O Politécnico de Portalegre marcou presença no Global Forum on the Environment and Climate Change, organizado pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECD) e pela Agência Internacional de Energia (IEA), que decorreu na sede da OCDE, em Paris.
“A presença do Instituto Politécnico de Portalegre em fóruns internacionais de referência, como o da OCDE, reflete o nosso compromisso com uma ciência aplicada, orientada para políticas públicas e com impacto territorial. Esta participação reforça o posicionamento do IPP como um parceiro relevante nas redes internacionais que estão a moldar a agenda climática global”, considera Luís Loures, presidente do IPPortalegre.
A instituição esteve representada pelo Professor Rui Alexandre Castanho, vice-coordenador do VALORIZA – Centro de Investigação para a Valorização dos Recursos Endógenos e Embaixador Português do EU Climate Pact, integrando um fórum de elevado nível que reuniu decisores políticos, representantes governamentais e especialistas internacionais em políticas climáticas.
O encontro centrou-se em temas estratégicos para a governação climática global, nomeadamente, a preparação do segundo Global Stocktake do Acordo de Paris e a operacionalização do Global Goal on Adaptation (GGA) no contexto das decisões da COP30.
A participação do Politécnico de Portalegre neste fórum internacional reforça o seu papel enquanto instituição ativa na interface entre investigação científica, planeamento territorial e políticas públicas, com particular enfoque na transição climática e nos desafios dos territórios de baixa densidade e contextos transfronteiriços.
A participação no Global Forum permite ainda consolidar a integração do Centro VALORIZA em redes internacionais de decisão, contribuindo para o desenvolvimento de soluções inovadoras que articulam conhecimento científico com implementação territorial efetiva.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) participou na primeira reunião de projeto do INTEGRA, uma iniciativa estratégica convocada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, que reuniu diversas entidades regionais com o objetivo de promover uma abordagem integrada ao desenvolvimento territorial.
O Projeto INTEGRA é uma iniciativa europeia financiada pelo Programa Interreg Europe 2021-2027, que visa melhorar a conceção e a gestão de instrumentos territoriais – ferramentas fundamentais para promover o desenvolvimento sustentável, a coesão territorial e a transição verde e digital nas regiões europeias. Reúne oito regiões europeias para melhorar a conceção e gestão de instrumentos territoriais que apoiam a transição verde e digital e promovem um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
A sessão inaugural decorreu num ambiente de cooperação institucional, tendo como principal propósito alinhar os parceiros em torno dos objetivos, metodologias e calendário de execução do projeto INTEGRA. Este projeto visa reforçar a articulação entre políticas públicas, promover a coesão territorial e fomentar soluções inovadoras para desafios comuns nas regiões envolvidas.
Em Portugal, a CCDR Alentejo trabalha em articulação com o seu Grupo Regional de Partes Interessadas, onde estão incluídas a Universidade de Évora, a ADRAL, o PACT, as CIMs do Alentejo, e outras associações de desenvolvimento local. Neste primeiro momento, a CCDR apresentou o enquadramento geral do INTEGRA, evidenciando o seu papel enquanto instrumento de apoio à governança multinível e à implementação de políticas regionais mais integradas e sustentáveis.
A participação da CIMAA nesta fase inicial reforça o seu posicionamento como agente dinamizador do desenvolvimento regional, evidenciando a relevância do trabalho em rede e da cooperação institucional para enfrentar os desafios atuais e futuros do território.
A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens deu início, na tarde desta quarta-feira, 1 de abril, à Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, em Elvas, com uma sessão de sensibilização.
Com a ação, destinada sobretudo a profissionais da área e desenvolvida em parceria com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Elvas, no Auditório São Mateus, procurou-se partilhar estratégias e esclarecer dúvidas sobre como identificar sinais de abuso, negligência e maus-tratos em crianças.
Defendendo que a prevenção das situações de maus-tratos compete a toda a comunidade, a presidente da Comissão Nacional, Ana Isabel Valente, começa por dizer que essa responsabilidade não se pode resumir apenas a este mês de abril: “tem de ser o ano inteiro”. “A prevenção das situações de maus-tratos compete a todos, porque proteger crianças compete também, para além das famílias, que são os primeiros protetores, aos educadores, aos médicos, aos enfermeiros, compete a toda a gente que lida com elas”, assegura a responsável, dando conta que é necessário estar atento aos sinais dos mais novos. “Tem de se verificar se estão felizes, verificar se há alterações, para os podermos proteger melhor”, explica.
O número de casos, denunciados e acompanhados pelas CPCJ, a nível nacional, continua a ser “muito elevado”; ainda assim, “nem todas as situações são situações de perigo para as crianças”. “As pessoas estão mais alertadas e isso também nos dá aqui algum conforto, porque quer dizer que todas as ações que temos levado a efeito e que continuamos a efetivar têm algum acolhimento na comunidade. As pessoas estão mais alertadas e, muitas vezes, na dúvida, sinalizam. O que é bom”, assegura Ana Isabel Valente.
Explicando ainda que a escolha de Elvas para este pontapé de saída na Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância tem muito a ver com o trabalho desenvolvido pela CPCJ local, Ana Isabel Valente garante, desde logo, que todo o país, incluindo o interior, conta para a Comissão Nacional. “A CPCJ de Elvas é uma CPCJ muitíssimo empenhada e foi com o maior prazer que aqui viemos dar o pontapé de saída para este mês e falar sobretudo para educadores, sobre prevenção. É sempre pela prevenção que temos de começar”, remata.
Já a presidente da CPCJ de Elvas, Raquel Guerra, que explica que esta foi, acima de tudo, “uma tarde de reflexão”, destaca que foi na cidade que se deu o mote para que se promovam, em todo o país, as mais diversas atividades neste âmbito da prevenção dos maus-tratos na infância.
O objetivo da sessão foi chamar a atenção de todos os profissionais presentes para a necessidade de se formar, de modo “colaborativo e concertado”, uma “rede protetiva de maus-tratos na infância”: “não digo para quebrar estes ciclos, porque infelizmente sabemos que isto se passa dentro de portas fechadas e às vezes é difícil entrarmos, mas cabe-nos a nós, enquanto cidadãos, estarmos atentos, estarmos informados e sabermos como temos que agir e onde agir para podermos ser apoio e rede das crianças e olhar para elas, não deixá-las ser invisíveis dentro de um círculo tóxico e de maus-tratos”, diz Raquel Guerra.
Dando conta de que a CPCJ de Elvas é aquela que, em todo o Alto Alentejo, tem o maior volume de processos em mãos, Raquel Guerra garante que foi com “orgulho” que a equipa recebeu o convite para ser a anfitriã desta abertura nacional da campanha: “ficámos também contentes por perceber que a Comissão Nacional está atenta àquilo que são os projetos de prevenção da CPCJ de Elvas e que também, baseado nisso, nos contacta para que sejamos nós, então, a CPCJ de eleição”.
A ação de sensibilização, subordinada ao tema “Sinais de maus-tratos – Conhecer para melhor agir” e que foi dinamizada por Fátima Duarte, técnica superior da Comissão Nacional, teve início logo após a sessão de abertura que contou com os discursos de Ana Isabel Valente e Raquel Guerra.
Em Elvas, este Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância ficará ainda marcado pela realização de uma caminhada e pela tradicional construção do Laço Azul Humano.
O Alentejo deverá registar uma taxa de ocupação “superior a 75%” neste período da Páscoa: pelo menos é essa a perspetiva do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.
Lembrando que a região “tem operações hoteleiras muito diferentes”, com locais onde “praticamente a hotelaria estará esgotada” e noutros em que a ocupação rondará os 60 ou 65%, José Manuel Santos espera uma “Páscoa boa”.
Para os resultados, que espera que sejam muito positivos, o presidente da ERT diz contribuírem os “eventos muito bonitos” promovidos na região, como a Semana Santa no Crato e a Páscoa em Castelo de Vide. “Temos de mostrar ao país que no Alentejo há excelentes eventos pascais, porque também para muito público isso atrai mais fluxos turísticos”, garante.
Por outro lado, e com o objetivo de captar procura turística para a Páscoa e incentivar viagens de curta duração, a ERT lançou, pela primeira vez, uma campanha de publicidade em Espanha dirigida às regiões fronteiriças da Extremadura (Badajoz, Cáceres e Mérida) e da Andaluzia (Sevilha e Huelva). Trata-se de uma campanha “multimeios”, com presença em centros comerciais e com “uma forte componente digital e de rádio”.
A campanha, que tem como conceito criativo “Mais além, sem ir mais longe”, tem em vista um “mercado de proximidade”. “É um mercado onde o Alentejo está a construir um posicionamento muito forte, mas ainda há milhares e milhares de espanhóis que não conhecem o Alentejo. Está aqui mesmo ao pé, os espanhóis vêm muito ao Alentejo neste período pascal, mas queremos que venham mais”, diz José Manuel Santos.
Entretanto, e já a pensar no verão, a ERT irá avançar em maio com uma campanha destinada ao mercado nacional. “O verão não é garantido e temos também de promover o Alentejo no verão e, portanto, temos pela frente um ano exigente”, remata o responsável.
A cidade de Elvas prepara-se para assinalar um marco histórico de grande relevância: os 500 anos do casamento entre a Infanta Isabel de Portugal e o Imperador Carlos V, celebrado em 1526.
As comemorações decorrem entre os dias 17 e 19 de abril, com um programa que promete recriar o ambiente renascentista e destacar a importância deste enlace real na história europeia e ibérica.
Com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, a iniciativa pretende valorizar o património histórico e cultural da cidade, reforçando a sua identidade enquanto palco de acontecimentos marcantes. O casamento entre Isabel de Portugal e Carlos V representou, à época, uma aliança estratégica entre duas das mais poderosas casas reais da Europa.
Além da componente histórica, o programa inclui recriações, espetáculos, exposições e outras atividades culturais, envolvendo a comunidade local e atraindo visitantes nacionais e internacionais.
Elvas reafirma o seu papel como destino de turismo cultural e histórico, convidando o público a revisitar um dos momentos mais simbólicos do século XVI.
Após o seu início no Domingo de Ramos, as celebrações da Semana Santa, em Elvas, prosseguem na noite desta quarta-feira, 1 de abril, com a já tradicional Via-Sacra pública, entre o Pelourinho, junto à Igreja das Domínicas, e o Santuário do Senhor Jesus da Piedade.
Este, que é um dos principais eventos que antecedem o Tríduo Pascal, lembra a irmã Maria de Fátima Magalhães, celebra-se há já muitos anos na cidade: “começou com um pequenino grupo de jovens, nos anos 80, à volta da Igreja da Nazaré; depois foi subindo da Igreja da Sé para a Nazaré; depois da Igreja da Sé para a Piedade e, já há muitos anos a esta parte, desde o Pelourinho, ou da Igreja das Domínicas, como se costuma dizer, até à Igreja do Senhor Jesus da Piedade”.
Esta Via-Sacra, com um “grande significado” para a irmã, tem início num local onde “se castigavam e enforcavam as pessoas”. “Para mim, o Pelourinho, por muito bonito e clássico que seja, é um lugar de morte, de sofrimento, de castigo”, assegura Maria de Fátima Magalhães. Por outro lado, o Santuário da Piedade é um “lugar de salvação”. “Temos a imagem do Senhor Jesus da Piedade à nossa espera, num lugar que não é de sofrimento, de castigo, nem de morte, mas um lugar de vida e que gera vida quando nos ajoelhamos e pedimos ao Senhor Jesus da Piedade que nos dê um pouco da sua bondade, um pouco do seu amor, um pouco da sua ternura e um pouco da sua vida para sermos vida junto dos outros”, assegura a irmã.
Com o mundo em guerra, o grande propósito desta Via-Sacra será rezar pela paz. “Basta lembrar o Teerão, a Palestina, Israel, o Líbano, basta lembrar tantas situações de conflito em tantos países. Quando Cristo vem anunciar a paz e o amor, os homens, passados tantos anos, continuam a fazer guerra e cada vez mais com métodos mais sofisticados. É uma ocasião para nós nos perguntarmos se realmente Cristo está a encher a nossa vida, porque se Cristo estivesse a encher a nossa vida e fosse a sede onde iríamos beber todos os nossos valores, o homem hoje não faria guerra: sentar-se-ia à mesa e, pelo diálogo, pela democracia, pela cidadania, haveria de encontrar soluções para resolver as grandes questões mundiais”, garante a irmã.
Durante a via-sacra, refere ainda Maria de Fátima Magalhães, pretende-se rezar, não só pela paz nos territórios em guerra, mas também pela “paz nas famílias e no coração” de cada um. “Se os homens tivessem sentimentos de paz, sentimentos de perdão, não fariam a guerra. Portanto, pedimos sobretudo ao Senhor Jesus da Piedade, a Jesus morto e crucificado numa cruz, que ressuscitou por nosso amor, que nos conceda o dom da paz. ”Portanto, a grande intenção desta nossa caminhada noturna será rezar pela paz”, acrescenta.
Ao longo da caminhada, aqueles que se juntarem a esta Via-Sacra também terão oportunidade de refletir, nas 14 paragens, sobre os momentos “em que Jesus levou a sua cruz desde o Pretório de Pilatos até ao Monte Calvário”.
A Via-Sacra, esta quarta-feira, tem início às 21h30, na Igreja das Domínicas.
O musical “A Força do Povo”, da associação Agora Quer’Arte e dedicado, em grande parte, às famosas Festas do Povo, irá ser apresentado ao público, no Centro Cultural de Campo Maior, durante o mês de maio.
Neste momento, ainda “em fase de criação e de casting”, de acordo com o presidente da associação, Duarte Silvério, o espetáculo será dado a conhecer ao público em oito sessões. “Queremos que as pessoas possam ir todas ver o musical e estamos abertos a que, como é lógico, se esgotarmos as oito datas, a fazer mais ainda, porque queremos chegar a todos os campomaiorenses e a todos aqueles que nos queiram vir ver, sejam de Elvas, de Portalegre, de Lisboa, de todo o país”, assegura o responsável.
Com “A Força do Povo”, a associação procura dar a conhecer a tradição maior de Campo Maior: “esta também já é uma fase de preparação para as Festas do Povo, é um arranque também para aquilo que será a grande edição de 2026 das Festas do Povo”.
Ao longo do espetáculo, a Agora Quer’Arte promete “mostrar aquilo que é a história do povo de Campo Maior, aquilo que foi a sua força, tanto na altura da Peste Negra, como na altura da Guerra da Sucessão Espanhola, como na altura do contrabando”. O objetivo da peça é dar a conhecer “toda a força do povo em todas as batalhas que acabou por atravessar”, ao mesmo tempo que levará o público a “fazer uma reflexão de como é que isso se tornou em Festas do Povo”.
No musical é explorada a forma como “as festas em honra a São João Batista passam a Festas do Povo”. “Nós passamos do século XVI, onde vamos retratar o trabalho do campo, a fome, a pobreza que se vivia na terra nesse momento, para a atualidade: o rir do serão, a diversão, as divergências, aquilo que é o nosso povo”. Duarte Silvério sente que os campomaiorenses se vão sentir “muito representados”, bem como todos aqueles que “tiverem fé”, uma vez que este será “um espetáculo de fé, tradição e muita força”.
Relativamente ao casting, Duarte Silvério explica que é destinado a “atores, bailarinos e cantores”. O objetivo é reforçar o elenco que compõe o musical, sendo aberto a artistas, não só de Campo Maior, como de fora do concelho. “Vai ser uma junção muito agradável entre os campomaiorenses e aqueles que amam Campo Maior, mas que não são de cá, e que vão gostar também muito de representar as nossas gentes”, remata.
Os interessados em fazer o casting têm até domingo, 5 de abril, para fazer chegar à associação o seu currículo, fotografias de rosto e corpo e um vídeo de apresentação, através do email agoraquerartecastings@gmail.com.
A Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou, no passado dia 20, os estudos e projetos para a definição do traçado do novo lanço do IC13, que irá ligar Montijo, Coruche, Mora, Ponte de Sor e Alter do Chão, numa extensão de aproximadamente cem quilómetros.
O anúncio da realização destes estudos surge integrada na apresentação de quatro novos projetos rodoviários estratégicos, com o objetivo de reforçar a acessibilidade, promover o desenvolvimento regional e garantir melhores condições de segurança e eficiência a nível nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Presente na sessão de apresentação esteve a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que assegura que estas são “boas notícias” para o Alto Alentejo e para o país.
“Trata-se da conclusão do IC13, uma obra que não foi concluída há muitos anos atrás e que, neste caso, é fundamental para a nossa região, ainda para mais com a construção do novo aeroporto, que permitirá a ligação de Alter do Chão, melhor dizendo, de Portalegre ao Montijo, mas aquilo que falta fazer é Alter do Chão-Montijo”, explica a autarca.
O lançamento deste estudo, diz ainda Fermelinda Carvalho, “é o primeiro passo” de se poder concretizar “esta grande ambição do Alto Alentejo”.
Este itinerário entre Montijo e Alter do Chão assumirá um papel estratégico enquanto principal ligação entre o Novo Aeroporto de Lisboa e o interior do país, potencializando a coesão territorial e promovendo o desenvolvimento económico.
A centenária Praça de Touros de Santa Eulália recebe, este sábado, dia 4 de abril, pelas 17 horas, a quinta edição do Festival Taurino “Memorial José Tello Barradas”.
Em praça entram os cavaleiros João Moura Caetano, João Ribeiro Telles, Duarte Pinto, Miguel Moura e Francisco Cortes (praticante) e ainda o matador Nuno Casquinha. “Do meu ponto de vista, e sem falsa modéstia, é um cartel de primeiríssimas figuras”, diz Alberto Barradas, o responsável pela organização desta corrida de touros. “Temos um jovem aqui da região, que é uma promessa: o Francisco Cortes. O cartel de primeiras figuras é constituído por João Moura Caetano, uma figura incontornável aqui da região; o João Ribeiro Telles, uma das máximas figuras do toureio a cavalo; o Duarte Pinto, que é o digno representante do toureio clássico, e o Miguel Moura, que pertence a uma dinastia de grande prestígio”, assegura o responsável.
Por outro lado, Alberto Barradas destaca a participação, pela primeira vez, de um matador neste festival taurino. “Há um grande movimento em Portugal, novamente, em torno do toureio a pé, portanto, resolvemos ter, este ano, um matador que celebra 15 anos de alternativa. É uma figura conceituada no meio taurino português e é como muito gosto que vamos apresentar o Nuno Casquinha, pela primeira vez, em Santa Eulália”, revela.
Lembrando que este, à semelhança do Raide Hípico, é um evento solidário, em prol da Associação Humanitária de Santa Eulália, Alberto Barradas diz ainda que, com a ajuda da Câmara Municipal de Elvas tem sido possível manter a Praça de Touros daquela freguesia num “nível elevado”. “Temos conseguido recuperar a nossa formosa Praça de Santa Eulália e o público vai ter uma pequena surpresa, porque realmente fizeram-se muitos benefícios”, remata.
As pegas vão estar a cargo dos Forcados Amadores de Arronches, liderados pelo cabo Manuel Cardoso, e os Académicos de Elvas, capitaneados por Pedro Curião. Serão lidados seis toiros, três da ganadaria Sesmarias Velhas do Guadiana e três da ganadaria Santa Ana, num espetáculo que contará ainda com o acompanhamento de uma banda de música para abrilhantar a tarde taurina.
A reserva de bilhetes pode ser feita através do contacto 961 805 389. Os ingressos poderão ser levantados na Junta de Freguesia de Santa Eulália.
Os campomaiorenses voltam a mudar-se de “armas e bagagens” para o campo, durante os próximos dias, para cumprir, um ano mais, a tradição pascal da romaria de Nossa Senhora da Enxara.
A previsão é de que a grande maioria das pessoas se comece a reunir junto à ermida a partir de quinta-feira, na véspera da Sexta-Feira Santa, para ali permanecer até segunda-feira, feriado municipal em Campo Maior, fazendo da Enxara uma verdadeira “segunda habitação”, assegura João Pedro Carrilho, da comissão de festas.
“Nesses três ou quatro dias, a Enxara é uma segunda casa. As pessoas levam fogões, levam micro-ondas, tudo o que se possa imaginar. É uma casa autêntica: desde tendas, há pessoas que têm autotendas, é uma segunda casa mudada”, confirma.
E porque sem tradições “a vida não é nada”, defende João Pedro Carrilho, é importante que os jovens possam dar continuidade à romaria, com os mais novos, até ao momento, a juntarem-se sempre à festa. “Nós tentamos puxar alguma juventude para que a tradição da Páscoa e da festa de Nossa Senhora de Enxara se mantenham por muitos e longos anos, para que as tradições não morram, porque se não se faz, acaba por morrer tudo. E é uma maneira de darmos algum ânimo e vida à Eremida”, diz ainda o responsável, que assegura que cabe aos campomaiorenses dar continuidade à festividade criada pelos seus antepassados. “Cabe-nos a nós agora mantê-la viva e tentar passar, e tentamos passar para a malta mais jovem, para se poderem divertir, para poderem coabitar na Ermida da Enxara”, remata.
De recordar que as festas em Honra de Nossa Senhora da Enxara tiveram o seu início oficial na noite do passado sábado, com a tradicional procissão entre a Igreja de Ouguela e a Ermida.
No próximo sábado, 4 de abril, haverá garraiada com música ao vivo, pelas 21 horas. No domingo de Páscoa, dia 5, às 16 horas, realiza-se a Missa da Ressurreição. Duas horas mais tarde haverá garraiada e às 22 horas baile com os Bellota Trompetera. Na Segunda-Feira de Páscoa, feriado municipal em Campo Maior, realiza-se uma Missa de Ação de Graças, pelas 16 horas, seguida de procissão, em honra de Nossa Senhora da Enxara.