Campo Maior celebrou os 50 nos da canonização de Santa Beatriz da Silva

No dia 3 de outubro assinalou-se o 50.º Aniversário da canonização de Santa Beatriz da Silva, pelo Papa Paulo VI, com uma Eucaristia Solene de Ação de Graças, no Mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição.

O Presidente do Município, Luís Rosinha, esteve presente na ocasião, e teve oportunidade de saudar as irmãs do convento, felicitando-as pela efeméride em nome de todos os campomaiorenses.

116.º aniversário da Implantação da República

Portugal assinala esta segunda-feira, 5 de outubro, o 116.º aniversário da Implantação da República, um dos feriados nacionais com maior significado histórico e cívico do calendário português. A data recorda a madrugada de 1910 em que, após dois dias de movimentações revolucionárias em Lisboa, a República foi proclamada da varanda dos Paços do Concelho da capital, por José Relvas, pondo fim a quase oito séculos de monarquia. O rei D. Manuel II partiu para o exílio a partir da Ericeira, e foi constituído um Governo Provisório presidido por Teófilo Braga.

A mudança de regime trouxe transformações profundas na vida do país. A bandeira verde e vermelha e “A Portuguesa” foram adotadas como símbolos nacionais, foi aprovada a Constituição de 1911 e Manuel de Arriaga tornou-se o primeiro Presidente da República eleito. A Primeira República ficou marcada pela separação entre o Estado e a Igreja, por reformas no ensino e nos direitos civis, mas também por forte instabilidade política, que viria a culminar no golpe militar de 28 de maio de 1926.

O 5 de Outubro foi um dos quatro feriados suspensos entre 2013 e 2015, no contexto das medidas de austeridade, tendo sido reposto em 2016. Como é tradição, as comemorações oficiais decorrem na Praça do Município, em Lisboa, com a cerimónia do hastear da bandeira e intervenções das mais altas figuras do Estado. Também por todo o país, incluindo no Alentejo, autarquias e associações promovem iniciativas para evocar uma data que continua a simbolizar os valores da cidadania, da igualdade e da soberania popular.

Academia Sénior da CURPI de Campo Maior abre portas a novas aprendizagens

A CURPI de Campo Maior vai dar início, esta segunda-feira, 5 de outubro, a mais um ano letivo da Academia Sénior.

 “Vamos ter mais um ano da Academia Sénior, que é um espaço de aprendizagem, de convívio e de partilha, essencialmente, de saberes”, começa por dizer a presidente da instituição, Anselmina Caldeirão, acrescentando que a CURPI espera receber novos alunos este ano.

A Academia Sénior vai manter as disciplinas que têm vindo a ser lecionadas nas anteriores edições, mas terá também duas novidades: Costura Criativa e Escrever para Viver. Anselmina Caldeirão espera que estas novas propostas despertem o interesse dos seniores e considera que a introdução de novas atividades contribui para dinamizar a oferta da academia.

A presidente da CURPI destaca ainda a disponibilidade de duas pessoas que, depois de conhecerem o trabalho desenvolvido pela instituição junto da população sénior, decidiram colaborar e assumir a dinamização das novas disciplinas. “É sempre bom ter novas atividades e contar com estas pessoas que conhecem a CURPI e que entendem que a CURPI, de facto, continua a fazer um bom trabalho na comunidade sénior”, afirma.

O arranque deste novo ano letivo será feito, amanhã, com um lanche-convívio nas instalações da instituição.

GNR alerta para aumento da criminalidade juvenil no espaço digital

A GNR registou 797 ocorrências associadas à criminalidade juvenil no primeiro semestre de 2026, mais 11,6% do que no mesmo período de 2025. Apesar do aumento global, a criminalidade violenta e grave registou uma redução de 44%, passando de 25 para 14 casos.

Os crimes mais participados continuam a ser as ofensas à integridade física simples, com 212 ocorrências, e as ameaças e coação, com 76. Em sentido contrário, destaca-se o aumento de 160% dos casos de devassa por meio da internet, redes sociais e outros canais de difusão, que passaram de cinco para 13 ocorrências, situação que a GNR relaciona com a crescente projeção de fenómenos como o ciberbullying.

Também aumentaram a condução sem habilitação legal, com mais 50%, o furto em estabelecimentos comerciais, com uma subida de 26,1%, e o tráfico de estupefacientes, que cresceu 42,9%. No primeiro semestre foram identificados 1.398 suspeitos, sendo que quase metade das ocorrências ocorreu entre as 13 e as 18 horas, sobretudo nos dias úteis.

