11 famílias recebem habitações municipais reabilitadas em Montemor-o-Novo

Onze moradores passam a dispor de habitações municipais totalmente reabilitadas em Montemor-o-Novo, no âmbito de um processo integrado na Estratégia Local de Habitação e que se prolongou por vários anos, desde a definição da estratégia até à conclusão das obras e atribuição dos fogos.

A entrega das habitações representa a concretização de um processo que atravessou diferentes mandatos autárquicos e que contou com financiamento associado ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, sublinha precisamente o caráter prolongado da intervenção, destacando a continuidade do trabalho desenvolvido pelos diferentes executivos. “Este é um processo longo, que começou ainda em mandato da presidente Hortênsia Menino, quando foi elaborada a Estratégia Local de Habitação, teve continuidade no último mandato do Partido Socialista, que lançou os concursos para a reabilitação das casas, através da possibilidade que foi dada do financiamento pelo PRR, e foi agora concluído por nós”.

Para o autarca, apesar de o processo se ter prolongado no tempo, o objetivo foi alcançado: disponibilizar habitação a baixo custo para a população do concelho.

A atribuição das casas foi realizada através de concurso, seguindo os requisitos definidos pelo IHRU. Carlos Pinto de Sá faz questão de salientar a forma como o processo de seleção foi conduzido, garantindo que os elementos do júri não tiveram conhecimento direto da identidade dos candidatos. “Os concorrentes foram tratados por número, ou seja, o júri que apreciou a situação não teve conhecimento direto dos nomes das pessoas”, explica o presidente da Câmara, acrescentando que a seleção foi feita de acordo com os requisitos estabelecidos pelo IHRU.

Dos beneficiários, dois são moradores que já residiam nas antigas habitações da Rua D. Afonso e que, segundo o autarca, tinham direito a permanecer nas suas casas, agora renovadas. “Transitaram das antigas casas da Rua D. Afonso dois moradores, portanto esses tinham obviamente direito a ficar com as suas habitações, ficaram com as suas habitações renovadas”, refere Carlos Pinto de Sá, que destaca que existem agora 11 moradores em casas totalmente reabilitadas.

A intervenção surge num contexto de dificuldades crescentes no acesso à habitação, realidade que o presidente da Câmara considera também particularmente visível em Montemor-o-Novo.

Carlos Pinto de Sá chama a atenção para o aumento dos preços da habitação e para as dificuldades sentidas por famílias que, apesar de terem rendimentos provenientes de salários ou reformas, não conseguem acompanhar os valores atualmente praticados no mercado.

Na perspetiva do autarca, é necessária uma intervenção ao nível das políticas nacionais de habitação, considerando que a responsabilidade principal nesta matéria está atribuída ao Governo.

Ainda assim, Carlos Pinto de Sá garante que o município pretende continuar a intervir dentro das suas possibilidades, através da recuperação de património municipal, da disponibilização de terrenos e da criação de condições para aumentar a oferta habitacional.

Nesse âmbito, o município está a trabalhar na recuperação de outras habitações municipais e na cedência de lotes para autoconstrução a baixo custo. O autarca adianta que já foram cedidos cerca de sete ou oito lotes para este fim, em várias freguesias do concelho, e que estão a ser preparados novos loteamentos em terrenos municipais.

A Câmara Municipal está também a procurar estabelecer negociações com proprietários privados para a cedência de terrenos ou a realização de acordos que permitam avançar com novos loteamentos e, dessa forma, aumentar a oferta de habitação no concelho. A entrega das 11 habitações constitui, assim, uma das medidas concretizadas pelo município no âmbito da política local de habitação, ficando o compromisso de prosseguir a recuperação de património municipal e a criação de novas soluções de acesso a habitação a custos mais reduzidos.

A escola perante o clima e os novos desafios da profissão docente no “Ambiente em FM”

Assinalando o Dia Mundial dos Professores a 5 de outubro, o programa Ambiente em FM aborda o papel transformador dos docentes perante os novos desafios globais identificados pela UNESCO. José Janela, representante da Quercus, destaca que o impacto das alterações climáticas exige que os professores preparem as novas gerações não apenas com conhecimento teórico, mas também com pensamento crítico e capacidade de adaptação às transformações ambientais, sociais e económicas em curso.

