Estudar no ensino superior pode representar um esforço significativo para muitas famílias. Em Arronches, o município volta a disponibilizar apoio aos estudantes através da atribuição de bolsas de estudo, que têm candidaturas abertas até 31 de outubro.
Para o ano letivo 2026/2027, estão previstas até 50 bolsas, destinadas a alunos que frequentem Licenciaturas ou Mestrados e até dez bolsas para estudantes de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP). O objetivo passa por ajudar a suportar os custos associados à formação e, ao mesmo tempo, incentivar os jovens do concelho a prosseguirem os seus estudos.
O presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, sublinha que a medida pretende contribuir para reduzir o impacto financeiro associado à frequência do ensino superior.
“Mantemos esta abertura para atribuirmos bolsas de estudo aos estudantes do ensino superior, seja ele universitário, seja politécnico”, afirma o autarca.
João Crespo explica que o objetivo passa por proporcionar aos jovens do concelho melhores condições para prosseguirem os estudos, encarando as bolsas como uma medida de apoio social às famílias. “É uma ajuda que o município pretende dar, contribuindo para a educação superior dos nossos jovens”, acrescenta, defendendo que o apoio poderá tornar “menos penoso financeiramente” o percurso académico dos estudantes.
O presidente da Câmara Municipal destaca ainda uma segunda finalidade da iniciativa: contribuir para que os jovens que beneficiam deste apoio possam, depois de concluída a sua formação, permanecer em Arronches. “(Atribuímos este apoio) Na esperança de que os jovens depois consigam fazer o seu percurso e fiquem no concelho de Arronches e na região. Portanto, é muito esse o objetivo”, remata João Crespo.
A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas e a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo reforçaram a parceria existente no âmbito da resposta social do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), através da produção de sacos destinados à utilização hospitalar e a iniciativas promovidas pela ULS.
A concretização de mais uma etapa desta parceria foi assinalada esta terça-feira, 29 de setembro, nas instalações da APPACDM de Elvas, com a entrega formal de 200 sacos produzidos pelos utentes da instituição.
As peças serão utilizadas no IV Encontro Nacional de Integração de Cuidados, que decorre em Elvas e Campo Maior, entre quinta e sexta-feira, dias 1 e 2 de outubro, e que terá, pela primeira vez, dimensão ibérica.
Segundo Ermelinda Borrega, diretora do CACI da APPACDM de Elvas, a parceria surgiu na sequência de um projeto desenvolvido pela então unidade hospitalar, relacionado com o reaproveitamento de tecido não tecido (TNT). O material, proveniente de equipamentos utilizados no hospital, mas que não chega a entrar no bloco operatório, passou a ser disponibilizado à instituição para ser reutilizado em atividades desenvolvidas pelos utentes.
“Eu fiz uma contra-proposta […] com o objetivo dos nossos utentes não só usarem esse tecido para qualquer atividade, mas poderem fazê-lo de uma forma útil”, explica a responsável.
A partir daí, foram desenvolvidos vários modelos de sacos, inicialmente tendo por base uma proposta utilizada pelo hospital. O projeto foi posteriormente alargado a outras necessidades da ULS, incluindo a produção de sacos para encontros e eventos e de pequenas bolsas destinadas, por exemplo, à medicação.
Ermelinda Borrega sublinha que se trata de uma parceria de natureza social, sem qualquer componente financeira. O material principal é disponibilizado pelo hospital, enquanto outros materiais, como linhas e lãs utilizadas nas asas dos sacos, resultam de ofertas recebidas pela instituição.
Para a responsável, uma das principais mais-valias do projeto está no facto de permitir aos utentes do CACI perceberem a utilidade concreta do trabalho que desenvolvem.
“As pessoas que fazem este tipo de trabalho são pessoas que sabem que o trabalho deles tem uma finalidade”, afirma, acrescentando que o reaproveitamento do TNT permite ainda “dar outro tipo de vida” a um material que, de outra forma, seria desperdiçado.
