PS apresenta na Assembleia da República voto de saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior

O Partido Socialista apresentou na Assembleia da República um Projeto de Voto de Saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior, iniciativa que pretende reconhecer e valorizar uma das mais extraordinárias manifestações de cultura popular, identidade comunitária e participação cívica do país. O deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, é o primeiro subscritor do projeto, que será agora apreciado pela Assembleia da República, seguindo-se a respetiva votação.

Realizadas entre 8 e 16 de agosto de 2026, depois de onze anos de ausência, as Festas do Povo voltaram a transformar Campo Maior num extraordinário cenário de flores de papel, cor, beleza e arte popular, resultado do trabalho, da criatividade e da dedicação de toda uma comunidade. Para Luís Moreira Testa, “as Festas do Povo são muito mais do que uma festa. São uma demonstração extraordinária da força de uma comunidade que se mobiliza, trabalha em conjunto e acredita na sua terra”.

“Campo Maior voltou a florir porque o seu povo quis que assim fosse. É precisamente essa vontade coletiva, essa capacidade de mobilização e a transmissão de saberes entre gerações que tornam as Festas do Povo absolutamente únicas e um património que devemos continuar a valorizar”, acrescenta o deputado. O projeto de voto recorda o reconhecimento das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 15 de dezembro de 2021, sublinhando igualmente o seu contributo para a valorização de Campo Maior, do Alto Alentejo e de toda a região transfronteiriça.

Enquanto deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa considera que é também responsabilidade da Assembleia da República reconhecer aquilo que distingue e valoriza o território. “Temos o dever de levar ao Parlamento aquilo que de melhor existe na nossa região. As Festas do Povo de Campo Maior são um exemplo maior da nossa identidade, da nossa cultura e da capacidade das nossas comunidades. É importante que o Parlamento reconheça e valorize este património”, defende.

O projeto de voto saúda a Câmara Municipal de Campo Maior, a Associação das Festas do Povo de Campo Maior e, de forma muito especial, o povo de Campo Maior, os voluntários, as famílias, os artesãos e todos aqueles que, ao longo de meses, dedicaram o seu tempo, as suas mãos e a sua criatividade à construção deste património vivo.

A iniciativa assume ainda uma dimensão particular por esta ter sido a primeira edição das Festas do Povo após o falecimento do Comendador Rui Nabeiro, uma das figuras maiores da história contemporânea de Campo Maior. “É impossível falar destas Festas sem recordar Rui Nabeiro. Foi um homem profundamente ligado a Campo Maior e às suas gentes e que percebeu, como poucos, que o desenvolvimento de uma comunidade não se mede apenas pela sua capacidade económica, mas também pela força dos seus laços, pela preservação da sua identidade e pela confiança no seu próprio povo”

Para o deputado socialista, a edição de 2026 constitui também uma oportunidade para perpetuar essa memória.  “Quando Campo Maior volta a florir, é impossível não recordar todos aqueles que contribuíram para que esta tradição chegasse até aqui. Rui Nabeiro ocupa naturalmente um lugar muito especial nessa história. Esta edição é também uma forma de manter viva a memória de alguém que sempre acreditou em Campo Maior e nas suas gentes”, conclui Luís Moreira Testa.

Ciência e humanismo em debate na V Conferência Manuel Ferreira Patrício

O Coração Delta – Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro promove a V Conferência Manuel Ferreira Patrício, na próxima sexta-feira, 4 de setembro, a partir das 09h30, no Centro de Ciência do Café.

Com o tema “Ciência e Humanismo: Curiosidade e sabedoria em ação,” esta edição propõe uma reflexão sobre a ligação entre ciência e educação, num contexto marcado pela inteligência artificial, pela desinformação e pela necessidade de maior pensamento crítico na formação das novas gerações.

A sessão de abertura contará com a intervenção de João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro e Presidente da Comissão Organizadora da Conferência Professor Manuel Ferreira Patrício, seguindo-se o painel “Legado de Manuel Ferreira Patrício: Educar para formar pessoas”, com Luís Sebastião, Professor Associado do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, e José Eduardo Franco, Professor responsável pela Cátedra UNESCO do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta.

Participam também nesta Conferência: Elvira Fortunato, Cientista e ex-Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Joana Rita Sousa, Filósofa e Perguntóloga; Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva; José María Corrales Vázquez, Professor da Universidade da Extremadura; Helena Braga, Professora Associada da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; e Pedro Pinto de Almeida, CEO da Teach For Portugal.

A sessão de encerramento contará com as intervenções de Rita Nabeiro, Presidente da Associação Coração Delta e Administradora Executiva do Grupo Nabeiro, e de Luís Rosinha, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.

Orçamento Participativo: “Meet Elvas” quer transformar a visita à cidade numa experiência digital e interativa

O projeto “Meet Elvas” é uma das 14 propostas submetidas à votação na edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. A iniciativa pretende criar uma plataforma digital interativa associada a um passaporte colecionável, com o objetivo de transformar a descoberta do património elvense numa experiência mais dinâmica, acessível e adaptada aos novos hábitos dos visitantes.

Um dos responsáveis pelo projeto é Cláudio Belo, informático de profissão, que integra uma equipa multidisciplinar composta por profissionais ligados a diferentes áreas.

Um guia turístico no telemóvel

Em traços gerais, o “Meet Elvas” pretende funcionar através de uma aplicação móvel e de um passaporte que os visitantes poderão adquirir em diferentes pontos da cidade. Ao longo do percurso, será possível visitar monumentos, recolher carimbos, responder a questionários e acumular pontos.

Através da aplicação, os utilizadores poderão “ver os monumentos em 3D, ter alguma informação visual e gráfica sobre os monumentos” e conhecer a sua história de uma forma mais interativa, explica Cláudio Belo.

A ideia passa também por responder a uma realidade cada vez mais comum no turismo: nem todos os visitantes têm disponibilidade ou vontade para ler grandes quantidades de informação durante uma visita. Com o “Meet Elvas”, “o guia seria o telemóvel”, resume o responsável.

História contada através de encenações

Uma das componentes diferenciadoras do projeto será a utilização de atores e conteúdos audiovisuais para recriar episódios e ambientes históricos associados aos monumentos. Os visitantes poderão assistir a “encenações históricas feitas por atores” e conhecer, através de personagens fictícias, “como era antigamente esse monumento”.

A componente de gamificação será igualmente importante. Cada monumento poderá representar uma etapa do percurso, com questionários associados e atribuição de pontos. A equipa pretende ainda criar prémios e estabelecer parcerias com entidades locais, permitindo eventualmente trocar pontos por descontos ou outras vantagens.

O objetivo é que o circuito não se limite aos locais mais conhecidos da cidade. “Queremos dinamizar todos os monumentos e não só o castelo ou só os fortes”, sublinha Cláudio Belo, defendendo uma maior divulgação do património existente nas diferentes freguesias do concelho.

Um projeto criado por elvenses que regressaram à cidade

A equipa responsável pelo “Meet Elvas” reúne profissionais de diferentes áreas, muitos deles com uma ligação pessoal à cidade. “Somos retornados a Elvas. Tivemos todos fora e voltámos para Elvas”, explica Cláudio Belo. Foi desse reencontro e da vontade de aplicar na cidade conhecimentos adquiridos noutras áreas que nasceu a ideia.

“Pensámos: por que não fazer algo que já existe fora de Elvas, mas cá em Elvas?”, conta. A intenção é juntar competências de informática, tecnologia, teatro, cinema, artes gráficas e 3D para criar um produto desenvolvido localmente e pensado especificamente para o património e a realidade elvense.

Uma experiência acessível e em vários idiomas

O projeto prevê que a aplicação possa ser disponibilizada em vários idiomas, entre os quais português, espanhol, inglês e francês, estando a equipa a considerar a inclusão de seis ou sete línguas.

A preocupação é tornar a experiência acessível ao maior número possível de visitantes, evitando que a barreira linguística prejudique a compreensão do património.

A aplicação deverá também adaptar-se a diferentes públicos. “O nosso objetivo é termos uma interface que seja adaptável para idosos, para mais novos, para todos conseguirem aproveitar a aplicação e desfrutar da experiência”, explica Cláudio Belo.

Atrair os mais jovens para o património

Outro dos objetivos passa por aproximar os públicos mais jovens da história e da cultura de Elvas, recorrendo a mecanismos de jogo e a uma componente social integrada na própria plataforma.

A equipa pretende criar uma experiência que incentive os utilizadores a explorar a cidade, completar desafios e partilhar os conteúdos nas redes sociais. “Vamos tentar atrair também o público mais jovem com esse joguito”, afirma o informático.

A estratégia poderá permitir que os próprios visitantes funcionem como promotores da cidade, através da partilha das experiências proporcionadas pela aplicação móvel nas redes sociais.

25 mil euros para desenvolver o projeto

A candidatura apresenta um orçamento de 25 mil euros, o valor máximo disponível no âmbito do Orçamento Participativo. A verba seria utilizada sobretudo no desenvolvimento da aplicação e da infraestrutura tecnológica, incluindo alojamento, servidores e outros recursos necessários.

Parte do investimento seria igualmente destinada à produção dos conteúdos, contratação de atores, figurinos, gravações e outros materiais. A equipa estima que o desenvolvimento envolva inicialmente cerca de quatro a cinco profissionais, entre programadores, designer, elementos ligados ao teatro e profissionais de cinema.

Cláudio Belo reconhece que a concretização do projeto exigirá vários meses de trabalho, incluindo uma fase de testes e aperfeiçoamento. A manutenção da plataforma deverá também ser contínua, permitindo corrigir erros e acrescentar novos conteúdos à medida que o património e a oferta cultural do concelho evoluem.

Apesar de considerar o financiamento essencial para concretizar a proposta na sua dimensão prevista, a equipa admite avançar com uma versão mais económica caso o projeto não seja o escolhido no Orçamento Participativo.

Para já, a decisão está nas mãos dos elvenses. Cláudio Belo apela à participação da população na votação do Orçamento Participativo, que decorre até 2 de outubro, esperando que o “Meet Elvas” consiga conquistar o apoio necessário para transformar a ideia numa nova forma de descobrir o património, a cultura e as histórias do concelho.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Prevenir para proteger: crianças de Campo Maior treinam resposta a sismos

Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior realizaram um exercício de sensibilização e preparação para situações de sismo no Centro Educativo Alice Nabeiro, dirigido à comunidade educativa, maioritariamente composta por crianças.

A iniciativa teve como objetivo reforçar os conhecimentos da comunidade educativa sobre os procedimentos a adotar perante um sismo, com destaque para três gestos fundamentais de proteção: baixar, proteger e aguardar.

Durante o exercício, as crianças foram sensibilizados para a importância de baixar-se sobre os joelhos, proteger a cabeça e o pescoço, procurando abrigo junto de uma estrutura resistente, e aguardar nessa posição até ao fim do abalo.

A ação pretendeu reforçar, de forma prática, a importância da prevenção e do treino na resposta a situações de emergência, contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.

Cooperativa de Habitação Popular de Campo Maior assinala 50 anos de atividade

A Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior, C.R.L. assinalou esta segunda-feira, 31 de agosto, o seu 50.º aniversário, numa sessão comemorativa realizada no Centro Cultural de Campo Maior. Constituída formalmente a 31 de agosto de 1976, num período em que Portugal, após a Revolução, procurava respostas solidárias para a escassez de habitação digna, a cooperativa nasceu da iniciativa de um grupo de cidadãos do concelho. O arranque efetivo da construção deu-se em 1979, com o apoio técnico do Gabinete de Apoio Técnico (GAT) de Elvas na elaboração dos projetos de infraestruturas.

Em 1980 foi aprovado o projeto final, que previa a conclusão de 212 moradias inseridas num plano global desenhado para acolher cerca de 350 habitações em banda. A cooperativa manteve depois o seu trabalho em prol da comunidade, construindo mais 225 fogos entre 1988 e 2006, com financiamentos do Estado, da Caixa Geral de Depósitos e de fundos próprios.

Ao longo destas cinco décadas, o Bairro da Cooperativa consolidou-se como uma área residencial de referência em Campo Maior. As moradias em banda, concebidas com respeito pelas linhas simples e pela escala da arquitetura tradicional alentejana, permitiram fixar famílias no concelho e proporcionar habitação estável a custos controlados.

A sessão comemorativa incluiu um historial da cooperativa, uma mensagem de continuidade para que as novas gerações possam continuar a aceder a lar e habitação, um registo fotográfico do parque habitacional ao longo dos 50 anos, e com vários depoimentos e temas de reflexão sobre o cooperativismo. Foi prestada homenagem ao Comendador Rui Nabeiro. O fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés que era o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior à data da constituição da cooperativa e revelou-se o grande impulsionador da sua criação.

A efeméride ficou marcada pelas reflexões sobre o impacto histórico da instituição no concelho, bem como pelos desafios atuais que o setor habitacional enfrenta a nível nacional.

Em representação da família, João Manuel Nabeiro recordou o legado e o impacto humano e social da instituição, sublinhando que a celebração dos 50 anos condensa “muita coisa que aconteceu” ao longo das décadas. O empresário felicitou os cooperantes e destacou a dedicação de Manuel Pedro Saragoça na condução dos destinos da cooperativa. “A necessidade de habitação é fixar as pessoas no território e, obviamente, Campo Maior tem essas mesmas necessidades nos dias de hoje, como têm todas as vilas e cidades do nosso país. Ter uma habitação digna para o conforto pessoal diário e de toda a família é uma necessidade completamente básica. Por isso, celebrar 50 anos da vida desta cooperativa, com um trabalho enorme realizado em Campo Maior, agrada-me de sobremaneira”, afirmou, visivelmente emocionado com a homenagem prestada ao seu pai.

Por seu lado, Manuel Pedro Saragoça, dirigente da Cooperativa de Habitação Popular de Campo Maior, fez um balanço altamente positivo do caminho percorrido desde meados da década de 70. “Para Campo Maior isto foi extremamente importante. Quem conheceu no ano de 74, 75 e 76 o que era Campo Maior em termos do parque habitacional, percebe que a cooperativa veio resolver, e de que maneira, todo um problema da habitação. Além disso, ajudou a que os jovens se fixassem na terra, a que fosse criado emprego e a que toda a zona económica se desenvolvesse, precisamente porque contou com habitação para os seus trabalhadores”, sublinhou.

Manuel Pedro Saragoça destacou ainda que a visão inicial permitiu a cedência de terrenos para diversos equipamentos sociais e educativos fundamentais para a vila, como a escola secundária, o Centro Cultural, o Centro de Saúde e um infantário. Apesar de a atividade de construção estar atualmente parada, a cooperativa mantém-se ativa e dispõe de um terreno de 23 mil metros quadrados pronto a ser infraestruturado.

Para retoma da construção a custos controlados, o responsável apela a uma mudança nas políticas de apoio estatal: “É apenas necessária uma alteração na política a nível nacional. Enquanto o nosso Governo não apostar mais nas cooperativas e em possibilitar melhores financiamentos, as cooperativas não vão conseguir construir. O preço da habitação está extremamente elevado, as infraestruturas e os créditos também. É necessário haver um apoio estatal para reduzir estes custos e suprir uma dificuldade enorme, que é a falta de habitação para os jovens.”

Também presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, expressou o orgulho do concelho no percurso da instituição, salientando as centenas de habitações erguidas ao longo de meio século. “Foram 50 anos em que esta cooperativa participou de uma solução para o nosso concelho, ajudando muitos campomaiorenses que não conseguiriam de outra forma ter a sua própria habitação”, referiu o autarca.

Luís Rosinha manifestou a expectativa de que o tema da habitação, central na agenda nacional, traga medidas direcionadas para o setor cooperativo, assegurando que o município está pronto para apoiar novos projetos. “Aguardamos com muito impasse que haja aqui uma medida eventualmente dirigida à cooperativa de habitação, onde a Câmara também tem tentado acompanhar conjuntamente com a direção, para que possamos continuar a construir mais habitação no âmbito cooperativo. A cooperativa a chegar aqui aos 50 anos não vai ficar por aqui, ainda vão surgir mais projetos”, concluiu o presidente do município.

