O concelho de Campo Maior não regista esta quarta-feira, dia 4, novos casos de infeção por Covid-19, pelo que a situação epidemiológica se mantém.
Encontra-se ativo apenas um caso, ao dia de hoje, dos 642 confirmados desde o início da pandemia.
Já decorrem as obras para ampliação da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, que contemplam também a requalificação edifício existente.
Este edifício tem mais de 30 anos, adianta Luís Machado, provedor da Santa Casa de Campo Maior, e revela que a obra dará a capacidade para acolherem mais 12 utentes. No entanto, “fazer obras com os utentes lá, traz enormes constrangimentos e exige planeamento, por isso tem uma sequência, para que as pessoas sejam mudadas de local, à medida que é feita a requalificação”.
Neste momento está a ser feita a nova ala da ERPI, “para onde será transferidos uma parte dos idosos, que são residentes, para depois se poder jogar com os espaços livres e recuperar a parte de ERPI que será alvo de requalificação”, revela Luís Machado.
Devido às obras os utentes de Centro de Dia foram deslocados para o edifício das piscinas municipais, e os utentes da ERPI ficaram alojados no Centro de Dia da Santa Casa. Segundo o provedor, o espaço, nas piscinas municipais, cedido pelo município, “reúne todas as condições e foi requalificado em termos de políticas Covid e regras relativas à pandemia, para que os utentes estejam em segurança”. Neste edifício das piscinas municipais está também, por agora, “centralizada a cozinha central, onde são confecionadas as refeições para todas as valências da Santa Casa, à exceção do infantário”.
Luís Machado explica ainda que “têm havido avanços significativos para a conclusão das obras”. Estava previsto que as obras terminassem em novembro deste ano, mas “tal não vai acontecer”, tendo em conta a pandemia, e as novas requalificações que serão lançadas a concurso, “a obra irá prologar-se até ao próximo ano, mas ainda não se sabe até quando”.
A obra que decorre na Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior resulta de um investimento total de mais de 981 mil euros que será financiado a 85% pelo Programa Alentejo 2020, cabendo ao Município de Campo Maior assumir a contrapartida pública nacional de 147 mil euros.
No antigo Edifício Militar do Assento, em Campo Maior, para além da Casa das Flores, localizada no rés-do-chão, está também localizada a Casa do Assento, no piso superior.
João Muacho, presidente da Câmara de Campo Maior, explica que “nos corredores deste piso superior será instalado um pequeno auditório, que vai ter um palco com 15 cm de altura e as pessoas que assistem vão estar em filas de quatro cadeiras, de forma a permitir que se consiga circular com segurança, até ao elevador”. Noutros corredores, da galeria, serão também instalados gabinetes de trabalho.
Pouco mais de um milhão de euros foi o investimento feito neste edifício Militar do Assento, em termos de obra física, “comparticipados pela União Europeia, através do FEDER Alentejo 2020” e, segundo o presidente da câmara campomaiorense, “só assim é possível, a municípios no interior, dar sequência a uma política turística de atratividade, no concelho de Campo Maior”.
Piso superior do Antigo Edifício Militar do Assento, que dará origem a um pequeno auditório e salas de trabalho.
O concelho de Campo Maior não regista esta segunda-feira, dia 3, novos casos de infeção por Covid-19, pelo que se mantém um caso ativo.
Foram registados um total de 642 casos positivos, desde o início da pandemia, dos quais 630 recuperaram e 11 pessoas morreram, devido à infeção pelo novo coronavírus.
O Europe Direct do Alto Alentejo tem patente, no Agrupamento de Escolas de Campo Maior, a exposição de fotografias “Trabalhadores de toda a Europa na linha da frente da pandemia”.
Esta é uma exposição de homenagem a todos aqueles que, em tempos de pandemia, têm assegurado as suas funções, para impedir que nada falte à população, em toda a Europa. “Muitos trabalhadores continuaram a fazer o seu serviço, para assegurar que nós continuássemos a ter o mínimo de qualidade de vida, que não nos faltassem em casa mercearias, que os nossos cuidados de saúde se mantivessem, e nesta fase, então, com uma intensidade ainda maior, mas também as farmácias, várias outras instituições que tiveram de continuar abertas, para que nós continuássemos a ter uma vida minimamente normal”, lembra Ana Pereira, do Centro Europe Direct do Alto Alentejo.
Nesta exposição, avança a técnica do centro de informação do Politécnico de Portalegre, estão retratados trabalhadores, das mais diversas áreas, de toda a Europa. “São fotografias de motoristas de autocarros, polícias, bombeiros, as próprias trabalhadoras das limpeza, de toda a Europa, onde se incluem alguns trabalhadores de Portugal”, adianta Ana Pereira.
Com a mostra, procura-se sensibilizar os jovens de Campo Maior “para o trabalho que estas pessoas tiveram e continuam a ter, e ao mesmo tempo dar-lhes alguma consciência de que o trabalho destas pessoas deve ser respeitando, fazendo também nós a nossa parte, cumprindo as regras que nos são transmitidas diariamente”.
Mais de uma dezena de artistas subscreveram um protesto, contra o facto de o “Espaço.arte”, em Campo Maior, ter sido inaugurado com obras de artistas da Associação de Artes plásticas de Campo Maior, e os mesmos não terem sido convidados para esta inauguração.
Luís Rodrigues, artista plástico e doador de mais de 80 trabalhos de sua autoria e três de Mestre Júlio Ferreira da sua coleção pessoal, em declarações à Rádio Campo Maior explica que este protesto está relacionado não só com o facto de os artistas não terem sido convidados, nem avisados desta exposição com trabalhos da sua autoria. “O nosso protesto reside no facto de, os convidados presentes na inauguração, foi quase que uma festa privada, e os artistas, aqueles que tornaram possível aquele espaço, foram totalmente ignorados. Não há sítio nenhum onde a prática seja essa, na inauguração de uma exposição, os artistas são convidados”.
Outra das indignações está relacionada com o facto de “ter sido prestada homenagem ao Mestre Júlio Ferreira, que muito deu a Campo Maior, e os familiares por afinidade, que entregaram a sua obra e os objetos de uso pessoal, prestaram homenagem ao mestre e não avisaram os familiares, não esteve ninguém presente e nem sabiam da mesma”.
Luís Rodrigues reafirma que “o nosso protesto reside aí, como é possível que o município fizesse a organização de uma inauguração, onde até imprimiu um catálogo com as imagens das obras dos artistas, sem que estes tivessem conhecimento de nada, fossem avisados, nem convidados”.
Na altura, depois de contactar o presidente do município, Luís Rodrigues revela que lhe foi transmitido que “a inauguração nestes moldes se devia à Covid”. Justificação que não foi aceite pelo artista plástico, considerando que “os eventos é que têm que se adaptar à Covid-19, e na altura disse ao presidente que era possível ter 30 convidados, que a inauguração fosse feita no exterior, depois organizarem visitas de cinco ou dez elementos de cada vez e posteriormente fazerem uma sessão no Centro Cultural, onde as pessoas eram objeto da atenção do município, e tudo tinha corrido normalmente”.
“Esta gafe não é desculpável” afirma o artista plástico, e acrescenta que espera, assim como todos aqueles que subscreveram o protesto, “apesar de já não resolver nada, mas é capaz de pôr alguma água na fervura, que o município, na pessoa do presidente e da vereadora da Cultura, que se retratem publicamente e que faça um pedido de desculpas, público e formal, a cada um dos artistas que têm obras expostas no Espaço.arte, bem como o envio do catálogo”, considerando que é isto que acha “de bom tom a Câmara fazer”.
Contactado pela Rádio Campo Maior, e sem querer prestar declarações, o presidente da Câmara de Campo Maior, João Muacho, informou que “o município não alargou a inauguração, nem à comunidade, nem aos artistas, devido à pandemia da Covid-19”. No entanto, “mesmo antes da inauguração, o município tinha e tem em mente convidar, de forma faseada, os artistas que têm obras no Espaço.arte, para o visitarem”.
O protesto, para além de ter sido enviado ao presidente da Câmara seguiu também para a Diretora Regional da Cultura, no Alentejo, e para a ministra da Cultura.
O Alentejo regista hoje, sábado, 1 de maio, 15 novos casos de Covid-19.
Nas últimas 24 horas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde, não foram registadas, na região, mortes, associadas à doença.
Desde o início da pandemia, no Alentejo, foram identificados 29.790 casos positivos de infeção e registadas 971 mortes.