OLE animou serão de sexta-feira em Campo Maior

A Orquestra Ligeira do Exército (OLE) apresentou-se em concerto, na noite de sexta-feira, 19 de abril, em Campo Maior, num espetáculo integrado nas comemorações do 50.º Aniversário do 25 de abril de 1974.

Perante um auditório cheio, a OLE apresentou um repertório muito animado, com grandes sucessos nacionais e internacionais. Tratou-se de um serão repleto de boa música e em que a qualidade dos músicos não deixou ninguém indiferente.

Encontro Infantil de Atletismo vai juntar cerca de 300 crianças em Campo Maior

Cerca de 300 crianças de Campo Maior participam, amanhã, terça-feira, dia 23 de abril, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de abril, num encontro infantil de atletismo, pelas 10 horas, a ter lugar no Estádio Capitão César Correia.

Numa organização conjunta entre as “forças vivas do desporto e de educação do concelho de Campo Maior”, revela Carlos Pepê, do Grupo Campo Maior Trail Runners, o objetivo é que os mais novos pratiquem a modalidade. “Esta é uma sequência do que temos vindo a fazer, ao longo dos últimos anos, em que nos associamos às comemorações do 25 de abril, sempre com uma atividade desportiva e, este ano, decidimos dar um passo em conjunto com o União Futebol de Degolados, município de Campo Maior, Sporting Clube Campomaiorense, Agrupamento de Escolas, Santa Casa da Misericórdia e Centro Educativo Alice Nabeiro, para criarmos um circuito permanente, em Campo Maior, dedicado aos mais pequenos, dada a dificuldade que sentimos em fixar os mais novos nas modalidades”, revela.

Tendo em conta que o atletismo “é muito versátil, eclético e é base de qualquer desporto”, garante Carlos Pepê. Desta forma, foi criado “um circuito pequeno, para crianças dos 3 aos 6 anos, dentro do Estádio, que vai ficar permanente, depois de um trabalho de requalificação, em conjunto com o município e, ainda outro percurso com 600 metros, dos 6 aos 12 anos”.

Amanhã, para além de se promover a atividade física, será também lançada uma Escola de Atletismo, em Campo Maior. Esta escola, em articulação com os estabelecimentos de ensino do concelho, explica Carlos Pepê, “pretende tornar esta uma prática regular porque comemorar abril é fazer com que as iniciativas perdurem no tempo e fiquem bons hábitos saudáveis”.

Esta Escola de Atletismo, explica Carlos Pepê, faz parte de um programa Federação Portuguesa de Atletismo, que está tutelado pela Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre. O objetivo passa por “criar bases, nos futuros atletas, na vila, que tem um grande legado nesse sentido”.

III Marrocos Palmo-a-Palmo partiu de Campo Maior na sexta-feira

O III Marrocos Palmo-a-Palmo 2024 – Destinos Delta Q teve o seu arranque oficial na passada sexta-feira, 19 de abril, no Jardim Municipal de Campo Maior.

A expedição, uma organização da SenaXtours-SXT, leva 55 participantes a conhecer o país do norte de África, numa aventura que dura até ao dia 27 de abril.

Os vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, assim como o presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Rodrigo, estiveram presentes na partida.

Calema atuam a 2 de novembro no Coliseu de Elvas

Os Calema atuam a 2 de novembro no Coliseu de Elvas. Os irmãos António e Fradique dão assim continuidade à digressão de celebração dos seus 15 anos de carreira, depois de terem atuado na sexta-feira e no sábado, dias 12 e 13 de abril, no MEO Arena, em Lisboa, com casa cheia. A par do concerto de Elvas, foi ainda anunciada nova data para Super Bock Arena, no Porto, a 31 de outubro.

“É um grande espetáculo, mais uma das grandes produções que ultimamente que temos conseguido trazer ao Coliseu de Elvas. Haverá mais surpresas, que a seu tempo iremos anuncia”, revela o vereador na Câmara de Elvas Cláudio Monteiro. Com estes espetáculos, adianta, pretende-se trazer até Elvas “muitos visitantes e turistas”, de modo a que todos possam sair a ganhar: a própria popuçalação, a restauração e a hotelaria.

Com Elvas a equiparar-se às grandes cidades, em termos de espetáculos culturais, o vereador assegura que o coliseu é uma sala de espetáculos, não só da cidade, mas de todo o Alentejo. “É um espaço que é para todos”, garante, convidando não só os elvenses, mas todos os ouvintes da Rádio Elvas, Rádio Campo Maior e Rádio Nova Antena a assistirem a este concerto.

Cláudio Monteiro confirma ainda que, por parte da Câmara Municipal de Elvas, está a ser levado a cabo um trabalho para que mais espetáculos deste género passem, num futuro próximo, pelo Coliseu Comendador Rondão Almeida.

Os bilhetes para o concerto de 2 de novembro, em Elvas, já se encontram à venda na Ticketline. O valor dos bilhetes varia entre os 30 e os 45 euros.

Alunas da CURPI de Campo Maior contam as suas memórias do 25 de abril de 1974

Numa altura em que se celebram os 50 anos do 25 de abril, por todo o país e também na região, quisemos saber, junto daqueles que viveram a Revolução dos Cravos que memórias guardam, desses tempos.

Nesse sentido, falámos com algumas alunas da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior. Luísa Fernandes conta que, na altura o seu sogro foi preso, durante vários meses, “por ler o Avante”, algo que diz ser sido “muito difícil” para a sua sogra. Já no dia da Revolução diz que adorou “ver a atitude dos capitães de Abril, e que esta revolução “foi para melhor, para quem viveu na pele o fascismo, de que ninguém gosta”.

Esta revolução, para Luísa Fernandes, “foi positiva, porque não houve mortes, foi muito bem feita”, diz. Nesta altura considera que é importante transmitir às crianças “a importância da liberdade que hoje vivem”.

Idaulina Borrega conta que, na época da ditadura, ouvia as notícias no rádio, às escondidas, tendo sido avisada pela sua mãe que um dia poderia ser presa, algo que nunca chegou a acontecer. “Essa foi uma data marcante, porque estávamos a viver a ditadura, tenho muitas recordações dessa época, em que não podíamos falar de nada. Quando tinha 10 anos ouvia, debaixo dos lençóis o Manuel Alegre na Rádio e a minha mãe avisava-me que um dia podia ser presa, mas eu não queira saber, queria ouvir o que se dizia”, relata.

Durante a ditadura, garante esta aluna, viveram-se “tempos muito difíceis e sofridos”, considerando que atualmente as pessoas têm de “dar valor à liberdade, mas sempre respeitando os outros”.

Já Beatriz Galvão adianta que o seu marido foi mobilizado para Angola, dias depois da Revolução, dizendo que esse dia “foi muito marcante” e, ao mesmo tempo, “muito bonito, porque não houve sangue, guerra nem feridos”.

Garantindo que não passou fome, naquela altura, Beatriz Galvão diz que, ainda assim, foram tempos difíceis. “Lembro-me que não tínhamos metade das coisas que, hoje, os meus filhos netos têm, mas nunca passei fome e lembro-me comprar cinco tostões de chouriço para eu e a minha irmã comermos ao lanche, aquilo era uma lasquinha para cada uma, não havia dinheiro para mais, mas pronto, comíamos muitas sopas e açordas, sem nunca passarmos fome”.

Alunas da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior a contarem as suas memórias do 25 de abril de 1974.

“Levar às mãos o lume”, de Fernando Fitas, apresentado este sábado no Museu Aberto

“Levar às mãos o lume” é o nome do livro, da autoria do campomaiorense Fernando Fitas, que é apresentado na tarde deste sábado, dia 20 de abril, no Museu Aberto, em Campo Maior.

Esta obra conta com um conjunto de poemas, escritos “há cerca de oito anos, que não se enquadravam nas obras já publicadas e naquelas que estão por publicar”, revela Fernando Fitas, adiantando que se trata de textos “com uma grande carga política, uma vez que estamos a assinalar os 50 anos da Revolução dos Cravos”, dando conta que participou “ativamente”, neste acontecimento, pelo que “não poderia passar despercebido”.

O escritor campomaiorense garante os seus poemas têm “uma componente de denúncia de situações de injustiça, e sobretudo de atitudes e pensamentos ideológicos que há 50 anos foram derrotados pelas Forças Armadas e que agora voltam à praça pública, com populismos, pelo que é um livro de combate e denúncia dessas forças, que tentam ocupar o espectro político português”.

Tendo presente as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, Fernando Fitas afirma que este livro “é o único que se ajusta à conjuntura política que o país vive, atualmente”. O autor diz ainda, e tendo presente as últimas eleições legislativas, que “todos aqueles que votaram no extremismo, de extrema-direita, ignoram em absoluto o que era este país antes do 25 de abril”.

O autor explica ainda o título atribuído a esta obra: “levar às mãos o lume é uma expressão peculiar do Alentejo, no sentido de denunciar aquilo que muitas pessoas ignoram. Há um texto que reflete histórias que a minha avó me contava, relativamente aos refugiados de Espanha e a forma como a GNR os tratava, e continua a ser um tema, infelizmente, atual, bem como um texto dedicado à morte da ativista Marielle Franco, pelo que é a denúncia de algumas situações e a prepotência com que algumas força políticas tratam aqueles que estão com os mais desfavorecidos”.

“Levar às mãos o Lume” o recente livro de Fernando Fitas que é hoje, pelas 16 horas, em Campo Maior. A apresentação estará a cargo do antropólogo Luís Maçarico e haverá leitura de poemas por parte do ator José Vaz.

Pinheiro questiona ministro sobre medidas de segurança nas escolas de Campo Maior

Na sequência do agravamento dos episódios de violência na Escola Secundária de Campo Maior, o deputado socialista Ricardo Pinheiro questionou o Ministro da Educação, Ciência e Inovação sobre as medidas possíveis para garantir a segurança nos recintos escolares no Agrupamento de Escolas do Concelho.

Na pergunta ao Governo, Ricardo Pinheiro aponta “mais um episódio gravíssimo de violência” ocorrido no passado dia 12 de abril, nas instalações da Escola Secundária de Campo Maior, durante um evento de integração e multiculturalidade organizado pelo próprio agrupamento escolar.

No decurso do evento, os incidentes desencadeados por um grupo de alunos resultaram num “episódio de violência contra alguns dos presentes, desrespeitando professores e auxiliares de ação educativa presentes”.

Portalegre celebra doçaria conventual e tradicional no Mosteiro de São Bernardo

Portalegre volta a celebrar a sua doçaria conventual e tradicional, este fim de semana, de 19 a 21 de abril, no Mosteiro de São Bernardo.

A feira dedicada aos doces, que desta feita vai contar com um concurso dedicado à famosa boleima de Portalegre, aberto a toda a população, conta com uma “abrangência nacional, desde norte a sul do país” em termos de expositores, reunindo 45 doceiros e licoreiros, segundo revela a vice-presidente da Câmara, Laura Galão. “Vamos ter concursos de doces tradicionais e conventuais e  um espaço de empresas e de inovação, para dar abertura a outro tipo de participantes que queiram integrar a nossa feira”, adianta.

No momento da inauguração desta 22ª edição da feira, esta sexta-feira, será prestada uma homenagem póstuma a Judite Cardoso, considerada “A Mestre da Doçaria Conventual de Portalegre”, através de uma exposição de fotografia da autoria de Raul Ladeira e José João Bica.

Até domingo, no decorrer do evento, não faltarão também vários momentos musicais, muito com base na “prata casa”, entre outros, através de uma noite de fados, canto lírico e do cante alentejano. “Vamos ter também showcooking com os chefs de pastelaria Cristiano Louro e Carla Parreira e temos aqui muitos motivos para que os visitantes se possam deliciar”, garante a vice-presidente.

Laura Galão, que considera que esta feira é um dos “eventos âncora de Portalegre”, assegura que o evento atrai sempre muitas pessoas de vários concelhos da região, bem como do outro lado da fronteira. Quase que em complemento à feira, revela ainda a autarca, decorre no Centro de Artes do Espetáculo mais uma edição do Portalegre Jazz Fest.

Conheça o programa completo do evento:

19 ABRIL

18H30 – Inauguração

Apontamento Musical – Banda Filarmónica da Sociedade Recreativa Musical Alegretense

19H00 – Inauguração da Exposição de Homenagem a D. Judite Cardoso: “A Mestre da Doçaria Conventual de Portalegre”

Exposição de Fotografia de Raul Ladeira e José João Bica.

19H30 – Apontamento Musical – Alunos da Escola de Artes do Norte Alentejano

21H30 – “Sintonias”

Coprodução artística da Escola de Artes do Norte Alentejano. Ao piano, o Professor José Raimundo; nos violinos, Tamara Torres e Rui Ramos e na voz, a convidada soprano, Filomena Silva.

22H30 – Encerramento da Feira

20 ABRIL

11H00 – Abertura da Feira

Concurso de Doçaria (Melhor Doce Conventual)

Concurso de Licores (Melhor Licor Tradicional)

Concurso Boleima de Portalegre 2024 (aberto à população)

15H30 – Trovadores do Alentejo

17H00 – Showcooking da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre

Sessão de Showcooking com o Chefe de Pastelaria, Cristiano Louro.

18H00 – “O Cante nos Claustros”

Esta coprodução artística tem como protagonistas o Grupo de Cante Os Lagóias, de Portalegre e o conjunto de 10 jovens estudantes da Escola Secundária Mouzinho da Silveira.

21H30 – Noite de Fados

Como fadistas, os reconhecidos nomes de Dina Valério e Manuel Baptista; na guitarra portuguesa, Hugo Ramos e na viola de fado, Miguel Monteiro.

22H30 – Encerramento da Feira

21 ABRIL

11H00 – Abertura da Feira

Concurso de Doçaria (Melhor Doce Tradicional)

15H00 – Grupo de Cantares Cantalagoa

16H00 – Sabores com Histórias | Sessão de Contos de Cá, Cá Rá Cá Cá

Animação para famílias, que nos leva ao mundo dos contos tradicionais portugueses, com a Atriz/Marionetista Ângela Ribeiro.

17H00 – Showcooking | Carla Parreira

Sessão de Showcooking com a Chefe de Pastelaria do Convento do Espinheiro, Carla Parreira.

17H30 – O Semeador – Grupo de Cantares de Portalegre

19H00 – Encerramento da Feira

Museu Militar de Elvas expõe viaturas do 25 de Abril na Praça da República

Cinco viaturas do Museu Militar de Elvas estão expostas na Praça da República de Elvas, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a par de uma Chaimite que ficará de forma permanente numa das rotundas da Avenida de Badajoz.

Estas viaturas “não participaram na Revolução do Cravos, mas são da mesma tipologia”, revela o diretor do Museu Militar de Elvas, o Coronel Nuno Duarte, para além da Chaimite “que é um ícone do 25 de abril”.

Esta exposição, garante o Coronel Nuno Duarte, “é mais uma forma de o Museu Militar se abrir à cidade, pelo que se tenta que o Museu seja dinâmico e se criem iniciativas, para que do ponto de vista cultural e turístico, dar a oportunidade aos elvenses e não só, de conhecerem a história e património militar português”.

Já o vereador na Câmara de Elvas, Cláudio Monteiro, revela que este “é mais um momento marcante”, que faz parte da programação destas comemorações, que fazem sentido “envolvendo a comunidade e as entidades parceiras”, revelando que estas viaturas ficam expostas até dia 1 de maio.

As viaturas têm um painel explicativo da sua importância e função, naquela altura. O vereador acrescenta que se pretende que “as pessoas não só visitem esta exposição mas que também a partilhem e divulguem, por exemplo, através de fotografias”.

Quanto à chaimite bula, que se encontra exposta numa rotunda da Avenida de Badajoz, e com o objetivo de “promover Elvas como destino turístico militar, ficará naquele local de forma permanente”, garante Cláudio Monteiro.

Esta manhã de sexta-feira, 19 de abril, na inauguração da exposição, na Praça da República, as crianças do Semi-Internato de Nossa Senhora da Conceição e da Escola de Alcáçova, marcaram presença neste momento e puderam também entrar dentro das viaturas.

Orquestra Ligeira do Exército atua esta sexta-feira em Campo Maior

O município de Campo Maior preparou uma vasta programação para assinalar os 50 anos do 25 de abril, que se prolonga até dia 27 deste mês, data em que atua a fadista Sara Correia, na Praça Multimodal.

O presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, revela que o programa das comemorações é idêntico aos anos anteriores com as tradicionais comemorações na noite de dia 24 e no próprio dia 25 de abril, altura em que haverá uma sessão solene, que contará com a participação das crianças. “Vamos tentar manter o padrão campomaiorense, com os bailes e cantares, na noite de dia, 24 na Praça da República, com os tradicionais morteiros e hastear da bandeira. Já no dia 25 temos a tradicional arruada pelas instituições do concelho, durante a manhã, e durante a tarde há uma Sessão Solene da Assembleia Municipal, com a participação das crianças e uma homenagem a todos aqueles que participaram no poder local democrático, nestes 50 anos”, adianta.

O autarca destaca ainda o concerto desta noite, dia 19, com a Orquestra Ligeira do Exército e também o espetáculo de Sara Correia, no dia 27, “um dos nomes mais sonantes da música portuguesa, do momento”.

Para Luís Rosinha, este é um mês bastante “recheado” em atividades, apelando à participação dos campomaiorenses, nas comemorações desta que considera ser “uma data tão importante”, para que não esqueçamos abril e a liberdade que hoje vivemos”.

O concerto da Orquestra Ligeira do Exército está marcado, para hoje, às 21.30 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.