Quarta edição do EuroBEC Granfondo vai para a estrada no domingo

Vai para a estrada, no domingo, 12 de abril, mais uma edição do EuroBEC Granfondo, a prova de ciclismo que une Badajoz, Elvas e Campo Maior, em três percursos de diferentes níveis de dificuldade.

Com partida e chegada em Badajoz desta vez, o evento, que inclui o minifondo de 77 quilómetros, o mediofondo de 105 e o granfondo de 140, é já uma referência no calendário desportivo transfronteiriço.

Para Hermenegildo Rodrigues, vereador na Câmara de Elvas, o desporto, através de provas como o EuroBEC Granfondo, tem vindo a ter um papel muito importante naquilo que é a relação fronteiriça entre as três localidades da Eurocidade. Assegurando que esta é já uma prova consolidada, com mais-valias em termos turísticos e económicos, o vereador lembra as dúvidas iniciais, há quatro anos, quando se realizou a primeira edição deste EuroBEC Granfondo: “esta é a quarta edição do EuroBEC Granfondo e, há quatro anos, lembro-me perfeitamente de uma primeira abordagem ao Manuel Zeferino, em Bragança, e tudo, na altura, eram dúvidas, questões e ansiedade em trazermos um evento desta dimensão para esta região”.

Apesar das dúvidas iniciais, o autarca diz que “ainda bem” que as três autarquias se uniram para levar a cabo o evento desportivo. Nesta quarta edição, a prova, que “sai reforçada em termos de consolidação”, deverá vir a contar com a participação de “dois mil atletas”.

O EuroBEC Granfondo volta a ser organizado pela Bikeservice. O diretor da empresa, o antigo ciclista Manuel Zeferino, não tem dúvidas de que estão reunidas “todas as condições” para que este seja “o maior granfondo” realizado em Portugal. “Este inicia-se em Espanha, mas será o maior granfondo de Portugal neste momento”, garante.

Ainda antes da grande prova deste quarto EuroBEC Granfondo, realiza-se o já tradicional Granfondo Kids, no sábado, dia 11, destinado a crianças dos quatro aos 13 anos. As provas no dia 12 iniciam-se pelas 9 horas, na Granadilla, em Badajoz. Depois de passar por Campo Maior e Elvas, a prova termina na cidade espanhola.

Município de Campo Maior prepara projeto para continuar com recuperação do património amuralhado da vila

Depois das obras de requalificação da fortaleza e das muralhas de Campo Maior, levadas a cabo há alguns anos a esta parte, há ainda trabalho a fazer nesta área.

Nesse sentido, a Câmara Municipal tem vindo a criar um plano de ação para que, no âmbito daquilo que é a Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia, possa dar continuidade a este trabalho de recuperação do seu património amuralhado.

“Nós estamos agora a criar o plano de ação para aquilo que é uma rede de fortalezas da Raia, projeto que, coincidentemente, tem Elvas como concelho: um projeto de grande monta que vai do Alentejo até ao Algarve e onde nós colocámos aquilo que ainda nos falta fazer do ponto de vista do património”, explica o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha.

“Temos as nossas muralhas, aquilo que remanesce ainda por executar, já colocadas nesse plano de ação, que está agora a ser devidamente identificado. Nos próximos meses, com certeza que virão avisos e nós, com os projetos já devidamente feitos, continuaremos a recuperação do património que começámos há anos atrás”, diz ainda o autarca.

De recordar que foi em 2021 que Campo Maior inaugurou as obras de requalificação da fortificação abaluartada, após a recuperação de 1.600 metros de muralha, projeto que contou com um investimento na ordem dos cinco milhões de euros. Por recuperar encontram-se ainda estruturas como os Baluartes do Cavaleiro e de Santa Maria.

Fronteira assinala 642 anos da Batalha de Atoleiros com presença de membros do Governo e Exército

Fronteira assinalou, na manhã desta segunda-feira, 6 de abril, em feriado municipal, os 642 anos da Batalha de Atoleiros.

