A CURPI de Campo Maior vai dar início a mais um ano da Academia Sénior, com a qual tem vindo a promover a aprendizagem, o convívio e a partilha de conhecimentos entre a população sénior do concelho.
Segundo Anselmina Caldeirão, presidente da CURPI de Campo Maior, as inscrições para o novo ano letivo arrancam na próxima terça-feira, dia 22 de setembro, estando o início das atividades marcado para 2 de outubro. A primeira sessão será assinalada com um lanche, num momento pensado sobretudo para promover a integração e o conhecimento entre os participantes.
“Vamos ter mais um ano da Academia Sénior, que é um espaço de aprendizagem, de convívio e de partilha, essencialmente, de saberes”, explica a responsável, acrescentando que a instituição espera receber novos alunos este ano.
A Academia Sénior vai manter as disciplinas que têm vindo a ser lecionadas nas anteriores edições, mas terá também duas novidades: Costura Criativa e Escrever para Viver. Anselmina Caldeirão espera que estas novas propostas despertem o interesse dos seniores e considera que a introdução de novas atividades contribui para dinamizar a oferta da academia.
A presidente da CURPI destaca ainda a disponibilidade de duas pessoas que, depois de conhecerem o trabalho desenvolvido pela instituição junto da população sénior, decidiram colaborar e assumir a dinamização das novas disciplinas.
“É sempre bom ter novas atividades e contar com estas pessoas que conhecem a CURPI e que entendem que a CURPI, de facto, continua a fazer um bom trabalho na comunidade sénior”, afirma.
Visita à Feira de São Mateus
Também no dia 22 de setembro, a CURPI promove uma deslocação a Elvas, à Feira de São Mateus, destinada às participantes da Academia Sénior e do Ateliê de Ouguela.
Para a realização da viagem, a instituição contou com o apoio do Município de Campo Maior, que disponibilizou um autocarro. De acordo com Anselmina Caldeirão, as inscrições já estão praticamente completas.
“Já temos as inscrições, já temos praticamente o autocarro completo”, revela, antecipando um dia de convívio entre as participantes.
A iniciativa pretende também recuperar um hábito de outros tempos, marcado pelas deslocações à Feira de São Mateus e pelo convívio entre a população. “É bom que as pessoas convivam e que não se perca este hábito que se tinha antigamente, que era, de facto, ir à Feira de São Mateus”, sublinha Anselmina Caldeirão.
Com o arranque de um novo ano da Academia Sénior e a realização de atividades de convívio, a CURPI mantém assim a aposta numa programação dirigida à população sénior, aliando aprendizagem, participação e momentos de confraternização.
A IFEBA, em Badajoz, acolheu na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, a inauguração oficial da 35.ª edição da FECIEX, Feira da Caça, Pesca e Natureza Ibérica. O evento, que decorre até ao próximo domingo, 20 de setembro, volta a reunir profissionais, empresas, associações e aficionados ligados aos setores cinegético, piscícola e da natureza de Espanha e Portugal.
A cerimónia de abertura do certame contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Ignacio Gragera; do delegado do Governo na Extremadura, José Luis Quintana Álvarez; do secretário de Estado da Agricultura do Governo de Portugal, João Moura; do conselheiro da Agricultura, Pecuária e Meio Natural da Junta da Extremadura, Juan José García García; da vereadora responsável pela IFEBA, Elena Salgado; da duquesa de Cardona, Casilda Fernández de Córdoba; e da diretora da FECIEX, Pepa Dueñas, acompanhados por representantes institucionais, associações setoriais, expositores e profissionais ligados à caça, à pesca e à natureza ibérica.
Entre os presentes encontravam-se também várias personalidades de destaque, entre as quais a ex-ministra María Dolores de Cospedal; Carmen Lomana; Rodrigo Moreno de Borbón, duque de Cardona; Fernando Martínez de Irujo, marquês de San Vicente del Barco; e Luis Medina, marquês de Villalba, acompanhado pela sua esposa, Clara Caruana.
