“Festival do Peixe do Rio é um pilar estratégico para o crescimento do Turismo no Alentejo”para José Manuel Santos

O Alandroal volta a ser o centro das atenções com a realização de mais uma edição do Festival do Peixe do Rio, um certame que se consolidou como um dos eventos gastronómicos mais relevantes da região nesta época do ano. Para José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, este festival representa muito mais do que uma mostra culinária, funcionando como um motor de atração num período de transição entre a época baixa e a época alta. O evento destaca-se pela sua ligação profunda aos recursos endógenos do território, nomeadamente a pesca no Guadiana e no Alqueva, afirmando-se como um cartaz turístico capaz de dinamizar a economia local.

Segundo o presidente da entidade regional de turismo, a evolução do certame é notória e reflete a aposta na qualidade e na divulgação. “É um festival que tem crescido. Começou por ser uma mostra, hoje é um festival que tem também melhorado a sua comunicação e que hoje tem uma máquina de comunicação mais forte”, sublinha José Manuel Santos. Para além do impacto imediato, o festival tem sido um polo de inovação para o setor da restauração, “o peixe do rio é uma matéria-prima desafiante para novos chefes e para os novos cozinheiros que querem combinar a tradição com a inovação”, refere o presidente, destacando o interesse crescente de profissionais que olham para este recurso com novos olhos.

Os números confirmam o sucesso da estratégia turística do concelho, que tem registado uma performance acima da média regional. “O Alandroal, pela primeira vez no ano passado, ultrapassou as 20 mil dormidas, cresceu 11%, ou seja, está a crescer o dobro da média da região”, revela José Manuel Santos. Para o presidente da Entidade Regional de Turismo, o conjunto de projetos em curso augura um futuro promissor para o território: “O Alandroal vai certamente afirmar-se como um polo de desenvolvimento turístico do interior que ainda tem muito, muito para dar ao Alentejo”.

Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo destaca o Festival do Peixe do Rio como exemplo de evolução e dinamismo

O Festival do Peixe do Rio, no Alandroal, serviu de palco para uma das primeiras intervenções públicas de Ricardo Pinheiro enquanto Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Ao assinalar a importância do evento para o turismo e para a economia da região, Ricardo Pinheiro sublinhou o percurso de crescimento deste certame, que se tornou um símbolo da identidade local. “É com enorme satisfação que se percebe que há uma evolução significativa desde a primeira edição há 17 anos atrás até aos dias de hoje”, afirmou o responsável, realçando o privilégio de acompanhar de perto esta dinâmica no concelho.

Para o Presidente da CCDR Alentejo, a estratégia de desenvolvimento regional deve continuar a alicerçar-se nos pilares que já conferem prestígio ao território, mas com uma visão de futuro mais abrangente. “É importante percebermos que a dinamização do Alentejo deve continuar a valorizar setores que trouxeram muito àquilo que é a promoção externa do Alentejo: o turismo, a gastronomia, o património”, defendeu Ricardo Pinheiro. O dirigente enfatizou que estes ativos são fundamentais para manter a região no mapa dos destinos de excelência, servindo de base para o reconhecimento internacional do Alentejo.

Contudo, Ricardo Pinheiro aproveitou a ocasião para lançar um desafio sobre o futuro do desenvolvimento regional, que passa por ir além das áreas tradicionais. O foco deve estar, também, em “percebermos como começamos a dinamizar uma valorização de perspetiva em relação a outras áreas, como a captação de investimento externo”, concluiu. Com estas declarações, o Presidente da CCDR Alentejo reforçou que eventos como o Festival do Peixe do Rio são portas de entrada essenciais para mostrar o potencial do interior, criando o ambiente necessário para atrair novos projetos e investimentos para a região.

