Idosos em lares não devem ser afastados “dos seus contextos de vida”

Foi com o principal objetivo de debater as melhores formas de envelhecimento, quando muitos idosos acabam as suas vidas num lar, que a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior promoveu ontem, quarta-feira, dia 29 de novembro, uma sessão dedicada a profissionais e cuidadores, no auditório do Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada da vila.

O propósito, explica Rosália Guerra, da instituição, foi dar conta de que, mesmo não podendo envelhecer em casa, como muitos gostariam, os idosos não devem ser “desligados”, por completo, “dos seus contextos de vida e das comunidades” em que sempre estiveram inseridos.

A qualidade de vida dos idosos, garante a responsável, tem sido sendo sempre “uma preocupação” da Santa Casa campomaiorense, sobretudo, na forma como se prestam cuidados e os próprios cuidadores se relacionam com as pessoas mais velhas.

Rosália Guerra assegura que há ainda muita coisa a fazer, a este nível, sendo necessário alertar também a comunidade. “Ainda há muita coisa a trabalhar no sentido da sensibilização dos agentes sociais para ajudar as pessoas a envelhecer melhor. Não é porque a pessoa decide ir para uma instituição, que de haver um corte abrupto com aquilo que é a sua vida fora deste contexto”, diz ainda.

Este foi apenas um dos temas em debate na sessão “Envelhecer no Lugar”, a parte, entre outros, de “Os Desafios da Saúde Mental Comunitária nos Mais Velhos” e “Os direitos do consumidor no empoderamento da pessoa idosa”.

Campo Maior: Banda 1º de Dezembro em festa esta sexta-feira e sábado

A Banda 1º de Dezembro de Campo Maior celebra esta sexta-feira, 1 de dezembro, feriado da Restauração de Independência, os 87 anos desde a sua fundação, com um concerto no Museu Aberto da vila.

Mas antes, e logo pela manhã, como explica o maestro da banda, Francisco Pinto, serão hasteadas as bandeiras na sede da coletividade, por volta das 9h30, e interpretados os hinos: o Nacional, o da Restauração e o da própria banda.

O concerto, no Museu Aberto, marcado para as 16 horas, será, por um lado, dedicado à paz e, por outro, ao “desenvolvimento”. “Queremos mostrar que, de facto, o trabalho que estes músicos têm feito tem sido para desenvolver e abrir expectativas, não só a miúdos, a jovens, mas também a adultos e seniores”, revela Francisco Pinto, que dá conta que, neste momento, na Escola da Banda há um senhor com 67 anos a começar a aprender música e uma senhora de 52 que já aprendeu e que já se vai fazer solos.

A par da 5ª Sinfonia de Beethoven, neste concerto serão interpretados temas como “Moment for Morricone” e músicas de filmes como “Gladiador” e “Missão Impossível”. Todos aqueles que comparecerem neste espetáculos “vão ver a banda a atuar de uma forma totalmente diferente”, assegura o maestro.

As comemorações prosseguem no sábado, dia 2 de dezembro, com a realização do III Encontro Transfronteiriço de Bandas. Desta vez, o evento, com início marcado para as 17 horas, decorre no edifício polivalente de Degolados, inserido na programação da segunda feirinha de natal, promovida pela Junta de Freguesia. Neste encontro, junta-se à banda campomaiorense a de Albuquerque, sendo que as duas vão subir a palco e tocar ao mesmo tempo.

A entrevista completa a Francisco Pinto para ouvir no podcast abaixo:

Governo dos Açores, APAC e Delta Cafés assinam protocolo para experimentação de novas variedades de café

O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural dos Açores (SRADR), a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC) e a Delta Cafés assinaram esta quinta-feira, 29 de novembro, no Palácio de Sant´Ana, em Ponta Delgada, o Protocolo para Experimentação de Novas Variedades de Café na Região Autónoma dos Açores, que irá permitir o desenvolvimento futuro do café nesta região, acelerando a sua produtividade, qualidade e viabilidade económica.

A cerimónia contou com a presença do presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, do presidente da Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC), Luís Espínola e de Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, que garantiram o total empenho no projeto.

Este acordo formaliza o compromisso das três entidades na implementação das ações estratégicas que permitam desenvolver, de forma sustentável, a cadeia produtiva do café nos Açores, por via da experimentação e selecção de novas variedades de café na Região, permitindo uma maior e melhor produtividade agregadora de valor à produção agrícola regional.

O protocolo tem a duração de oito anos e estará dividido em sete fases, que incluem o planeamento do estudo experimental nos diferentes campos para a introdução de novas variedades de café e a capacitação, aconselhamento e apoio técnico aos produtores.

Recorde-se que a cooperação entre a Delta Cafés, a APAC e Governo Regional dos Açores tem sido desenvolvida desde 2019, num trabalho de diagnóstico, avaliação, aconselhamento técnico e melhoria de todos os aspetos envolvidos na produção, transformação e comercialização, compilado num estudo que foi entregue, em maio de 2022, ao Governo Regional dos Açores e à APAC, que atesta a viabilidade e o potencial da região para a produção de café.

Em abril deste ano foram ainda promovidas sessões de “Desenvolvimento da Cultura do Café”, na Ilha Terceira e na Ilha de São Miguel, que abordaram as tendências de consumo e as perspetivas futuras do mercado internacional de café; o enquadramento atual da produção do Arquipélago e os seus objetivos de desenvolvimento, assim como a identificação de desafios e oportunidades da cafeicultura nos Açores.

Em outubro, a Delta Cafés anunciou o lançamento do primeiro lote de café dos Açores que já está disponível, em exclusivo e edição limitada, nas lojas Delta The Coffee House Experience, tendo presente o objectivo de promover e dar a conhecer o café dos Açores, difundir conhecimento sobre esta cultura e responder ao interesse que a sua produção tem suscitado.

“A assinatura deste protocolo com o Governo Regional e com a Delta Cafés representa um passo importante para a concretização da missão da APAC de apoiar os produtores açorianos de café e de continuar a desenvolver nos Açores a cultura de um produto de excelência, com elevado valor reconhecido no mercado que represente um importante contributo para a economia local”, sublinhou Luís Espínola, presidente da APAC.

“Valorizo a aposta que é feita, com este protocolo, na excelência, distinção e diferenciação do produto açoriano. Associando-nos aos melhores, não tenho dúvidas de que estamos a caminhar rumo ao sucesso económico, social e também turístico. Depois do lançamento recente do primeiro lote de café dos Açores, o Governo dos Açores reitera o seu compromisso de tudo fazer para potenciar esta sinergia com a Delta Cafés e a APAC”, declara por seu turno José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores.

“O facto de estarmos aqui hoje é uma forma de dizer que continuamos juntos e empenhados em criar as condições para o desenvolvimento futuro de café na região dos Açores. Com este protocolo, comprometemo-nos não apenas a manter, mas a reforçar o nosso apoio contínuo à comunidade de produtores de café e a contribuir para a criação de valor social, ambiental e económico”, sublinha o CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro.

Santa Casa de Campo Maior promove sessão “Envelhecer no Lugar” no CIFA

A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior promove esta quarta-feira, 29 de novembro, o encontro de reflexão “Envelhecer no Lugar”.

A terá lugar no auditório do Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada (CIFA), a partir das 14h30, a sessão, que é destinada a profissionais e cuidadores, conta com várias apresentações, começando, desde logo, com o projeto “Vidas Ligadas”, por Rosália Guerra e o provedor da Santa Casa de Campo Maior, Luís Machado.

António Fonseca, pela Fundação Calouste Gulbenkian, será orador da palestra “Envelhecer no Lugar – do conceito aos desafios”, a partir das 15 horas, seguindo-se “Os Desafios da Saúde Mental Comunitária nos Mais Velhos”, por Catarina Agostinho, da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo (ULSNA).

“Os direitos do consumidor no empoderamento da pessoa idosa” serão também tema de debate nesta sessão, com Helena Guerra e Ana Sofia Baptista, da DECO. De seguida é dado a conhecer o projeto intergeracional da escola Comunitária do Suão, bem como o novo projeto da Santa Casa da Misericórdia, “My SAD”. A apresentação deste projeto vai estar a cargo de Alexandra Mamede. A sessão termina com uma apresentação em vídeo da palhaça “Maria d’Alegria”.

“Desde sempre nos preocupamos com a qualidade de vida das pessoas mais velhas, pensando diariamente em como podemos melhorar as nossas respostas que a estas se dirigem. Este encontro vai ainda mais além, com o tema Envelhecer no Lugar, pretende refletir sobre como podemos pensar e pôr em prática o apoio no lugar onde as pessoas consideram poder ser mais felizes e realizadas. Pode ser a sua casa ou outro sítio onde se sintam confortáveis, cuidadas, felizes e em relação com a sua comunidade”, diz a Santa da Casa da Misericórdia em nota de imprensa.

Crianças de Elvas vão voltar a encher coliseu da cidade a tocar ronca

À semelhança do que aconteceu no ano passado, as crianças das escolas do concelho de Elvas vão estar reunidas, no próximo dia 15 de dezembro, no coliseu da cidade, a tocar ronca e a cantar ao menino.

Desta vez, prevê-se que o número de crianças a participar no evento, promovido pela associação juvenil Arkus e o grupo Roncas d’Elvas, duplique, até porque, para além dos alunos de primeiro ciclo, vão também estar presentes os do ensino pré-escolar.

Mas para que tudo isto seja possível, há todo um trabalho que está a ser desenvolvido, há cerca de dois meses, junto das escolas. “É um trabalho que envolve muita gente, em que, na parte inicial, tivemos o contacto com os vários agrupamentos, de modo a saber se estavam interessados em participar”, começa por explicar o presidente da associação, o professor Carlos Beirão.

“Todos se prontificaram a participar neste evento e, a partir daí, começámos a planear a parte da decoração das roncas, sendo que cada sala está a decorar a sua própria ronca, utilizando latas e outros objetos”, adianta. Depois, os elementos da Arkus e das Roncas d’Elvas, no “terreno”, percorrem todas as salas das escolas de pré-escolar e primeiro ciclo: “vão a cada sala, não só ajudar a confeccionar a ronca, com a pele e a cana que nós oferecemos, como depois ainda treinam um bocadinho com as crianças, para as ensinarem a tocar ronca”.

Procurando que, com o evento, toda a comunidade, não só educativa, se envolva em torno da promoção e divulgação da ronca, esta, diz Carlos Beirão, é a fase mais complexa do processo de preparação da iniciativa. “É a fase que demora mais tempo, porque estamos a falar de três agrupamentos, da APPACDM, do próprio colégio. Toda a comunidade educativa do concelho acaba por participar e, no dia 15, teremos esse momento que será fundamental, com cerca de duas mil pessoas”, diz ainda.

A par deste evento, a Arkus e as Roncas d’Elvas vão promover, no dia 22, na Praça da República, um encontro de capotes: em ambas as iniciativas pretende-se reunir o maior número de pessoas possível, para que, num futuro próximo, possam ser inscritas no livro de records do Guinness.

Campo Maior Trail Runners com treinos abertos às quartas-feiras

Com as portas sempre abertas à chegada de novos elementos, que sejam amantes da corrida e do desporto, o Campo Maior Trail Runners quer, nesta nova época desportiva de atletismo e trail, contar com ainda mais atletas.

Para isso, está a promover, sempre às quartas-feiras à noite, treinos, que, por norma, têm saída às 20 horas do Jardim Municipal da vila.

Ao longo de todo o ano, explica o fundador do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA), do qual faz parte do Campo Maior Trail Runners, Carlos Pepê, qualquer pessoa se pode juntar aos treinos. “Nós estamos sempre abertos a que as pessoas se juntem ao longo de todo o ano, mas uma vez que estamos a iniciar uma nova época desportiva de atletismo e trail, fazemos questão de lançar nas nossas redes sociais a proposta à comunidade e a todos aqueles que também queiram interagir, para saberem dos locais e das horas de encontro do treino de quarta-feira”, revela o responsável.