O Alentejo está preparado para o calor extremo?

O programa Ambiente em FM desta semana aborda o impacto do aumento das temperaturas na região alentejana e analisa as estratégias locais para enfrentar os cenários de calor extremo. Descubra de que forma as alterações climáticas estão a tornar os verões mais rigorosos e o que várias autarquias estão já a fazer para adaptar as cidades a esta nova realidade.

O Alentejo figura entre as áreas mais vulneráveis do país devido à multiplicação, intensidade e maior duração das ondas de calor — caracterizadas por períodos de pelo menos seis dias consecutivos com temperaturas anormalmente elevadas. Para mitigar estes efeitos no meio urbano, torna-se essencial desimpermeabilizar solos, aumentar as zonas de sombra, escolher materiais com menor absorção térmica e expandir os espaços verdes.

Como resposta a este desafio, alguns municípios da região estão a implementar medidas concretas de planeamento urbano, destacando-se a meta de aplicar a regra “3-30-300”. Esta diretiva prevê que cada cidadão consiga avistar pelo menos três árvores a partir de casa, que a cobertura de copa do bairro atinja os 30% e que existam parques verdes a menos de 300 metros de distância de todas as habitações.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Crianças de Elvas aproveitam até ao último dia o ATL de Verão da Arkus

Com a chegada de setembro aproxima-se do fim mais uma edição do tradicional ATL de Verão da Arkus, em Elvas. Desde o início de julho, a iniciativa tem sido uma importante resposta para os pais que, durante a pausa letiva, continuam a trabalhar e procuram um espaço seguro e dinâmico para os filhos.

Ao longo destes dois meses, crianças dos três aos 12 anos têm participado num vasto conjunto de atividades, entre mergulhos na piscina, sessões de cinema, passeios, visitas a museus e outras iniciativas ao ar livre. Um dos momentos especiais deste verão foi a visita aos estúdios da Rádio ELVAS, onde os mais pequenos tiveram oportunidade de participar no programa “Discos Pedidos”.

Para Cíntia Almeida, uma das animadoras e monitoras do ATL, o crescimento da procura é evidente de ano para ano. “Temos cada vez mais crianças, temos mais procura e é gratificante ver que as crianças gostam de estar connosco”, afirma.

Entre as várias atividades preparadas, a ida à piscina é, segundo a monitora, a preferida da maioria das crianças. Para quem acompanha os participantes diariamente, a experiência vai, contudo, muito além da ocupação dos tempos livres.

“É mesmo a nossa frase: as crianças são o nosso futuro. A ligação com que nós ficamos com eles é gratificante”, explica Cíntia Almeida, que admite já sentir alguma saudade com a aproximação do final do ATL. Questionada sobre um eventual regresso no próximo verão, a resposta é imediata: “Sempre, sempre pronta”.

Entre os participantes está Cristiana, de sete anos, que frequenta o ATL pelo segundo ano consecutivo. Para a menina, uma das melhores partes do verão são as novas amizades e as atividades preparadas pelas monitoras.

“Temos novos amigos, muitas atividades novas e eu gosto muito de estar aqui no verão”, conta.

A atividade preferida de Cristiana é quando tem oportunidade de se “transformar” numa modelo, desfilando com as roupas que as próprias monitoras escolhem para que ela e outras crianças possam vestir. As sessões de cinema e a oportunidade de experimentar atividades diferentes também estão entre os momentos de que mais gosta.

Para a jovem participante, o ATL é ainda uma alternativa ao tempo passado em casa, nomeadamente ao uso do telemóvel.

Também Gabriel, de oito anos, faz um balanço positivo da experiência. Entre todas as atividades, há duas que se destacam: futebol e piscina. “É boa a experiência e o que eu gosto mais é o futebol”, afirma.

Apesar de reconhecer que existem regras a cumprir, Gabriel garante que a relação com as monitoras é boa. O menino já tinha frequentado a Arkus durante o ano, nas explicações, e decidiu agora prolongar a experiência durante o verão.

Com o início do novo ano letivo cada vez mais próximo, termina, a 11 de setembro, mais uma edição do ATL de Verão da Arkus, marcada por atividades, brincadeiras, novas amizades e pela ligação criada entre crianças e monitoras ao longo de todo o ver

Prazo para cumprir PRR termina esta segunda-feira com Governo a garantir 100% de execução

Termina esta segunda-feira, 31 de agosto, o prazo para cumprir o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o Governo a assegurar que o programa será concluído com 100% de execução.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, classifica o PRR como “o maior projeto, alguma vez, desenvolvido pela Administração Pública Portuguesa”, representando um investimento de 22 mil milhões de euros. “E vamos dá-lo por concluído, com sucesso, com 100% de execução”, afirmou o ministro este domingo à noite, enquanto participativa na cerimónia comemorativa dos cem anos da elevação de Estremoz a cidade.

Ao longo da sua implementação, o PRR aprovou “403 mil projetos”. Entre os investimentos mais visíveis estão diversas obras promovidas pelos municípios, nomeadamente escolas, centros de saúde, unidades de cuidados continuados e outras infraestruturas públicas.Castro Almeida destacou, por isso, o papel das autarquias na concretização do programa. “Eu sinto o dever de reconhecer aqui o papel determinante, decisivo, que tiveram os municípios na conclusão do PRR”, afirmou.

Apesar de ainda existirem obras em curso em vários concelhos, o ministro garante que estas situações não comprometem o cumprimento das metas do PRR. Segundo Castro Almeida, o Governo contratualizou 101% da execução prevista, criando uma margem para fazer face a eventuais atrasos.

“Eu bem sei que vocês conseguem identificar aqui e acolá, em muitos concelhos, obras que ainda não estão concluídas. Mas não se alarmem, porque são obras para além do PRR”, explicou.

O ministro deu como exemplo o investimento na habitação. A meta estabelecida pelo PRR era a construção de 26 mil casas, objetivo que, segundo Castro Almeida, já foi ultrapassado, com mais de 30 mil habitações construídas.

No entanto, existem ainda “milhares” de casas em construção. A explicação, segundo o Governo, está no facto de terem sido lançados concursos para quase 50 mil habitações, acima da meta inicialmente estabelecida pelo PRR. “Algumas delas vão estar ainda em construção, mas estão para além das metas do PRR”, esclareceu Castro Almeida.

Com o encerramento do prazo de execução, o Governo considera assim cumpridas as obrigações associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência, enquanto alguns dos investimentos contratualizados acima das metas definidas continuarão a ser executados para além da data-limite do programa.

Campo Maior recebe encontro internacional de colecionadores de pacotes de açúcar de 11 a 13 de setembro

Campo Maior prepara-se para receber, entre os dias 11 e 13 de setembro, o PORTSUGAR, encontro internacional anual de colecionadores de pacotes de açúcar promovido pelo CLUPAC – Clube Português de Colecionadores de Pacotes de Açúcar.

De acordo com Adolfo Lopo, presidente da direção do CLUPAC, o encontro, que nesta sua 22ª edição conta com os apoios da Delta Cafés e da Câmara Municipal de Campo Maior, começa no dia 11, sexta-feira, com um programa pensado para proporcionar aos participantes momentos de convívio e, simultaneamente, dar a conhecer alguns dos principais espaços e atrações do concelho.

“Temos o hábito, porque muita gente vem de longe, de nos encontrarmos à noite num jantar informal, num petisco, aproveitando para conhecer a gastronomia local. É um momento de convívio, para mim um dos melhores momentos do PORTSUGAR”, explica.

Antes do jantar, estão previstas visitas às instalações fabris da Delta, ao Centro de Ciência do Café e à Adega Mayor, bem como um workshop de flores de papel, uma das tradições associadas às Festas do Povo de Campo Maior, no Museu Aberto.

Sábado é o dia principal

O sábado, 12 de setembro, será o dia central do PORTSUGAR. O Pavilhão Rui Nabeiro recebe, a partir das 9h00, os participantes, estando a abertura oficial marcada para as 10h30. Dez minutos depois terá início o período oficial de trocas de pacotes de açúcar, que constitui o principal motivo do encontro.

“Cada um leva os seus pacotes, trocamos e, para além do próprio convívio, temos também essa componente de coleção, que é aquilo que nos leva lá a todos”, refere Adolfo Lopo.

Durante o dia, os participantes terão dois períodos destinados à troca de pacotes, entre as 10h45 e as 12h30 e entre as 14h30 e as 18h00. O encontro termina com um jantar comemorativo do 25.º aniversário do CLUPAC, que decorrerá na Quinta dos Pavões.

Uma das particularidades desta edição será a produção de cerca de cem pacotes de açúcar alusivos a Campo Maior. Destes, 90 serão produzidos especificamente pelo CLUPAC e apresentarão diferentes aspetos e valências do concelho. A Delta Cafés, parceira do evento, produzirá ainda uma série de dez pacotes promocionais de Campo Maior, destinados a ser distribuídos a nível nacional.

A iniciativa pretende, desta forma, utilizar os próprios pacotes de açúcar como forma de divulgação do território, promovendo os seus valores culturais, patrimoniais e gastronómicos.

Cerca de 170 colecionadores inscritos

A edição deste ano deverá reunir, pelo menos, 170 colecionadores, para além dos familiares que os acompanham. Para Adolfo Lopo, a dimensão do encontro é também reflexo da importância do convívio entre colecionadores, muitos dos quais apenas se reencontram anualmente no PORTSUGAR

“Muitos colecionadores praticamente só vão ao PORTSUGAR. Vemo-nos de ano a ano com esses, mas há outros encontros que vamos tendo ao longo do ano, nos mais diversos locais, mas há muita gente que só vai a esse encontro”, explica.

O domingo, 13 de setembro, será dedicado à descoberta de Campo Maior. Os participantes vão percorrer vários locais de interesse patrimonial do concelho, numa iniciativa realizada com a colaboração da Câmara Municipal. O programa termina com um brinde de despedida e o encerramento oficial do PORTSUGAR 2026, no Museu Aberto.

Encontro muda de concelho todos os anos

Apesar de Campo Maior acolher este ano o PORTSUGAR, a iniciativa não tem como objetivo fixar-se no concelho. Segundo Adolfo Lopo, uma das características do encontro é precisamente a sua itinerância. “O encontro nunca se repete no mesmo concelho. Todos os anos fazemos o encontro num concelho diferente”, salienta.

O PORTSUGAR assume-se, não apenas como um encontro dedicado à coleção e troca de pacotes de açúcar, mas também como uma oportunidade de convívio e de promoção turística dos territórios que o recebem.

A organização deixa ainda o convite à população para visitar o encontro no sábado, 12 de setembro, entre as 10h00 e as 12h00 e entre as 15h00 e as 17h00, no Pavilhão Rui Nabeiro.

Aqueduto da Amoreira na semifinal nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal

O Aqueduto da Amoreira está apurado para a semifinal nacional da eleição das Novas 7 Maravilhas de Portugal, na categoria de Grandes Obras.

Na tarde de ontem, sábado, 29 de agosto, aquele que é um dos ex-libris monumentais de Elvas assegurou a classificação ao suplantar a Barragem de Alqueva na final regional do Alentejo e Ribatejo, transmitida em direto pela TVI a partir do Castelo de Santarém.

A eleição do Aqueduto foi defendida durante a emissão conduzida por Pedro Teixeira e Maria Cerqueira Gomes pelo vereador Sérgio Ventura, em representação do Município, e pelo guia turístico José Manuel Martins como padrinho da candidatura.

Na semifinal nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal, marcada para Sintra na noite do próximo sábado, 5 de setembro, o Aqueduto da Amoreira tentará ser um dos três apurados da categoria Grandes Obras para a finalissima do programa, agendada para 12 de setembro.

As votações para a semifinal de sábado já se encontram abertas, sendo 761 207 067 o número de telefone para votar no Aqueduto da Amoreira. Cada chamada corresponde a um voto e tem o custo de 1€ + IVA.