Nos distritos alentejanos, os dados não surgem entre os territórios com maior número de ocorrências divulgados pela GNR, que são liderados por Setúbal, com 142 casos, seguido de Faro (98), Lisboa (96) e Porto (79). Perante a evolução registada, a GNR diz estar a reforçar as ações de prevenção e sensibilização através do Programa Escola Segura, nomeadamente na área da segurança digital e do combate ao ciberbullying.

Cinco concelhos, três percursos e 1.700 ciclistas: Granfondo Serra D’Ossa está de volta este domingo

A 4.ª edição do Granfondo Serra D’Ossa realiza-se este domingo, 4 de outubro, voltando a afirmar-se como um dos principais eventos de ciclismo do Alentejo, unindo, em bicicleta, cinco concelhos: Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Estremoz e Redondo.

Reunindo cerca de 1.700 participantes, oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro, a prova conta com três percursos e distâncias distintas: o Granfondo de 143,9 quilómetros; o Mediofondo de 108,3 quilómetros; e o Minifondo, de 60,8 quilómetros.

A prova, que nesta edição apresenta percursos renovados que atravessam os cinco concelhos, volta, uma vez mais, a possibilitar aos ciclistas desfrutarem da diversidade paisagística e patrimonial da região, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios próprios da Serra d’Ossa.

Para o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, o evento demonstra a importância da cooperação entre os municípios envolvidos. “É um excelente exemplo de como uma parceria entre cinco municípios acaba por nos permitir realizar um evento com uma dimensão assinalável”, afirma.

O autarca destaca sobretudo o impacto que a iniciativa tem na economia e na dinâmica do território. “Estamos a falar de 1.700 participantes de todo o país, o que envolve uma grande logística, mas também uma grande presença de pessoas no território que, de outra forma, não estariam cá”, sublinha.

João Grilo realça ainda que uma parte significativa dos participantes permanece na região durante o evento, contribuindo para a atividade económica local. “Destes 1.700 atletas, a maior parte deles vem de outros pontos do país, fica a pernoitar, consome naturalmente na região e, pela oportunidade de realizar aqui uma prova, deixa também alguma coisa no território”, assegura.

A organização do Granfondo assenta numa parceria entre os cinco municípios da Serra d’Ossa, com uma estrutura rotativa que permite que, em cada edição, um dos concelhos assuma um papel de maior destaque na organização, nomeadamente através da partida e chegada da prova. Em 2026, essa responsabilidade cabe ao Alandroal.

Segundo o presidente da autarquia, este modelo permite repartir os encargos entre os cinco municípios envolvidos. “Isto permite-nos distribuir o investimento e realizar um evento que, de outra forma, seria impossível se ficasse a cargo, por exemplo, de um único município”, afirma.

João Grilo defende, por isso, a continuidade desta estratégia de cooperação. “Estamos empenhados em continuar com este tipo de eventos de colaboração, que nos permite ter outra escala”, remata.

Para além da componente competitiva e de cicloturismo, o Granfondo Serra D’Ossa pretende continuar a promover o território, convidando participantes e acompanhantes a conhecerem a gastronomia, os vinhos, o património histórico e megalítico, e as paisagens do Alentejo.

Com o Alandroal como centro nevrálgico da iniciativa, a edição deste ano pretende voltar a juntar desporto, turismo e promoção territorial, reforçando a importância da cooperação intermunicipal na criação de eventos capazes de atrair visitantes e gerar impacto económico na região.

Elvas recebe primeiro Simpósio Internacional de Enfermagem Forense a 6 de novembro

O Núcleo de Urgência de Elvas, com o apoio da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, promove, no dia 6 de novembro, o I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense, no auditório da Escola Superior de Biociências de Elvas.

A iniciativa reúne especialistas nacionais e internacionais, profissionais de saúde, investigadores, docentes e estudantes para debater os desafios atuais da Enfermagem Forense e o papel cada vez mais relevante desta área na articulação entre a saúde, a justiça e a proteção das vítimas.

Segundo a enfermeira Ana Sofia Alves, membro da comissão científica do simpósio, a Enfermagem Forense assume uma função essencial no acompanhamento das vítimas de crime, trauma e abuso, conjugando a prestação de cuidados de saúde com procedimentos de natureza forense.

“A enfermagem forense trata-se de uma especialidade que une os cuidados de saúde às ciências forenses e ao sistema judicial, tornando as coisas muito mais fáceis para a vítima”, explica.

A profissional destaca ainda o papel do enfermeiro forense na recolha e preservação de vestígios, bem como na documentação rigorosa das lesões, através de registos e documentação fotográfica, elementos que podem vir a assumir relevância em contexto judicial.

O simpósio pretende, assim, contribuir para uma maior divulgação desta área junto da população e dos profissionais, promovendo a partilha de conhecimentos e experiências entre diferentes áreas de intervenção.

A adesão à iniciativa tem superado as expectativas da organização. De acordo com Ana Sofia Alves, as inscrições presenciais encontravam-se já esgotadas antes do final de julho, tendo sido posteriormente alargada a possibilidade de participação online, que continua a registar uma forte procura.

Ao longo do encontro serão realizadas conferências, mesas-redondas e momentos de discussão científica, com a abordagem de temáticas atuais e emergentes relacionadas com a Enfermagem Forense e a sua crescente importância nos sistemas de saúde contemporâneos.

A organização espera ainda que a participação de especialistas internacionais permita aprofundar o debate sobre as ciências forenses e os desafios de uma área em expansão e desenvolvimento, reforçando a necessidade de uma intervenção articulada entre profissionais de diferentes setores.

As inscrições para participação online estão disponíveis através do site oficial do I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense.

Cãominhada regressa a 10 de outubro a Campo Maior com apelo à adoção responsável

A Associação Amigos dos Animais de Campo Maior promove, no próximo sábado, dia 10 de outubro, mais uma edição da Cãominhada, uma iniciativa solidária que pretende proporcionar um momento de passeio e convívio aos animais do abrigo, mas também sensibilizar a população para a adoção responsável.

De acordo com Mafalda Ensina, responsável pela associação, a iniciativa assume este ano um significado especial, uma vez que o grupo assinala dez anos de existência. Ao longo desse período, a Cãominhada apenas não se realizou uma vez, durante a pandemia de Covid-19.

“O nosso objetivo sempre foi passear os nossos animais, para que eles também saiam um bocadinho do abrigo, mas também dar a conhecer os animais que temos para adoção”, explica Mafalda Ensina, acrescentando que a caminhada permite ainda que os cães conheçam outros espaços da vila.

Atualmente, o abrigo acolhe 12 animais, número que poderá baixar para 11 caso se concretize uma adoção prevista para os próximos dias. A Cãominhada pretende, precisamente, aproximar a população dos animais que aguardam uma família e reforçar o apelo à adoção responsável.

Mafalda Ensina destaca, em particular, a importância de não excluir à partida os animais adultos, sendo que a maioria dos cães que se encontra no abrigo tem já alguma idade. “As pessoas têm de pensar um bocadinho nisso, adotar um cão mais velho”, sublinha, lembrando que um animal adulto também consegue adaptar-se a uma nova família e merece a oportunidade de ter uma vida feliz.

A responsável pela associação salienta, contudo, que a adoção implica um compromisso e que a idade do animal não deve ser o único fator a considerar. Por esse motivo, a Associação Amigos dos Animais de Campo Maior procura conhecer as famílias interessadas e avaliar a compatibilidade entre os animais e os futuros adotantes.

“Fazemos muitas perguntas e falamos com a família”, explica Mafalda Ensina, referindo que, sempre que possível, os interessados podem passear previamente com o animal e, em determinadas situações, levá-lo para casa durante um ou dois dias, sobretudo quando existem outros animais no agregado familiar.

A associação assegura ainda que os animais são entregues com os cuidados básicos de saúde, nomeadamente microchip, vacinação atualizada e desparasitação.

Donativos ajudam a suportar alimentação e despesas veterinárias

Além da sensibilização para a adoção, a Cãominhada tem também uma vertente solidária. Os contributos dos participantes, através de uma inscrição no valor de três euros, destinam-se sobretudo a ajudar a associação a suportar os custos de alimentação e despesas veterinárias dos animais.

Mafalda Ensina reconhece que os custos têm aumentado e que as doações também têm sentido as dificuldades económicas das famílias. Apesar disso, sublinha que a associação continua a contar com o apoio de pessoas que contribuem regularmente para o bem-estar dos animais.

A responsável deixa ainda um convite aos participantes para levarem os seus próprios cães para a iniciativa, cujas inscrições são feitas no momento, desde que estejam habituados a este tipo de passeio e tenham um comportamento adequado.

Quem quiser passear um dos animais do abrigo é aconselhado a chegar entre as 9h30 e as 9h45, uma vez que nem todos os cães poderão participar, devido à idade ou a outras limitações.

A partida está marcada para as 10h00, junto ao abrigo da associação, na zona industrial de Campo Maior (junto ao CROA e aos armazéns municipais).

A participação na Cãominhada é, assim, uma oportunidade para passar uma manhã diferente na companhia dos animais, conhecer os cães que aguardam uma família e contribuir para o trabalho desenvolvido pela Associação Amigos dos Animais de Campo Maior.

Campus Centro de Conhecimento Comendador Rui Nabeiro promove workshop de storytelling

Na próxima quinta-feira, 8 de outubro, entre as 18h00 e as 21h00, o Campus > Centro de Conhecimento Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, recebe o workshop “Técnicas de Storytelling”, dirigido aos colaboradores do Grupo Nabeiro e à comunidade em geral, com idade igual ou superior a 16 anos.

Com uma abordagem breve, divertida, prática e orientada para resultados, a sessão pretende dar a conhecer o poder da arte de contar histórias enquanto ferramenta de comunicação eficaz, tanto em contexto profissional como pessoal.

Nos conteúdos do workshop incluem-se o visionamento e análise de vídeos com exemplos onde o storytelling é aplicado, as características comuns à utilização da técnica nos diferentes meios e o potencial do storytelling para comunicar de forma mais eficaz.

A iniciativa do final da tarde de 8 de outubro resulta de uma parceria entre o Campus e a Escrever Escrever, empresa que se dedica à promoção de cursos e workshops de escrita criativa.

O valor de inscrição é de 25 euros para os colaboradores do Grupo Nabeiro e de 30 euros para o público em geral.

Regulamento dos Serviços Digitais reforça proteção e responsabilidade no ambiente online

O Regulamento dos Serviços Digitais (DSA) estabeleceu um conjunto de novas responsabilidades para prestadores de serviços intermediários em linha, abrangendo desde redes sociais e motores de busca até mercados digitais e plataformas de download. A nova legislação obriga estas entidades a criar mecanismos eficazes para prevenir a disseminação de conteúdos ilegais — como discursos de ódio, terrorismo e pornografia infantil —, travar a venda de produtos perigosos ou contrafeitos e proibir a manipulação de algoritmos que limite a liberdade de expressão ou promova a desinformação.

As regras aplicam-se com especial rigor às plataformas e motores de pesquisa de grande dimensão, que registem em média pelo menos 45 milhões de utilizadores na União Europeia, devido aos elevados riscos associados à difusão massiva de conteúdos digitais. Embora o regulamento aumente a responsabilização das empresas e reforce a segurança dos utilizadores, as autoridades relembram que a proteção efetiva exige também uma postura preventiva por parte do consumidor, recomendando a consulta das condições de venda, a verificação da autenticidade dos produtos e o recurso aos mecanismos formais de reclamação em caso de litígio.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Elvas e Campo Maior acolhem encontro nacional e ibérico dedicado à integração de cuidados

Elvas e Campo Maior são, desde ontem, 1 de outubro, palco do VI Encontro Nacional e I Encontro Ibérico de Integração de Cuidados, uma iniciativa que reúne profissionais e entidades dos dois lados da fronteira para refletir sobre respostas integradas na área da saúde e dos cuidados.

O encontro, que é promovido anualmente pela Associação Portuguesa de Integração de Cuidados (PAFIC), decorre este ano entre Elvas e Campo Maior, por iniciativa da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.

A sessão de abertura realizou-se na manhã desta sexta-feira, no Auditório São Mateus, em Elvas, com as participações do presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, Miguel Lopes, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, do vereador da Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, da presidente da PAFIC, Adelaide Belo, e do vice-presidente da CCDR Alentejo para a área da Saúde, Marciano Lopes.

Para Miguel Lopes, a realização do encontro no Alto Alentejo constitui uma oportunidade para colocar no centro da discussão a necessidade de desenvolver respostas integradas para a população: “O Alto Alentejo e, em concreto, Elvas e Campo Maior acolheram durante estes dois dias o VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados, que é organizado anualmente pela Associação Portuguesa de Integração de Cuidados e foi um repto que foi lançado pela ULS do Alto Alentejo para que pudéssemos trazer esta discussão, sobre aquilo que é a integração e as respostas integradas, à nossa população”.

O responsável destacou ainda a dimensão ibérica da iniciativa, considerando que o encontro permite conhecer experiências e respostas desenvolvidas em Espanha. “Este é um espaço de reflexão onde procuramos aprender com boas experiências, neste caso, e pela primeira vez, ibéricas, sobre aquilo que são respostas que temos que desenvolver e consolidar para garantir cuidados de saúde integrados à nossa comunidade”, afirmou.

Articular todo o percurso do cidadão no sistema de saúde

A integração de cuidados, explicou ainda Miguel Lopes, passa por garantir que o cidadão encontra respostas articuladas ao longo das diferentes fases do seu percurso no sistema de saúde.

“Quando falamos de integração, falamos numa lógica em que todos nós, enquanto cidadãos, quando recorremos a algum serviço de saúde, tenhamos as respostas adequadas e que seja um percurso articulado entre médicos de família, os centros de saúde, os hospitais, as especialidades”, esclareceu.

O presidente da ULS do Alto Alentejo acrescentou a esta articulação os cuidados continuados, “quando temos que fazer convalescença”, assim como os “cuidados de longa duração”. “Também é importante quando temos necessidade de ter respostas em termos de cuidados paliativos, não só no momento final de vida, mas ao longo de todo o processo que implique a existência de dor na nossa vida”, rematou.

Elvas e Campo Maior reforçam parceria no contexto EuroBEC

Por sua vez, Hermenegildo Rodrigues, vereador na Câmara Municipal de Elvas, destacou a realização do encontro nos dois municípios como um exemplo da cooperação e proximidade entre Elvas e Campo Maior.

“Começo por realçar este significado de reforçar esta parceria, esta proximidade entre Elvas e Campo Maior. Como é do conhecimento, este simpósio iniciou-se ontem em Campo Maior e hoje continua em Elvas. Portanto, é significativo e isto vem ao encontro daquilo que é um dos grandes propósitos desta região EuroBEC”, assegurou.

O autarca associou ainda a realização deste tipo de eventos à estratégia de afirmação de Elvas enquanto cidade de congressos e destino para iniciativas de diferentes áreas: “Penso que, acima de tudo, esse é um dos grandes propósitos do atual executivo, é afirmar Elvas como uma cidade de destino, uma cidade de congressos”.

Hermenegildo Rodrigues salientou que a realização de congressos e jornadas contribui para dinamizar a cidade e para promover a circulação de conhecimento. “Há aqui um conjunto de situações que nos deve encher de orgulho, porque quer queiramos, quer não, isto traz vida, traz dinâmica, traz proximidade entre as pessoas, mas também traz aquilo que todos nós procuramos: conhecimento, quer ele seja científico ou não.”

O vereador defendeu ainda a importância destes encontros enquanto espaços de produção e partilha de conhecimento para apoiar a tomada de decisões em diferentes áreas. “Cada vez mais as decisões são tomadas num contexto de fundamentação das próprias escolhas, quer sejam ambientais, agrícolas, no âmbito da saúde”, disse aos microfones da Rádio ELVAS.

Para Hermenegildo Rodrigues, a realização do encontro demonstra que Elvas e Campo Maior estão a reforçar a capacidade de acolher iniciativas que contribuem para essa partilha de conhecimento e fundamentação.

Campo Maior destaca importância da cooperação

Já o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, sublinhou a importância da realização do encontro no território e, em particular, da sua componente ibérica.

“Louvar a iniciativa deste Encontro Nacional de Integração dos Cuidadores, mas também a parte ibérica, que também acho que é de louvar”, começou por dizer o autarca.

Campo Maior acolheu a primeira parte do programa, que decorreu ontem, proporcionando aos participantes momentos de reflexão, quer no Centro de Inteligência Competitiva, quer no Centro Cultural.

Para Luís Rosinha, a iniciativa constitui também uma oportunidade para discutir o papel dos diferentes parceiros locais na melhoria das respostas à população. “São iniciativas importantes para fazermos aqui alguma reflexão daquilo que são os cuidados que nós podemos prestar eventualmente aqui na nossa região, quando muitas vezes percebemos que há debilidades e de que forma é que também o encontro entre parceiros, autarquias e IPSS pode eventualmente melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos”, disse ainda.

O VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados e I Encontro Ibérico de Integração de Cuidados prolonga-se por estes dois dias, entre Campo Maior e Elvas, tendo como pano de fundo os desafios associados à distância, à multimorbilidade, à urgência, ao acompanhamento prolongado e ao papel da tecnologia na prestação de cuidados.

A iniciativa procura aproximar profissionais, instituições, autarquias e outros parceiros em torno de uma questão central: como garantir respostas de saúde e de cuidados mais articuladas e adequadas às necessidades das populações, num território marcado também pela realidade transfronteiriça.