O Elvas vence Vasco da Gama na Vidigueira e aproxima-se do topo

O Elvas venceu, esta tarde, o Vasco da Gama por 1-0, na Vidigueira, num encontro marcado pelo equilíbrio e pela intensidade. O único golo da partida surgiu aos 70 minutos, apontado por Jannickson Silva, já na segunda parte, premiando a equipa Azul e Ouro, que foi criando as melhores ocasiões ao longo do jogo.

Na primeira metade, O Elvas dispôs de várias oportunidades para inaugurar o marcador, mas encontrou pela frente um inspirado Ruben Cerqueira. O guarda-redes do Vasco da Gama realizou uma exibição de grande nível, sendo determinante para manter o nulo ao intervalo e acabaria por ser considerado o melhor jogador em campo. Com este triunfo, o quarto consecutivo, a formação orientada por Ruben Dias reforça a confiança e começa a olhar com ambição para os lugares cimeiros da classificação. Está a um ponto do terceiro lugar e a cinco pontos do segundo.

Livro “Brasões e Escudos de Elvas” apresentado na Casa da Cultura

A Casa da Cultura de Elvas recebe, no próximo dia 17 de janeiro, pelas 18h30, a apresentação do livro “Brasões e Escudos de Elvas”, da autoria de José Manuel Nunes Martins.

A obra constitui um importante contributo para o conhecimento da heráldica local, reunindo e interpretando os principais brasões e escudos associados à história e identidade do concelho de Elvas. O livro resulta de um trabalho de investigação aprofundado, valorizando o património histórico e simbólico da cidade, classificada como Património Mundial pela UNESCO.

A sessão de apresentação insere-se na programação cultural do Município de Elvas e pretende promover a divulgação do património histórico local, reforçando a ligação da comunidade à sua memória coletiva.

A iniciativa é de entrada livre, estando aberta a toda a população e a todos os interessados pela história, cultura e heráldica de Elvas.

APORMOR alcança recorde de leilões de bovinos, mas mostra-se preocupada com políticas agrícolas europeias

A APORMOR – Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo registou um máximo histórico em 2025, com a transação de 40.030 bovinos nos seus leilões, o que representa um crescimento de 11,7% face aos 35.313 animais vendidos em 2024.

Este dinamismo da plataforma de comercialização foi acompanhado por uma valorização acentuada do preço médio de venda, que subiu entre 45% e 50% em comparação com o ano anterior. No que diz respeito à tipologia dos animais vendidos, a maioria (32.582) enquadrou-se no escalão de menos de 250 quilos, seguindo-se os animais com mais de 600 quilos (3.941) e o escalão entre 250 e 600 quilos (3.507)3.

Paralelamente aos resultados comerciais da Associação, Joaquim Capoulas, presidente da direção da APORMOR, sublinhou em declarações à Rádio Elvas que o setor mantém uma postura de protesto contra as atuais orientações políticas para a agricultura. O dirigente destacou que as recentes manifestações têm como objetivos centrais a contestação à proposta da Comissão Europeia para a Política Agrícola Comum (PAC) e ao acordo comercial com o Mercosul.

Adicionalmente, a associação manifesta-se contra a tentativa de nacionalização da política agrícola, reafirmando o papel crítico destes protestos na defesa da sustentabilidade e dos interesses dos produtores pecuários. Capoulas referiu que “a manifestação que houve em Bruxelas, no passado dia 18 de dezembro, tinha alguns objetivos: protestar contra a proposta da política comum da Comissão Europeia e também um protesto contra o acordo da Mercosul.

“Quanto a mim, a proposta mais grave era a da tentativa da nacionalização da política agrícola. Isto é, cada país, por si, distribuía as verbas conforme entendia. Isso era um perigo enorme, porque em países como Portugal, vai pôr agricultores uns contra os outros, autarcas contra atividades económicas do campo. Por outro lado, se quer juntar verbas da coesão com verbas agrícolas, isso era um conflito interno e quem o geria? Houve uma revolta de todos os países do Sul e generalizou-se a toda a Europa”, disse ainda o responsável.

“O Elvas” visita Vasco da Gama da Vidigueira com relato em direto na Rádio Campo Maior

“O Elvas” Clube Alentejano de Desportos desloca-se este sábado à Vidigueira para defrontar o Vasco da Gama, num encontro que promete ser disputado e de extrema importância para as contas da classificação. A equipa elvense entra em campo focada em conquistar os três pontos fora de casa, perante um adversário que é conhecido pela sua combatividade no seu próprio reduto, antecipando-se assim uma partida intensa entre dois emblemas de referência do futebol alentejano.

A Rádio Elvas assegura a cobertura total deste evento desportivo através de um relato em direto a partir do estádio, às 15 horas. Todos os adeptos e simpatizantes da equipa “azul e ouro” poderão acompanhar o minuto a minuto do jogo através da frequência 91.5 FM ou da emissão online, com a habitual equipa de comentadores a garantir a análise técnica e o acompanhamento de todas as jogadas decisivas do encontro.

Rally Dakar: cecânico elvense Luís Rodrigues está na Arábia Saudita “numa das mais duras provas do desporto motorizado mundial”

O mecânico elvense Luís Rodrigues está integrado numa equipa internacional que participa no Rally Dakar, uma das mais duras provas do desporto motorizado mundial. O elvense faz parte da equipa South Racing, sediada no concelho de Sintra, responsável pela construção dos veículos e pela assistência técnica em competições internacionais. “South de Racing, uma equipa que fabrica os carros e assiste em provas como o Dakar, o Campeonato do Mundo de Rally-Raid e o Campeonato Mundial de Bajas”, explicou.

A equipa encontra-se atualmente em Alula, na Arábia Saudita, onde decorre a terceira etapa do Dakar, contando com 11 carros em prova. Trata-se de uma formação com forte diversidade internacional, tanto ao nível do staff como dos pilotos. “Cerca de 50 por cento da equipa é portuguesa, mas temos pilotos polacos, chilenos, argentinos e também um português a correr connosco”, referiu Luís Rodrigues.

Segundo o mecânico elvense, este início de Dakar tem sido particularmente exigente devido às condições do terreno. “Este começo tem sido um pouco duro, há muita pedra, muitos furos e muita jante partida”, afirmou, acrescentando que as próximas etapas vão aumentar o grau de dificuldade. “Amanhã, entram na etapa maratona, sem assistência, e aí começam mais dunas. Até agora tem sido sobretudo montanha, pedra e areia.” Luís Rodrigues sublinha ainda a complexa logística da prova, com a equipa a acompanhar os pilotos a partir dos bivouacs através de sistemas de GPS e comunicação à distância.

A nível nacional, destaca os bons resultados alcançados pela estrutura. “Este ano ganhámos a Baja de Portalegre e também as 24 Horas TT de Fronteira”, frisou, salientando que “os carros têm mostrado muita durabilidade” e capacidade para enfrentar terrenos extremamente exigentes.

O Rally Dakar 2026 corre-se na Arábia Saudita e os concorrentes enfrentam várias etapas com mais de 400 km de especiais, num rali que volta a privilegiar a resistência e a navegação. Os desafios são variados. O percurso combina longos setores de dunas, zonas de areia técnica, pistas rápidas e troços onde a navegação volta a assumir um papel decisivo.

O Dakar, anteriormente conhecido como Rali Paris-Dakar é a mais longa prova de rali do mundo. A maioria dos eventos desde o início, em 1978, foi realizada em Paris (França), e seguindo pelo norte de África até Dakar, no Senegal, mas devido à falta de segurança na Mauritânia, os organizadores cancelaram a corrida em 2008, realizando os eventos seguintes de 2009 a 2019 na América do Sul. A edição de 2020 foi realizada na Arábia Saudita e desde então é realizada todos os anos no mesmo país. A competição é aberta a participantes amadores e profissionais, sendo os amadores representando cerca de oitenta por cento dos participantes.

Inicia-se este domingo a contagem decrescente para as Festas do Povo 2026

O Município de Campo Maior e a Associação das Festas do Povo promovem este domingo, 11 de janeiro, uma cerimónia para o Anúncio Oficial das Festas do Povo 2026, pelas 16 horas, no Centro Cultural da vila.

A sessão será presidida pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, e contará com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e do presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro.

Um dos momentos centrais da cerimónia será o início oficial da contagem de dias até às Festas do Povo.

As Festas do Povo de Campo Maior são Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, desde 15 de dezembro de 2021, destacando-se pela tradição secular de decorar as ruas da vila com milhares de flores de papel, produzidas artesanalmente pela população.

Isenção de portagens na A6 para residentes e trabalhadores no Alentejo aguarda regulamentação

A isenção de portagens na autoestrada A6 para residentes e trabalhadores no Alentejo entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2026, na sequência da aprovação da medida no Orçamento do Estado para este ano. A iniciativa pretende reduzir os custos de mobilidade na região e apoiar quem vive ou trabalha no interior do país, aplicando-se também a empresas com atividade no Alentejo.

A medida abrange os troços da A6 entre o nó da A2/A6/A13 e Caia, mas a sua aplicação prática ainda depende de regulamentação por parte do Governo. O Executivo dispõe de um prazo de até 90 dias para definir os procedimentos técnicos e administrativos necessários à operacionalização da isenção, nomeadamente o modo de registo dos beneficiários e a forma de identificação dos veículos abrangidos.

De acordo com a informação disponível, a isenção deverá funcionar através de um sistema eletrónico associado à matrícula do veículo, recorrendo a dispositivos de cobrança automática, como a Via Verde. No entanto, até ao momento, não foi ainda disponibilizado qualquer formulário ou plataforma oficial para requerer o benefício, nem foram divulgadas instruções concretas para residentes ou trabalhadores.

Fonte contactada pela nossa redação aconselha os interessados a reunirem comprovativos de residência ou de vínculo laboral no Alentejo e a acompanharem os comunicados oficiais do Governo, da Infraestruturas de Portugal e das concessionárias, uma vez que a regulamentação deverá ser publicada até abril, esclarecendo como e quando será possível beneficiar efetivamente da isenção de portagens na A6.

Filme “Avatar – Fogo e Cinzas” em exibição em Campo Maior

O filme “Avatar – Fogo e Cinzas” vai estar em exibição este sábado, dia 10 de janeiro, no Centro Cultural de Campo Maior, a partir das 21h30.

“Avatar – Fogo e Cinzas” é um filme norte-americano de ficção científica, dirigido por James Cameron, que coescreveu o roteiro com Rick Jaffa e Amanda Silver, a partir de uma história que o trio escreveu com Josh Friedman e Shane Salerno.

Neste terceiro filme da aclamada e fenomenalmente bem-sucedida saga “Avatar”, James Cameron leva novamente o público até Pandora, numa nova aventura imersiva com o fuzileiro transformado em líder Na’vi, Jake Sully (Sam Worthington), a guerreira Na’vi Neytiri (Zoe Saldaña) e a família Sully.

Rui Jesuíno dedica terceiro volume de “Elvas Antiga” à história do comércio da cidade

O terceiro volume do livro “Elvas Antiga”, da autoria do historiador elvense e cronista oficial da cidade, Rui Jesuíno, tem a sua sessão de lançamento e apresentação, esta sexta-feira, 9 de janeiro, na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo, pelas 18 horas.

Depois de um primeiro volume dedicado à componente arquitetónica da cidade e de um segundo às grandes vivências da cultura, este terceiro, que será apresentado no âmbito das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, é dedicado à história do comércio. “É uma história que ainda não tinha sido contada por ninguém e que vai ser revelada desta forma”, começa por dizer o autor.

Para Rui Jesuíno, “falar sobre o comércio foi algo muito interessante, uma vez que Elvas sempre foi, por ser uma cidade fronteiriça, uma cidade muito comercial”. Na obra, a história, que se inicia na Idade Média, estende-se até aos dias de hoje.

À semelhança do que já aconteceu nos dois primeiros volumes da coleção “Elvas Antiga”, todas as histórias apresentadas são ilustradas com fotografias. Num trabalho de “muita pesquisa”, levadi a cabo ao longo de um ano, para o historiador a maior dificuldade foi “conseguir as fotografias antigas que ilustrassem esse comércio”. “Foi mais difícil do que propriamente fazer investigação”, garante.

Cada capítulo da obra é dedicado a um tipo de comércio: desde as ourivesarias e relojoarias, às farmácias e boticários, passando pelos hotéis, pensões e estalagens, restaurantes, confeitarias, pastelarias, geladarias e chocolatarias, talhos, padarias, adegas, tabernas, cafés, bares, stands de automóveis, bombas de gasolina, tabacarias e casas de prostituição.

“O livro começa por falar do comércio no geral, como começaram e como funcionavam os mercados e as feiras aqui na cidade de Elvas, o mercado diário semanal que se fazia antigamente na Praça da República, e também na Rua da Cadeia e Rua da Feira, e as regras que tinham e que eram ditadas pela Câmara”, adianta o historiador.

Por outro lado, na obra, Rui Jesuíno dá a conhecer os elvenses que estiveram ligados ao comércio internacional e que foram “conhecidos mundialmente”. “São, infelizmente desconhecidos, de alguns, mas fala-se, por exemplo, da família Gomes de Elvas, que se estabeleceu na Madeira e nos Açores e que tinha um monopólio do açúcar. Vendiam o açúcar para a Europa, em especial para a Flandres. Também o António Fernandes de Elvas, que é um elvense do início do século XVII, que, por exemplo, em 1616, detinha o monopólio dos escravos que iam de Angola e do Congo para o Brasil. Era ele que fazia esse comércio de traficante negreiro”, recorda.

A Associação Comercial de Elvas, uma das mais antigas do país, fundada em 1893, é também abordada neste livro, como pontapé de saída para uma abordagem àquilo que foi o “associativismo comercial do final do século XIX”.  

Não sabendo ainda se haverá um quarto volume deste “Elvas Antiga”, Rui Jesuíno, quem tem outra obra sobre “Elvas nas Guerras da Restauração” já concluída, leva um total de oito livros editados.

A entrevista completa a Rui Jesuíno sobre este terceiro volume da obra “Elvas Antiga” para ouvir no podcast abaixo:

Programa PAS: “uma mais-valia para o comércio local e um apoio importante para as instituições” de Campo Maior

As três juntas de freguesia do concelho de Campo Maior – São João Baptista, Nossa Senhora da Expectação e Degolados – têm vindo, de há alguns anos a esta parte, a apoiar, mensalmente, as instituições e o comércio local, através do Programa de Apoio Social (PAS).

A iniciativa tem vindo a revelar-se uma ajuda importante para as instituições, que recebem, sobretudo, bens alimentares, que são adquiridos nos estabelecimentos de Campo Maior, pelas juntas de freguesia. “Tudo aquilo que nós oferecemos às instituições é comprado no comércio local. Acho que é uma mais-valia para o comércio local e um apoio importante também para as instituições”, diz a presidente da Junta de João Baptista e da CURPI, Anselmina Caldeirão.  

Em causa está um apoio mensal que oscila entre os 120 e os 130 euros, sendo que quer as instituições, quer os estabelecimentos contemplados variam de mês para mês. “Um mês recebe uma instituição, outro mês recebe outra. Num mês vamos a uma loja, depois vamos a outra. Portanto, são todas abrangidas e toda a gente sai a ganhar”, garante a presidente da junta.

“Tem sido, de facto, muito gratificante. Falando pela CURPI, é sempre uma ajuda muito importante”, diz ainda Anselmina Caldeirão.

Para além da CURPI, beneficiam deste apoio das juntas de freguesia instituições como a Loja Social, a Santa Casa da Misericórdia e o ATL da Casa do Povo.