Festival Internacional de Folclore de Elvas regressa na sexta-feira

A Praça da República recebe, entre 31 de julho e 9 de agosto, o 36.º Festival Internacional de Folclore de Elvas, numa celebração da música, da dança e das tradições populares de vários países.

O festival arranca na sexta-feira, 31 de julho, com as atuações do Rancho Folclórico “As Ceifeiras”, de Alter do Chão, e do conjunto folclórico “KTF Radha Sarisha”, da Indonésia. No sábado, 1 de agosto, sobem ao palco o Rancho Folclórico Flores de Serpins e o Ballet Folklórico do Instituto Tecnológico de Celaya e Conjunto Sonlince, do México.

A programação prossegue no domingo, 2 de agosto, com o Rancho Folclórico de Elvas e o Conjunto Folclórico Nacional “Etnos”, da Macedónia do Norte. O festival regressa a 7 de agosto, com o Rancho Folclórico de Fortios e o grupo “Hei Show Tahiti”, da Polinésia Francesa.

No sábado, 8 de agosto, atuam o Rancho Folclórico do Passal de São Pedro da Cova, de Gondomar, e o Señor Perú, com a representação das tradições peruanas. O encerramento acontece no domingo, 9 de agosto, com o Rancho Folclórico do Rabaçal, de Penela, e o Ballet Municipal de Folclore Rumicani, da Argentina.

Todos os espetáculos têm início marcado para as 21h30, na Praça da República, proporcionando ao público seis noites de intercâmbio cultural e de valorização do folclore nacional e internacional.

Piscinas Municipais de Elvas atraem visitantes de todas as idades nos dias de maior calor

As temperaturas elevadas continuam a levar dezenas de pessoas às Piscinas Municipais de Elvas, onde crianças, jovens e adultos encontram um refúgio para fugir ao calor e aproveitar os dias de verão.

Para os mais novos, a piscina é sinónimo de diversão. João Pedro é um dos muitos utilizadores que aproveita as férias escolares para passar o tempo no espaço. “Como não estou a fazer nada em casa, venho para a piscina”, conta, acrescentando que o que mais gosta de fazer é “saltar para a água e brincar”.

Já Rita Timóteo procura um ambiente mais tranquilo. Frequentadora habitual das Piscinas Municipais de Elvas, explica que prefere visitar o espaço durante a manhã, permanecendo apenas cerca de duas horas. “É só mais para refrescar um bocadinho”, refere, revelando que evita as horas de maior calor e regressa a casa durante a tarde.

Também Mariana Catita faz das piscinas uma paragem obrigatória durante o verão. Presença assídua no espaço, desloca-se ao espaço duas vezes por semana e não dispensa alguns cuidados essenciais para enfrentar as temperaturas elevadas. “Protetor solar, beber muita água e sombrinha”, resume, destacando as medidas que adota sempre que passa o dia nas piscinas.

Das brincadeiras dos mais novos aos momentos de descanso dos mais velhos, as Piscinas Municipais de Elvas continuam, assim, a receber visitantes de todas as idades, afirmando-se como um dos locais de eleição para enfrentar as temperaturas elevadas durante o verão.

Rua 13 de Dezembro prepara Festas do Povo com união e sem “cabeças de rua”

Na Rua 13 de Dezembro, em Campo Maior, conhecida por muitos como Rua da Canada, a preparação para as Festas do Povo faz-se de uma forma pouco habitual: não existem “cabeças de rua”. As decisões são tomadas em conjunto, num ambiente de cooperação entre vizinhos, onde cada um contribui com aquilo que sabe fazer.

Ana Maria Antunes e Julieta Gaspar Pepê, duas das moradoras envolvidas na ornamentação, explicam que o espírito de entreajuda tem sido o grande motor do projeto. “Aqui há muita gente a trabalhar, muita boa vontade, mas não há cabeças de rua”, sublinham, acrescentando que, antes de iniciar os trabalhos, os moradores reuniram-se para escolher o tema, as cores e a decoração, distribuindo depois as tarefas por todos os participantes.

Falta de moradores dificulta preparação

Apesar da união, a falta de mão de obra continua a ser um dos maiores desafios. A Rua 13 de Dezembro é uma das maiores do percurso das Festas do Povo, mas conta com poucos habitantes e muitas casas desocupadas. “Há pouca juventude e as pessoas não querem colaborar. Batemos muito com a falta de moradores”, lamentam.

