Centro de Ciência do Café abre portas ao debate sobre Ensino Superior e Coesão Territorial

“O Ensino Superior enquanto Dinamizador do Desenvolvimento e da Coesão Territorial” foi o mote para uma conferência promovida na manhã desta sexta-feira, 10 de fevereiro, pelo Centro Internacional de Pós-Graduação Comendador Rui Nabeiro, no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, onde estiveram reunidas várias personalidades nacionais e internacionais ligadas quer ao Ensino Superior, quer ao tecido empresarial.

Analisar a iniciativa legislativa proposta por um grupo de cidadãos que pretendem ver atribuída ao Ensino Superior Politécnico a capacidade para outorgar Doutoramentos foi um dos objetivos deste encontro.

Na sessão de abertura da conferência, coube ao comendador Rui Nabeiro dar as boas-vindas a todos os participantes, que, em declarações à Rádio ELVAS, garantiu que o Centro de Ciência do Café está sempre ao dispor deste tipo de iniciativas, sendo que todos “saem a ganhar” com elas.

O ensino, lembra, por sua vez, o administrador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, João Manuel Nabeiro, tem sido “um dos eixos básicos de um trabalho de continuidade” que a empresa tem vindo a desenvolver, ao longo dos últimos 62 anos, nesta área. Para além do Centro Internacional de Pós-Graduação Comendador Rui Nabeiro, o Grupo Nabeiro tem também, ao dispor da população, o Centro Educativo Alice Nabeiro. “São áreas que nos orgulham e que dão um retorno à nossa sociedade civil”, diz ainda, assegurando que iniciativas como a de hoje contam sempre com o apoio do grupo.

Já o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a realização deste debate no concelho, sobre assuntos importantes para o interior do país, ao nível do Ensino Superior: “é deveras importar debater estes temas, para se perceber como é que o Ensino Politécnico pode vir a aportar mais à nossa região, sabendo nós das dificuldades que temos”. Para além disso, Rosinha destaca a necessidade de se perceber de que forma o Ensino Superior pode ajudar os territórios a ultrapassar os seus mais desafios, como a questão demográfica.

Entre os oradores do primeiro painel desta conferência encontrava-se a presidente do Clube de Produtores Continente, que garante que a Sonae olha para o Ensino Superior “como parte de um grande sistema alimentar”, que se pretende sustentável. Desta conferência, realizada no seio de “uma empresa de referência”, diz ainda Ondina Afonso, saem “muitas luzes e orientações” sobre o tema em debate.

Para o deputado na Assembleia da República, Ricardo Pinheiro, é importante debater estes temas, sobretudo quando a OCDE e a União Europeia se têm focado muito na forma como se devem investir “metas específicas do Produto Interno Bruto” do país em áreas como a investigação e o desenvolvimento. Nesse sentido, garante ainda o antigo presidente da Câmara de Campo Maior, é fundamental perceber “o que a Academia está a fazer e de que forma é que as empresas precisam de ter acesso a determinado conhecimento que crie valor real, em economia como esta (Delta) em Campo Maior, mas que seja replicado e aplicado à escala nacional”.

Considerando o futuro do país, ao nível do Ensino Superior, com a possibilidade dos politécnicos passarem a outorgar Doutoramentos, um tema “relevante”, o presidente do Politécnico de Portalegre, Luís Loures, diz ser importante a posição do Grupo Nabeiro em querer debater estas temáticas.

Depois de um primeiro painel dedicado às Universidades Politécnicas, nesta conferência abordou-se ainda a ligação ao tecido empresarial local, o contributo para o desenvolvimento das regiões e o alinhamento com o mercado de trabalho.

Carmen Herves inicia vida religiosa na clausura do Mosteiro de Campo Maior

Carmen Herves inicia a sua vida religiosa, na Comunidade das Monjas Concepcionistas do Mosteiro da Imaculada Conceição, de Campo Maior, com a celebração da tomada de hábito, este sábado, 11 de fevereiro, em Dia de Nossa Senhora de Loudes, pelas 11 horas, numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

“De descendência espanhola, mas a viver desde sempre na diocese de Évora, Carmen tem 27 anos e é a mais nova de 12 irmãos. Os seus pais vieram para Portugal em missão como itinerantes do Caminho Neocatecumenal e foi neste ambiente que cresceu, caminhou e experimentou o amor de Deus na sua vida”, revela a Arquidiocese de Évora.

Com “um espírito missionário, esta jovem já correu o mundo, tendo estado seis anos em missão na China e alguns meses na Etiópia, mas foi durante a pandemia, quando as fronteiras dos países fecharam, que o Senhor a chamou para lhe dizer que a sua missão passava pela clausura do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior, onde entrou em janeiro de 2022, para assim iniciar o seu caminho de discernimento e formação nesta Comunidade”, adianta a arquidiocese. Carmen junta-se agora a uma das suas irmãs mais velhas, a Sor Maria Imaculada, que está no Mosteiro há 19 anos.

A celebração da Tomada de Hábito marca o início do tempo de Noviciado, “que é um tempo forte de formação, de conhecimento da Ordem e da Comunidade e de encontro pessoal com o Senhor, que a chama a viver uma vida totalmente entregada à oração e à contemplação, desde o ocultamento silencioso”.

A celebração de amanhã será precedida por uma vigília de oração a acontecer também na Igreja do Mosteiro, pelas 21 horas desta sexta-feira, dia 10.

Presidente da CAP: “agricultores que não aceitam ficar em segundo plano vão manter-se na rua”

Há cerca de 20 anos que não se assistia a uma manifestação de agricultores tão participada no distrito, como aquela que juntou esta quinta-feira, 9 de fevereiro, mais de 300 tratores e perto de dois mil manifestantes em Portalegre.

A manifestação teve como mote “contra a incompetência de quem nos governa” e foi convocada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

O presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, considera que esta manifestação demonstra a insatisfação geral do setor e é o reflexo do empenho das associações dos agricultores da região. “Nós sabíamos que a manifestação, em Portalegre, seria muito grande, porque o empenho das associações desta região foi muito grande e, quando há trabalho, os resultados aparecem, que é o que não está a acontecer no ministério da agricultura”.

Para o presidente da CAP esta situação demonstra, “por um lado, que a indignação é generalizada, ao nível dos agricultores do país, por outro, que nesta região, com a agricultura mais mecanizada era natural que viessem mais máquinas e por isso esta moldura faz um efeito extraordinário e demonstrativa do poder de que quando as pessoas se sentem tocadas, daquilo que são capazes de fazer”.

Eduardo Oliveira e Sousa acrescenta que a indignação se prende também com a “forma como o Governo trata os agricultores e a agricultura em Portugal, que é uma agricultura sem Governo, um Governo que não quer agricultura, uma ministra que se transformou num carrasco, porque se está a transformar numa pessoa anti agricultura e está aqui a prova que tínhamos razão, na oportunidade desta manifestação”.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal afirma ainda que se pretende que o Governo reveja a Política Agrícola Comum e reconheça que é preciso uma mudança. “A nossa esperança é que o primeiro-ministro reconheça que tem de promover uma mudança de políticas e essas precisam de bons políticos, precisamos de uma pessoa com peso institucional e organizar um ministério que tenha proximidade com os agricultores e uma Política Agrícola Comum que se adeque ao território nacional e nada disso foi feito, muito pelo contrário, estamos a perder valor, significado e os agricultores que não aceitam ficar em segundo plano, estão na rua e vão manter-se na rua”.

Já José Eduardo Gonçalves, o vice-presidente da CAP, que garante que “alguma coisa tem de mudar em Portugal”, assegura que “os agricultores estão revoltados e cansados de faltas de respeito e mentiras”, pelo que hoje é uma “manifestação de protesto para mostrar que, nós agricultores e o mundo rural não está bem, em Portugal”.

O vice-presidente da CAP diz que “o ministério da Agricultura está muito mal entregue, esta senhora”, referindo-se à ministra, “já não tem condições para ser ministra e é nessa revolta que estamos aqui, e nunca foi vista uma manifestação local tão grande, todos dizemos Não a esta senhora, esta ministra não pode continuar no Governo”.

Agricultores do Alto Alentejo exigem demissão de Maria do Céu Antunes

Foi para contestar “a competência de quem nos governa”, segundo os agricultores, que várias centenas de agentes do setor se reuniram, na manhã desta quinta-feira, 9 de fevereiro, em Portalegre, para se manifestar, num protesto que teve início junto à Associação de Agricultores do Distrito, no Parque de Leilões de Gado, seguindo-se uma marcha até à sede da Direção Regional de Agricultura.

A participar nesta manifestação, convocada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), encontram-se cerca de 60 associações do setor, na sua maioria oriundas dos distritos de Portalegre e Évora, mas não só.

A presidente da Câmara de Portalegre e da Associação dos Agricultores do Disitrito de Portalegre, Fermelinda Carvalho, assegura que esta é “uma das maiores manifestações de sempre” na cidade, sendo que os agricultores estão “muitos descontentes” com aquilo que consideram ser o desmantelamento do Ministério da Agricultura. “Os agricultores têm sido muito desrespeitados e mal tratados e não acompanhados por parte do Ministério da Agricultura, que está a ser destruído, com a perda da secretaria de Estado”, acrescenta.

Entre aqueles que quiseram, por esta ocasião, manifestar a sua insatisfação perante a atual situação vivida, a Rádio Campo Maior encontrou o presidente da Câmara de Arronches, João Crespo, que “a apoiar a causa”, lembra que a agricultura “é fundamental ao desenvolvimento da região e do país”. “É uma causa mais que justa, porque sem agricultura o país não pode progredir. É chegada a hora do Governo olhar para este setor fundamental da nossa economia e apoiá-lo como deve ser”, garante.

Já Luís Machado, agricultor do concelho de Campo Maior, lembrando que uma manifestação com esta envergadura não acontecia no distrito de Portalegre não acontecia há cerca de 20 anos, lamenta o “estado” a que o Ministério da Agricultura chegou: “a ministra não dialoga com a agricultura, não põe cá fora os regulamentos pelos quais nos vamos reger nos próximos quatro anos”. “Vivemos um momento que é pior que a pandemia. Neste momento não sabemos com que linhas nos cosemos, nem sabemos qual é a direção, nem o que pretendem de nós”, diz ainda.

Os agricultores, que protestam contra aquilo a que apelidam de “desmantelamento do Ministério da Agricultura”, e que está a levar ao “desnorte governativo no setor agrícola e florestal”, exigem a demissão de Maria do Céu Antunes do cargo de ministra da Agricultura. “A ministra não percebe rigorosamente nada de agricultura”, garante uma das agricultoras presente nesta manifestação, lembrando que, neste momento, não há secretário de Estado e que, com a abertura de candidaturas aos fundos comunitários a 1 de março, ainda não há qualquer informação sobre o assunto.

“Eu espero que esta quantidade de pessoas que está nesta manifestação mostre o descontentamento em relação ao ministério da Agricultura, que é um ministério inexistente, que não procura uma estratégia para a agricultura em Portugal e os agricultores sofrem na pele a incompetência desta ministra”, diz outro agricultor.

Ensino Superior e Coesão Territorial em debate esta sexta-feira no CCC

“O Ensino Superior enquanto Dinamizador do Desenvolvimento e da Coesão Territorial” é o tema de uma conferência promovida, amanhã, 10 de fevereiro, no Centro de Ciência do Café (CCC), em Campo Maior, pelo Centro Internacional de Pós-Graduação Comendador Rui Nabeiro.

A abertura arrancará com uma sessão de boas-vindas presidida pelo comendador Rui Nabeiro, seguindo-se as intervenções de personalidades nacionais e internacionais, ligadas ao Ensino Superior e ao tecido empresarial, que irão analisar a iniciativa legislativa proposta por um grupo de cidadãos que pretendem ver atribuída ao Ensino Superior Politécnico a capacidade para outorgar Doutoramentos.

A conferência surge num momento em que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior procede à reavaliação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). A abrir os trabalhos, estará em análise o papel das Universidades Politécnicas no Desenvolvimento Territorial e na dinamização dos territórios em prol da coesão territorial. A ligação ao tecido empresarial local, o contributo para o desenvolvimento das regiões e o alinhamento com o mercado de trabalho são outros dos temas em debate.

A concretização desta alteração legislativa irá representar um importante contributo para potenciar uma tipologia formativa de matriz politécnica e reforçar o acesso à ciência baseada na prática pelas empresas que estão implementadas em Portugal. Um contributo que poderá ser ainda maior se se verificar a possibilidade de os Institutos Politécnicos passarem a usar a denominação de Universidade Politécnica, com naturais ganhos na internacionalização do Ensino Superior português e na captação de estudantes internacionais.

Recorde-se que o último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), “Resourcing Higher Education in Portugal”, sublinhou a importância de o nosso País alterar o modelo de financiamento do Ensino Superior, de modo que este passe a ter em conta as necessidades de formação no território e a empregabilidade.

O programa completo:

9:00h – Receção de convidados

9:30h – Abertura – Sessão de Boas Vindas

Fundador do CIPGCRN, Comendador Rui Nabeiro

10:00h – Abertura dos trabalhos da conferência. Universidades Politécnicas e Desenvolvimento Territorial

Moderador: Jornalista, Hugo Alcântara

Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira

Presidente do Grupo Visabeira, Fernando Nunes

Presidente do Clube de Produtores Continente, Ondina Afonso

Special Advisor Higher Education Authority (Ireland), Rory Neavyn

11:00h – Coffee Break

11:30h – Financiamento vs Território

Moderador: Jornalista, Patrícia Matos

Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, João Ferrão

Presidente do Conselho Geral do Politécnico de Leiria, Pedro Lourtie

Professora Catedrática da Universidade Nova de Lisboa, Fernanda Rollo

12:30h – Conclusões

Presidente do CCISP, Maria José Fernandes

12:45h – Encerramento dos trabalhos da conferência

A história e o legado de Degolados retratados em “Filhos da Freguesia”

Durante mais de meio ano, André Meira produziu, ao serviço da Junta de Freguesia de Degolados, a curta-metragem “Filhos da Freguesia”, que tem por base o legado e a história daquela aldeia do concelho de Campo Maior.

Recentemente divulgado nas redes sociais, este trabalho, que segundo o autor, licenciado em Cinema Documental, é “um produto artístico bastante honroso da história” de Degolados, apesar de “difícil” de executar, contou com o contributo de muita gente. “Consegui reunir meios suficientes para criar uma história que fosse legitimamente coerente e bem conseguida”, assegura.

Com o objetivo de tornar este filme uma apresentação de Degolados ao país, até porque “muita gente não conhece esta freguesia”, André Meira considera que “Filhos da Freguesia” acaba por servir de “introdução” à história da aldeia e a tudo aquilo que os degoladenses representam. Para isso, este jovem procurou, ao longo do filme, dar destaque, entre outros, às fontes e à igreja de Nossa Senhora da Graça, bem como às “várias coisas que existem nas fronteiras da freguesia, como as barragens e as instalações do Grupo Nabeiro e da Delta”, sem que nada ficasse por mostrar.

Havendo muitas pessoas em Degolados com histórias interessantes para contar, garante o cineasta, procurou-se dar voz a todos aqueles que quiseram contribuir para esta curta-metragem, mas sobretudo a pessoas nascidas na freguesia. “A história de Degolados não se conta sem falarmos daqueles que sempre viveram e que sempre conheceram a freguesia”, garante.

Sem possibilidade de trabalhar com equipamentos de alta gama, André Meira garante que o resultado final acaba por ser melhor que aquilo que podia imaginar. Com este trabalho, este jovem tem esperança que se lhe possam ser abertas portas para um futuro profissional na área do cinema.

A curta-metragem “Filhos da Madrugada” tem cerca de 25 minutos e conta, entre outros, com as participações do presidente da Junta de Freguesia, João Cirilo; da secretária, Olga Madeira; do tesoureiro, Bruno Marques; e do presidente da União Futebol de Degolados, Florival Cirilo.

A curta-metragem para ver, na íntegra, no vídeo abaixo.

CEAN presente no Seminário Nacional do Programa Eco-Escolas

O Centro Educativo Alice Nabeiro (CEAN) esteve presente no Seminário Nacional do Programa Eco-Escolas, em Soure, com dois dos seus técnicos.

Carlos Pepê, coordenador Eco-Escolas do CEAN, dinamizou um dos fóruns de professores, sobre a metodologia, aportando a sua experiência de 16 anos de implementação no Centro e as suas metodologias dinâmicas e participativas.

Na edição de 2022/2023 do programa Eco-Escolas, o CEAN irá implementar novas ações, trabalhando articuladamente com a comunidade local para a sustentabilidade.

Os objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) são também uma das missões do CEAN.

De referir ainda que o Centro recebeu o Prémio Geração Depositrão e irá investir em recursos de animação de recreios e atividade desportiva.

Manifestação de agricultores esta quinta-feira em Portalegre

Sob o mote “contra a incompetência de quem nos governa”, os agricultores vão manifestar-se amanhã, quinta-feira, 9 de fevereiro, em Portalegre, numa organização da Confederação dos Agricultores de Portugal, depois de também já o terem feito em Castelo Branco e Mirandela.

A APORMOR associa-se a esta manifestação e Joaquim Capoulas, presidente da associação, revela que “os agricultores sentem que, ao longo de décadas, a agricultura era uma prioridade para o sistema económico do país, e agora sentimos que não, que está abandonada e não faz parte das prioridades do Governo, tanto que achamos que está a caminho o fim do ministério da agricultura, coisa que é impensável e se resistir é por imposição da União Europeia, que obrigará a isso”.

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Joaquim Capoulas refere que “a ministra não tem competência para o cargo que está a ocupar e, o ministério da agricultura deveria ser um parceiro das associações de agricultores, onde se gera grande parte da riqueza a nível nacional, algo que não está a acontecer”.

“É contra este tipo de situação que estamos a tentar mobilizar as pessoas e alertá-las”, garante Joaquim Capoulas, adiantando que “a APORMOR quer representar tudo o que se passa no mundo rural e, por isso, não pode deixar de se associar a esta manifestação que pretende ser um grito de alerta para o Governo e para as populações, para que entendam o que está a acontecer”.

“Este é um grito de revolta”, diz o presidente da APORMOR, garantindo que a associação estará presente também na outra manifestação que vai decorrer em Beja.

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Campo Maior: obra do Centro de Inteligência Competitiva em conclusão

A obra do Centro de Inteligência Competitiva (CIC) de Campo Maior deverá ficar concluída, segundo o presidente da Câmara, Luís Rosinha, muito em breve.

Ainda assim, as cheias de 13 de dezembro também fizeram estragos na antiga Escola da Avenida, onde ficará instalado este centro, uma vez que o piso ficou danificado. “Estamos a ultimar os reparos no piso e a concluir”, assegura o autarca.

Assim que possível, adianta Luís Rosinha, serão instaladas as componentes tecnológicas do centro, bem como o próprio mobiliário, enquanto a “empresa há-de concluir aquilo que são os arranjos exteriores, mas efetivamente o edificado está praticamente em fase de conclusão”.

Para que o centro possa, posteriormente, entrar em funcionamento será ainda necessário constituir uma associação, entre a Câmara Municipal de Campo Maior, o Instituto Politécnico de Portalegre e a Universidade Nova de Lisboa. “Teremos de perceber de que forma é que o Portugal 2030 nos poderá apoiar, porque aquele centro de inteligência trabalhará através de bolsas para recursos altamente qualificados”, assegura Luís Rosinha.

“Entre um compasso de espero e o outro, tentaremos fazer o fecho da obra, que eu gostava que, no final do primeiro semestre (de 2023), tivéssemos isto tudo encerrado. Mas, como digo, que não é só dependente de nós, que tem a ver com aquilo que é o apoio dos fundos comunitários”, remata.

De recordar que o CIC de Campo Maior é um projeto cofinanciado pelo programa Alentejo 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), e que conta com um investimento de cerca de um milhão de euros, financiado a 85%, assegurando o município o valor da contrapartida nacional.

O CIC é um projeto de investigação e inovação à escala do Alentejo, centrado na valorização do conhecimento, pelos dados e a sua transferência para a atividade económica e empresarial dos setores e fileiras dos recursos endógenos, com vista ao desenvolvimento tecnológico das empresas, à sua internacionalização e à promoção da competitividade nos mercados nacionais e internacionais.

Pretende-se, através da análise e gestão de informação e da ciência dos dados, de forma analítica, criar uma vantagem competitiva, transferindo este conhecimento para as empresas, processando-se no desenvolvimento tecnológico dos seus produtos e serviços, adaptando-os a novos padrões de procura e tendências de mercado, seja por exemplo uma nova embalagem, uma utilização diferenciadora do produto ou até uma nova solução de armazenagem.

Alunos de Erasmus+ recebidos na Câmara Municipal de Campo Maior

O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, e a vereadora São Silveirinha receberam ontem, 7 de fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um grupo de alunos de cinco nacionalidades (Espanha, Itália, Polónia, República Checa e Turquia), que estão em Campo Maior durante esta semana ao abrigo do programa Erasmus+, ao qual o Agrupamento de Escolas se associou.

Durante esta semana, os estudantes serão acompanhados por professores e alunos da Escola Secundária de Campo Maior e vão desenvolver uma série de atividades que, para além de desenvolver competências ao nível do inglês, vão dar a conhecer a história e tradições do concelho.

Fonte: Município de Campo Maior