Festival Al Mossassa: Marvão recua à época medieval no fim de semana

Marvão recua no tempo, entre sexta-feira, 29 de setembro, e domingo, dia 1 de outubro, até à era da sua fundação, no século IX, de forma a recordar as suas raízes árabes, com mais uma edição do festival medieval Al Mossassa.

Durante estes três dias, será possível assistir às tradicionais encenações, espetáculos circenses, danças medievais, junto ao castelo da vila, onde também a música, o artesanato e o habitual Mercado das Três Culturas terão o seu espaço.

O evento, que acaba por “ajudar a economia local”, garante o presidente da Câmara de Marvão, Luís Vitorino, já se “afirma no calendário das feiras medievais” do país. “É uma parceria com o Ayuntamiento de Badajoz e, em Marvão, vai ter aquela feira, como desenvolve nos outros anos, com espetáculos e todas as atividades relacionadas com a feira”, adianta o autarca.

Considerado por Luís Vitorino já um ex-líbris, o Al Mossassa “é muito vocacionado para o público espanhol e vem animar a vila de Marvão, neste início de outono”.

Lembrando ainda a oferta turística e a excelência da hotelaria e restauração de Marvão, Luís Vitorino convida ainda todos a visitarem a vila, mesmo depois do Al Mossassa.

A inauguração desta 16ª edição do Al Mossassa, em Marvão, está marcada para as 18 horas de sexta-feira. A programação do evento para conhecer aqui.

São Mateus: quando a romaria era feita em carroças e os produtos agrícolas eram o centro das atenções

Conhecida como sendo uma das maiores romarias do sul do país, atraindo sempre milhares de visitantes, a feira de São Mateus, em Elvas, tem, ao longo do anos, vindo a conhecer significativas alterações, por mais que muitas tradições ainda se mantenham vivas.

Catarina Parrão, por exemplo, recorda que, com dois ou três meses de vida, já vinha com a família, num carro de canudo, puxado por uma mula, em direção a Elvas, saindo de Campo Maior de madrugada para chegar de dia à feira. “Vinha com os meus avós, as minhas tias; vinha tudo junto, dentro dos carros”, conta.

Na altura, a romaria resumia-se a três dias, lembra esta campomaiorense. Já com outra idade, mas sempre de carroça, Catarina lembra-se de viajar até Elvas a cantar. “Vínhamos cantando, que é o que a gente ali melhor sabe fazer; cantar e fazer flores”, diz ainda esta ouvinte da Rádio ELVAS, que assegura que “o São Mateus não se faz sem chuva”.

Na altura, recorda por sua vez António Cabrela, os produtos agrícolas eram a principal atração da romaria, onde não faltavam os peros e as castanhas. Para estas festas, lembra ainda, as pessoas traziam sempre, entre outras coisas, o frango de tomatada para comer na Piedade. “As pessoas de Varche, por exemplo, vinham e traziam o frango de tomatada, traziam os paios, porque faziam a matança e era tudo para se comer nesta ocasião”, recorda.

“A avenida era mais pequena e ao fundo estavam vários produtores com os peros Bravo Esmolfe, de Portalegre, que aquilo deita um cheiro; castanhas, passas de figo; havia feijão, havia grão. Havia isso tudo”, relembra ainda António Cabrela.

Inscrições para as Festas do Povo 2024 no Posto de Turismo de Campo Maior

Com a intenção de Campo Maior voltar, em 2024, a ser palco, passados nove anos, de uma nova edição das Festas do Povo, o Município tem abertas inscrições para que os campomaiorenses possam dizer de sua justiça, até porque, as festas só acontecem se assim o povo quiser.

As inscrições das ruas, que podem ser feitas no Posto de Turismo de Campo Maior, servem, explica o presidente da Câmara, Luís Rosinha, para que se possa perceber se é possível atingir “o volume considerado correto” para se avançar para a execução do evento.

“Desde a Feira de Santa Maria de Agosto que disponibilizámos a forma dos interessados em passar pelo nosso Posto de Turismo e inscreverem as suas ruas”, lembra o autarca.

De recordar que a última edição das Festas do Povo de Campo Maior realizou-se em agosto de 2015.

Manuel Ferreira Patrício volta a ser recordado em conferência do Grupo Nabeiro

“A Escola e a sua Circunstância”: foi este o mote para a 2ª Conferência Manuel Ferreira Patrício, promovida pelo Grupo Nabeiro, na manhã desta segunda-feira, 25 de setembro, no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior.

A iniciativa, através da qual se procurou debater as novas construções sociais de aprendizagem e a importância da leitura para os jovens, teve como objetivo, pelo segundo ano consecutivo, honrar e preservar o legado cultural, pedagógico e filosófico de Manuel Ferreira Patrício, primeiro diretor do Centro Educativo Alice Nabeiro, autor do projeto pedagógico-cultural desta instituição e antigo reitor da Universidade de Évora.

O chairman do Grupo Nabeiro, João Manuel Nabeiro, que foi o responsável por abrir a sessão, assegura que, com esta conferência, procura-se manter a obra e o legado do professor “com vida”. João Manuel Nabeiro foi aluno de Manuel Ferreira Patrício, e com quem, durante três anos, conviveu de perto. “Estamos aqui com muita gente da educação, que têm responsabilidades atuais, como o professor Joaquim Mourato, e acho que estamos no bom caminho para manter vivo esse legado do professor Manuel Ferreira Patrício”, diz ainda.

Para o diretor do Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora, Luís Sebastião, que falou aos presentes na sessão de abertura, “pensar a escola, na sua complexidade”, é o desafio que esta conferência se propõe, suscitando, entre a comunidade escolar, uma reflexão a esse respeito. A educação, defende ainda Luís Sebastião, e recordando Manuel Ferreira Patrício, é “um sítio muito curioso”. “O professor Patrício quando pensou a escola cultural, pensou realizar organizativamente aquilo que, para ele, foi mais marcante na sua própria experiência”, acrescenta.

O legado de Manuel Ferreira Patrício, diz, por sua vez, Joaquim Mourato, diretor geral do Ensino Superior, que teve a seu cargo o encerramento da conferência, é “demasiado importante” para ficar guardado em gavetas ou em bibliotecas. Para além do seu legado, diz ainda Joaquim Mourato, procura-se também, por esta ocasião, lembrar a pessoa “humilde e simples”, a “fonte de sabedoria e experiência”, que era Manuel Ferreira Patrício.

Participaram nesta conferência José Pacheco, comendador da Ordem de Instrução Pública e fundador e mentor da Escola da Ponte, e Nuno Crato, presidente da Iniciativa Educação, professor na Universidade de Lisboa e ex-ministro de Educação e Ciência.

Almoço dos Maiores: Município de Campo Maior reforça apoios aos idosos

Cerca de mil campomaiorenses estiveram ontem, domingo, 24 de setembro, reunidos, no pavilhão da Escola Secundária de Campo Maior, no já tradicional “Almoço dos Maiores”, um dos pontos altos da Semana dos Maiores, promovida pela Câmara Municipal.

Destacando as “caras de felicidade” entre aqueles que participaram neste almoço, o presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, assegura que este foi o culminar de “uma grande semana”, depois de um passeio a Peniche e de um conjunto alargado de atividades, dedicado a esta faixa etária.

No que toca a obras relacionadas com os mais velhos, o autarca revela que, dentro de dias, será inaugurado o lar da Santa Casa da Misericórdia, pelo que Campo Maior passará a contar com dois lares.

Luís Rosinha explica ainda que os apoios prestados aos idosos, por parte da autarquia, serão reforçados, entre outros, com descontos maiores na compra de medicação. “Vamos aumentar também a fração de pessoas a quem possamos vir a chegar, reduzindo um bocadinho o contexto para que possam aceder ao cartão verde; e vamos fazer também uma oficina móvel, para pequena reparações”, acrescenta.

Ainda antes do almoço, realizaram-se os habituais rastreios médicos, sendo que a abertura de portas foi feita ao som da Banda 1º de Dezembro.

Depois dos discursos de Luís Rosinha e do presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, coube aos Sons do Minho animar os presentes. A animação, até final da tarde, esteve a cargo do Duo Carlos Alferes e Rui Teixeira.

Bombeiros de Elvas promovem Escola de Estagiários no São Mateus

Com vista a reforçar o seu corpo ativo, os Bombeiros de Elvas voltam a aproveitar o São Mateus, para começar com o processo de recrutamento de todos os interessados em vir a vestir a farda e a cumprir com a missão dos soldados paz elvenses.

A intenção é preparar uma nova escola, usando o São Mateus como “montra da atividade” da corporação, para cativar os mais jovens, explica o comandante Paulo Moreiras, que adianta que, nesta altura, está ainda a decorrer uma escola de estagiários, que se prevê que esteja concluída até final do ano.

“Sabemos que não é fácil cativar pessoas para os corpos de bombeiros, principalmente jovens, porque é esse o nosso alvo”, garante, lembrando que, nos últimos anos, os Bombeiros de Elvas têm “conseguido manter uma alimentação mais ou menos estável, em quantidade, porque todos os anos entram e saem elementos”.

Na feira de São Mateus, os Bombeiros têm, este ano, dois outdoors, criados pela associação, para que as pessoas conheçam a corporação e tenham acesso às principais informações sobre esta escola. “Qualquer dúvida, podem dirigir-se a qualquer bombeiro devidamente fardado, na zona da feira, e procurar obter as respostas que necessitam”, acrescenta.

Ainda que as inscrições para esta Escola de Bombeiros se iniciem agora, as mesmas, bem como o pedido de mais informações, podem ser feitas ao longo de todo o ano, seja no quartel, seja através do contacto 268 636 320 ou do email geralbombeiros@bvelvas.pt.

Festas do Povo nomeadas aos Prémios Mais Alentejo

As Festas do Povo, de Campo Maior, estão entre os cinco nomeados, na categoria “Mais Tradição”, aos Prémios Mais Alentejo.

Mesmo não se realizando há já oito anos, diz o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, as Festas do Povo “continuam a ser reconhecidas por todos”. O autarca diz ainda que este é um “importante reconhecimento”, àquilo que é a maior arte popular da vila, às raízes e aos antepassados campomaiorenses.

Concorrem com as Festas do Povo aos Prémios “Mais Alentejo”, na categoria “Mais Património”, a Oficina de Olaria “Agostinho”, em Viana do Alentejo; a Feira de Castro, de Castro Verde; Luiz da Rocha, o café icónico de Beja; e a vila medieval de Monsaraz.

As votações decorrem até dia 8 de outubro, sendo feitas, pelo público, no site da revista Mais Alentejo (aqui).

Marcos Bastinhas lida seis touros neste sábado no Coliseu de Elvas

O cavaleiro tauromáquico elvense Marcos Bastinhas vai lidar seis touros, numa corrida marcada para as 22 horas deste sábado, dia 23, no coliseu, em Elvas. Este espetáculo é uma homenagem ao comendador Rui Nabeiro, avô de Marcos.

As pegas são asseguradas por três grupos de forcados amadores: de São Manços (cabo João Fortunato), Arronches (cabo Manuel Cardoso) e Académicos de Elvas (cabo Luís Machado).

O curro de touros tem os ferros de seis ganadarias de prestígio em competição: Murteira Grave, Vale do Sorraia, Passanha, António Charrua, Canas de Vigouroux e Francisco Romão Tenório.

Esta corrida de touros integra a Feira Taurina de São Mateus, de que faz parte ainda a corrida de dia 29, sexta-feira, às 22 horas, com 12 cavaleiros em praça, numa homenagem a Mestre Joaquim Bastinhas, antecedida da inauguração da estátua equestre do “Cavaleiro de Elvas”, localizada em frente à porta principal do coliseu.

Campomaiorenses reúnem-se este domingo no tradicional Almoço dos Maiores

Os seniores de Campo Maior reúnem-se este domingo, 24 de setembro, no pavilhão da Escola Secundária da vila, para mais uma edição do tradicional Almoço dos Maiores.

Chegam a ser milhares de pessoas a participar nesta iniciativa, promovida pelo Município de Campo Maior, lembra Céu Militão, uma das responsáveis pelo Centro Comunitário da vila, um espaço privilegiado para o convívio, entre os mais velhos, ao longo de todo o ano.

“É um momento de convívio dos campomaiorenses sempre muito bonito, muito bom”, lembra Céu Militão, adiantando que, por esta ocasião, há “sempre bailarico e uma surpresa, para cada um deles, que isso é muito importante, que eles também gostam de uma prendinha”.

“Temos testemunhos de gente que não se veem durante todo o ano, e ali sim, encontram-se, o que é muito bom. Têm muito tempo, porque é a tarde toda, normalmente vão ficando e têm oportunidade de dançar e de conviver”, remata a responsável.

O início do almoço está marcado para as 13 horas.

Ivandro “alinha os chakras” esta sexta-feira no São Mateus

O cantor, compositor e produtor Ivandro, artista com singles com mais de dez milhões de visualizações no YouTube, atua esta sexta-feira à noite, 22 de setembro, na Expo São Mateus.

O cantor, que iniciou o seu percurso na música em 2013, foi o artista português mais ouvido em 2022 no Spotify.

Do alinhamento do concerto desta noite, no Palco São Mateus, não faltarão, certamente, os seus maiores sucessos, como “Lua”, “Moça”, “Como Tu” e “Chakras”.

Os responsáveis por abrir as hostilidades do palco principal da Expo São Mateus, esta noite, são os elvenses Rumo ao Sul, que trazem convidados para o seu espetáculo, que tem início marcado para as 22 horas.