A Aquamaior vai realizar, entre os dias 22 e 24 de setembro, mais um intervenção de desbaratização e desratização na vila de Campo Maior, assim como em Degolados e Ouguela.
A intervenção, a quarta integrada no plano de ações definido pela empresa para este ano, terá início no dia 22 de setembro, durante o período da manhã, nas localidades de Degolados e Ouguela. Nos dias 23 e 24 de setembro, os trabalhos decorrerão em Campo Maior.
Durante a operação serão aplicados rodenticidas e inseticidas nas sarjetas e tampas de esgoto das áreas urbanas, com o objetivo de controlar a presença de roedores, baratas e outros animais.
Para garantir a maior eficácia possível da intervenção, a Aquamaior apela à colaboração da população, solicitando que sejam tapados, nos logradouros e quintais das habitações, todos os ralos, esgotos ou outros locais por onde baratas e outros animais possam tentar sair durante a aplicação dos produtos.
A empresa alerta ainda que, caso surja alguma questão ou problema relacionado com a intervenção, os munícipes deverão entrar em contacto com a Aquamaior através do número 268 689 309.
A colaboração da população é considerada essencial para o sucesso da intervenção e para reforçar as condições de salubridade nos espaços urbanos do concelho.
A nova Casa Mortuária de Degolados, no concelho de Campo Maior, será inaugurada esta quarta-feira, 16 de setembro, às 18h00, numa cerimónia aberta à população.
O convite para a inauguração é dirigido à população degoladense pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça dos Degolados, que destaca a importância deste novo equipamento para a comunidade.
A infraestrutura, resultado de um investimento superior a 400 mil euros, foi criada para proporcionar à população um espaço adequado para a realização de velórios e cerimónias fúnebres, respondendo a uma necessidade da freguesia e oferecendo melhores condições às famílias num momento particularmente delicado.
A cerimónia de inauguração representa, assim, um momento importante para Degolados, assinalando a entrada em funcionamento de um equipamento destinado a servir toda a comunidade.
A presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, quer assumir um papel de mediação no processo de reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital Dr. José Maria Grande, mostrando-se disponível para fazer a ponte entre os representantes dos doentes e a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
Em declarações à Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior, Fermelinda Carvalho começa por dizer que é também uma responsabilidade dos autarcas estarem disponíveis para intervir quando sentem que podem contribuir para esclarecer uma situação que preocupa a população. “É uma matéria que é importante para as pessoas, para uma franja da população. É importante para todos, de forma direta ou indireta”, afirma.
A presidente da Câmara de Portalegre sublinhou, contudo, que existem diferentes partes envolvidas no processo, desde o Conselho de Administração da ULS, responsável pela gestão do hospital, ao médico que presta serviço na área da oncologia, Rui Dinis, e aos próprios utentes, que, segundo a autarca, podem não estar a compreender ou a aceitar as decisões tomadas pela administração.
Nesse sentido, Fermelinda Carvalho pretende “fazer a ponte” entre as partes, de modo a que as dúvidas sejam esclarecidas e seja possível chegar a um entendimento. “Quero aqui, no meio disto, tudo fazer, digamos, que a ponte com as duas partes para que tudo se esclareça, para se chegar a bom termo e que tudo, ao fim e ao cabo, acabe bem”, explicou.
A autarca esclarece ainda uma das questões que esteve na origem das preocupações manifestadas publicamente: não está em causa a saída do oncologista Rui Dinis do hospital. “Aliás, o contrato de prestação de serviço foi renovado recentemente”, garante.
Para Fermelinda Carvalho, terá existido alguma “desinformação” em torno do processo, contribuindo para a confusão entretanto gerada, embora reconheça que existem questões que precisam de ser esclarecidas entre as diferentes partes.
A presidente da Câmara revelou, por isso, ter sugerido aos elementos do grupo que representam a população e os doentes a realização de uma reunião, na qual pretende também contar com a presença do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo.
“Eu até sugeri que estivesse também presente o Conselho de Administração e, em princípio, é isso que vai acontecer”, afirmou, acrescentando que propôs a realização do encontro esta terça-feira, dia 15 de setembro.