Voluntários e familiares reforçam a equipa

Os trabalhos arrancaram em janeiro e ganharam novo impulso há cerca de dois meses, com o apoio da comissão das festas, que encaminhou voluntários para ajudar, sobretudo na execução dos tetos da ornamentação. “A rua é muito grande e os habitantes são muito poucos”, explicam, destacando que esta é uma das tarefas mais exigentes, já que os nós têm de ficar bem apertados para resistirem ao vento durante toda a semana das festas.

A preparação contou também com a ajuda de familiares, amigos e até de um professor que envolveu crianças nos trabalhos. Julieta Gaspar destaca ainda o contributo da filha de uma das moradoras, experiente na arte de trabalhar o papel e na criação de flores, bem como de outros familiares e amigos que têm reforçado a equipa nos últimos dias.

“A nossa rua é a mais bonita de todas”

Embora rejeitem a ideia de competição, o orgulho pela rua é evidente. “Claro que sim, a nossa é a mais bonita de todas”, dizem entre sorrisos. Julieta descreve-a como “uma senhora de salto alto”, pela sua largura, comprimento e imponência, características que acreditam valorizar ainda mais a decoração preparada para esta edição das Festas do Povo.

A magia da noite da enramação

Com a chegada do dia 7, começa uma das fases mais aguardadas: a enramação. “A noite da enramação é a mais bonita. É mais trabalhosa, mas é como nascer uma criança”, descreve Julieta, comparando esse momento ao renascimento da rua.

Uma tradição que continua depois da ornamentação

Concluída a ornamentação, os moradores mantêm uma tradição muito própria: percorrem as restantes ruas da vila, cantando saias ao som das castanholas e das pandeiretas, antes da passagem da banda filarmónica e das entidades oficiais.

Depois de meses de trabalho, o objetivo é simples: desfrutar das Festas do Povo e mostrar a todos — amigos, visitantes e forasteiros — o resultado de um projeto construído “com muito amor e carinho”, onde a força da comunidade substitui a figura das tradicionais cabeças de rua.

Alentejo 2030 promove reunião de acompanhamento do Programa Regional

A CCDR Alentejo, I.P. acolheu, no passado dia 23 de julho, uma reunião de acompanhamento da execução do Programa Regional Alentejo 2030, que contou com a presença do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis.

A sessão foi presidida pelo Presidente da CCDR Alentejo, I.P. e da Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, Ricardo Pinheiro, e contou igualmente com a participação dos vogais executivos da Comissão Diretiva, Tiago Teotónio Pereira e Maria do Carmo Ricardo, bem como de elementos da Autoridade de Gestão do Programa Alentejo 2030.

Estiveram também presentes representantes das cinco Comunidades Intermunicipais abrangidas pela intervenção territorial do Programa: Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central, Alentejo Litoral e Lezíria do Tejo.
Durante a reunião foi realizado um ponto de situação sobre a implementação do Alentejo 2030, tendo sido analisados diversos temas centrais para a execução do Programa, nomeadamente a evolução da execução global, o desempenho das operações promovidas pelas Comunidades Intermunicipais, e o cumprimento das metas associadas à regra N+3.

A presença do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional permitiu reforçar o diálogo institucional entre a Administração Central, a Autoridade de Gestão e os atores territoriais responsáveis pela concretização de uma parte significativa dos investimentos apoiados pelos fundos da política de coesão.

A reunião constituiu uma oportunidade para avaliar o progresso alcançado e alinhar prioridades, reafirmando o compromisso conjunto com uma execução eficaz e atempada do Programa Regional Alentejo 2030, em prol do desenvolvimento económico, social e territorial do Alentejo.

Vila Boim entra em contagem decrescente para quatro dias de festa com Mónica Sintra, Luís Fialho e várias novidades

De 31 de julho a 3 de agosto, Vila Boim recebe mais uma edição das tradicionais Festas de Verão em honra de Nossa Senhora dos Remédios e de São João Batista. Organizadas pela Associação Aboim Jovem, as festividades prometem quatro dias de animação, com um programa que conjuga música, tauromaquia, atividades desportivas, celebrações religiosas e momentos de convívio para todas as idades.

Em entrevista à Rádio ELVAS, o presidente da Associação Aboim Jovem, Carlos Leitão, revelou que a preparação do evento começou ainda no final do ano passado, apesar de algumas dificuldades internas que marcaram o arranque da organização.

“Começamos normalmente em dezembro. Este ano tivemos alguns percalços com a saída de membros da associação, mas, com muito empenho, conseguimos ultrapassar todas as dificuldades e preparar umas festas à altura daquilo que a população merece”, afirmou.

Carlos Leitão reconheceu que organizar as festas representa um desafio cada vez maior, devido ao aumento dos custos e à limitação dos apoios financeiros. “Qualquer festa hoje em dia tem um custo muito elevado. Trabalhamos durante muitos meses para proporcionar quatro dias de animação e, muitas vezes, as críticas acabam por ser mais do que os elogios. Só quem organiza tem verdadeira noção do trabalho que isto exige”, referiu.

O cartaz deste ano aposta numa combinação entre artistas consagrados e talentos alentejanos. Luís Fialho e Mónica Sintra são os principais cabeças de cartaz, sendo que o presidente da associação destacou a importância de valorizar artistas da região.

“Somos alentejanos e temos orgulho nisso. O Luís Fialho representa essa aposta na nossa terra. Já a Mónica Sintra é um nome consagrado da música portuguesa e será um dos grandes momentos das festas”, explicou.

Ao longo dos quatro dias, o programa inclui ainda bailes, DJs, concertos, garraiadas, largadas, a tradicional procissão, atividades desportivas, atuações de grupos locais e momentos de animação distribuídos entre o Jardim e o Ringue de Vila Boim.

Entre as novidades desta edição destaca-se a valorização do coreto do jardim, que passará a funcionar como palco para atuações durante os períodos de jantar, concentrando a animação no centro das festas, e uma largada acompanhada por um DJ, uma estreia na organização da Associação Aboim Jovem.

“Queremos concentrar mais as festas no jardim e no ringue. Aproveitámos também o coreto, que há muito não era utilizado, para lhe dar uma nova vida durante estes dias”, explicou Carlos Leitão.

Outro dos destaques será a continuidade da Milha de Vila Boim, organizada em parceria com a IALBAX, depois do sucesso alcançado na primeira edição, no ano passado.

No final da entrevista, Carlos Leitão aproveitou para agradecer o apoio recebido da Câmara Municipal de Elvas, da Junta de Freguesia de Vila Boim, dos patrocinadores, comerciantes locais, voluntários e membros da associação, sublinhando que sem esse contributo seria impossível concretizar o evento.

“São muitos meses de trabalho, muita burocracia e muitas horas dedicadas a estas festas. O nosso objetivo é simples: proporcionar quatro dias de diversão, receber bem quem nos visita e terminar com a sensação de missão cumprida.”

Questionado sobre a continuidade da Associação Aboim Jovem na organização das festas nos próximos anos, o presidente admitiu que este poderá ser um momento de mudança. “São cinco anos a organizar as festas. Precisamos de descansar e dar oportunidade a outras pessoas. Se ninguém avançar, a situação terá de ser debatida, porque o mais importante é que Vila Boim nunca deixe de ter as suas festas de verão”, remata.

As Festas de Verão de Vila Boim decorrem entre 31 de julho e 3 de agosto, prometendo voltar a afirmar-se como um dos principais eventos do verão no concelho de Elvas, reunindo população e visitantes em quatro dias dedicados à tradição, ao convívio e à animação.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Rua da Poterna mantém viva a tradição das Festas do Povo de Campo Maior com novas cabeças de rua

A Rua da Poterna, em Campo Maior, prepara-se para viver uma edição muito especial das Festas do Povo. Pela primeira vez, Sandra Rabaça e Cristina Rijo assumem o papel de cabeças de rua, uma responsabilidade que aceitaram após o falecimento da anterior responsável, movidas pelo desejo de não deixar a rua ficar sem decoração.

“Foi uma aventura que decidimos abraçar”, contam as responsáveis. A decisão nasceu da vontade de manter viva a tradição e garantir que a Rua da Poterna voltasse a apresentar-se enfeitada numa das maiores celebrações populares do país.

Meses de trabalho para dar vida à rua

Os trabalhos arrancaram em abril e têm mobilizado praticamente toda a rua. Embora nem todos possam marcar presença diariamente no local, muitos moradores contribuem a partir de casa, preparando flores e outros elementos decorativos que depois são reunidos pela equipa.

A conciliação entre a organização das festas e a vida profissional tem sido um dos maiores desafios. Sandra e Cristina explicam que a coordenação acontece sobretudo ao final do dia, depois do trabalho, através de reuniões noturnas e contactos telefónicos, onde distribuem tarefas, organizam a recolha de materiais e planeiam o trabalho do dia seguinte.

Um tema escolhido em conjunto pelos moradores

Para esta estreia, optaram por um tema cuja execução fosse mais acessível, decisão tomada em conjunto com os moradores da rua. “Apresentámos a ideia, ouvimos opiniões e fomos juntando sugestões até chegarmos a um consenso”, explicam.

A decoração da Rua da Poterna incluirá vários elementos inéditos para aquele espaço, como colunas, muros decorados, grades, cordas laterais e vasos, numa composição que promete surpreender os visitantes.

A noite mais longa das Festas do Povo

Outro dos momentos mais exigentes será a tradicional noite da enramação. As duas responsáveis admitem algum receio, mas acreditam que a organização será determinante para cumprir o objetivo de ter a rua pronta às seis da manhã. “Vai ser uma noite inteira de trabalho, mas acreditamos que vamos conseguir”.

Depois de anos sem a realização das Festas do Povo, Sandra e Cristina garantem que o esforço compensará. Além da decoração, a Rua da Poterna promete um ambiente de convívio, animação e algumas surpresas preparadas especialmente para quem a visitar.

“As pessoas são todas bem-vindas. Haverá comida, bebida, vontade de cantar e bailar. Queremos receber todos da melhor forma e aproveitar ao máximo esta festa que tanto esperámos”, concluem.

Testemunho de dedicação de quem faz flores nas Festas do Povo

A contagem descrescente para as tradicionais Festas do Povo de Campo Maior continua a mobilizar a comunidade local, que se junta todas as noites para dar vida às célebres flores de papel. Fátima Durão, natural da terra, é um dos muitos rostos dedicados a esta arte. Embora atualmente resida fora da vila, faz questão de regressar para ajudar na decoração da Rua de Santa Beatriz, um hábito que herdou da sua juventude quando auxiliava a mãe na Rua de São João.

Este esforço comunitário e voluntário, realizado de forma totalmente gratuita após as horas de trabalho, reflete o orgulho e o espírito de união dos campomaiorenses. Como a própria recorda, “quando morava em Campo Maior ajudava na rua da minha mãe e íamos lá ao serão fazer, mas era por nós, era gratuitamente e a gente fazíamos ao serão das nossas ruas”.

O processo de criação das decorações sofreu evoluções significativas ao longo dos anos. Fátima lembra com saudade a época em que os moldes eram desenhados à mão em cartão e depois recortados manualmente. Hoje em dia, o corte do papel é facilitado por máquinas, mas a montagem e a escolha das flores continuam a exigir a sensibilidade das mãos dos moradores. Outra mudança visível está na forma como os tetos das ruas são decorados.

Antigamente, recorria-se às “trapaças”, uma técnica de laços cruzados que imitava flores. Fátima explica que, nesta técnica, “as pessoas faziam parecido com um laço, metiam dois e faziam em cruz e parecia uma flor, chamavam-lhe as trapaças”. Atualmente, o trabalho é feito de forma geométrica e rigorosa, contando-se meticulosamente cada flor. No caso da sua rua, a medição é exata: “nós estamos a fazer com 31 grãos para fazer 31 flores, depois isso faz uma corda e cada corda tem 31 flores” sendo esse o comprimento entre paus nesta rua.

Apesar do enorme entusiasmo que envolve a preparação, a efemeridade das Festas do Povo traz consigo um sentimento agridoce para quem tanto trabalha. Fátima Durão confessa que a montagem final representa um esforço monumental de vários meses que culmina num evento com a duração de apenas uma semana. Para ela, “isto é muito digno, adoro as Festas do Povo, adoro mesmo, só que acho que é muito trabalho para pouco tempo”.

Ver toda aquela arte e dedicação ser desmontada e queimada no final deixa sempre uma ponta de melancolia na vila. “A vila é muito alegre, mas depois, no fundo, acaba por ficar triste, na minha opinião”, conclui Fátima, resumindo o sentimento de saudade que partilha com tantos outros campomaiorenses quando as festividades chegam ao fim.

IPP passa a Universidade Politécnica de Portalegre

O Politécnico de Portalegre passa a Universidade Politécnica de Portalegre. Em resultado da publicação da Lei n.º 32/2026, de 20 de julho, e porque reúne os requisitos para a sua conversão – a acreditação institucional sem condições, atribuída pela A3ES – a instituição de ensino superior do Norte Alentejo prepara-se para encetar uma nova fase, a partir do próximo dia 1 de agosto.