Alandroal reafirma-se como Capital do Peixe do Rio com Festival que decorre até dia 15 e une tradição com inovação

O centro histórico do Alandroal e a sua rede de restauração local transformaram-se, desde este sábado, 7 de março, no cenário principal de mais uma edição do Festival do Peixe do Rio. Até ao próximo dia 15, o evento organizado pela Câmara Municipal utiliza a Praça da República e o interior do castelo como montras de um património único, atraindo visitantes através de uma tradição que se renova a cada ano. O certame não se limita a ser uma mostra culinária, mas assume-se como uma peça vital na estratégia de dinamização económica e turística do território alentejano.

Sobre a relevância desta iniciativa, o presidente da Câmara Municipal, João Grilo, reforça que o foco é o reconhecimento de um recurso endógeno. “Pretende-se valorizar a gastronomia do peixe do rio, uma tradição sempre do concelho, que tem vindo a afirmar-se novamente e a ganhar o seu espaço entre aquilo que é a culinária tradicional e aquilo que é a inovação”, explica o autarca. Para João Grilo, este equilíbrio é visível na oferta disponível: “Temos uma grande parte dos visitantes que, ano após ano, querem vir comer a sua caldeta de peixe do rio ou o peixe frito, e depois temos também quem gosta de vir descobrir outras coisas”.

No que toca à promoção externa, o edil acredita que o evento é o principal motor de projeção da região. “É o evento que neste momento nos projeta mais e que consegue levar o nome de Alandroal além-fronteiras”, afirma, acrescentando que os eventos desta natureza «acabam por ser âncoras para motivar as pessoas a sair do conforto em que estão e virem até ao nosso território”. O presidente destaca ainda que, após o esforço contínuo do município, a distinção do concelho é clara: “Ao fim destes anos podemos dizer com confiança que o Alandroal é a capital da cozinha do rio. Não é uma afirmação só nossa, as pessoas reconhecem-no”.

Apesar do sucesso, João Grilo deixa um alerta sobre a necessidade de mais apoios para a dinamização territorial. “Os eventos dos municípios estão limitados à sua capacidade de investimento. Não há nenhum apoio regional ou nacional para eventos deste tipo, portanto sai tudo dos orçamentos municipais”, lamenta. Contudo, a determinação em manter o festival mantém-se inabalável. «Continuaremos a apostar em primeiro lugar no peixe do rio, pois é pretexto da gastronomia conhecer um concelho que tem muito para oferecer», conclui o autarca, convidando todos a visitar o Alandroal durante estes dez dias de festa.

Alto Alentejo reforça meios de Proteção Civil com candidatura ao Alentejo 2030

A CIMAA, em conjunto com os municípios do Alto Alentejo, submeteu uma candidatura ao Programa Regional Alentejo 2030 com o objetivo de reforçar os meios e equipamentos dos Serviços Municipais de Proteção Civil, promovendo uma resposta rápida e eficaz perante cenários de risco, como cheias rápidas, secas severas ou incêndios rurais de grandes dimensões.

Esta candidatura contribui diretamente para a execução da Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva 2030 (ENPCP), que visa mudar o paradigma da gestão de risco, passando de uma cultura focada na resposta à emergência, para uma cultura de antecipação e prevenção.

O total do investimento está cifrado em cerca de 1 milhão de euros, financiados a 85%, e inclui a atualização de Planos Municipais de Emergência, aquisição de ferramentas tecnológicas como drones e GPS, sistemas de monitorização de cheias, geradores, sistemas de bombagem, tratores e cisternas com Kit de combate a incêndios, entre outros.

Este investimento permitirá reforçar a autonomia técnica dos municípios na proteção das suas comunidades, reduzir as vulnerabilidades territoriais e garantir o compromisso da região com a adaptação às alterações climáticas e a melhoria da capacidade de resposta a fenómenos extremos.

Procissão do Senhor Jesus dos Passos sai este domingo às ruas do centro histórico de Elvas

A tradicional Procissão do Senhor Jesus dos Passos, um dos momentos religiosos mais populares e com maior significado em tempo de Quaresma, realiza-se este domingo, 8 de março, em Elvas.