O objetivo é colocar “todas essas dúvidas em cima da mesa” e procurar resolver a situação, garantindo que a resposta assistencial na área da oncologia no Hospital Dr. José Maria Grande continue a ser assegurada.
Fermelinda Carvalho reforça, assim, a disponibilidade do Município de Portalegre para acompanhar o processo e contribuir para o esclarecimento das preocupações manifestadas pelos doentes e pela população, sem colocar em causa o papel da administração hospitalar na gestão da unidade.
A APPACDM de Elvas volta a candidatar ao Orçamento Participativo do Município de Elvas um projeto destinado à aquisição de um gerador elétrico.
A iniciativa, avaliada em 25 mil euros, integra os 14 projetos submetidos à votação na edição de 2026 e pretende garantir energia segura e contínua aos cerca de 250 utentes apoiados pela instituição.
Apagão de 2024 evidenciou necessidade do equipamento
Em declarações à Rádio Elvas, o presidente da direção da APPACDM de Elvas, Luís Mendes, explica que esta é a segunda vez que a instituição apresenta o projeto (já o tinha feito em 2025), dada a importância do equipamento para assegurar o normal funcionamento das várias respostas sociais.
A necessidade tornou-se particularmente evidente durante o apagão de 2024, que deixou a instituição sem eletricidade durante cerca de 12 horas. Segundo Luís Mendes, a interrupção comprometeu gravemente o funcionamento dos serviços e criou dificuldades acrescidas no acompanhamento das pessoas com deficiência intelectual e multideficiência.
“Vários utentes manifestaram ansiedade, medo e instabilidade”, refere o responsável, acrescentando que as refeições tiveram de ser servidas com iluminação insuficiente, enquanto equipamentos essenciais ficaram inoperacionais. Houve ainda preocupação com a conservação de alimentos e medicamentos.
Perante uma situação para a qual, segundo Luís Mendes, não existem respostas previamente treinadas, a equipa da instituição teve de improvisar soluções para garantir a segurança e o bem-estar dos utentes.
“Instituições que acolhem pessoas com deficiência, dependentes de rotinas estruturadas e ambientes estáveis, não podem de maneira nenhuma ficar expostas a falhas energéticas prolongadas”, sublinha o presidente da direção.
Gerador garante continuidade dos serviços
O equipamento permitirá assegurar a continuidade das principais atividades e serviços da instituição, nomeadamente a alimentação, conservação de medicamentos, funcionamento de equipamentos essenciais e atividades terapêuticas, garantindo também maior estabilidade emocional aos utentes.
A preocupação é reforçada pelo atual contexto internacional, marcado por conflitos armados, instabilidade geopolítica e eventuais perturbações no setor energético. Embora Portugal disponha de uma rede elétrica estável, a instituição considera importante estar preparada para novas interrupções ou situações de emergência.
Equipamento terá capacidade de 160 kVA
O gerador previsto terá uma potência de cerca de 160 kVA, superior à potência atualmente instalada na instituição, que ronda os 100 kVA. A escolha resulta de um estudo técnico realizado para garantir que o equipamento consegue suportar integralmente o consumo energético das instalações e, simultaneamente, responder às necessidades futuras.
Os 25 mil euros previstos no Orçamento Participativo destinam-se essencialmente à aquisição do equipamento. Aos custos do gerador terão ainda de ser acrescentadas despesas relacionadas com a instalação, projeto e legalização, estimando-se que o investimento global possa ultrapassar os 30 mil euros.
Luís Mendes reconhece que a concretização deste investimento representa um esforço significativo para a APPACDM, que enfrenta diariamente despesas relacionadas com a manutenção das instalações, equipamentos, viaturas e restantes estruturas de apoio.
Instituição apela ao voto dos elvenses
Por isso, o presidente da direção deixa um apelo aos elvenses para que participem na votação do Orçamento Participativo, que decorre até 2 de outubro, e considerem a relevância deste projeto.
“É uma questão de proteção humana, é uma questão de segurança operacional para a instituição, é uma questão de resiliência institucional e é também uma responsabilidade social”, afirma.
