IPO de Lisboa recebe novos equipamentos para deteção de cancro

O Serviço de Radiologia do IPO Lisboa recebeu três novos equipamentos: um novo mamógrafo, um TAC de contagem de fotões — o primeiro com esta tecnologia no SNS — e um osteodensitómetro.

São equipamentos que permitem fazer exames mais avançados, melhorar a capacidade de diagnóstico, reduzir, em determinados casos, tempos de exame, radiação e utilização de contraste, e acompanhar de forma mais próxima a saúde óssea dos nossos doentes.

A aquisição destes equipamentos foi possível através e financiamento do PRR.

PCP leva à Assembleia da República saudação às Festas do Povo de Campo Maior

O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República apresentou um voto de saudação ao povo de Campo Maior pela realização das Festas do Povo de 2026, que decorreram entre os dias 8 e 16 de agosto, onze anos depois da última edição.

O PCP considera que as Festas do Povo constituem uma “expressão singular da cultura popular e da identidade” de Campo Maior, do Alentejo e do país, destacando o envolvimento da população na preparação e concretização do evento.

Durante vários meses, os habitantes de Campo Maior trabalham rua a rua na produção das flores de papel e na decoração das ruas, num processo que envolve vizinhos, famílias e diferentes gerações. Para o PCP, esta dimensão colectiva, assente no trabalho voluntário e na partilha de saberes, está no centro da importância das Festas do Povo.

O partido salienta também o papel desempenhado pelas mulheres campomaiorenses na preservação e transmissão, ao longo de gerações, dos conhecimentos e práticas associados à tradição.

As Festas do Povo de Campo Maior foram reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2021. No voto apresentado na Assembleia da República, o PCP sublinha que o valor deste reconhecimento não reside apenas na criatividade das flores de papel ou na beleza das ruas engalanadas, mas também na capacidade da população para se organizar e transformar uma tradição transmitida entre gerações numa obra colectiva.

A edição de 2026, segundo o PCP, voltou a demonstrar a “vitalidade” de uma tradição com 137 anos de história, que se mantém viva através da participação directa da comunidade.

O voto de saudação prevê ainda felicitações à Associação das Festas do Povo de Campo Maior, pelo papel considerado “decisivo” na organização e concretização do evento. O PCP pretende igualmente valorizar o contributo do Município de Campo Maior, em particular dos seus trabalhadores, bem como de outras instituições e entidades envolvidas na realização das Festas.

Festas do Povo em destaque na Festa do Avante

A ligação entre as Festas do Povo e a atividade político-cultural do PCP terá também continuidade na próxima edição da Festa do Avante, que este ano assinala a sua 50.ª edição.

De acordo com o partido, a decoração do Espaço Alentejo dará destaque às Festas do Povo de Campo Maior, com a presença de flores e elementos decorativos inspirados nesta manifestação de cultura popular do Alto Alentejo.

A iniciativa integrará outros elementos ligados à região, nomeadamente as propostas e reivindicações do PCP para o Alentejo, enquadrando as Festas do Povo numa representação mais abrangente da identidade e da realidade regional.

Festival “Alentejo Autêntico” leva Luís Trigacheiro à Vidigueira

O Festival “Alentejo Autêntico”, promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, chega no próximo domingo, 6 de setembro, à Quinta do Paral, na Vidigueira.

Este será já o terceiro momento da iniciativa, que pretende valorizar a identidade e a autenticidade alentejanas, reunindo música e cultura.

O festival, que contempla um total de 12 micro-concertos, realizados em 12 espaços de enoturismo e ambientes rurais do Alentejo, conta desta vez com uma atuação de Luís Trigacheiro, acompanhado pelo Grupo Coral da Vidigueira.

A atuação está prevista para as 18h30.

Feira da Luz/Expomor volta a transformar Montemor-o-Novo num dos grandes palcos do Alentejo

A Feira da Luz/Expomor, em Montemor-o-Novo, volta a afirmar-se como um dos maiores certames do Alentejo. O evento, que se realiza entre hoje e segunda-feira, de 2 a 7 de setembro, volta a reunir cultura, tradição, atividade económica e associativismo numa programação que pretende chegar a diferentes públicos.

