Censo revela quebra acentuada na população de grous no Alentejo este inverno

O mais recente Censo Ibérico de Grous confirmou uma redução significativa no número de aves migratórias a invernar em Portugal. De acordo com os dados avançados por José Janela, da Quercus, em dezembro foram contabilizados apenas cerca de cinco mil grous, um valor consideravelmente inferior aos mais de nove mil registados no mesmo período do ano anterior. Embora se tenha verificado uma ligeira recuperação nas contagens de janeiro, o balanço final da temporada revela que a presença desta ave emblemática nas planícies alentejanas ficou muito aquém das edições passadas.

Esta diminuição nos números não indica necessariamente uma quebra global da espécie, mas sim uma alteração nos padrões de migração. Os especialistas sugerem que as variações climáticas e a disponibilidade de alimento podem estar a levar os grous a permanecer em latitudes mais a norte ou a concentrar-se noutras zonas da Península Ibérica. O fenómeno sublinha a importância da monitorização contínua através destes censos para compreender como as alterações ambientais estão a moldar o comportamento e as rotas de invernada de uma das aves mais características do inverno alentejano.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

AA com sessão em Elvas: “álcool é um problema da sociedade e os AA têm provas dadas para lidar com o problema”

Os Alcoólicos Anónimos (AA) vão estar em Elvas, no próximo dia 20 de março (sexta-feira), para uma sessão de informação pública, a ter lugar no Auditório São Mateus, pelas 11 horas.

Levar a mensagem ao alcoólico ainda em sofrimento, para uma mudança da sua condição de vida, tem sido o grande objetivo da organização mundial, já com 90 anos de existência. “O fator primordial da organização, dos grupos, das pessoas, é procurarem manter-se limpos, sóbrios, manterem-se afastados do consumo de álcool”, explica o presidente dos AA Portugal, o psicólogo Celestino Cunha, que avança que, atualmente, a organização envolve “mais ou menos três milhões de pessoas em mais de 60 países”.

Nos AA, o alcoólico que alcançou “um despertar espiritual” e que consegue manter a sua abstinência, procura depois “levar a mensagem a pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade”, com a organização a tentar chegar à comunidade com sessões como aquela que acontece em Elvas.

“Há um grupo de pessoas, dentro dos AA, que faz esse serviço de informação pública. Convida-se, muitas vezes, as instituições de saúde, as autarquias, as escolas e promovem-se esses encontros de modo a levar a mensagem, no fundo, para que a comunidade saiba que estes grupos existem, que têm uma forma muito particular de trabalhar dentro do seu anonimato e é também uma forma de a comunidade, em geral, poder encaminhar pessoas, de poder dizer que está ali uma porta, que está ali um grupo de pessoas que ajuda”, adianta o responsável.

Ao longo dos anos, a organização tem vindo a procurar ser “um suporte” na comunidade, garante Celestino Cunha, com vista a dar resposta a um problema efetivo que se vive em Portugal. “O nosso país, pela nossa história, pela nossa cultura, tem uma relação com o álcool que é bastante problemática. Promovemos, toleramos e, por isso, os AA são uma maneira de responder ao problema que se vive no nosso país. Há muitas pessoas que padecem de problemas ligados ao álcool, que padecem da doença do alcoolismo, e os AA são o suporte na comunidade ligado, por exemplo, às organizações, aos centros de saúde, às autarquias, às escolas e até ao sistema de justiça e podem ser um grande recurso na comunidade para que as pessoas possam encontrar forma de se recuperarem”.

Nestes eventos, participam não só alcoólicos em recuperação, que partilham a sua experiência, mas também as famílias, sendo que para os familiares existem também grupos de ajuda: “existem grupos de AA, existem grupos de Al-Anon, que são as famílias que se unem também para lidar com o problema que as atinge, e há a possibilidade de encaminhar – existe uma linha, existe um site, existe informação para as pessoas poderem conhecer”. “Quanto mais conhecemos, seremos sempre mais capazes de lidar com os problemas”, garante o presidente dos AA Portugal.

Na falta de grupos presenciais de AA no interior do país, os grupos online têm-se revelado uma boa alternativa. “No interior existem menos grupos, mas com a chegada dos grupos online, de facto, qualquer pessoa, em qualquer local, pode frequentar grupos e pode ter acesso a este tipo de ajuda”.

“O álcool é um problema da nossa sociedade e os AA têm provas dadas para lidar, de forma saudável e adequada, com o problema, de modo a que ele se resolva, pela recuperação das pessoas que têm essa doença”, remata Celestino Cunha.

O único requisito para ser membro dos AA “é o desejo de parar de beber”. Para ser membro dos AA não é necessário pagar taxas de admissão nem quotas, sendo a organização autossuficiente. Os AA “não estão ligados a nenhuma seita, religião, instituição política ou organização, não se envolvem em qualquer controvérsia, não subscrevem nem combatem quaisquer causas”.

Partilhando entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum, o propósito primordial dos AA é manterem-se sóbrios e ajudarem outros a alcançar a sobriedade.

Gato Escaldado volta ao Mês do Teatro de Campo Maior para apresentar “O Príncipe Nabo”

Depois de já ter apresentado, no arranque do Mês do Teatro de Campo Maior, o espetáculo “Guia de Matemática para Totós”, a companhia Gato Escaldado está de regresso ao Centro Cultural da vila no próximo dia 24 de março, para levar a palco a peça “O Príncipe Nabo”.

Apresentado às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior, em duas sessões — a primeira às 10h30 e a segunda às 14h30 —, o espetáculo tem por base uma história sobre humildade. “O Príncipe Nabo” resulta de uma adaptação da obra homónima de Ilse Losa para o palco, sendo o texto da autora portuguesa, nascida na Alemanha, parte integrante do Plano Nacional de Leitura, de leitura obrigatória para alunos de 5.º ano.

“É um espetáculo que temos vindo a melhorar, mas já há alguns anos que o fazemos e resulta muito bem para esta faixa etária”, revela Ana Isabel Sousa, atriz e fundadora da companhia, que apresenta parte da história da peça: “é basicamente uma história sobre uma princesa que é muito arrogante, que goza com todos os pretendentes que tem no castelo e, às tantas, o pai castiga-a e ela casa com um músico pobre. Depois é a jornada dela a aprender a ser humilde, a aprender que a vida não é só facilidades”.

Sendo já habitual a presença da Gato Escaldado neste Mês do Teatro, Ana Isabel Sousa considera esta uma “excelente iniciativa” da Câmara Municipal, até porque “é super importante que as pessoas tenham cada vez mais acesso à cultura”. Sobretudo no interior do país, defende ainda a atriz, longe das grandes metrópoles, estas iniciativas possibilitam que “todos tenham acesso igual à cultura”.

“Há alguns anos que vamos a Campo Maior e somos sempre muito bem recebidos. Comemos sempre muito bem e passamos sempre aí uns bons dias. O Centro Cultural é espetacular, tem todas as condições. Por isso, voltaremos sempre que seja possível”, remata a artista.

Campo Maior acolheu iniciativa “50 anos, 15 Caminhadas”

Campo Maior recebeu ontem, dia 15 de março, a iniciativa “50 anos, 15 Caminhadas”, integrada na 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo.

A atividade, promovida em parceria com a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, de forma a assinalar os 50 anos do Hospital Dr. José Maria Grande, decorreu em simultâneo nos 15 municípios do Alto Alentejo e teve a participação da Vereadora Paula Jangita.

Antes do início da caminhada realizou-se um breve momento de sensibilização dedicado à importância da adoção de hábitos de vida saudáveis, destacando o papel da atividade física regular na promoção da saúde e do bem-estar.