O responsável lembra ainda que outras instituições e equipamentos sociais de Elvas já dispõem de sistemas de emergência deste tipo, considerando fundamental que a APPACDM possa também garantir esta resposta.
APPACDM garante que não vai desistir
Caso o projeto não seja escolhido nesta edição, Luís Mendes garante que a instituição não irá desistir e procurará outras soluções para concretizar a aquisição do gerador.
“Desistir é sempre a última coisa”, assegura, defendendo que o equipamento é uma necessidade que terá de ser resolvida a médio prazo.
A entrevista completa a Luís Mendes para ouvir no podcast abaixo:
As candidaturas às Bolsas de Estudo do Município de Campo Maior para o ano letivo 2026/2027 abrem esta terça-feira, 15 de setembro, com o Município a reforçar o apoio aos jovens do concelho que frequentam o ensino superior.
A Câmara Municipal de Campo Maior aprovou a atribuição de cem bolsas de estudo, sendo que cada bolsa terá um valor de 750 euros, o que corresponde a 75 euros por mês, ao longo de dez meses.
O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância desta medida para os jovens e para as famílias do concelho. “Vamos abrir à mesma cem bolsas de estudo, à semelhança dos últimos dois anos letivos, num valor que ascenderá a 750 euros por bolsa”, afirma o autarca, acrescentando que o Município decidiu, uma vez mais, contemplar “todas as vertentes universitárias, desde CTeSP a licenciaturas e mestrados”.
Luís Rosinha deixa ainda um apelo aos estudantes para que apresentem as suas candidaturas: “Concorram, que o município terá todo o gosto de ajudar os jovens campomaiorenses, numa medida que cobre praticamente aquilo que são os valores das propinas universitárias”.
O presidente da Câmara admite, por outro lado, que o Município gostaria de ir além das cem bolsas previstas, caso o número de candidaturas o justifique. “Gostávamos muito de até ultrapassar o valor das cem bolsas atribuídas”, refere, garantindo que a autarquia aguarda “as candidaturas de todos”.
Para Luís Rosinha, este apoio representa uma forma concreta de acompanhar os jovens do concelho na transição para o ensino superior, para além de constituir um importante auxílio às famílias. “É com muito orgulho que o Município de Campo Maior apoia os seus jovens da transição para o ensino superior numa medida que é muito ativa, que é muito boa para as famílias, porque é um apoio muito digno”, conclui.
Das cem bolsas disponíveis, 50 serão destinadas a estudantes de licenciatura e mestrado, enquanto as restantes 50 serão atribuídas a alunos que frequentem cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) e cursos de especialização tecnológica (CET).
As candidaturas podem ser apresentadas no Balcão de Inclusão do Município de Campo Maior, entre esta terça-feira, 15 de setembro, e o dia 2 de novembro.
O ano letivo 2026/2027 arrancou esta segunda-feira, dia 14 de setembro, com o regresso às aulas de cerca de 1.200 alunos do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro e na Escola Secundária da vila.
Para assinalar o momento, os vereadores Paulo Pinheiro e Paula Jangita estiveram presentes nos dois estabelecimentos de ensino, onde tiveram oportunidade de contactar com a direção do Agrupamento de Escolas, liderada pelo professor Jaime Carmona, alunos, professores, auxiliares e restantes elementos da comunidade escolar, desejando a todos um excelente ano letivo.
O Município de Campo Maior, que deseja a toda a comunidade educativa um ano repleto de sucesso, aprendizagem e crescimento, reafirma o seu compromisso com a Educação e com a constante procura de criar as melhores condições para as crianças e jovens do concelho.
Campo Maior acolhe, desde ontem, 14 de setembro, no Posto de Turismo, a primeira reunião de coordenação da Fase de Transferência do Projeto ReMED – Towards Climate Resilient Mediterranean Cities, numa iniciativa organizada pela AREANATejo, com o apoio do Município de Campo Maior.
O encontro reúne os parceiros envolvidos nesta nova fase do projeto, que é cofinanciado pelo Programa Interreg Euro-MED e coordenado pela Universidade de Malta, tendo como principal objetivo reforçar a resiliência das cidades mediterrânicas perante os impactos associados aos riscos climáticos.
Embora o Projeto ReMED tenha tido início em janeiro de 2024, a sua Fase de Transferência arrancou em julho de 2026, tendo a AREANATejo sido convidada a integrar esta etapa com o objetivo de capitalizar e transferir os principais resultados alcançados pelo projeto.
Entre estes destaca-se o Sistema de Avaliação RBE, que permite aplicar ferramentas de avaliação de riscos climáticos à escala local, apoiando as autoridades públicas e outros intervenientes na identificação de riscos e vulnerabilidades, bem como na definição de medidas de adaptação adequadas às especificidades de cada território.
No âmbito desta Fase de Transferência, a AREANATejo irá aplicar estas ferramentas no Município de Campo Maior, que assume o papel de município-piloto e recetor em Portugal.
A Sociedade Columbófila Campomaiorense promoveu, no passado domingo, 13 de setembro, mais uma edição do Leilão de Borrachos, no restaurante das Piscinas Municipais de Campo Maior.
O evento reuniu columbófilos e entusiastas da modalidade, proporcionando um momento de convívio e de partilha que contribui para manter viva uma tradição profundamente enraizada no concelho.
Ao longo do dia, foram leiloados borrachos provenientes de colónias de prestigiadas referências a nível distrital, regional e nacional, proporcionando aos participantes a oportunidade de adquirir exemplares de reconhecida qualidade.
A iniciativa incluiu ainda um almoço-convívio, reforçando o espírito de confraternização entre os participantes.
Reafirmando o apoio do Município à atividade columbófila e ao movimento associativo do concelho, o Executivo Municipal marcou presença no evento.
A Guarda Nacional Republicana (GNR), para assinalar o regresso às aulas, iniciou um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos alunos, professores e encarregados de educação, abrangendo mais de 4 400 estabelecimentos escolares e cerca de 670 000 alunos na sua área de responsabilidade, por todo o território continental.
Estas ações têm como objetivo sensibilizar para a necessidade de adoção de comportamentos de autoproteção, ao nível da segurança em geral, de comportamentos inclusivos no seio da comunidade e prevenindo comportamentos desviantes da ordenação social.
O Programa Escola Segura (PES), tem como objetivo prevenir comportamentos de risco e reduzir a ocorrência de situações que possam comprometer a segurança de alunos, professores e restantes intervenientes no espaço escolar e na sua envolvente. Através de ações de sensibilização, policiamento de proximidade e acompanhamento regular das escolas, o programa procura não só dissuadir a prática de ilícitos, como também fomentar uma cultura de cidadania, respeito e responsabilidade entre os jovens.
O Alentejo 2030 continua a registar uma evolução positiva na implementação do Programa, refletida no crescimento sustentado dos níveis de aprovação, compromisso e certificação dos fundos. Com mais de metade da sua dotação já comprometida em operações aprovadas e indicadores acima da média em áreas estratégicas como o Fundo para uma Transição Justa e o FSE+, o Programa confirma a sua capacidade para transformar financiamento europeu em investimento concreto ao serviço da competitividade, da coesão social e da transição sustentável do território.
A leitura dos dados mais recentes do Alentejo 2030 recomenda uma análise equilibrada e abrangente da evolução do Programa, valorizando não apenas os indicadores de execução financeira, mas também o nível de compromisso dos fundos, a capacidade de aprovação das operações, a mobilização do investimento privado e a maturidade da carteira de projetos em implementação. Em primeiro lugar, importa destacar que o Alentejo 2030 apresenta atualmente uma taxa de aprovação de 53,5%, em linha com a média dos Programas Regionais do Portugal 2030, e sendo apenas superada, a nível regional, por Lisboa e pelo Norte. Este resultado demonstra uma evolução consistente na contratualização dos apoios e na capacidade de transformar a programação disponível em investimentos concretos para o território.
Particular destaque merece o desempenho do Fundo para uma Transição Justa (FTJ). Com uma taxa de aprovação de 88,7%, este instrumento apresenta um nível de compromisso significativamente superior à média dos Programas Regionais, situando-se 34,6 pontos percentuais acima. Este resultado constitui um dos indicadores mais positivos do Programa, demonstrando a capacidade da região para mobilizar recursos destinados à transição energética, à reconversão económica e à adaptação dos territórios aos desafios da descarbonização. Também o FSE+ do Alentejo evidencia um comportamento muito favorável, apresentando uma taxa de aprovação de 64,7%, superior à taxa média global de aprovação do Portugal 2030, fixada em 62,5%. Este desempenho reflete a forte procura e capacidade de execução das medidas dirigidas à qualificação, ao emprego, à inclusão social e ao reforço das competências da população.
Outro aspeto relevante prende-se com a natureza dos beneficiários apoiados. Os dados revelam que 61,49% dos fundos aprovados dizem respeito a entidades privadas, enquanto 38,51% correspondem a entidades públicas. Esta predominância do investimento privado constitui um sinal positivo para a economia regional, evidenciando a confiança dos investidores e a capacidade do tecido empresarial para aproveitar os instrumentos de financiamento disponibilizados pelo Portugal 2030. Relativamente à execução financeira, importa enquadrar adequadamente os indicadores disponíveis. O Alentejo 2030 apresenta uma taxa de compromisso de 53,5%, o que significa que mais de metade da dotação do Programa já se encontra comprometida através de operações aprovadas. Por sua vez, a taxa de execução situa-se nos 12,7%, refletindo uma fase em que uma parte significativa dos projetos aprovados se encontra ainda em desenvolvimento e execução física.
Este contexto é particularmente relevante quando se considera que muitos dos investimentos apoiados correspondem a projetos estruturantes, públicos e privados, cuja concretização implica procedimentos de contratação, licenciamento, execução de obra, aquisição de equipamentos ou implementação tecnológica, com ciclos temporais naturalmente mais prolongados.
A avaliação da situação do Alentejo 2030 deve igualmente considerar a evolução do Programa face à meta N+3 de 2026, um dos principais referenciais para aferir a capacidade de absorção dos fundos europeus. A análise dos dados evidencia que a leitura da execução não pode ser limitada aos montantes já declarados à Comissão Europeia, devendo integrar igualmente a despesa em validação e o potencial de certificação já identificado. De acordo com os dados mais recentes, o Alentejo 2030 já submeteu à Comissão Europeia cerca de 156 milhões de euros, correspondendo a aproximadamente 51% da meta N+3 estabelecida para 2026. Contudo, o Programa dispõe ainda de cerca de 34,5 milhões de euros de despesa executada não declarada e de uma estimativa de certificação superior a 47 milhões de euros até ao final de 2026. Quando estes montantes são incorporados na análise, a estimativa de execução ascende a cerca de 237,5 milhões de euros, o que representa 78% da meta N+3, reduzindo substancialmente a distância para o cumprimento integral do objetivo regulamentar. Ficando, neste comparativo, apenas abaixo do Programa Regional de Lisboa.
Esta projeção demonstra que uma parte muito relevante do esforço necessário para alcançar a meta já se encontra refletida em despesa realizada ou em processo de certificação. Neste contexto, a certificação assume um papel central na consolidação da execução do Programa, constituindo um dos principais fatores de aceleração dos indicadores financeiros nos próximos períodos. A existência de uma carteira de operações aprovada superior a 568 milhões de euros, aliada à elevada taxa de compromisso e ao volume significativo de despesa em validação, permite perspetivar uma evolução favorável da execução até ao final do período de referência.
Os indicadores disponíveis permitem concluir que o Alentejo 2030 apresenta uma trajetória globalmente positiva, assente em fatores estruturantes para o desenvolvimento regional: Estimativa de execução da meta N+3 de 78%, fortemente suportada pelo potencial de certificação identificado; Taxa de aprovação de 53,5%, alinhada com a média dos Programas Regionais; Taxa de aprovação do FTJ de 88,7%, cerca de 34,6 pontos percentuais acima da média dos Programas Regionais; Taxa de aprovação do FSE+ de 64,7%, superior à média do Portugal 2030; 61,5% dos apoios aprovados dirigidos ao setor privado, evidenciando uma forte mobilização empresarial; Taxa de compromisso de 53,5%, demonstrando uma carteira robusta de operações aprovadas.