Atletismo: época de pista termina em Portalegre com campeões distritais e estreia do Salto com Vara em Distância

O Estádio Prof. Eduardo Sousa Lima, em Portalegre, recebeu o Torneio de Encerramento e Campeonato Distrital de Absolutos, prova que encerrou a época de pista ao ar livre 2025/2026 da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP). Organizado com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre, o evento reuniu atletas de todos os escalões, de traquinas a Veteranos, num programa que contemplou 21 provas entre corridas, saltos e lançamentos.

Os 1500 metros foram as provas com maior adesão do dia, somando 12 atletas classificados no setor masculino e 9 no feminino. A vitória masculina sorriu a Nuno Preciado, da ADCV – Castelo Vide, que cronometrou 4:35.77 no escalão M40, enquanto Cláudia Batuca se impôs no setor feminino com 5:47.99, na mesma categoria. O Peso Absolutos e o 100 metros masculino também foram provas bastante participadas.

Na velocidade, os 100 metros absolutos masculinos produziram os tempos mais rápidos da jornada. Benevilde Tangeniomwene, da Academia José Jacob, foi o mais veloz, com 11.68 segundos, seguido de Miguel Miranda, da ADCV – Castelo Vide, autor de 11.93 segundos no escalão Sub-20. No salto em comprimento, Afonso Martins, do Eléctrico F.C., venceu o Triplo Salto masculino com 9.80 metros, ao passo que Dayane Santos, da Academia José Jacob, se destacou no setor feminino com 9.28 metros em Sub-16, somando essa vitória à conquistada instantens antes no 80 metros do mesmo escalão. Luiz Otávio, do Clube Elvense de Natação, fez a dobradinha nos 80 e 800 metros Sub-16, e Matilde Sousa, da Academia José Jacob, foi a atleta mais rápida do dia nos 60 metros Sub-14 feminino, com 8.35 segundos.

Um dos momentos mais participados e emotivos da manhã foi o Desafio de Gerações, que juntou crianças e adultos — pais, mães ou outros familiares e amigos próximos — em equipas mistas ao longo de um conjunto de estações de corrida, saltos, lançamentos e destreza motora. Mais do que uma competição, a iniciativa proporcionou aos mais novos a alegria de competir lado a lado com quem lhes é próximo, promovendo simultaneamente a prática desportiva entre os adultos participantes e reforçando junto das famílias a mensagem de um estilo de vida ativo e saudável.

O programa incluiu ainda a estreia do Salto com Vara em Distância no distrito de Portalegre, disciplina até agora sem prática regular na região. a prova permitiu aos escalões de formação um primeiro contacto com a técnica do salto com vara, com destaque para André Vitória, do Sport Arronches e Benfica, vencedor em Sub-12 com 3.80 metros, e Luísa Calha, da ADCV – Castelo Vide, vencedora em Sub-14 com 3.14 metros.

Nas classificações coletivas, a Academia José Jacob (AJJ) venceu o Torneio de Encerramento com 105 pontos, seguida do Eléctrico F.C. (101 pontos) e da Escola de Atletismo de Portalegre (72 pontos). Completaram a tabela o Clube Elvense de Natação (63 pontos), a ADCV – Castelo Vide (57 pontos), o Sport Arronches e Benfica (53 pontos), o CVS Portalegre (15 pontos) e o Grupo Desportivo Arenense (9 pontos). Já no Campeonato Distrital de Absolutos, o pódio coletivo foi liderado pela ADCV – Castelo Vide, com 70 pontos, seguida do Eléctrico F.C. (49 pontos) e do Sport Arronches e Benfica (36 pontos). Fecharam a classificação o Grupo Desportivo Arenense (27 pontos), a Escola de Atletismo de Portalegre (23 pontos) e a Academia José Jacob (18 pontos).

Com esta jornada, a AADP encerra a componente de pista da época 2025/2026, mantendo o Alto Alentejo como território de forte dinamismo na formação e promoção do atletismo.

Bumba na Fofinha e Catarina Gouveia são as protagonistas da nova campanha Delta Q

A Delta Q estreou uma nova campanha digital que parte de uma verdade simples e universal: há um antes e um depois de beber o primeiro café. Com a humorista e influencer Mariana Cabral, mais conhecida como Bumba na Fofinha, e a atriz e influencer Catarina Gouveia como protagonistas, a marca recorre a um tom descontraído e próximo para mostrar, de forma leve e com humor, como um café Delta Q tem um papel transformador para garantir foco, energia e boa disposição no início do dia.

A mais recente campanha da marca introduz dois perfis distintos, o antes e o depois de beber um café Delta Q, dando forma a uma narrativa que contrasta diferentes estados de espírito ao longo do dia. Para personificar cada um destes momentos e perfis de consumidor, a marca junta, pela primeira vez, duas embaixadoras distintas, com estilos de vida, linguagens e universos muito próprios. A narrativa tira partido do contraste natural entre as duas personalidades, criando uma dinâmica genuína e divertida, mas também celebra o entusiasmo e fair play com que ambas abraçaram a ideia, expondo as suas diferenças com humor, autenticidade e uma forte ligação aos seus seguidores.

Presente 100% em digital, a campanha encontra-se disponível no Instagram, TikTok e YouTube da marca, bem como nos canais próprios das embaixadoras, e nas plataformas de streaming HBO e Disney+.

Com curadoria criativa de Mariana Cabral, desde o conceito ao guião, a campanha preserva a sua autenticidade, linguagem e tom humorístico, tornando a narrativa próxima, reconhecível e facilmente relacionável por diferentes consumidores. O conceito criativo tem como ponto de partida o café e o momento de transição entre o acordar e o estarmos verdadeiramente prontos para enfrentar o dia com energia, foco e confiança.

Elvas: Câmara e Associação Empresarial reforçam parceria para garantir continuidade do Bairro Comercial Digital  

A Câmara Municipal de Elvas e a Associação Empresarial de Elvas formalizaram, na passada terça-feira, 28 de julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um protocolo de colaboração que assinala o arranque de uma nova fase do projeto do Bairro Comercial Digital de Elvas. A sessão ficou também marcada pelo lançamento de dois vídeos promocionais dedicados à iniciativa.

O protocolo, que vigora até ao final do ano, prevê um apoio financeiro de 12.500 euros da autarquia à Associação Empresarial de Elvas e contempla a renovação automática de seis em seis meses, assegurando a continuidade do acompanhamento técnico aos comerciantes envolvidos no projeto.

Nova fase após investimento de 800 mil euros
O vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, explicou que esta nova etapa surge após a conclusão da fase de execução da candidatura financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num investimento de cerca de 800 mil euros, coordenado pela Direção-Geral das Atividades Económicas e desenvolvido em estreita articulação com a Associação Empresarial.

Segundo o autarca, o projeto permitiu dotar os comerciantes do centro histórico de ferramentas digitais que anteriormente não estavam ao seu alcance, nomeadamente através da criação de um marketplace e de outros recursos tecnológicos. No entanto, sublinhou que o trabalho não pode terminar com o fim da candidatura.

“Neste momento temos cerca de 130 empresários envolvidos, mas se estes não tiverem acompanhamento, sobretudo na componente do comércio digital e da gestão do marketplace, vão perder motivação e todo o esforço desenvolvido poderá não atingir os objetivos pretendidos”, afirmou Nuno Mocinha.

O autarca acrescentou que o protocolo agora assinado resulta de uma parceria em que “a Câmara assegura os meios financeiros e a Associação Empresarial disponibiliza os meios técnicos”, permitindo garantir apoio contínuo aos empresários aderentes.

Nuno Mocinha destacou ainda a colaboração permanente entre o Município e a Associação Empresarial, considerando que esta parceria permite colmatar limitações financeiras e técnicas da associação no apoio às empresas locais.