Os sacos apresentam também o logótipo da APPACDM. A instituição criou um carimbo próprio e são os próprios utentes que procedem à identificação das peças, reforçando a visibilidade do trabalho desenvolvido no CACI.
Também o presidente da APPACDM de Elvas, Luís Mendes, destaca o papel dos utentes na concretização deste tipo de iniciativas.
“É com muito gosto e é para nós uma satisfação dar a conhecer por várias partes do país e do mundo” o trabalho desenvolvido na instituição, afirma, salientando que os 200 sacos serão levados pelos participantes do encontro como “uma lembrança muito simbólica de umas mãos muito especiais”.
O responsável frisa ainda que a parceria terá continuidade e que o reaproveitamento do TNT já permitiu desenvolver diferentes produtos para utilização interna no hospital.
Sacos vão ser oferecidos em congresso sobre integração de cuidados
A entrega dos 200 sacos está diretamente relacionada com o encontro da PAFIC (Portuguese Association for Integrated Care), dedicado à integração de cuidados de saúde, que terá lugar em Campo Maior e Elvas.
Érica Cardoso, da administração da ULS do Alto Alentejo, explica que os sacos serão utilizados para colocar a informação que será distribuída aos participantes do congresso, integrado no projeto de sustentabilidade da ULS desenvolvido em parceria com a APPACDM.
O encontro contará com modelos e experiências de integração de cuidados desenvolvidos por diferentes ULS do país, bem como com a participação de oradores provenientes de Espanha.
Marta Rodrigues, enfermeira e elemento da organização, adiantau que o primeiro dia, 1 de outubro, decorrerá em Campo Maior, com um conjunto de workshops que deverão reunir cerca de 150 participantes. No dia seguinte, 2 de outubro, Elvas recebe a componente de conferências, com cerca de 200 participantes previstos.
Médicos, enfermeiros e outros profissionais ligados à área da saúde estarão entre os participantes, numa iniciativa que pretende promover a partilha de experiências e modelos de integração entre cuidados hospitalares e cuidados de saúde primários.
O programa inclui ainda workshops dirigidos a cuidadores, procurando reforçar a sua participação na integração dos cuidados.
Para Érica Cardoso, a colaboração com a APPACDM constitui também uma forma de promover a inclusão através da participação ativa na comunidade.
“Não há melhor estratégia para integrar um cidadão na vida ativa da sociedade do que fazê-lo fazer parte dessa vida ativa”, afirma, considerando que os sacos produzidos pelos utentes contribuem para que estes se sintam “parte desse congresso” e desenvolvam um sentimento de pertença.
A parceria entre a APPACDM de Elvas e a ULS do Alto Alentejo deverá, assim, prosseguir com novos desafios e produtos, mantendo como eixos o reaproveitamento de materiais, a sustentabilidade e, sobretudo, a valorização das capacidades dos utentes através de atividades com utilidade concreta na comunidade.
Começou esta segunda-feira, dia 28 de setembro, nos Paços do Concelho de Campo Maior, a visita das Relíquias de Santa Beatriz às várias instituições da Paróquia, integrada nas celebrações do seu Ano Jubilar, que assinala os 100 anos da sua beatificação e os 50 anos da sua canonização.
A comitiva foi recebida pelo presidente do Município, Luís Rosinha, que agradeceu a visita desta relíquia, e lembrou a importância que Santa Beatriz da Silva e a Ordem da Imaculada Conceição têm para Campo Maior.
Durante o momento, os trabalhadores do edifício puderam venerar as relíquias e deixar uma mensagem que será posteriormente entregue às irmãs do Convento da Ordem da Imaculada Conceição.
Terminou este domingo, 27 de setembro, em Elvas, mais uma edição da tradicional Feira de São Mateus e das Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade.
Ao longo de dez dias, foram milhares de pessoas que passaram pelo Parque da Piedade, para os habituais reencontros de amigos e familiares, para desfrutar dos espetáculos na Expo São Mateus e para momentos de fé no Santuário.
Esta edição da Feira de São Mateus encerrou com um balanço globalmente positivo, apesar das dificuldades que todos os anos marcam a organização do certame. A avaliação é feita por Carlos Damião, juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, que destaca o decorrer das celebrações religiosas e a presença de muitos visitantes, sobretudo durante os dois fins de semana.
Em declarações à Rádio ELVAS sobre a edição deste ano, Carlos Damião considera que, “como sempre, é um balanço positivo”, reconhecendo, contudo, os desafios que surgem ao longo dos dias de feira.
“Nós sabemos que há sempre muitas, muitas, muitas dificuldades. Mas, ao fim e ao cabo, isto passa os dias e as coisas resolvem-se e segue-se em frente”, afirma.
Entre os constrangimentos sentidos no recinto, o responsável aponta a areia e o pó, uma situação que, recorda, é habitual e que conta com a colaboração dos Bombeiros para minimizar os seus efeitos. “Temos o problema aqui da terra, da areia, do pó, etc., mas vêm os nossos amigos bombeiros e regam”, refere.
No que diz respeito à componente religiosa, um dos pilares da Feira de São Mateus, Carlos Damião assegura que as celebrações decorreram dentro da normalidade, considerando que, também nessa vertente, “correu tudo bem”.
Relativamente à afluência de público, o juiz da Confraria reconhece que houve alguns dias com menor número de visitantes: “Tivemos aqui alguns dias com menos gente, mas sempre com dois fins de semana com muita gente”.
O balanço traçado pela Confraria do Senhor Jesus da Piedade é, assim, de satisfação pelo decorrer de mais uma edição da Feira de São Mateus, marcada pela continuidade da tradição religiosa, pela participação dos visitantes e pela capacidade de ultrapassar os desafios inerentes à organização de um dos eventos mais emblemáticos de Elvas.
O Campo Maior Trail Runners/GEDA esteve em destaque na Cerimónia de Mérito da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, referente à época 2025/26, realizada no passado sábado, dia 26 de setembro, em Santo António das Areias, ao conquistar quatro pódios nas diferentes competições distritais.
A cerimónia contou com a presença da equipa campomaiorense, acompanhada pela vereadora do Desporto do Município de Campo Maior, Paula Jangita.
Entre os atletas distinguidos estiveram Marisa Costal, que alcançou o segundo lugar no circuito de corridas do respetivo escalão, Ana Isabel Marques, vencedora do circuito de trail curto no seu escalão, e Manuel Badalo, primeiro classificado no circuito de trail curto masculino do respetivo escalão. Já Carlos Pepê conquistou o terceiro lugar no circuito de trail longo do seu escalão.
Além da classificação desportiva, Carlos Pepê recebeu também o diploma de juiz-árbitro da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), depois de concluída a formação necessária para integrar o grupo de juízes do distrito.
Para Carlos Pepê, responsável pelo Campo Maior Trail Runners, as distinções representam o resultado de um trabalho que vai muito além dos pódios. “É com bastante orgulho e sentido de responsabilidade que levamos este projeto avante”, afirma, recordando que o projeto do Campo Maior Trail Runners começou há dez anos, inicialmente como “um projeto embrionário, com um conjunto de amigos”, tendo posteriormente encontrado no GEDA um parceiro para consolidar o trabalho desenvolvido.
Ao longo deste percurso, o projeto tem contado com o apoio do Município de Campo Maior, das juntas de freguesia da Expectação, de São João Batista e Degolados, bem como de diversos parceiros e patrocinadores.
Carlos Pepê destaca ainda as dificuldades existentes ao nível das condições para a prática da modalidade no concelho, nomeadamente a inexistência de uma pista de atletismo. Ainda assim, a equipa tem procurado desenvolver o seu trabalho, apostando na formação e no crescimento dos atletas. “Temos vindo a fazer o nosso trabalho na área do trail e também na área dos kids, sempre a semear para o futuro”, sublinha.
Os resultados alcançados durante a época refletem, segundo o responsável, esse investimento continuado. A distinção de Marisa Costal, atleta que já praticava atletismo em Campo Maior enquanto jovem, é apontada como mais um sinal do crescimento do projeto também na vertente das corridas.