“Tal como é habitual, no terceiro domingo da Quaresma, fazemos a nossa procissão penitencial. A imagem de Nossa Senhora e de São João sairão da Sé e a imagem do Senhor dos Passos sairá do Salvador, fazendo ali na esquina (na Rua da Carreira) o encontro”, começa por dizer o padre Ricardo Lameira.

Desta vez, a procissão, que se inicia pelas 16 horas, terminará não na Sé, como é habitual, mas na Igreja do Salvador. “Com estes vendavais, com estas chuvadas, o quadro elétrico da Sé foi todo molhado. Então temos que esperar que, com o tempo, tudo seque, para que se perceba de onde vem a chuva, para que não se esteja a mudar o quadro e para daqui a um mês estarmos a mudar outra vez”, justifica o pároco, que adianta que a situação tem estado a ser avaliada, através de reuniões entre a paróquia e o Instituto do Património.

Tendo em conta a realização da procissão, este domingo não haverá Eucaristia na Paróquia de São Brás de Varche. “Pedimos à comunidade de Varche que se una em procissão nas outras Eucaristias”, apela Ricardo Lameira.

A Procissão dos Passos recorda o caminho que Jesus percorreu, carregando a Cruz, desde o Pretório de Pilatos até ao Calvário.

Município de Campo Maior destaca o papel do sexo feminino nas Festas do Povo em Dia Internacional da Mulher

O Município de Campo Maior assinala o Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente a 8 de março, com mais uma edição do videocast “Fórum Mulher”.

O intuito da iniciativa, este ano focada nas Festas do Povo, “é dar voz a diferentes perspetivas e experiências dentro daquilo que é o mundo feminino”, revela a vereadora Paula Jangita.

“Desta vez vamos falar sobre o papel da mulher nas Festas do Povo, dando destaque a três senhoras que dão o seu contributo, fazendo referência ao grupo feminino, no geral, ligado às Festas do Povo”, acrescenta a autarca.

Com o videocast, partilhado este domingo, dia 8, nas redes sociais do Município de Campo Maior, a autarquia enaltece a dedicação e contributo essencial das mulheres na preparação e preservação daquela que é uma das maiores tradições do concelho.

Iniciativa “50 Anos, 15 Caminhadas” a 15 de março em todo o Alto Alentejo

Pela primeira vez, fruto de uma parceria entre a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAALE), irá realizar-se a iniciativa “50 Anos, 15 Caminhadas”, inserida no programa dos XXIV Jogos do Alto Alentejo e nas comemorações dos 50 anos do Hospital Dr. José Maria Grande.

No âmbito desta iniciativa, serão realizadas 15 caminhadas, abrangendo os 15 municípios do Alto Alentejo, que irão decorrer em simultâneo e à mesma hora: 15 de março, domingo, às 10 horas.

Os percursos, de grau de dificuldade fácil, estão a ser idealizados para participantes de todas as idades. As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas nos centros de saúde locais de cada município.

O ponto de encontro, onde estará localizado o secretariado da caminhada a partir das 9h30, será no Centro de Saúde da sede de concelho, com exceção de Portalegre, que será junto ao Hospital Dr. José Maria Grande.

“Guia de Matemática para Tótos” abre programação do Mês do Teatro de Campo Maior

A programação do Mês do Teatro, promovida pela Câmara Municipal de Campo Maior, começou esta sexta-feira, 6 de março, no Centro Cultural da vila, com a peça “Guia de Matemática para Tótos”, da companhia de teatro “Gato Escaldado”.

Dirigido a alunos do 2.º e 3.º ciclos do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, o espetáculo fez com que as crianças “mergulhassem dentro do Universo Matemático”.

Pedro, o rapaz escolhido para salvar este universo que está em risco de colapso, teve de ultrapassar desafios que testaram os seus conhecimentos e capacidades matemáticas e aprender a importância desta disciplina no nosso mundo.

Com novo projeto, APPACDM de Elvas quer ajudar pessoas com deficiência intelectual e famílias a “Viver+”

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas prepara-se para dar o pontapé de saída no projeto “Viver+: Lazer Inclusivo e Apoio às Famílias”, criado para fazer face a uma lacuna que a instituição identificou na comunidade: a de falta de respostas pós-escolares ou pós-laborais para pessoas com deficiência intelectual.

Este projeto, que resulta de uma candidatura ao Prémio BPI Fundação “La Caixa” Capacitar 2025, explica a coordenadora e psicóloga Samanta Massano (na imagem à esquerda), “pretende dar resposta a crianças, jovens e adultos, entre os 12 e os 45 anos”, com este tipo de deficiência.  

Tendo em conta as necessidades identificadas, a equipa que lidera o projeto propõe-se a proporcionar “momentos de lazer e treino de competências” aos beneficiários. “Vamos trabalhar aqui também um bocadinho a inclusão social, fazendo algumas atividades na comunidade e, acima de tudo, vamos proporcionar também algum descanso a estas famílias enquanto cuidadoras”, avança a responsável.

Destinado apenas, para já, neste primeiro ano experimental, a residentes no concelho de Elvas e freguesias limítrofes, o projeto contempla atividades de terça-feira a sábado: de terça a sexta-feira, entre as 17h e as 19h30 e ao sábado das 9h às 13h.

Neste momento, a equipa procura identificar os possíveis beneficiários do projeto, para depois abrir inscrições: “estamos a tentar chegar ao máximo a esta população para conseguirmos perceber quais é que serão os potenciais beneficiários do projeto, para tentarmos abrir as inscrições e arrancarmos ainda neste mês de março com os ateliês temáticos”. O projeto contempla ainda sessões de esclarecimento e de informação, destinadas às famílias, sendo que o objetivo é que, com os beneficiários, sejam desenvolvidas atividades com um caráter “mais social”, com algumas a poderem realizar-se mesmo fora das instalações da APPACDM.

Da equipa do projeto, a par da psicóloga, fazem parte uma técnica de Desporto, uma monitora, uma técnica de Ciências Sociais e Educação e uma auxiliar de ação direta. “Estaremos sempre a pensar em atividades diferentes e lúdicas, numa perspetiva mais social, para trabalharmos aqui outras questões que às vezes as famílias não têm essa possibilidade ou que não têm essa disponibilidade”, explica ainda Samanta Massano.

Sendo este um projeto financiado, as famílias abrangidas pelo mesmo ficam isentas de qualquer pagamento. Terão apenas de assegurar o transporte.  

Se vai fazer um Crédito Automóvel, a DECO recomenda análise rigorosa e negociação de taxas

Antes de avançar para a compra de um veículo através de financiamento, é essencial garantir que o total de dívidas não ultrapassa 35% do rendimento mensal líquido da família. A DECO aconselha que, sempre que possível, o consumidor reúna uma entrada inicial considerável, o que não só reduz o nível de endividamento, como permite obter condições de financiamento mais vantajosas. Para comparar as diferentes propostas — que podem variar entre o crédito tradicional, o Aluguer de Longa Duração (ALD) ou o Leasing — o indicador fundamental a analisar é a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global), que reflete o custo real do empréstimo.

A escolha da modalidade deve também considerar os custos indiretos, como o seguro de danos próprios, que é obrigatório no ALD e no Leasing, mas facultativo no crédito comum, podendo este último tornar-se mais económico para quem prescinde dessa cobertura. A associação recomenda ainda a negociação direta com as instituições bancárias para baixar as taxas máximas anunciadas. Em certos casos, contratar um crédito pessoal pode até revelar-se mais competitivo do que o crédito automóvel específico, pelo que a consulta de várias entidades e a comparação de todas as opções de mercado são passos cruciais para reduzir o custo total do investimento.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo: