Arronches celebra o Dia Nacional da Gastronomia com o porco como protagonista

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) promove, esta segunda-feira, dia 27 de julho, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, a iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo. O encontro integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, que assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.

A iniciativa pretende afirmar a gastronomia como um ativo cultural, económico e turístico de excelência, destacando o papel dos produtos, dos territórios e dos profissionais que preservam e reinventam a cozinha portuguesa. Nesta edição, o destaque recai sobre a carne de porco, um dos ingredientes mais emblemáticos da gastronomia nacional e particularmente relevante na tradição culinária alentejana.

A sessão de abertura, marcada para as 10h00, contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e João Crespo, presidente da Câmara Municipal de Arronches. A moderação estará a cargo do jornalista Edgardo Pacheco.

O programa inclui duas mesas-redondas dedicadas à valorização da fileira do porco. A primeira, “Do Montado à Mesa”, reunirá Gonçalo Moreira (Laborela), Henrique Sim Sim (CCDR Alentejo), Olga Cavaleiro (investigadora) e Ricardo Pereira (Beloteiros – Carnes e Enchidos do Fumeiro Alentejano). Já a segunda, “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, contará com a participação dos chefs João Pires (Restaurante O Valentim), José Júlio Vintém (Restaurante Tombalobos), Michele Marques (Restaurante Mercearia da Gadenha), do investigador Virgílio Gomes e do chef Vítor Sobral.

A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de participar no debate, será responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde, proporcionando um contacto direto com técnicas, saberes e práticas profundamente enraizados na cultura gastronómica nacional.

Para a AHRESP, a valorização da gastronomia portuguesa constitui uma prioridade estratégica, pelo seu contributo para a afirmação da identidade nacional, para a dinamização das economias locais e para a sustentabilidade e competitividade das empresas dos setores da restauração e do alojamento turístico.

“A gastronomia portuguesa é um dos maiores ativos culturais e turísticos do país e um elemento diferenciador da nossa oferta. Valorizar os produtos, os produtores e os profissionais que mantêm viva esta herança é também contribuir para a sustentabilidade e competitividade dos setores que a AHRESP representa. Com esta iniciativa, queremos celebrar o passado, discutir os desafios do presente e projetar o futuro da nossa gastronomia”, afirma Carlos Moura.

A realização do evento conta com o apoio de diversas entidades e marcas. A Nestlé Professional, a Sogenave e a Sumol+Compal associam-se como sponsors oficiais, enquanto o Turismo do Algarve, o Turismo do Centro de Portugal, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Mapfre Seguros e a Robalo participam como patrocinadores da iniciativa.

Rua Francisco Xara vai honrar a vila de Campo Maior e a força que se consegue em determinadas fases da vida

A Rua Francisco Xara é uma das cem artérias que integram a edição de 2026 das Festas do Povo, em Campo Maior. O terceiro troço desta rua é encabeçado, mais uma vez, por Fátima Vitorino, que herdou a função das vizinhas Maria Rosa e Maria José Loreta.

Para Fátima Vitorino, a Rua Francisco Xara, vai ser a mais bonita “porque é aquela que nós trabalhámos, é a dedicação de meses.”

Esta dedicação para transformar a rua num jardim obriga a certos sacrifícios, como “não estarmos no conforto da nossa casa, o não estarmos com a nossa família e as desavenças que também existem com a família”, explicou. A cabeça de rua confessou que teve que ouvir, em casa, frases como: “Porque já vais para as flores outra vez! É só flores, é só flores!”

Mas estas desavenças familiares são compensadas “pelo espírito que foi criado de tantos meses de trabalho, de tantos meses, às vezes de riso, outras vezes já de choro”, contou.

Apesar de pouco moradores contaram com o apoio de colegas e amigos

No troço que Fátima Vitorino lidera, são “cinco ou seis pessoas, depois temos pessoas por fora que se juntaram a nós: colegas de trabalho e amigos.” A cabeça de rua explicou que estão a trabalhar desde fevereiro e que convidaram “as pessoas para nos ajudarem, pedimos para nos cortarem papel, para colar, para forrar arames, porque fazer a flor não é a parte mais complicada, a parte mais complicada é toda a preparação que a flor tem.“

Para além das flores, a rua vai contar com “34 colunas, cada coluna tem 29 flores e, depois, temos as cordas dos lados, as cordas dos meios, temos para cima de 20 mil folhas, cada folha leva dois arames cortados e forrados, ou seja, pode-se imaginar a quantidade que é”, declarou.