Empate sem golos deixa “O Elvas” em situação delicada

A equipa de “O Elvas” SAD, depois de uma semana complicada com greve aos treinos por falta de pagamento de salários, empatou este domingo a zero diante do Clube Oriental de Lisboa, num encontro em que o futebol praticado esteve longe de entusiasmar e em que o empate acabou por saber a derrota para os azul e ouro. A formação alentejana soma assim apenas um ponto, não conseguindo distanciar-se do adversário direto na luta pela permanência, numa fase em que existe apenas uma posição na tabela classificativa que dita a descida de divisão.

Na primeira parte, “O Elvas” ainda criou duas situações de perigo, mas o guarda-redes do Oriental, Tiago Ferreira, evitou o golo com boas intervenções. No segundo tempo, foi a vez de o guardião elvense Bruno Bolas impedir males maiores, mantendo o resultado em branco até ao final da partida.

Recorde-se que “O Elvas” tinha perdido, em Marvila, por 2-1 frente ao Oriental, resultado que deixa a equipa em desvantagem no confronto direto em caso de igualdade pontual no final do campeonato. Com este empate, os azul e ouro deixam escapar dois pontos importantes e continuam expostos ao risco de descida. Na próxima jornada, “O Elvas” desloca-se ao terreno do Alcochetense, outra equipa que também luta para fugir aos lugares perigosos da classificação.

Hospital de Santa Luzia celebra 32 anos com investimentos na requalificação do Bloco Operatório

O Hospital de Santa Luzia, em Elvas, celebrou este domingo o seu 32.º aniversário com uma cerimónia marcada pela afirmação de um compromisso forte com o futuro da instituição, contando com a presença de dirigentes da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAALE), autarcas de Elvas e Campo Maior, João Manuel Nabeiro, chairman do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, o presidente da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, Amadeu Martins e o presidente da Fundação Materno-Infantil Mariana Martins, António Balsinhas, representantes de diversas entidades locais.

Durante o evento, o presidente do Conselho de Administração da ULSAALE, Miguel Lopes, assinou os autos de consignação para as obras de pintura exterior dos hospitais de Elvas e Portalegre e reafirmou a intenção de cumprir o prazo de quatro meses para a requalificação do bloco operatório de Elvas, referindo que o objetivo é dar as “melhores condições em termos tecnológicos, de qualidade e segurança que um bloco operatório pode oferecer hoje em dia”. Esta intervenção visa dotar a infraestrutura de melhorias significativas, sendo acompanhada por outros investimentos previstos em áreas como a oftalmologia e a acessibilidade de doentes acamados, além da renovação do sistema de climatização para garantir um “melhor conforto, em particular ao nível dos internamentos”.

O presidente do Conselho de Administração referiu que “tem sido feito um trabalho de captação de investimento para esta infraestrutura. Em especial, a requalificação do bloco operatório e permita-me que tranquilize a população, dizendo que o bloco operatório vai estar em requalificação durante aproximadamente 120 dias. Vamos trabalhar para que a obra seja concluída ainda antes desse tempo, com o intuito de dar melhores condições a atividade cirúrgica, de urgência ou programada e para as que são feitas em regime de ambulatório, com entrada e saída no mesmo dia. Todos vão beneficiar com esta obra das melhores condições em termos tecnológicos, de qualidade e segurança que um bloco operatório pode oferecer hoje em dia”.

Miguel Lopes acrescentou que “a requalificação à semelhança de outras que vamos fazer ao longo dos próximos meses e que serão visíveis para toda a comunidade, desde logo a pintura do hospital, o isolamento de toda a sua infraestrutura em termos de chuvas e de humidades. O sistema de AVAC (ar condicionado) vai permitir também melhor conforto, em particular ao nível dos internamentos, e toda a parte da eficiência energética”.

Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior destacou o facto do Hospital de Elvas ser “uma infraestrutura importantíssima para a saúde de todos os alto-alentejanos, muito particularmente os campomaiorenses — é o seu hospital de referência — e que ao longo destes 32 anos tem ajudado muito, com certeza, com momentos mais difíceis e com momentos mais fáceis, mas tem ajudado muito a tratar os nossos utentes. Deixo uma mensagem de agradecimento por estes 32 anos, àqueles que estão hoje e àqueles que já estiveram, e perpetuar estes 32 anos sabendo bem que os momentos na saúde não são os mais fáceis que temos. É importante tranquilizar também os nossos utentes, como aconteceu aqui hoje com a intervenção do Presidente da Câmara de Elvas, dando nota que nos próximos quatro meses, após as obras do bloco operatório, teremos mais um investimento significativo e uma forma melhor para cuidar dos nossos utentes. Dar um abraço grande a todos os profissionais, desde a parte médica à parte de enfermagem e operacional.”

Já João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, na sequencia do que o senhor Comendador Rui Nabeiro já muito acarinhava o Hospital de Santa Luzia, recordou que “É um gosto estar aqui presente nestes 32 anos do Hospital de Santa Luzia. Naturalmente, um hospital que diz muito a todos os elvenses, mas também a todos os campomaiorenses e a toda a região. É uma unidade de saúde que tem sabido evoluir, que tem sabido estar próxima das populações e que, para nós, Grupo Nabeiro, é também um parceiro fundamental naquilo que é a nossa responsabilidade social e o cuidado com os nossos colaboradores”.

O Chairman da Delta-Cafés deixou ainda “uma palavra de grande apreço a todos os profissionais — médicos, enfermeiros, auxiliares e pessoal administrativo — que fazem com que esta casa funcione todos os dias. Parabéns ao Hospital de Santa Luzia e a todos os que o servem.”

No âmbito da cooperação estratégica, o presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, defendeu a formalização de um protocolo com o Hospital Universitário de Badajoz para que “não tenha que vir um helicóptero transportar os doentes graves para centenas de quilómetros, quando temos Badajoz a 10 quilómetros de distância”. Sobre este ponto, a administração da saúde confirmou que o acordo com o Hospital Universitário de vizinha cidade Badajoz já existe há mais de duas décadas e que está a ser revisitado para “reforçá-lo e consolidá-lo para que possamos ter uma maior parceria e articulação”. Embora a situação política atual do Governo da Estremadura esteja num impasse. O autarca elvense propôs ainda a criação de uma unidade de cuidados de média e longa duração na cidade, oferecendo o financiamento de 50% do projeto por parte do município, sublinhando que o hospital é uma “valência importante aqui na nossa região, um ativo em termos da saúde que importa prevalecer”.

Paralelamente às atividades institucionais, a comunidade envolveu-se nas comemorações através da caminhada integrada nos Jogos do Alto Alentejo, iniciativa que Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, descreveu como «os jogos mais democráticos que existem em Portugal», tendo unido o Centro de Saúde ao Hospital de Santa Luzia num esforço de «aliar a prática desportiva ao bem-estar». A vertente cultural e de sustentabilidade também esteve em destaque com a inauguração da tapeçaria contemporânea “O Olho de Santa Luzia”, um trabalho colaborativo que contou com o apoio de profissionais de enfermagem empenhadas em projetos de reciclagem hospitalar. O aniversário encerrou-se com o tradicional corte do bolo, celebrando uma infraestrutura onde, como referiu Miguel Lopes, “o que na realidade faz acontecer diariamente os cuidados são os profissionais que trabalham nesta casa”. O final das comemorações ficou marcado pelo tradicional bolo de aniversário e o cantar dos parabéns, acompanhado pelos jovens músicos João Batuca e João Carrilho.

Município de Monforte repara várias estradas do concelho: situação de Santo Aleixo é a que mais preocupa

Na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo, a Câmara Municipal de Monforte está a realizar trabalhos de reparação em várias estradas do concelho, com especial incidência na freguesia de Santo Aleixo.

Segundo o presidente da autarquia, Miguel Rasquinho, os trabalhos passam pela colocação de alcatrão em diversos pontos. “A situação em Santo Aleixo é mesmo dramática, havendo ruas onde é quase impossível circular”, explica o autarca, acrescentando que, nos próximos dias, os danos deverão ficar “minimamente resolvidos”, até ao avanço da obra de requalificação das infraestruturas.

Paralelamente, os serviços municipais já procederam à limpeza e abertura de valetas em todas as estradas municipais, uma intervenção que Miguel Rasquinho considera “essencial” para evitar problemas maiores.

Entretanto, o município conseguiu também submeter a candidatura para a requalificação das infraestruturas de Santo Aleixo. “Foi um processo difícil e demorado, que exigiu muito trabalho de uma grande equipa, mas está finalmente concluído. Agora aguardamos a aprovação da candidatura para lançar o concurso da obra”, explica o presidente da Câmara.

Nos últimos dias, o município avançou ainda com a renovação da iluminação do estádio municipal. De acordo com o autarca, o sistema existente apresentava já alguns problemas que condicionavam a realização de atividades no espaço. “A iluminação está agora totalmente renovada, permitindo oferecer melhores condições aos nossos desportistas”, conclui.

Ópera “Gianni Schicchi” em “momento inédito” em Elvas este domingo à tarde

A magia da ópera chega ao Hotel Vila Galé Collection Elvas, com um espetáculo promovido no âmbito do ciclo de concertos “A Música Encanta o Património”, este domingo, 15 de março, pelas 18 horas.

Ao público é oferecida a oportunidade de assistir à ópera “Gianni Schicchi”, do compositor italiano Giacomo Puccini, num momento “muito particular”. “Não posso dizer que seja o primeiro momento em que é apresentada uma ópera, sem ser na versão concerto, em Elvas, mas é garantidamente, nas últimas quatro décadas, um acontecimento inédito”, garante o diretor artístico do evento, Luís Zagalo.

Esta ópera, que em comparação com outras, tem uma duração relativamente mais curta (cerca de uma hora), é inspirada num episódio particular da “Divina Comédia” de Dante. No espetáculo de domingo, é apresentada através de uma parceria “muito interessante” entre o Conservatório Nacional, um encenador do Teatro São Carlos e a Academia de Música de Elvas.

A história de “Gianni Schicchi” remonta ao final do século XIII, em Florença, quando os elementos da família Donati “se reúnem à volta de um dos seus membros, Buoso Donati, que está no leito da morte, e descobrem que o falecido deixou toda a sua fortuna a um mosteiro. Entram todos em pânico e começam a engendrar uma forma de recuperar a herança”.

Luís Zagalo destaca ainda o facto de nesta ópera se incluir “O Mio Babbino Caro”, uma das mais belas e conhecidas obras de Puccini. “Acho que é um motivo extraordinário para, em Elvas, podermos ver uma ópera com grandes intérpretes, uma ópera cómica, quando nos faz falta também rir e sorrir nos dias que correm. Acho que é uma belíssima aposta cultural para domingo”, remata o diretor artístico.

O espetáculo tem início marcado para as 18 horas, no Hotel Vila Galé Collection Elvas. As entradas são gratuitas, tal como acontece em todos os outros espetáculos de “A Música Encanta o Património”.

Elvas recebe cerca de 800 alunos de todo o país para a final nacional do XX Mega Sprinter

Cerca de 800 alunos participarão no XX Mega Sprinter – Final Nacional, que decorrerá em Elvas, nos dias 20 e 21 de março, sexta-feira e sábado.

O Mega Sprinter Nacional é uma importante prova do calendário desportivo anual do Programa Nacional do Desporto Escolar, desenvolvida em parceria com a Federação Portuguesa de Atletismo, com o objetivo de promover a prática do Atletismo, nas disciplinas de velocidade (40 m), lançamento do Vortex e Vortex adaptado (de precisão), salto em comprimento e resistência (1 km).

Na edição de 2026, na fase de escola participaram mais de 100.000 alunos, dos quais cerca de 10.000 competiram nas fases local e regional. Deste modo, em Elvas estarão alunos oriundos de todas as regiões do país, incluindo das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Para além dos jovens atletas finalistas, juntam-se cerca de 200 professores (que acompanham as delegações e participam na organização das provas), aproximadamente 140 alunos voluntários, mais de seis dezenas de assistentes operacionais das diversas escolas envolvidas e, ainda, um universo alargado de pessoas oriundas da autarquia, forças de segurança e proteção civil e da Federação Portuguesa de Atletismo, que asseguram o apoio especializado nos diferentes âmbitos de intervenção.

As provas decorrem no Estádio Municipal de Atletismo de Elvas. No dia 20 de março, para além da receção das comitivas, realiza-se pelas 17h00 a cerimónia de abertura, seguindo-se a primeira jornada da competição, a partir das 18h00. No dia 21 de março, a partir das 8h30, a competição será retomada com a segunda jornada, esperando-se assim uma manhã muito animada e de elevada competitividade.

Este ano, esta prova assume ainda um significado especial, por assinalar a 20.ª edição do Mega Sprinter, marco simbólico de um projeto que tem promovido ao longo de duas décadas a prática do Atletismo no âmbito do Desporto Escolar. No decurso do evento serão também homenageadas várias personalidades que se destacaram pelo seu contributo e dedicação ao desenvolvimento e consolidação deste projeto.

Será ainda promovida, pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), uma atividade de sensibilização, visando a promoção de valores desportivos limpos e a educação antidopagem em todos os níveis do desporto e de forma inclusiva.

Esta competição resulta de uma organização conjunta entre a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (através da Unidade de Desporto Escolar), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (com o envolvimento direto da Coordenação Regional do Desporto Escolar do Alentejo e da Coordenação Local do Desporto Escolar do Alto Alentejo) e a Federação Portuguesa de Atletismo, contando ainda com o importante apoio da Câmara Municipal de Elvas.

Jogos do Alto Alentejo arrancam em Campo Maior com edição histórica onde se incluem os 15 municípios

A 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo arrancou com um simbolismo renovado em Campo Maior, assinalando a primeira vez, em mais de duas décadas de história, que todos os concelhos da região participam em simultâneo. Joaquim Diogo, presidente da CIMAA Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, manifestou o entusiasmo por este marco, referindo que é uma “grande alegria anunciar que, pela primeira vez ao fim de 24 edições, temos os 15 municípios todos a participar em conjunto”. Esta união reflete o sucesso da cooperação estratégica na comunidade intermunicipal, sendo vista como um “simbolismo daquilo que tem sido o nosso trabalho dos últimos anos”, no sentido de agregar o território em torno de projetos pertinentes para a região.

O evento, que deverá mobilizar cerca de 4.000 participantes em 30 modalidades distintas, reafirma-se como uma iniciativa inclusiva e intergeracional, adaptada desde as crianças ao público sénior. Joaquim Diogo descreve o certame como “os jogos mais democráticos que existem em Portugal”, justificando que a “componente muito forte de podermos aliar a prática desportiva ao bem-estar» permite a participação de todos, independentemente da idade ou de eventuais dificuldades. Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior, corroborou esta visão, sublinhando que o foco principal não é a competição, mas sim a “convivência salutar entre os mais velhos e os mais novos” e a oportunidade para a “descoberta do território” através do desporto.

Além das competições, esta edição introduz uma vertente solidária e de saúde pública em parceria com a ULS do Alto Alentejo, através da realização, amanhã domingo, de “15 caminhadas ao mesmo tempo a iniciarem ao mesmo tempo nos 15 municípios”, integrando rastreios comunitários e a celebração do cinquentenário do Hospital de Portalegre. Em Campo Maior, o arranque das atividades ganha ainda uma cor especial ao coincidir com os preparativos das tradições locais, reforçando a ideia de que “não há festas sem saias, nem saias sem festas”. Rosinha destacou a importância de manter esta dinâmica viva, saudando a CIMAA por “querer continuar a organizar este evento” que tanto orgulha as gentes do Alto Alentejo, ainda por cima “em Campo Maior no ano em que se realizam as Festas do Povo”.