Uma motorista da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Elvas, de 31 anos, sofreu ferimentos graves na sequência do despiste da viatura, perto de Mosteiros, no concelho de Arronches, na madrugada desta quinta-feira, 21 de maio.
O alerta para o despiste, ao quilómetro 43,700 da Estrada Nacional 246, foi dado às 05h10, sendo que na ambulância da SIV seguia apenas a motorista.
A viatura acompanhava uma ambulância de Campo Maior, que fazia o transporte de um doente para o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, para onde acabou por ser transportada a motorista da SIV.
Para o local foram mobilizados 22 operacionais, entre bombeiros, GNR e INEM, apoiados por nove viaturas.
O Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) promove, no próximo dia 28 de maio (quinta-feira), em Elvas, mais uma edição do Dia do Agricultor, uma iniciativa dedicada aos desafios atuais e futuros da agricultura portuguesa, com especial destaque para a inovação genética e a sustentabilidade do setor.
O encontro reunirá investigadores, técnicos e representantes do setor agrícola para discutir o papel das novas variedades vegetais no aumento da produtividade e na adaptação às alterações climáticas.
A organização destaca que a criação de culturas mais resistentes à seca e ao calor, mantendo elevados níveis de produtividade, assume hoje um papel determinante para responder às exigências ambientais, sociais e produtivas da agricultura moderna.
O programa, com inicio às 9 horas, na Herdade da Comenda, arranca com visitas aos campos experimentais de cereais, grão de bico e linho, ao polo InovTechAgro e ao Núcleo de Raça Mertolenga.
Já no auditório do edifício sede do INIAV – Estação Nacional de Melhoramento de Plantas, pelas 11 horas, tem lugar a sessão de abertura pela presidente do INIAV, Margarida Correia de Oliveira. Segue-se um painel de debate moderado por Benvindo Maçãs, com intervenções de com António Sevinate Pinto, da LUSEM, José Palha, da ANPOC, José Pais, da FERA, e João Madeira, da APBA.
A sessão de encerramento deverá contar com a presença de um membro do Governo, ainda por confirmar.
Após o almoço, entre as 15h30 e as 16h30, realiza-se ainda uma visita aos programas de Melhoramento em Pastagens, Forragens e Cereais.
A iniciativa pretende reforçar a importância da investigação e da inovação agrícola como pilares fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola nacional num contexto de crescente pressão climática e económica.
A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, está a financiar a remodelação total da Central de Comunicações dos Bombeiros Voluntários locais.
A iniciativa surge no âmbito da política de proximidade da autarquia, que procura identificar e colmatar lacunas nas instituições e associações da freguesia. Segundo Hugo Milton, Presidente da Junta de Freguesia, a decisão de avançar com o investimento foi imediata “após uma reunião com a direção da Associação Humanitária, onde foi sinalizada a necessidade urgente de modernizar o espaço que centraliza todas as ocorrências e chamadas de emergência da corporação”.
Hugo Milton explicou que a autarquia mantém “um contacto regular com as IPSS e coletividades para perceber onde a ajuda da Junta pode ser mais eficaz”. No caso dos soldados da paz, “o projeto já se encontra em fase avançada de execução, tendo o novo mobiliário chegado recentemente às instalações”. O autarca sublinhou que “a intervenção visa garantir melhores condições operacionais para quem gere o socorro na linha da frente, adiantando que, assim que a nova central estiver totalmente operacional, a obra será apresentada à população para demonstrar o compromisso e a presença ativa da Junta de Freguesia no apoio às instituições fundamentais da vila”.
Um estudo inédito da Universidade de Évora traça o novo retrato do visitante da região, o primeiro desde 2011. O perfil mudou: mais natureza, mais bem-estar, mais luxo.
O turista que visita o Alentejo é, na sua maioria, português, chega da Grande Lisboa, viaja em casal ou em família, fica em média duas noites e gasta cerca de 133 euros por dia e por pessoa. É este o retrato traçado por um novo estudo apresentado esta semana em Évora, que pela primeira vez em mais de uma década caracteriza de forma sistemática quem visita a região, o que nela procura e o quanto está disposto a gastar.
O trabalho foi encomendado pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo à Universidade de Évora e coordenado pelos investigadores Joana Lima, Maria do Rosário Borges, Jaime Serra e Noémi Marujo. Envolveu 2.000 inquéritos — 800 em época baixa, entre novembro de 2024 e abril de 2025, e 1.200 em época alta, de agosto a outubro de 2025 — com uma repartição de 68% de residentes em Portugal e 32% de visitantes estrangeiros. A margem de erro é de 4% e o nível de confiança de 95%.
Quem é o visitante
O perfil que emerge do estudo é o de um visitante equilibrado em termos de género, casado ou em união de facto, com formação superior, trabalhador por conta de outrem e com rendimento mensal entre os 2.001 e os 4.000 euros. A maioria viaja em casal ou em família e está a visitar o destino pela primeira vez — dado que representa 60% dos inquiridos em época baixa e 63,4% em época alta. Ainda assim, esta maioria que visita pela primeira vez declara ter intenção de regressar.
No que diz respeito à origem, tanto na época alta como na baixa, a maioria dos visitantes chega da Europa, seguida da América. Entre os turistas portugueses — que constituem dois terços do total —, os provenientes da Área Metropolitana de Lisboa são os mais representativos, especialmente na época baixa. No verão, cresce o peso das regiões Centro e Norte do país.
O que mudou desde 2011
Uma das conclusões mais marcantes do estudo é a evolução do perfil do visitante face ao último levantamento equivalente, realizado em 2011. Segundo o presidente da ERT, José Manuel Santos, está em curso uma mudança estrutural: o visitante de hoje pertence a um segmento socioeconómico mais elevado, procura experiências mais diferenciadas e tem maior disponibilidade para gastar em animação turística e atividades complementares. “É cada vez mais um turista de segmento médio-alto e mesmo de luxo. É menos um turismo de família e mais um turismo de casal ou de amigos”, explicou.
Outro dado significativo é a alteração das motivações dominantes. Se em 2011 o turismo cultural e o património construído ocupavam o centro das preferências, em 2026 é o património natural e paisagístico que aparece como o atributo mais valorizado. O conceito de “experiência restauradora” — a procura de tranquilidade, descanso e fuga ao stress do quotidiano — emerge como um dos motores centrais da visita. “As motivações principais são a fuga ao stress, descansar e ter tranquilidade. Uma das palavras-chave mais referidas é precisamente a tranquilidade”, destacou Santos.
O presidente da ERT sublinhou que os visitantes revelam uma “superação de expectativas” relativamente à experiência que a região proporciona. “O património natural e paisagístico aparece como um elemento valorizador e central. No estudo de 2011 havia claramente um maior predomínio dos aspetos culturais e do património cultural”, afirmou.
Gastronomia, praias e monumentalidade
O estudo identifica os monumentos e a natureza como os atributos mais distintivos do destino. Em época baixa, a gastronomia destaca-se como elemento complementar de eleição; em época alta, são as praias que sobem nas preferências. A monumentalidade da região, com os seus castelos e fortalezas, é apontada como uma das marcas mais identitárias do território.
Contudo, o presidente da ERT admite que existe uma lacuna na animação cultural associada a esse património. “Temos uma grande monumentalidade, castelos e fortalezas, mas provavelmente não temos ainda eventos que consigam fazer viver esse território”, reconheceu, apontando o Programa de Dinamização das Fortalezas de Fronteira como possível resposta. A segurança surge como o segundo atributo mais valorizado, especialmente entre visitantes internacionais, nomeadamente norte-americanos e franceses, seguida do acolhimento e da hospitalidade da população. “Quando dizemos que o Alentejo recebe bem, isso não é um mero claim comunicacional. É verdade”, afirmou Santos.
A estadia, os gastos e o transporte
Em época baixa, 30,6% dos inquiridos planeava ficar duas noites no Alentejo. Já em época alta, 27,8% manifestou intenção de não pernoitar — uma visita de passagem que representa tanto uma oportunidade de atrair novos públicos como um desafio para a sustentabilidade económica dos agentes locais. O meio de transporte preferencial, tanto para chegar à região como para circular dentro dela, é o carro próprio.
O presidente da ERT destacou que a estadia média calculada pelo estudo coincide com os dados do INE de 2025, “em que o Alentejo finalmente conseguiu chegar às duas noites” — um marco relevante para a afirmação da região como destino de permanência e não apenas de passagem.
A aposta no mercado internacional
Apesar de os turistas portugueses dominarem o panorama, a diversificação para o mercado internacional surge como uma prioridade estratégica da ERT. “O crescimento do mercado internacional para aumentar a estadia média e reduzir a sazonalidade é muito importante”, afirmou Santos. A sazonalidade continua a ser um dos principais desafios da região, com pressão concentrada nos meses de verão e receitas mais limitadas fora dessa janela. O responsável considera que as tendências identificadas representam uma oportunidade para os agentes económicos da região ampliarem a oferta de experiências ligadas à animação e ao lazer.
A coordenadora do estudo, Joana Lima, explicou que o trabalho procurou “caracterizar o perfil do visitante do Alentejo em termos sociodemográficos, económicos e comportamentais”, analisando dimensões como as motivações da viagem, os meios de transporte utilizados, a experiência turística, os níveis de satisfação e a fidelização ao destino. Para a base de cálculo da amostra foi utilizado o número de hóspedes no Alentejo em 2023: 1.608.826, segundo o INE.
A quinta edição da Feira de Inspiração Renascentista vai decorrer entre os dias 5 e 7 de junho, no interior do Castelo de Vila Viçosa, numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal que promete “algumas surpresas” e uma forte participação das associações locais.
O vice-presidente da autarquia, Tiago Salgueiro, destaca que este é já “um momento marcante” da agenda cultural do concelho, sublinhando o esforço do executivo em reforçar a dinâmica e os conteúdos do certame ao longo das últimas edições.
Segundo o autarca, a programação da feira procura valorizar a história de Vila Viçosa, em particular a vivência da Corte da Casa de Bragança no século XVI, ao mesmo tempo que pretende “dar vida” aos monumentos do concelho, nomeadamente ao Castelo.
“Queremos dar vida ao castelo durante este período, com um conjunto de atividades que pensamos serem importantes e que remetem também para a nossa história”, afirma Tiago Salgueiro, acrescentando que a edição deste ano irá reforçar a valorização do legado histórico e cultural da vila.
O responsável salienta ainda que iniciativas deste género assumem particular importância no âmbito da candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO, cujo processo se encontra atualmente em avaliação pelo Centro do Património Mundial, em Paris.
Para Tiago Salgueiro, além da riqueza monumental, é essencial demonstrar a dinâmica cultural e o envolvimento da comunidade local. “São estas iniciativas e eventos que decorrem ao longo do ano que acabam por dar vida à Vila Viçosa”, refere.
A feira contará novamente com recriações históricas, animação temática e atividades ligadas ao período renascentista, envolvendo associações locais, visitantes e turistas.
O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, acompanhado pelos vereadores Paulo Pinheiro e Paula Jangita, foi até à Escola Secundária para, de forma simbólica, oferecer aos finalistas do 12.º ano uma fita e o Brasão da vila.
O autarca teve oportunidade de deixar uma mensagem aos cerca de 80 alunos que vão seguir o seu caminho, incentivando-os a “voarem alto” nesta próxima etapa, mas não esquecendo a “Leal e Valorosa vila de Campo Maior”.
O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, esteve recentemente no Parlamento para esclarecer dúvidas sobre a aplicação de fundos comunitários. Em causa estão cerca de 700 milhões de euros que a região arriscava perder, mas que o rigor técnico e científico da instituição permitiu salvaguardar.
O Alentejo atravessa um momento decisivo na definição das suas políticas públicas e na captação de investimento externo. Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou que o trabalho de proximidade com o Ministério da Coesão tem sido fundamental para garantir que o território não saia prejudicado nos próximos quadros de apoio financeiro.
A defesa de 700 milhões de euros na Assembleia da República
Um dos momentos mais críticos ocorreu recentemente na Assembleia da República, onde o autarca regional foi chamado a intervir. “Há três dias estive no Parlamento por causa de uma dúvida em relação à forma como o Alentejo poderia perder 700 milhões de euros. O trabalho que fizemos de demonstração foi absolutamente enorme”, explicou Ricardo Pinheiro.
O presidente da CCDR esclareceu que, apesar de alguns indicadores sugerirem um crescimento, a realidade do terreno exige uma análise mais fina. “As taxas médias de crescimento anual do Alentejo continuam abaixo das nacionais. O país cresce a 2% e o Alentejo, após a saída da Lezíria, está a crescer a 1,6%. No método de cálculo atual, continuamos a ser considerados um território de baixa densidade, o que é vital para a manutenção dos apoios”, sublinhou.
Apoio às famílias de agricultores: O “olhar atento” da política pública
Para além dos grandes investimentos industriais, como o hidrogénio verde em Sines, Ricardo Pinheiro não esquece a base da economia regional: a agricultura familiar. O presidente defende que, embora os grandes modelos financeiros de atividade agrícola devam ser apoiados, é necessário um foco especial nas famílias que mantêm o território vivo.
“O Alentejo faz parte das oportunidades e da captação de investimento externo, mas as famílias de agricultores devem continuar a ter um olhar atento por parte da política pública planeada a partir do Alentejo”, defendeu, reforçando a importância da colaboração estreita com a Secretaria de Estado da Coesão Territorial.
Rigor científico para captar investimento
Para Ricardo Pinheiro, o futuro do Alentejo depende da capacidade da região em produzir dados rigorosos para justificar as suas opções políticas e atrair empresas. “Precisamos de ter muito bons dados para estarmos permanentemente preparados, tanto para os setores primários como para a indústria. Temos de justificar a captação de investimento de forma rigorosa e científica”, afirmou.
O líder da CCDR concluiu reforçando que a “unidade de desenvolvimento regional” é a ferramenta essencial para garantir que o Alentejo mantém a sua competitividade e capacidade de aplicação de fundos comunitários, protegendo os interesses dos alentejanos perante as instituições nacionais e europeias.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) intensificou a sua resposta operacional ao fenómeno de furtos no interior de veículos, registando um aumento expressivo de 160% no número de detenções ao longo do último ano. O balanço estatístico oficial revela que as autoridades efetuaram 68 detenções, um acréscimo significativo face às 26 registadas no período homólogo. Em paralelo, a atividade proativa da Guarda levou à identificação de 1523 suspeitos, mais 142 do que no ciclo anterior. No Alentejo, Portalegre e Évora registam números baixo e uma pequena diminuição, já Beja verifica uma efetiva redução de 20% de 103 para 82 ocorrências
Esta resposta policial surge em contracorrente com a tendência geral da criminalidade associada a este ilícito. No cômputo geral, verificou-se uma diminuição de 7,6% no número de crimes reportados. A GNR contabilizou um total de 5667 ocorrências, o que representa menos 470 crimes face aos dados registados no ano transato.
Porto lidera perdas e Faro regista descida acentuada
A análise geográfica dos dados demonstra que este tipo de crime ocorre prioritariamente em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira. Os autores concentram a sua atuação em parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus, aproveitando a forte afluência de turismo sazonal.
A nível distrital, o Porto posiciona-se no topo da tabela criminal com 1440 crimes registados, fixando-se como o distrito com a maior subida homóloga do país. Seguem-se Setúbal, com 722 ocorrências, e Lisboa, com 691. Em sentido inverso, o distrito de Faro apresentou uma trajetória de descida acentuada, recuando de 900 crimes para 629.
O panorama completo das ocorrências por distrito evidencia assimetrias regionais acentuadas entre os dois períodos em análise:
Em 2025, a GNR registou um total de 5 667 crimes, menos 470 do que em 2024, sendo os distritos com maior volume de ocorrências:
· Porto: 1 440 crimes (distrito com maior subida homóloga);
· Setúbal: 722 crimes;
· Lisboa: 691 crimes;
· Faro: 629 crimes.
Distritos
2024
2025
Açores
1
1
Aveiro
547
573
Beja
103
82
Braga
559
522
Bragança
22
14
Castelo Branco
42
39
Coimbra
202
129
Évora
56
52
Faro
900
629
Guarda
35
28
Leiria
274
230
Lisboa
761
691
Madeira
0
2
Portalegre
27
25
Porto
1138
1440
Santarém
166
146
Setúbal
915
722
Viana do Castelo
225
178
Vila Real
76
56
Viseu
88
108
Total
6137
5667
Meteorologia e lazer ditam os picos de criminalidade
Os dados estatísticos confirmam que a evolução mensal deste crime acompanha os períodos de lazer e férias. O período compreendido entre a segunda quinzena de junho e o mês de setembro concentra o maior volume de criminalidade associada à época estival. Contudo, os picos de ocorrências oscilam consoante o calendário festivo e as condições climatéricas.
Anteriormente, verificaram-se picos invulgares em épocas como o Carnaval e, muito em particular, durante o mês de outubro, que registou 576 crimes num período marcado por temperaturas excecionalmente elevadas a nível europeu e global, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
No período mais recente, os meses de janeiro e dezembro destacaram-se devido às festividades de Natal e Ano Novo. Já o mês de maio, considerado o segundo mais quente de que há registo em Portugal Continental pelo IPMA, impulsionou uma antecipação da época balnear e das atividades ao ar livre, traduzindo-se num aumento imediato dos registos criminais.
Prevenção e comportamento dos condutores são determinantes
A GNR reforça que muitos destes furtos ocorrem por pura oportunidade, potenciados pelo esquecimento de bens visíveis a partir do exterior. Com a aproximação da época de maior calor, as autoridades aconselham os condutores a trancar sempre as viaturas e a verificar janelas, vidros ou tetos de abrir, mesmo durante ausências curtas.
Caso seja necessário guardar objetos na bagageira, o procedimento deve ser efetuado antes de chegar ao local de estacionamento, de forma a evitar a exposição dos bens perante potenciais assaltantes. A escolha de locais iluminados, movimentados ou com sistemas de vigilância ativa é igualmente recomendada, assim como a ativação de alarmes e ferramentas digitais de localização em equipamentos eletrónicos.
Em caso de arrombamento, a GNR aconselha que os lesados a não devem tocar ou contaminar o veículo, de modo a preservar os vestígios para a investigação criminal. A situação deve ser comunicada de imediato às forças de segurança, acompanhada de descrições detalhadas e, idealmente, registos fotográficos dos bens furtados para salvaguardar uma eventual recuperação.
Num investimento global a rondar os 14 milhões de euros, o Município de Elvas tem previstas cerca de 40 obras para este ano, algumas já em execução e outras em fase de preparação. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, que destacou o esforço financeiro da autarquia em diversas áreas, sobretudo na componente social, empresarial, desportiva e patrimonial.
Na área social, o autarca sublinhou a forte aposta do Município na requalificação e ampliação de estruturas de apoio à população idosa, assegurando que todas as intervenções estão a ser suportadas exclusivamente pelo orçamento municipal, sem apoios da Segurança Social.
Entre as obras em curso, São Vicente está a ser alvo de uma “requalificação total” do lar de idosos, num investimento que ronda os “400 mil euros”. Já em Santa Eulália, a ampliação do lar “aguarda apenas o visto do Tribunal de Contas” para avançar, representando um investimento de “cerca de 1,6 milhões de euros”.
Também em Vila Fernando está prevista a ampliação do lar de idosos, com um investimento próximo de um milhão de euros, permitindo a criação de mais camas. Por sua vez, na freguesia de São Brás e São Lourenço, o Município pretende avançar com a construção de um centro de convívio, depois de dois concursos públicos terem ficado desertos. O presidente da Câmara garantiu ainda novos investimentos em Vila Boim para aumentar a capacidade de resposta na área sénior.
Na componente empresarial, Rondão Almeida destacou o projeto de expansão da zona industrial de Elvas. O Município já adquiriu “cerca de 150 mil metros quadrados de terreno” e prepara agora a concretização da primeira fase da ampliação, cujo investimento “poderá atingir os 10 milhões de euros”. Segundo o autarca, o objetivo passa por criar condições para o crescimento económico e atração de investimento, estando a obra preparada para avançar de forma faseada.
Também o desporto integra as prioridades do executivo municipal. Entre os investimentos previstos está a construção de um novo balneário no campo de “Os Elvenses”, numa intervenção superior a meio milhão de euros. O Município pretende ainda substituir relvados e renovar infraestruturas desportivas construídas há cerca de duas décadas.
No que diz respeito ao património, o presidente da Câmara destacou a continuidade dos projetos de recuperação patrimonial da cidade, nomeadamente a intervenção em mais de dois quilómetros de muralhas, a requalificação do Paiol de Santa Bárbara e os trabalhos relacionados com o Aqueduto da Amoreira.
O autarca reforçou que muitos destes projetos continuam sem financiamento comunitário aprovado, sendo suportados através da gestão financeira do Município.
Relativamente à habitação, Rondão Almeida adiantou ainda que a Câmara Municipal já investiu cerca de cinco milhões de euros de fundos próprios, apesar dos apoios previstos através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O presidente da autarquia concluiu afirmando que os investimentos refletem uma estratégia “pensada com cabeça, tronco e membros”, sustentada pelo equilíbrio financeiro e pelos sucessivos resultados positivos das contas municipais.
Durante o passado fim de semana, Campo Maior esteve representado na 24.º edição dos Jogos do Alto Alentejo (JAA).
Em Marvão, no Campo de Jogos de Santo António das Areias, os Veteranos do Sporting Clube Campomaiorense, em representação do Município de Campo Maior, participaram no Torneio de Futebol 7, ficando em 2.º lugar na competição.
Já em Portalegre decorreu o Torneio de Malha,que contou com dez participantes do União Futebol de Degolados, a representarem o Município de Campo Maior.
Os Jogos do Alto Alentejo são uma organização da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e têm como principal objetivo promover a prática desportiva, estilos de vida saudáveis e o convívio entre os participantes dos vários concelhos do distrito.