Clube de Amadores de Caça e Pesca de Elvas apresenta contas e debate futuro da coletividade em Assembleia Geral

O Clube de Amadores de Caça e Pesca de Elvas reúne-se, no próximo sábado, dia 28 de março, em Assembleia-Geral. Em cima da mesa está a aprovação do relatório de contas de 2025 e todos os assuntos que os sócios considerem importantes tratar junto da Mesa da Assembleia e da direção administrativa.

A verdade é que a atividade do clube, atualmente, contrasta com a que teve em outros tempos, com a área da pesca inativa “há já bastantes anos”. Para isso, garante o vice-presidente do clube, João Silva (na imagem), tem contribuído, sobretudo, a elevada faixa etária dos sócios.

“No ano passado tivemos dois sócios que se interessaram, principalmente um que se interessou em reativar essa atividade da pesca. No entanto, e por força das circunstâncias e da faixa etária das pessoas, dos poucos sócios que ainda se dedicam a essa atividade, não foi possível reunir condições para que essa fosse relançada outra vez”, começa por explicar o responsável. Depois também, infelizmente, por questões de saúde, essa pessoa que iria relançar a pesca desistiu dessa atividade e de procurar que isso fosse reativado”, acrescenta.

Atualmente com cerca de cem associados, depois de já ter tido mais de 300, e apenas dedicado à área cinegética, o clube não tem vindo a conseguir atrair sócios com idade abaixo dos 50 ou 60 anos.

A faixa etária dos sócios do Clube de Amadores de Caça e Pesca de Elvas é “muito elevada”, garante João Silva, que dá o seu próprio exemplo, que em 2026 chega aos 71 anos. “Somos nós, os velhos, que ainda nos vamos dedicando a arrastar as botas para o campo e a espingarda, muitas vezes só para ir dar uma volta, porque cada vez as peças cinegéticas são menos. Mas gostamos de ir para o campo, de estar no campo, de conviver, de fazer uns almoços, uns petiscos, muitas vezes debaixo de uma árvore à sombra, e é isto que vai mantendo a atividade do clube”, confessa.

Ainda que o regime das atividades cinegéticas em Portugal seja rigoroso no que toca, entre outros, a períodos, locais e métodos autorizados para a caça, João Silva garante que o clube elvense cumpre todas as regras impostas. “Aliás, o clube faz a gestão de duas reservas municipais, uma em Elvas e outra em Barbacena, e ainda recentemente tivemos uma auditoria do ICNF” (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), avança.

A cada renovação, realizada de seis em seis anos, através da Federação de Caçadores (FenCaça), o clube tem de tratar de “muitos documentos, muita papelada, muita burocracia”, recebendo, posteriormente, uma auditoria do ICNF. “Mas está tudo em ordem, cumprimos todas as regras: nem damos cabo de árvores, nem de cercas, nem de coisas nenhumas e os caçadores são sempre acompanhados por um responsável do clube para ver se não há transgressões, se cumprem as regras que são impostas e que temos que fazer cumprir”, diz ainda o vice-presidente da associação.

A Assembleia Geral, no sábado, a ter lugar na sede da coletividade, no Largo Luís de Camões, no centro histórico de Elvas, está marcada para as 16 horas. “Apelamos a que todos os sócios do clube compareçam na Assembleia Geral, até para dar outra dinâmica ao clube e para que coloquem os problemas que têm e digam o que é que gostariam que o clube fosse e que atividades tivesse”, remata João Silva.

“Pátio do Cunha”: Carlos Cunha leva “comédia com cheiro a revista” a Campo Maior em Dia Mundial do Teatro

O Centro Cultural de Campo Maior “transforma-se” na noite de sexta-feira, 27 de março, em Dia Mundial do Teatro, no “Pátio do Cunha”: espetáculo protagonizado por Carlos Cunha, que promete levar o público às gargalhadas.

Em declarações à Rádio ElVAS/Rádio Campo Maior, o ator, que explica que “Pátio do Cunha” é “uma comédia com cheiro a revista ou uma revista com cheiro de revista”, revela que esta peça resulta de “uma maluquice”, não só sua, mas também da sua filha, a atriz Erika Mota.

A ideia que dá origem a este espetáculo parte da intenção de Carlos Cunha em juntar várias figuras icónicas da sua carreira, algumas delas a quem deu vida há já mais 30 anos. “É juntar tudo numa situação de comédia, ou seja, tudo aqui com uma ligação grande”, adianta. “E surgiu aqui nesta cabeça, e na cabeça da minha filha, uma coisa que devia ser um pátio, porque tanto eu, como ela, nascemos em zonas ‘nobres’ de Lisboa. Quando digo nobres, estou a brincar, como é evidente, porque eu nasci no Cais do Sodré e a minha filha em Alcântara. Portanto, com esta junção boa, fizemos o Pátio do Cunha”, acrescenta.

Várias personagens vão entrando e saindo de cena, dando origem a uma sucessão de enganos e situações divertidas, com um ritmo frenético e momentos marcantes.

Dizendo-se “abençoado” por fazer aquilo que mais gosta, Carlos Cunha não tem dúvidas de que o público vai divertir-se muito com a peça de cerca de hora e meia, à semelhança daquilo que tem acontecido desde que teve início a digressão de norte a sul de Portugal.

Em palco, neste espetáculo, que conta com momentos de música e dança, a Carlos Cunha e Erika Mota, que acompanha o pai há já 13 anos, juntam-se os atores Lígia Ferreira e Nuno Pires. Entre a equipa técnica, encontra-se ainda o neto do ator, que tem a seu cargo a iluminação do espetáculo. “É bom trabalhar em família. Andar em digressão não é fácil, não é para toda a gente. Tem que ser gente muito especial e esta gente é muito especial”, garante.

Entretanto, “Pátio do Cunha” é apresentado em Campo Maior não só em Dia Mundial do Teatro, como no dia de aniversário de Carlos Cunha. “Para nós é um dia que nos enche de orgulho: é Dia Mundial de Teatro e nós estamos em Campo Maior, com muito orgulho”, diz ainda. Ao público, o ator promete, acima de tudo, “uma noite bem passada”, com as pessoas a divertirem-se e a não pensarem “no atual estado do mundo”.

Este, que é o penúltimo espetáculo da programação do Mês do Teatro, promovida pela Câmara Municipal de Campo Maior, tem início, na sexta-feira, às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline.

Comunidade de Campo Maior celebra legado de Rui Nabeiro na primeira caminhada de homenagem

No próximo sábado, dia 28 de março, data de aniversário do Comendador Rui Nabeiro, realiza‑se a primeira Caminhada em sua homenagem, uma iniciativa que parte de um grupo de colaboradores de Campo Maior para celebrar o legado humano, social e empresarial do fundador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés. O evento pretende honrar a visão, a proximidade e a dedicação do Comendador à sua terra e às suas pessoas — valores que permanecem vivos na memória coletiva e continuam a inspirar gerações.

As inscrições estão abertas até amanhã, quarta‑feira, dia 25 de março, com o valor de 5 Grãos de Café  (inclui t‑shirt) ou 10 Grãos de Café  (inclui t‑shirt e almoço), através de QR code, no link https://forms.gle/rPSXqmcdqZcAUcdp9 ou presencialmente no Centro de Talentos Alice Nabeiro. O valor angariado reverte integralmente para a Associação Coração Delta, instituição que perpetua o compromisso de Rui Nabeiro com o bem‑estar das pessoas e das comunidades que sempre apoiou.

A caminhada terá início junto à estátua de Rui Nabeiro, no centro da vila de Campo Maior, e ao longo do percurso, os participantes serão convidados a revisitar simbolicamente as várias dimensões da sua obra, passando por locais e momentos que refletem o seu espírito empreendedor, o impacto do Grupo que fundou e a forma como contribuiu para melhorar a vida da comunidade. Em diferentes paragens, serão lidas algumas das suas frases mais marcantes, recuperando palavras que continuam a orientar, a motivar e a emocionar todos aqueles que privaram com Rui Nabeiro ou que simplesmente se deixaram tocar pelo seu exemplo.

Mais do que uma cerimónia evocativa, a caminhada pretende ser uma celebração comunitária marcada pelo espírito de união, solidariedade e proximidade que sempre caracterizaram Rui Nabeiro. Cada paragem convida à reflexão sobre os valores que pautaram a sua vida, culminando num momento musical e floral de grande carga emotiva.

Após a caminhada, os participantes são convidados a juntar‑se num almoço‑convívio, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior. A ementa contará com uma Gravançada confecionada por António João Borrega.

A I Caminhada – Celebrar Rui Nabeiro nasce com a ambição de se tornar uma tradição anual, realizada simbolicamente a 28 de março. Pretende constituir um momento de homenagem, união e participação comunitária, perpetuando os valores, a proximidade e o espírito solidário que sempre definiram o Comendador.

IPP abre candidaturas para doutoramentos, mestrados e pós-graduações

Está aberto o período de candidaturas a pós-graduações, mestrados e doutoramentos do Politécnico de Portalegre, abrangendo os diversos domínios técnico-científicos que integram a oferta formativa do Politécnico.

Abre vagas um novo mestrado – em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico –, o qual foi criado no âmbito da estratégia de reforço da formação de professores, pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais.

As candidaturas a cursos de formação avançada realizam-se, online,no portal de candidaturas do Politécnico de Portalegre, até 30 de abril (1ª fase).

A exceção é o mestrado em Enfermagem, cujas candidaturas terminam a 13 de abril. Este curso é promovido em associação, por seis instituições de ensino superior público, sendo a Escola Superior de Saúde – IPPortalegre a entidade coordenadora e de acolhimento da edição de 2026/2028. O consórcio promotor deste mestrado integra, a par do Politécnico de Portalegre, a Universidade de Évora, o Politécnico de Beja, o Politécnico de Castelo Branco, o Politécnico de Setúbal e a Universidade do Algarve.

Município de Estremoz quer criar Rota dos Vinhos para promover adegas e enoturismo

Empenhado em contribuir para a promoção do setor vitivinícola do concelho, o Município de Estremoz pretende vir a criar uma Rota dos Vinhos.

Dando conta que há ainda trabalho a fazer nesse sentido e que ainda não possível concretizar o projeto, a vice-presidente da Câmara, Sónia Caldeira, defende que o “enoturismo é um conceito que tem vindo a ser muito desenvolvido no Alentejo” e que Estremoz “não pode ficar atrás nesta promoção” dos seus vinhos e das suas adegas.

“É um caminho que tem vindo a ser feito a pouco e pouco”, adianta a autarca, que explica que, com o projeto da Rota dos Vinhos, a Câmara Municipal pretende “alavancar ainda mais o enoturismo”. Ainda assim, Sónia Caldeira explica que é preciso chegar-se a alguns entendimentos: “é preciso que todas as adegas também se unam em torno desta causa, porque é isso que faz sentido, mas o Município de Estremoz está disponível e tem vindo a falar com as adegas para ajudar neste trabalho de termos aqui uma Rota dos Vinhos do nosso concelho”.

De recordar que, a par de outros quatro municípios da Serra d’Ossa – Alandroal, Borba, Vila Viçosa e Redondo –, Estremoz foi, em 2025, Cidade do Vinho. Anualmente, a autarquia promove também, no Museu Berardo, o Cultourwine, evento dedicado à promoção do vinho e da cultura.

23 de março é o Dia Mundial da Meteorologia. Quercus alerta para previsão e observação para a segurança das populações

O Dia Mundial da Meteorologia celebra-se a 23 de março, assinalando a fundação da Organização Meteorológica Mundial em 1950. Em 2026, sob o lema “Observar o hoje, proteger o amanhã”, a data destaca o papel vital dos sistemas de monitorização na antecipação de riscos e na salvaguarda da sociedade. José Janela, da Quercus, reforça que o funcionamento da civilização moderna depende diretamente da capacidade de prever fenómenos como tempestades, secas ou cheias, permitindo reduzir os impactos socioeconómicos e proteger a vida humana e os ecossistemas num cenário de crescentes extremos climáticos.

A relação entre o tempo e a biodiversidade é também um dos pontos centrais da reflexão deste ano, evidenciando como as alterações meteorológicas influenciam a fauna e a flora em Portugal. De acordo com a Quercus, a recolha contínua de dados meteorológicos e hidrológicos é a ferramenta mais eficaz para compreender as mudanças no ambiente e adaptar estratégias de conservação. Ao antecipar as variações do tempo, é possível não só garantir a segurança das populações, mas também proteger os habitats naturais, assegurando que as gerações futuras herdem um território mais resiliente e melhor preparado para os desafios do clima.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Agrupamento de Escuteiros 158 de Elvas celebra Promessas Solenes de 36 novos elementos

A Igreja de Santa Luzia, em Elvas, foi este domingo, 22 de março, o palco das Promessas Solenes do Agrupamento 158 do Corpo Nacional de Escutas (CNE). No total, 36 elementos do escutismo católico local assumiram o seu compromisso, numa cerimónia que integrou 14 exploradores, 11 lobitos, sete pioneiros, três caminheiros e um dirigente.

O evento religioso, realizado no Complexo Paroquial, culminou com um almoço de convívio que reuniu a família escutista nas instalações do Centro de Negócios Transfronteiriço.

Grupo de Teatro Infantil do CTAN apresentou a peça “Este Ano Há Festas!”

No dia 22 de março, o Centro Cultural recebeu o espetáculo “Este Ano Há Festas!”, apresentado pelo grupo de teatro infantil do Centro de Talentos Alice Nabeiro, no âmbito na iniciativa do Município “Março Mês do Teatro”.

A peça celebra a identidade de Campo Maior e a tradição das Festas do Povo, mostrando como toda a comunidade se une para transformar as ruas com flores de papel, um símbolo de união, amizade e orgulho nas suas raízes. 

A receita da bilheteira reverteu a favor do grupo de teatro infantil do CTAN.

Aqualia assinala Dia Mundial da Água com campanha de sensibilização

A empresa Aqualia lançou um vídeo especial para assinalar o Dia Mundial da Água, celebrado a 22 de março, reforçando a importância da preservação deste recurso essencial à vida.

Através de uma mensagem simples e emotiva, a campanha destaca o valor da água no quotidiano das populações e alerta para a necessidade de uma gestão sustentável, numa altura em que os desafios ambientais e as alterações climáticas colocam crescente pressão sobre os recursos hídricos.

Com esta iniciativa, a Aqualia pretende sensibilizar cidadãos e instituições para a adoção de comportamentos responsáveis, sublinhando que pequenas ações individuais podem contribuir para a proteção de um bem vital para o futuro do planeta.

Elvas: atrair jovens para a Malha é essencial para que se possam celebrar mais 30 anos do torneio “João Brioso”

Até ao feriado de 25 de abril, o concelho de Elvas celebra, aos sábados, a 30.ª edição do Torneio da Malha “João Brioso”.

Cumpridas as primeiras cinco jornadas da competição, a última disputada este sábado, 21 de março, em Vila Boim, depois de a prova já ter passado também por Santa Eulália, Terrugem, Barbacena e Vila Fernando, o torneio conta, desta vez, com pouco mais de cem inscritos.

Aos comandos do evento, organizado pela Câmara Municipal de Elvas e pela Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa, tem estado João Charruadas, presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, que revela que estavam inscritos, até à terceira jornada, 101 participantes, divididos entre os quatro escalões: “temos 74 seniores, que é o grande volume, nove senhoras, 11 veteranos e sete crianças”.

Com mais três jovens inscritos e a participar no torneio, face ao ano passado, João Charruadas considera importante que se vá conseguindo atrair os mais novos para este tipo de atividades. “É muito importante interagirmos com as crianças, que pratiquem atividades desportivas e lúdicas, para que não estejam só ligadas à internet e aos telefones. E é engraçado ver as crianças a praticarem esta atividade desportiva tradicional”, assegura.

Por outro lado, e numa altura em que aqueles que se dedicam a este jogo tradicional já são em número mais reduzido face a outros tempos – uns já faleceram e outros “por opção” deixaram de praticar a modalidade – Charruadas defende ser necessário continuar a apostar nos jovens, para que, daqui a 30 anos, se possa celebrar o 60.º aniversário do Torneio da Malha “João Brioso”. “Mas temos alguns jogadores de meia-idade, na casa dos 40, 50 e 60 anos, que ainda têm alguns anitos para jogar”, acrescenta.

Lembrando que há possibilidade de inscrição até à sétima jornada do torneio, o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa revela ainda que, há alguns anos, neste torneio, participava o dobro dos atuais jogadores: “quando se iniciou, chegou-se a ter um torneio com 200 inscrições”.

Por mais que a Câmara Municipal de Elvas disponibilize transporte aos participantes, o torneio divide-se em dez jornadas, todas elas realizadas em diferentes locais. “Sempre fica alguma despesa no bolso das pessoas e as pessoas pensam duas vezes em participar, mas é uma atividade em que as pessoas se concentram em cada freguesia, entre duas horas e meia a três horas em convívio, em pura diversão ao ar livre e depois há o bichinho também da competição de quem ganha, quem derruba mais, quem tem mais pontos”, remata João Charruadas.

No próximo sábado, dia 28, é em São Vicente que é disputada a sexta jornada deste 30.º Torneio da Malha do concelho de Elvas “João Brioso”.