Além do treino semanal de quarta-feira, há também treinos ao domingo. Segundo Carlos Pepê, estes treinos, ao fim de semana, só são interrompidos “em função de haver provas de competição a decorrer” e quando os atletas do Campo Maior Trail Runners estão em provas. “O treino garantidamente aberto é o de quarta-feira”, assegura.

Os interessados em juntar-se aos treinos não precisam de nenhum tipo de inscrição: “numa primeira fase o objetivo é que as pessoas venham perceber que é possível fazer um treino acompanhado e monitorizado por atletas com mais experiência, respeitando o ritmo inicial de cada um, e depois a pessoa vê se quer juntar-se a nós”.

Estes treinos decorrem pela vila, sempre em grupo, com especial foco na partilha de experiências e dicas entre atletas mais experientes, que apadrinham os recém-chegados.

Campo Maior: Centro Escolar equipado com papeleiras de recolha seletiva de resíduos

Atendendo à necessidade de renovar algumas das papeleiras do espaço exterior do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, foram, recentemente, instaladas naquele espaço 11 papeleiras com recolha seletiva de resíduos.

Desta forma, alunos e todos os profissionais de ensino passam a ter condições para a separação do lixo e, desta forma, contribuir para a reciclagem no concelho.

Esta foi mais uma iniciativa inserida no âmbito da Semana Europeia de Prevenção de Resíduos, que se celebrou de 18 a 26 de novembro.

Escola em Campo Maior faz “nascer” acordeonistas há 14 anos

Desde 2009, ano em que foi fundado o grupo de Cantares “Despertar Alentejano”, em Campo Maior, que as portas da sede da coletividade, no Largo do Barata, se abrem, às terças-feiras à tarde, para aulas de acordeão.

Segundo o presidente do grupo, Carlos Clemente, esta escola, que tem como professor Tiago Afonso, surgiu da necessidade de fazer “nascer” acordeonistas na vila, para acompanharem o “Despertar Alentejano” nas suas atuações. “O que é mais importante aprender aqui são as saias de Campo Maior. O nosso interesse é tocar aquilo que é nosso. Atrás disso, vêm outras músicas”, assegura o responsável.

Estas são aulas são gratuitas para os residentes em Campo Maior. Para quem não é da vila ou do concelho, têm um custo de 25 euros. “Em princípio, deve-se ter algum conhecimento de música ou até aprender aqui o solfejo, antes de se começar as aulas de acordeão”, explica ainda Carlos Clemente, que também ele é acordeonista.

Rodrigo Vieira é o mais novo e o mais recente acordeonista do grupo. Músico também da Banda 1º de Dezembro, este jovem, ainda na flor da idade, foi pelas teclas de um piano que se iniciou no mundo da música. “Já tocava teclado e depois a minha mãe disse-me para vir experimentar o acordeão. Vim experimentar e até que gostei”, confessa, levando já quase dois anos a ter aulas e a integrar o grupo.

Ao contrário do que aconteceu com Rodrigo, António da Cale começou a tocar acordeão já depois dos 50. Encontrou nesta escola uma oportunidade para concretizar um dos seus maiores e mais antigos sonhos.  Ainda que nunca tenha sonhado em vir a apresentar-se ao público, em concertos, António garante que, para si, bastava saber tocar “meia dúzia de modas de saias”.

Por mais que esta seja uma escola de acordeão, aqui também há quem tenha aprendido a tocar um outro instrumento. José Agapito, que desde cedo tem uma relação próxima com a música, mais propriamente com a viola, aprendeu, nestas aulas, a tocar cavaquinho, até porque, no grupo, fazia falta o som deste instrumento.

Estas aulas de acordeão funcionam com o apoio do Município de Campo Maior.

A reportagem completa para ouvir no podcast abaixo:

Politécnico de Portalegre celebra 43 anos em “dia muito bonito”

O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) completou, no passado sábado, dia 25 de novembro, 43 anos, com as comemorações a terem lugar esta segunda-feira, dia 27, no Campus Politécnico.