“A Feira da Luz é uma tradição de Montemor-o-Novo e um dos grandes acontecimentos do Alentejo. O nosso objetivo é que todas as áreas do certame apresentem qualidade e consigam responder aos diferentes gostos de quem nos visita”, diz o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, que aponta para uma edição diversificada do certame.

Na componente cultural, o autarca destaca os espetáculos de artistas de âmbito nacional, mas também a diversidade da programação. “Procurámos reunir um conjunto de artistas que represente diferentes estilos musicais e diferentes públicos. Também o segundo palco foi pensado para oferecer uma programação variada e complementar”, explica.

Ao palco principal da Feira da Luz/Expomor sobem Carlão, esta quarta-feira, e Ana Moura amanhã, quinta-feira. A festa, na noite de sexta-feira, será feita ao som de RFM Dance Floor. No sábado haverá concerto de Sara Correia; no domingo de Papillon e, por fim, na segunda-feira, de Santos & Pecadores.

Por outro lado, Carlos Pinto de Sá salienta o regresso dos ranchos folclóricos ao certame. “Entendemos que esta é uma componente importante da Feira da Luz, porque valoriza as nossas tradições. Este ano, essa programação será organizada pelo Rancho do Ciborro, que dará um contributo importante para preservar e divulgar a cultura popular”, explica o autarca.

Entre os principais destaques desta edição está ainda uma exposição dedicada aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa: uma exposição de “grande dimensão” que pretende recordar a importância da Constituição na construção da democracia portuguesa e dos direitos conquistados após o 25 de Abril. “Queremos também mostrar o impacto que teve em Montemor-o-Novo e o contributo do concelho para tornar esses direitos uma realidade”, refere.

Outro dos momentos fortes será a exposição pecuária da APORMOR, atualmente hoje reconhecida como “uma das melhores do país”, continuando a ser “um motivo de orgulho para Montemor-o-Novo”. A par disso, queremos continuar a afirmar a importância do montado, um património que temos de preservar e que desempenha um papel fundamental na resposta às alterações climáticas”, acrescenta Carlos Pinto de Sá.

O movimento associativo volta igualmente a assumir um papel central na Feira da Luz. “Temos mais de uma centena de associações no concelho e a sua presença enriquece o certame. É uma forma de mostrar o trabalho extraordinário que desenvolvem ao longo do ano”, refere o autarca.

Para Carlos Pinto de Sá, o contributo das coletividades vai muito além da participação na feira. “Montemor-o-Novo não seria o mesmo sem estas associações. Há centenas de voluntários que dedicam o seu tempo à comunidade e esse trabalho merece ser reconhecido e valorizado.”

A abertura da Feira da Luz/Expomor está marcada esta quarta-feira para as 21 horas.

Luís Moreira Testa exige ao Governo garantias para os doentes oncológicos do Alto Alentejo

O deputado do PS eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, questionou a ministra da Saúde sobre as alterações que estarão a ser preparadas na organização e prestação dos cuidados oncológicos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.

Numa pergunta dirigida ao Governo, subscrita também por outros deputados socialistas, o parlamentar manifesta preocupação com o impacto que uma eventual reorganização poderá ter na qualidade, proximidade e continuidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos do distrito.

Segundo o PS, a resposta oncológica atualmente existente na ULS do Alto Alentejo apresenta bons resultados terapêuticos, articulação com outras especialidades, ausência de listas de espera e elevados níveis de satisfação por parte dos doentes.

Perante estes indicadores, os socialistas defendem que qualquer alteração à organização dos cuidados deve ser devidamente fundamentada e acompanhada por uma avaliação dos seus impactos clínicos e assistenciais.

Uma das principais preocupações prende-se com a possibilidade de a reorganização conduzir a uma redução da capacidade instalada, ao aumento dos tempos de espera ou à necessidade de os doentes se deslocarem para outras unidades hospitalares para realizar tratamentos que atualmente estão disponíveis no Alto Alentejo.

“É precisamente porque estamos a falar de Oncologia, de doentes particularmente vulneráveis e de uma resposta que tem funcionado, que qualquer alteração deve ser devidamente explicada e fundamentada”, afirma Luís Moreira Testa.

O deputado considera que as populações do Alto Alentejo têm “enormes preocupações” relativamente ao futuro da Saúde na região e defende que os doentes e as suas famílias devem saber se vão continuar a ter acesso aos cuidados com os mesmos níveis de qualidade, proximidade e rapidez.

