No Multiusos de Arraiolos é possível conhecer a história do Tapete de Arraiolos

A Mostra Gastronómica, Feira do Tapete e Festival da Empada é um evento que está a decorrer no multiusos de Arraiolos até domingo, dia 6, e que dá destaque a alguns dos aspetos que mais interesse despertam na vila: o tapete de Arraiolos e a empada.

No decorrer deste certame, os visitantes podem degustar e aprender a confecionar as tradicionais empadas ou saber mais sobre a arte de fazer tapetes.

Inácia Paulo é funcionária do município de Arraiolos e trabalha no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos. No certame, tem estado a tratar de fazer uma almofada com a mesma arte que se faz os tapetes: “temos que contar os pontos todos que temos no desenho e agora estou a fazer io ponto, que é o início, para depois se começar na fase da armação, depois é o matis e depois o fundo. Independentemente da peça que façamos tem sempre estas três fases”.

Inácia aprendeu a fazer tapetes de Arraiolos há cerca de 40 anos e reconhece que os jovens já não têm este interesse, até porque “não é muito rentável. Uma boa bordadeira consegue fazer, em média, doos metros quadrados por mês. As casas pagam às bordadeiras a cerca de 100 euros o metro quadrado. Quem é que vive com 200 e poucos euros por mês? É complicado. Mas ainda há quem faça tapetes”.

A Mostra Gastronómica, Feira do Tapete e Festival da Empada decorre até dia 6, no pavilhão multiusos de Arraiolos.

Grupo Nabeiro: um exemplo nacional ao nível da intervenção precoce

Especialistas, pais e educadores estão esta quinta-feira, 3 de novembro, reunidos, no Centro Cultural de Campo Maior, para falar e ouvir falar de intervenção precoce, naquele que é já o 14ª encontro sobre o tema, promovido pelo Coração Delta, a associação de solidariedade social do Grupo Nabeiro.

Analisar as condições de desenvolvimento dos mais novos, o seu crescimento pessoal e social, bem como a necessidade de vigilância de crianças com risco de atraso no desenvolvimento, são os principais objetivos do evento que, num primeiro momento, e depois da sessão de abertura, contou com uma conversa entre a apresentadora de televisão Fátima Lopes, três mães de crianças com Trissomia 21 e Autismo e o psicólogo Eduardo Sá.

No decorrer deste primeiro painel do encontro ficou evidente a diferença de acesso aos cuidados, ao nível da intervenção precoce, prestados em Campo Maior, pela Coração Delta, em relação a outras partes do país.

Para o secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos, que falou aos presentes na sessão de abertura, a intervenção precoce deve resultar de “um esforço coletivo, não só do Estado e das autarquias”, mas da sociedade civil e de associações como a Coração Delta, cujo trabalho representa a “generosidade e solidariedade” do comendador Rui Nabeiro.

Lembrando que uma das questões que preocupa o país é a demografia, Gabriel Bastos assegura que “tudo deve ser feito” para que sejam criadas as condições que mais crianças nasçam em Portugal. Para isso, é necessário ajudar sempre, e sobretudo, aquelas que têm necessidades especiais. “É preciso ajudar essas crianças e preocuparmo-nos com o contexto familiar, para que todas as condições estejam reunidas, para que possam ter projetos de vida e igualdade de oportunidades”, remata.

Já o comendador Rui Nabeiro, que foi homenageado no decorrer deste encontro, lembra que as crianças e os idosos têm sido sempre a sua maior preocupação e que tem procurado levar até às pessoas os cuidados que muitos não teriam acesso de outra forma.

Segundo Rita Nabeiro, presidente deste 14º Encontro da Intervenção Precoce, o objetivo da iniciativa passa, sobretudo, por “incidir nas carências e nas necessidades” existentes, para que se possa, em articulação com as entidades locais e governamentais, prestar “outro tipo de cuidados” às crianças com necessidades especiais. A responsabilidade, em identificar as carências ao nível da intervenção precoce, para que depois se possam “apontar caminhos”, garante Rita Nabeiro, “é de todos”.

Não cabendo ao Estado “fazer tudo”, a este nível, diz Rita Nabeiro, é, contudo, necessário “articular melhor” os recursos existentes. “Pensar e fazer as coisas de uma forma mais incisiva. Se no final, pensarmos desta forma, o resultado dessa otimização será benéfico para todos: para o Estado, as famílias e as entidades locais”, acrescenta.

Recordando o trabalho desenvolvido pela Coração Delta, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, garante que estes são dois dias importantes para o concelho, com a participação neste encontro, quer do secretário de Estado da Segurança Social, quer do ministro da Saúde, a quem caberá o encerramento deste primeiro dia do evento. “Debatemos aqui matérias super importantes, porque aquilo que está em causa são as crianças: as crianças, as respetivas famílias e o modelo de acompanhamento que nos é possível dar”, assegura.

O autarca garante ainda que, e depois de aprovada a nova Lei da Saúde Mental, há esperança que o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, possa hoje apresentar novidades sobre a tão desejada Unidade de Cuidados Continuados Integrados.

O que se segue à intervenção precoce, o neurodesenvolvimento, a importância do seio familiar e do acompanhamento dos pais no desenvolvimento infantil foram os assuntos abordados neste primeiro dia do encontro promovido pela Coração Delta. Para amanhã estão agendados seis workshops, relacionados com a temática do encontro.

Núcleo de Elvas presta homenagem a combatentes falecidos em Dia de Finados

O Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes homenageou esta manhã de quarta-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, os combatentes falecidos.

Esta homenagem decorreu no talhão do Núcleo, no cemitério de Elvas tendo contado com a deposição de flores por parte das diversas entidades presentes, assim como foi feito um minuto de silêncio em memória dos combatentes.

Este ano, à semelhança do que aconteceu em outros locais, as forças militares não marcaram presença, face aos “efetivos insuficientes”, revela Luís Franco, presidente do Núcleo, adiantando que não poderiam deixar de prestar “esta singela, mas sentida homenagem a todos os combatentes, para que não ciam em esquecimento”.

Já o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida lembra que este é um dia em que o município recorda “os elvenses já falecidos”, com a missa que decorreu no Convento de São Francisco destacando a homenagem do núcleo aos combatentes, onde afirma “foi com um certo significado que se juntaram ali os representantes de todas as entidades civis e miliutares, para homenagear e nunca esquecer a alma de todos aqueles que combateram pela nossa nação”.

O diretor do Museu Militar de Elvas, o coronel Nuno Duarte, marcou presença nesta homenagem e destaca que este dia se torna importante “para homeagear aqueles que tombaram em nome de Portugal e é uma forma de mostrar às novas gerações a importância destes dias e dos militares que serviram o exército português”.

“Greve não prejudicou aulas em Campo Maior”, diz Jaime Carmona

A Federação Nacional da Educação marcou para hoje, dia 2 de Novembro, uma greve, com o objetivo dos professores demonstrarem o seu descontentamento contra o Orçamento de Estado para 2023 (OE2023).

No Agrupamento de Escolas de Campo Maior, “foram 11 os docentes a aderir à greve” o que, de acordo com o diretor Jaime Carmona, “não coloca em risco o funcionamento das aulas”.

Já no Agrupamento de Escolas nº1 de Elvas, “oito professores aderiram à greve, sendo sete da escola sede do agrupamento e um da Escola Básica de Alcáçova”, de acordo com a diretora Paula Rondão.

Para este dia, os Sindicatos de Docentes da FNE prepararam iniciativas no âmbito de cada região, utilizando várias modalidades envolvendo a presença dos respetivos dirigentes e ativistas.

No que diz respeito aos restantes agrupamentos de escolas de Elvas, ainda não foi possível apurar os número de adesão à greve.

Campo Maior: combatentes recordados e homenageados em Dia de Finados

O Núcleo de Campo Maior da Liga dos Combatentes, juntamente com a câmara municipal e as juntas de freguesia, prestou na manhã desta quarta-feira, 2 de novembro, em Dia de Finados, homenagem aos combatentes campomaiorenses já falecidos, no cemitério da vila.

Depois da cerimónia, com a deposição de flores no talhão do núcleo, a comitiva seguiu para Degolados, para prestar também homenagem ao combatente sepultado no cemitério daquela freguesia.

Esta, segundo o presidente do núcleo, José Trindade, é uma cerimónia que se deve realizar todos os anos, com o objetivo de recordar os combatentes que já partiram.  “Fico bastante satisfeito por esta homenagem”, garante, explicando que, por esta ocasião, foi ainda colocada uma placa do núcleo numa campa de um antigo combatente que não se encontra sepultado no talhão. “Na altura, quiseram sepultar o senhor na campa dos familiares e agora vieram nos pedir se podíamos lá colocar um monumentozinho por parte dos combatentes e nós fizemos essa homenagem”, acrescenta.

Desta vez, e contrariamente ao que é habitual, os militares do Regimento de Cavalaria nº 3 de Estremoz não estiveram presentes nesta cerimónia, de acordo com José Trindade, por “falta de elementos e verbas”. Nesse sentido, o núcleo convidou a Banda 1º de Dezembro a marcar presença nesta homenagem. “Eles agradeceram o nosso convite e a homenagem foi feita à mesma”, remata.

Já o Município de Campo Maior, garante o vice-presidente, Paulo Pinheiro, deve associar-se sempre a esta cerimónia, através da qual se homenageiam aqueles que “se sacrificaram pela pátria”. “É sempre um gesto de silêncio, de tristeza e é o mínimo que podemos fazer, é sempre celebrar e homenagear estes que tanto fizeram pela pátria”, diz ainda.

Abastecimento de água condicionado esta quinta-feira em Campo Maior

O fornecimento de água à população, em algumas zonas de Campo Maior, estará condicionado, ou mesmo interrompido, esta quinta-feira, 3 de novembro, entre as 7 e as 17 horas.

Estes congestionamentos, explica a Aquamaior, devem-se aos trabalhos de substituição da conduta de distribuição na Avenida da Liberdade.

