O desaparecimento progressivo de abelhas, abelhões e borboletas está a ter um impacto direto na qualidade da alimentação e na saúde humana. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para as conclusões de um estudo científico que vincula a perda destes insetos ao aumento da “fome oculta” — a carência de vitaminas e minerais essenciais na dieta das populações.
Os polinizadores desempenham um papel vital na produção global de alimentos, sendo responsáveis pelo transporte de pólen que viabiliza o desenvolvimento de frutos e sementes. Atualmente, cerca de três quartos das culturas agrícolas mundiais destinadas ao consumo humano dependem, em algum grau, deste processo biológico. Um estudo publicado na revista Nature revela que a quebra nestas populações reduz drasticamente a oferta de alimentos altamente nutritivos, como frutas, legumes e frutos secos, estimando-se que este empobrecimento alimentar já cause centenas de milhares de mortes prematuras anualmente.
As causas para o desaparecimento em massa destes insetos são múltiplas e atuam de forma combinada. A destruição dos habitats naturais, a expansão da agricultura intensiva, o uso descontrolado de pesticidas, o avanço das alterações climáticas e a pressão de espécies invasoras são os principais fatores que inviabilizam a sobrevivência dos polinizadores. A associação ambientalista Quercus reforça que a proteção destes pequenos animais deixou de ser apenas uma causa ecológica, passando a ser uma questão urgente de segurança alimentar e saúde pública.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia deve assumir um papel cada vez mais estratégico na promoção turística da região, considerando-a um dos principais pilares da oferta alentejana.
À margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” (ver mais aqui), o responsável sublinhou a importância de o Alentejo receber um evento dedicado à valorização da gastronomia portuguesa, destacando também a atualidade do tema escolhido para esta edição.
“É importante receber aqui um evento que celebra a gastronomia como património cultural e imaterial e, particularmente, em Arronches, também pela atualidade do tema do porco alentejano”, afirmou.
José Manuel Santos considerou que a iniciativa reúne os diferentes agentes ligados ao setor da gastronomia, desde a produção à restauração, passando pela hotelaria e pela formação, contribuindo para fortalecer um ecossistema que considera determinante para a região.
“Para o ecossistema que gira à volta da gastronomia, onde está a criação, o conhecimento, a restauração, a hotelaria e a formação, creio que é um evento importante”, salientou.
Embora dirigido sobretudo aos profissionais do setor, o presidente da Entidade Regional de Turismo defendeu que o encontro tem impacto na projeção da região.
“É um evento nacional, mais direcionado para profissionais, mas contribui sempre para afirmar o Alentejo, numa área em que somos muito fortes, que é precisamente a gastronomia”, referiu.
O responsável destacou ainda que a gastronomia se junta a outros recursos turísticos da região, mas deve merecer uma atenção reforçada na estratégia de desenvolvimento do destino.
“O Alentejo vai fazendo o seu caminho. É um destino relativamente jovem, se compararmos com outras regiões onde o turismo começou há 40, 50 ou 100 anos, mas a gastronomia é um pilar muito importante da nossa oferta e ao qual temos de passar a dar uma atenção mais estratégica”, concluiu.
A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, organizada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
O encontro integrou as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia e foi dedicado à valorização da carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa e da tradição culinária alentejana.
O presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Carlos Moura, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia portuguesa assumiu um papel central na estratégia turística do país, deixando de ser um produto complementar para se afirmar como um dos principais fatores de atração de visitantes.
“A gastronomia deixou de ser um produto complementar na promoção turística para ser uma questão basilar na estratégia do futuro próximo para o turismo”, afirmou o responsável, à margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, que decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Gastronomia.
Segundo Carlos Moura, o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal veio reforçar a sua importância para o desenvolvimento económico do país. “Finalmente é reconhecida em Portugal como determinante para a economia, não só para o turismo, mas para a economia em geral”, afirmou.
O presidente da AHRESP explicou que a iniciativa integra um plano anual de cerca de 120 eventos promovidos pela associação, considerando este um dos mais relevantes devido à sua ligação à coesão territorial, à valorização da gastronomia e dos vinhos enquanto produtos estratégicos e ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por empresários e profissionais do setor.
Questionado sobre o estado da gastronomia em Portugal, Carlos Moura respondeu que “vai bem, mas tem que ir melhor”, alertando para as dificuldades que continuam a afetar a restauração.
“Estamos a passar por momentos complicados no que diz respeito à economia da restauração. Há empresas que estão bem, mas há outras que estão mal e algumas muito mal”, afirmou, apontando o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e das matérias-primas, em particular da carne e do peixe, como alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor.
Apesar das dificuldades, o dirigente da AHRESP considera que a gastronomia continua a ser um dos maiores ativos do turismo nacional, lembrando que os visitantes procuram cada vez mais experiências autênticas.
“Um turista não vem a Portugal para dormir num hotel, por muito bom que ele seja. Vem pela experiência. É um país seguro, tem um bom clima, património, cultura, mas, logo a seguir à segurança, o segundo fator mais valorizado pelos turistas é a gastronomia portuguesa”, sublinhou.
A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” foi organizada pela AHRESP, em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, integrando as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, assinalado ontem, 26 de julho.
O encontro teve como objetivo valorizar a gastronomia portuguesa enquanto património cultural, económico e turístico, dedicando esta edição à carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da cozinha nacional e da tradição gastronómica alentejana.
O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, foi esta segunda-feira, 27 de julho, palco da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
O encontro, que integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, celebrado ontem, assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.
Para o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, a realização desta iniciativa de âmbito nacionalna vila representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos empresários da restauração do concelho e da aposta do município na promoção da gastronomia.
“Arronches é conhecido na região, e já posso dizer no país, por ser um sítio onde se come muito bem. A nossa gastronomia é, de facto, de grande qualidade e receber hoje um evento com esta dimensão nacional é muito importante. Sentimos que há esse reconhecimento pelo trabalho que é feito”, afirmou o autarca aos jornalistas, à margem da iniciativa promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).
João Crespo salientou que o município tem vindo a investir na divulgação da gastronomia local, considerando que este reconhecimento também resulta dessa estratégia. “Apostamos muito na divulgação da nossa gastronomia e acho que é também um reconhecimento para o município pelo trabalho que tem desenvolvido”, sublinhou.
O autarca destacou ainda o peso da restauração na economia local, lembrando que Arronches conta com “dez a 12 restaurantes, todos eles com excelente qualidade”, sendo a gastronomia um dos principais motivos de visita ao concelho.
“A gastronomia tem uma importância muito grande para o desenvolvimento económico do concelho, porque cria riqueza, cria emprego e é também um atrativo turístico”, frisou.
Outro dos temas abordados por João Crespo foi a necessidade de preservar o porco alentejano, uma raça autóctone que corre sérios riscos de extinção. Nesse sentido, recordou o evento municipal “Saberes e Sabores do Porco Alentejano”, realizado anualmente desde 2024, como forma de promover este produto e apoiar os produtores locais.
“O objetivo é dar destaque a um produto que está em risco de extinção. Queremos incentivar os produtores de porco alentejano a aumentarem as suas produções. Sabemos que é um pequeno contributo, uma gota de água no oceano, mas queremos que não desistam”, afirmou.
Embora reconheça a existência de produção suinícola intensiva no concelho, destinada sobretudo ao mercado espanhol, o presidente da Câmara defende que o foco deve continuar na valorização da raça tradicional.
“Não queremos perder esta raça. Arronches tem essa tradição, não é por acaso que é conhecida como a terra dos porcos. Há muito trabalho pela frente, mas a Câmara Municipal estará ao lado dos seus produtores para que essa realidade não se verifique”, garantiu.
O programa de “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” incluiu, durante a manhã, duas mesas-redondas sobre a valorização da fileira do porco.
A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de ter participado no debate, é o responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde.
O Presidente da República, António José Seguro, preside à cerimónia oficial de abertura das Festas do Povo de Campo Maior 2026, no próximo dia 8 de agosto, às 10h30, no Jardim Municipal.
O Chefe de Estado será recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e pelo presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro. Após o ato inaugural e os discursos institucionais (10h50), decorrerá uma homenagem junto da estátua do Comendador Rui Nabeiro (11h05), seguindo-se uma arruada pelas ruas enramadas até aos Paços do Concelho, onde o Presidente da República assinará o Livro de Honra do Município.
As Festas do Povo de Campo Maior, classificadas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2021, realizam-se entre 8 e 16 de agosto, com cerca de uma centena de ruas decoradas com flores de papel
O projeto “Viver Mais”, promovido pela APPACDM de Elvas e financiado pelo Prémio BPI Fundação “la Caixa”, está a cumprir o seu papel de suporte junto de utentes com necessidades especiais (a partir dos 12 anos) e adultos diagnosticados com quadros de demência ou doença de Alzheimer.
Com capacidade para apoiar até 50 beneficiários, o programa assenta num modelo de dupla resposta. “Desenhámos este projeto não só a pensar no estímulo cognitivo e físico dos utentes, mas também para dar o chamado descanso ao cuidador informal, que muitas vezes se encontra sobrecarregado”, salienta o presidente da APPACDM, Luís Mendes.
As atividades, que decorrem habitualmente ao final do dia (das 17h00 às 19h30), foram temporariamente adaptadas em julho para o período da manhã (das 09h00 às 13h00).
Luís Mendes assume que o início exigiu esforço redobrado, mas o balanço é muito positivo: “Apesar dos desafios na referenciação e transporte de alguns utentes, graças à articulação estreita com a rede social local, temos conseguido levar este projeto a bom porto e fazer a diferença na vida destas famílias”.
A Travessa dos Combatentes da Grande da Guerra, apesar de ter com poucos moradores, contou com ajudas especiais e vai participar em mais uma edição das Festas do Povo, em Campo Maior.
Paula Pereira e Alexandra Torres voltam a assumir a função de cabeças de rua, apesar do receio de não conseguirem alcançar os objetivos. “Já fui na última vez que houve festas e, este ano, voltámos a ter o mesmo desafio, é muito bonito, é muito desafiante. Dizemos sempre que não se consegue, mas naquele dia consegue-se”, confessou Paula Pereira.
“A nossa rua é mesmo a mais bonita! Sempre! Porque nós fazemos com dedicação e amor, então a nossa rua é a mais bonita. Claro!”, afirmou.
Apesar de poucos moradores contam com ajudas especiais
A Travessa dos Combatentes da Grande Guerra, apesar de ser uma das artérias mais movimentadas da vila, tem pouco moradores. Para conseguirem realizar o trabalho “contamos com a ajuda da APPACDM, de Elvas. Temos também um grupo de jovens, que têm vindo quando podem, porque são estudantes universitários, e outros que estão no liceu”, explicou Alexandra Torres.
A cabeça de rua acrescentou que “as outras quatro ou cinco vizinhas também estão a participar. Ao princípio, vínhamos só dois dias por semana e tínhamos o trabalho distribuído. Eu até tenho um trabalho que estamos a fazer para os miúdos, para depois entregar, eles saberem como é que se faz e os materiais que se usam. Então, eu tenho feito vários Excel e um era para distribuir o material pelas pessoas, para levarem para casa, quando levavam e quando entregavam”.
Alexandra Torres revelou que as ajudas estão sempre prontas. “Ao serão sempre aparece gente e também assim que enviamos uma mensagem no grupo porque precisamos de ajuda”. A campomaiorense deu o exemplo de que “quando precisámos de ajuda de homem, vieram logo dois miúdos. No dia anterior, chamámos umas miúdas para nos virem ajudar a trazer as cordas de outra garagem. Quer dizer, eles vão respondendo à medida que a gente vai dizendo”.
Foram das últimas ruas a inscrever-se, mas com um tema de homenagem
Paula Pereira e Alexandra Torres revelaram que foram das últimas ruas a inscrever-se e só o fizeram no mês de dezembro. Depois, começaram a trabalhar em fevereiro, quando foi disponibilizado o material.
Sobre o tema, desvendaram que “a filha de um vizinho, que já faleceu, que tinha aqui uma garagem, propôs-nos este tema que vamos fazer, que é dedicado ao pai e ao avô, que tinham uma profissão”.
Alexandra Torres acrescentou que “é dedicado a eles e quando virem a rua, vão perceber, principalmente, aquelas pessoas mais antigas”.
Paula Pereira revelou, ainda, que “quem conheceu o mestre Valentim também vai ver o significado da rua”.
As cabeças de rua da Travessa dos Combatentes da Grande Guerra afirmaram que durante a semanadas Festas do Povo, de 8 a 16 de agosto, vão “desfrutar e conviver com as outras ruas, também. Às vezes é um bocado difícil, porque temos de tomar conta da nossa rua, mas vamos conviver com os familiares, com os amigos, porque depois as nossas casas estão sempre abertas, é sempre um entrar e sair”, rematou Paula Pereira.
Muito antes de as ruas de Campo Maior se encherem de cor para mais uma edição das Festas do Povo, há meses de trabalho, dedicação e espírito de equipa por parte dos voluntários que dão vida àquela que é uma das maiores manifestações culturais do concelho. Desde o final de janeiro, centenas de campomaiorenses conciliam a vida pessoal e profissional com a preparação das ornamentações que irão transformar a vila.
É o caso de Susana Guerra, que integra a equipa responsável pela ornamentação da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A voluntária explica que os trabalhos arrancaram no final de janeiro e envolvem um esforço coletivo constante. “É uma avenida muito comprida, muito grande, com muito trabalho”, refere, destacando, no entanto, que “todos nós, com um bocadinho do nosso esforço, conseguimos”. A campomaiorense sublinha ainda a importância da organização e do trabalho em equipa, orientado por uma cabeça de rua que coordena todo o processo.
Essa responsabilidade cabe a Elsa Muacho, cabeça de rua da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que descreve a experiência como “muito desafiante”. Apesar de reconhecer que existe “muito, muito trabalho”, garante que o processo tem decorrido da melhor forma graças ao grupo de voluntários que a acompanha, afirmando ter “um grupo de pessoas maravilhosas” que a apoia “a 100%”.
Enquanto responsável pela rua, Elsa Muacho explica que lhe cabe assegurar que não falta material, encontrar um espaço para arrumação e incentivar os participantes a continuarem a produzir as flores de papel, tarefas que exigem organização e disponibilidade. Ainda assim, destaca o empenho dos voluntários, considerando que “as pessoas dão o apoio a 100%”.
Conciliar esta missão com a vida profissional e familiar nem sempre é fácil. A cabeça de rua revela que os trabalhos decorrem sobretudo durante os serões e nos tempos livres, confessando que, desde janeiro, tem dedicado praticamente todas as noites à preparação das festas. “Não é fácil gerir a casa, gerir a loja e gerir os serões”, admite, mas garante que, “com boa vontade, a gente chega a todo o lado”.
À medida que os preparativos avançam, o trabalho desenvolvido por centenas de voluntários continua a dar forma às ruas ornamentadas que, dentro de algumas semanas, voltarão a receber milhares de visitantes, mantendo viva uma tradição que distingue Campo Maior.
A Praça da República de Elvas recebe, entre 31 de julho e 9 de agosto, o 36.º Festival Internacional de Folclore de Elvas, numa celebração da música, da dança e das tradições populares de vários países.
O festival arranca na sexta-feira, 31 de julho, com as atuações do Rancho Folclórico “As Ceifeiras”, de Alter do Chão, e do conjunto folclórico “KTF Radha Sarisha”, da Indonésia. No sábado, 1 de agosto, sobem ao palco o Rancho Folclórico Flores de Serpins e o Ballet Folklórico do Instituto Tecnológico de Celaya e Conjunto Sonlince, do México.
A programação prossegue no domingo, 2 de agosto, com o Rancho Folclórico de Elvas e o Conjunto Folclórico Nacional “Etnos”, da Macedónia do Norte. O festival regressa a 7 de agosto, com o Rancho Folclórico de Fortios e o grupo “Hei Show Tahiti”, da Polinésia Francesa.
No sábado, 8 de agosto, atuam o Rancho Folclórico do Passal de São Pedro da Cova, de Gondomar, e o Señor Perú, com a representação das tradições peruanas. O encerramento acontece no domingo, 9 de agosto, com o Rancho Folclórico do Rabaçal, de Penela, e o Ballet Municipal de Folclore Rumicani, da Argentina.
Todos os espetáculos têm início marcado para as 21h30, na Praça da República, proporcionando ao público seis noites de intercâmbio cultural e de valorização do folclore nacional e internacional.
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) promove, esta segunda-feira, dia 27 de julho, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, a iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo. O encontro integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, que assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.
A iniciativa pretende afirmar a gastronomia como um ativo cultural, económico e turístico de excelência, destacando o papel dos produtos, dos territórios e dos profissionais que preservam e reinventam a cozinha portuguesa. Nesta edição, o destaque recai sobre a carne de porco, um dos ingredientes mais emblemáticos da gastronomia nacional e particularmente relevante na tradição culinária alentejana.
A sessão de abertura, marcada para as 10h00, contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e João Crespo, presidente da Câmara Municipal de Arronches. A moderação estará a cargo do jornalista Edgardo Pacheco.
O programa inclui duas mesas-redondas dedicadas à valorização da fileira do porco. A primeira, “Do Montado à Mesa”, reunirá Gonçalo Moreira (Laborela), Henrique Sim Sim (CCDR Alentejo), Olga Cavaleiro (investigadora) e Ricardo Pereira (Beloteiros – Carnes e Enchidos do Fumeiro Alentejano). Já a segunda, “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, contará com a participação dos chefs João Pires (Restaurante O Valentim), José Júlio Vintém (Restaurante Tombalobos), Michele Marques (Restaurante Mercearia da Gadenha), do investigador Virgílio Gomes e do chef Vítor Sobral.
A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de participar no debate, será responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde, proporcionando um contacto direto com técnicas, saberes e práticas profundamente enraizados na cultura gastronómica nacional.
Para a AHRESP, a valorização da gastronomia portuguesa constitui uma prioridade estratégica, pelo seu contributo para a afirmação da identidade nacional, para a dinamização das economias locais e para a sustentabilidade e competitividade das empresas dos setores da restauração e do alojamento turístico.
“A gastronomia portuguesa é um dos maiores ativos culturais e turísticos do país e um elemento diferenciador da nossa oferta. Valorizar os produtos, os produtores e os profissionais que mantêm viva esta herança é também contribuir para a sustentabilidade e competitividade dos setores que a AHRESP representa. Com esta iniciativa, queremos celebrar o passado, discutir os desafios do presente e projetar o futuro da nossa gastronomia”, afirma Carlos Moura.
A realização do evento conta com o apoio de diversas entidades e marcas. A Nestlé Professional, a Sogenave e a Sumol+Compal associam-se como sponsors oficiais, enquanto o Turismo do Algarve, o Turismo do Centro de Portugal, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Mapfre Seguros e a Robalo participam como patrocinadores da iniciativa.