Fadistas Rosa Maria Abrunheiro e Toy Faria apresentam trabalhos discográficos em espetáculo único em Elvas

Para celebrar o final das suas carreiras e para deixarem a sua marca no mundo do fado, os elvenses Rosa Maria Abrunheiro e Toy Faria estiveram, ao longo dos últimos meses, a trabalhar em projetos discográficos.

A fadista, e antiga parteira, explica que foi ela quem desafiou o amigo a entrar nesta aventura, depois de ela própria ter iniciado um trabalho com Nuno Cirilo, para gravar alguns dos poemas que, ao longo da vida, diferentes pessoas lhe foram oferecendo. “Tinha lá imensos poemas que me tinham sido oferecidos para eu cantar. E eu fui cantando um, cantando outro”, começa por dizer, recordando que esses poemas foram escritos por pessoas que já partiram, como um primo seu e Francisco Rasquilha.

Ainda que lamente que os poetas tenham partido sem ouvir os seus poemas gravados, Rosa Maria procurou ajuda para avançar com o projeto. “Comecei a trabalhar as músicas com Nuno Cirilo”, relata, tendo surgido a ideia de lançar o desafio a Toy Faria.

“Estamos no final da carreira. A idade vai avançada. Não deixamos nenhuma história em relação ao fado?”, terá dito Rosa Maria ao amigo e colega de cantorias. Depois de convencido, Toy começou também a gravar os seus temas. “E está concluído o nosso trabalho discográfico: eu com poemas dos poetas da minha vida e ele com um trabalho com os fados da vida dele”, explica Rosa Maria.

Ambos os projetos serão apresentados ao público, num espetáculo único, no próximo sábado, dia 10 de janeiro, no Auditório São Mateus, em Elvas, pelas 21h30. O espetáculo conta com entrada gratuita, mas carece do levantamento de bilhete no Posto de Turismo. No próprio dia, estarão também disponíveis bilhetes no Auditório São Mateus.

O espetáculo integra a programação das comemorações do 367º aniversário da Batalha das Linhas de Elvas.

Juntas de freguesia de Campo Maior unem-se para criar programa de apoio à natalidade

As três juntas de freguesia do concelho de Campo Maior – Nossa Senhora da Expectação, São João Baptista e Nossa Senhora da Graça dos Degolados – preparam-se para lançar, neste novo ano, um programa de apoio à natalidade.

A informação é avançada pelo presidente da Junta de Nossa Senhora da Expectação, Hugo Milton, que nao tem dúvidas de que esta será uma “mais-valia para que Campo Maior continue a crescer”. “Apoiar a natalidade é uma das nossas metas, aliás estava no nosso programa. Estamos agora em fase de estudo, de como devemos fazer, mas a natalidade vai ser apoiada pelas três juntas de freguesia de Campo Maior”, assegura.

Já a presidente da Junta de São João Baptista, Anselmina Caldeirão, embora diga que Campo Maior nem é dos concelhos onde nascem menos crianças, considera esta uma “boa iniciativa” e avança que o regulamento incluirá “alguns requisitos”. “Estamos ainda a preparar o regulamento, mas será um cheque ou um apoio mensal, ainda não temos bem definido”, acrescenta.

“Penso que o mais importante é, realmente, a proximidade com a população, perceber quais são as dificuldades que estão a existir e dar a resposta da melhor forma possível”, diz ainda Anselmina Caldeirão, que lembra o apoio fundamental da Câmara Municipal, também neste trabalho, com vista a “ajudar e envolver a população”.

Alandroal: Carrinha Itinerante da Cultura ajuda a quebrar o isolamento

A Carrinha Itinerante da Cultura, que tem por objetivo levar conteúdos culturais a territórios de baixa densidade populacional e a públicos com menor literacia digital, iniciou, em dezembro, a sua programação regular nos concelhos de Alandroal e Vila Viçosa.

Recordando que a sessão inaugural tinha acontecido já em maio, na Aldeia da Venda, com a transmissão da apresentação das obras de beneficiação da Fortaleza de Juromenha, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, lembra que este é um projeto que surge no âmbito de uma candidatura ao programa 5G Rural.

O 5G, além de permitir melhores comunicações, “também abre outros caminhos para o apoio às populações”. Por exemplo, na área da saúde, “é possível desenvolver iniciativas de aproximação à população, para monitorização de alguns indicadores nos idosos isolados ou outros apoios diretos. Portanto, as boas comunicações são uma ferramenta para combater o isolamento. E no caso da cultura, esta ideia é precisamente essa, ou seja, tendo uma rede de boa qualidade, nós podemos perfeitamente levar às aldeias, através de uma carrinha, um conjunto de ofertas culturais, como cinema, documentários e música”, adianta o autarca.

Explicando a mecânico do projeto, João Grilo revela que a carrinha “chega, abre-se e sai um ecrã gigante, que interage com as pessoas. E esta interação pode ser simplesmente levar um filme que esteja pré-agendado ou transmitir qualquer coisa que esteja a acontecer”, acrescenta.

Assegurando que esta é mais “uma forma de quebrar o isolamento”, o autarca explica ainda que as potencialidades da carrinha vão muito para além da oferta audiovisual. “A carrinha pode estar a levar livros, pode começar a apoiar as pessoas a resolverem os seus problemas através da internet, ou seja, é uma carrinha multifacetada, mas que representa, sobretudo, uma aproximação às pessoas com regularidade, com profissionais da cultura, que vão interagir com as pessoas. É mais uma forma de quebrar isolamento e de mostrar as possibilidades de uma rede forte de comunicações para precisamente contrariar o isolamento”, remata.

O projeto da Carrinha Itinerante da Cultura é inspirado no Serviço de Bibliotecas Itinerantes, criado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1958.

Rui Jesuíno apresenta terceiro volume da obra “Elvas Antiga”

O terceiro volume da obra Elvas Antiga, da autoria do técnico da Câmara Municipal de Elvas, Rui Jesuíno, vai ser apresentado no próximo dia 9 de janeiro, sexta-feira, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal de Elvas dra. Elsa Grilo.

A terceira obra abrange o que foi a tradição comercial da cidade com textos de contextualização e inúmeras imagens que farão recordar tempos idos de uma das mais importantes cidades fronteiriças de Portugal.

Enquanto o segundo volume aborda as grandes vivências da Cultura, o primeiro volume abarca em grande medida a componente arquitectónica da cidade.

Os três volumes de “Elvas Antiga” da autoria do historiador elvense e Cronista Oficial da cidade que é Património da Humanidade, constituem uma obra de grande rigor, resultado do dedicado trabalho de pesquisa e investigação do seu autor que em muito tem contribuído para um melhor conhecimento sobre uma das cidades mais importantes de Portugal como é Elvas.

Homem detido em Alandroal por caça sem habilitação e posse de arma proibida

O Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) de Reguengos de Monsaraz, deteve um homem de 44 anos no concelho de Alandroal, no passado dia 4 de janeiro, em flagrante delito durante uma ação de fiscalização integrada na Operação Artémis, que se encontra a decorrer até 28 de fevereiro de 2026. O indivíduo foi intercetado numa Zona de Caça Turística enquanto caçava aves migratórias, sem possuir carta de caçador nem licença de uso e porte de arma de fogo.

Na sequência da ação policial, foi apreendida uma arma de fogo e 106 cartuchos, tendo o caso sido comunicado ao Tribunal Judicial de Redondo. Além da componente criminal, a fiscalização resultou em dois autos de contraordenação por falta de seguro de responsabilidade civil e ausência de declaração de empréstimo da arma. A GNR recorda que o cumprimento das regras legalmente estabelecidas é fundamental para a gestão sustentável dos recursos cinegéticos e para a salvaguarda da biodiversidade e da vida selvagem.

Município de Arronches pretende lançar em breve empreitada para construção de Ecocentro

Com um orçamento de 11 milhões e meio de euros em 2026, mais 250 mil euros face a 2025, a Câmara Municipal de Arronches, para além da grande aposta que fará na área da habitação (ver aqui), com a construção de dois loteamentos na vila, irá apostar em outras áreas, como a dos resíduos.

Com recurso a fundos comunitários, explica o presidente da Câmara, João Crespo, o município pretende, assim que possível, vir a lançar a obra para a construção de um ecocentro. “Nós temos muitos resíduos, que recolhemos na via pública, os chamados monos, vidro, cartão, os verdes, os resíduos de construção e demolição (RCD) das pequenas obras que vão sendo feitas, e não temos um espaço onde os possamos ter acondicionados e preparar para entregar depois para valorização”, começa por referir o autarca, lembrando as preocupações com as questões ambientais.

Com esta obra, que tem já projeto pronto e financiamento assegurado, a autarquia pretende “ pôr um bocadinho de ordem naquilo que é a gestão dos resíduos no concelho”.

“É algo que nos preocupa bastante. Com frequência, vemos nas bermas da estrada, resíduos que são deixados pelas pessoas, muitos colchões, muitos sofás, muito mobiliário que é substituído e depois fica por aí. Queremos concentrar nesse espaço, fazer um primeiro tratamento e uma primeira triagem e depois entregar nas empresas que fazem a valorização desses resíduos”, remata João Crespo.

Cinzas de lareiras e braseiras no lixo? Só algumas horas depois de arrefecerem

O tempo frio parece que veio para ficar e, naturalmente, por estes dias, a população procura aquecer as suas casas. O recurso a lareiras, braseiras e recuperadores de calores continua a ser uma das opções para esse fim, mas a verdade é que o depósito das cinzas, nos contentores do lixo, resulta, todos os anos, em incêndios.

Nesse sentido, o comandante dos Bombeiros de Elvas, Paulo Moreiras, apela aos cuidados da população, começando por lembrar que estes equipamentos de depósito de resíduos são “património de todos”.

“Indiretamente, todos nós contribuímos para a aquisição desse património e todos os anos temos o problema associado com a grande quantidade de contentores do lixo que arde. Na maior parte das vezes, acreditamos que possa haver algumas que possa ser, por exemplo, por maldade ou por atos de vandalismo, mas na maior parte das vezes tem a ver com um pouco de desleixo e um pouco também de falta de preocupação por parte das pessoas, porque quando retiram as cinzas das suas lareiras ou dos recuperadores de calor, que aguardem pelo menos algumas horas antes de as colocarem nos contentores de lixo”, alerta.

Além do património público que é destruído, estas ocorrências, lembra o comandante, envolvem sempre “a mobilização de meios, quer da PSP ou GNR, quer do corpo de bombeiros, para apagar os incêndios”. “E o que é certo é que também, na maior parte das vezes, pela quantidade de lixo que existe dentro dos contentores,  pelo tipo de resíduos que existem dentro dos contentores, e os próprios contentores em si serem de materiais plásticos, quando nós chegamos ao local, na maior parte das vezes, pouco mais há a fazer do que um rescaldo para extinguir o resto do incêndio, porque todo o património já ardeu e já não há grande coisa a fazer”, remata o comandante.

Estes incêndios, mais que os próprios contentores do lixo, podem colocar em risco mobiliário urbano, habitações, viaturas e a segurança de todos. O importante é que se aguarde que as cinzas arrefeçam completamente e utilizar recipientes adequados antes da sua deposição.

Campo Maior: anúncio oficial das Festas do Povo é feito no domingo

O anúncio oficial da organização das Festas do Povo, em Campo Maior, em agosto deste ano, é feito no próximo domingo, 11 de janeiro, pelas 16 horas, no centro cultural da vila.

Com a sessão, para a qual a Associação das Festas do Povo convida todos os campomaiorenses, Campo Maior inicia a contagem decrescente até ao início do evento.  

Apesar do anúncio oficial do evento estar marcado para domingo, sabe-se já que as Festas do Povo vão realizar-se de 8 a 16 de agosto. Até ao momento, estão inscritas cerca de 80 ruas.

Classificadas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a 15 de dezembro de 2021, as Festas do Povo de Campo Maior tiveram a sua última edição em 2015.

“A perda de pessoas no território é possivelmente dos problemas que mais me preocupa”, diz Ricardo Pinheiro

A redução de população tem vindo a acentuar-se no Alentejo. Para o próximo presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, esta é uma grande preocupação.

Em entrevista à Rádio ELVAS, Pinheiro confirma que “a perda de pessoas no território é possivelmente um dos problemas que mais me preocupa” e recorre-se da sua experiência anterior, enquanto Secretário de Estado do Planeamento para afirmar que o trabalho da CCDR deve estar diretamente ligado aos objetivos e aos pilares europeus, “onde podemos executar obra comunitária e lançar avisos, deve estar intrinsecamente ligado sempre a um objetivo de captação de pessoas para o território. É fundamental olharmos e utilizarmos os instrumentos que temos nas regras com que se utilizam fundos europeus, para, de uma forma objetiva, se possa manter pessoas, fixar pessoas”.

“Os fundos comunitários devem ter uma orientação clara para a fixação de pessoas no território”, acrescenta ainda o ex-autarca de Campo Maior que “as verbas comunitárias devem auxiliar a fixação de pessoas ao território e premiar claramente esta questão”.

Reis Magos enchem Badajoz de magia com milhares nas ruas

A cidade de Badajoz viveu esta segunda-feira uma tarde de grande entusiasmo e emoção com a realização da tradicional “Cabalgata” (desfile) dos Reis Magos, que reuniu milhares de pessoas nas principais artérias da capital pacense. Belchior, Gaspar e Baltazar desfilaram em várias carroças, acompanhados por grupos de animação, música e personagens infantis, distribuindo toneladas de rebuçados e espalhando alegria, sobretudo entre os mais pequenos.

O cortejo de Badajoz distribuiu 8 mil quilos de rebuçados e apresentou este ano carros alegóricos inspirados em sucessos do cinema como Avatar, Rei Leão, Idade do Gelo, Sonic, Bambi, Mundo Jurássico e Vaiana, além de uma carruagem da Fedexcaza dedicada à deusa Diana. O desfile incluiu ainda o presépio e os três Reis Magos, encerrando com a tradicional distribuição de sacos de doces para os mais novos.

Após o desfile, considerado um dos mais participados dos últimos anos, Suas Majestades ficaram prontas para a noite mais mágica do ano, levando presentes e sonhos às casas das crianças. A iniciativa voltou a afirmar-se como um dos momentos altos das celebrações de Natal em Badajoz, num ambiente marcado pela festa, tradição e forte participação popular. Em Espanha, a noite de Reis é a altura de entrega de prendas, ao contrário de Portugal e maior parte dos países de raiz católica em que o momento principal é a noite de 24 para 25 de dezembro.