O especialista defende que a educação ambiental não pode continuar a ser tratada como uma atividade pontual ou circunscrita a poucas disciplinas. Para preparar verdadeiramente os alunos para a ação concreta, é fundamental integrar temas como água, energia, biodiversidade e resíduos de forma transversal em toda a vida escolar, transformando grandes problemas globais em realidades próximas e compreensíveis para os estudantes.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

EuroBEC Granfondo regressa em abril de 2027 com meta nos dois mil ciclistas

Elvas volta a ser o ponto de partida e de chegada do EuroBEC Granfondo, que, em 2027, cumpre a sua quinta edição.

A prova, que volta a unir em bicicleta os três vértices da eurocidade – Elvas, Campo Maior e Badajoz – está marcada para o dia 11 de abril e as inscrições já estão abertas, com a organização a apontar para uma participação superior a dois mil ciclistas.

As inscrições arrancaram a 29 de agosto. Segundo Hermenegildo Rodrigues, vereador da Câmara Municipal de Elvas, a procura registada desde o início tem sido positiva e permite antever uma nova edição com forte adesão.

“Está agendada para dia 11 de abril aquela que é a quinta edição do EuroBEC Granfondo. As inscrições já estão em marcha. Foi no passado dia 29 de agosto que se iniciaram as inscrições para esta quinta edição, a oito meses ainda de distância da realização do evento, mas desde logo registou-se com agrado uma boa procura em termos daquilo que é a abertura das inscrições”, afirma o autarca.

Depois de, no ano passado, a prova ter ultrapassado a fasquia dos dois mil participantes, a expectativa passa agora por superar novamente esse número. “Pensamos que este ano estão reunidas as condições para que nos voltemos afirmar naquilo que é o panorama do ciclismo de Portugal como uma das maiores provas a nível nacional”, sublinha o Hermenegildo Rodrigues.

Percursos com novidades e aposta na paisagem alentejana

A quinta edição da prova contará com algumas alterações aos percursos, tanto na distância média como na longa. As mudanças pretendem valorizar as características paisagísticas do Alentejo durante a primavera, numa altura em que os campos da região apresentam uma maior diversidade de cores.

“Temos aqui e ali algumas alterações, quer na média, quer na long distância, mas vamos ter aqui pequenas alterações que visam, essencialmente, tirar partido, potenciar o que o Alentejo tem, em pleno de abril, que é a nossa primavera, o colorido dos nossos campos”, explica Hermenegildo Rodrigues.

A organização pretende, assim, proporcionar aos participantes não só um desafio desportivo, mas também a possibilidade de conhecer e desfrutar da paisagem alentejana. “Esse é um dos grandes objetivos, é que quem venha possa desfrutar do enquadramento paisagístico, da beleza da nossa região”, acrescenta.

O vereador destaca ainda as condições das vias utilizadas na prova, apontando para “pavimentos de excelência” e para a possibilidade de serem atingidos ritmos elevados. Apesar de se tratar de uma competição destinada a participantes amadores, o nível competitivo tem sido elevado.

“Não é por acaso que, e apesar de ser uma prova totalmente amadora, grande parte dos primeiros classificados superam normalmente médias superiores a 40 km/hora, o que só por si dá um patamar elevadíssimo em termos competitivos”, salienta.

Passagem pela Serra de São Mamede e pelo concelho de Arronches

Uma das novidades desta edição será a aproximação à Serra de São Mamede. O percurso do Granfondo incluirá uma passagem pelos “arrabaldes da serra”, procurando também contrariar a ideia de que o Alentejo é exclusivamente marcado pela planície.

“Vamos fazer a nível do Granfondo uma pequena abordagem à Serra de São Mamede, também para que, não posso dizer que no Alentejo só há planície, também temos serra e de qualidade”, afirma o vereador. O percurso incluirá, dessa forma, uma incursão pelo concelho de Arronches.

Com as inscrições já abertas (aqui) e a prova agendada para 11 de abril, a organização prepara uma quinta edição que pretende aliar a vertente competitiva à valorização do território, aproveitando a paisagem, as estradas e a primavera alentejana como elementos diferenciadores do EuroBEC Granfondo.

A organização da prova é da responsabilidade da BikeService e dos três municípios que constituem a EuroBEC.

