Os preços do gás engarrafado continuam a revelar uma diferença expressiva entre Portugal e Espanha. No país vizinho, o valor da botija de butano de 12,5 quilos está atualmente fixado em cerca de 15,58 euros, um preço máximo regulado pelo Estado espanhol e revisto de dois em dois meses. Também o propano apresenta valores semelhantes, rondando os 14,60 euros por botija, beneficiando do mesmo modelo de regulação pública.
Em Portugal, onde o mercado é liberalizado, os preços são substancialmente mais elevados. As botijas de butano e propano com cerca de 13 quilos são vendidas, em média, entre os 32 e os 36 euros, podendo variar consoante a marca e a região do país. Esta diferença continua a marcar o debate em torno do custo da energia, numa altura em que o gás de botija permanece essencial para muitas famílias e atividades económicas.
O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires vai acolher, no sábado, 24 de janeiro, o workshop “Tecendo Memórias”, orientado por Cristina Flor.
A iniciativa, que decorre entre as 10h00 e as 16h00, com intervalo das 13h00 às 14h00, propõe uma abordagem prática e reflexiva em torno da tecelagem, enquanto saber tradicional e veículo de memória coletiva, valorizando técnicas artesanais e o património imaterial associado.
Este workshop insere-se na programação cultural do Museu e pretende proporcionar aos participantes uma experiência de contacto direto com práticas ancestrais, promovendo a partilha de conhecimentos e a valorização das tradições locais.
A participação está sujeita a inscrição prévia, que deverá ser efetuada através do endereço eletrónico mae@cm-elvas.pt ou do contacto telefónico 268 624 601.
No âmbito das comemorações dos dez anos da reabilitação do Forte da Graça (2015–2025), realiza-se a visita guiada “O Forte no Meu Tempo”, a 24 de janeiro, pelas 11h00, uma iniciativa que convida a comunidade a revisitar a história, as memórias e as vivências deste emblemático monumento de Elvas, pela mão de Manuel António Cigarro Nepomuceno, para explorar os anos 60 e 70.
Através de um percurso interpretativo, a visita propõe uma viagem ao passado do Forte da Graça, dando a conhecer diferentes fases da sua ocupação e utilização ao longo do tempo, bem como a importância estratégica, patrimonial e simbólica desta fortificação, classificada como Património Mundial pela UNESCO.
Mais do que um simples percurso histórico, “O Forte no Meu Tempo” pretende reforçar a ligação entre o monumento e a comunidade, valorizando o património enquanto espaço de memória coletiva e identidade local.
Esta iniciativa integra o programa comemorativo da reabilitação do Forte da Graça, assinalando uma década de valorização, preservação e fruição pública de um dos mais marcantes ícones do património elvense.
Um homem, de 49 anos, suspeito de matar a tia na Vargem, no concelho de Portalegre, viu ser-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva, esta terça-feira, 20 de janeiro, depois de ouvido no Tribunal de Portalegre.
Entretanto transportado para o Hospital Prisional de São João de Deus, em Caxias, este homem foi detido pela GNR, no passado dia 14, na sequência de “uma denúncia relativa a uma ocorrência no interior de uma residência”.
Os militares, avança o Comando Territorial de Portalegre da GNR em comunicado, “dirigiram-se ao local onde verificaram que o suspeito se encontrava na posse de uma faca”.
Na sequência das diligências policiais, a GNR apurarou que o suspeito “teria provocado ferimentos na vítima, sua tia, de 77 anos, com recurso a uma faca”. O óbito acabou por ser declarado no local e o suspeito detido em flagrante delito.
É em abril, segundo Luís Moreira Testa, deputado na Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, que entra em vigor a norma que isenta habitantes e empresas sediadas no Alentejo do pagamento de portagens na A6 e A2.
Proposta pelo Partido Socialista e aprovada na Assembleia da República, esta “é uma norma que tem como data de entrada em vigor o mês de abril, porque é necessário proceder a algumas parametrizações, sobretudo dos dispositivos de Via Verde, para que os habitantes e as empresas possam ter essa isenção”, explica o deputado.
“Presumo que a Via Verde e a Infraestruturas de Portugal estejam a trabalhar nessa parametrização, que será posta em vigor no mês de abril e, portanto, a partir desse mês, os habitantes e as empresas passarão a ter, nesta região, condições de igualdade face a outras regiões do país”, adianta Luís Moreira Testa.
O deputado defende que esta é uma medida importante para a competitividade das empresas sediadas na região. Por outro lado, diz que era lamentável o facto de, por exemplo, “os habitantes do distrito de Castelo Branco pudessem ter a isenção na A23 e os habitantes da região não pudessem ter a mesma benesse relativamente à A6”.
De recordar que a isenção incide sobre os troços da A6 entre o nó A2/A6/A13 e Caia, para habitantes e empresas do Alto Alentejo e Alentejo Central, e da A2 entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, para residentes e empresas do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.
A isenção irá funcionar através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo.
Falta menos de um mês para o arranque de mais uma edição do Carnaval Internacional de Elvas. Para o sucesso do evento, ano após ano, tem contribuído a arte única de Nuno Ezequiel, o responsável pela criação dos vários carros alegóricos que dão outra vida e cor aos corsos.
Em entrevista à Rádio ELVAS, o artista plástico recorda que faz, em 2027, 30 anos que produziu, pela primeira vez, esculturas para o Carnaval de Elvas. “Não fiz todos os anos, mas fiz na altura, em 97, 98 e 99, para o grupo de Vila Boim. Depois, houve um ano em que uma junta também me pediu para fazer um carro de Carnaval, mas acharam muito estranho um rapaz novo chegar ali a querer estragar esferovite. Nesse ano, em 24 horas, criei um carro de Carnaval com um dragão com três cabeças, que deitava fumo. Quando a equipa do senhor João Rondão chegou de manhã ficou tudo muito admirado. Então fui convidado para fazer parte dessa equipa e, desde então, tenho estado sempre, até hoje, na criação dos carros e das esculturas e na idealização”, começa por recordar.
Explicando todo o processo “complexo” inerente à criação dos carros alegóricos, durante o qual conta com a ajuda do serralheiro Adelino Moga, Nuno Ezequiel assegura que o tempo é sempre pouco para levar a cabo este trabalho. “É idealizar do nada, todos os anos, carros, esculturas, estruturas e ver a melhor forma das pessoas poderem ir seguras em cima dos carros. Tudo isto tem que ser pensado e não se faz de um momento para o outro”, garante.
Para a criação de uma escultura, explica o artista, é necessário “esculpir (blocos de esferovite), lixar, pintar e pôr estruturas de ferro por dentro para não se estragar”. “E o tempo é sempre escasso. A verdade é que todos os anos, quando chega a altura do Carnaval, aparece feito, só que os anos também vão passando e as pessoas também já se vão sentindo, às vezes, um pouco cansadas”, confessa.
Dizendo que o processo de criação dos carros seria “mais rico” realizado com mais tempo, o artista garante que acaba por ser “muito desgastante” ter de trabalhar sempre no limite. “O ideal seria iniciarmos o trabalho com muitos mais meses de antecedência. Isto iria permitir que os pormenores e que todo esse trabalho artístico fosse melhorado”. Por outro lado, o artista refere que as temáticas dos grupos de Carnaval “já se vão repetindo”, o que torna sempre o “exercício criativo mais complexo”, para que não se faça “o mesmo que já foi feito”. “Exige estar a pesquisar e a desenhar até chegar ao ponto de termos algo concreto”, acrescenta. “Qualquer das formas, é um trabalho que me satisfaz”, garante.
Nuno Ezequiel lembra ainda que os carros alegóricos nunca poderão ter uma maior dimensão que aquela que apresentam, dadas as limitações das próprias ruas do centro histórico da cidade. “O nosso trajeto, digamos assim, da cidade, limita-nos um pouco nisso: as alturas dos arcos, a largura das ruas e até a própria largura do portão do espaço onde trabalhamos nos condiciona”, remata.
Este ano, Elvas celebra já a 28ª edição do seu Carnaval Internacional. O programa oficial ainda não foi divulgado pela Câmara Municipal de Elvas, mas, como habitualmente, contará com o desfile escolar, a gala coreográfica no Coliseu, e os corsos de sábado, domingo e terça-feira, entre os dias 13 e 17 de fevereiro.
Ainda que já o faça com alguma regularidade, a Junta de Freguesia de São João Baptista, em Campo Maior, pretende vir a oficializar o trabalho de pequenas obras que tem vindo a realizar sempre que solicitada para o efeito.
O projeto, a que a junta irá chamar “Oficina do Mayor”, explica a presidente Anselmina Caldeirão, procura dar resposta, sobretudo, às necessidades da população idosa. Para poder usufruir desta ajuda, a franja da população abrangida pela medida só tem de se dirigir à Junta de Freguesia e preencher um formulário.
“Pode acontecer uma pessoa precisar de mudar a banheira e pôr um polibã ou montar um autoclismo”, diz Anselmina Caldeirão, que explica que é esse tipo de obras a que a junta se propõe a realizar, quando necessário. “E, às vezes, há outras situações que surgem, em que se precisa no momento e não há pessoas disponíveis para o fazer ”, acrescenta.
Considerando esta uma ajuda importante, a presidente da junta lembra que a mão de obra está cada vez mais cara e que as pensões dos idosos não são muito altas. “Daremos essa ajuda, com certeza, como tem sido feito aqui ao longo destes anos”, assegura ainda Anselmina Caldeirão.
Para o efeito, a Junta de Freguesia de São João Baptista conta com dois colaboradores aptos a realizar este tipo de trabalho.
Está aberta mais uma edição do Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja. Já na sua 15ª edição, o concurso de azeite Ovibeja integra cinco categorias a escrutínio: Frutado Verde Intenso, Frutado Verde Médio, Frutado Verde Ligeiro, Frutado Maduro e Azeites do Hemisfério Sul. Os azeites entregues a concurso deverão ser obrigatoriamente da atual campanha de 2025-2026, exceto os provenientes do Hemisfério Sul que poderão ser da campanha de 2024-2025.
Ao concurso podem concorrer azeites de produtores individuais, de associações de produtores, de cooperativas e de empresas embaladoras devidamente registadas.
A seleção dos melhores azeites presentes a concurso vai ser feita por um painel de jurados internacional, provenientes de cerca de uma dúzia de países. O Presidente do Júri é José Gouveia, especialista mundial em azeites.
Recordamos que o Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja continua a ser o único concurso de abrangência internacional realizado em Portugal. Conta anualmente com cerca de 120 amostras de azeites provenientes de mais de uma dezena de países produtores e está classificado como um dos melhores do mundo.
A entrega dos prémios aos azeites melhor pontuados será realizada no decorrer da 42ª Ovibeja que está agendada para a semana de 29 de abril a 3 de maio. O concurso é organizado pela ACOS, em parceria com a Casa do Azeite e o patrocínio exclusivo do Crédito Agrícola. Para obtenção de mais informações sobre o concurso, incluindo os regulamentos, deverá ser consultado o site do evento em www.azeite-ovibeja.pt
O Elvas Film Office inicia o ano de 2026 com uma estratégia ambiciosa de promoção territorial, consolidando o concelho de Elvas como um destino de excelência para as indústrias cinematográfica e audiovisual.
Através de uma agenda de parcerias estratégicas, a organização pretende projetar o património elvense junto de decisores e criativos do setor.
Este ciclo de promoção começa já em janeiro, com a participação na Conferência do Audiovisual Português.
Em fevereiro, o Elvas Film Office junta-se ao Município de Elvas na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, para um dos momentos mais aguardados do ano: a apresentação oficial da sua plataforma digital.
A programação prossegue em março, no contexto local, com a Mostra de Cinema de Elvas. Além da exibição de obras, o Film Office promoverá uma reflexão sobre o Alentejo enquanto fonte de inspiração para a sétima arte, complementada por uma exposição fotográfica.
O mês de abril será marcado por duas frentes de grande relevo no circuito dos festivais. No IndieLisboa, um dos mais prestigiados festivais de cinema do país, Elvas terá um momento exclusivo de networking através de um cocktail gastronómico, destinado a aproximar a identidade elvense aos produtores e realizadores nacionais e internacionais. Simultaneamente, o Elvas Film Office reafirma o seu apoio à criação de novos conteúdos no Festival Prémios Curtas, onde será responsável pela entrega do prémio ao Melhor Argumento.
Com este roteiro de iniciativas – ainda com mais atividade por anunciar – Elvas assume-se em 2026 como um cenário vivo e dinâmico, pronto para acolher produções que transformem a riqueza histórica e natural da região em narrativas cinematográficas de impacto mundial.
Uma das ambições do executivo do Município de Monforte, para este ano de 2026, é a construção de um Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo.
Dizendo que este é um “património muito significativo”, o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, explica que o futuro espaço museológico a nascer naquela freguesia virá a ser instalado num antigo mercado. “Existe um espaço naquela freguesia, o espaço do antigo mercado, que está devoluto há já alguns anos, que não tem utilização, e que iremos requalificar para criarmos ali aquele centro interpretativo”, começa por dizer. Com este projeto, adianta o autarca, procura-se, “de uma vez por todas, dizer que os bonecos de Santo Aleixo são mesmo desta freguesia do concelho de Monforte”, assegura.
Para além disso, a autarquia pretende avançar com a criação de dois museus. “Na freguesia de Monforte, é nossa intenção criarmos um Museu de Arte Sacra, uma vez que o município dispõe de uma panóplia de arte ligada à Igreja, e também a criação de um Museu da Memória Municipal, aproveitando tudo aquilo que é o artesanato de Monforte, aquele artesanato que também anda um pouco disperso por vários locais do município e concentrarmos no museu, criando aqui este Museu da Memória Municipal”, explica ainda o presidente.
Quer o Centro Interpretativo do Boneco de Santo Aleixo, quer os Museus de Arte Sacra e da Memória Municipal ainda se encontram em fase de projeto.