A Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou, no passado dia 20, os estudos e projetos para a definição do traçado do novo lanço do IC13, que irá ligar Montijo, Coruche, Mora, Ponte de Sor e Alter do Chão, numa extensão de aproximadamente cem quilómetros.
O anúncio da realização destes estudos surge integrada na apresentação de quatro novos projetos rodoviários estratégicos, com o objetivo de reforçar a acessibilidade, promover o desenvolvimento regional e garantir melhores condições de segurança e eficiência a nível nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Presente na sessão de apresentação esteve a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que assegura que estas são “boas notícias” para o Alto Alentejo e para o país.
“Trata-se da conclusão do IC13, uma obra que não foi concluída há muitos anos atrás e que, neste caso, é fundamental para a nossa região, ainda para mais com a construção do novo aeroporto, que permitirá a ligação de Alter do Chão, melhor dizendo, de Portalegre ao Montijo, mas aquilo que falta fazer é Alter do Chão-Montijo”, explica a autarca.
O lançamento deste estudo, diz ainda Fermelinda Carvalho, “é o primeiro passo” de se poder concretizar “esta grande ambição do Alto Alentejo”.
Este itinerário entre Montijo e Alter do Chão assumirá um papel estratégico enquanto principal ligação entre o Novo Aeroporto de Lisboa e o interior do país, potencializando a coesão territorial e promovendo o desenvolvimento económico.
A centenária Praça de Touros de Santa Eulália recebe, este sábado, dia 4 de abril, pelas 17 horas, a quinta edição do Festival Taurino “Memorial José Tello Barradas”.
Em praça entram os cavaleiros João Moura Caetano, João Ribeiro Telles, Duarte Pinto, Miguel Moura e Francisco Cortes (praticante) e ainda o matador Nuno Casquinha. “Do meu ponto de vista, e sem falsa modéstia, é um cartel de primeiríssimas figuras”, diz Alberto Barradas, o responsável pela organização desta corrida de touros. “Temos um jovem aqui da região, que é uma promessa: o Francisco Cortes. O cartel de primeiras figuras é constituído por João Moura Caetano, uma figura incontornável aqui da região; o João Ribeiro Telles, uma das máximas figuras do toureio a cavalo; o Duarte Pinto, que é o digno representante do toureio clássico, e o Miguel Moura, que pertence a uma dinastia de grande prestígio”, assegura o responsável.
Por outro lado, Alberto Barradas destaca a participação, pela primeira vez, de um matador neste festival taurino. “Há um grande movimento em Portugal, novamente, em torno do toureio a pé, portanto, resolvemos ter, este ano, um matador que celebra 15 anos de alternativa. É uma figura conceituada no meio taurino português e é como muito gosto que vamos apresentar o Nuno Casquinha, pela primeira vez, em Santa Eulália”, revela.
Lembrando que este, à semelhança do Raide Hípico, é um evento solidário, em prol da Associação Humanitária de Santa Eulália, Alberto Barradas diz ainda que, com a ajuda da Câmara Municipal de Elvas tem sido possível manter a Praça de Touros daquela freguesia num “nível elevado”. “Temos conseguido recuperar a nossa formosa Praça de Santa Eulália e o público vai ter uma pequena surpresa, porque realmente fizeram-se muitos benefícios”, remata.
As pegas vão estar a cargo dos Forcados Amadores de Arronches, liderados pelo cabo Manuel Cardoso, e os Académicos de Elvas, capitaneados por Pedro Curião. Serão lidados seis toiros, três da ganadaria Sesmarias Velhas do Guadiana e três da ganadaria Santa Ana, num espetáculo que contará ainda com o acompanhamento de uma banda de música para abrilhantar a tarde taurina.
A reserva de bilhetes pode ser feita através do contacto 961 805 389. Os ingressos poderão ser levantados na Junta de Freguesia de Santa Eulália.
Os campomaiorenses voltam a mudar-se de “armas e bagagens” para o campo, durante os próximos dias, para cumprir, um ano mais, a tradição pascal da romaria de Nossa Senhora da Enxara.
A previsão é de que a grande maioria das pessoas se comece a reunir junto à ermida a partir de quinta-feira, na véspera da Sexta-Feira Santa, para ali permanecer até segunda-feira, feriado municipal em Campo Maior, fazendo da Enxara uma verdadeira “segunda habitação”, assegura João Pedro Carrilho, da comissão de festas.
“Nesses três ou quatro dias, a Enxara é uma segunda casa. As pessoas levam fogões, levam micro-ondas, tudo o que se possa imaginar. É uma casa autêntica: desde tendas, há pessoas que têm autotendas, é uma segunda casa mudada”, confirma.
E porque sem tradições “a vida não é nada”, defende João Pedro Carrilho, é importante que os jovens possam dar continuidade à romaria, com os mais novos, até ao momento, a juntarem-se sempre à festa. “Nós tentamos puxar alguma juventude para que a tradição da Páscoa e da festa de Nossa Senhora de Enxara se mantenham por muitos e longos anos, para que as tradições não morram, porque se não se faz, acaba por morrer tudo. E é uma maneira de darmos algum ânimo e vida à Eremida”, diz ainda o responsável, que assegura que cabe aos campomaiorenses dar continuidade à festividade criada pelos seus antepassados. “Cabe-nos a nós agora mantê-la viva e tentar passar, e tentamos passar para a malta mais jovem, para se poderem divertir, para poderem coabitar na Ermida da Enxara”, remata.
De recordar que as festas em Honra de Nossa Senhora da Enxara tiveram o seu início oficial na noite do passado sábado, com a tradicional procissão entre a Igreja de Ouguela e a Ermida.
No próximo sábado, 4 de abril, haverá garraiada com música ao vivo, pelas 21 horas. No domingo de Páscoa, dia 5, às 16 horas, realiza-se a Missa da Ressurreição. Duas horas mais tarde haverá garraiada e às 22 horas baile com os Bellota Trompetera. Na Segunda-Feira de Páscoa, feriado municipal em Campo Maior, realiza-se uma Missa de Ação de Graças, pelas 16 horas, seguida de procissão, em honra de Nossa Senhora da Enxara.
Depois da estria no domingo, no encerramento da programação do Mês do Teatro de Campo Maior, a “A Menina do Mar”, uma produção do grupo de teatro do Município “EntrePalcos”, liderado por Ana Diabinho, voltou a estar em cena no auditório do Centro Cultural da vila, esta segunda-feira, 30 de março, no âmbito do “Mês da Leitura”.
Dirigido aos alunos do pré-escolar do concelho e baseado no livro infantil homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, o espetáculo conta a história de uma menina que vive no mar e tem curiosidade sobre o mundo da terra. Um dia, conhece uma rapariga e nasce uma amizade entre elas que, apesar de pertencerem a mundos diferentes, aprendem a importância da descoberta, da saudade e da amizade.
O presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, fez um balanço positivo da evolução do Festival Saberes e Sabores do Porco Alentejano, na segunda edição agora em 2026, sublinhando que as mudanças implementadas nesta edição visam melhorar a experiência dos visitantes através de uma melhor organização do espaço. “Verificámos que havia necessidade de separar a zona de restauração da zona de espetáculos, para que se pudesse degustar a refeição tranquilamente e sem ruído”, explicou o autarca, que destacou ainda a introdução de uma zona de mini street food como alternativa dinâmica às refeições tradicionais.
Para João Crespo, após uma “edição zero” de aprendizagem, no ano passado, o cenário está agora consolidado: “Acho que o cenário está bem montado e que este é um projeto que tem pernas para andar, naturalmente”.
O impasse que durante anos travou a conclusão do Hospital Central do Alentejo (HCA), em Évora, foi ultrapassado no passado dia 20 de março, com a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Évora (CME), a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a CCDR do Alentejo.
O acordo garante a construção das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade, com um investimento previsto de 13,3 milhões de euros para acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas. Atualmente, a obra do hospital encontra-se concluída em cerca de 80%.
A cerimónia contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que sublinhou que este acordo representa um passo decisivo para ultrapassar dificuldades acumuladas ao longo do tempo e garantir o avanço das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade hospitalar. A governante reconheceu que o projeto enfrentou desafios ao longo dos anos, nomeadamente devido à extinção da Administração Regional de Saúde do Alentejo, que até então tinha a responsabilidade pela obra. “É muito complicado, sobretudo para a quase extinta ARS do Alentejo, que tinha o encargo desta obra e que, pela extinção da ARS, acabou por ter ali um momento de grande incapacidade resolutiva e iam-se acumulando as decisões para tomar”, afirmou.
Ana Paula Martins explicou que até meados de 2027 toda a infraestrutura estará finalizada, seguida de um período indispensável de licenciamentos e testes técnicos, essenciais para garantir a segurança e funcionalidade da unidade. “Um hospital desta envergadura precisa de seis meses, pelo menos, de testes de instalações, mas seguramente que o hospital estará concluído e tem que estar concluído até por causa dos fundos europeus”, afirmou.
Sobre a articulação do hospital com a rede nacional, a Ministra destacou que os doentes do Alentejo já são encaminhados para hospitais da Área Metropolitana de Lisboa via rede de referenciação, e que o Hospital Central do Alentejo poderá receber pacientes de outras regiões, respeitando as redes de referência e a proximidade. “Pode aliviar vários hospitais, não só da Margem Sul, mas de toda a Área Metropolitana de Lisboa”, sublinhou.
Já o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, reforçou a relevância estratégica do projeto para a cidade e para o país. “O hospital é uma estrutura fundamental não apenas para o Alentejo, mas mesmo para o país, e tendo em conta a especialização e diferenciação que este hospital terá, até para além do país, na minha perspetiva”, afirmou.
Carlos Zorrinho destacou também a importância de construir a obra de forma sólida, referindo que “costuma-se dizer que as obras começam pelos alicerces, não começam pelo telhado. Temos aqui muitos telhados sem alicerces e, portanto, é bom fazer muitos alicerces”, reforçando a necessidade de um planeamento estruturado para garantir o sucesso do projeto.
Carlos Zorrinho explicou ainda a questão financeira das acessibilidades: “Os 13,3 milhões de euros são uma estimativa e constam do protocolo, mas o valor final será apurado durante a execução. A Câmara Municipal de Évora teve em condição de o assinar, garantindo que os valores reais serão geridos corretamente. Cada componente – saneamento, estradas, estruturas elétricas, serão calculados os custos, serão feitas as empreitadas e será construído. Penso que o valor será provavelmente maior”, explicou.
Carlos Mateus Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central destacou o papel fundamental do protocolo agora assinado: “Este protocolo é o que faltava em todos os processos que temos estado a desenvolver. Conseguimos recuperar um protocolo que estava, não digo morto, mas com algumas dificuldades, até porque não abrangia todos os pontos necessários e que agora estão todos cobertos. Este acordo permite dotar os recursos necessários para avançar com as infraestruturas, que são as infraestruturas básicas que qualquer hospital necessita.”
O Hospital Central do Alentejo é considerado uma infraestrutura estruturante para a região, destinada a servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em todo o Alentejo, com centros de referência nacionais e internacionais, aliviando a pressão sobre outras unidades hospitalares da região e da Área Metropolitana de Lisboa.
O ciclista Tiago Antunes, vencedor da classificação geral da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola 2026, confirmado em Évora confessou que este triunfo era um objetivo perseguido há muito tempo, classificando-o como o momento mais alto do seu percurso profissional: “Tenho muitos bons momentos na minha carreira, mas acho que esta é sem dúvida a minha maior vitória; estou muito feliz e penso que já a merecia”.
Apesar da pressão da fuga na fase final da última etapa, em Reguengos chegaram a ter mais de dois minutos de avanço, o corredor destacou a união e a serenidade da sua formação, a Efapel, como a chave do sucesso, garantindo que a diferença de tempo não abalou a estratégia da equipa: “Tinha confiança no grupo que tinha, sabia que a minha equipa estava sempre comigo e nunca entrámos em pânico; acima de tudo, todos juntos conseguimos ver a vitória”.
Carlos Zorrinho, o Presidente da Câmara Municipal de Évora, autarquia que acolheu o final da prova, manifestou grande satisfação com o entusiasmo e a dinâmica da edição deste ano, destacando que a competição é um símbolo de união regional que percorreu 25 municípios em quase 700 quilómetros.
Ao sublinhar a importância estratégica do evento, o autarca afirmou que “esta volta não é apenas a pedalada de Évora, é a pedalada do Alentejo e é isso que nós queremos reforçar ainda mais nas próximas edições”, celebrando ainda o triunfo de um ciclista nacional e o papel da prova como rampa de lançamento para novos talentos: “É uma volta que lança jovens e quem se consegue revelar aqui tem depois carreiras importantes, por isso temos todas as condições para estar satisfeitos e fazer melhor para o ano”.
O diretor desportivo da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola 2026, Ezequiel Mosquera, fez um balanço extremamente positivo da competição, descrevendo o desenrolar da prova como o “guião sonhado por qualquer organizador”, marcado por uma alternância constante no comando da classificação.
Mosquera destacou que a incerteza foi o ingrediente principal até ao cair do pano, explicando que, apesar de não ter havido mudança de camisola no último dia, “houve emoção até ao último quilómetro, ganhou a fuga e houve alturas onde até se perigava a camisola amarela, porque ia um grupo muito forte na frente”. Para o responsável, a competitividade demonstrada e a luta pelas vitórias de etapa confirmaram o sucesso do modelo adotado, resultando num espetáculo que manteve o interesse vivo até ao final.
O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, fez um balanço entusiasta da primeira edição da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola que terminou ontem em Évora, organizada pela estrutura federal, sublinhando que a aposta na transmissão televisiva e na modernização logística são vitais porque “o ciclismo cada vez está mais globalizado” e exige um garante de qualidade à altura do território.
Ao destacar o potencial da região, o dirigente afirmou que, de todos os eventos da Federação, esta prova é a que apresenta maior potencial de crescimento, explicando que as alterações técnicas propostas pelo diretor desportivo Ezequiel Mosquera foram aceites de imediato: “Quisemos voltar a tornar a prova interessante do ponto de vista internacional para que as equipas estrangeiras tenham o apetite de vir ao Alentejo, criando um produto desportivo mais equilibrado e interessante para todas as equipas”.