Municípios de norte a sul do país debatem cibersegurança em fórum nacional em Elvas

O Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas acolhe esta terça-feira, 13 de outubro, a terceira edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local (FCSAL), uma iniciativa promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), em cooperação com a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e o Município de Elvas.

O encontro pretende reforçar a ciber-resiliência da Administração Local, através da cooperação entre municípios, comunidades intermunicipais e outras entidades, num contexto marcado pelo aumento e pela crescente sofisticação das ameaças informáticas.

Lino Santos defende mais cooperação entre municípios para reforçar a cibersegurança

Em declarações à Rádio ELVAS, Lino Santos, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, destacou que o fórum tem como principais objetivos a partilha de conhecimento, o apoio mútuo e a criação de relações de confiança entre as organizações participantes.

“Estamos num contexto muito interessante em que temos um novo regime jurídico da cibersegurança”, afirmou, referindo que a nova legislação estabelece um conjunto de obrigações para os municípios e para as comunidades intermunicipais.

O responsável considera que o encontro constitui uma oportunidade para dialogar com as autarquias e encontrar soluções que permitam aumentar a maturidade em matéria de cibersegurança de forma eficaz. Para isso, defende o reforço da partilha de experiências entre os técnicos e os próprios executivos municipais.

Apesar de se tratar de uma iniciativa de âmbito nacional, Lino Santos sublinhou também a importância de descentralizar o evento e levá-lo ao interior do país. “Tentamos sempre percorrer o país e descentralizar estas iniciativas”, explicou, mostrando-se satisfeito com a realização desta edição no Alto Alentejo.

CIMAA quer reforçar investimento e trabalho em rede

Para Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, a escolha do Alto Alentejo e de Elvas para receber o fórum representa “uma oportunidade e também um orgulho”, permitindo dar a conhecer o trabalho desenvolvido na região e partilhar experiências sobre ameaças que afetam diariamente as entidades públicas.

O responsável alertou para a diversidade dos riscos associados à cibersegurança, que vão muito além do roubo de dados ou das tentativas de phishing. Como exemplo, referiu uma notícia divulgada na manhã desta terça-feira sobre a manipulação remota da temperatura dos equipamentos de refrigeração de uma grande cadeia de supermercados.

“É também tudo o que anda à volta desta dinâmica”, salientou, defendendo uma abordagem abrangente à proteção dos sistemas tecnológicos, informáticos e de comunicação.

Joaquim Diogo reconheceu que a região ainda tem caminho a percorrer, considerando essencial um planeamento sólido, com objetivos concretos, e uma maior capacidade de trabalho conjunto entre as autarquias.

“O que eu acho é que nós estamos numa fase, neste momento, de definição da nossa estratégia e implementação inicial da nossa estratégia”, explicou, referindo que o plano da CIMAA começou a ser implementado no final de 2025 e já apresenta alguns resultados práticos em 2026.

O presidente da comunidade intermunicipal considera que a proteção dos sistemas depende de três fatores fundamentais: equipamentos e sistemas mais seguros, recursos humanos mais bem preparados e capacidade de cooperação perante ameaças reais.

“Eu acho que ainda existe uma falta de consciência de muitas entidades relativamente aos pontos que nós temos que atacar”, alertou, acrescentando que os próximos tempos deverão trazer investimento na qualificação dos recursos humanos e no software e hardware utilizados pelos municípios.

Questionado sobre se o Alto Alentejo pode ser considerado uma região segura do ponto de vista da cibersegurança, Joaquim Diogo foi cauteloso, sublinhando que as ameaças estão em constante evolução e que a capacidade de adaptação de quem ataca pode acompanhar a das entidades que procuram defender-se.

Por isso, defendeu a necessidade de sistemas de cópias de segurança, tecnologia capaz de detetar novas ameaças e formação para que cada trabalhador saiba como agir no dia a dia e perante um incidente.

Vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas destaca importância da sensibilização e da formação

Também Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, salientou a atualidade do tema e a importância de sensibilizar a Administração Local para os desafios da proteção do espaço digital.

O autarca manifestou satisfação pelo facto de Elvas ter sido escolhida para acolher a iniciativa, considerando que o fórum, com a participação de “mais de 300 pessoas”, em representação de “mais de 150 municípios”, deve contribuir para aumentar a consciência das entidades públicas sobre a necessidade de investir em cibersegurança.

“Aquilo que esperamos é que ele sirva também para consciencializar a administração local de que esta é uma área que requer investimento e requer atenção”, afirmou à Rádio ELVAS.

Nuno Mocinha destacou ainda a importância de esclarecer dúvidas e formar os técnicos que trabalham nesta área, numa altura em que as ameaças são cada vez mais complexas e a legislação se torna mais exigente.

Programa inclui sessões para eleitos e técnicos

A agenda desta terceira edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local contempla ações de sensibilização dirigidas aos executivos municipais e sessões técnicas destinadas aos profissionais responsáveis pela cibersegurança e pela segurança da informação nas autarquias.

A iniciativa pretende facilitar a criação de canais de comunicação entre as entidades participantes, promovendo a partilha de conhecimento e uma resposta mais rápida e coordenada aos incidentes.

O encontro realiza-se num momento de reforço das exigências legais em matéria de cibersegurança, através do novo Regime Jurídico da Cibersegurança, que torna ainda mais relevante a capacitação dos municípios e das comunidades intermunicipais.

Com a realização deste fórum no Alto Alentejo, o CNCS, a CIMAA e o Município de Elvas procuram contribuir para uma Administração Local mais preparada para prevenir, detetar e responder às ameaças digitais.

Cante Alentejano vai “ecoar” no Forte da Graça com a estreia de três obras inéditas

O Forte da Graça, em Elvas, recebe no próximo sábado, dia 17 de outubro, às 11h00, a iniciativa “O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça”, promovida pela Associação Cultural Pública de Hortênsia de Castro de Elvas. O evento assinala a estreia pública das três obras vencedoras do primeiro Concurso Internacional de Composição Musical de Elvas.

Segundo o presidente da associação e maestro do Coral, Vasco Almeida, esta primeira edição do concurso musical, lançada há cerca de um ano, procurou estimular a criação musical contemporânea a partir da tradição alentejana. As obras foram avaliadas de forma anónima por um júri, sem conhecimento da identidade ou proveniência dos compositores.

O primeiro prémio foi atribuído a João Pedro Pinto Oliveira, pela obra “Hino ao Forte de Nossa Senhora da Graça”. O segundo prémio distinguiu Rodrigo Manuel Vieira Cardoso, com “Munimen”, enquanto o terceiro prémio foi entregue a Afonso Fontão da Costa, pela composição “Nossa Senhora da Graça”.

As três obras apresentam características distintas. A primeira é escrita para coro tradicional a quatro vozes, a segunda inclui vibrafone e a terceira prevê a participação de um quarteto. Por se tratarem de obras inéditas e de composição contemporânea, a preparação da apresentação das obras exigiu um trabalho específico por parte do Coral.

“O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça” pretende, contudo, ser mais do que um concerto convencional. A organização preparou um percurso musical pelo interior do monumento, durante o qual serão interpretadas também quatro modas alentejanas conhecidas do público: “Se Fores ao Alentejo”, “Ó Rama, Ó que Linda Rama”, “Gotinha de Água” e “Fui Colher uma Romã”.

A iniciativa começa na entrada principal do Forte da Graça, com uma contextualização do concurso e do próprio Canto Alentejano, seguindo depois por diferentes espaços do monumento até à Casa do Governador.

O programa contará ainda com a participação do escritor Rodrigo Fialho, do cantautor António Brinquedo e do Grupo Coral Infantil de Elvas, procurando juntar diferentes gerações e expressões artísticas em torno do património musical alentejano.

No final do percurso haverá ainda uma degustação de produtos da região, pensada como forma de complementar uma manhã dedicada à música, à tradição e ao património.

O Forte da Graça assume, assim, um papel central na iniciativa, não apenas como cenário, mas como parte integrante da experiência musical. A organização pretende explorar as características acústicas e arquitetónicas do monumento, proporcionando ao público uma forma diferente de o visitar.

A entrada é gratuita e o convite é dirigido a toda a população.

A entrevista a Vasco Almeida para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior: Casa-Museu celebra Santa Beatriz da Silva com exposição

A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, acolhe desde o passado dia 3 de outubro a exposição “Devoção a Santa Beatriz da Silva em Campo Maior”, uma iniciativa que dá a conhecer a ligação da comunidade campomaiorense àquela que é considerada a primeira santa portuguesa.

A exposição está patente num ano particularmente simbólico para a memória de Santa Beatriz da Silva, uma vez que, em 2026, se assinalam os 50 anos da sua canonização e o centenário da sua beatificação. A iniciativa integra-se na missão da Casa-Museu de preservar e divulgar a vida, a obra e a espiritualidade da santa, natural de Campo Maior e fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.

O espaço museológico assinalou, a 1 de setembro, o seu 13.º aniversário. Inaugurada em 2013, a Casa-Museu tem vindo a afirmar-se como um local de referência para o conhecimento da história de Santa Beatriz da Silva, assumindo igualmente um papel na preservação da cultura e da identidade do concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância deste equipamento para a comunidade e para os visitantes que procuram conhecer melhor a história da santa.

“Foi há 13 anos que a Casa-Museu foi inaugurada, uma casa que muito nos diz, a todos nós campomaiorenses, por tratar-se da nossa Santa campomaiorense, a primeira Santa portuguesa, e é um sítio muito visitado, muito procurado”, afirma o autarca.

Luís Rosinha sublinha ainda o significado particular de 2026, ano em que se assinalam duas datas marcantes no percurso religioso de Santa Beatriz da Silva, considerando que a Casa-Museu continua a ser fundamental para valorizar a ligação histórica da santa a Campo Maior.

“É um museu que continua de portas abertas, à espera das visitas, para que todos possam conhecer melhor a primeira Santa portuguesa e a Santa que mais honra os campomaiorenses”, conclui.

A exposição “Devoção a Santa Beatriz da Silva em Campo Maior” constitui, assim, uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a expressão da devoção à santa no concelho e sobre a forma como a sua memória continua presente na identidade local.

A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva está localizada na Rua de Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, e pode ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h00. A entrada é gratuita.

Ambiente em FM: Refúgios Climáticos ajudam a enfrentar o calor, mas não chegam, alerta a Quercus

Face à crescente frequência de ondas de calor, o programa Ambiente em FM destaca, na edição desta semana, o lançamento da Rede de Refúgios Climáticos “Stay Cool” pelo Turismo de Portugal, com uma verba de um milhão de euros para apoiar as autarquias.

José Janela, da Quercus, explica que estes espaços servem para dar abrigo, sombra e água às populações vulneráveis nos dias de calor extremo, mas defende que as intervenções devem focar-se na criação de zonas verdes e na arborização com espécies autóctones para combater o efeito de ilha de calor.

Apesar de saudar a iniciativa, a associação ambientalista alerta para o facto de 108 municípios portugueses ainda não possuírem Plano Municipal de Ação Climática, ultrapassando o prazo legal de fevereiro de 2024. Para o especialista, a criação de refúgios pontuais é uma medida positiva, mas insuficiente se não estiver integrada numa estratégia municipal mais ampla que envolva o ordenamento do território, a gestão da água e a mobilidade.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

II Festival de Sopas de São Vicente a 21 de novembro: inscrições arrancam esta segunda-feira

A Associação Recreativa e Cultural Cantadores da Planície promove, a 21 de novembro (sábado), a segunda edição do Festival de Sopas de São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas. Depois de uma primeira edição que superou as expectativas, a iniciativa está de regresso para voltar a juntar a comunidade à mesa, num encontro que combina gastronomia, música e convívio.

O balanço positivo do ano passado e os pedidos de quem participou levaram a associação a avançar com uma nova edição. “Correu muito bem no ano passado e este ano houve várias pessoas a pedirem-nos para voltarmos a fazer. Então, não podíamos deixar de fazer a vontade às pessoas e preparar o segundo Festival de Sopas”, revela Vanessa Garcia, presidente da Associação Recreativa e Cultural Cantadores da Planície.