As celebrações começaram pela manhã, com a atribuição do nome do professor Abílio Amiguinho ao Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. “Esta é sempre uma data importante, comemoramos mais um aniversário, mais um ano de conquistas do politécnico, mais um ano de crescimento e de afirmação regional e nacional. Começámos logo cedo, atribuímos o nome do professor Abílio Amiguinho ao auditório da nossa Escola Superior de Educação e Ciências Sociais”, revela Luís Loures, presidente do IPP.

A par da sessão solene, houve também hoje espaço para uma “felicitação das pessoas que se aposentaram e comemoram os 25 anos de colaboração com o politécnico”. “Vai ser um dia muito bonito”, garante Luís Loures.

O IPP tem vindo a crescer ao longo dos anos, segundo Rute Santos, diretora da Escola Superior Agrária de Elvas, que assegura que esta data serve também para se celebrar a evolução do politécnico: “acho que é um dia feliz e que a comunidade do Politécnico de Portalegre tem razões para estar contente. Nós temos vindo a ter um crescimento a nível do número de alunos, ao número das ofertas formativas que oferecemos, da instigação que desenvolvemos. Este projeto tem ido em sentido ascendente, portanto, aproveitamos também este aniversário para celebrar esse crescimento”.

De acordo com a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, os alunos são muito importantes para a cidade, pois dão-lhe movimento. “O politécnico tem crescido, tem trazido muitos alunos de muitas zonas do país, e não só, temos também alunos internacionais. Os alunos na cidade de Portalegre são muito importantes, porque, seja através do alojamento, da restauração, de toda a economia do concelho, os jovens movimentam-se na cidade, consomem e ajudam toda a economia”, alega a autarca.

A “Lição de Sapiência” foi mote para uma palestra dada por António Sampaio da Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, que se baseou em “pensar a renovação do Ensino Superior, e como a UNESCO tem dito, pensar essa renovação a partir de um novo contrato social da educação, uma nova maneira de pensar a escola, uma nova maneira de pensar a pedagogia e as consequências que isso traz para o Ensino Superior”.

Sampaio da Nóvoa acrescenta ainda que “os politécnicos, e em particular o Politécnico de Portalegre, têm dado um contributo muito importante para um país baseado no conhecimento, na educação superior qualificada, que é o que precisamos para Portugal”.

Projeto na Herdade da Comenda é “estruturante para a região e de interesse nacional”

160 hectares da Herdade da Comenda foram já disponibilizados à Câmara de Elvas, pelo Governo, para que se avance com o Projeto de  Ampliação da Plataforma Logística do Sudoeste Ibérico.

Esta cedência surge depois de os grupos de trabalhos, envolvidos no projeto, terem comprovado que havia viabilidade para que a Herdade da Comenda pudesse servir para Parque Empresarial. “Depois de constituídos três grupos de trabalho, o primeiro deles, composto pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, Secretaria de Estado da Agricultura, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), que até 15 de novembro tinha de apresentar sugestões para que a Herdade da Comenda pudesse dar origem a um parque empresarial e, nesse dia, o grupo obteve por parte do Ministério da Agricultura, através do INIAV, a cedência de 160 hectares para se implantar o projeto, pelo qual tanto lutámos”, adianta o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida.

O presidente afirma que, depois de uma reunião, na passada segunda-feira, ficou de se perceber “a viabilidade de implantar o projeto, como a primeira fase de trabalho, uma vez que o projeto, de 2005, tem 50 hectares e, neste momento a disponibilidade é superior, por isso, diz Rondão Almeida, “vamos avançar por fases”.

As questões ambientais são uma “agravante”, porque naquele local existem a Reserva Agrícola, Reserva Ecológica e Rede Natura, por isso, até final do ano, a equipa de trabalho vai apresentar “soluções” para essas questões.

Por outro lado, é necessário conseguir “dinheiro para as infraestruturas”, mas o presidente acredita que através do Ministério da Economia e Fundos Comunitário serão “capazes de arranjar esse dinheiro e, num valor entre os oito e dez milhões de euros, para esta primeira fase”.

Rondão Almeida garante que há já empresas interessadas em instalar-se naquele local e considera que este é um projeto “estruturante região e de interesse nacional”.