O segundo dia da Feira do Livro de Campo Maior, no dia 23 de maio, contou com diversas atividades para todas as faixas etárias.
Durante a manhã, teve lugar a “Hora do Conto” com Carlos Canhoto, com a sessão “Livros e Bonecos”, dirigida às turmas do pré-escolar e do 1.º ciclo do concelho.
De seguida, o Museu Aberto ganhou vida, com a dramatização da obra literária “Esta Terra que eu amo, Campo Maior”, de Idaulina Borrega, que contou com a participação das utentes da Academia Senior da CURPI e dos alunos do 2.º C do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro. A autora e os restantes participantes apresentaram a obra em duas sessões dirigidas os Utentes da Loja Social, do Centro Comunitário de Ouguela, do Atelier das Artes de Degolados e do Lar e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia.
O dia terminou com a apresentação do livro “O Meu 25 de Abril”, um projeto da Associação Salgueiro Maia (ASM), editado pela revista transfronteiriça “O Pelourinho”, com o apoio da Diputación de Badajoz, e que reúne 40 testemunhos que contam várias vivências do 25 de abril, da perspetiva de cada um dos autores. A vereadora São Silveirinha participou na sessão, ao lado do Presidente da ASM, o capitão de Abril João Andrade da Silva, de Moisés Cayetano Rosado, diretor d’”O Pelourinho”, e de Ricardo Cabezas, deputado da Diputación de Badajoz.
Esta sessão terminou com o Coro da Academia Sénior da CURPI, estando ainda presentes os vereadores Paulo Pinheiro e Fátima Vitorino, Anabela Carrilho, em representação da Assembleia Municipal, José Leão, em representação da Junta de Freguesia da Expectação, e os Capitães de Abril, Fernando Frederico e Victor Pássaro.
O aluno que causava vários problemas, e que foi acusado de agressões a alunos e professores, na Escola Secundária de Campo Maior fica agora “impedido de estar a menos de 500 metros deste estabelecimento de ensino e será transferido para outra escola do país”, segundo as medidas cautelares do Ministério Público, avançadas à RCM pelo diretor do agrupamento, Jaime Carmona.
O diretor assegura que “algumas situações poderiam ter sido acauteladas há algum tempo”, porque segundo diz, “apesar de muitos contactos com entidades ligadas à educação, a tutela falhou-nos um pouco, porque já em dezembro fomos além do procedimento disciplinar normal e pedimos, nessa altura, a transferência de estabelecimento que nos foi negada, e que agora é processada não pelo Ministério da Educação, mas sim pelo Ministério Público”.
Juntamente com o município, com a então associação de pais, que esteve em funções até há pouco tempo atrás, foram desenvolvidas iniciativas, em reuniões com as entidades responsáveis, para resolver os problemas, que vão surgindo.
Contudo, o diretor afirma: “esta questão não pode ser traduzida apenas nesta medida cautelar, temos que olhar um pouco no tempo e perceber que, possivelmente, resulta de um trabalho que tem sido desenvolvido há muito tempo. Este aluno há cerca de dois anos e meio teve uma medida tutelar educativa, em que foi retirado à família, esteve num centro educativo e, passados uns meses, foi ‘devolvido’ à sociedade e, desde aí, tem havido algumas situações com as quais não tem sido fácil lidar, porque as escolas não estão habituadas a este tipo de assunto, a escola é vocacionada para a pedagogia e educação e há outras situações que, com o tempo, vamos aprendendo a lidar com elas”.
Questionado sobre qual o sentimento com que encarou estas medidas, Jaime Carmona afirma que se sente “um alívio generalizado, principalmente nos professores que trabalhavam com a turma, porque as situações não eram fáceis de lidar”.
No entanto, o diretor assume ainda: “pedagogicamente, eu sou professor e não posso defender que a melhor solução, para lidar com alunos problemáticos, seja afastá-los da escola com medidas cautelares ou algo do género, há algum trabalho que tem de ser feito, porque é para isso que estamos cá, para ajudar todos os alunos”.
“Há aqui um alívio que vem desanuviar um pouco as nuvens negras que, parece que pairam sobre o Agrupamento de Campo Maior, mas preocupa-nos, porque que esta foi uma solução extraordinária para um caso muito particular, mas sabemos que temos mais alunos que precisam de ser ajudados e, infelizmente, as escolas continuam sem ter os recursos necessários para fazer face a estes desafios, que são constantes”, remata.
A entrevista completa ao diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, sobre estas medidas, que pode ouvir no podcast abaixo:
A Feira do Livro de Campo Maior, ontem inaugurada, conta esta quinta-feira, 23 de maio, com várias inicitivas literárias no Museu Aberto.
Para este segundo dia está prevista a Hora do Conto, com Carlos Canhoto, apresentada às turmas do pré-escolar e do 1º e 2º anos do 1º ciclo do ensino básico
Pelas 10.30 horas tem lugar a apresentação do Concurso Literário ,dinamizado pela Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Campo Maior.
A dramatização da obra “Esta Terra que eu amo, Campo Maior”, da autoria da campomaiorense Idaulina Borrega, está marcada da para as 11 horas.
Às 15 horas é apresentada a obra literária de Avelino Bento e, pelas 16 horas “O meu 25 de abril”, com contributos de quem viveu o 25 de abril. Esta última apresentação conta com a presença de Moisés Cayetano Rosado, do presidente da Casa Salgueiro Maia e do Deputado da Cultura da Diputación de Badajoz.
Já decorre, no Largo do Barata, em Campo Maior, mais uma edição da Feira do Livro, promovida pelo município, que conta com diversas atividades literárias, até sábado, 25 de maio.
Esta iniciativa, garante a vereadora São Silveirinha, assume-se como “um veículo, extremamente importante para a promoção da leitura, até porque o hábito de ler parece que caiu em desuso e, isto é transversal a todas as faixas etárias, muito devido às redes sociais que trouxeram coisas boas e outras menos boas”, sendo esta uma forma de “mostrar que o município trabalha em prol da cultura e da educação do concelho”.
A Feira do Livro conta com uma vasta programação, que envolve a comunidade escolar, “porque a formação e gosto pela leitura começam desde muito cedo”, revela a vereadora, destacando algumas atividades ao longo da iniciativa, “que tem uma programação muito rica”, como “hora do conto, apresentações de livros, muitos deles direcionados para as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, e também a palestra do Mulherio das Letras, que tem como temática ‘as muitas marias na liberdade da palavra’”.
São Silveirinha apela ainda à população para que “desfrute desta iniciativa de cultura e de algum ensinamento, porque estes eventos são desenvolvidos para isso”.
Já o escritor Carlos Canhoto, que considera a Feira do Livro “uma super iniciativa”, proporciona “A Hora dos Conto” aos mais novos, com o seu livro “Zi, a Abelha Zonza”, que faz parte do Plano Nacional de Leitura, e pretende passar uma mensagem sobre “a preocupação que existe em torno das abelhas”. O escritor é também marionetista, pelo que aproveita para “brincar” com as crianças.
Carlos Canhoto diz ainda que “ler é a melhor forma de obter conhecimento, numa sociedade cada vez mais desligada dos livros”.
Já estão abertas, até dia 30 de junho, as candidaturas à terceira edição do Prémio Literário Hugo Santos, promovida pelo município de Campo Maior, que pretende incentivar a criação literária, valorizar a língua portuguesa e, ao mesmo tempo, homenagem ao escritor.
A vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha revela que a edição deste ano “é dedicada à poesia e o vencedor receberá um valor monetário de 1500 euros e ainda a edição da obra com 150 exemplares, a cargo do município”.
“No início de setembro o júri dará a conhecer a obra vencedora desta edição e a 1 de outubro, dia em que o patrono do prémio celebrava o seu aniversário, será feita a entrega do prémio”, acrescenta.
“Este é um dos poucos prémios literários no Alentejo”, recorda a vereadora, apelando a todos aqueles que gostam de escrever poesia, para que se candidatem”.
O regulamento deste Prémio Literário pode ser conhecido AQUI.
Arranca amanhã, quarta-feira, dia 22 de maio, a edição deste ano da Feira do Livro em Campo Maior, no Largo do Barata, onde decorre até sábado, 25 de maio.
Com uma vasta programação literária, esta iniciativa evidencia “a aposta que o município tem feito na cultura”, revela a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, adiantando que, a Feira do Livro começa “no dia do Autor Português e também com o lançamento da terceira edição do prémio literário Hugo Santos”.
Amanhã, depois da inauguração, diz a vereadora, segue-se a Hora do Conto com o autor Carlos Canhoto.
Já no segundo dia da iniciativa, na quinta-feira, dia 23, haverá várias iniciativas com destaque para a “dramatização da obra literária “Esta Terra que eu amo, Campo Maior”, de Idaulina Borrega; segue-se a apresentação da obra literária de Avelino Bento. Ainda nesse dia será apresentada a obra “O Meu 25 de Abril”, por Moisés Cayetano Rosado, que conta com a presença do Deputado Delegado da Cultura da Diputación de Badajoz e o do presidente da Casa Salgueiro Maia, e está relacionada com os contributos de quem viveu a revolução”.
A vereadora destaca ainda, na sexta-feira, a apresentação de obras editadas pela editora Infinita: “haverá a hora do conto com Susana Branco, segue-se a apresentação da coletânea “Liberdade” e, o elvense Nuno Franco Pires apresenta a sua mais recente obra ‘Abril’”.
A palestra “Mulherio das Letras”, que será transmitida online, é o grande destaque do último dia da Feira do Livro de Campo Maior, 25 de maio. “A palestra, que a vereadora considera de “muito interesse” tem como tema ‘As muitas Marias na liberdade da palavra’ e conta com as escritoras Maria do Céu Pires, Rosário Poderoso, Amélia Vadillo e Isabel Bastos Nunes”.