Na pergunta dirigida à ministra da Saúde, os deputados socialistas querem saber quais são concretamente as alterações previstas para a resposta oncológica no Alto Alentejo e quais os fundamentos clínicos, técnicos e assistenciais que sustentam essas mudanças.

Questionam ainda se foi realizada uma avaliação dos impactos da reorganização nos tempos de resposta, na continuidade dos tratamentos, na capacidade instalada e na qualidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos do distrito.

O PS pretende igualmente saber se o Governo garante que as alterações não resultarão numa redução da capacidade atualmente existente, num aumento dos tempos de espera ou numa necessidade acrescida de deslocação dos doentes para outras unidades hospitalares.

Elvense Eva Oliveira representa Portugal no Mrs. Europe na Estónia após conquistar título nacional

A elvense Eva Oliveira foi coroada, no passado dia 24 de julho, em Amarante, Mrs. Europe Portugal. A distinção vale-lhe agora a oportunidade de representar Portugal na edição europeia do concurso, que decorre na Estónia entre os dias 15 e 20 de setembro.

Aos 45 anos, prestes a completar 46, Eva Oliveira assume este desafio com entusiasmo, mas também com algum nervosismo, reconhecendo a responsabilidade acrescida de levar o nome de Portugal a uma competição internacional.

“É verdade que desta vez a responsabilidade é mais acrescida. É um desafio muito grande. Vou representar Portugal e todas as mulheres portuguesas, na Estónia, no Mrs. Europa”, afirma Eva, que admite estar a sair da sua zona de conforto, mas feliz por abraçar uma nova experiência.

A vitória alcançada em Amarante não estava, contudo, nos planos de Eva. Quando foi convidada pela organização CNB Portugal para participar, a primeira reação foi de surpresa. “Será que não se enganaram?”, recorda, explicando que não esperava conquistar a coroa perante a presença de várias mulheres preparadas para concursos internacionais.

Agora, a preparação para a viagem está a ser vivida com intensidade. O concurso europeu não se resume a um desfile, mas inclui vários dias de atividades, desafios e avaliações. Esta fase, habitualmente designada por “estágio”, antecede a final e permite às participantes demonstrar diferentes capacidades para além da imagem.

Para Eva Oliveira, num concurso desta natureza contam “muitas coisas”: a postura, a cultura, a forma de vestir, a comunicação e até a maneira de viver. “Não basta ter uma cara bonita e um corpo bem feito”, sublinha.

A participação assume ainda um significado especial pelo percurso da modelo elvense. Eva começou no mundo da moda aos 18 anos, mas acabou por interromper a atividade para se dedicar à família e aos filhos. Regressou ao universo da moda já aos 42 anos, quase por acaso, e desde então tem vindo a participar em concursos e trabalhos ligados à área.

A representação portuguesa na Estónia surge, assim, como a concretização de algo que, há alguns anos, parecia improvável. “Era impensável eu participar num concurso internacional”, confessa.

Mais do que conquistar uma coroa, Eva Oliveira pretende também deixar uma mensagem de confiança e inspiração a outras mulheres, defendendo que nunca é tarde para concretizar sonhos. “Quero ser exemplo para outras mulheres”, afirma, considerando que a evolução dos concursos e do próprio mundo da moda tem permitido quebrar barreiras relacionadas com a idade, o estado civil ou a maternidade.

A dimensão social é igualmente uma componente importante da participação. Eva Oliveira decidiu associar a sua presença no concurso à luta contra o cancro da mama, uma causa que considera particularmente relevante enquanto mulher. Através das redes sociais, pretende contribuir para a divulgação da causa e sensibilizar para uma doença que continua a afetar muitas famílias.

Na Estónia, a elvense irá encontrar concorrentes de vários países europeus e terá pela frente uma semana de grande intensidade, com atividades cujo programa ainda não conhece na totalidade. Entre os objetivos está também a possibilidade de conhecer uma nova cultura e, se a agenda permitir, descobrir um pouco da cidade que acolherá o concurso.

Apesar da expectativa natural em torno dos resultados, Eva Oliveira parte sem colocar a conquista da coroa como condição para considerar a experiência um sucesso. “Vou mais para conhecer, para participar no concurso, representar Portugal e para me divertir”, explica.

A família será, uma vez mais, o seu principal apoio. O marido, que já tinha sido determinante no seu regresso ao mundo da moda, e os filhos acompanham esta nova aventura e incentivam Eva a abraçar aquilo a que chama algumas das suas “loucuras”.

Além do título de Mrs. Europe, o concurso poderá atribuir outras distinções, como primeira e segunda dama, bem como prémios associados a categorias específicas, entre elas talento, fotogenia ou simpatia.

Independentemente da classificação final, a elvense considera que a conquista já começou. Representar Elvas, o Alentejo e Portugal  num palco europeu constitui, para si, uma vitória pessoal e a prova de que “nunca é tarde” para perseguir novos desafios.

A entrevista completa a Eva Oliveira para ouvir no podcast abaixo:

Casa-Museu Santa Beatriz da Silva: 13 anos a preservar uma história que orgulha Campo Maior

A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, assinalou esta terça-feira, 1 de setembro, o seu 13.º aniversário, numa data que evoca a vida, a obra e a espiritualidade daquela que é considerada a primeira santa portuguesa.

Inaugurado a 1 de setembro de 2013, o espaço museológico nasceu com o objetivo de preservar e divulgar a memória de Santa Beatriz da Silva, natural de Campo Maior e fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.

Ao longo destes 13 anos, a Casa-Museu tem-se afirmado como um espaço de reflexão e conhecimento sobre a figura da santa, mas também como um local de preservação da cultura e da identidade campomaiorense.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância do equipamento para a comunidade local e para todos aqueles que procuram conhecer melhor a história de Santa Beatriz da Silva. “Foi há 13 anos que a Casa-Museu foi inaugurada, uma casa que muito nos diz, a todos nós campomaiorenses, por tratar-se da nossa Santa campomaiorense, a primeira Santa portuguesa, e é um sítio muito visitado, muito procurado”, afirma o autarca.

Luís Rosinha sublinha ainda que este aniversário acontece num ano “particularmente simbólico”, uma vez que em 2026 comemoram-se os 50 anos da canonização e os cem anos da beatificação de Santa Beatriz da Silva.

Para o presidente da autarquia, a Casa-Museu continua a desempenhar um papel importante na divulgação da figura da santa e na valorização da ligação histórica de Santa Beatriz a Campo Maior. “É um museu que continua de portas abertas, à espera das visitas, para que todos possam conhecer melhor a primeira Santa portuguesa e a Santa que mais honra os campomaiorenses”, conclui Luís Rosinha.

A Casa-Museu, localizada na Rua de Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, está aberta ao público de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00. A entrada é gratuita.

PS apresenta na Assembleia da República voto de saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior

O Partido Socialista apresentou na Assembleia da República um Projeto de Voto de Saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior, iniciativa que pretende reconhecer e valorizar uma das mais extraordinárias manifestações de cultura popular, identidade comunitária e participação cívica do país. O deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, é o primeiro subscritor do projeto, que será agora apreciado pela Assembleia da República, seguindo-se a respetiva votação.

Realizadas entre 8 e 16 de agosto de 2026, depois de onze anos de ausência, as Festas do Povo voltaram a transformar Campo Maior num extraordinário cenário de flores de papel, cor, beleza e arte popular, resultado do trabalho, da criatividade e da dedicação de toda uma comunidade. Para Luís Moreira Testa, “as Festas do Povo são muito mais do que uma festa. São uma demonstração extraordinária da força de uma comunidade que se mobiliza, trabalha em conjunto e acredita na sua terra”.

“Campo Maior voltou a florir porque o seu povo quis que assim fosse. É precisamente essa vontade coletiva, essa capacidade de mobilização e a transmissão de saberes entre gerações que tornam as Festas do Povo absolutamente únicas e um património que devemos continuar a valorizar”, acrescenta o deputado. O projeto de voto recorda o reconhecimento das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 15 de dezembro de 2021, sublinhando igualmente o seu contributo para a valorização de Campo Maior, do Alto Alentejo e de toda a região transfronteiriça.

Enquanto deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa considera que é também responsabilidade da Assembleia da República reconhecer aquilo que distingue e valoriza o território. “Temos o dever de levar ao Parlamento aquilo que de melhor existe na nossa região. As Festas do Povo de Campo Maior são um exemplo maior da nossa identidade, da nossa cultura e da capacidade das nossas comunidades. É importante que o Parlamento reconheça e valorize este património”, defende.

O projeto de voto saúda a Câmara Municipal de Campo Maior, a Associação das Festas do Povo de Campo Maior e, de forma muito especial, o povo de Campo Maior, os voluntários, as famílias, os artesãos e todos aqueles que, ao longo de meses, dedicaram o seu tempo, as suas mãos e a sua criatividade à construção deste património vivo.

A iniciativa assume ainda uma dimensão particular por esta ter sido a primeira edição das Festas do Povo após o falecimento do Comendador Rui Nabeiro, uma das figuras maiores da história contemporânea de Campo Maior. “É impossível falar destas Festas sem recordar Rui Nabeiro. Foi um homem profundamente ligado a Campo Maior e às suas gentes e que percebeu, como poucos, que o desenvolvimento de uma comunidade não se mede apenas pela sua capacidade económica, mas também pela força dos seus laços, pela preservação da sua identidade e pela confiança no seu próprio povo”

Para o deputado socialista, a edição de 2026 constitui também uma oportunidade para perpetuar essa memória.  “Quando Campo Maior volta a florir, é impossível não recordar todos aqueles que contribuíram para que esta tradição chegasse até aqui. Rui Nabeiro ocupa naturalmente um lugar muito especial nessa história. Esta edição é também uma forma de manter viva a memória de alguém que sempre acreditou em Campo Maior e nas suas gentes”, conclui Luís Moreira Testa.

Ciência e humanismo em debate na V Conferência Manuel Ferreira Patrício

O Coração Delta – Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro promove a V Conferência Manuel Ferreira Patrício, na próxima sexta-feira, 4 de setembro, a partir das 09h30, no Centro de Ciência do Café.

Com o tema “Ciência e Humanismo: Curiosidade e sabedoria em ação,” esta edição propõe uma reflexão sobre a ligação entre ciência e educação, num contexto marcado pela inteligência artificial, pela desinformação e pela necessidade de maior pensamento crítico na formação das novas gerações.

A sessão de abertura contará com a intervenção de João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro e Presidente da Comissão Organizadora da Conferência Professor Manuel Ferreira Patrício, seguindo-se o painel “Legado de Manuel Ferreira Patrício: Educar para formar pessoas”, com Luís Sebastião, Professor Associado do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, e José Eduardo Franco, Professor responsável pela Cátedra UNESCO do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta.

Participam também nesta Conferência: Elvira Fortunato, Cientista e ex-Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Joana Rita Sousa, Filósofa e Perguntóloga; Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva; José María Corrales Vázquez, Professor da Universidade da Extremadura; Helena Braga, Professora Associada da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; e Pedro Pinto de Almeida, CEO da Teach For Portugal.

A sessão de encerramento contará com as intervenções de Rita Nabeiro, Presidente da Associação Coração Delta e Administradora Executiva do Grupo Nabeiro, e de Luís Rosinha, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.

Orçamento Participativo: “Meet Elvas” quer transformar a visita à cidade numa experiência digital e interativa

O projeto “Meet Elvas” é uma das 14 propostas submetidas à votação na edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. A iniciativa pretende criar uma plataforma digital interativa associada a um passaporte colecionável, com o objetivo de transformar a descoberta do património elvense numa experiência mais dinâmica, acessível e adaptada aos novos hábitos dos visitantes.

Um dos responsáveis pelo projeto é Cláudio Belo, informático de profissão, que integra uma equipa multidisciplinar composta por profissionais ligados a diferentes áreas.

Um guia turístico no telemóvel

Em traços gerais, o “Meet Elvas” pretende funcionar através de uma aplicação móvel e de um passaporte que os visitantes poderão adquirir em diferentes pontos da cidade. Ao longo do percurso, será possível visitar monumentos, recolher carimbos, responder a questionários e acumular pontos.

Através da aplicação, os utilizadores poderão “ver os monumentos em 3D, ter alguma informação visual e gráfica sobre os monumentos” e conhecer a sua história de uma forma mais interativa, explica Cláudio Belo.

A ideia passa também por responder a uma realidade cada vez mais comum no turismo: nem todos os visitantes têm disponibilidade ou vontade para ler grandes quantidades de informação durante uma visita. Com o “Meet Elvas”, “o guia seria o telemóvel”, resume o responsável.

História contada através de encenações

Uma das componentes diferenciadoras do projeto será a utilização de atores e conteúdos audiovisuais para recriar episódios e ambientes históricos associados aos monumentos. Os visitantes poderão assistir a “encenações históricas feitas por atores” e conhecer, através de personagens fictícias, “como era antigamente esse monumento”.

A componente de gamificação será igualmente importante. Cada monumento poderá representar uma etapa do percurso, com questionários associados e atribuição de pontos. A equipa pretende ainda criar prémios e estabelecer parcerias com entidades locais, permitindo eventualmente trocar pontos por descontos ou outras vantagens.

O objetivo é que o circuito não se limite aos locais mais conhecidos da cidade. “Queremos dinamizar todos os monumentos e não só o castelo ou só os fortes”, sublinha Cláudio Belo, defendendo uma maior divulgação do património existente nas diferentes freguesias do concelho.

Um projeto criado por elvenses que regressaram à cidade

A equipa responsável pelo “Meet Elvas” reúne profissionais de diferentes áreas, muitos deles com uma ligação pessoal à cidade. “Somos retornados a Elvas. Tivemos todos fora e voltámos para Elvas”, explica Cláudio Belo. Foi desse reencontro e da vontade de aplicar na cidade conhecimentos adquiridos noutras áreas que nasceu a ideia.

“Pensámos: por que não fazer algo que já existe fora de Elvas, mas cá em Elvas?”, conta. A intenção é juntar competências de informática, tecnologia, teatro, cinema, artes gráficas e 3D para criar um produto desenvolvido localmente e pensado especificamente para o património e a realidade elvense.

Uma experiência acessível e em vários idiomas

O projeto prevê que a aplicação possa ser disponibilizada em vários idiomas, entre os quais português, espanhol, inglês e francês, estando a equipa a considerar a inclusão de seis ou sete línguas.

A preocupação é tornar a experiência acessível ao maior número possível de visitantes, evitando que a barreira linguística prejudique a compreensão do património.

A aplicação deverá também adaptar-se a diferentes públicos. “O nosso objetivo é termos uma interface que seja adaptável para idosos, para mais novos, para todos conseguirem aproveitar a aplicação e desfrutar da experiência”, explica Cláudio Belo.

Atrair os mais jovens para o património

Outro dos objetivos passa por aproximar os públicos mais jovens da história e da cultura de Elvas, recorrendo a mecanismos de jogo e a uma componente social integrada na própria plataforma.

A equipa pretende criar uma experiência que incentive os utilizadores a explorar a cidade, completar desafios e partilhar os conteúdos nas redes sociais. “Vamos tentar atrair também o público mais jovem com esse joguito”, afirma o informático.

A estratégia poderá permitir que os próprios visitantes funcionem como promotores da cidade, através da partilha das experiências proporcionadas pela aplicação móvel nas redes sociais.

25 mil euros para desenvolver o projeto

A candidatura apresenta um orçamento de 25 mil euros, o valor máximo disponível no âmbito do Orçamento Participativo. A verba seria utilizada sobretudo no desenvolvimento da aplicação e da infraestrutura tecnológica, incluindo alojamento, servidores e outros recursos necessários.

Parte do investimento seria igualmente destinada à produção dos conteúdos, contratação de atores, figurinos, gravações e outros materiais. A equipa estima que o desenvolvimento envolva inicialmente cerca de quatro a cinco profissionais, entre programadores, designer, elementos ligados ao teatro e profissionais de cinema.

Cláudio Belo reconhece que a concretização do projeto exigirá vários meses de trabalho, incluindo uma fase de testes e aperfeiçoamento. A manutenção da plataforma deverá também ser contínua, permitindo corrigir erros e acrescentar novos conteúdos à medida que o património e a oferta cultural do concelho evoluem.

Apesar de considerar o financiamento essencial para concretizar a proposta na sua dimensão prevista, a equipa admite avançar com uma versão mais económica caso o projeto não seja o escolhido no Orçamento Participativo.

Para já, a decisão está nas mãos dos elvenses. Cláudio Belo apela à participação da população na votação do Orçamento Participativo, que decorre até 2 de outubro, esperando que o “Meet Elvas” consiga conquistar o apoio necessário para transformar a ideia numa nova forma de descobrir o património, a cultura e as histórias do concelho.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: