A DECO alertou os consumidores para os seus direitos no comércio eletrónico, esclarecendo as dúvidas mais frequentes associadas ao prazo de devolução e ao pagamento dos portes de envio nas compras à distância. De acordo com a associação, os compradores dispõem de 14 dias seguidos após a receção do bem para devolver o artigo sem necessidade de justificação, com exceção de produtos personalizados, bens selados ou bebidas alcoólicas, uma regra de aceitação obrigatória que não se aplica de igual forma no comércio físico.
Relativamente aos encargos do processo, a entidade recorda que a empresa tem a obrigação de reembolsar o valor total do bem e o custo do envio original (caso tenha sido escolhida a opção standard), devendo utilizar o mesmo meio de pagamento da compra. Já em relação aos portes de reenvio do artigo para a loja, a responsabilidade do encargo depende da política previamente informada pelo comerciante — caso esta informação não esteja visível no ato da compra, o custo fica inteiramente do lado da empresa, tal como sucede sempre que o produto apresente defeito.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
A corrida de touros desta sexta-feira, 25 de setembro, a segunda e última da Feira Taurina de São Mateus, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, em Elvas, encerra a temporada dos Forcados Amadores Académicos de Elvas com expectativas elevadas.
O cabo do grupo, Pedro Curião, espera uma corrida à altura da primeira deste São Mateus. “As expectativas são ótimas, são elevadas”, afirma o cabo, lembrando a boa prestação do grupo e dos restantes intervenientes na primeira corrida da feira, no passado dia 19 de setembro.
Para Pedro Curião, o objetivo passa por repetir uma noite em que “foram seis pegas à primeira” e em que o público pôde assistir a um espetáculo que considera de qualidade. “É o que nós esperamos: seis pegas à primeira e que ninguém se magoe. Que seja uma corrida séria, que não defraude o público e que permita a quem está na bancada e a quem pagou bilhete desfrutar do espetáculo”, sublinha.
O desafio desta sexta-feira será colocado por um curro composto por seis toiros. “Serão três toiros da ganadaria Passanha e três toiros de São Marcos”, explica.
Sobre a ganadaria Passanha, Pedro Curião destaca o caráter dos animais apresentados ao longo da temporada, considerando-os “sérios e duros para os forcados”. No que diz respeito ao confronto com animais da ganadaria São Marcos, os Académicos já acumulam alguma experiência. “É uma ganadaria séria também, é uma ganadaria que exige respeito e que o grupo tem conseguido superar com união”, afirma o cabo, acrescentando que as atuações anteriores têm corrido bem e mostrando confiança para o desafio desta sexta-feira.
Cartel reúne experiência e o toureiro da terra
Além dos Académicos de Elvas, o cartel conta com os forcados Amadores de Montemor-o-Novo e com três cavaleiros de renome: João Salgueiro, Rui Fernandes e Marcos Bastinhas, o “cavaleiro da casa”, que Pedro Curião diz ser o “ex-líbris” da cidade.
O cabo diz ainda tratar-se de uma corrida “muito bem montada”, reunindo todos os ingredientes para proporcionar um bom espetáculo. “É uma corrida que tem todos os aliciantes para correr bem, para ser um ótimo espetáculo”, considera.
O cabo dos Académicos deixa ainda um apelo à presença do público elvense, defendendo a importância de apoiar a tauromaquia na cidade e, em particular, o grupo de forcados da terra.
“Uma feira taurina com a qualidade que nós temos aqui em Elvas há muitas terras que gostariam de ter”, afirma, considerando que os elvenses “deveriam aderir” e apoiar as corridas de touros realizadas no Coliseu.
Temporada termina no São Mateus
A corrida desta sexta-feira marca também o encerramento da temporada dos Académicos de Elvas, até porque o grupo mantém a tradição de terminar o ano taurino precisamente na Feira de São Mateus. “Nós costumamos terminar a nossa temporada no São Mateus. O término da nossa temporada é sempre na nossa feira”, explica o cabo, considerando que o grupo se despede assim “no ponto mais alto” da época.
O ano fica marcado também por uma fase de transição para os Académicos de Elvas, depois da mudança de cabo ocorrida no ano passado. Pedro Curião reconhece que esse processo exige tempo e tranquilidade, mas faz um balanço positivo do percurso realizado. “Foi uma temporada relativamente curta, também estamos numa fase de transição e as coisas, neste momento, têm que ser feitas com calma”, refere.
Apesar de uma temporada mais curta, o responsável destaca a juventude e a vitalidade do grupo, destacando que a maioria dos elementos tem conseguido concretizar as pegas à primeira tentativa. “O grupo está muito novo. Um sinal de vida e de vitalidade do grupo é que este ano só ainda pegámos um touro à segunda tentativa, os restantes foram todos à primeira”, salienta.
Com o balanço da temporada a ser positivo, Pedro Curião espera agora fechar o ano da melhor forma: “Estou muito feliz com a temporada, estou muito feliz com os resultados atuais que temos no nosso grupo e creio que vamos rematar a nossa temporada da melhor maneira.”
De Vila Boim para o Palco da Feira, o grupo popular Xumbo Torto irá proporcionar momentos de muita animação e tradição ao público, na noite desta sexta-feira, 25 de setembro, na Expo São Mateus, no Parque da Piedade, em Elvas.
O espetáculo dos Xumbo Torto está marcado para as 21 horas, seguindo-se, no Palco São Mateus, a partir das 22 horas, Budafé.
Com a sua energia e identidade, o músico elvense promete aquecer o ambiente para o espetáculo de Papillon, numa noite dedicada ao rap, ao hip-hop e aos mais novos.
A Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior assinalou recentemente 50 anos de atividade, mantendo-se ativa e com projetos que poderão contribuir para o aumento do parque habitacional do concelho.
Apesar de a construção de novas habitações estar atualmente parada, a cooperativa dispõe de um terreno com cerca de 23 mil metros quadrados, que, segundo Manuel Pedro Saragoça, presidente da Assembleia Geral da Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior, poderá vir a ser infraestruturado e utilizado para construção.
“Continuamos como cooperativa ainda ativos, embora a construção tenha parado, mas neste momento temos um terreno com 23 mil metros quadrados que a qualquer momento pode ser infraestruturado e se pode construir”, afirma.
Para Manuel Pedro Saragoça, a retoma da construção através da cooperativa dependerá, contudo, de alterações nas políticas nacionais de apoio ao setor cooperativo e de melhores condições de financiamento.
O responsável considera que os elevados custos associados à construção e ao financiamento dificultam atualmente a concretização de novos projetos de habitação a custos controlados.
“O nosso Governo, enquanto não apostar mais nas cooperativas, em possibilitar melhores financiamentos, as cooperativas não vão conseguir construir”, afirma, apontando para o aumento dos custos da habitação, das infraestruturas e do crédito.
De acordo com Manuel Pedro Saragoça, estes fatores fazem com que os valores por metro quadrado na habitação a custos controlados ultrapassem os limites previstos na legislação, tornando necessário um maior apoio público.
“Daí que é necessário haver um apoio na parte estatal para reduzir todos estes preços, para que possamos construir habitações a custos controlados”, sublinha.
A necessidade de criar mais oferta habitacional assume, segundo o presidente da Assembleia Geral da cooperativa, particular importância para a população mais jovem. “O grande problema que hoje temos, também em Campo Maior, é a falta de habitação para jovens”, conclui.
A cooperativa mantém assim em aberto a possibilidade de voltar a desempenhar um papel na criação de habitação no concelho, estando a disponibilidade de terreno já identificada, mas dependendo a concretização de novos projetos das condições económicas, financeiras e das políticas públicas de apoio à habitação cooperativa.
O movimento SIM por Campo Maior, representado pelos vereadores eleitos João Muacho e Alexandre Florentino, realizou, no início de setembro, uma visita à zona industrial de Campo Maior, com o objetivo de verificar o ponto de situação de um investimento anunciado há cerca de um ano para aquela área.
Em causa está o projeto atribuído à empresa Cubo Íntegro, cujo investimento anunciado ascende a 22 milhões de euros e que, segundo o então candidato do Partido Socialista, previa o início imediato das obras e a criação de 80 postos de trabalho no concelho.
Um ano depois do anúncio, os vereadores do SIM dizem ter encontrado o local sem sinais visíveis de execução do projeto. “Deparámo-nos com zero obras, zero máquinas, zero postos de trabalho”, refere o movimento em comunicado, considerando que a situação “não corresponde ao que tinha sido anunciado”.
Para o SIM, o caso levanta dúvidas sobre a forma como determinados investimentos são comunicados à população, sobretudo quando os anúncios coincidem com períodos eleitorais. O movimento considera que o projeto foi apresentado como uma realidade de concretização imediata, quando, passado um ano, essa concretização não se verificou no terreno.
“O nosso alerta vai no sentido de informar os campomaiorenses que esta medida anunciada começa a entrar por medidas políticas que foram agendadas para um momento eleitoral e que, aos dias de hoje, não é uma realidade”, afirma o movimento.
Na mesma nota, o SIM critica o que considera ser uma situação de estagnação do concelho nos últimos cinco anos e defende que a estratégia de desenvolvimento de Campo Maior deve assentar em propostas concretas e em informação baseada em prazos e compromissos que possam efetivamente ser cumpridos.
“Não podemos continuar num caminho de marketing político que encaminhe os campomaiorenses para situações como esta”, sustenta o movimento, defendendo que a população deve ser informada com rigor sobre o estado e os prazos dos investimentos anunciados.
Relativamente ao projeto da Cubo Íntegro, o SIM considera que poderia ter sido comunicada à população a intenção de realização do investimento, mas contesta a indicação de que o mesmo teria início imediato.
A 35.ª edição da FECIEX reuniu, durante quatro dias, na IFEBA, profissionais, empresas, associações e aficionados de Espanha e Portugal, com mais de uma centena de atividades e uma grande afluência de público.
Mais de uma centena de atividades deram forma a uma edição que combinou a vertente profissional e comercial da FECIEX com competições, exibições, formação, divulgação, gastronomia e lazer. Instituições, empresas, associações, profissionais, aficionados e visitantes marcaram presença durante quatro dias numa feira que abordou alguns dos principais desafios do setor e que, simultaneamente, aproximou a caça, a pesca e o conhecimento do meio natural do público em geral.
Uma das grandes atrações desta edição foi a ‘Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais’, pertencente à Fundação Casa Ducal de Cardona e apresentada pela primeira vez ao grande público. Com 133 anos de história, a exposição reuniu o legado de três gerações através de 204 dioramas, 228 espécies diferentes e 493 aves naturalizadas, na sua maioria pelo taxidermista Luis Benedito.
A vertente profissional assumiu também um papel de destaque, com diferentes espaços dedicados à análise, ao conhecimento e ao encontro entre profissionais dos setores cinegético, pecuário, veterinário e científico, juntamente com representantes das administrações públicas. Entre estes, destacou-se o III Fórum Hispano-Luso ‘A Peste Suína Africana e os desafios para o mundo rural’, que reuniu especialistas e representantes de diferentes áreas para analisar, numa perspetiva multidisciplinar, um dos desafios que afetam o meio rural. A agenda profissional ficou completa com a Mesa da Caça da Lonja de Extremadura, o Conselho Extremenho de Caça, o Conselho de Pesca e Aquicultura e a Comissão de Homologação de Troféus de Caça.