O ato de inauguração ficou marcado por uma das principais novidades desta edição: a abertura ao público, pela primeira vez, da “Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais”, pertencente à Fundação Casa Ducal de Cardona. A mostra integra uma programação com mais de uma centena de atividades que, ao longo de quatro dias, combinará a vertente profissional da FECIEX com competições, exibições, formação, gastronomia, divulgação e propostas dirigidas ao público em geral.
Durante a sua intervenção, Elena Salgado destacou a evolução da FECIEX ao longo das suas 35 edições e o trabalho desenvolvido para manter o interesse de profissionais e aficionados. “O facto de a FECIEX continuar a crescer e a consolidar-se após 35 edições não é fruto da inércia, mas sim de um trabalho constante, de ouvir o setor, de procurar melhorar a cada edição e de nunca dar por garantido que o público estará presente simplesmente porque sempre esteve”, afirmou.
Caça, pesca, natureza, conhecimento, gastronomia e lazer confluem ao longo de quatro dias numa programação que combina a atividade profissional e comercial com competições, exibições, jornadas técnicas, formação e propostas dirigidas ao público em geral.
Uma coleção com 133 anos que se abre pela primeira vez ao público
As exposições temáticas fazem parte da identidade da FECIEX desde as suas primeiras edições e tornaram-se um dos conteúdos característicos do certame. Nesta edição, a protagonista é a “Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais”, cedida temporariamente pela Fundação Casa Ducal de Cardona e apresentada pela primeira vez ao público.
A coleção conta com 133 anos de história e reúne o legado de três gerações, com 204 dioramas, 228 espécies diferentes e um total de 493 aves naturalizadas, na sua maioria por Luis Benedito. Durante a inauguração, a duquesa de Cardona e proprietária da exposição, Casilda Fernández de Córdoba, explicou que, ao longo de todo este tempo, a coleção apenas tinha «saído da sua localização em circunstâncias excecionais, primeiro durante a Guerra Civil e, posteriormente, para a sua transferência para Córdoba, mas nunca tinha sido exposta ao grande público».
O presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Ignacio Gragera, agradeceu à duquesa de Cardona a escolha da FECIEX para apresentar este património ao público. “Falamos de um património extraordinário, único e com um valor que vai muito além das próprias peças. Por detrás de cada uma delas há história, há conhecimento e uma forma de compreender e conservar um legado que passou de geração em geração”, afirmou.
Por sua vez, Elena Salgado referiu-se à importância da integração desta mostra na programação da feira: “Ter conseguido trazê-la para Badajoz e torná-la acessível ao público constitui um dos grandes marcos desta edição e, atrever-me-ia a dizer, da própria trajetória da feira”.
Com esta exposição, a FECIEX amplia a sua vertente cultural e de divulgação, aproximando o público de um património ligado à história, às ciências naturais e à conservação, a par dos conteúdos que tradicionalmente integram a programação do certame.
Mais de uma centena de atividades até domingo
A FECIEX desenvolverá, ao longo de quatro dias, uma programação dirigida tanto ao setor profissional como a aficionados e ao público em geral, com exibições, competições, jornadas técnicas, formação, atividades infantis e propostas relacionadas com a conservação e a divulgação do meio natural.
Entre os principais encontros profissionais destaca-se o III Fórum Hispano-Luso ‘A Peste Suína Africana e os desafios para o mundo rural’, que reúne representantes dos setores cinegético, pecuário, veterinário e científico, bem como da Administração, para analisar os desafios associados a esta doença numa perspetiva multidisciplinar. A agenda inclui também a Mesa da Caça da Lonja da Extremadura, o Conselho Extremenho de Caça, o Conselho de Pesca e Aquicultura e a Comissão de Homologação de Troféus de Caça.
A pesca voltará a levar a FECIEX até ao Guadiana com o XXIX Concurso Internacional de Pesca Desportiva FECIEX e o XV Troféu Ibérico Bass-FECIEX. No interior da IFEBA, o aquário gigante acolherá demonstrações técnicas, apresentações e atividades relacionadas com o setor.
A natureza terá também um papel de destaque com os safaris ornitológicos pela ZPE do rio Guadiana, enquanto a gastronomia cinegética estará presente através de Los Fogones de la Caza, com showcookings ao vivo, e da apresentação do novo Menu Gastronómico de Caça da Rede de Hospedarias da Extremadura.
