Campo Maior: Município analisa com deputados atos de violência nas escolas

O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, promoveu ontem, dia 22 de abril, uma reunião de trabalho com os dois deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo eleitoral de Portalegre, Ricardo Pinheiro e Henrique Freitas, com o objetivo de analisar os atos de violência que têm acontecido no recinto das escolas do Agrupamento de Campo Maior.

A reunião, que teve lugar na Escola Secundária, contou ainda com a participação, do presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, dos vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, dos presidentes das Juntas de Freguesia de Degolados e da Expectação, João Cirilo e Hugo Rodrigo, respetivamente, do diretor do Agrupamento de Escolas, Jaime Carmona, acompanhado por outros membros da direção, o comandante do Posto de Campo Maior da GNR, sargento-ajudante Luís Marino, e o comandante do Destacamento Territorial de Elvas, capitão Rui Jacob.

Durante este encontro foi dado a conhecer aos deputados as medidas que o Município de Campo Maior tem vindo a tomar no sentido de resolver esta situação, tendo sido também solicitado apoio para levar até à Assembleia da República “propostas de alterações à legislação que possam contribuir para a solução que todos desejamos”.

 

Primeiro-ministro inaugura 40ª edição da Ovibeja a 30 de abril

A 40ª Ovibeja abre portas já no próximo dia 30 de abril e é inaugurada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em sessão agendada para as 11 horas.

Até 5 de maio, a 40ª Ovibeja conta com seis dias de intensa atividade cultural, recreativa, comercial, de mostra e venda dos mais variados produtos e serviços. A reflexão sobre assuntos da ordem do dia é outro dos pontos fortes da Ovibeja que este ano elegeu o associativismo como tema principal.

Além de muitos outros focos de reflexão sobre este tema, a ACOS – organizadora do evento – vai realizar o seu colóquio sobre “Associativismo Agrícola” no dia 2 de maio, a partir das 11 horas, no Auditório ACOS. Vão intervir Luís Capoulas Santos, sociólogo, ex-ministro da agricultura; Álvaro Mendonça e Moura, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal; Firmino Cordeiro, Diretor-Geral da AJAP, Idalino Leão, presidente da CONFGRI, Joaquim Lopes, representante da Confederação Nacional da Agricultura; Agustín Sánchez, presidente da cooperativa espanhola OVIPOR. A moderação vai estar a cargo da jornalista Inês Patola.

Além deste tema de reflexão, a ACOS e a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) vão realizar o “II colóquio Nacional do Pastoreio Extensivo – A importância da cooperação e o associativismo”, no dia 30 de abril, a partir das 15 horas, no Auditório ACOS. Vão intervir representantes do Centro de Competências do Pastoreio Extensivo e Centro de Competências de Caprinicultura, de diversas associações e agrupamentos de produtores, federações, da Câmara Municipal do Fundão, a região convidada este ano. Da ACOS vão intervir o vice-presidente, Miguel Madeira, sobre “desafios e oportunidades da cooperação e o associativismo na produção” e ainda o diretor geral, Claudino Matos.

Em cima da mesa vai estar também uma reflexão, promovida pela ACOS, sobre “A integração de migrantes no Baixo Alentejo – qual o caminho?”. A ACOS vai ainda dinamizar vários outros colóquios e workshops com sessões teóricas e práticas no novo espaço criado este ano para dar visibilidade ao papel e importância das novas tecnologias na agricultura e pecuária, o Pavilhão da Inovação e Tecnologia, situado no Campo da Feira. “Vantagens da Utilização de Sistemas Inteligentes de Rega”; “Geolocalização na Pecuária”, “Utilização de Drones na Agricultura”, Conservação do Solo” são apenas alguns exemplos dos colóquios da responsabilidade da ACOS previstos para este novo espaço.

A dinamização deste espaço conta igualmente com a participação de vários Centros de Competências de que a ACOS e a FAABA fazem parte. A decorrer de 30 de abril a 5 de maio, a 40ª Ovibeja tem este ano mais expositores, mais iniciativas para todos os públicos-alvo, mais surpresas inovadoras e mais um dia de feira.