A força que se consegue em certas fases da vida e o querer honrar a vila foi a inspiração para esta edição

A ideia surgiu “numa fase da vida em que nós precisamos às vezes de parar para pensar de onde é que vamos buscar forças para fazer certas e determinadas coisas”, explicou Fátima Vitorino, que acrescentou que é “também honrar um bocadinho a Vila de Campo Maior e aquilo que é nosso, que é tão nosso e tão de Campo Maior!”

A escolha foi unânime e pretende mostrar “um conjunto de tudo aquilo que é representativo de Campo Maior”, contou.

A cabeça de rua declarou que, depois de tantos meses de trabalho, a semana das festas “é para viver, é para cantar, é para bailar, é para desfrutar, é para comer, beber e receber amigos, receber amizades e pessoas que venham visitar-nos.”

A campomaiorense explicou que as flores de Campo Maior são especiais “porque é a arte de um povo, o voluntariado deste povo, porque flores de papel qualquer pessoa faz, basta irmos ,hoje em dia, à internet e qualquer pessoa faz flores de papel, mas este trabalho que é feito em Campo Maior, não se consegue fazer em lado nenhum do mundo!”

Do medo à curiosidade: crianças conhecem por dentro o renovado bloco operatório do Hospital de Elvas

As crianças do Centro de Cooperação Familiar, antiga Obra de Santa Zita, viveram na quinta-feira, 23 de julho, uma experiência diferente ao vestirem a pele de médicos e enfermeiros, durante uma visita ao novo bloco operatório do Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

A iniciativa permitiu aos mais novos conhecerem, de forma lúdica e pedagógica, o percurso de um doente numa cirurgia, desde o momento da anestesia até à chegada à sala de recobro. Ao longo da visita, as crianças tiveram ainda oportunidade de contactar de perto com os profissionais de saúde e experimentar alguns dos equipamentos utilizados no bloco operatório.

Uma oportunidade única para abrir as portas do bloco operatório

Segundo Tiago Bagorrilha, enfermeiro do Hospital de Santa Luzia e um dos responsáveis pela atividade, a requalificação do bloco operatório criou uma oportunidade única para abrir aquele espaço à comunidade antes do arranque da atividade cirúrgica.

“O projeto surge desta oportunidade educativa proporcionada pela requalificação do bloco operatório. Se não fosse este período entre o final das obras e o início da atividade cirúrgica, seria muito difícil proporcionar uma visita destas. Aproveitámos esta janela para promover a literacia em saúde junto das crianças, ajudando a reduzir o medo e a ansiedade que muitas vezes estão associados às cirurgias”, explica o profissional.

O enfermeiro destaca que um dos principais objetivos passou por desmistificar a imagem que, não só as crianças, mas também os adultos têm do bloco operatório. “Queríamos que percebessem o que é realmente um bloco operatório, um espaço que muitas vezes é visto com algum receio. Esta foi também uma oportunidade para mostrar à comunidade um pouco desta realidade”, assegura.

Ainda antes do início da visita, para a qual as crianças se equiparam com batas, toucas e máscaras cirúrgicas, Tiago Bagorrilha e outros elementos da equipa colocaram algumas questões aos mais novos. O mesmo aconteceu no final. “O objetivo foi perceber qual era a visão das crianças antes e depois da visita e verificar que houve uma evolução. A iniciativa foi muito positiva e poderá, no futuro, ser replicada, naturalmente adaptada às exigências da atividade clínica”, explica o enfermeiro.

Bloco operatório reabre na próxima semana

A visita aconteceu poucos dias antes da reabertura do bloco operatório, após quatro meses de obras de requalificação.

“Estes quatro meses foram exigentes para toda a equipa e também para a comunidade, mas eram obras indispensáveis. Vamos reabrir com melhores condições, mais qualidade e maior capacidade de resposta para a população de Elvas. As pessoas têm de compreender que esta paragem foi necessária para garantir a segurança dos doentes”, sublinha Tiago Bagorrilha.

Segundo o enfermeiro, o regresso da atividade cirúrgica está previsto para esta segunda-feira, 27 de julho, com cirurgias programadas e resposta aos casos urgentes.

Parceria entre educação e saúde

Também a diretora do Centro de Cooperação Familiar, Angélica Galvão, considera que a iniciativa representa uma mais-valia para as crianças e para a comunidade.

“É muito importante porque nos mostra que todos estamos a trabalhar para o futuro da sociedade. Nós, enquanto comunidade educativa, ajudamos vidas a crescer, e o hospital salva vidas. Esta parceria permite desmistificar conceitos e receios, ao mesmo tempo que as crianças percebem que a cidade está a evoluir”, garante.

Aprender fazendo

A responsável destaca ainda a curiosidade demonstrada pelos mais novos durante toda a visita. “Eles começam um bocadinho tímidos, mas rapidamente ganham interesse. Poder tocar nos equipamentos e experimentar é completamente diferente de aprender apenas na sala de aula.”

Num dos momentos mais divertidos da atividade, Angélica Galvão aceitou participar na simulação de uma cirurgia, assumindo o papel de “doente”. “Entrei na brincadeira com algum receio, mas senti um enorme acolhimento por parte da equipa de enfermagem e dos médicos. Acredito que este cuidado e esta atenção não acontecem apenas nestas iniciativas, mas fazem parte do trabalho diário destes profissionais. Temos muito a agradecer a quem dedica tantas horas a cuidar dos outros”, diz ainda.

Literacia em saúde para reduzir medos

A ação da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo juntou profissionais de saúde e comunidade educativa numa manhã dedicada à promoção da literacia em saúde, procurando transformar um espaço habitualmente associado à ansiedade num local de aprendizagem, proximidade e confiança.

Durante a tarde, o novo bloco operatório esteve de “portas abertas” para os profissionais de saúde.

Parque de Merendas da Expectação reforça papel como espaço de lazer e solidariedade em Campo Maior

O Parque de Merendas do Polidesportivo da Expectação, em Campo Maior, continua a registar uma forte adesão da população, sobretudo durante os períodos de bom tempo. A garantia é dada  pelo presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Milton, que sublinha o crescimento deste espaço de lazer e o seu impacto na comunidade.

Segundo o autarca, a elevada procura pelo Parque de Merendas levou mesmo a Junta de Freguesia a manter livre uma área situada em frente aos campos de padel, permitindo uma melhor utilização do espaço pelos visitantes.

Hugo Milton explica ainda que que a utilização do Parque de Merendas não tem qualquer custo para os utentes. Em contrapartida, é apenas solicitado que cada grupo contribua com 12 produtos alimentares não perecíveis, como latas de salsichas ou de atum. Estes bens são posteriormente entregues à Loja Social, que os distribui pelas famílias mais carenciadas de Campo Maior.

O presidente apela também ao sentido de responsabilidade de todos os utilizadores, lamentando que, por vezes, o espaço não seja deixado nas mesmas condições em que é encontrado. “Aquilo está a ser usado por mim hoje e amanhã pode estar a ser usado por outro pessoa”, recorda, defendendo que o cuidado pelos espaços públicos deve ser uma preocupação coletiva.

Relativamente ao Polidesportivo da Expectação, Hugo Milton faz ainda um balanço positivo das atividades recentemente realizadas. Entre elas destaca um evento promovido pela Casa do Benfica de Campo Maior, deixando uma palavra de reconhecimento ao seu presidente, Miguel Minas, pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

O autarca refere igualmente o apoio prestado pela Junta à realização de uma iniciativa de ginástica, considerando que estas atividades contribuem para a dinamização do espaço e da freguesia.

Por fim, Hugo Milton enaltece o trabalho desenvolvido pelos funcionários e colaboradores da junta, afetos ao Polidesportivo da Expectação, salientando que os utilizadores deixam regularmente avaliações muito positivas sobre a manutenção das instalações. “Têm feito um trabalho excelente”, afirma, deixando uma mensagem de agradecimento e reconhecimento pelo empenho de toda a equipa.

Festival da Juventude e Festas de Nossa Senhora da Conceição trazem The Gift, Nena e Carolina de Deus ao Alandroal

O Alandroal prepara-se para receber, entre os dias 3 e 7 de setembro, o Festival da Juventude e as Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição, com um cartaz musical de destaque e entrada totalmente livre. A animação do palco principal arranca no dia 3 com Carolina de Deus, seguindo-se Nena no dia 4 e os The Gift no dia 5. Na noite de dia 6, a música fica a cargo de um projeto especial que junta a Filarmónica Extravagante Uxu Kalhus à Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal, prometendo atrair milhares de visitantes à região.

