IPO de Lisboa lança iniciativa “Empresa Dadora de Sangue”

O IPO Lisboa lançou o selo “Empresa Dadora de Sangue IPO Lisboa”, uma iniciativa que tem como objetivo garantir a dádiva de sangue regular no Instituto.

Em períodos como o verão, marcados por férias e temperaturas elevadas, as dádivas de sangue tendem a diminuir, colocando em risco as reservas, que são essenciais para assegurar a resposta adequada aos doentes. No caso dos doentes oncológicos, a disponibilidade de sangue é particularmente crítica, sendo indispensável para a realização de cirurgias e para transfusões ao longo dos tratamentos.

Com esta iniciativa, pretende-se promover a dádiva de sangue regular como um gesto solidário junto da população adulta, incentivando-a também como um momento de equipa dentro das organizações. Porque a dádiva de sangue é, acima de tudo, um ato coletivo de responsabilidade social.

Ao inscreverem-se como entidades dadoras, as empresas passam a receber alertas para a realização de dádivas em períodos com menor número de agendamentos e podem, ainda, programar antecipadamente as suas doações, organizando pequenos grupos até 10 pessoas.

Para obter o selo, as empresas deverão cumprir os seguintes critérios: realizar, no mínimo, três ações de dádiva de sangue anuais no IPO Lisboa, envolvendo mais de três dadores por ação; promover a inscrição de, pelo menos, 10 novos dadores de sangue (primeira dádiva); e colaborar ativamente na sensibilização interna para a importância da dádiva regular.

As empresas que cumpram estes requisitos recebem um certificado e o selo digital “Empresa Dadora de Sangue IPO Lisboa”, que poderão utilizar nos seus canais de comunicação institucional.

A dádiva está sujeita a avaliação clínica prévia, mediante as regras em vigor em Portugal. Inscreva a sua empresa enviando email para comunicacao@ipolisboa.min-saude.pt.

Campo Maior: campanha solidária procura dar uma nova esperança ao pequeno Gabriel

Chama-se Gabriel, tem apenas cinco anos e, apesar da pouca idade, já enfrentou um percurso de luta contra o cancro que poucos adultos conseguiriam imaginar. Agora, perante o surgimento de um novo tumor e depois de a família ter sido informada de que, em Portugal, poderão já não existir opções curativas, foi lançada uma campanha solidária para ajudar os pais a procurar novas alternativas de tratamento.

A história deste menino de Campo Maior começou quando tinha apenas quatro meses, altura em que lhe foi diagnosticado um retinoblastoma, um raro cancro ocular infantil. Seguiram-se tratamentos, internamentos e exames, numa batalha que conseguiu vencer.

No entanto, a tranquilidade durou pouco. Mais tarde, a família recebeu um novo diagnóstico devastador: um pineoblastoma, um tumor cerebral raro e agressivo. Durante cerca de 11 meses, Gabriel foi submetido a um intenso processo de tratamentos, marcado pela incerteza, mas também pela esperança de recuperar.

Depois desse longo percurso, conseguiu regressar a casa. Contudo, recentemente, os médicos detetaram um novo tumor, reacendendo o pesadelo vivido pela família.

Perante este cenário, os pais recusam desistir sem antes esgotarem todas as possibilidades. Estão atualmente a contactar hospitais, centros especializados e equipas internacionais de oncologia pediátrica e neuro-oncologia, na esperança de obter segundas opiniões médicas que possam abrir caminho a novas opções terapêuticas.

Entre as possibilidades que pretendem ver avaliadas encontram-se tratamentos inovadores, ensaios clínicos, revisões moleculares e genéticas, cirurgia, radioterapia, protonterapia ou qualquer outra abordagem que possa oferecer uma nova oportunidade ao menino.

Para tornar esta procura possível, foi criada uma campanha de angariação de fundos (disponível aqui) destinada a ajudar a suportar os elevados custos associados às consultas de segunda opinião, tradução e envio de documentação clínica, deslocações nacionais e internacionais, estadias junto dos hospitais, exames complementares e eventuais tratamentos que possam vir a ser propostos por centros especializados.

A família sublinha que não procura falsas esperanças, mas apenas a possibilidade de ouvir outros especialistas antes de aceitar que já não existe mais nada a fazer.

Além dos donativos, os pais apelam também à partilha da campanha, acreditando que a divulgação da história de Gabriel poderá chegar às pessoas certas, sejam médicos, investigadores, hospitais ou instituições capazes de indicar novas alternativas.

Com apenas cinco anos, Gabriel continua a demonstrar uma enorme vontade de viver. E é essa força que alimenta a esperança da família de encontrar mais uma oportunidade para continuar a lutar.

Delta Coffee House Experience chega ao Cais do Sodré com uma nova experiência

A Delta Coffee House Experience abre as portas de uma nova loja em Lisboa. Fica no coração de uma das zonas mais vibrantes e dinâmicas da cidade, o Cais do Sodré, reforçando a presença da marca na capital com uma nova morada dedicada à cultura, à descoberta e à valorização de uma das bebidas mais consumidas do mundo.

Mantendo a promessa “Feel Your Coffee”, a nova Coffee House convida a explorar o universo do café entre diversos blends, origens exclusivas, processos de preparação e diferentes métodos de extração. Localizada na Praça Dom Luís I, nº31, com 110 m² de área interior e uma esplanada com 30 m², o mais recente espaço da marca promete ser o novo ponto de encontro entre residentes, profissionais, turistas e todos os que procuram um spot para abrandar, trabalhar, conversar ou simplesmente apreciar um bom café de assinatura Delta.

Aqui, cada chávena conta uma história. A experiência é imersiva e transporta os visitantes para uma viagem sensorial pelos diferentes sabores e aromas que se prolonga para além do café. Com uma oferta pensada para diferentes momentos do dia e novas propostas alinhadas com tendências de consumo internacionais.

Servem-se slow coffees com diferentes métodos de preparação – seja através de uma V60, Balão, Chemex, French Press ou Aeropress – que realçam todas as notas e aromas do café, mas também bebidas quentes e frias ou cocktails. Para quem deseja uma pausa mais prolongada, há ainda a possibilidade de desfrutar de um pequeno-almoço, de um brunch ou de outras refeições leves, disponíveis a qualquer hora do dia.

As novidades não se ficam por aqui. A partir de hoje, os visitantes podem descobrir a nova gama de bebidas “Feel the Colors”, uma coleção inspirada nas tendências mais recentes que alia sabor, cor e criatividade. Matcha Latte, Golden Latte de curcuma, Pink Latte de beterraba e Purple Latte de ube roxo chegam para proporcionar novas experiências sensoriais, combinando ingredientes naturais com uma identidade visual diferenciadora. A nova gama fica igualmente disponível nas restantes lojas Delta Coffee House Experience.

No novo espaço, o café acompanha os diferentes ritmos da cidade e ganha tempo, detalhe e presença, da primeira bebida da manhã a uma pausa entre reuniões a um final de tarde mais demorado, sempre num ambiente onde o tempo abranda e a experiência assume o protagonismo das vivências.

“A chegada da Delta Coffee House Experience ao Cais do Sodré representa mais um passo na estratégia de crescimento e proximidade da marca junto dos consumidores, reforçando a nossa presença em locais emblemáticos. Escolhemos uma das zonas mais cosmopolitas de Lisboa por refletir a diversidade, a autenticidade e a capacidade de ligação entre diferentes públicos que também definem a nossa marca. Este espaço materializa a ambição de continuar a elevar a experiência de consumo de café, promovendo a cultura do café através da inovação, da qualidade e da descoberta. Queremos que a Delta Coffee House Experience continue a ser uma referência para todos os que procuram viver o café de forma mais diferenciadora, mantendo sempre a excelência e a assinatura que distinguem a Delta há mais de seis décadas”, afirma Clara Melícias, Diretora de B2C do Grupo Nabeiro.

Para assinalar a abertura, a Delta Coffee House Experience do Cais do Sodré promove no próximo dia 16 de julho uma Social Coffee Party. De entrada livre, entre as 18h00 e as 21h00, a festa contará com animação dos Dj Sets Mari Bulhões e Xico Discos. Para acompanhar, os visitantes podem provar uma seleção de cocktails de café especialmente preparados para a ocasião e muitas outras surpresas.

A nova Delta Coffee House Experience do Cais do Sodré está aberta diariamente, de segunda-feira a domingo, entre as 08h00 e as 21h00.

Este é o sexto espaço da marca, que conta atualmente com cinco lojas próprias: quatro em Portugal, em Lisboa — na Avenida da Liberdade (Loja 144 E/F), no Prata Riverside Village (Lote 8, Loja 1), no Amoreiras Shopping Center (Piso 1) e, agora, no Cais do Sodré, na Praça Dom Luís I, n.º 31 —, e no Porto, junto ao Mercado do Bolhão; e uma em França, em Paris, na Avenue de l’Opéra, n.º 36.

Escolas e jardins de infância mais frescos: o desafio urgente face às ondas de calor

A falta de preparação das escolas e jardins de infância para lidar com temperaturas extremas está a colocar em risco a saúde, o bem-estar e a aprendizagem de alunos e professores. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para a urgência de adaptar os edifícios escolares e os recreios a uma realidade climática marcada por ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.

As crianças e o corpo docente — um grupo profissional progressivamente mais envelhecido — são particularmente vulneráveis aos efeitos do calor excessivo, que prejudica diretamente a concentração e pode acarretar sérios riscos para a saúde. Como passam muitas horas seguidas no interior dos estabelecimentos de ensino, a ausência de um ambiente devidamente climatizado ou refrescado transforma as salas de aula em espaços de elevado desconforto térmico durante os meses mais quentes.

O problema reside no facto de a maioria das escolas ter sido construída numa época em que estes picos de calor extremo não eram tão comuns. Consequentemente, muitos edifícios sofrem de isolamento térmico deficiente, falta de ventilação adequada e escassez de barreiras contra a radiação solar. O cenário repete-se nos recreios, tipicamente dominados por superfícies de betão e alcatrão que retêm o calor, registando-se uma falta crónica de árvores e espaços verdes capazes de criar sombras naturais e arrefecer o ambiente envolvente.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Um mergulho em segurança: os conselhos dos nadadores-salvadores das Piscinas Municipais de Elvas

Com as temperaturas elevadas a levarem diariamente muitos banhistas às Piscinas Municipais de Elvas, os nadadores-salvadores reforçam a importância de cumprir as regras de segurança e de adotar alguns cuidados de higiene para garantir o bem-estar de todos os utilizadores.

Entre as principais recomendações está a necessidade de tomar duche antes de entrar na água, prender o cabelo quando este é comprido e aguardar alguns minutos após a aplicação do protetor solar antes de entrar na piscina. Os nadadores-salvadores, Lucas e Tatiana, alertam ainda para a utilização de bronzeadores, explicando que este tipo de produto “costuma ser muito oleoso e acaba por deixar resíduos na água”.

Além dos cuidados de higiene, apelam ao cumprimento das normas de segurança do espaço, recordando ainda que o objetivo das indicações dadas é, acima de tudo, para proteger os banhistas. “As normas estão para ser cumpridas. Não é para estragar a diversão, é por uma questão de segurança”, sublinham.

Devido ao forte calor que se faz sentir, aconselham ainda os utilizadores a manterem-se hidratados, a procurar locais de sombra sempre que possível e a evitar uma exposição prolongada ao sol durantes as horas de maior calor.

Segundo os nadadores-salvadores, as manhãs costumam ser o período mais tranquilo para frequentar as piscinas municipais. Já durante as tardes e, sobretudo, aos fins de semana, a afluência aumenta significativamente, registando-se também a presença de muitos visitantes provenientes de Espanha. “Se quiserem desfrutar de um banho tranquilo, o ideal é virem de manhã, porque há menos gente”, refere Tatiana.

Embora estejam preparados para atuar em situações de emergência, explicam que a principal missão passa pela prevenção. Ao longo do dia mantêm uma vigilância permanente de todo o recinto, circulam junto às piscinas, esclarecem eventuais dúvidas e sensibilizam os banhistas para o cumprimento das normas. “Trabalhamos, acima de tudo, na prevenção, falando com as pessoas e explicando o que se pode e não se pode fazer”, explica Lucas.

Os profissionais admitem que a maioria das pessoas respeita as indicações dadas, apesar de, por vezes, ser necessário repetir alguns avisos. Ainda assim, garantem que o seu objetivo passa sempre por assegurar que todos possam desfrutar das piscinas em segurança e num ambiente agradável.

Ondas de calor marcam o verão de 2026. Saímos à rua para saber como enfrentam o calor os nossos ouvintes

As sucessivas ondas de calor e os avisos amarelos, laranjas e vermelhos emitidos para Elvas têm marcado o verão de 2026, com temperaturas muito elevadas a fazerem-se sentir em toda a região. Perante este cenário adverso, a Rádio ELVAS saiu à rua para perceber de que forma os elvenses se protegem do calor e que cuidados adotam no seu dia a dia. Hidratação constante, evitar a exposição solar direta nas horas críticas e procurar locais mais frescos foram as principais estratégias apontadas pela população local para enfrentar as elevadas temperaturas.

Entre os testemunhos recolhidos, os nossos ouvintes reforçam a importância de pequenos hábitos diários para combater o sufoco das ruas. Uma das residentes partilhou a sua rotina para fintar as temperaturas extremas: “Eu e toda a gente deve de ter: beber muita água, hidratar-se, proteger-se do sol com o chapéu, sair de manhã para o fresquinho e na hora do calor dormir a sesta”. Para além disso, há quem recorra a soluções em casa e a momentos de lazer para aliviar o mal-estar. “Na minha casa tenho ar condicionado, mas pronto muita gente também não pode ter, pois há a ventoinha. Também vou à piscina e agora na quinta-feira também fui à praia fluvial e hei de ir agora para o próximo fim de semana”, acrescentou a mesma ouvinte.

A preocupação com os grupos mais vulneráveis, nomeadamente os mais velhos, é outra das notas dominantes entre os cidadãos, que olham para a situação com uma perspetiva global. “Principalmente água, mas principalmente a parte idosa tem que se beber muita água e tem que se ter cuidado porque isto é, acho que a nível geral, em todos os países está a acontecer o mesmo”, alertou um elvense que, por trabalhar no setor da restauração, confessa não ter tempo para ir à praia ou à piscina, mantendo-se “sempre hidratado” no posto de trabalho. Outra elvense resumiu os seus cuidados essenciais: “Beber muita água, nunca sair sem o protetor solar e não sair à rua nas horas de maior calor”, aproveitando ainda para sugerir que a cidade “precisa de mais espaços verdes e mais postos de água onde as pessoas possam aceder”.

O consenso geral foi reforçado por outro ouvinte que resumiu a estratégia partilhada por quase todos: “Basicamente é nas horas de maior calor não andar muito exposto na rua e tentar hidratar o máximo possível”.

Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora é inaugurada esta terça-feira

A Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora (AHX) é inaugurada esta terça-feira, 21 de julho, numa cerimónia que  decorrerá em Campo Maior e contará com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha.

O programa tem início às 10h00, no Centro Cultural de Campo Maior, seguindo-se uma visita ao perímetro de rega do empreendimento. A cerimónia inclui ainda as intervenções protocolares e o descerramento da placa que assinala a conclusão da obra.

Considerado um projeto estruturante para o concelho, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora abrange uma área de 1.560 hectares e é alimentado pela barragem do Abrilongo, inserida na bacia hidrográfica do rio Guadiana. A nova infraestrutura pretende reforçar a capacidade de regadio da região, promovendo a valorização da atividade agrícola, o desenvolvimento económico e contribuindo para contrariar o despovoamento do território.

A empreitada agora concluída inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e um sistema de distribuição de água sob pressão, concebido para funcionar de forma energeticamente eficiente, recorrendo maioritariamente à gravidade. Numa fase posterior será construída uma estação elevatória, destinada a aumentar a eficiência energética e a segurança do sistema, bem como concretizadas as medidas de compensação ambiental previstas na Declaração de Impacte Ambiental.

O projeto foi reformulado na sequência da emissão da Declaração de Impacte Ambiental Favorável Condicionada, em maio de 2022, compatibilizando as necessidades do regadio com a proteção ambiental e após consulta às autoridades espanholas.

A concretização do empreendimento decorreu por fases. A primeira correspondeu à construção da barragem do Abrilongo, concluída em 2000. A segunda fase, agora finalizada, consistiu na execução da rede de rega, cuja empreitada foi adjudicada em agosto de 2024 e consignada em janeiro de 2025. A terceira fase prevê a construção da estação elevatória e a implementação das restantes medidas ambientais.

A construção da rede de rega representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros, financiado pelo PDR2020. A empreitada foi promovida pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e executada pela Pragosa, S.A. No total, o financiamento previsto para o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora ascende aos 25 milhões de euros.

Com a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, será possível aproveitar plenamente a disponibilidade de água proporcionada pela barragem do Abrilongo, assegurando um abastecimento mais fiável aos agricultores, reforçando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos no Alto Alentejo.

A conclusão desta infraestrutura permitirá aproveitar plenamente uma origem de água existente desde 2000, assegurando um abastecimento de água fiável aos agricultores, aumentando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma utilização sustentável dos recursos hídricos. O Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora representa, assim, um investimento público estratégico para o desenvolvimento agrícola e socioeconómico do concelho de Campo Maior e de toda a região do Alto Alentejo.

Comerciantes de Campo Maior esperam forte impacto económico com o regresso das Festas do Povo

Onze anos depois da última edição, as Festas do Povo estão de regresso a Campo Maior e a expectativa faz-se sentir não só entre os visitantes, mas também junto dos comerciantes da vila. Entre os preparativos, as ruas que começam a transformar-se e a chegada dos primeiros visitantes, o sentimento é de entusiasmo e esperança num forte impacto na economia local.

Para Susana Guerra, proprietária de um estabelecimento comercial em Campo Maior, o regresso das Festas do Povo representa um momento há muito aguardado. A empresária revela que as expectativas são positivas, sublinhando que, após 11 anos sem a realização do evento, “anda tudo num grande rebuliço”, mas considera que esse ambiente “faz parte”, uma vez que permite preparar a vila para receber da melhor forma todos os visitantes.

À medida que se aproxima a realização das festas, Susana Guerra considera que Campo Maior já começa a viver o espírito do evento. A comerciante refere que “a vila está toda em alvoroço”, com a colocação dos paus nas ruas e os primeiros preparativos em curso, garantindo que “já se nota o bichinho em Campo Maior”.

Além da dimensão cultural e identitária das Festas do Povo, a empresária acredita que o evento terá um impacto muito positivo na economia local. “É bom para a restauração, é bom para o comércio, é bom para o alojamento local. É bom para todos”, afirma, acrescentando que a iniciativa “dá uma dinâmica completamente diferente à vila”, sobretudo com a chegada dos milhares de visitantes esperados.

Também Elsa Muacho, proprietária de uma ótica em Campo Maior, começa a notar um maior movimento nas ruas. Apesar de admitir que, na sua área de atividade, o impacto ainda seja reduzido, considera que já há visitantes a chegar à vila e acredita que essa diferença é mais visível noutros setores. “Agora está-se a começar a notar o movimento nas ruas” e “já há pessoas de fora a vir”, refere, apontando as pastelarias e os cafés como alguns dos estabelecimentos onde essa afluência já se faz sentir.

À medida que os preparativos para as Festas do Povo vão ganhando forma, cresce também a expectativa entre os comerciantes, que esperam que o regresso daquele que é um dos maiores acontecimentos do concelho se traduza num reforço da atividade económica e numa maior dinâmica para a vila.

Final do Mundial entre Espanha e Argentina deverá gerar mais de 130 milhões de euros nos bares espanhóis

A final do Campeonato do Mundo de futebol, que coloca frente a frente as seleções de Espanha e da Argentina este domingo, em Nova Jérsia, deverá impulsionar significativamente a atividade da hotelaria em Espanha. Segundo estimativas da Hostelería de España, o consumo nos bares poderá ultrapassar os 130 milhões de euros num único dia.

De acordo com a associação, os dias de jogo da seleção espanhola já provocaram aumentos de faturação entre 25% e 30% face a um dia normal, sobretudo nos estabelecimentos que transmitem os encontros. Promoções especiais, menus preparados para a ocasião e o aumento do consumo de bebidas, como cerveja e refrigerantes, têm contribuído para este crescimento, favorecido também pelo bom tempo e pela utilização das esplanadas.

O presidente da Hostelería de España, José Luis Álvarez Almeida, considera que a final representa “uma nova oportunidade para demonstrar que os bares fazem parte dos nossos encontros e dos momentos mais especiais”. O setor acredita ainda que os grandes eventos desportivos continuam a ser um importante motor económico, prolongando a permanência dos clientes antes e depois dos jogos e reforçando a faturação dos estabelecimentos.

Presidente de Odemira apela à CCDR Alentejo para reforçar cooperação no concelho

O presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, aproveitou a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, na inauguração da FACECO para apelar ao reforço da colaboração entre as duas entidades, considerando essencial o apoio da CCDR na resposta aos principais desafios que o concelho enfrenta.

O autarca destacou a importância da parceria com a CCDR Alentejo na articulação de políticas públicas com impacto regional e local, defendendo uma atuação concertada para garantir o desenvolvimento sustentável do território e a qualidade de vida da população.

Segundo Hélder Guerreiro, a recente integração de novos serviços na CCDR Alentejo reforça a sua capacidade de apoiar os municípios em áreas estratégicas. “Foram pedidos de ajuda ao senhor presidente para que enfrentemos os desafios que Odemira tem pela frente nos próximos anos, de uma forma articulada e que garanta, de facto, a qualidade de vida do nosso território”, afirmou.

Hélder Guerreiro identificou como prioridades a educação, a habitação, a saúde e a gestão sustentável da água, considerando que estas áreas são determinantes para o futuro do concelho. “As questões associadas à educação, à habitação e à saúde são absolutamente centrais, tal e qual como é a boa gestão do recurso água no nosso concelho. São dimensões que se cruzam e que nos permitem acreditar que temos um futuro em que se viva e que se goste de viver em Odemira”, referiu.

O presidente da Câmara recordou ainda o papel desempenhado pela CCDR Alentejo no processo de revisão do Plano Diretor Municipal, defendendo que a entidade deve continuar a assumir uma função agregadora entre as políticas nacionais e a sua concretização à escala regional e local.

Relativamente ao novo edifício da CCDR Alentejo, Hélder Guerreiro manifestou a expectativa de que o espaço se afirme como um centro de proximidade, cooperação institucional e apoio aos municípios, contribuindo para uma resposta mais eficaz aos desafios do território e para o desenvolvimento sustentável da região.