Toda a informação em: www.ovibeja.pt

Degolados disputa primeiro Torneio de Jogo do Burro

O União Futebol de Degolados (UFD) promoveu no passado sábado, 20 de abril, na sua sede, o I Torneio de Jogo do Burro, que contou com a participação de mais de 20 pessoas.

Numa tarde de grande convívio, estiveram presentes, para além do presidente da Junta de Freguesia de Degolados, João Cirilo, e o presidente da UFD, Florival Cirilo, o presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, o vereador Paulo Pinheiro e o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo.

Esta iniciativa foi uma organização do UFD, que contou com o apoio do Município de Campo Maior, da Junta de Freguesia de Degolados e da Associação de Jogos Tradicionais do Distrito de Portalegre.

Fernando Fitas apresenta “Levar às Mãos o Lume” em Campo Maior

O poeta campomaiorense Fernando Fitas apresentou em Campo Maior, no passado sábado, 20 de abril, o seu mais recente trabalho: “Levar às Mãos o Lume”.

A sessão de apresentação do livro aconteceu nas galerias do Museu Aberto e contou com a participação da vereadora São Silveirinha, ao lado de Luís Maçarico, que apresentou o livro, e de José Vaz, que declamou alguns poemas da obra.

Estiveram ainda presentes o presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, o deputado da Assembleia da República, Ricardo Pinheiro, os vereadores Paulo Pinheiro, Paulo Almeida e Fátima Vitorino, e José Leão, em representação da Junta de Freguesia da Expectação.

“Levar às Mãos o Lume” reúne um conjunto de poemas escritos há cerca de oito anos, os quais, pela sua natureza, não cabiam em nenhum dos livros entretanto publicados pelo autor, designadamente por se tratar de textos que visam denunciar arbitrariedades e injustiças.

Esta apresentação do livro de Fernando Fitas esteve inserida nas comemorações, em Campo Maior, do 50.º aniversário do 25 de abril de 1974.

 

OLE animou serão de sexta-feira em Campo Maior

A Orquestra Ligeira do Exército (OLE) apresentou-se em concerto, na noite de sexta-feira, 19 de abril, em Campo Maior, num espetáculo integrado nas comemorações do 50.º Aniversário do 25 de abril de 1974.

Perante um auditório cheio, a OLE apresentou um repertório muito animado, com grandes sucessos nacionais e internacionais. Tratou-se de um serão repleto de boa música e em que a qualidade dos músicos não deixou ninguém indiferente.

Encontro Infantil de Atletismo vai juntar cerca de 300 crianças em Campo Maior

Cerca de 300 crianças de Campo Maior participam, amanhã, terça-feira, dia 23 de abril, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril, num encontro infantil de atletismo, pelas 10 horas, a ter lugar no Estádio Capitão César Correia.

Numa organização conjunta entre as “forças vivas do desporto e de educação do concelho de Campo Maior”, revela Carlos Pepê, do Grupo Campo Maior Trail Runners, o objetivo é que os mais novos pratiquem a modalidade. “Esta é uma sequência do que temos vindo a fazer, ao longo dos últimos anos, em que nos associamos às comemorações do 25 de abril, sempre com uma atividade desportiva e, este ano, decidimos dar um passo em conjunto com o União Futebol de Degolados, município de Campo Maior, Sporting Clube Campomaiorense, Agrupamento de Escolas, Santa Casa da Misericórdia e Centro Educativo Alice Nabeiro, para criarmos um circuito permanente, em Campo Maior, dedicado aos mais pequenos, dada a dificuldade que sentimos em fixar os mais novos nas modalidades”, revela.

Tendo em conta que o atletismo “é muito versátil, eclético e é base de qualquer desporto”, garante Carlos Pepê. Desta forma, foi criado “um circuito pequeno, para crianças dos 3 aos 6 anos, dentro do Estádio, que vai ficar permanente, depois de um trabalho de requalificação, em conjunto com o município e, ainda outro percurso com 600 metros, dos 6 aos 12 anos”.

Amanhã, para além de se promover a atividade física, será também lançada uma Escola de Atletismo, em Campo Maior. Esta escola, em articulação com os estabelecimentos de ensino do concelho, explica Carlos Pepê, “pretende tornar esta uma prática regular porque comemorar abril é fazer com que as iniciativas perdurem no tempo e fiquem bons hábitos saudáveis”.

Esta Escola de Atletismo, explica Carlos Pepê, faz parte de um programa Federação Portuguesa de Atletismo, que está tutelado pela Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre. O objetivo passa por “criar bases, nos futuros atletas, na vila, que tem um grande legado nesse sentido”.

III Marrocos Palmo-a-Palmo partiu de Campo Maior na sexta-feira

O III Marrocos Palmo-a-Palmo 2024 – Destinos Delta Q teve o seu arranque oficial na passada sexta-feira, 19 de abril, no Jardim Municipal de Campo Maior.

A expedição, uma organização da SenaXtours-SXT, leva 55 participantes a conhecer o país do norte de África, numa aventura que dura até ao dia 27 de abril.

Os vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, assim como o presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Rodrigo, estiveram presentes na partida.

Calema atuam a 2 de novembro no Coliseu de Elvas

Os Calema atuam a 2 de novembro no Coliseu de Elvas. Os irmãos António e Fradique dão assim continuidade à digressão de celebração dos seus 15 anos de carreira, depois de terem atuado na sexta-feira e no sábado, dias 12 e 13 de abril, no MEO Arena, em Lisboa, com casa cheia. A par do concerto de Elvas, foi ainda anunciada nova data para Super Bock Arena, no Porto, a 31 de outubro.

“É um grande espetáculo, mais uma das grandes produções que ultimamente que temos conseguido trazer ao Coliseu de Elvas. Haverá mais surpresas, que a seu tempo iremos anuncia”, revela o vereador na Câmara de Elvas Cláudio Monteiro. Com estes espetáculos, adianta, pretende-se trazer até Elvas “muitos visitantes e turistas”, de modo a que todos possam sair a ganhar: a própria popuçalação, a restauração e a hotelaria.

Com Elvas a equiparar-se às grandes cidades, em termos de espetáculos culturais, o vereador assegura que o coliseu é uma sala de espetáculos, não só da cidade, mas de todo o Alentejo. “É um espaço que é para todos”, garante, convidando não só os elvenses, mas todos os ouvintes da Rádio Elvas, Rádio Campo Maior e Rádio Nova Antena a assistirem a este concerto.

Cláudio Monteiro confirma ainda que, por parte da Câmara Municipal de Elvas, está a ser levado a cabo um trabalho para que mais espetáculos deste género passem, num futuro próximo, pelo Coliseu Comendador Rondão Almeida.

Os bilhetes para o concerto de 2 de novembro, em Elvas, já se encontram à venda na Ticketline. O valor dos bilhetes varia entre os 30 e os 45 euros.

Alunas da CURPI de Campo Maior contam as suas memórias do 25 de abril de 1974

Numa altura em que se celebram os 50 anos do 25 de abril, por todo o país e também na região, quisemos saber, junto daqueles que viveram a Revolução dos Cravos que memórias guardam, desses tempos.

Nesse sentido, falámos com algumas alunas da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior. Luísa Fernandes conta que, na altura o seu sogro foi preso, durante vários meses, “por ler o Avante”, algo que diz ser sido “muito difícil” para a sua sogra. Já no dia da Revolução diz que adorou “ver a atitude dos capitães de Abril, e que esta revolução “foi para melhor, para quem viveu na pele o fascismo, de que ninguém gosta”.

Esta revolução, para Luísa Fernandes, “foi positiva, porque não houve mortes, foi muito bem feita”, diz. Nesta altura considera que é importante transmitir às crianças “a importância da liberdade que hoje vivem”.

Idaulina Borrega conta que, na época da ditadura, ouvia as notícias no rádio, às escondidas, tendo sido avisada pela sua mãe que um dia poderia ser presa, algo que nunca chegou a acontecer. “Essa foi uma data marcante, porque estávamos a viver a ditadura, tenho muitas recordações dessa época, em que não podíamos falar de nada. Quando tinha 10 anos ouvia, debaixo dos lençóis o Manuel Alegre na Rádio e a minha mãe avisava-me que um dia podia ser presa, mas eu não queira saber, queria ouvir o que se dizia”, relata.

Durante a ditadura, garante esta aluna, viveram-se “tempos muito difíceis e sofridos”, considerando que atualmente as pessoas têm de “dar valor à liberdade, mas sempre respeitando os outros”.

Já Beatriz Galvão adianta que o seu marido foi mobilizado para Angola, dias depois da Revolução, dizendo que esse dia “foi muito marcante” e, ao mesmo tempo, “muito bonito, porque não houve sangue, guerra nem feridos”.

Garantindo que não passou fome, naquela altura, Beatriz Galvão diz que, ainda assim, foram tempos difíceis. “Lembro-me que não tínhamos metade das coisas que, hoje, os meus filhos netos têm, mas nunca passei fome e lembro-me comprar cinco tostões de chouriço para eu e a minha irmã comermos ao lanche, aquilo era uma lasquinha para cada uma, não havia dinheiro para mais, mas pronto, comíamos muitas sopas e açordas, sem nunca passarmos fome”.

Alunas da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior a contarem as suas memórias do 25 de abril de 1974.

“Levar às mãos o lume”, de Fernando Fitas, apresentado este sábado no Museu Aberto

“Levar às mãos o lume” é o nome do livro, da autoria do campomaiorense Fernando Fitas, que é apresentado na tarde deste sábado, dia 20 de abril, no Museu Aberto, em Campo Maior.

Esta obra conta com um conjunto de poemas, escritos “há cerca de oito anos, que não se enquadravam nas obras já publicadas e naquelas que estão por publicar”, revela Fernando Fitas, adiantando que se trata de textos “com uma grande carga política, uma vez que estamos a assinalar os 50 anos da Revolução dos Cravos”, dando conta que participou “ativamente”, neste acontecimento, pelo que “não poderia passar despercebido”.

O escritor campomaiorense garante os seus poemas têm “uma componente de denúncia de situações de injustiça, e sobretudo de atitudes e pensamentos ideológicos que há 50 anos foram derrotados pelas Forças Armadas e que agora voltam à praça pública, com populismos, pelo que é um livro de combate e denúncia dessas forças, que tentam ocupar o espectro político português”.

Tendo presente as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, Fernando Fitas afirma que este livro “é o único que se ajusta à conjuntura política que o país vive, atualmente”. O autor diz ainda, e tendo presente as últimas eleições legislativas, que “todos aqueles que votaram no extremismo, de extrema-direita, ignoram em absoluto o que era este país antes do 25 de abril”.

O autor explica ainda o título atribuído a esta obra: “levar às mãos o lume é uma expressão peculiar do Alentejo, no sentido de denunciar aquilo que muitas pessoas ignoram. Há um texto que reflete histórias que a minha avó me contava, relativamente aos refugiados de Espanha e a forma como a GNR os tratava, e continua a ser um tema, infelizmente, atual, bem como um texto dedicado à morte da ativista Marielle Franco, pelo que é a denúncia de algumas situações e a prepotência com que algumas força políticas tratam aqueles que estão com os mais desfavorecidos”.

“Levar às mãos o Lume” o recente livro de Fernando Fitas que é hoje, pelas 16 horas, em Campo Maior. A apresentação estará a cargo do antropólogo Luís Maçarico e haverá leitura de poemas por parte do ator José Vaz.