Carlos Pepê passa a integrar grupo de juízes do distrito
A participação na formação de arbitragem representa também uma nova etapa no percurso de Carlos Pepê. Depois de concluída a formação e realizado o respetivo estágio, passa a integrar, juntamente com outros elementos, o grupo de juízes da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre.
“Podemos dar um contributo diferente à modalidade”, explica, considerando que o reforço do número de juízes é importante perante o elevado número de provas realizadas ao longo da época, entre circuitos de corrida, pista e trail.
Mais de 60 atletas representam Campo Maior
Apesar dos quatro pódios conquistados, Carlos Pepê faz questão de colocar os troféus num plano secundário face ao objetivo principal do projeto: promover a prática desportiva, fortalecer os laços entre os atletas e criar uma comunidade em torno do atletismo e do trail. “Estes troféus não são em si o objetivo principal. O objetivo principal está na consistência do treino, das relações de amizade que estamos a criar e, acima de tudo, nas conquistas que fazemos nos trilhos”, afirma.
Durante a época 2025/26, dezenas de atletas de Campo Maior participaram em mais de uma centena de provas, com o Campo Maior Trail Runners/GEDA a contar atualmente com 62 atletas de diferentes idades. Para Carlos Pepê, esse é um dos principais motivos de orgulho: “Não estamos apenas a falar de troféus, estamos a falar de pessoas, de uma equipa e de uma vila que se faz representar através do desporto.”
O responsável deixa ainda um agradecimento às famílias dos atletas, destacando o papel fundamental que desempenham para tornar possível a conciliação entre treinos, competições e vida familiar. “Às vezes as pessoas pensam que os troféus caem do céu e não caem. Caem de muitas horas de treino, de muitas horas tiradas à família”, afirma.
A equipa inicia agora uma nova época desportiva, com novos desafios e algumas surpresas, mantendo o objetivo de continuar a promover o atletismo e o trail e a levar o nome de Campo Maior às diferentes competições.
Um homem, de 37 anos, e uma mulher, de 31, foram detidos, na passada sexta-feira, dia 25 de setembro, em Campo Maior, pela GNR, por suspeita de burla através da plataforma MB Way.
A detenção ocorreu no âmbito de uma ação de patrulhamento, durante a qual os militares da Guarda detetaram os dois indivíduos nas proximidades de uma caixa multibanco, apresentando um comportamento considerado suspeito, segundo revela o Comando Territorial de Portalegre da GNR em comunicado.
Na sequência da abordagem, os militares confirmaram que os suspeitos tinham acabado de cometer uma burla através da aplicação MB Way, tendo ambos sido detidos de imediato.
Durante a ação, a GNR apreendeu 500 euros em numerário e um telemóvel.
Os dois detidos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados ao Ministério Público, que dará seguimento ao processo.
A Câmara Municipal de Campo Maior continua a apoiar as famílias do concelho através da oferta de cadernos de atividades até ao 2.º ciclo e de material escolar até ao 1.º ciclo.
O apoio destina-se aos alunos cujas famílias tenham submetido candidatura à Ação Social Escolar (ASE) e que estejam abrangidas pelos escalões A ou B. Nestes casos, os encarregados de educação têm direito a um voucher para posterior reembolso das despesas realizadas.
Para obter o voucher, os interessados devem dirigir-se aos Serviços Administrativos do Agrupamento de Escolas. Depois de preenchido, o documento deverá ser acompanhado de um comprovativo de IBAN e da fatura que comprove o valor gasto na aquisição dos cadernos de atividades ou do material escolar.
O voucher e a respetiva documentação devem ser entregues no Gabinete de Ação Social, no edifício da Câmara Municipal de Campo Maior.
O Município alerta ainda que o pedido de reembolso deve ser efetuado até 31 de dezembro.
Embora a Inteligência Artificial (IA) seja vista como uma tecnologia puramente “virtual”, o seu funcionamento depende de uma gigantesca infraestrutura física com um forte impacto ecológico. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para a pesada pegada ambiental dos megacentros de dados (data centres), que operam ininterruptamente e exercem uma pressão sem precedentes sobre o território, a água e os recursos energéticos.