Esta, que foi uma das batalhas mais marcantes da história militar de Portugal, voltou a ser assinalada através de um conjunto de iniciativas promovidas pela Câmara Municipal. As comemorações contaram com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, bem como do vice-chefe do Estado-Maior do Exército, Boga Ribeiro, reforçando a importância institucional e simbólica da data.

O programa comemorativo teve início por volta das 10 horas, na Herdade dos Atoleiros, para a habitual romagem ao padrão evocativo da batalha, onde foi prestada homenagem aos combatentes.

Já na Avenida Heróis dos Atoleiros, e após a receção oficial aos convidados, teve lugar a parada de forças militares e civis, com a participação de diferentes entidades, numa cerimónia que homenageou a memória histórica e o património nacional.

A Batalha dos Atoleiros, travada em 6 de abril de 1384, representou um acontecimento decisivo para a História e para o futuro de Portugal. Nesta batalha, Nuno Álvares Pereira venceu a cavalaria castelhana, apesar da sua superioridade numérica, através da utilização de uma tática militar de inspiração inglesa, a “tática do quadrado”.

Zona Especial de Conservação do Monfurado reforça proteção da biodiversidade no Alentejo

O processo de designação da Zona Especial de Conservação (ZEC) do Monfurado foi recentemente concluído, abrangendo uma área de quase 24 mil hectares entre os concelhos de Évora e Montemor-o-Novo. Integrada na rede europeia Natura 2000, esta nova área protegida visa salvaguardar os habitats naturais e as espécies da fauna e flora típicas do ecossistema alentejano. A classificação foca-se na preservação do montado de sobreiro e azinheira, bem como das zonas húmidas associadas, garantindo que o desenvolvimento da região ocorra em harmonia com a conservação da natureza.

O território do Monfurado destaca-se pela sua elevada biodiversidade, sendo um local estratégico para a reprodução e hibernação de diversas espécies de morcegos e para a sobrevivência de pequenos mamíferos como o rato-de-cabrera. A paisagem é enriquecida por comunidades raras de espinhais, como a giesta-espinhosa, e por ribeiras que conservam vegetação ripícola de amiais e salgueirais em bom estado. Esta diversidade botânica e faunística reafirma a importância da ZEC do Monfurado como um dos pilares da rede de conservação nacional, protegendo exemplos únicos de sistemas agroflorestais e ecossistemas aquáticos no coração do Alentejo.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Oliventinos cruzam o Guadiana para passar o dia na Ajuda portuguesa

A zona da Ajuda não atrai apenas quem escolhe acampar durante toda a quadra; é também o destino de eleição para muitos que atravessam a fronteira apenas para passar o dia em família. Entre os visitantes, destaca-se um grupo vindo de Olivença, aproveitando os dias de festividade em Espanha para desfrutar das margens do rio.

“A gente não tem férias, só tem hoje e amanhã. Vimos aqui passar o dia com a família porque, como não trabalhamos, aproveitamos a oportunidade”, explicou um dos visitantes oliventinos, sublinhando que Olivença fica alí ao lado, o que facilita estas deslocações. A escolha do local não é por acaso, sendo elogiado pela facilidade de acessos e pela hospitalidade: “Aqui está-se bem, o caminho para o carro é bom e é um bom sítio para estar”.

O grupo, que varia habitualmente entre as cinco e mais pessoas, mantém vivo o espírito da confraternização ibérica através da comida e da bebida. “Comemos de tudo: carne, omeletes… estamos a fazer um bocado de lume para assar a carne e acompanhar com uma “cervejinha” e um vinho”, referiu o entrevistado, que transporta tudo o que é necessário numa geleira para garantir a frescura dos produtos durante o dia.

A ligação à margem portuguesa do Guadiana é, para muitos destes oliventinos, profunda e geracional. “Conheço isto desde sempre. O meu pai é de Elvas, tenho família aí e, por isso, estamos habituados a vir aqui”, concluiu, demonstrando que a Ajuda continua a ser um ponto de união onde as raízes familiares superam as divisões geográficas, especialmente durante a celebração da Páscoa.

Campo Maior despede-se da romaria da Enxara em dia de celebração do feriado municipal

Em feriado municipal, os campomaiorenses despedem-se esta segunda-feira, 6 de abril, ao final do dia, de mais uma edição da tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara.

Estes têm sido dias de muito convívio, com miúdos e graúdos a desfrutarem do bom tempo, sempre em plena harmonia com a natureza.

Rodrigo Carrilho, jovem que confessa gostar muito de passar estes dias na Enxara, revela que ruma até à zona da ermida com a família quase desde que nasceu, há já 18 anos. Ainda que outros jovens prefiram acampar com os respetivos grupos de amigos, para Rodrigo, viver a Páscoa no campo só faz sentido ao lado da família. Ainda assim, revela que estes dias são passados também de acampamento em acampamento, em convívio com os outros campistas.

Defensor desta tradição, e para que, de hoje para amanhã, não venha a morrer, Rodrigo garante que esta será transmitida por si, no futuro, quando for pai, aos seus filhos. “Passando sempre de geração em geração, de pais para filhos, de avós para netos, esta tradição nunca irá morrer, pois isto é muito importante para as gentes de Campo Maior”, diz ainda.

Desta feita, e face ao ano passado, mais gente quis estar no campo por esta altura: “Este ano o tempo ajudou muito, então o pessoal também decidiu vir acampar. No ano passado esteve um bocado mais vazio devido à chuva, mas este ano, sim, o pessoal decidiu vir acampar e acho que é excelente vir passar aqui estes dias no campo com a família e amigos, a beber e a comer”, remata Rodrigo. A festa termina na tarde desta segunda-feira, com missa seguida de procissão, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara.

Elvas: eucaristia e procissão esta segunda-feira à tarde na Capela da Ajuda

Amanhã, em Segunda-feira de Páscoa, 6 de abril, pelas 16 horas, realiza-se a já habitual eucaristia, na Capela da Ajuda, em Elvas, seguida de procissão.

De acordo com o padre Ricardo Lameira, esta é uma tradição que ao século XVI. “Porém, já no século V se falava um pouco disto. Apesar de não estar nos Evangelhos, os santos e os grandes mestres da vida espiritual acreditavam que Jesus Cristo, depois de ter ressuscitado, antes de aparecer à Maria Madalena, apareceu à mãe”, adianta.

“Se Maria teve que sofrer tudo por amor da humanidade e manter-se firme e de pé, então a Igreja acredita, não sendo nenhum dogma, logicamente, tendo raízes na Bíblia, apenas na devoção popular, que Jesus apareceu, depois de ressuscitar, a Nossa Senhora. Foi a partir daí que apareceu aquela que é a antífona própria de Nossa Senhora do Tempo da Páscoa”, explica o pároco.

Esperando que muitos se juntem a esta celebração, o pároco lembra ainda que a Páscoa é celebrada durante os próximos oito dias da mesma forma que o é neste domingo.

A organização destas cerimónias religiosas é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

Padre Ricardo Lameira apela ao fim da “guerra das palavras” em Domingo de Páscoa

Neste Domingo de Páscoa, em que se celebra a ressurreição de Jesus Cristo, o padre Ricardo Lameira defende que ninguém se pode ficar pelas celebrações e apela ao fim da “guerra das palavras”.

“A celebração tem que ter um sentido. Quando eu olho para Cristo e quando eu me ajoelho aos pés do Crucificado, eu tenho que pensar que me estou a pôr aos pés também de todo o povo que sofre. E são tantos povos a sofrer neste momento. Não há quase um país que não tenha uma guerra”, diz o pároco.

Se noutros países se vivem “guerras de armas”, em Portugal, diz Ricardo Lameira, enfrentam-se “guerras de palavras”. “Não há nada que ninguém faça que não seja descortinado: descortinado por todos e criticado por muitos. E este não é o sentido, nem humano nem cristão. Por isso o Papa Leão XIV, neste ano, sugeriu que o grande sacrifício da Páscoa, da Quaresma, fosse o jejum das palavras ferozes, que é muito difícil, mas é muito mais edificante do que não comer doces ou não beber café”.

“É este o sentido sempre novo, mas também sempre antigo da Páscoa e das celebrações da Semana Santa. É preciso meter as mãos no coração de Cristo, nas chagas de Cristo, nas chagas dos homens. E aí sim, celebraremos a nossa Páscoa com Cristo”, remata o padre.

Fanan Brás celebra 37 anos de tradição em acampamento de família na Ajuda durante a Páscoa

Entre as várias tendas que pontuam as margens da Ajuda, a presença de Fanan Brás é já uma visita habitual para a nossa reportagem. Este ano, o campista celebra uma marca impressionante: “Já são 37 anos que fiz este ano, graças a Deus. A minha filha tinha 20 dias quando ela veio para aqui pela primeira vez”, recorda com orgulho, sublinhando que o objetivo é chegar aos 40 anos de tradição antes de deixar o “testemunho aos mais novos”.

O acampamento, que reúne entre seis a sete famílias, totaliza cerca de 25 pessoas que ali permanecem até à próxima segunda-feira. A estrutura é composta por cinco tendas e duas barracas de grandes dimensões, equipadas com tudo o que é necessário para o conforto do grupo. “Temos geradores por causa da arca e do frigorífico, para ter umas luzes à noite e música com duas colunas de som”, explica Fanan Brás, que faz questão de levar a sua própria lenha, “não corto árvore nenhuma do campo, respeito sempre”, para garantir o aquecimento e as brasas para os cozinhados sem depender de terceiros.

A ementa segue tradições familiares rigorosas, começando com a clássica sardinhada de sexta-feira. “Amanhã (sexta) é sardinhada e pimentos, é a minha tradição, não pode comer carne. Para quem não gosta, temos um “arrozinho” de marisco”, revela o campista. Para o domingo de Páscoa, o prato principal é o borrego assado, acompanhado por espargos, enquanto nos restantes dias imperam os grelhados e os convívios pela noite dentro. “O ambiente aqui é impecável, somos uns para os outros e estamos sempre prontos a emprestar o que faz falta aos vizinhos”, conclui, reforçando o espírito de camaradagem que se vive neste retiro pascal.

Maria de Fátima Magalhães: “Deus trouxe ao mundo a lição do amor e da paz, que teimamos ainda em não entender”

Celebra-se hoje, 5 de abril, a Páscoa, uma das festas cristãs mais importantes do ano. Se no Natal é celebrada a vinda de Jesus ao mundo, para reconciliar as pessoas com Deus, na Páscoa celebra-se o milagre da sua ressurreição, depois de condenado à morte e crucificado.  

Lembrando a mensagem de amor e de paz de Jesus Cristo, a irmã Maria de Fátima Magalhães assegura que os cristãos adoram “um Deus vivo e não um Deus morto”; “um Deus que nos pede que impliquemos a nossa vida na mensagem que Ele nos deixou: uma mensagem de paz, de solidariedade, de amor a Deus e ao próximo e de implicação da vida por um mundo melhor”. Esta, garante, é a mensagem da Páscoa,

Defendendo que o mundo “pode ser melhor” de todos assim quiserem, Maria de Fátima Magalhães assegura que “Deus vem ao mundo para dar vida, e vida em abundância, para que sejamos felizes”.

“Desejo uma Santa Páscoa a todos, imbuída deste espírito da morte e ressurreição de Jesus: alguém que, antes que eu amasse, deu a vida por mim. Quando eu era pecadora, deu a vida por mim e jamais desistirá de mim e estará sempre comigo. Quaisquer que sejam os caminhos por onde eu passar, Ele está sempre comigo, está sempre disposto a perdoar. Deus só sabe amar e só trouxe uma lição ao mundo: a lição do amor, a lição de paz, que teimamos ainda em não entender”, remata a irmã.