A intervenção irá afetar a Avenida da Liberdade (troço da Estátua do Comendador à Avenida Humberto Delgado; e troço da Avenida Humberto Delgado ao cruzamento da Rua Dr. Tello da Gama), a Avenida Humberto Delgado (troço desde a Avenida da Liberdade à rotunda do Continente), a Rua Artur Bual e a Rua Dr. Agrela.

A Aquamaior agradece “a melhor compreensão por parte da população”, assegurando que irá tentar realizar os trabalhos no “mais curto espaço de tempo, para causar o menor constrangimento possível”.

Festival de Caminhadas: percurso pedestre pelas Defesas de Campo Maior no sábado

O TransAlentejo Walking Festival, o festival de caminhadas do Alentejo, que teve início no passado dia 14, termina no domingo, 6 de novembro. No dia anterior, no sábado, 5 de novembro, o evento chega a Campo Maior, para uma caminhada pelo percurso pedestre das Defesas da vila.

Este percurso, que terá início às 10 horas, no Largo do Barata, segundo o diretor técnico do festival, José Pedro Calheiros, “dignifica a recuperação” que tem vindo ser feita ao nível do castelo e das muralhas da vila.

No dia seguinte, a 6 de novembro, o percurso pelas Linhas de Elvas, inicia-se junto ao Forte da Graça, pelas 10 horas, e termina no Forte de Santa Luzia. Estas caminhadas, diz ainda o responsável, inserem-se num evento que, segundo o diretor técnico do festival, José Pedro Calheiros, tem como base “a lógica de sustentabilidade”, sendo gerido pelos municípios do Alentejo,” no seu conjunto”.

Os interessados em participar nestas caminhadas devem fazer a sua inscrição através do site do evento ou junto dos serviços de turismo do município. A participação em todos os passeios pedestres do festival é gratuita, sendo a inscrição obrigatória. Cada passeio está limitado a um máximo de 40 participantes.

Combatentes de Campo Maior recordados em Dia de Finados

O Núcleo de Campo Maior da Liga dos Combatentes, juntamente com a Câmara Municipal, presta homenagem aos combatentes campomaiorenses falecidos, esta quarta-feira, 2 de novembro, em Dia de Finados.

Como habitualmente, está prevista a romagem aos cemitérios de Campo Maior e Degolados. “Vamos, às 9 horas, ao cemitério, para colocar uma coroa de flores. Este ano não vamos ter a tropa, porque não podem vir os militares, mas vamos ter a banda, com dois ou três elementos, que irão dar os toques de alvorada”, revela o presidente do núcleo, José Trindade.

Ainda antes da comitiva rumar ao cemitério de Degolados, onde está sepultado um antigo combatente, o núcleo vai, em Campo Maior, “colocar uma placa num combatente falecido há algum tempo, que está numa campa separada”.

Livro sobre Salgueiro Maia apresentado no sábado em Campo Maior

O livro “Salgueiro Maia – das Guerras em África à Revolução dos Cravos”, do historiador espanhol Moisés Cayetano Rosado, é apresentado no sábado, dia 5 de novembro, no Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada, em Campo Maior.

Com prefácio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e tradução de Almada Contreiras, um dos Capitães de Abril (capitão do mar e guerra), a obra é coeditado pela Associação 25 de Abril e pela Associação Salgueiro Maia.

O início da apresentação está marcado para as 16 horas.

“Poucos jovens se interessam pelo Tapete”, diz artesã de Arraiolos

Os tapetes de Arraiolos são tapetes bordados com lã sobre tela de juta ou algodão, tradicionais da vila de Arraiolos, em Portugal. As referências mais antigas à técnica de fabrico de tapetes de Arraiolos datam de finais do século XV.

A arte de fazer tapetes de Arraiolos tem bastantes anos e passa de geração em geração, sendo que, atualmente, são oito as casas na vila que se dedicam a este trabalho.

Joana, da Casa Sempre Noiva, está presente na Mostra Gastronómica, Feira do Tapete e Festival da Empada, no Pavilhão Multiusos de Arraiolos, e falou-nos um pouco sobre alguns dos passos que são dados para fazer um tapete, como é o caso da parte da franja: “a parte da franja, a única diferença que tem, de tapete para tapete, é a cor que aplicamos na laçada. Nós gostamos muito de trabaçhar com o modelo tradicional, o Coimbram o Santo António, entre outros, mas depois também temos clientes que dão a vertente mais moderna, alguns trazem o seu desenho ou escolhem as suas cores”.

Actualmente, os clientes procuram de tudo um pouco, “mas o tradicional ainda prevalece, porque usa-se sempre. O moderno hoje usa-se muito e amanhã já não se usa”.

Joana explica que fazer um tapete de Arraiolos é um trabalho muito duro e que não desperta “muito interesse aos jovens. E se é difícl encontra quem faça tapetes, é ainda mais difícil encontrar quem os restaure”.

Os tapetes de Arraiolos são o produto que coloca a vila alentejana nas bocas do mundo, daí a realização da Mostra Gastronómica, Feira do Tapete e Festival da Empada, até dia 6, no pavilhão multiusos.