A dimensão destes projetos é, em muitos casos, colossal. Nos Estados Unidos, por exemplo, está projetado um centro de dados no Utah com 160 km² — uma área que supera em mais de uma vez e meia o tamanho de cidades inteiras como Lisboa (100 km²). Esta ocupação massiva do solo provoca impactos severos na paisagem e exige a construção de novas redes elétricas para responder a uma procura energética que não para de crescer, ameaçando aumentar as emissões globais de carbono caso não seja garantido o uso exclusivo de fontes renováveis.
Outro dos pontos críticos apontados pelo ambientalista é o consumo e a degradação dos recursos hídricos locais. Devido ao aquecimento extremo dos milhares de servidores que funcionam 24 horas por dia, estes complexos requerem sistemas de refrigeração contínua que consomem milhões de litros de água por ano. Este processo tem resultado numa acentuada perda de qualidade da água nas regiões onde os centros estão instalados, demonstrando que a revolução digital da IA acarreta custos físicos e ambientais profundos que urge regulamentar.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
Como forma de assinalar o “Outubro Rosa”, iniciativa de prevenção e diagnóstico do cancro da mama da responsabilidade da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), o Município de Campo Maior promove uma caminhada aberta a toda a população no dia 17 de outubro.
A partida será no Jardim Municipal, pelas 10h00, e os interessados podem inscrever-se e adquirir a sua t-shirt, por cinco euros, valor que reverte a favor da LPCC, no Centro Comunitário de Campo Maior.
A Associação Juvenil Arkus está a promover visitas guiadas noturnas ao centro histórico de Elvas, desafiando visitantes e residentes a conhecer o “coração” da cidade sob uma perspetiva diferente. A iniciativa surgiu na sequência das visitas diurnas já realizadas pela associação e da perceção de que existia interesse em conhecer o património elvense durante a noite.
Melanie Carona (na imagem), membro da Arkus, explica que a ideia nasceu também das condições favoráveis que o Alentejo oferece durante as noites. “A nossa cidade é muito bonita à noite e então surgiu a ideia: porque não fazer visitas à noite?”, conta.
Embora os monumentos estejam encerrados durante esse período, a visita centra-se no património que pode ser observado a partir do exterior. A iluminação noturna dos monumentos assume, neste contexto, um papel de destaque, permitindo descobrir detalhes que podem passar despercebidos durante o dia.
“Acabamos por ver Elvas de outra maneira, de outra forma e ver pormenores que se calhar à luz do dia não têm tanta beleza”, sublinha Melanie Carona.
As visitas são atualmente conduzidas por José Martins, conhecido na cidade como “o guia de Elvas”. Durante o percurso, o guia dá a conhecer diferentes pontos de interesse e chama a atenção para elementos arquitetónicos, como brasões e outros pormenores do património local.
A iniciativa pretende proporcionar uma experiência diferente de descoberta da cidade, conciliando história, património e ambiente noturno. A Arkus convida, por isso, quem visita ou vive em Elvas a experimentar esta nova forma de conhecer o património elvense.
Pagamento livre e reservas por contacto com a Arkus
As visitas seguem o mesmo modelo das restantes iniciativas da associação, sendo que o pagamento é totalmente livre. Cada participante contribui com o valor que entender, sendo essa contribuição uma forma de apoiar o trabalho da Arkus. Ainda assim, a associação garante que a participação não está condicionada ao pagamento.
“As pessoas dão o que querem, é uma ajuda para a associação, mas lá está, se não quiserem dar também está tudo bem. Nós fazemos a visita com todo o gosto”, diz ainda Melanie Carona.
As visitas devem ser previamente marcadas através das redes sociais da Arkus ou do contacto telefónico disponibilizado pela associação: 969 514 374.
Com o convite “Descubra a história. Sinta a magia.”, a Arkus pretende assim levar residentes e turistas a olhar para Elvas de uma forma diferente, valorizando a beleza do património iluminado e as histórias e lendas que fazem parte da identidade da cidade.