Campo Maior Trail Runners e Adega Mayor preparam nova edição do “São Martinho On Move”

O Campo Maior Trail Runners prepara, em parceria com a Adega Mayor, mais uma edição do “São Martinho on Move”, uma iniciativa desportiva e solidária, que une atividade desportiva, momentos de convívio e partilha.

A atividade mantém o espírito que tem marcado as edições anteriores: um encontro de natureza não competitiva, aberto a toda a comunidade e pensado para proporcionar um momento de convívio entre atletas de trail, caminheiros e todos aqueles que queiram juntar-se à iniciativa.

“Já temos larga tradição nesta atividade em parceria com a Adega Mayor”, começa por dizer Carlos Pepê, responsável do grupo Campo Maior Trail Runners, sublinhando que o objetivo passa também por receber participantes de outros clubes da região. “Podermos conviver, estar fora da competição e usufruir daqueles momentos de convívio e de partilha”, acrescenta.

Para além do trail, sem caráter competitivo e sem atribuição de prémios, a iniciativa contará com a habitual caminhada, que todos os anos reúne um número significativo de participantes. A organização espera voltar a envolver a comunidade de Campo Maior, incluindo amigos e familiares dos atletas.

O programa culminará num momento de “convívio musical” junto à Adega Mayor, aproveitando a paisagem envolvente e o cenário proporcionado pelo outono. Um dos momentos mais aguardados é precisamente o pôr do sol sobre a zona da Barragem do Caia.

Carlos Pepê destaca a particularidade da paisagem nesta época do ano, com a transformação das cores da vinha e da envolvente natural. “Estar ali a chegar às 17h30, 18h45, e ver aquele pôr do sol a cair na Barragem do Caia é daquelas coisas que nos enchem nesta altura do ano”, afirma.

A mudança de tonalidades da paisagem é também apontada como um dos elementos que contribuem para a atratividade da iniciativa. “Esta metamorfose que as nossas paisagens sofrem também traz muita gente até nós. Estar na Adega e ver aquelas cores da vinha a mudar para os amarelos, para os laranjas, ainda alguns a perdurarem no verde, fica ali sempre uma memória que atrai muita gente todos os anos”, salienta.

Com a data ainda a aguardar confirmação definitiva, o Campo Maior Trail Runners deixa desde já o convite à população para participar naquela que será a quinta edição do São Martinho on Move, numa tarde que pretende juntar atividade física, natureza, música e, sobretudo, o espírito de comunidade que tem caracterizado o evento.

Campo Maior celebrou os 50 nos da canonização de Santa Beatriz da Silva

No dia 3 de outubro assinalou-se o 50.º Aniversário da canonização de Santa Beatriz da Silva, pelo Papa Paulo VI, com uma Eucaristia Solene de Ação de Graças, no Mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição.

O Presidente do Município, Luís Rosinha, esteve presente na ocasião, e teve oportunidade de saudar as irmãs do convento, felicitando-as pela efeméride em nome de todos os campomaiorenses.

116.º aniversário da Implantação da República

Portugal assinala esta segunda-feira, 5 de outubro, o 116.º aniversário da Implantação da República, um dos feriados nacionais com maior significado histórico e cívico do calendário português. A data recorda a madrugada de 1910 em que, após dois dias de movimentações revolucionárias em Lisboa, a República foi proclamada da varanda dos Paços do Concelho da capital, por José Relvas, pondo fim a quase oito séculos de monarquia. O rei D. Manuel II partiu para o exílio a partir da Ericeira, e foi constituído um Governo Provisório presidido por Teófilo Braga.

A mudança de regime trouxe transformações profundas na vida do país. A bandeira verde e vermelha e “A Portuguesa” foram adotadas como símbolos nacionais, foi aprovada a Constituição de 1911 e Manuel de Arriaga tornou-se o primeiro Presidente da República eleito. A Primeira República ficou marcada pela separação entre o Estado e a Igreja, por reformas no ensino e nos direitos civis, mas também por forte instabilidade política, que viria a culminar no golpe militar de 28 de maio de 1926.