A programação voltou a estender-se para além das instalações da IFEBA, com atividades diretamente ligadas ao meio natural de Badajoz. A pesca desportiva no Guadiana, os safáris ornitológicos pela ZEPA e as diferentes iniciativas de divulgação ambiental reforçaram um dos principais objetivos da FECIEX: aproximar o público do conhecimento, usufruto e conservação do meio natural. As competições e exibições ocuparam igualmente um lugar de destaque ao longo dos quatro dias, juntamente com atividades dirigidas a jovens caçadores, experiências de realidade virtual, propostas como o II Hunter Festival e diferentes iniciativas desenvolvidas com a colaboração de associações como a JUVENEX e a FEDEXCAZA, que contribuíram para aproximar a caça, a pesca e a natureza de públicos de todas as idades.
Por sua vez, a gastronomia voltou a assumir-se como outro dos eixos da feira, com showcookings e demonstrações culinárias em torno dos produtos cinegéticos e do território, contando com propostas como o Juvenchef, Los Fogones de Caza, pela mão da Cárnicas DIBE, e a apresentação do novo Menu Gastronómico de Caça da Rede de Hospedarias da Extremadura.
A dimensão ibérica da FECIEX ficou novamente patente nesta edição, que contou com uma importante presença portuguesa e com a entrega do Prémio Ibérico FECIEX 2026 à FENCAÇA, Federação Portuguesa de Caça, atribuído por unanimidade pelo Comité Executivo da feira, em reconhecimento do seu percurso e do seu contributo para o setor cinegético português.
Os grandes espetáculos estão de regresso, na noite desta quinta-feira, 24 de setembro, ao palco princial da Expo São Mateus, em Elvas.
Hoje, a animação começa pelas 21h00, no Palco da Feira, com a música de baile dos Renovação 2000. Uma hora depois, ao Palco São Mateus, sobem os XP Covers, a banda elvense de tributo a Xutos & Pontapés.
Após o concerto dos XP Covers, a festa prossegue ao som dos espanhóis R.A.Y.A, que, passados três anos, voltam ao certame.
Para as 01h00 está previsto mais um espetáculo pirotécnico.
Cerca de 30 pessoas, entre alunos da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior e habitantes de Ouguela, deslocaram-se na passada terça-feira, 22 de setembro, à Feira de São Mateus, em Elvas, numa visita marcada pela tradição, pela partilha e pelas memórias de outros tempos.
A iniciativa contou com o acompanhamento de Anselmina Caldeirão, presidente da Junta de Freguesia de São João Batista e da CURPI de Campo Maior, que destaca a importância de manter viva a ligação das populações às tradições da região.
“Ao fim e ao cabo, esta festa também é uma festa de Campo Maior”, começa por dizer Anselmina Caldeirão em entrevista à Rádio ELVAS, que considera que, apesar de Campo Maior ter celebrado recentemente as Festas do Povo, era importante marcar presença na Feira de São Mateus, dado tratar-se de uma tradição que faz parte das memórias de várias gerações.
“Não quisemos de forma alguma não estar presentes nesta grande festa, que faz também parte da vivência destas pessoas que eu aqui trago”, afirma.
Durante a viagem até Elvas, as histórias do passado foram também recordadas. Segundo a presidente da CURPI, alguns dos participantes lembraram os tempos em que se deslocavam à feira para acampar. “Elas vinham a contar histórias engraçadíssimas de há anos, em que aqui vinham acampar, faziam a animação desta mesma festa, que hoje em dia já não será tanto assim. Mas nós não queremos que nada disto morra”, assegura.
A intenção, acrescenta Anselmina Caldeirão, é garantir que estas memórias e tradições continuam a ser transmitidas às gerações mais novas.
“Sem as camponesas não era Feira de Elvas”
Entre os visitantes estava Idaulina Borrega, aluna da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior, para quem a Feira de São Mateus está profundamente ligada às memórias da infância e às antigas deslocações dos campomaiorenses à “Feira de Elvas”, como também era conhecida entre as gentes da vila.
“Sem as camponesas não era Feira de Elvas”, afirma Idaulina, lembrando a tradição das famílias que se deslocavam em grupo e permaneciam vários dias no recinto. As viagens faziam-se nos tradicionais carros de canudo, carregados com tudo o que era necessário para a estadia.
“Trazíamos a casa às costas como o caracol: trazíamos as galinhas atadas pelas patas, para fazermos a canja e essas coisas”, recorda.
A memória da primeira visita à feira remonta aos seus seis ou sete anos, quando acompanhava os pais. “Vínhamos, trazíamos tudo e ficávamos aqui na mata. Quando chegávamos, já tínhamos um lugar marcado pelo meu tio. Era só chegar e acampar. Mas era muito, muito, muito bom”, garante.
“Era assim o São Mateus”
Também João Carapinha, habitante de Ouguela, recorda as visitas à Feira de São Mateus, que remontam a mais de seis décadas.
Com humor, lembrou as dificuldades que o antigo piso de terra e barro criava aos visitantes, especialmente às mulheres que usavam sapatos de salto alto.
“Este chão era em barro. As senhoras traziam os sapatos de tacão alto e perdiam os sapatos aqui. Ficavam os sapatos e elas iam andando”, conta.
João Carapinha começou a frequentar a feira com cerca de 15 ou 16 anos. Nessa altura, a estadia era feita com poucos recursos e onde fosse possível. “Dormíamos acima de um banco qualquer. Era onde se podia”, recorda.
Com cerca de 20 escudos no bolso, os jovens, tal como ele nessa altura, procuravam aproveitar ao máximo os dias de festa. O dinheiro servia essencialmente para comer e beber, entre uma ida à cidade e os momentos passados na Piedade. “Bebíamos qualquer coisa e comíamos”, lembra, recordando a cerveja e o vinho, mas sobretudo os tradicionais petiscos.
“Íamos aí às barracas. A poeirada das pessoas a andar e nós ali sentados a comer um franguinho, uma saladinha… Era assim o São Mateus”, remata.
Entre histórias de acampamentos, viagens em carros de canudo, galinhas levadas para preparar as refeições e noites passadas no recinto, a visita da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior e dos habitantes de Ouguela serviu, assim, para aproximar o presente das memórias de várias gerações.
Mais do que uma simples visita à Feira de São Mateus, esta visita ao certame foi uma oportunidade para recordar uma tradição partilhada e reafirmar a vontade de manter vivas histórias que fazem parte da identidade das comunidades de Campo Maior e Elvas.
A Confraria do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, espera que a edição deste ano da Feira de São Mateus permita alcançar resultados financeiros semelhantes aos registados em anos anteriores. A feira decorre até 27 de setembro, no Parque da Piedade, e representa uma importante fonte de receita para a instituição responsável pela gestão daquele espaço.
Segundo Carlos Damião, juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, é com a receita gerada durante o São Mateus — estimada habitualmente entre 50 e 60 mil euros — que a confraria assegura grande parte das despesas relacionadas com o funcionamento e a manutenção do recinto.
“É do São Mateus que a Confraria paga todas aquelas despesas, tanto com pessoal como com a manutenção do terreno e a manutenção do santuário”, explica.
O responsável destaca que a dimensão do Parque da Piedade implica custos significativos ao longo do ano. O espaço tem cerca de dez hectares, que necessitam de trabalhos regulares de limpeza, conservação e preparação, nomeadamente para a realização da feira.
Entre as despesas está, por exemplo, a colocação anual de saibro no recinto, além dos trabalhos de limpeza realizados antes e durante o São Mateus. “Temos que todos os anos colocar saibro, e são carradas e carradas de saibro, que têm custos”, refere Carlos Damião.
Investimento em infraestruturas
A receita da feira tem também permitido à confraria realizar intervenções no património e nas infraestruturas do Parque da Piedade. Entre as obras mais recentes está a construção de uma nova casa de banho e a realização de trabalhos de saneamento.
Este ano, a intervenção incidiu numa zona junto aos bares, onde foram instalados cerca de 180 metros de novas redes de saneamento, esgotos e água. No ano passado, também no tabuleiro inferior do parque, tinham sido executados mais de cem metros de saneamento.
A confraria tem ainda realizado trabalhos de recuperação do próprio Santuário do Senhor Jesus da Piedade, nomeadamente em várias janelas que apresentavam sinais avançados de degradação.
“Já arranjámos também muitas janelas do santuário que estavam podres e quase a cair, com vidros partidos”, afirma o juiz da confraria.
Telhado do Santuário exige intervenção de maior dimensão
Entre as preocupações da instituição está agora uma intervenção de maior dimensão no telhado do Santuário. Carlos Damião admite que será uma obra de elevado investimento e que a confraria está a procurar encontrar uma solução para concretizá-la. “Temos uma obra grande e estamos a ver como é que poderemos fazer, porque arranjar o telhado vai custar muito dinheiro”, explica.
Apesar dos desafios financeiros e das necessidades de conservação, o responsável sublinha o compromisso dos elementos da confraria com a preservação do espaço. “Nós somos uns carolas, andamos ali só por carolice”, afirma, resumindo dessa forma o trabalho desenvolvido voluntariamente pelos responsáveis da instituição.
Para Carlos Damião, a realização anual da Feira de São Mateus assume, assim, um papel central na sustentabilidade da Confraria do Senhor Jesus da Piedade e na capacidade de assegurar a manutenção de todo o complexo da Piedade, incluindo o santuário, jardins, lago e restantes áreas do recinto.
A Junta de Freguesia de São João Batista, em Campo Maior, volta a atribuir dez bolsas de estudo a estudantes da freguesia que frequentem o Ensino Superior, mantendo um apoio que, segundo a presidente Anselmina Caldeirão, pretende complementar as bolsas atribuídas pelo Município e garantir que nenhum aluno que necessite de apoio fique de fora.
O valor mantém-se nos 75 euros mensais, durante dez meses, correspondendo a um total de 750 euros por estudante, exatamente nos mesmos moldes do apoio concedido pelo Município de Campo Maior.
“O que queremos mesmo é promover a igualdade de oportunidades aos estudantes da nossa freguesia, para que tenham os melhores resultados possíveis”, explica Anselmina Caldeirão, sublinhando a importância de os alunos sentirem que contam também com o apoio da sua freguesia e do município.
A presidente da Junta de Freguesia considera que este apoio assume particular importância perante as dificuldades económicas sentidas atualmente por muitas famílias. “É uma mais-valia nestas épocas de dificuldade que os pais enfrentam”, afirma, acrescentando que é “gratificante” para o executivo poder contribuir para apoiar estudantes e famílias.
O Município de Campo Maior atribui atualmente cem bolsas de estudo, número que, segundo Anselmina Caldeirão, se encontra preenchido. A Junta de Freguesia mantém, por sua vez, as dez bolsas que tem vindo a atribuir ao longo dos anos.
A responsável explica que a existência das bolsas da Junta surgiu precisamente com o objetivo de complementar o apoio municipal e evitar que estudantes que necessitem de ajuda financeira acabem sem qualquer apoio. “É importante a junta dar também este apoio para não deixar nunca nenhum aluno de fora”, assegura.
Ainda que este apoio represente esforço financeiro para a Junta de Freguesia, Anselmina Caldeirão assegura que nunca deixará de ser uma prioridade do executivo. “Achamos que sim, que está bem e que devemos continuar sempre a apoiar”, afirma. “Poderemos até no nosso orçamento ter outra situação que poderemos retirar, mas não estamos nunca a pensar em retirar este apoio aos alunos e às famílias”, acrescenta.
Com estas dez bolsas de estudo, a Junta de Freguesia de São João Batista assegura um apoio complementar às famílias e aos estudantes da freguesia, numa medida que Anselmina Caldeirão considera importante para incentivar a continuidade dos estudos e contribuir para o futuro dos jovens.