A programação completa-se com competições e exibições cinegéticas, workshops, atividades de educação ambiental e propostas especialmente dirigidas a crianças e jovens, além do II Hunter Festival, que se realizará no sábado no terraço exterior noturno da IFEBA.
Portugal, parte da identidade da FECIEX
A dimensão ibérica volta a ser uma das marcas identitárias da FECIEX. Durante a sua intervenção, Ignacio Gragera destacou que “Portugal faz parte da nossa vida quotidiana, das nossas tradições e da forma como entendemos o nosso próprio espaço”, salientando ainda a capacidade da feira para reunir em Badajoz profissionais e aficionados de ambos os lados da fronteira.
Esta relação é reforçada este ano com a atribuição do Prémio Ibérico FECIEX 2026 à FENCAÇA, Federação Portuguesa de Caça, um reconhecimento pela sua trajetória e pelo seu contributo para o reforço dos laços entre Espanha e Portugal no âmbito cinegético.
A FECIEX permanecerá aberta esta quinta-feira, 17 de setembro, até às 21h00; na sexta-feira, dia 18, e no sábado, dia 19, das 10h00 às 21h00; e no domingo, dia 20, das 10h00 às 16h00. O bilhete geral tem o preço de quatro euros, com uma tarifa reduzida de dois euros para pessoas desempregadas e famílias numerosas de categoria geral.
A entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos, inclusive, maiores de 65 anos, agentes comerciais abrangidos pelo acordo AFE e famílias numerosas de categoria especial.
Os bilhetes podem ser adquiridos tanto nas bilheteiras da IFEBA como através do seu site.
A Câmara Municipal de Arronches está a avançar com um projeto que pretende melhorar as condições de acesso e a prática desportiva no Centro Escolar Nossa Senhora da Luz. A intervenção contempla a criação de um novo percurso pedonal para os alunos e a construção de um pavilhão gimnodesportivo municipal destinado à comunidade escolar.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, o projeto encontra-se ainda em fase de execução e prevê a construção do novo equipamento desportivo num terreno anexo ao Agrupamento de Escolas.
O autarca explica que a atual infraestrutura desportiva da escola é insuficiente para responder às necessidades existentes. “O agrupamento de escolas não tem um pavilhão” com as condições necessárias, dispondo atualmente de “um espaço que é muito pequenito” e de uma área exterior descoberta, situação que, considera, já não corresponde às exigências atuais.
A construção do novo pavilhão pretende, assim, proporcionar melhores condições para a prática desportiva dos alunos, funcionando simultaneamente como equipamento municipal e escolar.
A intervenção inclui também a criação de um percurso pedonal que permitirá aos alunos deslocarem-se a pé até ao estabelecimento de ensino com maior segurança. A medida pretende ainda contribuir para reduzir o congestionamento automóvel que se verifica, sobretudo durante o período da manhã, quando os pais levam os filhos à escola.
“É muito por aí, permitir, acima de tudo, que os alunos cheguem em segurança ao agrupamento”, sublinha João Crespo.
O projeto procura, desta forma, conjugar duas áreas consideradas prioritárias pelo município: a melhoria da mobilidade pedonal e da segurança no acesso ao Centro Escolar Nossa Senhora da Luz e o reforço das condições para a prática desportiva.
A autarquia pretende que a nova ligação pedonal facilite a chegada dos alunos à escola e, simultaneamente, ajude a retirar algum trânsito da zona envolvente, contribuindo para uma circulação mais segura e fluida nos períodos de maior movimento.
Com a construção do pavilhão gimnodesportivo, o município espera também dotar o Agrupamento de Escolas de Arronches de uma infraestrutura adequada às atuais necessidades educativas e desportivas, criando melhores condições para a comunidade escolar e para a utilização municipal.
O Coliseu Comendador Rondão Almeida, em Elvas, recebe no próximo sábado, 19 de setembro, pelas 22 horas, a primeira grande corrida de toiros da Feira de São Mateus.
O cartel reúne seis cavaleiros e três grupos de forcados alentejanos, numa noite que João Ribeiro Telles espera que seja marcada pela competição e por uma forte afluência de público.
Em entrevista à Rádio Elvas, o cavaleiro, que integra o cartel juntamente com Luís Rouxinol, João Moura Caetano, Francisco Palha, Miguel Moura e Paco Velasquez, considera que estão reunidos todos os ingredientes para uma grande noite de tauromaquia. “Tourear no São Mateus é sempre um privilégio. É uma das feiras importantes da temporada, uma das feiras finais da temporada, das que marcam sempre”, assegura.
O cavaleiro destaca a composição do cartel, que junta nomes experientes a figuras mais jovens, considerando que se trata de uma corrida “bastante rematada” e com “nomes importantes”, que prometem uma “grande competição”.
A noite contará ainda com a participação dos Forcados Amadores Académicos de Elvas, Amadores de Arronches e Monsaraz, três grupos que, segundo João Ribeiro Telles, prometem também protagonizar uma forte disputa dentro da arena. “O forcado é uma figura fundamental na corrida e na nossa cultura. E também aí há uma grande competição do Alentejo. São três grupos que têm dado a cara e que têm vindo a subir a pulso nestes últimos anos”, comenta.
Pela frente, cavaleiros e forcados terão seis touros da ganadaria Lima Cabral, que João Ribeiro Telles diz estar “num bom momento”.
A poucos dias do final da temporada tauromáquica, João Ribeiro Telles faz um balanço positivo do seu ano, embora reconheça que os objetivos de um cavaleiro passam sempre por querer alcançar mais. O cavaleiro salienta a presença em “muitas corridas importantes” e nas principais feiras da temporada, destacando também a evolução da sua quadra. “A quadra está num grande momento. Criámos mais três cavalos este ano, que eu também acho que é sempre bom haver novidades”, acrescenta.
Apesar de reconhecer que houve atuações melhores do que outras, João Ribeiro Telles considera que o balanço geral é “bastante positivo” e que conseguiu manter a posição de destaque que tem vindo a ocupar nos últimos anos: “Consegue-se manter o lugar que temos vindo a ocupar nos últimos anos, que é estar à frente a nível das corridas boas”.
Com as atenções agora centradas na corrida de sábado, o cavaleiro deixa também um desejo: que o Coliseu Comendador Rondão Almeida se apresente cheio para aquela que será uma das grandes noites da Feira de São Mateus. “Acho que isso era o culminar de uma grande temporada: uma praça esgotada em Elvas. Acho que era bom para todos, que os toiros sirvam e que seja um grande ambiente”, remata.
A segunda e última corrida desta Feira Taurina de São Mateus está marcada para dia 25, sexta-feira, às 22 horas, com os cavaleiros João Salgueiro, Rui Fernandes e Marcos Bastinhas e os Forcados Amadores de Montemor e Académicos de Elvas.
A nova Casa Mortuária de Degolados foi inaugurada na tarde desta quarta-feira, dia 16 de setembro.
Este novo espaço, há muito aguardado pelos degoladenses, vem proporcionar um local digno para as famílias nos seus momentos mais difíceis.
A cerimónia de inauguração, para além da intervenção do presidente da Câmara, Luís Rosinha, contou ainda com a do presidente da Junta de Freguesia de Degolados, Florival Cirilo.
Seguiu-se o descerrar de uma placa de inauguração, momento ao qual se juntou Amélia Nabeiro, e a bênção do equipamento pelo padre Fernando Farinha.
Esta obra foi totalmente projetada por técnicos municipais e pressupõe um investimento de cerca de 360 mil euros, suportados na sua totalidade pelo Município de Campo Maior.
A Delta Coffee House Experience volta a desafiar a forma de descobrir e saborear o café com o novo Wonder Coffee #04, desta vez em parceria com Fernando Taipa, vencedor World Class e distinguido como Melhor Bartender Português 2025 pelo Lisbon Bar Show. Desta colaboração nasce “Double Dare”, uma experiência em dose dupla que cruza o universo do café com a criatividade da coquetelaria composta por Limbo e Limiar, um cocktail e um mocktail de autor inéditos que unem dois universos: o café e a sobremesa.