O 5 de Outubro foi um dos quatro feriados suspensos entre 2013 e 2015, no contexto das medidas de austeridade, tendo sido reposto em 2016. Como é tradição, as comemorações oficiais decorrem na Praça do Município, em Lisboa, com a cerimónia do hastear da bandeira e intervenções das mais altas figuras do Estado. Também por todo o país, incluindo no Alentejo, autarquias e associações promovem iniciativas para evocar uma data que continua a simbolizar os valores da cidadania, da igualdade e da soberania popular.

Academia Sénior da CURPI de Campo Maior abre portas a novas aprendizagens

A CURPI de Campo Maior vai dar início, esta segunda-feira, 5 de outubro, a mais um ano letivo da Academia Sénior.

 “Vamos ter mais um ano da Academia Sénior, que é um espaço de aprendizagem, de convívio e de partilha, essencialmente, de saberes”, começa por dizer a presidente da instituição, Anselmina Caldeirão, acrescentando que a CURPI espera receber novos alunos este ano.

A Academia Sénior vai manter as disciplinas que têm vindo a ser lecionadas nas anteriores edições, mas terá também duas novidades: Costura Criativa e Escrever para Viver. Anselmina Caldeirão espera que estas novas propostas despertem o interesse dos seniores e considera que a introdução de novas atividades contribui para dinamizar a oferta da academia.

A presidente da CURPI destaca ainda a disponibilidade de duas pessoas que, depois de conhecerem o trabalho desenvolvido pela instituição junto da população sénior, decidiram colaborar e assumir a dinamização das novas disciplinas. “É sempre bom ter novas atividades e contar com estas pessoas que conhecem a CURPI e que entendem que a CURPI, de facto, continua a fazer um bom trabalho na comunidade sénior”, afirma.

O arranque deste novo ano letivo será feito, amanhã, com um lanche-convívio nas instalações da instituição.

GNR alerta para aumento da criminalidade juvenil no espaço digital

A GNR registou 797 ocorrências associadas à criminalidade juvenil no primeiro semestre de 2026, mais 11,6% do que no mesmo período de 2025. Apesar do aumento global, a criminalidade violenta e grave registou uma redução de 44%, passando de 25 para 14 casos.

Os crimes mais participados continuam a ser as ofensas à integridade física simples, com 212 ocorrências, e as ameaças e coação, com 76. Em sentido contrário, destaca-se o aumento de 160% dos casos de devassa por meio da internet, redes sociais e outros canais de difusão, que passaram de cinco para 13 ocorrências, situação que a GNR relaciona com a crescente projeção de fenómenos como o ciberbullying.

Também aumentaram a condução sem habilitação legal, com mais 50%, o furto em estabelecimentos comerciais, com uma subida de 26,1%, e o tráfico de estupefacientes, que cresceu 42,9%. No primeiro semestre foram identificados 1.398 suspeitos, sendo que quase metade das ocorrências ocorreu entre as 13 e as 18 horas, sobretudo nos dias úteis.

Nos distritos alentejanos, os dados não surgem entre os territórios com maior número de ocorrências divulgados pela GNR, que são liderados por Setúbal, com 142 casos, seguido de Faro (98), Lisboa (96) e Porto (79). Perante a evolução registada, a GNR diz estar a reforçar as ações de prevenção e sensibilização através do Programa Escola Segura, nomeadamente na área da segurança digital e do combate ao ciberbullying.

Cinco concelhos, três percursos e 1.700 ciclistas: Granfondo Serra D’Ossa está de volta este domingo

A 4.ª edição do Granfondo Serra D’Ossa realiza-se este domingo, 4 de outubro, voltando a afirmar-se como um dos principais eventos de ciclismo do Alentejo, unindo, em bicicleta, cinco concelhos: Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Estremoz e Redondo.

Reunindo cerca de 1.700 participantes, oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro, a prova conta com três percursos e distâncias distintas: o Granfondo de 143,9 quilómetros; o Mediofondo de 108,3 quilómetros; e o Minifondo, de 60,8 quilómetros.

A prova, que nesta edição apresenta percursos renovados que atravessam os cinco concelhos, volta, uma vez mais, a possibilitar aos ciclistas desfrutarem da diversidade paisagística e patrimonial da região, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios próprios da Serra d’Ossa.

Para o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, o evento demonstra a importância da cooperação entre os municípios envolvidos. “É um excelente exemplo de como uma parceria entre cinco municípios acaba por nos permitir realizar um evento com uma dimensão assinalável”, afirma.

