar a deslocar-se à instituição em segurança”.
Luís Mendes mostra-se bastante satisfeito pelo facto de todos os utentes do lar residencial e os colaboradores que com eles trabalham diretamente já terem recebido as duas doses da vacina. O presidente da direção da instituição refere ainda que, até ao momento, não registaram “nenhum caso de infeção. Temos desenvolvido muitos esforços nesse sentido e, como é óbvio, também temos tido sorte”.
Apesar da vacinação, o responsável garante que “as medidas de contingência continuam a ser as mesmas”.
Lares residenciais fecharam portas ao exterior e quase todas as instituições tiveram de se reinventar por causa da pandemia da COVID-19. Atividades, terapias e apoio familiar realizam-se agora à distância.
O Centro Educativo Alice Nabeiro tem vindo a desenvolver atividades, diariamente, com as crianças que se encontram em ensino à distância.
É através de desafios, “nas várias áreas de conhecimento que são trabalhadas no CEAN, desde música, artes, biblioteca, ciência, entre outros, e também no apoio ao estudo, que são desenvolvidas atividades com as crianças, que são posteriormente publicadas no blog e facebook da instituição”, como refere Dionísia Gomes, coordenadora do estabelecimento.
Os técnicos e professores trabalham diariamente, a nível do 1º e 2º ciclo, e também no pré-escolar é dada ênfase à psicomotricidade, atividades com as educadores e inglês, e como explica Dionísia Gomes, “apesar de ser mais difícil neste grau de ensino, continuam a fazer um trabalho diário”.
Para além do Centro Educativo, a Associação Coração Delta, instituição de solidariedade social, “dá suporte a outros serviços, como é o caso do apoio ao desenvolvimento de crianças e jovens, dos 6 aos 18 anos, e também ao nível da intervenção precoce, como terapia da fala, ocupacional e psicologia, à distância, salvo raras exceções”.
As crianças que não tinham condições para fazer este acompanhamento à distância, por não ter condições para acompanhar em casa, passaram a ser acompanhadas, com as devidas precauções, presencialmente.
Centro Educativo Alice Nabeiro que manteve atividades e apoio ao estudo para as crianças do pré-escolar e primeiro ciclo.
António Costa apresentou ontem, 11 de março, ao país, todo o calendário do desconfinamento, até 3 de maio. As medidas serão avaliadas a cada 15 dias.
O primeiro-ministro garantiu que a reabertura “progressiva da sociedade” será feita com segurança, sendo que o dever geral de confinamento será reavaliado depois da Páscoa: uma “modalidade” só pode existir em estado de emergência.
De uma forma geral, e até à Páscoa, mantém-se o dever geral de confinamento. A circulação entre concelhos, aos fins de semana, continua proibida, até dia 5 de abril. Já o teletrabalho continua a ser obrigatório, sempre que possível.
De recordar que o desconfinamento vai começar, já na segunda-feira, dia 15 de março, pela reabertura das creches, do pré-escolar, do 1º ciclo e dos ATL. Também na segunda “voltarão a abrir lojas de comércio local de bens não essenciais para venda ao postigo”.
Os cabeleireiros, as barbearias, manicures e similares também reabrem na segunda-feira, assim como as livrarias, as bibliotecas, arquivos, o comércio automóvel e a mediação imobiliária.
Confira o calendário deste desconfinamento:
5 DE ABRIL
19 DE ABRIL
3 DE MAIO
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje, 11 de março, as medidas de um desconfinamento progressivo, numa “reabertura a conta-gotas”, quando Portugal está agora com 105 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.
Costa avançou algumas regras base:
2. Circulação entre concelhos continua interdita;
3. Na Páscoa vai continuar o confinamento.
As medidas serão implementadas por fases, entre 15 de março e 3 de maio.
A 15 de março reabrem as creches, pré-escolar e 1º ciclo (e ATLs para as mesmas idades); comércio ao postigo; cabeleireiros, manicures e similares; livrarias, comércio automóvel e mediação imobiliária; bibliotecas e arquivos.
A 5 de abril reabrem os estabelecimentos de ensino de 2º e 3º ciclos (ATLs para as mesmas idades); equipamentos sociais na área da deficiência; museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares; lojas até 200m2 com porta para a rua; feiras e mercados não alimentares (decisão municipal), esplanadas (máximo quatro pessoas); modalidades desportivas de alto risco e atividades físicas ao ar livre até quatros pessoas; e ginásios sem aulas de grupo.
A 19 de abril são retomadas as aulas presenciais, no Ensino Secundário e Superior; serão reabertos cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos. Também as lojas do cidadão têm ordem para abrir, com atendimento presencial por marcação. Todas as lojas e centros comerciais, restaurantes, cafés e pastelarias (máximo quatro pessoas ou seis em esplanadas) podem funcionar até às 22 horas ou 13 horas ao fim de semana e feriados. Modalidades desportivas de médio risco podem ser retomadas também, assim como a atividade física ao ar livre até seis pessoas e ginásios sem aulas de grupo. Eventos exteriores só com diminuição de lotação, sendo que casamentos e batizados só se poderão realizar com 25% da lotação.
Já a 3 de maio, os restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de seis pessoas ou dez em esplanada) podem abrir, sem limite e horário. Também todas as modalidades desportivas poderão ser retomadas, assim como a atividade física ao ar livre e em ginásios. Grandes eventos exteriores e interiores terão diminuição de lotação. Casamentos e batizados já se poderão realizar com 50 por cento de lotação.
O estado de emergência foi prolongado até 31 de março. O documento foi aprovado esta quinta-feira, dia 11, no Parlamento, com os votos favoráveis do PS, PSD, CDS-PP, PAN e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues.
Votaram contra o PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita da Joacine Katar Moreira. O BE foi o único partido que se absteve.
O período de estado de emergência, que se encontra em vigor termina, às 23.59 horas da próxima terça-feira, dia 16 de março, pelo que o próximo tem início no dia a seguir.
No decreto deste 13º diploma, submetido ao Parlamento por Marcelo Rebelo de Sousa, está previsto um plano para a reabertura das escolas, de forma gradual, sendo que, para isso, será necessário fazer testagem e proceder a vacinação.
Ainda hoje, António Costa fala ao país, para apresentar o plano de desconfinamento do Governo.