Rui Nabeiro defende reforço da parceria

Também o presidente da direção da Associação Empresarial de Elvas, Rui Nabeiro, salientou a importância da cooperação entre as duas entidades, defendendo que a união de esforços é essencial para fortalecer o tecido empresarial do concelho.

“Queremos continuar a estreitar esta parceria, estabelecer novos acordos e novas estratégias que permitam levar Elvas para a frente, dando aos empresários mais competências, mais formação e melhores condições para enfrentarem os desafios do futuro”, afirmou.

Rui Nabeiro considerou ainda que o Bairro Comercial Digital representa uma ferramenta estratégica para modernizar o comércio tradicional, preparando os empresários para uma realidade cada vez mais digital.

“Este projeto não termina aqui. Pretendemos que continue e que possa ser alargado a outras artérias da cidade, envolvendo mais empresários e permitindo que mais empresas beneficiem desta transformação digital”, frisou.

Marketplace reúne cerca de 130 empresas

Por sua vez, Pedro Nogueira, técnico da Associação Empresarial de Elvas, apresentou os objetivos da nova fase do projeto, que passam por reforçar a comunicação, a promoção e a capacitação dos comerciantes.

Atualmente, o Bairro Comercial Digital integra cerca de 130 empresas inscritas no marketplace e abrange 25 artérias da cidade. A estratégia passa por dinamizar a utilização da plataforma digital, promover ações de formação e disponibilizar novas ferramentas que potenciem o crescimento das empresas.

Pedro Nogueira destacou ainda que o projeto já dispõe de várias infraestruturas de apoio, como lockers para levantamento de encomendas, mupis digitais, outdoors promocionais, um marketplace gratuito e uma aplicação móvel disponível em português, espanhol e inglês, podendo futuramente integrar também a língua francesa.

“O objetivo é colocar ao dispor dos empresários uma loja aberta 24 horas por dia”, referiu ainda o técnico, assegurando que se procura contribuir para aumentar a competitividade do comércio local e reforçar a sua presença no mercado digital.

PS do Alto Alentejo reafirma unidade e anuncia “novo impulso” político

A Comissão Política da Federação de Portalegre do Partido Socialista (PS) reuniu-se na terça-feira, 28 de julho, no Crato, numa sessão que marcou o arranque formal do novo mandato federativo e que ficou marcada pela reafirmação da unidade interna e pela apresentação de uma nova estratégia política para o Alto Alentejo.

Os socialistas assumiram o compromisso de reforçar a articulação entre a estrutura partidária, os autarcas, os representantes regionais e o deputado, procurando construir uma agenda comum centrada nas necessidades e preocupações da população dos 15 concelhos do distrito.

Ricardo Pinheiro reconduzido na presidência da Mesa

No início do novo mandato, Ricardo Pinheiro foi reconduzido na presidência da Mesa da Comissão Política da Federação, numa decisão que, segundo o PS, pretende assegurar “estabilidade” e valorizar a sua capacidade de diálogo.

O presidente da Mesa destacou a coesão demonstrada pela estrutura socialista, considerando que a capacidade de encontrar pontos comuns e reforçar os quadros da região tem sido um dos fatores diferenciadores da Federação.

“Novo impulso” para a ação política

Na reunião, o presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS, Tiago Teotónio Pereira, apresentou as orientações para o novo mandato, definindo esta etapa como um “Novo Impulso”, assente num “amplo consenso” e numa liderança de responsabilidade.

A nova equipa executiva pretende assegurar uma representatividade territorial abrangente e centrar a ação política em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do distrito, nomeadamente a saúde, educação, ferrovia, desenvolvimento empresarial e cultura.

“Assumo a responsabilidade de apresentar uma solução que ajusta a nossa ação a um novo tempo”, afirmou Tiago Teotónio Pereira, acrescentando que a equipa constituída pretende representar “as expectativas e preocupações dos cidadãos do nosso distrito”.