Para terminar esta edição da Feira do livro haverá a apresentação da obra literária “De Passagem”, de Paulo Costa e a atuação do grupo de cante alentejano “Os Lagóias”.
A inauguração da Feira do Livro em Campo Maior está marcada para amanhã, às 10 horas, no Largo do Barata.
A programação completa para conhecer abaixo:
22 MAIO | Museu Aberto
10 horas – Abertura da Feira do Livro
Hora do Conto com Carlos Canhoto “Livros e Bonecos”
10:10H/11:00H – Turmas do pré-escolar
15:00H – Público Sénior
23 MAIO | Museu Aberto
Hora do Conto com Carlos Canhoto “Livros e Bonecos”
10:00H – Turmas do pré-escolar e do 1º e 2º anos do 1º ciclo do ensino básico
10:30H – Apresentação do Concurso Literário dinamizado pela Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas do Concelho de Campo Maior
11:00H – Dramatização da obra literária “Esta Terra que eu amo, Campo Maior”, de Idaulina Borrega
15:00H – Apresentação da obra literária de Avelino Bento
16:00H – Apresentação da obra literária “O Meu 25 de Abril” (Contributos de quem viveu a Revolução)
24 MAIO | Museu Aberto
Hora do Conto com Susana Branco
11:00H – “Faísca sem medos”, de Ana Coelho. Turmas do 3º e 4º anos do 1º ciclo do ensino básico
15:00H – Apresentação da coletânea “Liberdade”, comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril
16:00H – Apresentação da obra literária “Abril”, de Nuno Franco Pires
25 MAIO | Museu Aberto
10:30H – Mulherio das Letras “Liberdade – As muitas Marias na liberdade da palavra”
15:00H – Apresentação da obra literária “De Passagem”, de Paulo Costa
18:00H – Encerramento Com a atuação do grupo de cante alentejano “Os Lagóias”
A Barragem do Caia acolheu na manhã de ontem, domingo, dia 19 de maio, a prova de Canoagem e Paddle Surf, uma atividade inserida na 22ª edição dos Jogos do Alto Alentejo, promovidos pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
Cerca de 90 participantes de Campo Maior, Fronteira e Sousel aderiram ao evento com a ajuda dos Técnicos de desporto do Município Paula Jangita e Ruben Gomes.
Esta atividade contou com a colaboração dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA) e do Serviço de Proteção de Natureza e Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA).
Ao longo da manhã, os vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha e Duarte Claudino, em representação da CIMAA, estiveram presentes na atividade.
“Aceitar, trabalhar e Acreditar” são as palavras que movem o campomaiorense Paulo Dias, depois de há sete anos ter sofrido uma grave hemorragia cerebral, que o deixou entre a vida e a morte.
Licenciado em Terapia Ocupacional pela Escola Superior de Saúde de Alcoitão, assumia funções de coordenador da unidade Delta Saúde do Grupo Nabeiro-Delta Cafés. Passando por um longo processo de recuperação e reabilitação, atualmente Paulo Dias, ainda que com algumas sequelas do acidente que sofreu, continua bastante ativo na comunidade: é voluntário na Associação Coração Delta, nas áreas de intervenção precoce e de apoio ao desenvolvimento de crianças e jovens, e também no Agrupamento de Escolas de Campo Maior na unidade de multideficiência.
No passado mês de abril lançou o livro “Aceitar, Trabalhar, Acreditar – A Prova de Resiliência de Paulo Dias”, escrito por Cláudia Poeiras. Este livro segundo explica Paulo, assume-se como uma “fonte inspiração para outras pessoas, para que percebam que tudo é possível”.
Os cerca de 500 exemplares da primeira edição, já foram quase todos vendidos, pela Associação de Solidariedade Social Coração Delta, a quem Paulo Dias doou todos os livros, como forma de “gratidão”, para que “possam angariar verbas para os seus fins sociais”.
Este campomaiorense é uma verdadeira prova de superação e resiliência e sente-se muito grato por tudo o que a comunidade fez por si, pelo que este gesto de doação dos livros é um de muitos que tem tido, como forma de agradecimento, até porque Paulo Dias diz mesmo que “a gratidão é a memória do coração”.
Paulo Dias esteve, recentemente, em entrevista na Rádio Campo Maior para nos falar sobre a situação pela qual passou, bem como dos projetos que tem para o futuro. A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
A peça “Bodas de Silêncio”, da Companhia Lendias d’Encantar, encerrou a 11.ª Edição do Festival Internacional de Teatro do Alentejo – FITA em Campo Maior, no sábado, dia 18 de maio, no Centro Cultural.
O espetáculo, que celebra os 50 anos do 25 de Abril, é uma conjugação de duas perspetivas sobre a mesma realidade, a portuguesa e a brasileira.
A ação desenrola-se nos dias de hoje retrocedendo algumas vezes ao passado nebuloso de repressões e lutas políticas, entre o confronto de costumes e ideais de indivíduos e nações que lutam por um presente progressista e humanista, mas vivem com o fantasma do autoritarismo e da intolerância.