O conceito “Double Dare” nasce precisamente desta dupla dimensão: por um lado, duas bebidas distintas; por outro, o desafio e o atrevimento de reinterpretar sabores familiares e apresentá-los de uma forma inesperada. Uma proposta que junta técnica, criatividade e novas combinações e que convida quem as prova a questionar o que está no copo: será um café, um cocktail, uma sobremesa ou tudo isto ao mesmo tempo?
Nesta nova edição, o café é o ponto de partida para duas bebidas que exploram diferentes origens, aromas e combinações. Limbo, criado a partir do Impossible Coffee com origem na Tailândia, “O Café da Floresta do Toki”, é um cocktail com sabor a cheesecake de baunilha, textura sedosa e um perfil aromático surpreendente. Já Limiar, a proposta sem álcool, combina “O Café da Comunidade Indígena Nasa We’xs”, o Impossible Coffee com origem colombiana, com os sabores de uma sobremesa tradicional, numa criação inspirada nas memórias de infância de Fernando Taipa.
“Os Wonder Coffees nasceram para desafiar a forma como olhamos para o café. Nesta quarta edição quisemos ir ainda mais longe e aproximar dois universos que partilham criatividade, técnica e atenção ao detalhe: o café e a coquetelaria. Com o Fernando Taipa, criámos duas propostas inesperadas, capazes de transformar sabores que reconhecemos numa experiência surpreendente”, sublinha Clara Melícias, Diretora de B2C do Grupo Nabeiro.
Já para Fernando Taipa, “O ponto de partida foi o desafio de pensar no café para além da forma como habitualmente o consumimos. Com o Limbo e o Limiar, trabalhámos o café como ingrediente e como elemento central da experiência, cruzando-o com referências ao universo das sobremesas. São duas bebidas muito diferentes, mas com a mesma intenção de despertar a curiosidade e de surpreender desde o primeiro sabor.”
Depois de juntar o café à arte urbana numa colaboração com o artista português Add Fuel, com o “Double Dare”, a Delta Coffee House Experience dá continuidade à coleção Wonder Coffees, criando propostas que prometem surpreender os apreciadores de café através de ingredientes, combinações inesperadas e apresentações fora do comum.
O Município de Campo Maior volta a promover, no ano letivo 2026/2027, os Projetos de Formação Artística, uma iniciativa que há mais de uma década tem permitido a centenas de campomaiorenses, de diferentes idades, desenvolver competências em várias áreas das artes do palco.
As inscrições para a nova edição já se encontram abertas e são gratuitas. Os interessados podem inscrever-se online, através de formulário próprio (aqui), ou presencialmente no Centro Cultural de Campo Maior.
Para este novo ano letivo, a oferta formativa inclui quatro áreas: Ballet Clássico, Viola, Dança Oriental e Teatro (através do projeto ‘Entre Palcos’). A vereadora Paula Jangita confirma que se mantém, assim, a aposta nas áreas que têm integrado a programação dos últimos anos.
“Vamos continuar com o Ballet Clássico, com a Viola, a Dança Oriental e o Teatro. Essa é a oferta que nós temos disponível, tal como nos anos anteriores”, explica a autarca, acrescentando que a Dança Contemporânea continuará a ser lecionada no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro.
Com a iniciativa, a autarquia pretende continuar a aproximar a população das diferentes expressões artísticas, garantindo uma oferta diversificada e acessível. Segundo Paula Jangita, as diferentes formações procuram chegar a públicos distintos. A Dança Oriental, por exemplo, é dirigida a crianças, adultos e também seniores, enquanto o Teatro, a Viola e o Ballet Clássico “têm uma componente mais direcionada para crianças e jovens”.
As aulas ainda não têm uma data oficial de início. “Ainda se estão a definir os horários, mas será no início de outubro”, adianta a vereadora.
Apesar de as inscrições serem gratuitas, os participantes podem subscrever um seguro de acidentes pessoais, com um custo anual de cinco euros e uma franquia de 50 euros. A subscrição é opcional. Quem não optar pelo seguro terá, obrigatoriamente, de entregar um Termo de Responsabilidade, através do qual o próprio ou o respetivo encarregado de educação declara abdicar da cobertura.
