Alentejo 2030 promove reunião de acompanhamento do Programa Regional

A CCDR Alentejo, I.P. acolheu, no passado dia 23 de julho, uma reunião de acompanhamento da execução do Programa Regional Alentejo 2030, que contou com a presença do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis.

A sessão foi presidida pelo Presidente da CCDR Alentejo, I.P. e da Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, Ricardo Pinheiro, e contou igualmente com a participação dos vogais executivos da Comissão Diretiva, Tiago Teotónio Pereira e Maria do Carmo Ricardo, bem como de elementos da Autoridade de Gestão do Programa Alentejo 2030.

Estiveram também presentes representantes das cinco Comunidades Intermunicipais abrangidas pela intervenção territorial do Programa: Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central, Alentejo Litoral e Lezíria do Tejo.
Durante a reunião foi realizado um ponto de situação sobre a implementação do Alentejo 2030, tendo sido analisados diversos temas centrais para a execução do Programa, nomeadamente a evolução da execução global, o desempenho das operações promovidas pelas Comunidades Intermunicipais, e o cumprimento das metas associadas à regra N+3.

A presença do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional permitiu reforçar o diálogo institucional entre a Administração Central, a Autoridade de Gestão e os atores territoriais responsáveis pela concretização de uma parte significativa dos investimentos apoiados pelos fundos da política de coesão.

A reunião constituiu uma oportunidade para avaliar o progresso alcançado e alinhar prioridades, reafirmando o compromisso conjunto com uma execução eficaz e atempada do Programa Regional Alentejo 2030, em prol do desenvolvimento económico, social e territorial do Alentejo.

Vila Boim entra em contagem decrescente para quatro dias de festa com Mónica Sintra, Luís Fialho e várias novidades

De 31 de julho a 3 de agosto, Vila Boim recebe mais uma edição das tradicionais Festas de Verão em honra de Nossa Senhora dos Remédios e de São João Batista. Organizadas pela Associação Aboim Jovem, as festividades prometem quatro dias de animação, com um programa que conjuga música, tauromaquia, atividades desportivas, celebrações religiosas e momentos de convívio para todas as idades.

Em entrevista à Rádio ELVAS, o presidente da Associação Aboim Jovem, Carlos Leitão, revelou que a preparação do evento começou ainda no final do ano passado, apesar de algumas dificuldades internas que marcaram o arranque da organização.

“Começamos normalmente em dezembro. Este ano tivemos alguns percalços com a saída de membros da associação, mas, com muito empenho, conseguimos ultrapassar todas as dificuldades e preparar umas festas à altura daquilo que a população merece”, afirmou.

Carlos Leitão reconheceu que organizar as festas representa um desafio cada vez maior, devido ao aumento dos custos e à limitação dos apoios financeiros. “Qualquer festa hoje em dia tem um custo muito elevado. Trabalhamos durante muitos meses para proporcionar quatro dias de animação e, muitas vezes, as críticas acabam por ser mais do que os elogios. Só quem organiza tem verdadeira noção do trabalho que isto exige”, referiu.

O cartaz deste ano aposta numa combinação entre artistas consagrados e talentos alentejanos. Luís Fialho e Mónica Sintra são os principais cabeças de cartaz, sendo que o presidente da associação destacou a importância de valorizar artistas da região.

“Somos alentejanos e temos orgulho nisso. O Luís Fialho representa essa aposta na nossa terra. Já a Mónica Sintra é um nome consagrado da música portuguesa e será um dos grandes momentos das festas”, explicou.

Ao longo dos quatro dias, o programa inclui ainda bailes, DJs, concertos, garraiadas, largadas, a tradicional procissão, atividades desportivas, atuações de grupos locais e momentos de animação distribuídos entre o Jardim e o Ringue de Vila Boim.

Entre as novidades desta edição destaca-se a valorização do coreto do jardim, que passará a funcionar como palco para atuações durante os períodos de jantar, concentrando a animação no centro das festas, e uma largada acompanhada por um DJ, uma estreia na organização da Associação Aboim Jovem.

“Queremos concentrar mais as festas no jardim e no ringue. Aproveitámos também o coreto, que há muito não era utilizado, para lhe dar uma nova vida durante estes dias”, explicou Carlos Leitão.

Outro dos destaques será a continuidade da Milha de Vila Boim, organizada em parceria com a IALBAX, depois do sucesso alcançado na primeira edição, no ano passado.

No final da entrevista, Carlos Leitão aproveitou para agradecer o apoio recebido da Câmara Municipal de Elvas, da Junta de Freguesia de Vila Boim, dos patrocinadores, comerciantes locais, voluntários e membros da associação, sublinhando que sem esse contributo seria impossível concretizar o evento.

“São muitos meses de trabalho, muita burocracia e muitas horas dedicadas a estas festas. O nosso objetivo é simples: proporcionar quatro dias de diversão, receber bem quem nos visita e terminar com a sensação de missão cumprida.”

Questionado sobre a continuidade da Associação Aboim Jovem na organização das festas nos próximos anos, o presidente admitiu que este poderá ser um momento de mudança. “São cinco anos a organizar as festas. Precisamos de descansar e dar oportunidade a outras pessoas. Se ninguém avançar, a situação terá de ser debatida, porque o mais importante é que Vila Boim nunca deixe de ter as suas festas de verão”, remata.

As Festas de Verão de Vila Boim decorrem entre 31 de julho e 3 de agosto, prometendo voltar a afirmar-se como um dos principais eventos do verão no concelho de Elvas, reunindo população e visitantes em quatro dias dedicados à tradição, ao convívio e à animação.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Rua da Poterna mantém viva a tradição das Festas do Povo de Campo Maior com novas cabeças de rua

A Rua da Poterna, em Campo Maior, prepara-se para viver uma edição muito especial das Festas do Povo. Pela primeira vez, Sandra Rabaça e Cristina Rijo assumem o papel de cabeças de rua, uma responsabilidade que aceitaram após o falecimento da anterior responsável, movidas pelo desejo de não deixar a rua ficar sem decoração.

“Foi uma aventura que decidimos abraçar”, contam as responsáveis. A decisão nasceu da vontade de manter viva a tradição e garantir que a Rua da Poterna voltasse a apresentar-se enfeitada numa das maiores celebrações populares do país.

Meses de trabalho para dar vida à rua

Os trabalhos arrancaram em abril e têm mobilizado praticamente toda a rua. Embora nem todos possam marcar presença diariamente no local, muitos moradores contribuem a partir de casa, preparando flores e outros elementos decorativos que depois são reunidos pela equipa.

A conciliação entre a organização das festas e a vida profissional tem sido um dos maiores desafios. Sandra e Cristina explicam que a coordenação acontece sobretudo ao final do dia, depois do trabalho, através de reuniões noturnas e contactos telefónicos, onde distribuem tarefas, organizam a recolha de materiais e planeiam o trabalho do dia seguinte.

Um tema escolhido em conjunto pelos moradores

Para esta estreia, optaram por um tema cuja execução fosse mais acessível, decisão tomada em conjunto com os moradores da rua. “Apresentámos a ideia, ouvimos opiniões e fomos juntando sugestões até chegarmos a um consenso”, explicam.

A decoração da Rua da Poterna incluirá vários elementos inéditos para aquele espaço, como colunas, muros decorados, grades, cordas laterais e vasos, numa composição que promete surpreender os visitantes.

A noite mais longa das Festas do Povo

Outro dos momentos mais exigentes será a tradicional noite da enramação. As duas responsáveis admitem algum receio, mas acreditam que a organização será determinante para cumprir o objetivo de ter a rua pronta às seis da manhã. “Vai ser uma noite inteira de trabalho, mas acreditamos que vamos conseguir”.

Depois de anos sem a realização das Festas do Povo, Sandra e Cristina garantem que o esforço compensará. Além da decoração, a Rua da Poterna promete um ambiente de convívio, animação e algumas surpresas preparadas especialmente para quem a visitar.

“As pessoas são todas bem-vindas. Haverá comida, bebida, vontade de cantar e bailar. Queremos receber todos da melhor forma e aproveitar ao máximo esta festa que tanto esperámos”, concluem.

Testemunho de dedicação de quem faz flores nas Festas do Povo

A contagem descrescente para as tradicionais Festas do Povo de Campo Maior continua a mobilizar a comunidade local, que se junta todas as noites para dar vida às célebres flores de papel. Fátima Durão, natural da terra, é um dos muitos rostos dedicados a esta arte. Embora atualmente resida fora da vila, faz questão de regressar para ajudar na decoração da Rua de Santa Beatriz, um hábito que herdou da sua juventude quando auxiliava a mãe na Rua de São João.

Este esforço comunitário e voluntário, realizado de forma totalmente gratuita após as horas de trabalho, reflete o orgulho e o espírito de união dos campomaiorenses. Como a própria recorda, “quando morava em Campo Maior ajudava na rua da minha mãe e íamos lá ao serão fazer, mas era por nós, era gratuitamente e a gente fazíamos ao serão das nossas ruas”.

O processo de criação das decorações sofreu evoluções significativas ao longo dos anos. Fátima lembra com saudade a época em que os moldes eram desenhados à mão em cartão e depois recortados manualmente. Hoje em dia, o corte do papel é facilitado por máquinas, mas a montagem e a escolha das flores continuam a exigir a sensibilidade das mãos dos moradores. Outra mudança visível está na forma como os tetos das ruas são decorados.

Antigamente, recorria-se às “trapaças”, uma técnica de laços cruzados que imitava flores. Fátima explica que, nesta técnica, “as pessoas faziam parecido com um laço, metiam dois e faziam em cruz e parecia uma flor, chamavam-lhe as trapaças”. Atualmente, o trabalho é feito de forma geométrica e rigorosa, contando-se meticulosamente cada flor. No caso da sua rua, a medição é exata: “nós estamos a fazer com 31 grãos para fazer 31 flores, depois isso faz uma corda e cada corda tem 31 flores” sendo esse o comprimento entre paus nesta rua.

Apesar do enorme entusiasmo que envolve a preparação, a efemeridade das Festas do Povo traz consigo um sentimento agridoce para quem tanto trabalha. Fátima Durão confessa que a montagem final representa um esforço monumental de vários meses que culmina num evento com a duração de apenas uma semana. Para ela, “isto é muito digno, adoro as Festas do Povo, adoro mesmo, só que acho que é muito trabalho para pouco tempo”.

Ver toda aquela arte e dedicação ser desmontada e queimada no final deixa sempre uma ponta de melancolia na vila. “A vila é muito alegre, mas depois, no fundo, acaba por ficar triste, na minha opinião”, conclui Fátima, resumindo o sentimento de saudade que partilha com tantos outros campomaiorenses quando as festividades chegam ao fim.

IPP passa a Universidade Politécnica de Portalegre

O Politécnico de Portalegre passa a Universidade Politécnica de Portalegre. Em resultado da publicação da Lei n.º 32/2026, de 20 de julho, e porque reúne os requisitos para a sua conversão – a acreditação institucional sem condições, atribuída pela A3ES – a instituição de ensino superior do Norte Alentejo prepara-se para encetar uma nova fase, a partir do próximo dia 1 de agosto.

As alterações agora publicadas traduzem-se, de forma geral, em ajustamentos ao nível do funcionamento dos órgãos e dos processos de decisão. 

Nos próximos tempos, inicia-se um processo interno, participado, de análise e adaptação, que garanta o alinhamento da instituição com o novo enquadramento legal.

Os modelos de ensino e aprendizagem serão mantidos, dado que estão adaptados a esta nova realidade, contrariamente aos modelos mais teóricos. 

A visão institucional passa pela continuação da estratégia de desenvolvimento, num caminho de afirmação, enquanto instituição de ensino superior de excelência, ligada ao seu território, que procura dar resposta às necessidades da região e do país e cuja ação é reconhecida a nível internacional. A recente efetivação da sua integração no consórcio EU4Dual – European Dual Studies University é mais um reconhecimento do crescimento e da afirmação da futura UPP. Esta aliança internacional de universidades tem em comum o ensino dual (teórico e prático) e o compromisso da proximidade entre escolas, empresas e comunidades locais.

Declínio dos polinizadores ameaça a nutrição e já está associado a mortes prematuras à escala global

O desaparecimento progressivo de abelhas, abelhões e borboletas está a ter um impacto direto na qualidade da alimentação e na saúde humana. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para as conclusões de um estudo científico que vincula a perda destes insetos ao aumento da “fome oculta” — a carência de vitaminas e minerais essenciais na dieta das populações.

Os polinizadores desempenham um papel vital na produção global de alimentos, sendo responsáveis pelo transporte de pólen que viabiliza o desenvolvimento de frutos e sementes. Atualmente, cerca de três quartos das culturas agrícolas mundiais destinadas ao consumo humano dependem, em algum grau, deste processo biológico. Um estudo publicado na revista Nature revela que a quebra nestas populações reduz drasticamente a oferta de alimentos altamente nutritivos, como frutas, legumes e frutos secos, estimando-se que este empobrecimento alimentar já cause centenas de milhares de mortes prematuras anualmente.

As causas para o desaparecimento em massa destes insetos são múltiplas e atuam de forma combinada. A destruição dos habitats naturais, a expansão da agricultura intensiva, o uso descontrolado de pesticidas, o avanço das alterações climáticas e a pressão de espécies invasoras são os principais fatores que inviabilizam a sobrevivência dos polinizadores. A associação ambientalista Quercus reforça que a proteção destes pequenos animais deixou de ser apenas uma causa ecológica, passando a ser uma questão urgente de segurança alimentar e saúde pública.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

José Manuel Santos defende gastronomia como pilar estratégico do turismo no Alentejo

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia deve assumir um papel cada vez mais estratégico na promoção turística da região, considerando-a um dos principais pilares da oferta alentejana.

À margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” (ver mais aqui), o responsável sublinhou a importância de o Alentejo receber um evento dedicado à valorização da gastronomia portuguesa, destacando também a atualidade do tema escolhido para esta edição.

“É importante receber aqui um evento que celebra a gastronomia como património cultural e imaterial e, particularmente, em Arronches, também pela atualidade do tema do porco alentejano”, afirmou.

José Manuel Santos considerou que a iniciativa reúne os diferentes agentes ligados ao setor da gastronomia, desde a produção à restauração, passando pela hotelaria e pela formação, contribuindo para fortalecer um ecossistema que considera determinante para a região.

“Para o ecossistema que gira à volta da gastronomia, onde está a criação, o conhecimento, a restauração, a hotelaria e a formação, creio que é um evento importante”, salientou.

Embora dirigido sobretudo aos profissionais do setor, o presidente da Entidade Regional de Turismo defendeu que o encontro tem impacto na projeção da região.

“É um evento nacional, mais direcionado para profissionais, mas contribui sempre para afirmar o Alentejo, numa área em que somos muito fortes, que é precisamente a gastronomia”, referiu.

O responsável destacou ainda que a gastronomia se junta a outros recursos turísticos da região, mas deve merecer uma atenção reforçada na estratégia de desenvolvimento do destino.

“O Alentejo vai fazendo o seu caminho. É um destino relativamente jovem, se compararmos com outras regiões onde o turismo começou há 40, 50 ou 100 anos, mas a gastronomia é um pilar muito importante da nossa oferta e ao qual temos de passar a dar uma atenção mais estratégica”, concluiu.

A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, organizada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

O encontro integrou as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia e foi dedicado à valorização da carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa e da tradição culinária alentejana.

Presidente da AHRESP: gastronomia deixou de ser produto “complementar” para ser “basilar” na estratégia do turismo

O presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Carlos Moura, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia portuguesa assumiu um papel central na estratégia turística do país, deixando de ser um produto complementar para se afirmar como um dos principais fatores de atração de visitantes.

“A gastronomia deixou de ser um produto complementar na promoção turística para ser uma questão basilar na estratégia do futuro próximo para o turismo”, afirmou o responsável, à margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, que decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Gastronomia.

Segundo Carlos Moura, o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal veio reforçar a sua importância para o desenvolvimento económico do país. “Finalmente é reconhecida em Portugal como determinante para a economia, não só para o turismo, mas para a economia em geral”, afirmou.

O presidente da AHRESP explicou que a iniciativa integra um plano anual de cerca de 120 eventos promovidos pela associação, considerando este um dos mais relevantes devido à sua ligação à coesão territorial, à valorização da gastronomia e dos vinhos enquanto produtos estratégicos e ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por empresários e profissionais do setor.

Questionado sobre o estado da gastronomia em Portugal, Carlos Moura respondeu que “vai bem, mas tem que ir melhor”, alertando para as dificuldades que continuam a afetar a restauração.

“Estamos a passar por momentos complicados no que diz respeito à economia da restauração. Há empresas que estão bem, mas há outras que estão mal e algumas muito mal”, afirmou, apontando o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e das matérias-primas, em particular da carne e do peixe, como alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor.

Apesar das dificuldades, o dirigente da AHRESP considera que a gastronomia continua a ser um dos maiores ativos do turismo nacional, lembrando que os visitantes procuram cada vez mais experiências autênticas.

“Um turista não vem a Portugal para dormir num hotel, por muito bom que ele seja. Vem pela experiência. É um país seguro, tem um bom clima, património, cultura, mas, logo a seguir à segurança, o segundo fator mais valorizado pelos turistas é a gastronomia portuguesa”, sublinhou.

A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” foi organizada pela AHRESP, em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, integrando as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, assinalado ontem, 26 de julho.

O encontro teve como objetivo valorizar a gastronomia portuguesa enquanto património cultural, económico e turístico, dedicando esta edição à carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da cozinha nacional e da tradição gastronómica alentejana.

João Crespo destaca Arronches como referência gastronómica e reforça valorização do porco alentejano

O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, foi esta segunda-feira, 27 de julho, palco da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.

O encontro, que integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, celebrado ontem, assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.

Para o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, a realização desta iniciativa de âmbito nacional na vila representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos empresários da restauração do concelho e da aposta do município na promoção da gastronomia.

“Arronches é conhecido na região, e já posso dizer no país, por ser um sítio onde se come muito bem. A nossa gastronomia é, de facto, de grande qualidade e receber hoje um evento com esta dimensão nacional é muito importante. Sentimos que há esse reconhecimento pelo trabalho que é feito”, afirmou o autarca aos jornalistas, à margem da iniciativa promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

João Crespo salientou que o município tem vindo a investir na divulgação da gastronomia local, considerando que este reconhecimento também resulta dessa estratégia. “Apostamos muito na divulgação da nossa gastronomia e acho que é também um reconhecimento para o município pelo trabalho que tem desenvolvido”, sublinhou.

O autarca destacou ainda o peso da restauração na economia local, lembrando que Arronches conta com “dez a 12 restaurantes, todos eles com excelente qualidade”, sendo a gastronomia um dos principais motivos de visita ao concelho.

“A gastronomia tem uma importância muito grande para o desenvolvimento económico do concelho, porque cria riqueza, cria emprego e é também um atrativo turístico”, frisou.

Outro dos temas abordados por João Crespo foi a necessidade de preservar o porco alentejano, uma raça autóctone que corre sérios riscos de extinção. Nesse sentido, recordou o evento municipal “Saberes e Sabores do Porco Alentejano”, realizado anualmente desde 2024, como forma de promover este produto e apoiar os produtores locais.

“O objetivo é dar destaque a um produto que está em risco de extinção. Queremos incentivar os produtores de porco alentejano a aumentarem as suas produções. Sabemos que é um pequeno contributo, uma gota de água no oceano, mas queremos que não desistam”, afirmou.

Embora reconheça a existência de produção suinícola intensiva no concelho, destinada sobretudo ao mercado espanhol, o presidente da Câmara defende que o foco deve continuar na valorização da raça tradicional.

“Não queremos perder esta raça. Arronches tem essa tradição, não é por acaso que é conhecida como a terra dos porcos. Há muito trabalho pela frente, mas a Câmara Municipal estará ao lado dos seus produtores para que essa realidade não se verifique”, garantiu.

O programa de “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”  incluiu, durante a manhã, duas mesas-redondas sobre a valorização da fileira do porco.

A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de ter participado no debate, é o responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde.

Presidente da República inaugura Festas do Povo de Campo Maior

O Presidente da República, António José Seguro, preside à cerimónia oficial de abertura das Festas do Povo de Campo Maior 2026, no próximo dia 8 de agosto, às 10h30, no Jardim Municipal.

O Chefe de Estado será recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e pelo presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro. Após o ato inaugural e os discursos institucionais (10h50), decorrerá uma homenagem junto da estátua do Comendador Rui Nabeiro (11h05), seguindo-se uma arruada pelas ruas enramadas até aos Paços do Concelho, onde o Presidente da República assinará o Livro de Honra do Município.

As Festas do Povo de Campo Maior, classificadas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2021, realizam-se entre 8 e 16 de agosto, com cerca de uma centena de ruas decoradas com flores de papel