Filme “A Odisseia” exibido no Centro Cultural de Campo Maior

O Centro Cultural de Campo Maior vai receber, no próximo sábado, dia 5 de setembro, pelas 21h30, a exibição do aclamado filme “A Odisseia”, realizado pelo cineasta britânico Christopher Nolan. O blockbuster, que se tornou um fenómeno global de bilheteira, traz ao grande ecrã uma adaptação cinematográfica moderna e visceral do célebre poema épico de Homero.

A longa-metragem acompanha o regresso atribulado de Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca, após a mítica Guerra de Troia, numa viagem de 10 anos recheada de criaturas lendárias, perigos e provações que testam os limites da resiliência e da coragem humana. Classificada para maiores de 14 anos, a obra conta com uma duração de 173 minutos e um elenco de luxo composto por estrelas internacionais como Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron.

Esta exibição integra a programação cultural regular apoiada pelo Município de Campo Maior, que visa descentralizar o acesso às grandes produções do cinema mundial, promovendo uma forte oferta de lazer para a comunidade local e visitantes.

Produtos endógenos e artesanato regressam ao Jardim Municipal de Campo Maior

– O Município de Campo Maior promove, no próximo domingo, dia 6 de setembro, mais uma edição do “Mercado Cá da Terra”. A iniciativa decorre no emblemático Jardim Municipal, localizado na Avenida da Liberdade, entre as 09h30 e as 13h00, com entrada inteiramente gratuita para todo o público.

O evento, que se realiza habitualmente no primeiro domingo de cada mês, funciona como uma montra privilegiada para a economia local. O mercado contará com a participação ativa de produtores, empresários e artesãos da região, que disponibilizarão uma grande variedade de produtos endógenos e peças de artesanato exclusivas.

Esta iniciativa integrada na estratégia da autarquia visa valorizar o território, apoiar o comércio de proximidade e proporcionar uma manhã de domingo diferente e atrativa para residentes e visitantes.

Alandroal junta fé, tradição e juventude em cinco dias de festa

Fé, tradição e juventude voltam a encontrar-se no Alandroal, que entre hoje e segunda-feira, 7 de setembro, recebe as Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição e o Festival da Juventude.

Durante cinco dias, a Praça da República e o Castelo tornam-se os principais palcos de uma programação que cruza a tradição religiosa com a música e o entretenimento, procurando atrair diferentes gerações e visitantes ao concelho.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Grilo, esta conjugação de eventos permite oferecer uma programação diversificada e atrativa, aproveitando a proximidade entre a Praça da República e o Castelo. “É de facto um modelo que temos vindo a afinar ao longo dos anos e que, de alguma forma, já transmite confiança a quem nos visita e a quem vive no concelho”, afirma o autarca, destacando a “dualidade” entre as festas tradicionais e religiosas e o Festival da Juventude.

João Grilo sublinha que a proximidade entre o Castelo e a Praça permite que o público acompanhe os diferentes momentos da programação ao longo da noite. “Há muito que as pessoas se habituaram a viver a festa até a uma determinada hora na Praça e depois a viver o Festival da Juventude no Castelo. E este modelo tem funcionado e vamos continuar a apostar nele”, assegura.

The Gift, Carolina de Deus e Nena são cabeças de cartaz

Esta quinta-feira, 3 de setembro, no primeiro dia das festas, é Carolina de Deus quem sobe ao palco. Amanhã, sexta-feira, dia 4, é a vez de Nena, seguindo-se, no sábado, dia 5, um dos momentos mais aguardados do programa, com a atuação dos The Gift. No domingo, dia 6, a programação fica marcada por uma atuação da Filarmónica Extravagante Uxu Kalhus com a Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal.

Para o presidente da Câmara, uma das principais novidades de cada edição do evento está precisamente no cartaz, que procura combinar nomes consolidados com novos talentos e diferentes estilos musicais.

João Grilo destaca a presença dos The Gift, uma das bandas portuguesas com maior reconhecimento nacional e internacional, considerando que o grupo deverá proporcionar “um bom concerto”.

Ao mesmo tempo, o Município mantém a aposta em artistas emergentes, como Carolina de Deus. “Há sempre espaço para os novos talentos e, portanto, nós ao longo dos anos temos sempre conseguido fazer essa ponte”, explica.

O autarca recorda, a título de exemplo, a passagem dos Amor Electro pelas festas de Alandroal numa fase inicial da carreira, salientando a intenção de continuar a apostar em projetos que possam afirmar-se no futuro.

A diversidade é, assim, uma das linhas orientadoras do programa, procurando responder a diferentes públicos e conciliar propostas de música popular, novos talentos, música tradicional e inovação.

Festival da Juventude mantém parceria com os jovens

O Festival da Juventude continua a ser desenvolvido através de uma parceria entre o Município e a Associação Jovem Alandroalense. Embora o financiamento seja assegurado pelo Município, a associação assume um papel importante na definição e organização da programação, permitindo que os próprios jovens tenham intervenção na escolha dos artistas e no modelo do festival.

“São os jovens que indicam e escolhem de alguma forma que artistas e que modelo de programação é que gostariam de ver”, explica João Grilo.

Esta edição do Festival da Juventude arranca esta quinta-feira com as atuações de Alan Briats e DJ Brat. Amanhã, sexta-feira, dia 4, sobem ao palco DJ Rastilho, DJ Dom e BREYTH, enquanto no sábado haverá espetáculos de Sampa Experience, MASTIKSOUL & Convidados e ainda de DJ T & Rebocho Percussion. O encerramento acontece no domingo, 6 de setembro, com Jorge Nunes e DJ Rastilho.

Associativismo com papel importante na dinamização de tasquinhas e bares

Na organização, quer no Festival da Juventude, quer nas festas, o município conta com a colaboração de outras associações locais, para além da Associação Jovem Alandroalente, nomeadamente no que diz respeito à dinamização de tasquinhas e bares.

O presidente da Câmara destaca esta colaboração como uma forma de apoiar o movimento associativo e, simultaneamente, permitir que as associações possam gerar receitas durante um dos períodos de maior movimento no concelho.

“O município aqui procura sempre dar prioridade e dar oportunidade às associações do Concelho que queiram trabalhar nestes momentos para também ajudar depois a desenvolver com as receitas que fazem neste período.”

Um momento de encontro no final do verão

Para além da componente cultural e recreativa, João Grilo considera que as festas assumem também uma importância económica e social para o concelho, atraindo pessoas que mantêm ligações familiares ou de amizade ao Alandroal, bem como visitantes dos concelhos vizinhos.  “Aquilo que nós esperamos sempre é que isso se traduza também em visitantes e em dinâmica económica local”, afirma.

O autarca enquadra ainda as festas no calendário anual do concelho, considerando-as um momento de transição entre o final do verão e o regresso ao trabalho e às aulas. “As nossas festas marcam sempre este final de verão e o regresso ao trabalho, o arranque do ano letivo e de um conjunto de outras atividades e, portanto, é sempre também um momento especial para isso.”

Atividades tauromáquicas em destaque

As atividades tauromáquicas, como tem vindo a ser habitual, têm um lugar de destaque na programação das festas. Esta sexta-feira, às 17h30, haverá largada de touros no Largo de Santo António. No sábado haverá nova largada no mesmo local, às 9h30, seguindo-se, às 17h30, uma garraiada na Praça de Touros Joel Felizardo Rosado.

As atividades taurinas prosseguem no domingo com uma largada de touros marcada para as 18h00, novamente no Largo de Santo António. O programa termina na segunda-feira, às 21h00, com uma garraiada noturna na Praça de Touros Joel Felizardo Rosado.

Durante cinco dias, o Alandroal volta assim a conjugar fé, tradição, música e juventude, num programa pensado para envolver a população local e atrair visitantes ao concelho.

“Estudar e saber parar”: a fórmula dos 19 valores de Miguel Miranda para chegar à Engenharia Aeroespacial

Imagem: CMTV

Entrou em Engenharia Aeroespacial com 19 valores, mas garante que não precisou de trocar a adolescência pelos livros. Para Miguel Miranda, de Campo Maior, o segredo para alcançar uma média de excelência esteve menos em estudar sem parar e mais em saber gerir o tempo — incluindo aquele que não era passado a estudar.

Foi com esta média final que Miguel entrou na licenciatura de Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, um resultado que é, naturalmente, motivo de orgulho, mas que o jovem campomaiorense atribui sobretudo a muito trabalho e organização.

“É saber gerir bem” o tempo de estudo, explica, reconhecendo, ainda assim, que chegar a este patamar de excelência exigiu “um estudo intenso”.

“Ao longo do ano fui fazendo o máximo possível, mas sempre sabendo quando tinha de estudar, mas também quando tinha de parar, que também é importante”, revela em declarações à Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior.

É precisamente esse equilíbrio que Miguel considera fundamental. Entre livros, aulas e momentos de lazer, a estratégia passou por “planificar e organizar muito bem o estudo”, sem deixar de lado a vida social.

“Sinto que não perdi nada da minha adolescência. Felizmente, sempre consegui ter a minha vida social, por isso, acho que não foi nada demais ficar apenas uns minutinhos a mais com os livros”, acrescenta.

A entrada em Engenharia Aeroespacial também não surgiu de uma decisão tomada de um dia para o outro. Miguel admite que sempre teve curiosidade por tudo o que estivesse relacionado “com aviões, o espaço e tudo o que voasse”, mas foi com o tempo que encontrou o caminho que queria seguir. “A escolha definitiva só surgiu com o tempo”, explica.

E se o presente já está definido, o futuro ainda deixa espaço para várias possibilidades. Quanto às saídas profissionais, Miguel admite que ainda não tem uma decisão concreta. “Ainda não pensei muito sobre isso, mas penso estar a trabalhar em algo relacionado com a área ou, se calhar, ir para a Fórmula 1, por exemplo”, adianta.

Agora, com o início das aulas cada vez mais próximo, começa uma nova etapa e, com ela, um ritmo diferente daquele a que estava habituado no ensino secundário. Miguel sabe que terá de aumentar a intensidade, mas não prevê uma mudança radical na forma como encara o estudo. “O meu estudo não vai fugir muito ao que já era, um bocadinho mais intenso, porque o ritmo também vai ser outro”, remata.

Arkus convida a descobrir Elvas à noite através de visitas guiadas

A Associação Juvenil Arkus está a promover visitas guiadas noturnas ao centro histórico de Elvas, desafiando visitantes e residentes a conhecer o “coração” da cidade sob uma perspetiva diferente. A iniciativa surgiu na sequência das visitas diurnas já realizadas pela associação e da perceção de que existia interesse em conhecer o património elvense durante a noite.

Melanie Carona (na imagem), membro da Arkus, explica que a ideia nasceu também das condições favoráveis que o Alentejo oferece durante as noites. “A nossa cidade é muito bonita à noite e então surgiu a ideia: porque não fazer visitas à noite?”, conta.

Embora os monumentos estejam encerrados durante esse período, a visita centra-se no património que pode ser observado a partir do exterior. A iluminação noturna dos monumentos assume, neste contexto, um papel de destaque, permitindo descobrir detalhes que podem passar despercebidos durante o dia.

“Acabamos por ver Elvas de outra maneira, de outra forma e ver pormenores que se calhar à luz do dia não têm tanta beleza”, sublinha Melanie Carona.

As visitas são atualmente conduzidas por José Martins, conhecido na cidade como “o guia de Elvas”. Durante o percurso, o guia dá a conhecer diferentes pontos de interesse e chama a atenção para elementos arquitetónicos, como brasões e outros pormenores do património local.

A iniciativa pretende proporcionar uma experiência diferente de descoberta da cidade, conciliando história, património e ambiente noturno. A Arkus convida, por isso, quem visita ou vive em Elvas a experimentar esta nova forma de conhecer o património elvense.

Pagamento livre e reservas por contacto com a Arkus

As visitas seguem o mesmo modelo das restantes iniciativas da associação, sendo que o pagamento é totalmente livre. Cada participante contribui com o valor que entender, sendo essa contribuição uma forma de apoiar o trabalho da Arkus. Ainda assim, a associação garante que a participação não está condicionada ao pagamento.

“As pessoas dão o que querem, é uma ajuda para a associação, mas lá está, se não quiserem dar também está tudo bem. Nós fazemos a visita com todo o gosto”, diz ainda Melanie Carona.

As visitas devem ser previamente marcadas através das redes sociais da Arkus ou do contacto telefónico disponibilizado pela associação: 969 514 374.

Com o convite “Descubra a história. Sinta a magia.”, a Arkus pretende assim levar residentes e turistas a olhar para Elvas de uma forma diferente, valorizando a beleza do património iluminado e as histórias e lendas que fazem parte da identidade da cidade.

António Maria Ramos transformou as memórias da casa da avó na obra vencedora do Prémio Literário Hugo Santos

“As Coisas Também Fazem Testamento”, da autoria de António Maria Ramos, é a obra vencedora da quinta edição do Prémio Literário Hugo Santos, iniciativa promovida, desde 2022, pelo Município de Campo Maior, em homenagem ao autor campomaiorense falecido em novembro de 2018.

Nesta obra de poesia, e sob o pseudónimo Aurélio Vagar, António Maria Ramos convida o leitor a entrar em casa da sua avó Arcanja, em Aguiar, no concelho de Viana do Alentejo, onde passou grande parte da infância.

António Maria Ramos vence este prémio na primeira vez que escreve uma obra de poesia, depois de já ter vencido, também este ano, um outro concurso literário: o 15º Prémio Aldónio Gomes da Universidade de Aveiro, com a obra “A Sintaxe do Silêncio”.

“No meu mundo literário, se assim lhe posso chamar, é o segundo prémio que acabo por vencer e, curiosamente, ambos neste ano, apesar de já escrever desde que me conheço por alguém”, começa por dizer o autor, confessando que esta vitória acaba por ser “especial”, dado que foi a primeira vez que “mergulhou” numa “obra deste género”.

Apesar de considerar que não se trata de uma obra de grande complexidade, em “As Coisas Também Fazem Testamento” António Maria Ramos faz um retrato “não absoluto, mas quase” da casa da sua avó, que faleceu há cinco anos. Encontrando a casa “totalmente intacta”, tal e qual como a avó a deixou quando partiu, ali António deparou-se, ao ir passando de divisão em divisão, com “pormenores” que marcaram a sua infância e que viriam a servir de inspiração à sua escrita.

Com uma componente emocional “muito importante” para o autor, este livro, que sente que escreveu sobretudo com o coração, faz parte de um portefólio grande de trabalhos que já tem e que inclui obras dos mais diversos géneros literários, como romances e thrillers.  

“Eu tentei colocar em palavras o que as coisas significam para mim”, explica o escritor, que confessa que, do seu ponto de vista, todos os objetos da sua avó continuam “vivos”, por se encontrarem exatamente no mesmo local em que os deixou.

A submissão de “As Coisas Também Fazem Testamento” ao prémio da Câmara de Campo Maior, revela ainda António Maria Ramos, aconteceu depois do “empurrão” dado por um colega, Manuel Saiote, que há muito se dedica à poesia. “Foi graças a ele e ao incentivo dele que acabei por me exprimir num género diferente, no qual eu não estaria de todo confortável, nem posso dizer que é o meu género predileto de escrita”, confessa.

Contrariamente ao que aconteceu sempre até então, e porque a sua relação com a poesia se tornou tão “peculiar”, a única pessoa que leu “As Coisas Também Fazem Testamento” antes da sua submissão ao concurso foi Manuel Saiote. Todas as outras obras que já escreveu, conta ainda o autor, foram sempre lidas, em primeiro lugar, pela sua esposa e, logo depois, pela sua irmã.

Com a conquista do Prémio Literário Hugo Santos, o autor verá a sua obra publicada em livro e receberá ainda 1.500 euros. Não escondendo a sua satisfação, António Maria Ramos diz-se muito grato, sobretudo, pela forma como é atribuído este prémio. “Este tipo de prémio, que primeiro lê e depois pergunta quem, permite que vários escritores acabem por ter uma oportunidade que, se calhar de uma outra forma, não teriam, porque o mercado tem um funcionamento muito restrito e seletivo. Desta forma, todos acabamos por ter uma oportunidade. Ao concorrer através de um pseudónimo, permite-nos ter alguém que nos leia, premiando ou não premiando, mas sabendo que aquilo que escrevemos, aquilo que queremos passar, acaba por ser lido por alguém”, assegura.

Natural de Évora, e gestor de profissão, liderando diariamente largas centenas de pessoas, António Maria Ramos gosta de dizer que a gestão o ensinou a ler as pessoas, enquanto a escrita lhe deu o poder de lhes reescrever o destino.

GNR deteve mais de 8 mil condutores alcoolizados desde o início do ano

A GNR deteve 8.438 condutores por condução sob o efeito do álcool entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2026, o equivalente a cerca de 280 detenções por semana. No mesmo período, foram registados 8.856 crimes de condução em estado de embriaguez.

Em Portugal, conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,20 g/l constitui crime rodoviário. Os dados da GNR mostram ainda que a maioria das detenções envolve condutores entre os 31 e os 64 anos, com destaque para a faixa dos 51 aos 64 anos, que contabilizou 2.450 detenções.

O risco aumenta sobretudo aos fins de semana, com maior incidência durante a madrugada, entre a meia-noite e as 6 horas. A GNR alerta para os perigos da condução sob o efeito do álcool e apela a que quem consome bebidas alcoólicas recorra a transportes alternativos ou escolha antecipadamente um condutor que não beba.

IPO de Lisboa recebe novos equipamentos para deteção de cancro

O Serviço de Radiologia do IPO Lisboa recebeu três novos equipamentos: um novo mamógrafo, um TAC de contagem de fotões — o primeiro com esta tecnologia no SNS — e um osteodensitómetro.

São equipamentos que permitem fazer exames mais avançados, melhorar a capacidade de diagnóstico, reduzir, em determinados casos, tempos de exame, radiação e utilização de contraste, e acompanhar de forma mais próxima a saúde óssea dos nossos doentes.

A aquisição destes equipamentos foi possível através e financiamento do PRR.

PCP leva à Assembleia da República saudação às Festas do Povo de Campo Maior

O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República apresentou um voto de saudação ao povo de Campo Maior pela realização das Festas do Povo de 2026, que decorreram entre os dias 8 e 16 de agosto, onze anos depois da última edição.

O PCP considera que as Festas do Povo constituem uma “expressão singular da cultura popular e da identidade” de Campo Maior, do Alentejo e do país, destacando o envolvimento da população na preparação e concretização do evento.

Durante vários meses, os habitantes de Campo Maior trabalham rua a rua na produção das flores de papel e na decoração das ruas, num processo que envolve vizinhos, famílias e diferentes gerações. Para o PCP, esta dimensão colectiva, assente no trabalho voluntário e na partilha de saberes, está no centro da importância das Festas do Povo.

O partido salienta também o papel desempenhado pelas mulheres campomaiorenses na preservação e transmissão, ao longo de gerações, dos conhecimentos e práticas associados à tradição.

As Festas do Povo de Campo Maior foram reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2021. No voto apresentado na Assembleia da República, o PCP sublinha que o valor deste reconhecimento não reside apenas na criatividade das flores de papel ou na beleza das ruas engalanadas, mas também na capacidade da população para se organizar e transformar uma tradição transmitida entre gerações numa obra colectiva.

A edição de 2026, segundo o PCP, voltou a demonstrar a “vitalidade” de uma tradição com 137 anos de história, que se mantém viva através da participação directa da comunidade.

O voto de saudação prevê ainda felicitações à Associação das Festas do Povo de Campo Maior, pelo papel considerado “decisivo” na organização e concretização do evento. O PCP pretende igualmente valorizar o contributo do Município de Campo Maior, em particular dos seus trabalhadores, bem como de outras instituições e entidades envolvidas na realização das Festas.

Festas do Povo em destaque na Festa do Avante

A ligação entre as Festas do Povo e a atividade político-cultural do PCP terá também continuidade na próxima edição da Festa do Avante, que este ano assinala a sua 50.ª edição.

De acordo com o partido, a decoração do Espaço Alentejo dará destaque às Festas do Povo de Campo Maior, com a presença de flores e elementos decorativos inspirados nesta manifestação de cultura popular do Alto Alentejo.

A iniciativa integrará outros elementos ligados à região, nomeadamente as propostas e reivindicações do PCP para o Alentejo, enquadrando as Festas do Povo numa representação mais abrangente da identidade e da realidade regional.

Festival “Alentejo Autêntico” leva Luís Trigacheiro à Vidigueira

O Festival “Alentejo Autêntico”, promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, chega no próximo domingo, 6 de setembro, à Quinta do Paral, na Vidigueira.

Este será já o terceiro momento da iniciativa, que pretende valorizar a identidade e a autenticidade alentejanas, reunindo música e cultura.

O festival, que contempla um total de 12 micro-concertos, realizados em 12 espaços de enoturismo e ambientes rurais do Alentejo, conta desta vez com uma atuação de Luís Trigacheiro, acompanhado pelo Grupo Coral da Vidigueira.

A atuação está prevista para as 18h30.