O autarca destaca sobretudo o impacto que a iniciativa tem na economia e na dinâmica do território. “Estamos a falar de 1.700 participantes de todo o país, o que envolve uma grande logística, mas também uma grande presença de pessoas no território que, de outra forma, não estariam cá”, sublinha.

João Grilo realça ainda que uma parte significativa dos participantes permanece na região durante o evento, contribuindo para a atividade económica local. “Destes 1.700 atletas, a maior parte deles vem de outros pontos do país, fica a pernoitar, consome naturalmente na região e, pela oportunidade de realizar aqui uma prova, deixa também alguma coisa no território”, assegura.

A organização do Granfondo assenta numa parceria entre os cinco municípios da Serra d’Ossa, com uma estrutura rotativa que permite que, em cada edição, um dos concelhos assuma um papel de maior destaque na organização, nomeadamente através da partida e chegada da prova. Em 2026, essa responsabilidade cabe ao Alandroal.

Segundo o presidente da autarquia, este modelo permite repartir os encargos entre os cinco municípios envolvidos. “Isto permite-nos distribuir o investimento e realizar um evento que, de outra forma, seria impossível se ficasse a cargo, por exemplo, de um único município”, afirma.

João Grilo defende, por isso, a continuidade desta estratégia de cooperação. “Estamos empenhados em continuar com este tipo de eventos de colaboração, que nos permite ter outra escala”, remata.

Para além da componente competitiva e de cicloturismo, o Granfondo Serra D’Ossa pretende continuar a promover o território, convidando participantes e acompanhantes a conhecerem a gastronomia, os vinhos, o património histórico e megalítico, e as paisagens do Alentejo.

Com o Alandroal como centro nevrálgico da iniciativa, a edição deste ano pretende voltar a juntar desporto, turismo e promoção territorial, reforçando a importância da cooperação intermunicipal na criação de eventos capazes de atrair visitantes e gerar impacto económico na região.

Elvas recebe primeiro Simpósio Internacional de Enfermagem Forense a 6 de novembro

O Núcleo de Urgência de Elvas, com o apoio da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, promove, no dia 6 de novembro, o I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense, no auditório da Escola Superior de Biociências de Elvas.

A iniciativa reúne especialistas nacionais e internacionais, profissionais de saúde, investigadores, docentes e estudantes para debater os desafios atuais da Enfermagem Forense e o papel cada vez mais relevante desta área na articulação entre a saúde, a justiça e a proteção das vítimas.

Segundo a enfermeira Ana Sofia Alves, membro da comissão científica do simpósio, a Enfermagem Forense assume uma função essencial no acompanhamento das vítimas de crime, trauma e abuso, conjugando a prestação de cuidados de saúde com procedimentos de natureza forense.

“A enfermagem forense trata-se de uma especialidade que une os cuidados de saúde às ciências forenses e ao sistema judicial, tornando as coisas muito mais fáceis para a vítima”, explica.

A profissional destaca ainda o papel do enfermeiro forense na recolha e preservação de vestígios, bem como na documentação rigorosa das lesões, através de registos e documentação fotográfica, elementos que podem vir a assumir relevância em contexto judicial.

O simpósio pretende, assim, contribuir para uma maior divulgação desta área junto da população e dos profissionais, promovendo a partilha de conhecimentos e experiências entre diferentes áreas de intervenção.

A adesão à iniciativa tem superado as expectativas da organização. De acordo com Ana Sofia Alves, as inscrições presenciais encontravam-se já esgotadas antes do final de julho, tendo sido posteriormente alargada a possibilidade de participação online, que continua a registar uma forte procura.

Ao longo do encontro serão realizadas conferências, mesas-redondas e momentos de discussão científica, com a abordagem de temáticas atuais e emergentes relacionadas com a Enfermagem Forense e a sua crescente importância nos sistemas de saúde contemporâneos.

A organização espera ainda que a participação de especialistas internacionais permita aprofundar o debate sobre as ciências forenses e os desafios de uma área em expansão e desenvolvimento, reforçando a necessidade de uma intervenção articulada entre profissionais de diferentes setores.

As inscrições para participação online estão disponíveis através do site oficial do I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense.