Campo Maior: Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova recebe formação de nadadores-salvadores

Um curso de nadador-salvador vai ser lecionado no Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova, em Campo Maior, a partir, previsivelmente, de fevereiro.

Com a duração de 150 horas, o curso será lecionado às sextas-feiras, entre as 18h30 e as 23h30, aos sábados, das 9 às 14 horas e entre as 15 e as 20 horas, e aos domingos entre as 9 e as 14 horas.

Os interessados em frequentar o curso devem fazer a sua pré-inscrição através do email piscinascobertas@cm-campo-maior.pt.

Guia da DECO ajuda a organizar as finanças e a definir metas para um 2026 mais equilibrado

O início de 2026 apresenta-se como a oportunidade ideal para os consumidores abandonarem o improviso financeiro em prol de um planeamento consciente e sustentável.

De acordo com as recomendações da DECO, o processo deve começar pela análise detalhada da realidade financeira, através do registo de todas as despesas durante um mês, permitindo identificar onde é possível otimizar recursos e eliminar gastos esquecidos. Um dos pilares fundamentais desta estratégia é a inversão da lógica de poupança: em vez de guardar apenas o que sobra ao fim do mês, o consumidor deve adotar o hábito de “pagar-se a si próprio primeiro”, automatizando uma transferência mensal para uma conta de poupança logo após receber o seu rendimento.

Além da gestão direta do rendimento, o “Guia Prático de Planeamento e Objetivos Financeiros para 2026” da DECO foca-se no controlo do consumo quotidiano, sugerindo a “regra dos 30 segundos” para evitar compras por impulso e um planeamento rigoroso das idas ao supermercado, o que pode representar uma poupança na fatura entre 30% a 50%.

Outro objetivo central para o novo ano deve ser a constituição ou reforço de um fundo de emergência, idealmente equivalente a três ou seis meses de despesas essenciais, para garantir proteção contra imprevistos e evitar o recurso a créditos. Para a DECO, a estabilidade financeira não depende de medidas radicais, mas sim de uma maratona de decisões consistentes e objetivos realistas que assegurem um futuro financeiro equilibrado e livre de stress.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Elvas: Raquel Guerra apresenta espetáculo “Conta-me…” no Auditório São Mateus

O espetáculo “Conta-me…”, um concerto teatral com Raquel Guerra, sobe ao palco do Auditório São Mateus, em Elvas, este sábado, 17 de janeiro, pelas 21h30, celebrando as memórias, vivências e tradições locais.

“Conta-me…” é uma criação sensível e emocional que narra o regresso de uma personagem à sua terra natal após anos de ausência. À medida que percorre os lugares que marcaram a sua infância, memórias profundas são reavivadas: o primeiro beijo, as conversas à lareira com os avós, os sons das festas populares, os sabores das iguarias tradicionais…

O espetáculo, organizado pela Associação 7350 organiza, com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, combina músicas do cancioneiro popular com grandes sucessos pop dos anos 80 e 90, criando um diálogo entre o passado e o presente, entre a identidade pessoal e a memória coletiva. Mais do que uma simples representação, “Conta-me” é uma homenagem vibrante às raízes e à herança cultural elvense.

As entradas são gratuitas mas sujeitas a reserva antecipada de bilhetes no Posto de Turismo da Praça da República. 

Campo Maior: “o país inteiro merecia CURPIs espalhadas por todo o lado”, diz professora da Academia Sénior

A Academia Sénior da CURPI de Campo Maior tem vindo, ao longo dos anos, a revelar-se uma segunda casa para as dezenas de idosas que, durante a semana, ocupam ali os seus dias, entre as mais diversas aulas, muitas partilhas, conversas e boa disposição.

Cristina d’Almeida (na imagem), que chegou há pouco mais de ano e meio a Campo Maior, é a responsável, neste ano letivo, pelas aulas de customização e teatro. Defendendo que o país inteiro merecia instituições com a CURPI, a professora garante que, na Academia Sénior, encontrou verdadeiras artistas. “Não há ninguém com quem eu me tenha cruzado aqui na CURPI que não seja artista. E fazem as coisas com muito prazer, muito bem-feitas, com muita atenção”, garante.

A professora, que diz que passar a colaborar com a CURPI foi “o melhor” que lhe aconteceu desde que chegou a Campo Maior, confessa adorar “aquilo que a CURPI representa”. “Elas falam muito dos anos todos, das pessoas que aqui vêm, das experiências que têm vivido aqui e isto é uma coisa assim imperdível. O país inteiro merecia CURPIs espalhadas por todo o lado”, comenta.

Por outro lado, Cristina d’Almeida diz que as alunas não só aprendem, como ensinam. “Estas pessoas têm muita experiência, são pessoas que já têm anos e anos de experiência de tudo o que fizeram. E essa troca e essa partilha são muito boas”, assegura.

Quando questionada sobre o papel que a CURPI e a Academia Sénior desempenham, naquilo que é o combate à solidão dos mais velhos, a professora acaba pior compara Campo Maior à sua terra natal. “Eu venho de um sítio, uma vila muito conhecida em Portugal, muito boa, que está sempre nas notícias, mas em que não ligam nenhuma às pessoas. E aqui é exatamente o contrário”, garante,

Para além das duas aulas lecionadas por Cristina d’Almeida, a Academia Sénior da CURPI de Campo Maior conta, neste ano letivo, com costura, aula da flor, castanholas, “Conta-me como Era”, pintura a óleo, “Roda da Conversa”, cidadania, yoga e meditação, artes decorativas e coro.

CCDR Alentejo inicia pagamento de apoios a agricultores afetados pelos incêndios de 2025

A CCDR Alentejo, I.P. deu início ao pagamento das compensações financeiras destinadas aos agricultores que sofreram prejuízos significativos na sequência dos incêndios que atingiram a região do Alentejo nos meses de julho e agosto de 2025.

Estes apoios, enquadrados no Decreto-Lei n.º 98-A/2025, materializam o compromisso do Estado com a proteção da atividade agrícola, a salvaguarda do rendimento dos produtores e a coesão territorial, assegurando uma resposta pública responsável, eficaz e
orientada para o interesse geral.

Numa primeira fase, foram já apoiados 88 agricultores, correspondendo a um montante global de 541.674,08 euros. Os restantes processos encontram-se em fase de acompanhamento prioritário, estando garantida a continuidade dos pagamentos até à
conclusão integral do apoio às explorações afetadas.

De acordo com o vice-presidente da Agricultura da CCDR Alentejo, Roberto Grilo: “Perante situações excecionais, o Estado tem o dever de agir com rapidez, rigor e sentido de justiça. Estes pagamentos demonstram que o Estado cumpre no território, protege quem produz e responde às necessidades concretas das populações. A agricultura é um pilar estratégico da região e continuará a merecer uma atuação pública firme e responsável.”

A CCDR Alentejo, I.P. sublinha ainda o papel fundamental dos municípios, cuja colaboração foi determinante na identificação dos prejuízos e na operacionalização do processo, refletindo uma atuação articulada entre a administração central, regional e
local.

Esta intervenção insere-se numa visão de governação de proximidade, reforçando a confiança dos cidadãos nas instituições públicas e afirmando o Alentejo como um território resiliente, produtivo e preparado para enfrentar os desafios das alterações
climáticas.

Reabilitação do Cine-Teatro de Elvas decorre a “bom ritmo”

A obra de reabilitação do Cine-Teatro de Elvas prossegue a bom ritmo, tendo como finalidade a modernização e requalificação desta importante infraestrutura cultural.

Num investimento superior a dois milhões de euros, a obra consiste na intervenção ao nível da cobertura, espaços interiores, como os camarins, promovendo a melhoria do conforto tanto para os espectadores como para todos os agentes da área da cultura, instalações sanitárias, entre outros.

Para além disso, inclui a renovação dos acabamentos dos diferentes espaços do edifício, dos elementos da envolvente exterior do edifício através da execução de uma parede em gesso cartonado com isolamento, alteração das cadeiras da plateia, renovação do sistema de AVAC e respetivo equipamento, entre outras alterações pontuais.

Com um prazo de execução de cerca de 18 meses, a empreitada inclui ainda a renovação de todo o equipamento audiovisual e mobiliário.

Município de Campo Maior representado no feriado municipal de Elvas

O vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, esteve presente nas comemorações do 367.º Aniversário da Batalha das Linhas de Elvas.

O momento teve lugar na Praça da República da cidade vizinha, onde decorreram várias cerimónias militares, com o objetivo de recordar esta batalha, que foi uma das mais importantes da Guerra da Restauração.

Festas do Povo são “o maior cartaz turístico do Alentejo e dos maiores de Portugal”, garante José Manuel Santos

Ainda que a organização das Festas do Povo de Campo Maior espere a visita de meio milhão de pessoas à vila, entre os dias 8 e 16 de agosto, o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo acredita que o certame receberá mais público que na sua última edição, realizada em 2015.

Atualmente, garante José Manuel Santos, “há mais pessoas a viajar para Portugal, há mais pessoas a viajar para o Alentejo e estamos muito mais abertos ao mercado de Espanha do que estávamos há 11 anos”.

Por outro lado, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo assegura que as Festas do Povo, no ano em que se realizam, são “o maior cartaz turístico do Alentejo” e dos “maiores de Portugal” e que, por isso, “não se podem realizar todos os anos”. “Nós agora falamos sempre em turismo transformador, turismo regenerador, turismo com as populações e dificilmente encontramos em Portugal um evento que tenha esta ligação tão forte às comunidades e ao povo. É um evento que brota da força, da consciência, do carinho, da autenticidade de Campo Maior. É um evento que nasce das pessoas. E eu creio que hoje, no turismo, há uma maior sensibilidade do público para este tipo de dimensões do turismo”, acrescenta.

Realizando-se em época alta, o evento vai acabar por colocar “ainda mais pressão” sobre a hotelaria, a restauração e o alojamento. Dizendo que este é um evento que vai “extravasar os limites do Alentejo”, José Manuel Santos não tem dúvidas de que, de alguma forma, as Festas do Povo vão chegar a Évora, Portalegre, a Espanha e, “provavelmente”, a Lisboa.

E uma vez que se pretende que este venha a ser um evento ibérico, será apresentado em Madrid, na FITUR, “uma das grandes feiras de turismo da Europa”, que arranca já no próximo dia 21 de janeiro. “Nós vamos ter, no stand do Turismo de Portugal, um vídeo a promover as Festas do Povo de Campo Maior e, na nossa área, no nosso stand do Alentejo, vamos ter em destaque as Festas do Povo. Vamos ter também uma apresentação, no dia 24, com a Associação das Festas do Povo, para a imprensa e para o público de Espanha”, revela ainda o responsável.

De recordar que a contagem decrescente para o arranque das Festas do Povo começou no passado domingo, com uma cerimónia que teve lugar no Centro Cultural da vila (ver aqui).

367 anos da Batalha das Linhas de Elvas celebrados com cerimónia militar na Praça da República

A Praça da República de Elvas foi, ao final da manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, o palco do momento alto das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas.

A cerimónia iniciou-se com a intervenção do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que para além da homenagem feita aos heróis de 14 de janeiro 1659, destacou as batalhas de hoje e do futuro para o concelho. Habitação, saúde, criação de emprego e educação foram os principais vetores enunciados por Nuno Mocinha, em representação do presidente da Câmara, comendador José Rondão Almeida, ausente por motivo de doença

Seguiu-se a incorporação das forças militares e militarizadas na parada da Praça da República. Dela fizeram parte a Banda Sinfónica do Exército, Regimento de Cavalaria nº 3 de Estremoz, Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana a pé e a cavalo, Bombeiros Voluntários de Elvas e a estrutura local da Cruz Vermelha Portuguesa.

O contingente, que desfilou depois pela Rua da Cadeia, contou ainda com viaturas militares do Regime de Cavalaria de Estremoz e veículos pertencentes ao espólio do Museu Militar de Elvas.

A última parte da cerimónia foi preenchida com as intervenções das autoridades militares, a cargo do diretor do Museu Militar, Coronel Nuno Duarte, e do diretor de História e Cultura do Exército, Major-General António Cavaleiro. O primeiro fez uma evocação histórica dos antecedentes e consequências da Batalha das Linhas de Elvas e o segundo deixou a garantia de reforço da importância do Museu Militar no contexto nacional.

Seguiu-se, já na Rua da Cadeia, o habitual desfile das forças em parada.