João Pedro Meira foi eleito vice-presidente da Federação. O Secretariado da Federação passa a ser composto por Albano Silva, Bruno Mocinha, Carla Mocito, Francisco Rolo, Hugo Hilário, João Diogo Carlos, Jorge Grifo, Jorge Marques, José Leandro Semedo, Lúcia Velez, Maria Silva, Martina de Jesus, Sandra Cardoso e Vitória Lérias.

Fórum Autárquico e Estados Gerais

Entre as novas estruturas de trabalho apresentadas está o Fórum Autárquico, que pretende juntar os executivos municipais e os primeiros eleitos locais pelo PS no distrito, com o objetivo de construir uma agenda intermunicipal partilhada.

Foi igualmente anunciado um Gabinete de Estudos e Estados Gerais, coordenado por Hugo Hilário, destinado à reflexão estratégica e à ligação às dinâmicas nacionais.

A Federação pretende ainda criar uma Pauta de Assuntos Intermunicipais, centrada na monitorização e posicionamento político relativamente às 15 prioridades consideradas fundamentais para o Alto Alentejo.

PS promete maior proximidade e “combate comunicacional”

O vice-presidente da Federação, João Pedro Meira, defendeu uma maior proximidade às comunidades locais e aos agentes do território, destacando o papel dos eleitos nas freguesias, câmaras e assembleias municipais na identificação das necessidades da população.

O responsável socialista defendeu também uma comunicação política mais afirmativa e moderna.

“Não podemos ter medo do combate e do confronto de ideias”, afirmou João Pedro Meira, defendendo uma dinâmica de comunicação “moderna, transparente e sem receio de defender a verdade e os nossos projetos para o território”.

A reunião realizada no Crato marcou, assim, o início formal do novo mandato da Federação Distrital de Portalegre do PS, com a constituição da Mesa da Comissão Política, a eleição dos órgãos executivos e a aprovação das linhas orientadoras da ação política para os próximos anos.

GNR mobiliza dispositivo especial para garantir segurança nas Festas do Povo de Campo Maior

Onze anos depois, as Festas do Povo de Campo Maior regressam para transformar a vila num dos maiores palcos de celebração do país. Entre 8 e 16 de agosto, são esperados milhares de visitantes vindos de norte a sul de Portugal e também do estrangeiro. Para responder à dimensão do evento, a Guarda Nacional Republicana (GNR) preparou um dispositivo de segurança de grande escala, que começa a ser implementado já no dia 7 de agosto, com a tradicional enramação das ruas.

Em entrevista, o comandante do Destacamento Territorial de Elvas da GNR, capitão Francisco Carvalho, revela que estarão envolvidos mais de dois mil militares ao longo dos dez dias da operação, provenientes de várias unidades do país e apoiados por diferentes especialidades da força de segurança.

“Estamos perante um evento de grande dimensão, não apenas pela duração, mas também pela extensão do recinto, que abrange praticamente toda a vila de Campo Maior. Isso exige um dispositivo muito robusto e diversificado”, explica.

Além dos militares do Comando Territorial de Portalegre, a operação contará com reforços da Investigação Criminal, Trânsito, Intervenção e equipas especializadas na operação de drones. Também estarão presentes elementos da Guardia Civil espanhola e da Gendarmerie francesa, tendo em conta o elevado número de visitantes esperados provenientes de Espanha e de França.

Trânsito e tecnologia ao serviço da segurança

Uma das principais preocupações da GNR será garantir a fluidez do trânsito e assegurar corredores de emergência para os meios de socorro. Para isso, haverá militares destacados nos principais acessos à vila e será utilizada tecnologia de vigilância aérea através de drones, capazes de monitorizar em permanência o estado das vias e dos parques de estacionamento.

A informação recolhida permitirá encaminhar os condutores para percursos alternativos e parques disponíveis, contando ainda com o apoio da associação VOST Portugal, que colaborará na atualização de aplicações de navegação como o Waze.

“Queremos minimizar os constrangimentos para quem visita as festas, mas também para os residentes e para quem necessita de circular na região”, sublinha o capitão.

Vigilância reforçada nas ruas ornamentadas

As ruas decoradas, principal atração das Festas do Povo, terão um policiamento reforçado através de patrulhas apeadas, militares à civil e do sistema de videovigilância instalado na vila.

O objetivo passa por prevenir sobretudo furtos por carteiristas, um dos crimes mais frequentes em eventos com grandes concentrações de pessoas.

“Tentamos mitigar o risco através da conjugação de vários meios, desde patrulhas às câmaras de videovigilância e aos militares dissimulados”, explica Francisco Carvalho.

Apelo à responsabilidade

Face à elevada afluência esperada, a GNR deixa também um apelo à responsabilidade dos visitantes, sobretudo no consumo de álcool.

“As pessoas devem divertir-se, mas fazê-lo com segurança. Quem for conduzir deve evitar ingerir bebidas alcoólicas. O contributo para a segurança não depende apenas da GNR, depende de todos”, afirma o comandante.

Preparação começou há vários meses

O planeamento da operação envolve, desde o início do ano, uma estreita articulação entre a GNR, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Bombeiros, Câmara Municipal de Campo Maior e Associação das Festas do Povo.

Durante o evento funcionará um posto de comando conjunto, com reuniões e briefings diários entre todas as entidades envolvidas, garantindo uma resposta coordenada a qualquer ocorrência.

Com um dispositivo reforçado, tecnologia de apoio e cooperação internacional, a GNR pretende assegurar que o regresso das Festas do Povo, onze anos depois da última edição, decorra em segurança e corresponda às elevadas expectativas dos milhares de visitantes esperados em Campo Maior.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Rua 1.º de Maio une gerações e supera desafios para brilhar nas Festas do Povo de Campo Maior

A Rua 1.º de Maio, em Campo Maior, prepara-se para voltar a ser um dos cartões de visita das Festas do Povo. Com três troços trabalhados em conjunto, um pequeno grupo de moradores tem dedicado, desde o final de janeiro, centenas de horas à construção de um projeto que promete encher de cor a entrada da vila.

À frente da organização está Isélia Militão, que assumiu a responsabilidade de forma inesperada. A inscrição da rua foi inicialmente feita por João Manuel Grazina e por Lisete, mas ambos tiveram de abandonar o projeto por motivos de saúde. “Acabei por ficar eu à frente. Não tive escolha”, conta, fazendo questão de sublinhar que o trabalho nunca foi individual: “Temos ido fazendo tudo em conjunto”.

Um pequeno grupo para um grande desafio

Ao longo de vários meses, cerca de sete pessoas participaram regularmente na preparação das flores de papel e dos restantes elementos decorativos. Enquanto algumas trabalhavam nos serões organizados na rua, outras davam o seu contributo a partir de casa, cortando e colando materiais.

“Desde o final de janeiro começámos por fazer os serões. Uns faziam aqui, outros trabalhavam em casa. Depois juntávamos tudo na montagem”, explica Isélia.

A escassez de voluntários foi o maior obstáculo. Com uma rua extensa, muitas casas desabitadas e uma população envelhecida, o grupo viu-se obrigado a multiplicar esforços. “Foi muito complicado este ano. Chegámos a fazer dois serões por dia, um à tarde e outro à noite”, revela.

Apesar das dificuldades, a reta final é vivida com entusiasmo e algum alívio. “Estamos a começar a ficar felizes, porque andávamos um bocadinho stressadas. Agora queremos ver o projeto montado na rua. Achamos que vai ficar muito bonito”.

Um projeto pensado em conjunto

A escolha do tema nasceu do diálogo entre todas as participantes. Cada uma apresentou ideias até que se chegou a um consenso. O mesmo aconteceu com as flores e as cores. Inicialmente, a intenção era utilizar apenas uma tonalidade, mas uma sugestão enviada através do grupo acabou por mudar o rumo da decoração.

“Vimos que talvez uma só cor não ficasse tão bem. Juntámos três cores e estamos muito satisfeitas. Achamos que vai ficar uma rua muito colorida”.

O orgulho de mostrar a “rua mais bonita”

Para Isélia e para as restantes voluntárias, há uma certeza que não muda: “A nossa rua é sempre mais linda que as outras. É o nosso projeto, o nosso trabalho e muitas horas de dedicação”.

A longa noite da montagem

A noite de 7 de setembro será, como manda a tradição, o momento mais intenso. A montagem começará ainda durante a tarde, prolongando-se pela madrugada dentro. Entre arcos, flores, mesas na rua, refeições partilhadas e o som das pandeiretas, o objetivo é deixar tudo pronto ao nascer do dia.

“Vamos montar, comer, beber, tocar a pandeireta e ficar aqui até às sete ou sete e meia da manhã, para aquilo que for preciso”, afirma.

A união que permanece para além das festas

Depois da inauguração, o espírito de comunidade continuará bem vivo. Entre jantares na rua e convívios diários, as voluntárias querem aproveitar cada momento das festas, conscientes de que, quando tudo terminar, vão sentir falta da rotina que as uniu durante tantos meses. “Quando isto acabar, vamos estranhar-nos umas às outras. Vamos ter saudades disto.”

No final, fica o convite a todos os visitantes e, naturalmente, com um toque de orgulho bem campomaiorense. “Venham a Campo Maior e comecem pela nossa rua. É logo à entrada. Quando virem a nossa, já não vão gostar tanto das outras. Venham desfrutar das Festas do Povo, porque como as de Campo Maior não há outras”, rematam.

Festival Internacional de Folclore de Elvas regressa na sexta-feira

A Praça da República recebe, entre 31 de julho e 9 de agosto, o 36.º Festival Internacional de Folclore de Elvas, numa celebração da música, da dança e das tradições populares de vários países.

O festival arranca na sexta-feira, 31 de julho, com as atuações do Rancho Folclórico “As Ceifeiras”, de Alter do Chão, e do conjunto folclórico “KTF Radha Sarisha”, da Indonésia. No sábado, 1 de agosto, sobem ao palco o Rancho Folclórico Flores de Serpins e o Ballet Folklórico do Instituto Tecnológico de Celaya e Conjunto Sonlince, do México.

A programação prossegue no domingo, 2 de agosto, com o Rancho Folclórico de Elvas e o Conjunto Folclórico Nacional “Etnos”, da Macedónia do Norte. O festival regressa a 7 de agosto, com o Rancho Folclórico de Fortios e o grupo “Hei Show Tahiti”, da Polinésia Francesa.

No sábado, 8 de agosto, atuam o Rancho Folclórico do Passal de São Pedro da Cova, de Gondomar, e o Señor Perú, com a representação das tradições peruanas. O encerramento acontece no domingo, 9 de agosto, com o Rancho Folclórico do Rabaçal, de Penela, e o Ballet Municipal de Folclore Rumicani, da Argentina.

Todos os espetáculos têm início marcado para as 21h30, na Praça da República, proporcionando ao público seis noites de intercâmbio cultural e de valorização do folclore nacional e internacional.

Piscinas Municipais de Elvas atraem visitantes de todas as idades nos dias de maior calor

As temperaturas elevadas continuam a levar dezenas de pessoas às Piscinas Municipais de Elvas, onde crianças, jovens e adultos encontram um refúgio para fugir ao calor e aproveitar os dias de verão.

Para os mais novos, a piscina é sinónimo de diversão. João Pedro é um dos muitos utilizadores que aproveita as férias escolares para passar o tempo no espaço. “Como não estou a fazer nada em casa, venho para a piscina”, conta, acrescentando que o que mais gosta de fazer é “saltar para a água e brincar”.

Já Rita Timóteo procura um ambiente mais tranquilo. Frequentadora habitual das Piscinas Municipais de Elvas, explica que prefere visitar o espaço durante a manhã, permanecendo apenas cerca de duas horas. “É só mais para refrescar um bocadinho”, refere, revelando que evita as horas de maior calor e regressa a casa durante a tarde.

Também Mariana Catita faz das piscinas uma paragem obrigatória durante o verão. Presença assídua no espaço, desloca-se ao espaço duas vezes por semana e não dispensa alguns cuidados essenciais para enfrentar as temperaturas elevadas. “Protetor solar, beber muita água e sombrinha”, resume, destacando as medidas que adota sempre que passa o dia nas piscinas.

Das brincadeiras dos mais novos aos momentos de descanso dos mais velhos, as Piscinas Municipais de Elvas continuam, assim, a receber visitantes de todas as idades, afirmando-se como um dos locais de eleição para enfrentar as temperaturas elevadas durante o verão.

Rua 13 de Dezembro prepara Festas do Povo com união e sem “cabeças de rua”

Na Rua 13 de Dezembro, em Campo Maior, conhecida por muitos como Rua da Canada, a preparação para as Festas do Povo faz-se de uma forma pouco habitual: não existem “cabeças de rua”. As decisões são tomadas em conjunto, num ambiente de cooperação entre vizinhos, onde cada um contribui com aquilo que sabe fazer.

Ana Maria Antunes e Julieta Gaspar Pepê, duas das moradoras envolvidas na ornamentação, explicam que o espírito de entreajuda tem sido o grande motor do projeto. “Aqui há muita gente a trabalhar, muita boa vontade, mas não há cabeças de rua”, sublinham, acrescentando que, antes de iniciar os trabalhos, os moradores reuniram-se para escolher o tema, as cores e a decoração, distribuindo depois as tarefas por todos os participantes.

Falta de moradores dificulta preparação

Apesar da união, a falta de mão de obra continua a ser um dos maiores desafios. A Rua 13 de Dezembro é uma das maiores do percurso das Festas do Povo, mas conta com poucos habitantes e muitas casas desocupadas. “Há pouca juventude e as pessoas não querem colaborar. Batemos muito com a falta de moradores”, lamentam.

Voluntários e familiares reforçam a equipa

Os trabalhos arrancaram em janeiro e ganharam novo impulso há cerca de dois meses, com o apoio da comissão das festas, que encaminhou voluntários para ajudar, sobretudo na execução dos tetos da ornamentação. “A rua é muito grande e os habitantes são muito poucos”, explicam, destacando que esta é uma das tarefas mais exigentes, já que os nós têm de ficar bem apertados para resistirem ao vento durante toda a semana das festas.

A preparação contou também com a ajuda de familiares, amigos e até de um professor que envolveu crianças nos trabalhos. Julieta Gaspar destaca ainda o contributo da filha de uma das moradoras, experiente na arte de trabalhar o papel e na criação de flores, bem como de outros familiares e amigos que têm reforçado a equipa nos últimos dias.

“A nossa rua é a mais bonita de todas”

Embora rejeitem a ideia de competição, o orgulho pela rua é evidente. “Claro que sim, a nossa é a mais bonita de todas”, dizem entre sorrisos. Julieta descreve-a como “uma senhora de salto alto”, pela sua largura, comprimento e imponência, características que acreditam valorizar ainda mais a decoração preparada para esta edição das Festas do Povo.

A magia da noite da enramação

Com a chegada do dia 7, começa uma das fases mais aguardadas: a enramação. “A noite da enramação é a mais bonita. É mais trabalhosa, mas é como nascer uma criança”, descreve Julieta, comparando esse momento ao renascimento da rua.

Uma tradição que continua depois da ornamentação

Concluída a ornamentação, os moradores mantêm uma tradição muito própria: percorrem as restantes ruas da vila, cantando saias ao som das castanholas e das pandeiretas, antes da passagem da banda filarmónica e das entidades oficiais.

Depois de meses de trabalho, o objetivo é simples: desfrutar das Festas do Povo e mostrar a todos — amigos, visitantes e forasteiros — o resultado de um projeto construído “com muito amor e carinho”, onde a força da comunidade substitui a figura das tradicionais cabeças de rua.