Para além das cerimónias religiosas e dos concertos, o evento contará com atividades culturais e desportivas, tauromaquia tradicional e tasquinhas com gastronomia local exploradas por associações do concelho. O Festival da Juventude é organizado pela Associação Jovem Alandroalense e financiado integralmente pelo Município, reforçando a importância destas festividades para a dinamização e promoção da economia local. O programa completo será divulgado em breve pela autarquia.

Ministro defende aceleração da Barragem do Pisão e critica demora na execução de grandes obras públicas

O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, defendeu, na passada terça-feira, 21 de julho, a necessidade de acelerar a concretização de grandes investimentos públicos, apontando a Barragem do Pisão como um exemplo dos prejuízos económicos e territoriais causados pelos atrasos na execução de obras estruturantes.

As declarações foram feitas em Campo Maior, à margem da inauguração da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, uma infraestrutura aguardada pelos agricultores há cerca de 25 anos.

Para o governante, os atuais processos administrativos e judiciais associados à execução de grandes projetos são demasiado morosos, comprometendo o desenvolvimento dos territórios e aumentando significativamente os custos das obras.

“Temos que acelerar investimentos. É uma eternidade para ter uma declaração de impacte ambiental, é uma eternidade para se avançar com o concurso público. Nós temos que ser mais rápidos, no interesse do território, das pessoas e dos contribuintes”, afirmou.

Barragem do Pisão utilizada como exemplo dos custos da demora

José Manuel Fernandes considerou que a Barragem do Pisão ilustra bem os efeitos das sucessivas interrupções e atrasos no processo. Embora reconheça como legítimas as decisões dos tribunais e as posições assumidas pelas associações ambientalistas, sustentou que o prolongamento da obra terá custos elevados para o país.

“No final, quando fizermos as contas, vamos ver que a barragem foi feita, que teve um custo brutal, muito superior, e foi paga pelos portugueses, além do custo de oportunidade que se perdeu porque deixámos de a ter mais cedo, o que era extremamente importante para a população”, afirmou.

O ministro voltou ainda a criticar aqueles que, na sua perspetiva, se opõem à ocupação e valorização do território, referindo que o “impressiona muito quem preferia o deserto à ocupação do território”.

Agricultores, autarcas e empresários são “autênticos heróis”

Durante a intervenção, José Manuel Fernandes destacou igualmente o papel dos agricultores, autarcas e empresários, classificando-os como “autênticos heróis” pela capacidade de resistência perante os obstáculos burocráticos.

“Eu estou ministro da Agricultura porque existem agricultores. Todos aqueles que trabalham na área da agricultura só têm esse trabalho porque existem agricultores. Nós temos a missão de apoiar a agricultura, apoiar os agricultores e os contribuintes”, afirmou, acrescentando que a burocracia e os entraves administrativos representam “um prejuízo para Portugal e para os portugueses”.

Ministro identifica o Estado como um dos principais entraves

O governante identificou o próprio Estado como um dos principais fatores de bloqueio à concretização dos investimentos, embora reconheça que parte da legislação decorre de diretivas europeias que, segundo disse, estão atualmente em processo de revisão para simplificação.

Defendeu, por isso, uma mudança de cultura na Administração Pública, sustentando que os serviços devem procurar viabilizar os processos, desde que respeitem a legislação e o interesse público, em vez de privilegiar razões para os rejeitar.

Apelo à simplificação e à aceleração dos processos

“O que nós temos que fazer é ter legislação que concilie competitividade, sustentabilidade ambiental e coesão territorial e termos processos de decisão mais rápidos. Uma declaração de impacte ambiental não pode demorar cinco anos, uma decisão judicial não pode demorar 20. Os concursos públicos também demoram uma eternidade”, afirmou.

José Manuel Fernandes concluiu defendendo reformas que permitam acelerar os procedimentos administrativos e judiciais, garantindo simultaneamente o cumprimento da legislação e a salvaguarda do interesse público.

Ricardo Pinheiro presidente da CCDR Alentejo realça em Avis a proximidade às populações e as metas dos Fundos Comunitários

Também presente na abertura oficial da Feira Franca de Avis, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, destacou a importância de acompanhar de perto a dinamização do território e os desafios dos municípios alentejanos, “é absolutamente necessário que se faça este conhecimento e esta perceção daqueles que são os problemas e as realidades locais. Devemos estar nos grandes palcos, mas devemos estar também muito próximos das pessoas e daqueles que são os problemas das pessoas.”

Ricardo Pinheiro revelou ainda os próximos passos na gestão dos fundos comunitários na região, no âmbito do Alentejo 2030 e do PRR. “O programa regional do Alentejo vai ter de entregar a reprogramação até ao dia 14 de agosto à Agência de Desenvolvimento e Coesão. É preciso enfrentar os grandes desafios que temos pela frente: por um lado, o financiamento dos projetos no PRR; por outro, garantir a execução do pacote de fundos comunitários que o Alentejo tem para cumprir — até ao final do ano de 2026, executar os 100 milhões de euros.”

Interrogado sobre a melhoria dos eixos viários e das acessibilidades rodoviárias da região, designadamente a ligação entre a A6 (Estremoz) e a A23 (Abrantes), Ricardo Pinheiro apontou para a necessidade de reflexão política regional. “A dimensão de investimento em infraestruturas rodoviárias volta a ser um ponto importante que vale a pena ser repensado. A Comissão Europeia não tem considerado uma prioridade positiva as infraestruturas rodoviárias, mas vale a pena, no âmbito do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT Alentejo), que algumas destas obras estruturantes estejam claramente identificadas e sejam priorizadas como prioridade política da região.”

Rua dos Combatentes nas Festas do Povo: sete meses de dedicação e mais de cem mil flores de papel

A duas semanas do arranque das Festas do Povo de Campo Maior, o trabalho intensifica-se nas ruas da vila.

Na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, a cabeça de rua Elsa Muacho garante que o objetivo é surpreender os visitantes com uma decoração de forte impacto visual, fruto de sete meses de dedicação coletiva.

Pela quarta vez a assumir a responsabilidade de liderar uma rua nas Festas do Povo, Elsa Muacho explica que só aceitou o desafio depois de reunir os moradores e confirmar que podia contar com o apoio de todos.

“Inscrevi a rua, mas primeiro fiz uma reunião com as pessoas para perceber se estavam de acordo. Não podia ir sozinha. Felizmente, aqui o apoio é de 100%. Somos um grupo maravilhoso e isso também faz com que a nossa rua seja mais bonita”, afirma.

Decoração da rua promete marcar pela originalidade

Sem revelar os detalhes da decoração, que prefere manter em segredo até à abertura das festas, Elsa Muacho acredita que a Rua dos Combatentes da Grande Guerra vai marcar pela originalidade.

“Não temos a flor mais maravilhosa nem a mais espetacular, mas acho que vamos ter um impacto muito grande quando as pessoas virem a nossa rua. Vai dar para muitas fotografias e vai ser um espetáculo”, diz.

Sete meses de dedicação

A preparação de todo o trabalho começou em janeiro e, desde então, dezenas de voluntários reúnem-se todas as noites para dar forma às flores de papel. “Fazemos serão todos os dias, das 21 horas até perto da meia-noite, incluindo sábados e domingos. Já temos mais de cem mil flores feitas e continuamos a trabalhar porque queremos fazer ainda mais”, revela.

Uma equipa unida para dar vida ao projeto

Além dos moradores da rua, o projeto conta com a ajuda de familiares e amigos que, apesar de viverem noutras zonas, fazem questão de participar. “Temos muita gente da nossa rua, mas também amigos e familiares que vêm ajudar. Há quem tenha filhos que pertencem à rua e acabam por colaborar. Isso ajuda bastante.”

A ideia para o tema da decoração nasceu de uma sugestão do filho de Elsa Muacho e foi depois apresentada aos restantes elementos da equipa, que aprovaram o projeto por unanimidade.

No dia da enramação, homens e mulheres terão tarefas bem definidas para cumprir um calendário exigente. “Os homens começam logo às seis da manhã a montar os paus, os arcos, as colunas e os esticadores. As mulheres entram mais ao final da tarde para colocar o teto e o resto da decoração”, revela a reponsável.

Apesar do esforço que ainda falta, Elsa Muacho garante que o ambiente vivido pela equipa é de grande entusiasmo. “Vamos passar a semana toda juntos, a comer, beber, cantar, dançar e aproveitar. Quero desfrutar destas festas a 100%”, assegura.

Convite para descobrir uma vila em festa

Elsa Muacho deixa ainda, aos nossos microfones, um convite dirigido a todos os visitantes que pretendem conhecer aquele que é um dos maiores símbolos da identidade campomaiorense: “Venham todos. Estou a falar da minha rua, mas acho que este ano Campo Maior vai ter trabalhos maravilhosos. Vão ser umas festas fantásticas e vale muito a pena vir vê-las”.

As Festas do Povo de Campo Maior realizam-se entre 8 e 16 de agosto, transformando as ruas da vila num autêntico jardim de flores de papel, numa tradição que mobiliza toda a comunidade e que, em 2021, foi reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

João Mendonza e Jorge Guerreiro confirmados nas Festas do Povo de Campo Maior

A Associação das Festas do Povo de Campo Maior anunciou mais dois nomes que integram o cartaz da edição deste ano: João Mendonza e Jorge Guerreiro.

João Mendonza atua no dia 10 de agosto, na Igreja Matriz de Campo Maior, num concerto que pretende proporcionar um momento de música, tradição e emoção, num dos espaços mais emblemáticos da vila.

Já Jorge Guerreiro sobe ao palco do Jardim Municipal no dia 12 de agosto, para um espetáculo que promete animar o público com uma noite de música e dança.

Com estes dois anúncios, continua a ser revelada a programação das Festas do Povo de Campo Maior, que regressam este ano após um interregno de 11 anos.

Feira do Chocalho reforça aposta na tradição e na experiência dos visitantes em Alcáçovas

A Feira do Chocalho regressa a Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, este fim de semana (de 24 a 26 de julho), com um programa diversificado que alia música, património, gastronomia, artesanato e atividades para todas as idades. O certame, que decorre no Largo da Gamita e reúne cerca de meia centena de expositores, volta a afirmar-se como um dos principais eventos de promoção da arte chocalheira, Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Uma das novidades desta edição é a assinatura de um memorando de valorização e promoção económica do fabrico do chocalho, envolvendo os municípios chocalheiros de Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Estremoz e Cartaxo, bem como a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. O documento simboliza o compromisso conjunto de preservar e promover esta arte tradicional.

O presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, explica que este compromisso surge em sintonia com o espírito da própria feira. “Esse memorando consiste basicamente num compromisso que tem de ser assumido pelos municípios em como pretendemos preservar a arte chocalheira.”

Nesta edição, a organização apostou numa nova disposição do recinto, procurando criar uma maior ligação entre os diferentes espaços. “Aquilo que queremos este ano é reformular um bocadinho toda a organização da feira para tentarmos privilegiar a interação entre as pessoas”, assegura Luís Metrogos.

O autarca adianta que a nova organização aproxima os expositores, os artesãos, a promoção do concelho, a restauração e a zona de espetáculos, criando um ambiente mais acolhedor. “Parece-nos que isso fará ganhar escala à Feira do Chocalho e possamos ter um espaço mais agradável ao uso das pessoas”, acrescenta.

Música, tradição e atividades para toda a família

O cartaz musical volta a ser um dos grandes atrativos da feira. Fernando Daniel sobe ao palco esta sexta-feira, seguindo-se, no sábado, o Carrilhão LVSITANVS com a Banda da Sociedade União Alcaçovense, no âmbito da primeira edição do Festival Ressoar. O encerramento, no domingo, estará a cargo do espetáculo “Em Casa D’Amália”.

O programa integra ainda um tributo a António Variações, atuações de Cante Alentejano, espetáculos de dança, animação com DJs e várias iniciativas culturais.

No decorrer do evento realiza-se a 7.ª Mostra Agropecuária e o IX Concurso Regional de Alcáçovas do Rafeiro Alentejano, aos quais se juntam passeios de burro e de pónei para os mais novos, workshops gastronómicos, atividades equestres, caminhadas noturnas e o tradicional Passeio a Cavalo Miguel Grave.

Para o presidente da Câmara, a diversidade da programação pretende chegar a diferentes públicos: “Temos um programa muito vasto e esperamos naturalmente que possamos atrair muitas pessoas.”

A Feira do Chocalho é organizada pelo Município de Viana do Alentejo e pela Junta de Freguesia de Alcáçovas, em parceria com associações locais e com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, mantendo como principal objetivo valorizar o património chocalheiro e afirmar Alcáçovas como a capital desta tradição secular.