Com mais de uma década de percurso, os Projetos de Formação Artística procuram, assim, manter o acesso da comunidade campomaiorense à formação artística, proporcionando oportunidades de aprendizagem e de contacto com diferentes disciplinas das artes do palco.
O novo concurso público para a realização da obra de ampliação da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), da Universidade Politécnica de Portalegre, prevista para as antigas instalações da Escola Básica de 2.º e 3.º Ciclo de Santa Luzia, voltou a ficar deserto.
O procedimento, que tinha um preço base de 5.717.557 euros, acrescido de IVA, não recebeu qualquer proposta válida. A informação foi avançada à Rádio ELVAS por Luís Loures (na imagem), reitor da Universidade Politécnica de Portalegre, que explicou que a instituição está agora a analisar, junto do Tribunal de Contas e da tutela, quais os procedimentos que poderão ser adotados para desbloquear o processo.
“Tivemos no passado dia 24 a abertura das propostas, mas infelizmente não tivemos nenhuma proposta válida”, afirmou o reitor, acrescentando que a Universidade está a tentar evitar que seja necessário lançar novamente todo o procedimento nos mesmos moldes.
Segundo Luís Loures, a repetição do concurso poderá voltar a conduzir ao mesmo resultado, devido à subida dos custos da construção. O responsável considera que o atual modelo de contratação pública pode não estar a acompanhar a rapidez com que os preços do setor estão a aumentar. “Se nós formos fazer outra vez o processo, vamos ter o mesmo resultado que tívemos da primeira vez”, alertou, explicando que, mesmo que o valor da obra seja atualizado, o tempo necessário para obter autorizações e concluir o procedimento poderá fazer com que os preços voltem a subir antes do início da empreitada.
O reitor aponta para um aumento de cerca de dez por cento no valor da obra em apenas seis meses, sublinhando que o montante que anteriormente era considerado suficiente para atrair empresas deixou entretanto de ser competitivo. “Um valor que há um ano atrás era suficiente para três dos concorrentes. Agora já não é para ninguém”, afirmou.
Perante este cenário, a Universidade Politécnica de Portalegre está a procurar uma solução que permita acelerar o processo. “É por isso que estamos a tentar ver agora qual é o procedimento que podemos encontrar para dar resposta a isto, porque é muito importante fazer aquela obra. Ou melhor, eu diria que é fundamental fazer aquela obra”, frisou Luís Loures.
A intervenção nas antigas instalações da Escola Básica de Santa Luzia é considerada estratégica para o crescimento da Escola Superior de Biociências de Elvas, numa altura em que o número de estudantes da instituição continua a aumentar.
O reitor destacou que a Universidade Politécnica de Portalegre duplicou o número de alunos em cerca de oito anos, crescimento que também se tem refletido na Escola Superior de Biociências de Elvas.
“Os espaços são cada vez mais contidos para aquele que foi o crescimento que nós fizemos”, afirmou Luís Loures, defendendo que, embora não seja necessário duplicar a infraestrutura existente, é indispensável aumentar a capacidade instalada.
Para o responsável, a falta de instalações adequadas poderá colocar dificuldades à manutenção do modelo de ensino da instituição, caracterizado por uma forte componente prática e pela ligação às empresas e às indústrias.
“É importante que as pessoas percebam que nós duplicámos o número de alunos em dez anos. Nem foi dez, foi em oito”, salientou, acrescentando que a Universidade tem contado com o apoio dos municípios, mas necessita de “novas infraestruturas próprias” para responder às atuais exigências do ensino superior.
A Universidade Politécnica de Portalegre deverá agora avaliar, com o Tribunal de Contas e a tutela, quais as soluções legalmente possíveis para avançar com a obra, procurando evitar que um novo procedimento volte a ficar comprometido pela subida dos custos de construção e pelo tempo necessário para a sua concretização.
A Feira de São Mateus e as Festas em Honra do Senhor Jesus da Piedade regressam a Elvas entre 18 e 27 de setembro, numa edição que mantém o número de expositores e feirantes do ano passado e que traz algumas novidades, nomeadamente um espetáculo de drones e uma sessão de fogo piromusical.
As festividades são organizadas pela Confraria do Senhor Jesus da Piedade, com o complemento da Expo São Mateus, promovida pela Câmara Municipal de Elvas. Embora a animação tenha início a 18 de setembro, a abertura oficial das festas acontece no dia 20, com a tradicional Procissão dos Pendões.
Segundo Carlos Damião, juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, os trabalhos preparatórios estão praticamente concluídos. “Neste momento, aquilo que a Confraria tem aos seus ombros está tudo praticamente feito”, explicou, adiantando que o recinto manterá uma configuração semelhante à do ano passado e contará com o mesmo número de expositores e feirantes.
A abertura antecipada, nos dias 18 e 19, pretende aproveitar o fim de semana e permitir que os feirantes comecem desde logo a trabalhar. A Expo São Mateus abre nesses dias às 18 horas, enquanto a feira funcionará também a partir dessa hora, ainda sem a iluminação tradicional. A abertura oficial acontece no dia 20, com a Procissão dos Pendões, a iluminação do recinto e o fogo de artifício.
Procissão dos Pendões é o ponto alto
A Procissão dos Pendões, marcada para as 18 horas de 20 de setembro, continua a ser o grande momento das Festas do Senhor Jesus da Piedade e deverá voltar a atrair milhares de pessoas a Elvas.
Este ano, o cortejo contará com três bandas: a Banda 14 de Janeiro de Elvas, a Banda de Barrancos e, pela primeira vez, a Banda de Alcácer do Sal. Durante a manhã, as bandas irão também realizar as tradicionais arruadas pelas ruas da cidade.
Carlos Damião destaca a dimensão da procissão, sublinhando que muitas pessoas se deslocam especificamente a Elvas para participar neste momento religioso, incluindo fiéis que cumprem promessas.
A componente religiosa estará presente ao longo de toda a semana, com várias celebrações eucarísticas. O dia 23 será um dos momentos altos, com a participação do arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho. Estão igualmente previstas a tradicional Missa dos Doentes e a Missa dos Estudantes.
Fogo de artifício todos os dias e estreia de espetáculo com drones
Entre 20 e 27 de setembro haverá espetáculos pirotécnicos diariamente, uma aposta que representa um investimento significativo para a Confraria.
A principal novidade está reservada para sábado, 26 de setembro, com um espetáculo piromusical acompanhado, pela primeira vez, por um espetáculo de drones.
“Temos que ir inovando”, afirmou Carlos Damião, reconhecendo, contudo, que se trata de “uma inovação cara”, mas que a Confraria acredita que irá proporcionar um momento especial aos visitantes.
Regresso dos Pendões poderá voltar se houver participação popular
Uma das questões abordadas na entrevista foi a decisão de não realizar este ano a Procissão de Regresso dos Pendões.
Carlos Damião explicou que a decisão partiu do reitor do Santuário do Senhor Jesus da Piedade, responsável pela componente religiosa, embora a Confraria tenha sido consultada e tenha concordado com a alteração.
O juiz considera que a tradição só faz sentido se existir participação popular. Segundo revelou, no ano passado participaram apenas cerca de 30 pessoas no regresso dos Pendões, contrastando com as milhares que acompanham a procissão no dia 20.
“Não pode continuar assim”, defendeu, acrescentando que, caso os habitantes voltem a manifestar vontade de participar, a procissão poderá ser retomada no futuro. O reitor do Santuário estará disponível para voltar a realizar o cortejo caso se consiga reunir uma participação significativa.
Santuário aberto e tradição do campismo mantém-se
Durante todo o período das festas, entre 18 e 27 de setembro, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade estará aberto, permitindo a visita dos fiéis e daqueles que se deslocam a Elvas para cumprir promessas.
Também o Museu dos Ex-Votos deverá voltar a ser um dos espaços procurados pelos visitantes.
Outra tradição que continua a crescer é a do campismo junto ao recinto das festas. Carlos Damião destaca que muitas famílias mantêm lugares ocupados ano após ano, numa prática que passa de geração em geração.
“Se mais lugares houvesse, mais gente iria acampar”, afirmou, considerando que é precisamente nesta tradição que se mantém uma forte participação popular.
Expo São Mateus continua a complementar as festas
A Expo São Mateus, da responsabilidade da Câmara Municipal de Elvas, volta a assumir um papel importante na dinamização do evento, sobretudo através dos espetáculos musicais.
A programação procura atrair diferentes públicos, incluindo os mais jovens, enquanto a zona dos bares e das diversões mantém, segundo Carlos Damião, uma configuração semelhante à dos anos anteriores.
A par das atividades religiosas e da programação de animação, estão ainda previstas iniciativas como uma mostra de artesanato na Fonte da Fé e uma dádiva de sangue, promovida no âmbito das festas.
Confraria prevê receitas entre 50 e 60 mil euros
Do ponto de vista financeiro, a Confraria espera alcançar resultados semelhantes aos dos anos anteriores. Carlos Damião explica que as receitas obtidas durante o São Mateus são fundamentais para assegurar o funcionamento e a manutenção do Santuário e dos cerca de dez hectares de terrenos sob responsabilidade da instituição.
“É do São Mateus que a Confraria paga todas aquelas despesas”, explicou, referindo os custos com funcionários, limpeza e manutenção dos espaços.
Nos últimos anos, a Confraria tem realizado diversas intervenções, incluindo a construção de uma nova casa de banho, obras de saneamento, intervenções em redes de água e esgotos e a recuperação de janelas do Santuário.
Está também identificada a necessidade de uma intervenção de maior dimensão no telhado do Santuário, uma obra que, segundo o juiz, terá um custo elevado.
Dia com menos ruído para pessoas com autismo
Uma das medidas anunciadas para esta edição das festas passa pela criação de um período com redução do som no recinto, pensado para pessoas com perturbações do espetro do autismo.
A iniciativa está prevista para 22 de setembro, entre as 18h30 e as 20h30, permitindo que estas pessoas possam visitar o espaço das festas num ambiente com menor estímulo sonoro.
Carlos Damião considera que esta é uma forma de tornar as festas mais inclusivas e garantir que todos possam usufruir do São Mateus.
Com a preparação do recinto praticamente concluída, a Confraria espera agora que a edição de 2026 volte a trazer milhares de visitantes a Elvas, mantendo a componente religiosa e as tradições que marcam o evento, mas também introduzindo novas iniciativas para acompanhar a evolução das festas.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
O Centro Comunitário de Campo Maior vai retomar, nos próximos dias, um conjunto de atividades destinadas à população sénior da vila, com destaque para a ginástica e os diferentes ateliês dos Clubes dos Maiores.
A programação pretende proporcionar aos seniores momentos de convívio, aprendizagem e atividade física, contribuindo também para combater o isolamento e promover um envelhecimento mais ativo.
Entre as atividades previstas está o regresso da ginástica sénior, já esta quarta-feira, 16 de setembro, avança Paula Jangita, vereadora na Câmara Municipal de Campo Maior. “Vamos ter ginástica sénior sempre às quartas e sextas-feiras, das 9h00 às 10h00”, adianta.
Para além da atividade física, os Clubes dos Maiores voltam a disponibilizar diferentes ateliês, como os de informática e costura, mantendo uma oferta diversificada para os seniores do concelho.
Apelando à participação de quem ainda não integra os Clubes dos Maiores, Paula Jangita explica que os interessados devem apenas dirigir-se ao Centro Comunitário de Campo Maior para efetuar a respetiva inscrição.
A autarquia pretende, desta forma, criar oportunidades de ocupação e convívio para a população mais velha, promovendo a participação social e procurando evitar situações de isolamento.
A oferta municipal não se limita, contudo, à vila de Campo Maior. Também em Degolados e Ouguela serão retomados os ateliês dirigidos à população sénior. “Também vamos iniciar no início de outubro os ateliês de Degolados e Ouguela, depois desta interrupção, que é normal”, diz a vereadora, referindo-se à habitual pausa de verão.
Com o regresso destas atividades, o Município de Campo Maior procura garantir que os seniores de todo o concelho tenham acesso a iniciativas que promovam o bem-estar, a aprendizagem e o convívio, independentemente da freguesia onde residem.