A organização pretende manter a fórmula que conquistou os participantes em 2025, garantindo, ao mesmo tempo, as condições necessárias para que todos possam desfrutar do evento com conforto. O festival volta, por isso, a funcionar mediante inscrição prévia, tendo em conta a lotação do pavilhão multiusos de São Vicente, que deverá receber entre 300 e 320 pessoas.

“Não conseguimos ter ali muito mais do que 300 pessoas, senão torna-se muito apertado e a logística mais complicada”, explica a reponsável, sublinhando que as inscrições antecipadas permitem também à organização preparar o evento com maior rigor e assegurar que não falte comida aos participantes.

As inscrições abrem esta segunda-feira, 12 de outubro, e podem ser feitas na Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, junto de qualquer membro da associação ou através do contacto telefónico 935 451 527. A participação fica confirmada mediante inscrição e pagamento.

Por 8,50 euros, os participantes terão direito a degustar todas as sopas disponíveis – desde a canja de galinha, ao caldo verde e à sopa de cação, entre outras propostas -, além de uma bebida e da oferta de uma taça de barro e de um copo reutilizável. As crianças até aos seis anos têm entrada gratuita.

A garantia é de que não faltarão sabores tradicionais à mesa, sendo que as sopas são confecionadas pelos próprios elementos dos Cantadores da Planície, com destaque para as mulheres do grupo, que, como sublinha Vanessa garcia, são cozinheiras de “mão cheia”.

No dia do evento, aos cerca de 15 membros do grupo juntam-se ainda familiares e amigos, cujo contributo é fundamental para o sucesso da iniciativa. Vanessa Garcia deixa também uma palavra de agradecimento aos vários patrocinadores que se quiseram associar ao evento, assim como à Junta de Freguesia e à Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa pelo apoio prestado aos Cantadores da Planície em todas as atividades que, ao longo do ano, vão desenvolvendo.

A componente musical do Festival das Sopas fica, desta vez, a cargo do duo C&R.

Os Cantadores da Planície deixam o convite à população de São Vicente e Ventosa e a todos os que queiram juntar-se à iniciativa, apelando à participação de famílias e grupos de amigos.

Depois de uma estreia bem-sucedida e de vários pedidos para repetir a experiência, a associação quer fazer do dia 21 de novembro mais uma ocasião de encontro e partilha, com as sopas tradicionais como ponto de partida para celebrar a comunidade.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior saiu à rua por uma causa de quatro patas

Cerca de 50 pessoas participaram, na manhã do passado sábado, 10 de outubro, em mais uma edição da Cãominhada, uma iniciativa organizada pelos Amigos dos Animais de Campo Maior, em parceria com o Município e com o apoio de várias instituições e empresas do concelho.

Ao longo da manhã, os participantes tiveram a oportunidade de passear com os seus animais de estimação ou acompanhar os cães ao cuidado da associação, numa atividade que promoveu o convívio e a sensibilização para o bem-estar animal.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Paulo Pinheiro, e a vereadora Paula Jangita também participaram na iniciativa, associando-se a este momento de convívio com a comunidade.

A Cãominhada voltou a destacar o trabalho desenvolvido pelos Amigos dos Animais de Campo Maior e a importância da colaboração entre o Município e o movimento associativo local, nomeadamente na promoção da proteção e do bem-estar animal, da adoção responsável e da sensibilização da população para estas questões.

Município de Campo Maior mantém apoios para aliviar despesas das famílias com a educação

A Câmara Municipal de Campo Maior mantém, no ano letivo 2026/2027, as medidas de apoio à educação que têm vindo a ser disponibilizadas às famílias do concelho, com destaque para a atribuição de cem bolsas de estudo a alunos do ensino superior.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, sublinha que o Município tem procurado garantir que a informação sobre os apoios chega aos encarregados de educação e que as medidas implementadas no ano letivo anterior continuam em vigor. “Nós temos informado de todas as formas possíveis os encarregados de educação, mantemos todas as medidas já do ano letivo transato”, afirma o autarca, acrescentando que existe “toda a informação disponível para que os pais e encarregados de educação possam aceder a esses mesmos apoios”.

Entre as medidas em vigor está a oferta, pelo Município, dos Cadernos de Atividades até ao 2.º ciclo e de material escolar até ao 1.º ciclo, para alunos abrangidos pela Ação Social Escolar (ASE), com escalão A ou B.

Para beneficiar deste apoio, os encarregados de educação devem dirigir-se aos Serviços Administrativos do Agrupamento de Escolas para levantar um voucher. Depois de preenchido, o documento deve ser acompanhado pelo comprovativo de IBAN e pela fatura que comprove o valor gasto nos cadernos de atividades ou material escolar.

O voucher e a respetiva documentação devem ser entregues no Gabinete de Ação Social, no edifício da Câmara Municipal. O pedido de reembolso pode ser efetuado até 31 de dezembro de 2026.

Cem bolsas para alunos do ensino superior

A principal aposta destacada por Luís Rosinha prende-se com a manutenção das cem bolsas de estudo destinadas a estudantes que frequentam o ensino superior.

O autarca considera esta medida particularmente relevante num contexto em que muitos jovens são obrigados a sair de Campo Maior para prosseguir os estudos, enfrentando despesas cada vez mais elevadas, nomeadamente com a habitação nas grandes cidades. “Há muita preocupação quando saem da sua terra e quando se percebe que, efetivamente, por exemplo, do ponto de vista da habitação, as questões estão cada vez mais difíceis para os nossos estudantes que vão para as grandes cidades”, explica.

Segundo Luís Rosinha, o apoio municipal pretende ajudar a aliviar esses encargos e pode representar um contributo significativo para as despesas associadas à frequência do ensino superior. “É um apoio interessante, é um apoio que basicamente cobre e ainda sobra alguma verba daquilo que possa ser até o valor das propinas”, afirma.

Para o ano letivo 2026/2027, o Município voltou a aprovar a atribuição de cem bolsas de estudo: 50 destinadas a estudantes de Licenciatura e Mestrado e as restantes 50 a alunos que frequentem Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) e Cursos de Especialização Tecnológica (CET).

As candidaturas podem ser apresentadas no Balcão de Inclusão do Município de Campo Maior, até 2 de novembro.

Luís Rosinha deixa ainda um apelo aos estudantes elegíveis para que aproveitem esta oportunidade e apresentem a sua candidatura: “É inscreverem-se e virem a ter a possibilidade de receber uma destas cem bolsas.”

Alentejo com dois projetos finalistas nos Prémios dos Fundos Europeus

O Alentejo volta a afirmar-se no contexto nacional das políticas de coesão, com dois projetos apoiados selecionados na 2.ª edição dos Prémios dos Fundos Europeus, uma iniciativa que distingue projetos financiados por fundos europeus com elevado impacto
económico, social, ambiental e territorial.

Entre os finalistas encontram-se o Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, apoiado pelo Programa Alentejo 2020, na categoria + Verde, e o projeto Mobilidade para Todos na Calçadinha de Coruche – 2.ª fase, apoiado pelo Programa Alentejo 2030, na categoria + Conectado.

A seleção destes projetos representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por entidades e beneficiários da região na concretização de investimentos que contribuem para um Alentejo mais sustentável, inovador, inclusivo e competitivo. Os projetos
finalistas refletem, igualmente, a capacidade dos fundos europeus para gerar resultados concretos na vida das pessoas, nas comunidades locais e no desenvolvimento dos territórios.

O Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo tem assumido um papel pioneiro na promoção de práticas ambientalmente responsáveis no setor vitivinícola regional, contribuindo para a redução da pegada ambiental, a gestão eficiente dos recursos e o
reforço da competitividade de uma das mais importantes fileiras económicas do Alentejo. Por sua vez, o projeto Mobilidade para Todos na Calçadinha de Coruche – 2.ª fase constitui um exemplo de investimento orientado para a acessibilidade e inclusão,
promovendo soluções de mobilidade suave e qualificando o espaço público para usufruto de residentes e visitantes, em linha com os objetivos de uma mobilidade urbana mais sustentável.

A cerimónia de entrega dos Prémios dos Fundos Europeus decorrerá no próximo dia 5 de novembro, integrada na Mostra dos Fundos Europeus, ocasião em que serão conhecidos os vencedores das diferentes categorias.

Luís Trigacheiro junta-se ao Ensemble Ibérico no Mês da Música de Elvas

Luís Trigacheiro junta-se ao Ensemble Ibérico em Elvas, no próximo dia 18 de outubro, domingo, para o concerto “Ecos da Planície”, o segundo espetáculo da programação do Mês da Música.

O concerto está marcado para as 18h30, no Auditório São Mateus, e conta ainda com a participação especial do Coro Juvenil da Academia de Música de Elvas.

Com uma proposta que cruza a tradição musical alentejana com sonoridades contemporâneas, o espetáculo pretende celebrar a identidade da região e a sua ligação à terra, sem deixar de explorar novas formas de expressão artística.

Luís Zagalo, diretor artístico do evento, que destaca Luís Trigacheiro como uma das melhores vozes que representa o Alentejo no panorama musical português contemporâneo, explica que “Ecos da Planície” é o tema principal de uma banda sonora que compôs para um filme de Carlos Crespo, uma obra inspirada na identidade e nas particularidades da região.

“É um concerto que associa, por um lado, a tradição e, por outro lado, a contemporaneidade, que está profundamente ligado à terra, ao lado telúrico, ao Alentejo, mas que depois também, naturalmente, está aberto ao mundo na sua capacidade de fazer sonhar”, sublinha Luís Zagalo.

O encontro entre o Ensemble Ibérico, a voz de Luís Trigacheiro e o Coro Juvenil da Academia de Música de Elvas promete, assim, proporcionar um espetáculo marcado pelas raízes alentejanas e pela abertura a novas linguagens musicais.

Rumos Ensemble encerra o Mês da Música com estreia absoluta

O terceiro e último concerto desta edição do Mês da Música está agendado para 24 de outubro, sábado, às 21h30, também no Auditório São Mateus, e será protagonizado pelo Rumos Ensemble.

O grupo de música de câmara apresenta “Tocando Portugal Vol. 2”, um espetáculo multimédia cuja estreia absoluta terá lugar em Elvas, antes de seguir para outras cidades portuguesas e para palcos internacionais, incluindo Itália e Coreia do Sul.

Para Luís Zagalo, receber esta estreia representa um motivo de satisfação para a cidade, destacando a importância de valorizar e dar visibilidade às conquistas culturais alcançadas localmente.

O Rumos Ensemble tem desenvolvido um percurso internacional através do projeto “Tocando Portugal”, cuja primeira edição passou por 22 países, distribuídos por quatro continentes, num total de cerca de 100 concertos. Na sequência do sucesso desta iniciativa, o grupo trabalhou numa segunda edição, que será agora apresentada pela primeira vez em Elvas.

A estreia de “Tocando Portugal Vol. 2” assinala, desta forma, o encerramento de mais uma edição do Mês da Música, reforçando a aposta numa programação que cruza a criação nacional, a dimensão internacional e a diversidade artística.

Bilhetes disponíveis

Os bilhetes para os concertos de 18 e 24 de outubro podem ser adquiridos através da Ticketline ou uma hora antes do início de cada espetáculo, na bilheteira do Auditório São Mateus.

Campo Maior associa-se ao Outubro Rosa com iluminação da Fortificação Abaluartada

O Município de Campo Maior volta a associar-se à campanha Outubro Rosa, através da iluminação a cor de rosa da Fortificação Abaluartada, num gesto simbólico de sensibilização para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama.

A iniciativa integra um movimento global que procura alertar as mulheres para a importância da adoção de um estilo de vida saudável e da vigilância regular da saúde mamária. A deteção precoce continua a ser fundamental para aumentar as possibilidades de tratamento e de cura da doença.

Ao iluminar um dos mais emblemáticos monumentos do concelho, Campo Maior junta-se, assim, a esta causa, reforçando a mensagem de esperança, solidariedade e apoio a todas as mulheres que enfrentam ou enfrentaram o cancro da mama.

Durante o mês de outubro, assinalam-se ainda várias datas dedicadas à sensibilização para a saúde da mama e para a doença oncológica, nomeadamente o Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático, a 13 de outubro, o Dia da Saúde da Mama, a 15 de outubro, e o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama, a 30 de outubro.