As alterações agora publicadas traduzem-se, de forma geral, em ajustamentos ao nível do funcionamento dos órgãos e dos processos de decisão. 

Nos próximos tempos, inicia-se um processo interno, participado, de análise e adaptação, que garanta o alinhamento da instituição com o novo enquadramento legal.

Os modelos de ensino e aprendizagem serão mantidos, dado que estão adaptados a esta nova realidade, contrariamente aos modelos mais teóricos. 

A visão institucional passa pela continuação da estratégia de desenvolvimento, num caminho de afirmação, enquanto instituição de ensino superior de excelência, ligada ao seu território, que procura dar resposta às necessidades da região e do país e cuja ação é reconhecida a nível internacional. A recente efetivação da sua integração no consórcio EU4Dual – European Dual Studies University é mais um reconhecimento do crescimento e da afirmação da futura UPP. Esta aliança internacional de universidades tem em comum o ensino dual (teórico e prático) e o compromisso da proximidade entre escolas, empresas e comunidades locais.

Declínio dos polinizadores ameaça a nutrição e já está associado a mortes prematuras à escala global

O desaparecimento progressivo de abelhas, abelhões e borboletas está a ter um impacto direto na qualidade da alimentação e na saúde humana. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para as conclusões de um estudo científico que vincula a perda destes insetos ao aumento da “fome oculta” — a carência de vitaminas e minerais essenciais na dieta das populações.

Os polinizadores desempenham um papel vital na produção global de alimentos, sendo responsáveis pelo transporte de pólen que viabiliza o desenvolvimento de frutos e sementes. Atualmente, cerca de três quartos das culturas agrícolas mundiais destinadas ao consumo humano dependem, em algum grau, deste processo biológico. Um estudo publicado na revista Nature revela que a quebra nestas populações reduz drasticamente a oferta de alimentos altamente nutritivos, como frutas, legumes e frutos secos, estimando-se que este empobrecimento alimentar já cause centenas de milhares de mortes prematuras anualmente.

As causas para o desaparecimento em massa destes insetos são múltiplas e atuam de forma combinada. A destruição dos habitats naturais, a expansão da agricultura intensiva, o uso descontrolado de pesticidas, o avanço das alterações climáticas e a pressão de espécies invasoras são os principais fatores que inviabilizam a sobrevivência dos polinizadores. A associação ambientalista Quercus reforça que a proteção destes pequenos animais deixou de ser apenas uma causa ecológica, passando a ser uma questão urgente de segurança alimentar e saúde pública.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

José Manuel Santos defende gastronomia como pilar estratégico do turismo no Alentejo

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia deve assumir um papel cada vez mais estratégico na promoção turística da região, considerando-a um dos principais pilares da oferta alentejana.

À margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” (ver mais aqui), o responsável sublinhou a importância de o Alentejo receber um evento dedicado à valorização da gastronomia portuguesa, destacando também a atualidade do tema escolhido para esta edição.

“É importante receber aqui um evento que celebra a gastronomia como património cultural e imaterial e, particularmente, em Arronches, também pela atualidade do tema do porco alentejano”, afirmou.

José Manuel Santos considerou que a iniciativa reúne os diferentes agentes ligados ao setor da gastronomia, desde a produção à restauração, passando pela hotelaria e pela formação, contribuindo para fortalecer um ecossistema que considera determinante para a região.

“Para o ecossistema que gira à volta da gastronomia, onde está a criação, o conhecimento, a restauração, a hotelaria e a formação, creio que é um evento importante”, salientou.

Embora dirigido sobretudo aos profissionais do setor, o presidente da Entidade Regional de Turismo defendeu que o encontro tem impacto na projeção da região.

“É um evento nacional, mais direcionado para profissionais, mas contribui sempre para afirmar o Alentejo, numa área em que somos muito fortes, que é precisamente a gastronomia”, referiu.

O responsável destacou ainda que a gastronomia se junta a outros recursos turísticos da região, mas deve merecer uma atenção reforçada na estratégia de desenvolvimento do destino.

“O Alentejo vai fazendo o seu caminho. É um destino relativamente jovem, se compararmos com outras regiões onde o turismo começou há 40, 50 ou 100 anos, mas a gastronomia é um pilar muito importante da nossa oferta e ao qual temos de passar a dar uma atenção mais estratégica”, concluiu.

A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, organizada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

O encontro integrou as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia e foi dedicado à valorização da carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa e da tradição culinária alentejana.