Badajoz: IFEBA volta a abrir portas para receber os amantes de caça e pesca

Os setores da caça e da pesca são os protagonistas daquela que é já a 32ª edição da FECIEX, feira que decorre nos pavilhões da IFEBA, entre esta quinta-feira, 14 de setembro, e domingo, dia 17.

Este certame, em que o destaque vai para estes importantes recursos para a economia de qualquer país, é dedicado, tanto a profissionais, como ao público em geral, contando com a participação cerca de duas centenas de empresas que se dedicam à comercialização de todos os produtos necessários e alusivos à caça e à pesca.

No momento da inauguração do evento, ao início da tarde de hoje, o alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, dizia-se muito feliz por voltar a receber todos os profissionais destes setores no certame, esperando que possam passar pela IFEBA, por estes dias, milhares de pessoas.

Desta vez, e a juntar a todos stands, há ainda uma exposição para visitar que, como explica o alcaide, é de “um grande amante da caça”, Jesús Caballero. “É uma pessoa que já viajou por todo o mundo, com uma filosofia muito particular do que é a caça, e que nos traz não só grandes peças, mas também uma história que nos quer contar”, revela.

Em representação do Município de Campo Maior, na abertura da feira, esteve o vice-presidente Paulo Pinheiro, que considera este um certame de uma “enorme dimensão”.

Nesta edição da FECIEX, a Feira da Caça, Pesca e da Natureza Ibérica, a organização, que é da responsabilidade, entre outras entidades, do Município de Badajoz, da Junta da Extremadura, de federações e associações dos setores, proporciona ainda um conjunto de atividades a todos os visitantes.

Ano letivo arranca em Elvas com alguns professores em falta

É já amanhã, sexta-feira, 15 de setembro, que os alunos de Elvas e do concelho regressam às escolas, com alguns professores ainda em falta.

No caso do Agrupamento nº 1 de Elvas, explica a diretora Paula Rondão, a expectativa é que, até final da próxima semana, todos esses professores em falta – um do Pré-Escolar, um do Ensino Especial, um de História e outro de Matemática – possam ser colocados. “Há depois aquelas colocações, através das contratações de escola, que vão sendo feitas: vamos selecionando, as pessoas vão vendo se podem ou não, e vamos ver se, até final da próxima semana, conseguimos ter tudo colocado”, acrescenta.

Para evitar “males maiores”, a falta de um educador de infância vai ser, para já, suprimida por uma educadora que pertence à direção do agrupamento. “Caso contrário, este grupo ficaria sem educadora e não podia começar o ano letivo”, lembra Paula Rondão, que se vê obrigada “a tapar um buraco e a destapar outro” para, no imediato, resolver o problema, evitando, dessa forma, transtornos, quer aos alunos, quer aos encarregados de educação.

“Isto vai acontecendo em todos os grupos, porque já vai sendo em educadores de infância, Primeiro Ciclo, Matemática, TIC, portanto, já vai existindo falta de professores em todos os grupos”, acrescenta a diretora. Apesar das dificuldades, Paula Rondão garante que professores e pessoal não docentes estão empenhados, “com força e ânimo”, para encarar este novo ano letivo.

Amanhã, neste agrupamento, o dia é de apresentações para professores, diretores de turma e alunos: durante a manhã, para o Pré-Escolar, Primeiro Ciclo e quintos anos; à tarde, para os restantes anos letivos.

À semelhança dos outros dois agrupamentos, também o Agrupamento de Escolas nº 2 de Elvas inicia esta sexta-feira o novo ano letivo, com a receção aos alunos.

Durante a manhã, explica a diretora, Brígida Gonçalves, o acolhimento é feito “aos mais pequeninos” e, à tarde, aos alunos a partir do sexto ano. “Arrancamos em horário normal na segunda-feira, já com tudo a funcionar”, acrescenta.

E contrariando a tendência nacional, no caso deste agrupamento, o arranque do novo ano letivo vai fazer-se com um único professor em falta. “Já está a concurso e pode ser que, até esta sexta-feira, seja colocado (esse professor)”, revela Brígida Gonçalves.

“A nível de professores estamos muito bem. Temos um ou dois professores que estão doentes, mas já foram colocados substitutos, pelo que vamos arrancar as aulas todas a funcionar”, remata a diretora.

“Pensávamos que, este ano, o arranque do ano escolar fosse pior”: é desta forma que a diretora do Agrupamento de Escolas nº 3 de Elvas, Fátima Pinto, começa por abordar o início do trabalho nas salas de aula, com o início da atividade letiva marcado para a próxima segunda-feira, dia 18.

“Já foram colocados alguns, mas ainda nos faltam aqui três ou quatro professores, que num universo de cerca de 150, não é muito”, adianta Fátima Pinto, que explica que estão ainda por colocar, no Agrupamento nº 3, docentes das áreas de Educação Física, História, Biologia e Informática.

A esperança é que, no concurso de contratação de escola, estes professores em faltam possam ser colocados para que, já a partir de segunda-feira, completem o quadro do agrupamento e comecem a lecionar as suas aulas.

Amanhã, sexta-feira, e depois da receção feita esta quinta-feira aos alunos de 9º ano, oriundos da Escola de Vila Boim, realizam-se as tradicionais praxes na Secundária D. Sancho II. As aulas, propriamente ditas, têm início, já com horário normal, na segunda-feira. Agora, garante ainda Fátima Pinto, é tempo de “arregaçar mangas” e meter mãos ao trabalho.

Campo Maior com uma dezena de professores em falta

A um dia de começar o novo ano letivo, o Agrupamento de Escolas de Campo Maior tem ainda em falta cerca de uma dezena de professores.

“Vamos dar esta sexta-feira o pontapé de saída, no ano letivo; vamos receber todas as turmas, desde o pré-escolar ao secundário, e depois na segunda-feira avançaremos a todo o gás: a todo gás, que, obviamente, dependerá da situação em que estamos, ou não, porque estamos ainda pendentes da colocação de, pelo menos, uma dezena de docentes”, revela o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona.

Estes docentes em falta são, sobretudo, da área de informática. “Nesse grupo de recrutamento, temos quatro horários a concurso e que estamos a procurar selecionar os docentes”, adianta o diretor que, assegurando que, havendo “muita oferta no distrito, as pessoas estão a escolher o que é melhor para si”. “Mas é complicado, porque não conseguimos, a tempo e horas, ter todos os professores colocados para começarmos com a normalidade que desejávamos”, acrescenta.

Deitando culpas ao ministro da Educação, “depois de tanta confusão, no ano letivo passado, em relação aos professores, e de tanto se falar da falta de professores”, Jaime Carmona revela que se assiste agora a um novo “fenómeno”: “temos imensos candidatos que acabam por não cumprir os requisitos mínimos para o seu recrutamento, e isso acaba por ser mais uma dor de cabeça, porque temos de estar a analisar os cursos e os créditos, porque não é fácil recrutar para estas áreas”.

Quercus quer respostas para a morte de peixes no Rio Caia

Foto de Madalena Caetano/Quercus

Nos últimos dias, apareceu uma quantidade significativa de peixes mortos, no Rio Caia, mais precisamente junto à Ponte do Crato, em Arronches.

Desconhecida a origem deste fenómeno e da poluição que provoca a morte dos animais, a Quercus pede agora ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, para que investigue a situação.

A associação ambientalista teve conhecido do caso, segundo o presidente do Núcleo Regional de Portalegre, José Janela, através das denúncias de populares de Arronches, que “tiraram fotografias e fizeram vídeos”. “No local, constatámos, apesar de já terem passado dois ou três dias após os primeiros registos, que ainda lá estão os peixes maiores, encalhados em pedras, em putrefacção, porque os mais pequenos foram arrastadas pela corrente, em direção à Barragem do Caia”, adianta.

Sem respostas, para já, para a origem da morte de todos estes animais, José Janela não tem dúvidas que a poluição, que só surge após as primeiras chuvas, é proveniente da zona a montante do rio.

Carpas, sobretudo, com dimensões entre “os 30 e 40 centímetros” e com “dois a três quilos”, são os peixes mais afetados, fora as outras espécies, mais pequenas, já levadas pelo caudal do rio.

“As autoridades devem investigar aquilo que se está a passar e deve-se atuar, para que se evite uma situação destas novamente”, diz ainda José Janela, apontando, ainda assim para ou poluição provocada por excrementos de animais ou por produtos químicos.

Mulher dorme à porta da Câmara de Campo Maior para exigir casa

Uma mulher dormiu, na noite passada, à porta da Câmara Municipal de Campo Maior, com o objetivo de exigir à autarquia que lhe cedesse uma habitação social.

Ontem, terça-feira, 12 de setembro, por volta as 19h30, esta mulher, conta o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, quis ser atendida, revelando-lhe que precisava dessa habitação, para si e para os quatro filhos, com idades compreendidas entre os nove e os 16 anos, por ser “vítima de violência doméstica por parte do companheiro”.

“O protocolo implica que a Câmara Municipal comunique à GNR que, efetivamente, há uma vítima de violência doméstica e a GNR ativa a linha de apoio”, adianta o autarca. Mas verdade é que, segundo Rosinha, esta mulher “recusou-se a aceitar a ativação da linha”. Entretanto, a GNR fez chegar essa informação ao Ministério Público, sendo que a Segurança Social está também já a par da situação.

Esta manhã, o município, “através de todas as técnicas dos serviços municipais, entre o Rendimento Social de Inserção e o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS), também chegou à conversa com a cidadã, propondo-lhe até a questão de uma cantina social, para que as crianças e ela não tivessem dificuldades na questão da alimentação. Foi intransigente na decisão e as técnicas não tiveram sucesso, porque ela recusou a alimentação”, adianta Luís Rosinha.

Os menores serão agora acompanhados por uma Equipa Multidisciplinar de Apoio Técnico aos Tribunais (EMAT), sendo que a autarquia seguiu “todos os procedimentos que devia ter seguido”. “A senhora recusou-se a seguir esses parâmetros – tem o direito de ter recusado -, mas este assunto terá agora de ser passado para outras entidades, como o Ministério Público, Segurança Social e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ)”, remata o autarca.

Os filhos desta mulher terão passado a noite, não com a mãe, à porta da Câmara de Campo Maior, mas em casa de familiares.

APPACDM: sessões de terapia musical dão origem a concerto

Os utentes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas, têm vindo a participar, há algum tempo a esta parte, em aulas de música, enquanto sessões de terapia musical.

O resultado desse trabalho, inicialmente previsto ser apresentado na próxima sexta-feira, dia 15 de setembro, ao início da tarde, num pequeno espetáculo, no ginásio da instituição, foi adiado para data ainda a anunciar.

O responsável por estas sessões, o músico Vlad, que garante que tem sido “um privilégio” realizar este trabalho, explica que estas aulas, que resultam de uma parceria entre a Gota d’Arte e a APPACDM, acontecem todas as semanas, às quartas-feiras.

“A minha grande função é animar esta malta toda”, garante o músico, que explica que, aos utentes, tem ensinado, sobretudo, músicas alentejanas, para “dar um bocadinho de força àquilo que é nosso”. Recebido sempre na instituição em clima de festa e “alegria”, Vlad não esconde que este tem sido um trabalho “bastante gratificante”.

Já o presidente da APPACDM de Elvas, Luís Mendes, revela que esta atividade de grupo, de terapia musical, tem sido do agrado de todos os utentes da instituição que nela participam. “É uma atividade que os ajuda a relaxar, que os estimula e que eles gostam muito, que é trabalhada como todas as outras”, diz ainda, assegurando que tanto alunos como professor estão “muito entusiasmados” para o espetáculo.

Inscrições para casting da série sobre Rui Nabeiro na terça-feira em Campo Maior

Com vista a encontrar figurantes e atores para a série a gravar para a TVI, sobre a vida e obra do comendador Rui Nabeiro, a produtora Coral vai estar a aceitar inscrições para casting, na próxima terça-feira, dia 19 de setembro, no Centro Cultural de Campo Maior.

As inscrições podem ser feitas entre o meio-dia e as 17 horas, sendo que a Coral procura “homens, mulheres e crianças de todas as idades para figuração”, bem como “atores e atrizes locais para pequenas personagens”.

O início das gravações da série “Senhor Rui”, em Campo Maior e arredores, terão início em outubro, decorrendo até princípios de novembro.

Rui Nabeiro homenageado esta quinta-feira com caminhada em Campo Maior

No âmbito da iniciativa nacional “Setembro, Mês da Alfabetização e das Literacias” decorre um conjunto de atividades promovidas pelo Centro Internacional Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, com o objetivo de sensibilizar e de apelar à responsabilidade individual e coletiva para esta causa nacional, o combate às baixas literacias e importância da leitura e da escrita. No presente ano, a temática desta iniciativa é o Empreendedorismo Social.

Nessa perspetiva, homenagear a vida e obra de Rui Nabeiro é o objetivo principal da III Caminhada da Literacia, que o Centro Internacional Comendador Rui Nabeiro (CICRN) vai realizar amanhã, quinta-feira, 14 de setembro, em Campo Maior. A iniciativa tem início marcado para as 17h30, junto às instalações do CIRCN e sob o título “Baluartes em Flor”.

Além de evocar a figura do fundador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, a Caminhada fará a ligação entre a História de Campo Maior e as tradicionais Festas do Povo, das Flores e dos Artistas, que têm regresso previsto para 2024.

A Caminhada “Baluartes em Flor” conta com os apoios da Delta Cafés, Plano Nacional de Leitura Programa Qualifica e Acelerador Qualifica, contando com paragens nos principais pontos da fortaleza abaluartada da vila para a leitura de textos e poemas alusivos às temáticas do evento.

As inscrições podem ser feitas através de um formulário, disponível aqui, do e-mail cicrn@delta-cafes.pt ou pelo telefone 268 699 200.

Expo São Mateus sem DJs: “custavam milhares e atuavam para meia dúzia de jovens”

Uma das grandes novidades, este ano, na Expo São Mateus, que começa já no próximo dia 20, no Parque da Piedade, em Elvas, é a ausência de DJs no cartaz de espetáculos.

Com o objetivo de “não dividir os jovens”, entre a área da Expo São Mateus e a zona de bares, que, por ocasião da feira, ocupam parte do tabuleiro de cima do parque, a Câmara Municipal, explica o presidente Rondão Almeida, entrou em “negociação” com os responsáveis por esses mesmos estabelecimentos. “Chegámos a uma conclusão: não podemos dividir aquele território, para que os jovens, em lugar de assentarem num só local, andem separados”, começa por dizer.

Como se verificou no ano passado, garante o autarca, “70 ou 80% dos jovens” saíam do recinto da Expo São Mateus, depois dos concertos. Nesse sentido, Rondão Almeida reuniu com os empresários e apresentou-lhes uma proposta: “ou querem todos fazer os bares no recinto da Expo São Mateus ou querem fazê-los lá onde estão; agora dividir os jovens, de um lado para outro, não serve”. Os responsáveis dos bares acabaram por optar pela segunda opção.

“Deixamos os bares em cima, reforçam com mais bares, e têm além uma oferta de ocupação para as noites, a partir da 1 da manhã, quando terminam os concertos. Isso foi tudo combinado com os homens dos bares, tendo em ateção a procura dos jovens”, acrescenta o autarca.

Dando ainda resposta aos mais críticos, que dizem que “o cartaz deste ano é fraco e, ainda por cima, já não inclui DJs”, lembra que, no ano passado, a Expo São Mateus, depois dos concertos, ficava deserta. “Os DJs, que custavam milhares e milhares de euros, ficavam a atuar para meia dúzia de jovens”, recorda.

O São Mateus, em Elvas, começa no próximo dia 20, estendendo-se até dia 1 de outubro. Pelo palco principal do certame vão passar artistas como Ivandro, os Quatro e Meia, Carolina Deslandes e T-Rex.

Quer aprender a fazer flores de papel? Na Casa das Flores há uma equipa pronta a ajudar

Foi a 27 de agosto do ano passado que o Centro Interpretativo das Festas do Povo, a chamada Casa das Flores, abriu ao público, no Museu Aberto de Campo Maior.

Com pouco mais de um ano de existência, este é um espaço dedicado àquele que é o maior ex-líbris festivo do concelho, que só acontece quando o povo assim o entende. Quando não acontece, é possível, naquele lugar, entre outras coisas, conhecer a história das festas.

Entre a equipa que lida diariamente com o público, naquele espaço, encontra-se Rita Veríssimo, que, como explica, ensina, juntamente com as colegas, aos visitantes, a fazer os tradicionais torcidos e flores de teto, através de um workshop. “Quando é necessário, para algum evento, trabalhamos em todas as flores”, adianta.

O trabalho mais recente, que saiu das mãos desta equipa, foi a produção de flores de papel para a Feira de Santa Maria de Agosto, que engalaram um troço que ia desde o posto dos CTT até ao palco do evento, instalado no jardim municipal.

Só para a Feira de Santa Maria de Agosto, recorda Conceição Quinta, que também integra esta equipa, fizeram cerca de 1.400 cravos. “Cada arranjo, levava nove cravos. Fizeram-se à volta de uns 180 arranjos, que estavam lá expostos”, acrescenta. “Cada uma faz o que sabe melhor, para tirar o melhor partido de cada uma, porque trabalhos sempre em contrarrelógio”, diz ainda Conceição.

Assegurando que a Casa das Flores tem tido sempre muitos visitantes, Sara, outra das funcionários daquele espaço, explica que esta equipa trabalha diariamente naquele espaço para dar a conhecer as Festas do Povo aos visitantes.

A Casa das Flores, aberta de terça-feira a domingo, com uma forte componente tecnológica, resulta numa experiência interativa para todos aqueles que o visitam.