Projeto sobre participação política e cidadania apresentado aos jovens de Campo Maior

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu ontem, dia 16 de abril, a ação de capacitação “Fazes Parte, Faz a Tua Parte!”, pela Betweien, numa sessão dirigida ao 3.º ciclo de ensino.

Este projeto, integrado nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, abordou o tema da participação da Cidadania e da Política, de forma ficcionada, mas próxima das experiências dos jovens, reforçando assim o papel das organizações da sociedade civil nas políticas públicas e na promoção de uma população mais tolerante e envolvida.

Condicionamento de trânsito na EN371 em Campo Maior até dia 24 de abril

Foto ilustrativa

A Infraestruturas de Portugal (IP) informa que no âmbito da empreitada para a melhoria das acessibilidades à Zona Industrial de Campo e para a realização dos trabalhos previstos, “haverá necessidade de se proceder ao condicionamento do trânsito na EN371 entre os quilómetros 40,780 e 41,100, com implementação de tráfego alternado com recurso a sistema semafóricos”.

O condicionamento terá início amanhã, quarta-feira, dia 17 de abril, prevendo-se a sua conclusão para 24 de abril. A IP solicita “a melhor compreensão pelos incómodos e inconvenientes que esta situação provoca”.

Com um investimento de 6,7 milhões de euros, esta obra é desenvolvida no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência – Acessibilidades Rodoviárias a Áreas de Acolhimento Empresarial, financiado pela União Europeia.

Os objetivos desta empreitada passam por “aproximar as empresas da região aos principais eixos que constituem a malha fundamental para o transporte de pessoas e mercadorias; diminuir o tráfego rodoviário dentro de Campo Maior, melhorando a dinâmica urbana e territorial; melhorar a qualidade do ar e diminuição dos níveis de ruído; reforço da segurança rodoviária; preservar os ecossistemas e habitats, nomeadamente na área afeta à zona de Proteção Especial (ZPE de Campo Maior). Será construída uma variante, a poente de Campo Maior, que irá melhorar as condições de acessibilidade ao tecido industrial de Campo Maior bem como ao tráfego de passagem que utiliza o eixo da EN371 como acesso preferencial à fronteira com Espanha (fluxo Portalegre – Espanha)”.

“Com uma extensão de pouco mais de três quilómetros, a variante terá duas faixas de rodagem, uma em cada sentido. Serão também implementadas/reformuladas as ligações à rede rodoviária existente, no sentido de eliminar movimentos de viragem à esquerda, pela introdução de quatro rotundas”.

A criação de novas acessibilidades à zona Industrial de Campo Maior “assegurará um acesso mais direto e seguro, permitirá a redução dos tempos de percurso até à rede estruturante, promoverá a mobilidade e potenciará o crescimento económico na região”.

Sara Correia atua em Campo Maior nas comemorações do 25 de abril

A fadista Sara Correia atua no dia 27 de abril, na Praça Multimodal em Campo Maior, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, desenvolvidas pelo município.

Sara Correia abraça a sua nova tour “Liberdade”, alusiva ao seu terceiro disco, que segundo a artista “é o “mais fadista, à linguagem melódica fadista, de portugalidade vincada, vestiram-se depois as melodias de arranjos distintos e sonoridades mais ecléticas, livres, sem estereótipos”.

O concerto de Sara Correia, em Campo Maior é gratuito e está marcado para as 21.30 horas, de dia 27 de abril.

Fernando Fitas apresenta livro “Levar às mãos o lume” no dia 20 no Museu Aberto

“Levar às mãos o lume” é o nome do livro, da autoria do campomaiorense Fernando Fitas, que é apresentado no próximo dia 20 de abril, no Museu Aberto, em Campo Maior.

Esta obra conta com um conjunto de poemas, escritos “há cerca de oito anos, que não se enquadravam nas obras já publicadas e naquelas que estão por publicar”, revela Fernando Fitas, adiantando que se trata de textos “com uma grande carga política, uma vez que estamos a assinalar os 50 anos da Revolução dos Cravos”, dando conta que participou “ativamente”, neste acontecimento, pelo que “não poderia passar despercebido”.

O escritor campomaiorense garante os seus poemas têm “uma componente de denúncia de situações de injustiça, e sobretudo de atitudes e pensamentos ideológicos que há 50 anos foram derrotados pelas Forças Armadas e que agora voltam à praça pública, com populismos, pelo que é um livro de combate e denúncia dessas forças, que tentam ocupar o espectro político português”.

Tendo presente as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, Fernando Fitas afirma que este livro “é o único que se ajusta à conjuntura política que o país vive, atualmente”. O autor diz ainda, e tendo presente as últimas eleições legislativas, que “todos aqueles que votaram no extremismo, de extrema-direita, ignoram em absoluto o que era este país antes do 25 de abril”.

O autor explica ainda o título atribuído a esta obra: “levar às mãos o lume é uma expressão peculiar do Alentejo, no sentido de denunciar aquilo que muitas pessoas ignoram. Há um texto que reflete histórias que a minha avó me contava, relativamente aos refugiados de Espanha e a forma como a GNR os tratava, e continua a ser um tema, infelizmente, atual, bem como um texto dedicado à morte da ativista Marielle Franco, pelo que é a denúncia de algumas situações e a prepotência com que algumas força políticas tratam aqueles que estão com os mais desfavorecidos”.

“Levar às mãos o Lume” o recente livro de Fernando Fitas que é apresentado dia 20, pelas 16 horas, em Campo Maior. A apresentação estará a cargo do antropólogo Luís Maçarico e haverá leitura de poemas por parte do ator José Vaz.

Vivências e histórias da Raia no 25 de abril recordadas em Campo Maior

“Conversa à volta da Raia” foi o mote para a iniciativa que decorreu esta manhã de segunda-feira, 15 de abril, no Centro Cultural de Campo Maior, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril.

A sessão, destinada ao público escolar, foi moderada pelo professor Fernando Antunes, tendo como oradores Luís Cunha, Francisco Moita Flores e Moisés Cayetano Rosado.

Considerando-se uma “testemunha do 25 de abril”, Francisco Moita Flores, afirma que esse foi dos dias mais importantes da sua vida, “não só pelo fim da guerra, mas também pela necessidade que a sua geração tinha de cultura, nomeadamente, através dos livros que, na época eram proibidos”. O escritor recorda que o seu pai tinha esses livros proibidos, forrados com “um papel específico”, para que não fossem descobertos.

Na sua intervenção o escritor destacou que, atualmente há uma “degradação do ensino, de forma assustadora, devido a um processo de facilitismo”, porque ninguém pode chumbar, por exemplo, considerando que “assistimos hoje a um processo que facilita a massificação da ignorância”, que segundo diz “está a assassinar o país, está a fazer mal aos jovens”.

Francisco Moita Flores foi responsável pela série “Raia dos Medos”, gravada em Campo Maior, na década de 90, revelando que retrata a “solidariedade e crueldade do povo da raia”, durante a Guerra Civil de Espanha.

Já Luís Cunha, autor de “Memória Social em Campo Maior: Usos e Percursos de Fronteira”, revela que essa obra, elaborada nos anos 90, pretendia “perceber quais as memórias das pessoas, na zona da fronteira relativas à Guerra Civil e ao contrabando, para perceber de que forma essas memórias eram construídas e reconstruídas, no presente”.

Luís Cunha diz ainda que a conversa desta manhã foi bastante “interessante e estimulante”, lamentando a falta de “concentração dos jovens”. Para o escritor, “o 25 de abril é um pretexto para se falar de questões de cidadania e o espaço de fronteira é sempre interessante para pensar as questões da liberdade da opressão”.

Já o historiador Moisés Cayetano Rosado afirma que Salgueiro Maia foi uma pessoa que estudou “com muito carinho” considerando que “é uma das figuras mais importantes do país”. Para o historiador, é necessário ter presente “a vontade de liberdade que os militares e o povo português tinham, para conquistar a sua liberdade”.

 

Já o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, enaltece a presença e experiência dos oradores, garantindo que o objetivo da autarquia passou também por “mostrar aos jovens presentes o que se conquistou no 25 de abril de 1974”.

Esta sessão ficou ainda marcada por uma interrupção pacífica, por parte de um grupo da Associação de Pais de Campo Maior, que subindo ao palco, mostraram o seu desagrado com a situação de insegurança que se vive nos estebelecimentos de ensino, depois da manifestação desta manhã. O presidente da Associação citou mesmo uma frase de Francisco Moita Flores.

Rui Veloso, Jorge Fernando, Jüra e Kura no 25 de Abril em Alandroal

Rui Veloso, Jorge Fernando, Jüra e Kura

Em parceria com as juntas de freguesia, várias associações do concelho e o Agrupamento de Escolas, o Município de Alandroal está a ultimar a programação de comemoração dos 50 anos do 25 de Abril.

Lembrando que esta é uma “data marcante”, o presidente da Câmara, João Grilo, revela que as ações previstas “não se esgotam no dia 25”, sendo que se prolongam, pelo menos, até maio. O programa comemorativo, diz ainda, é “mais alargado e diferente daquilo que se tem feito em outros anos”, celebrando-se a data, no concelho, de uma “forma especial”.

Através de momentos culturais, educativos e de evocação, o objetivo da autarquia é levar todos a “refletir sobre a importância das conquistas destes 50 anos”.

A par da tradicional sessão solene da Assembleia Municipal e do périplo por todas as freguesias, em que será hasteada a Bandeira Nacional, ao som da Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal, haverá concertos de Rui Veloso, Jorge Fernando, Kura e Jüra. Jorge Fernando atua no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, na noite do dia 24, enquanto Rui Veloso irá animar um lanche convívio aberto a toda a população na tarde de dia 25, no castelo da vila. Também no castelo, mas no dia 27, atuam Jüra e Kura, numa noite mais dedicada aos jovens.

No dia 25, será também inaugurada a obra de requalificação da quarta fase de Melhoria da Mobilidade Urbana. “É uma obra emblemática numa zona que estava muito degradada e onde era difícil circular, que faz a ligação entre as duas partes da vila separadas pela Nacional”, explica o autarca.

O programa de comemorações contempla ainda várias ações dedicadas ao público escolar, provas desportivas, apresentações de livros e eventos descentralizados por todo o concelho.

Agrupamento de Campo Maior sem “solução mágica” para violência nas escolas

Dizendo não ter uma “solução mágica” para resolver o problema da insegurança e os episódios de violência nas duas escolas do agrupamento de Campo Maior, o diretor Jaime Carmona garante que a ligeireza de que a direção é acusada de ter no tratamento deste tipo de situações, por parte do presidente da Associação de Pais, é apenas proveniente de “diferentes pontos de vista” (ver aqui).

“Se amanhã conseguir encontrar um diretor que tenha soluções mágicas, este diretor entrega as chaves que tem desta escola, volta para a sua sala de aula, porque não está minimamente agarrado a este lugar”, garante.

Considerando que este não é um problema que se resolve do dia para a noite, o professor garante que o “diagnóstico” dos problemas do agrupamento está feito e registado, sendo que é preciso encontrar soluções. “Sempre manifestámos preocupação e procurámos desencadear formas de estar diferentes até dos próprios parceiros para esta situação”, assegura.

Assegurando que a atual direção “tudo tem feito” por “melhorar o agrupamento”, Jaime Carmona, que espera que todos em torno da escola possam colaborar, garante que ninguém o pode acusar de dizer que não existem problemas na escola. “Mas não o fazemos com espalhafato, com um grande alarido, é sim registando, alertando, notificando e  queixando-nos às entidades certas”, acrescenta.

O diretor diz ainda “não caber na cabeça de ninguém” que poderá ter algum tipo de satisfação em que, dentro da escola, qualquer problema aconteça com os alunos, sendo que, do seu ponto de vista, é necessário, com os “especialistas na matéria”, como a GNR e a Câmara Municipal, rever estas situações.

Lembrando ainda que a Associação de Pais representa os pais de todos os alunos do agrupamento sem exceção, Jaime Carmona reconhece que a manifestação desta manhã tem a “sua razão” de acontecer. Contudo, a procura por um só culpado nesta situação não faz sentido e só acaba por “menorizar o problema”.

Exposição de fotografia sobre “Ser Criança Atrás das Grades” patente no Espaço.arte

No âmbito das Comemorações do 50.º Aniversário do 25 de abril, o espaço.arte recebeu no sábado, dia 13 de abril a inauguração da exposição “Punctum – Ser Criança Atrás das Grades”, de Catarina Araújo Ribeiro.

A expressão “Punctum” é um conceito de Roland Barthes que permite identificar numa fotografia os detalhes que tocam e ferem emocionalmente o espetador, fazendo com que a fotografia passe a viver dentro de quem a observou.

Durante três meses a autora captou o dia-a-dia das reclusas e dos seus filhos dentro de um estabelecimento prisional português onde, para não perderem o colo ou por falta de suporte familiar alternativo, as crianças vivem numa ala com as mães até aos três anos de idade.

O presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, as vereadoras São Silveirinha e Fátima Vitorino, e o presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Rodrigo, estiveram presentes nesta abertura.

Novo episódio de violência leva pais de Campo Maior a fechar Secundária a cadeado

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Dezenas de pais e encarregados de educação de alunos de Campo Maior manifestaram-se na manhã desta segunda-feira, 15 de abril, em frente à Escola Secundária da vila, que chegou mesmo a ser fechada a cadeado pela Associação de Pais.

Esta manifestação, segundo explica o presidente da associação, José Gama, prende-se com mais um episódio de violência, que envolveu um aluno, na passada sexta-feira, dia 12, que acabou por entrar na escola quando se encontrava suspenso das atividades letivas.

“Uma escola que reiteradamente não é segura, não pode estar aberta aos alunos. Quando digo aos alunos, digo aos professores e aos auxiliares, que se juntarem a nós e que foram muito abertos a esta situação, porque eles próprios têm apresentado algumas queixas à direção da escola, em termos de insegurança, sobretudo os professores”, garante.

Esta manifestação de hoje, que já não é a primeira, terá terminado quando a GNR abriu os cadeados e a escola foi aberta, sendo que a direção do agrupamento “não deu a cara e não foi falar com o grupo”. José Gama garante até que muitos professores têm manifestado o seu “desagrado” no que toca à forma como a direção tem lidado com estas situações: “são sempre levados, não digo de forma incompetente, mas de uma forma muito leve”.

Recordando o episódio da passada sexta-feira, na Escola Secundária, no decorrer do encerramento da “Semana da Interculturalidade”, em que estavam presentes turmas de 6º ano do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, José Gama revela que o “cabecilha de um dos grupos de terror” da escola começou a causar distúrbios no auditório, tendo depois começado aos “pontapés e aos murros” a um “miúdo que passou por ele”. “E isto é o que acontece diariamente”, confirma.

O aluno em causa, que terá causado os alegados desacatos e agressões, revela ainda o responsável, entrou na escola, quando se encontrava suspenso. “Este aluno tem processos, porque bate em professores, bate em alunos, ameaça de morte e persegue até casa”, revela. “A nossa questão é como é que um aluno, que está expulso, está dentro da escola e como é que a primeira coisa que se faz não é chamar a GNR”, interroga-se José Gama, dando conta que, para além dos “pontapés e murros” que deu a alunos, este jovem terá dito a vários professores que “os matava”, bem como às suas famílias.

Os dedos de uma mão, garante ainda José Gama, já não chegam para contar os casos “gravíssimos” de agressão nas duas escolas do agrupamento de Campo Maior.

Depois de terminada a manifestação em frente à escola, e enquanto decorria no Centro Cultural uma conferência dedicada ao 25 de Abril, este grupo de pais acabou por interromper a sessão, subindo ao palco, mostrando o seu desagrado com a situação.

Projeto “Ouguela Viva!” quer recriar antepassados e homenagear os feitos da época

A sessão de apresentação do Projeto “Ouguela Viva!” decorreu no Centro Comunitário de Ouguela, na passada quinta-feira, dia 11 de abril.

Esta iniciativa, que contou a presença da vereadora São Silveirinha, está inserida no programa “Castelos e Fortalezas de Fronteira do Alentejo – Raia Viva!” do Turismo de Portugal, promovido pela Historicalia CRL com o apoio do Município de Campo Maior.

O evento vai realizar-se nos dias 11 e 12 de maio, tendo como propósito fazer do património, material e imaterial, um instrumento de desenvolvimento do interior, recriando os antepassados, de forma a homenagear os feitos dos Homens e Mulheres da época.

O contexto histórico do evento serão as duas épocas em que a zona da Raia foi mais importante para a História da Península Ibérica, tendo atividades em que o viajante pode ver, sentir, tocar e participar nas iniciativas como as oficinas históricas ao vivo, animação lúdica, lendas do Castelo, jogos infantis, entre muitas outras.