O Sistema de Bicicletas Partilhadas do Alto Alentejo, denominado CICLAA, começou a ser implementado na região, com a distribuição de 18 bicicletas elétricas por nove dos 15 municípios do distrito de Portalegre. Alter do Chão, Arronches, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Ponte de Sor e Sousel são os concelhos que integram esta primeira fase da iniciativa.
Promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), no âmbito do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável do Alto Alentejo (PAMUSAA), o projeto integra o programa europeu TRANSCOM_EUROACE e pretende contribuir para a promoção da mobilidade sustentável e para a transição energética na região EUROACE.
Cada um dos nove municípios conta, nesta fase inicial, com duas bicicletas elétricas, estando previsto o reforço da oferta com mais duas bicicletas por concelho, o que permitirá chegar a uma média de quatro bicicletas por município.
O presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, acredita que o projeto poderá vir a conquistar a adesão dos restantes municípios do Alto Alentejo, que não integraram esta primeira fase por terem optado por modelos alternativos de mobilidade.
“Penso que é um projeto que vai contagiar os outros seis municípios, que, a princípio, não quiseram aderir porque tinham modelos alternativos”, afirma, admitindo a possibilidade de integrar essas soluções no CICLAA ou de alargar o próprio sistema a outros concelhos.
Para o responsável, trata-se de um modelo que “vem para ficar”, estando já nos planos da CIMAA procurar financiamento para instalar novas estações, tanto nas localidades abrangidas como em zonas próximas, de forma a reforçar as possibilidades de deslocação.
Joaquim Diogo sublinha que as bicicletas elétricas poderão ter uma utilização turística, mas também funcionar como alternativa para as deslocações quotidianas, nomeadamente no acesso a serviços.
“Vamos ver se nós conseguimos alargar um bocadinho esta dinâmica e aumentar também o número de oferta”, refere o presidente da CIMAA, defendendo que os habitantes do Alto Alentejo devem poder beneficiar de serviços de mobilidade semelhantes aos já existentes noutras cidades.
Com a implementação do CICLAA, a CIMAA pretende, assim, criar novas alternativas de transporte, incentivar a utilização de meios de deslocação mais sustentáveis e contribuir para uma mobilidade mais acessível na região.
“Espero que todos possam ciclar connosco”, conclui Joaquim Diogo.
O encontro literário ALERtejo regressa a Elvas, de 22 a 25 de outubro, para a sua terceira edição, com uma programação alargada a quatro dias, mais autores e novas atividades, incluindo iniciativas em diferentes escolas do concelho e uma Feira do Livro.
O encontro literário, coorganizado pelo Coletivo Artístico 7350 e pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, dedica este ano a sua programação ao feminino, dando destaque à mulher enquanto autora e protagonista da criação literária.
Elizabete Agostinho, uma das responsáveis pela organização do ALERtejo, considera que o evento dá este ano um passo importante no seu crescimento, quer ao nível da duração, quer da diversidade da programação. “Acho que fizemos um salto na escala do evento este ano”, afirma a diretora artística, explicando que, depois das duas primeiras edições, existia a vontade de levar o projeto “ao nível seguinte”, reforçando a riqueza e a diversidade das propostas apresentadas ao público.
Nesse sentido, a colaboração com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo permitiu alargar a iniciativa e consolidar a sua dimensão. “Estamos bastante orgulhosos da programação que conseguimos ter nesta terceira edição do ALERtejo”, sublinha.
ALERtejo vai às escolas para aproximar os mais novos da leitura
Uma das novidades desta edição é o alargamento da programação de três para quatro dias, com os dois primeiros dedicados também a atividades dirigidas à comunidade escolar. A organização pretende, assim, aproximar os mais jovens da literatura e incentivar hábitos de leitura numa fase da vida em que muitos leitores se afastam dos livros.
“Aquilo que motivou o ALERtejo na sua génese foi a nossa vontade de criar cultura e de valorizar a literatura local e não só, valorizar a literatura local e nacional para a população local e nacional”, explica Elizabete Agostinho.
A responsável destaca a importância de chegar aos públicos mais jovens, sobretudo na pré-adolescência e na adolescência, idades em que, considera, se verifica frequentemente um afastamento da leitura.
Para responder a esse desafio, o programa inclui a presença da escritora Maria Inês Almeida em várias escolas do concelho de Elvas. “Quisemos precisamente trazer a Elvas uma autora que fala, que escreve para essas faixas etárias”, refere, acrescentando que a iniciativa pretende “criar leitores que possam vir depois às próximas edições do ALERtejo”.
A diretora artística do evento deixa também o desejo de que a aproximação seja recíproca: “Desta vez, o ALERtejo vai à escola, mas também queremos muito que os alunos dessas escolas possam vir ao ALERtejo”.
Literatura nacional e identidade local lado a lado
A Casa da Cultura de Elvas acolhe a Feira do Livro, enquanto este e outros espaços da cidade, incluindo o Hotel Vila Galé Collection Elvas, recebem apresentações de livros, conversas e encontros com escritores.
A programação reúne nomes da literatura nacional e autores ligados à região, numa aposta que pretende valorizar a cultura local sem deixar de proporcionar ao público o contacto com escritores de projeção nacional.
“Queremos muito que seja um evento aglutinador, que valorize a literatura, sem nunca esquecer a sua identidade”, afirma Elizabete Agostinho.
A organização procura, por isso, promover o encontro entre diferentes escalas culturais, trazendo a Elvas autores reconhecidos nacionalmente e mantendo, em simultâneo, a presença de escritores locais e de figuras que contribuem para a dinâmica cultural do concelho.
“Também queremos que quem vem ao ALERtejo e eventualmente não seja de Elvas tenha a oportunidade de descobrir e conhecer melhor a cultura local, a história, a base histórica daquilo que se escreve no Alentejo”, acrescenta.
Poesia, percursos literários e encontros com autores
Entre os destaques do programa estão um recital de poesia com Pedro Lamares, uma rota literária dedicada a António Sardinha e um jantar poético dedicado às poetisas da Raia.
Para Elizabete Agostinho, estas propostas permitem explorar a literatura para além da leitura individual, aproximando-a de diferentes espaços, experiências e públicos. “A melhor forma de vivenciar a poesia é ouvindo”, considera, destacando a capacidade de Pedro Lamares para transmitir a emoção dos poemas.
O jantar poético inclui uma homenagem às poetisas da raia, com autores de Elvas a dizerem poesia, seguindo-se o recital de Pedro Lamares, numa iniciativa que pretende ultrapassar as fronteiras geográficas e culturais da região.
Já a rota literária, conduzida por Cíntia Romba, procura levar os participantes para o espaço público, mostrando como a palavra escrita pode ganhar vida em diferentes ambientes.
O programa inclui ainda conversas com Inês Meneses e Tozé Brito, apresentações de livros e tertúlias, proporcionando diferentes formas de contacto com a criação literária.
Uma edição dedicada à mulher enquanto autora
A terceira edição do ALERtejo tem como tema central o “mundo” feminino, uma escolha que nasceu, em parte, da reflexão sobre figuras femininas da literatura alentejana, como Florbela Espanca, e da vontade de dar maior visibilidade às mulheres enquanto criadoras literárias.
“Muitas vezes olhamos para cartazes literários e continuamos a ter mais homens do que mulheres”, observa Elizabete Agostinho, salientando que existem atualmente muitas escritoras a destacar-se na literatura contemporânea.
A organização decidiu, por isso, colocar a mulher no centro da programação, não apenas enquanto tema ou personagem literária, mas sobretudo enquanto autora, voz e protagonista da criação cultural.
“Este cartaz não é feminista, é feminino”, garante a responsável, defendendo que a valorização da mulher não tem de assentar numa oposição entre o feminino e o masculino. “A mulher pode ter o seu lugar e deve ter o seu lugar e merece ter o seu lugar sem haver necessariamente esta luta entre o feminino e o masculino”.
Esta perspetiva reflete-se em vários momentos do programa, desde as conversas com autoras até à presença de homens a interpretarem poesia escrita por mulheres, numa lógica de complementaridade e partilha.
Entre os momentos de maior significado está a apresentação do livro “Beatriz, Uma Melodia Interrompida”, de Paula Lebre, escritora elvense que presta homenagem à filha, vítima de violência de género. A programação inclui ainda as apresentações de “Sótão”, de Madalena Sá Fernandes, e “Sou uma Multidão Minúscula”, de Susana Amaro Velho.
O encerramento do encontro fica a cargo da escritora Dulce Maria Cardoso, uma das vozes de referência da literatura portuguesa contemporânea.
Depois de duas edições que reforçaram a ligação à comunidade local e transfronteiriça, o ALERtejo pretende afirmar-se como um dos encontros literários de referência do interior do país, consolidando Elvas e a raia alentejana como espaços de encontro entre autores, leitores e amantes da literatura, de ambos os lados do Guadiana.
A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, pretende reforçar o apoio de proximidade às pessoas que enfrentam uma doença oncológica e aos seus familiares, através da escuta, do acompanhamento e da identificação de necessidades que possam ser colmatadas com o apoio da autarquia ou de outras entidades.
Sobre o trabalho já desenvolvido em articulação com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Hugo Milton, presidente da Junta de Freguesia, explica que esta é uma área à qual pretende dar especial atenção, procurando contribuir para que os doentes e as suas famílias não se sintam sozinhos durante um período particularmente delicado das suas vidas.
O autarca sublinha a importância da proximidade e do contacto humano, defendendo que “uma conversa, um diálogo ou um simples telefonema” podem fazer a diferença para quem atravessa uma fase difícil. Destaca ainda o valor da partilha de experiências com pessoas que já passaram pela doença e conseguiram superá-la.
Hugo Milton revela que já estabeleceu contacto com Cristina Bruno, a coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre da LPCC, para abordar esta questão e perceber de que forma poderá ser prestado apoio a quem dele necessita.
Apesar de admitir que algumas pessoas ainda se mostram retraídas na procura de ajuda, Hugo Milton deixa um apelo direto à população para que se dirija à Junta de Freguesia, partilhe as suas dificuldades e procure um espaço de diálogo.
“Quero que sintam que Campo Maior tem um espaço onde possam ir”, afirma, garantindo que a Junta está disponível para ouvir os cidadãos e procurar soluções para os problemas apresentados.
O apoio poderá passar pela identificação de necessidades materiais específicas, como suplementos alimentares, lenços, turbantes ou outros artigos de que os doentes possam necessitar durante os tratamentos. Segundo o responsável, a intenção é perceber cada situação e encontrar formas de ajudar, dentro das possibilidades existentes.
Quando as necessidades ultrapassarem a capacidade de resposta da junta, está também prevista a possibilidade de encaminhar os casos para a LPCC, nomeadamente para estruturas e grupos de apoio especializados, cujos técnicos poderão assegurar um acompanhamento mais adequado.
“Às vezes, as pessoas podem sentir-se sozinhas, mas não estão, nós estamos lá”, remata Hugo Milton, reforçando a mensagem de disponibilidade da Junta de Freguesia para apoiar quem atravessa uma doença oncológica.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, em 2026, 78 ocorrências criminais em contexto escolar associadas a práticas de bullying e ciberbullying, segundo dados divulgados esta terça-feira, 20 de outubro, no âmbito do Dia Mundial de Combate ao Bullying.
Do total de ocorrências identificadas, 72 estavam relacionadas com bullying e seis com ciberbullying. Os distritos de Setúbal, com dez registos, Porto, com nove, Castelo Branco e Lisboa, ambos com oito, e Santarém, com sete, concentraram o maior número de casos de bullying.
Relativamente ao ciberbullying, foram registadas duas ocorrências nos distritos de Braga e Setúbal e uma nos distritos do Porto e de Santarém.
A GNR esclarece que estes fenómenos não estão tipificados de forma autónoma na legislação penal portuguesa. Os números apresentados correspondem, por isso, a ocorrências criminais registadas em ambiente escolar que, pela análise do respetivo modo de atuação, foram associadas a dinâmicas de bullying ou ciberbullying.
No total, a Guarda contabilizou 1.657 crimes em ambiente escolar, em 2026, na sua área de responsabilidade.
Mais de 67 mil crianças e jovens abrangidos por ações de sensibilização
No âmbito da prevenção da violência em contexto escolar, a GNR realizou 1.845 ações de sensibilização durante o ano letivo de 2025/2026, dirigidas a 67.117 crianças e jovens, maioritariamente em estabelecimentos de ensino.
De acordo com a instituição, estes números representam um aumento superior a 23% face ao ano letivo anterior, abrangendo estabelecimentos de ensino públicos e privados situados na área de responsabilidade da Guarda.
As iniciativas integram ações de sensibilização e campanhas sobre violência, cidadania, inclusão, não discriminação, Direitos Humanos, direitos da criança e utilização segura da internet.
A GNR sublinha que o bullying consiste na prática intencional e repetida de violência física ou psicológica, exercida por uma ou mais pessoas numa relação desigual de poder, provocando sofrimento à vítima. Com a utilização das novas tecnologias e das redes sociais, estas condutas podem assumir também uma dimensão virtual, através do ciberbullying.
Embora o bullying não constitua, por si só, um tipo de crime autónomo, os comportamentos associados podem enquadrar-se em crimes como ofensas à integridade física, injúrias, ameaças e coação.
Alterações de comportamento podem ser sinais de alerta
A Guarda alerta para a importância de pais, professores e outros cuidadores estarem atentos a sinais que podem indicar que uma criança ou jovem está a ser vítima de bullying.
Entre os indicadores a considerar estão alterações de humor, abatimento físico ou psicológico, ansiedade, irritabilidade, queixas físicas recorrentes, dores de cabeça ou de estômago, perturbações do sono e aparecimento de nódoas negras, bem como outras mudanças de comportamento.
A instituição destaca ainda a importância da saúde mental, defendendo o desenvolvimento da empatia, da capacidade de gerir emoções e da resiliência perante dificuldades. A presença da família e dos amigos, o acompanhamento da comunidade escolar e o apoio de professores, psicólogos e profissionais de saúde são considerados fundamentais para o bem-estar dos jovens.
A GNR apela também à criação de ambientes em que as crianças e os jovens se sintam seguros para partilhar as suas experiências e procurar ajuda, sem receio de serem julgados.
GNR deixa recomendações a vítimas, testemunhas e pais
Perante situações de bullying, a Guarda aconselha as vítimas e testemunhas a denunciarem os comportamentos a um adulto de confiança, a promoverem o respeito e a inclusão e a evitarem situações de confronto com o agressor. Recomenda ainda que as vítimas procurem permanecer acompanhadas e em locais frequentados por outras pessoas.
Nos casos de ciberbullying, a GNR aconselha a guardar provas, nomeadamente mensagens e conteúdos ofensivos, a não responder diretamente ao agressor e a procurar ajuda junto dos pais, professores ou de outro adulto de confiança. As testemunhas são igualmente aconselhadas a não partilhar os conteúdos ofensivos e a apoiar a vítima na procura de ajuda.
Aos encarregados de educação, a Guarda recomenda um acompanhamento próximo da rotina escolar e digital dos filhos, com atenção a possíveis sinais de vitimização ou de comportamentos agressivos. Perante suspeitas de bullying, ciberbullying, ameaças ou outras situações de risco, aconselha a comunicação imediata às autoridades e a preservação das provas existentes.
A GNR reforça que a segurança em meio escolar continua a ser uma prioridade estratégica e garante que continuará a desenvolver ações de prevenção, deteção e combate à violência através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário. A instituição dispõe ainda de militares com formação especializada para acompanhar vítimas e encaminhá-las para entidades competentes.
A mensagem deixada pela Guarda, neste Dia Mundial de Combate ao Bullying, é a de que a prevenção depende do envolvimento de toda a comunidade, apelando à denúncia de situações de violência e à construção de escolas mais seguras, inclusivas e respeitadoras.
Em caso de emergência, deve ser contactado o número europeu 112. A GNR recomenda que situações suspeitas de bullying ou ciberbullying sejam comunicadas às autoridades, com preservação de todas as provas disponíveis.
No programa “Ambiente em FM” desta semana, o foco vai para o risco silencioso que ameaça os insetos ainda não catalogados pela ciência. José Janela, da Quercus, alerta que, embora se estime a existência de cerca de cinco milhões de espécies de insetos, apenas um milhão está formalmente identificado.
Com base num estudo publicado na revista Insect Conservation and Diversity, o especialista explica que muitas destas espécies desconhecidas são extremamente vulneráveis devido ao seu tamanho reduzido, populações pequenas e habitats altamente específicos.
A destruição de habitats e as alterações climáticas podem estar a exterminar uma biodiversidade invisível antes mesmo de ela ser descoberta.
O caso de uma amostragem numa floresta australiana — onde mais de metade dos escaravelhos recolhidos eram inéditos para a ciência — demonstra como a perda de biodiversidade pode ser muito mais severa do que os dados atuais indicam, reforçando a urgência de proteger os ecossistemas de forma integral.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
A Câmara Municipal de Elvas pretende reforçar o investimento na habitação, com a construção de pelo menos mais cem fogos até ao final do atual mandato. O anúncio foi feito por Rondão Almeida, presidente do município, que considera esta área uma das principais prioridades da gestão autárquica e um dos maiores desafios sociais da atualidade.
As novas habitações deverão contemplar 47 fogos destinados a renda social, ficando os restantes disponíveis em regime de renda acessível.
“Essa é a grande prioridade”, afirma Rondão Almeida, sublinhando que a autarquia pretende continuar a investir na resposta às dificuldades de acesso à habitação sentidas pelas famílias.
O presidente da Câmara recorda que a aposta nesta área remonta ao início do seu percurso à frente dos destinos do município, em 1994. Três anos depois, a autarquia avançou com a construção de 150 fogos para responder a graves problemas habitacionais existentes na cidade, nomeadamente “as barracas” do Bairro de São Pedro, “onde viviam mais de 32 famílias oriundas das antigas províncias ultramarinas”.
As necessidades habitacionais foram-se alterando ao longo dos anos, levando o município a desenvolver novas respostas. Nesse contexto, Rondão Almeida destaca a assinatura, em 2019, de um acordo no âmbito da estratégia local de habitação, que considera ter antecipado uma preocupação que, entretanto, ganhou maior relevância a nível nacional e europeu.
Desde 2021 até à atualidade, avança o autarca, a Câmara Municipal de Elvas interveio em 330 fogos habitacionais. Deste total, foram recuperadas e requalificadas as 150 habitações construídas cerca de 28 anos antes, que voltaram a estar disponíveis em condições renovadas.
A este trabalho juntou-se a aquisição de mais de 80 imóveis na cidade, posteriormente requalificados e atualmente habitados, bem como a construção de 60 apartamentos destinados ao arrendamento a preços acessíveis.
Rondão Almeida anuncia ainda que a autarquia prevê colocar brevemente à disposição de casais jovens mais dez apartamentos de tipologia T3, procurando alargar as respostas municipais a diferentes necessidades habitacionais.
Ao defender a continuidade deste investimento, o presidente da Câmara desafia outros municípios, excluindo as grandes cidades, a comparar os resultados alcançados em Elvas, destacando o volume de fogos intervencionados nos últimos anos.
A habitação irá, assim, assumir novamente um lugar central nas opções orçamentais do município. Com a proposta de construção de pelo menos cem novas habitações até ao final do mandato, a autarquia pretende reforçar a oferta de renda social e acessível e dar continuidade à estratégia de resposta aos problemas habitacionais do concelho.
Para Rondão Almeida, o objetivo passa por manter Elvas na linha da frente das políticas locais de habitação, numa altura em que o acesso a uma casa continua a ser uma das principais preocupações sociais em Portugal e na Europa.
Mariana Guerra, jovem natural de Campo Maior, brilhou no palco do “The Voice Portugal”, da RTP1, ao interpretar o tema “Meu Nome é Saudade”, de Luís Trigacheiro, conquistando, nas “Provas Cegas”, um lugar na equipa de Cláudia Pascoal.
A atuação da jovem artista não deixou os mentores indiferentes. No final da atuação, Cláudia Pascoal elogiou Mariana e, visivelmente emocionada, confessou que a interpretação a fez recuar alguns anos, recordando o momento em que também ela pisou, pela primeira vez, o palco do “The Voice”. Também David Carreira destacou o talento da campomaiorense, tecendo elogios ao timbre da sua voz.
A participação de Mariana ficou ainda marcada pela escolha do tema de Luís Trigacheiro, artista que assume, de forma secreta, nesta edição do programa, o papel de quinto mentor.
Para além da música, Mariana Guerra frequenta o curso de Direito na Universidade de Coimbra, conciliando os estudos com a paixão pelo canto.
A inscrição no programa teve, contudo, uma protagonista muito especial: a pequena Carminho, fã número um de Mariana, que decidiu inscrevê-la no concurso e dar o primeiro passo para que a jovem pudesse mostrar o seu talento num dos palcos mais conhecidos da televisão portuguesa.
Com esta prestação, Mariana Guerra leva, uma vez mais, o nome de Campo Maior ao “The Voice Portugal” e dá início a um novo capítulo no seu percurso musical.
A Adega Mayor, em Campo Maior, recebe no dia 7 de novembro, pelas 15h30, a quinta edição do “São Martinho On The Move”, uma iniciativa promovida pelo grupo Campo Maior Trail Runners, que promete juntar desporto, convívio e tradição, com uma caminhada, uma corrida de trail e o tradicional magusto de São Martinho.
O evento contempla duas distâncias: uma caminhada de oito quilómetros e uma corrida de trail de 13 quilómetros. Os participantes contarão com guias para acompanhar os percursos, garantindo uma experiência de atividade física e convívio em contacto com a natureza.
As inscrições já se encontram abertas (podem ser feitas aqui), semdo que participação tem um custo simbólico de dois euros, com pagamento a efetuar no próprio dia, junto do secretariado. Cada participante terá direito a um saco de castanhas e vinho, além de outras surpresas preparadas pela organização.
O programa inclui ainda visitas guiadas à Adega Mayor, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer melhor este espaço emblemático de Campo Maior. No final dos percursos, a animação musical ficará a cargo do grupo Ensamble Milhões, a partir das 17h45, num ambiente de festa e partilha.
A iniciativa contará também com um magusto, doçaria e salgados disponíveis no local. As receitas provenientes da venda destes produtos reverterão para fins sociais, reforçando a vertente solidária do evento.
O secretariado abre às 14h30, estando a partida da caminhada e do trail agendada para as 15h30.
Com a combinação de atividade física, tradição e solidariedade, o V São Martinho On The Move convida a comunidade a celebrar o São Martinho de forma ativa, num encontro pensado para promover o convívio e o espírito de entreajuda.
O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, participou na sessão de abertura do Simpósio Internacional “Santa Beatriz da Silva e a Ordem da Imaculada Conceição: História, espiritualidade e expressões culturais”, que ao longo do fim de semana, dias 17 e 18 de outubro, em Fátima.
A iniciativa, promovida com o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior, assinalou um momento de reflexão e valorização do legado de Santa Beatriz da Silva, num ano em que se celebra o 50.º aniversário da canonização daquela que é a primeira santa portuguesa.
O programa do simpósio integrou diversas conferências dedicadas à vida e à obra de Santa Beatriz da Silva, abordando temas como o seu percurso de Campo Maior a Toledo, a história da Ordem da Imaculada Conceição em Portugal e na Arquidiocese de Évora, a iconografia da Santa, a sua presença na cultura e o impacto da sua canonização no país.
O encontro reuniu investigadores e especialistas, promovendo a partilha de conhecimento e a reflexão sobre a importância histórica, espiritual e cultural de Santa Beatriz da Silva, bem como sobre a influência da sua obra e da Ordem da Imaculada Conceição ao longo dos séculos.
Luís Rosinha esteve acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, pelo vereador Paulo Pinheiro e pelos presidentes das três Juntas de Freguesia do concelho.
Com o apoio a esta iniciativa, o Município de Campo Maior reforça o seu compromisso com a valorização e divulgação de uma figura incontornável da história local e nacional, contribuindo para a preservação e promoção do seu legado junto das gerações atuais e futuras.
A Associação Manobra Principal vai promover, no próximo dia 31 de outubro, sábado, a primeira edição do Board Games Arena, uma iniciativa dedicada aos jogos de tabuleiro que terá uma temática especial de Halloween. O evento realiza-se entre as 15h00 e as 20h00, no Espaço Quinta das Beatas do Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre (CAEP), com entrada gratuita.
A proposta pretende reunir jogadores experientes, entusiastas e curiosos numa tarde de convívio, estratégia e diversão, num ambiente inspirado na fantasia, nas bruxas e nos mistérios associados à noite de Halloween.
Em declarações a propósito da iniciativa, Bruno Azeitona, presidente da Associação Manobra Principal, explicou que o objetivo passa por criar um espaço de encontro para todos os que partilham o gosto pelos jogos de tabuleiro, independentemente da experiência ou da idade.
“Vai ser uma tarde de amantes de jogos de tabuleiro e curiosos”, afirma, acrescentando que esta primeira edição terá uma programação adaptada à época. “Todos os jogos de tabuleiro que nós vamos ter vão ter essa temática: o evento vai ser relacionado com a fantasia, o Halloween e as bruxas”, acrescenta.
Além dos jogos de tabuleiro, o programa inclui xadrez e uma sessão de demonstração de Dungeons & Dragons (D&D), um conhecido jogo de interpretação de personagens que convida os participantes a explorar aventuras em cenários de fantasia.
A organização incentiva também os participantes a entrarem no espírito da iniciativa, sendo bem-vindos todos aqueles que queiram comparecer mascarados ou vestidos a rigor para a ocasião.
Um evento para todas as idades
A aposta numa iniciativa aberta a diferentes gerações resulta também da experiência da associação noutros eventos. Segundo Bruno Azeitona, durante o Portalegre Gaming Fest, a organização constatou que os jogos de tabuleiro estiveram entre as áreas que despertaram maior interesse do público, reunindo participantes de várias idades.
“Temos público e há amantes de jogos de tabuleiro de todas as idades, o que é fantástico”, destaca o responsável, sublinhando que o Board Games Arena pretende precisamente dar resposta a esse interesse e proporcionar um espaço acessível a todos.
Com esta primeira edição, a Associação Manobra Principal procura dinamizar o convívio em torno dos jogos de tabuleiro e aproximar novos públicos desta forma de entretenimento, num ambiente descontraído e temático.