A certificação do Tapete de Arraiolos foi oficialmente aprovada, marcando um passo considerado histórico para a valorização deste património artesanal.
O anúncio é feito pelo presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, que destaca o desfecho de uma “batalha” de muitos anos e o impacto que esta conquista poderá ter na promoção do concelho.
“Finalmente vimos reconhecida esta batalha tão grande que, durante anos e anos, abraçámos. De facto, temos todas as condições, a certificação está aprovada, falta implementá-la e estamos a trabalhar nesse sentido”, afirma o autarca, sublinhando que o processo de implementação da certificação “não é muito simples”, mas que o município está empenhado em concretizá-lo o mais rapidamente possível.
Em paralelo, Jorge Macau revela que foi entregue o aperfeiçoamento da candidatura do processo de confeção do Tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, manifestando confiança num desfecho positivo.
“Pensamos que quer a certificação, por um lado, quer esta classificação da UNESCO, são passos importantíssimos na promoção e valorização deste saber-fazer que é nosso, de facto, de Arraiolos somente”, assegura.
Para o presidente da Câmara, estes dois reconhecimentos serão determinantes para reforçar a projeção internacional do concelho. “Queremos internacionalizar ainda mais Arraiolos, sendo que Arraiolos é conhecida mundialmente pelos seus tapetes”, conclui.
A Barragem do Caia foi palco do 8.º Convívio de Pesca, integrado no Circuito Master Bass Alentejo, numa iniciativa promovida pelo Team “Muafa” Achigã Margem, com o apoio do Município de Campo Maior.
A prova reuniu dezenas de participantes, que ao longo da manhã colocaram à prova as suas competências na pesca desportiva, num ambiente de convívio e contacto com a natureza.
No final da competição, a vereadora Paula Jangita participou no almoço-convívio que reuniu os participantes, seguindo-se a cerimónia de entrega de prémios.
O vencedor da prova recebeu um prémio monetário de 500 euros, enquanto o segundo e o terceiro classificados foram distinguidos com prémios de 200 e 100 euros, respetivamente.
O Hospital de Portalegre passou a disponibilizar soro antiveneno para tratar eventuais mordeduras de víbora-cornuda, a única serpente venenosa presente no Alto Alentejo. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, sublinhou que a medida não deve ser motivo de alarme para a população, mas sim uma excelente notícia que traduz uma maior preparação da região para lidar com incidentes de saúde pública, que continuam a ser extremamente raros.
A par da aquisição do soro, a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano promoveu sessões de esclarecimento nos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra de São Mamede — Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches — com o objetivo de dar a conhecer a espécie e desmistificar preconceitos. A víbora-cornuda é um animal discreto que evita ativamente o contacto humano. As mordeduras ocorrem quase exclusivamente em situações acidentais, como quando o réptil é pisado inadvertidamente ou quando há uma tentativa forçada de aproximação ou manuseamento.
Cientificamente designada por Vipera latastei, esta serpente é de pequeno porte, medindo geralmente menos de 70 centímetros. Caracteriza-se por uma cabeça triangular, uma faixa escura em ziguezague ao longo do dorso e uma protuberância na ponta do focinho que se assemelha a um pequeno corno. Habita essencialmente em zonas pedregosas e áreas de matos densos, onde passa a maior parte do tempo camuflada e escondida, desempenhando um papel crucial no equilíbrio do ecossistema local.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
A Freguesia de Degolados, acolheu, na manhã de domingo, 2 de agosto, mais uma edição do do Torneio de Malha, organizado pelo União Futebol de Degolados e integrado no ranking do 31.º Campeonato Distrital.
A iniciativa contou com o apoio do Município de Campo Maior e reuniu participantes num ambiente marcado pelo convívio, pelo desportivismo e pela valorização das tradições populares.
A vereadora Paula Jangita marcou presença no evento, que voltou a promover uma modalidade tradicional e a incentivar a participação da comunidade.
O Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em parceria com o Serviço Nacional de Saúde, promove até 16 de outubro uma nova ação de rastreio gratuito do cancro da mama no concelho de Elvas.
A Unidade Móvel de Rastreio do Cancro da Mama encontra-se, até sexta-feira, dia 7 de agosto, junto ao Pavilhão Multiusos de Santa Eulália; passa depois, entre os dias 10 e 12, pelo Pátio Alentejano, na Terrugem; de 13 a 18 de agosto pela Junta de Freguesia de Vila Boim; e estará disponível junto ao Centro de Saúde de Elvas de 19 de agosto a 16 de outubro.
De acordo com a LPCC, o cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e corresponde à primeira causa de morte por cancro na mulher. Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 9000 novos casos deste tipo de cancro e mais de 2000 mulheres morrem com esta doença.
A coordenadora da LPCC em Portalegre, Cristina Bruno, destaca a importância da deteção precoce da doença, sublinhando que o número de casos tem vindo a aumentar nos últimos anos. “O cancro da mama é um cancro que tem aumentado muito: o número de casos tem sido maior e têm sido detetados em mulheres mais jovens. A boa notícia é que, devido ao rastreio e à deteção precoce deste tipo de cancro – não podemos falar em cura, porque com cancro nunca se fala em cura –, temos, cada vez mais, uma resposta e um resultado francamente positivo, porque se atua em tempo útil”, afirma.
A responsável recorda que o programa de rastreio é uma iniciativa nacional que percorre o país através das conhecidas unidades móveis da LPCC. “O rastreio, que é uma ação nacional e que está em todo o lado, também está no distrito de Portalegre, através daquilo que normalmente as pessoas chamam os carrões, mas que são as unidades móveis. Apesar do seu aspeto de autocaravana ou de caravana, lá dentro têm material e aparelhagem topo de gama”, refere.
Cristina Bruno explica ainda que os exames realizados são sujeitos a uma dupla avaliação médica independente, garantindo maior rigor no diagnóstico. “Os exames que as senhoras fazem, agora numa faixa etária mais alargada – que começa aos 45 anos –, são vistos por dois médicos separadamente. Se o relatório não for coincidente, a senhora é chamada a fazer mais exames, o que não significa necessariamente que exista um problema. Muitas vezes trata-se apenas de uma dúvida ou de uma imagem que necessita de ser esclarecida”, esclarece.
O Programa de Rastreio do Cancro da Mama da LPCC é realizado em colaboração com as Administrações Regionais de Saúde e segue as Diretrizes Europeias para o Rastreio do Cancro da Mama. Trata-se de um rastreio organizado e monitorizado, realizado de dois em dois anos, considerado mais eficaz do que o rastreio ocasional, por permitir melhores resultados na deteção precoce e no combate à doença.
O rastreio destina-se a mulheres entre os 45 e os 74 anos, sem sintomas ou alterações mamárias, sem próteses mamárias, que não tenham realizado mastectomia e que nunca tenham tido cancro da mama.
As utentes elegíveis recebem habitualmente um convite por carta, mas podem também efetuar o agendamento através dos contactos da Liga Portuguesa Contra o Cancro ou dirigir-se diretamente à Unidade Móvel durante o período da campanha.
A Rua da Soalheira está a ultimar os preparativos para mais uma edição das Festas do Povo de Campo Maior, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e mobiliza dezenas de voluntários. À frente da organização está Liseta Saragoça, cabeça de rua, que, com a ajuda de Mariana Ginga, coordenou meses de trabalho para transformar a histórica artéria num dos pontos altos da festa.
Um trabalho que começou em janeiro
Os preparativos arrancaram no início do ano, com reuniões entre os moradores para definir o tema, distribuir tarefas e reunir voluntários. Cerca de 20 pessoas envolveram-se no projeto, numa fase em que a rua ainda não dispunha de um espaço comum para trabalhar.
Nessa altura, Liseta Saragoça percorria diariamente as casas dos participantes para entregar o papel, explicar como cada elemento deveria ser executado e, no final da semana, recolher o trabalho realizado. Só mais tarde o grupo conseguiu um local onde passou a reunir-se todas as noites para os tradicionais serões de preparação.
Aprender a arte das flores de papel
Um dos principais desafios foi ensinar a técnica das flores de papel a quem nunca a tinha praticado. Essa missão ficou a cargo de Mariana Ginga, colaboradora do Museu Aberto de Campo Maior, que partilhou o conhecimento adquirido ao longo dos anos.
A própria Liseta reconhece que, apesar de ter crescido no ambiente das Festas do Povo e de viver numa das ruas mais antigas da vila, nunca tinha aprendido todos os pormenores desta arte.
Mariana destaca a evolução dos participantes ao longo do processo. “A primeira flor podia não sair perfeita, mas à segunda já estava melhor e, à terceira, já eram verdadeiras artistas”, recorda, satisfeita com o resultado alcançado.
Um projeto em constante transformação
Embora existisse um plano inicial para a decoração, o projeto foi sendo ajustado à medida que o trabalho avançava. Novas ideias surgiram, recorreram-se a materiais recicláveis e vários elementos foram alterados para enriquecer o resultado final.
Segundo Liseta Saragoça, a decoração nunca fica totalmente definida desde o início. “Há sempre coisas que mudam. Vai ficando cada vez melhor”, resume.
O orgulho de uma rua com história
Para Mariana Ginga, esta edição das Festas do Povo terá um significado especial. É a primeira vez que a Rua da Soalheira apresenta um projeto desta dimensão e a expectativa é grande.
“Nunca ninguém viu uma decoração assim na Rua da Soalheira. Todas as ruas vão estar bonitas, mas a nossa é a nossa”, afirma, lembrando que nasceu e cresceu entre a Soalheira e os Quartéis do Tronco.
Também Liseta destaca o valor histórico da rua, considerada uma das mais antigas de Campo Maior. Ao longo das décadas, diz, foi sempre reconhecida pela criatividade e dedicação dos seus moradores, mantendo uma tradição que continua a ser transmitida de geração em geração.
Embora já não vivam na Rua da Soalheira, ambas regressam sempre que chegam as festas. “É a nossa rua do coração”, afirmam.
A tradição da noite de montagem
A montagem da decoração começa na noite de 7 de setembro, repetindo um ritual antigo que continua a reunir moradores e voluntários.
Ao final do dia, todos se juntam para iniciar a decoração da rua, num trabalho que se prolonga durante toda a noite e apenas termina quando tudo está concluído.
Um convite aos visitantes
Concluída a montagem, chega o momento de desfrutar das Festas do Povo, conviver, reencontrar amigos e familiares e receber os milhares de visitantes que passam por Campo Maior.
O convite é deixado pelas duas responsáveis: visitar a Rua da Soalheira e descobrir o trabalho desenvolvido ao longo de vários meses. “Temos a certeza de que quem nos visitar vai gostar. Todas as ruas estarão bonitas, mas, para nós, a nossa será sempre a mais bonita”, rematam.
O IPO Lisboa iniciou este ano o seu programa de cirurgia robótica, contando agora com dois robôs capazes de intervir em todas as áreas cirúrgicas do Instituto e dar resposta a doentes complexos.
O segundo equipamento, também financiado pelo PRR, chegou no final de junho e encontra-se atualmente em fase de integração, prevendo-se o início da sua atividade cirúrgica em setembro. Esta semana, o Conselho de Administração deslocou-se às duas salas operatórias para reunir com a equipa, acompanhar os progressos e conhecer as perspetivas futuras deste projeto.
O IPO Lisboa já era uma referência em cirurgia laparoscópica de elevado desempenho. Com a introdução destes equipamentos passa a ser possível proporcionar maior precisão e capacidade de manobra aos cirurgiões. No futuro, espera-se ainda contribuir para uma maior capacidade para cirurgias diferenciadas, aliando a experiência das nossas equipas aos novos recursos tecnológicos.
Este programa representa um importante salto tecnológico, que exige formação contínua e adaptação das equipas, de forma a assegurar elevados padrões de qualidade, segurança e eficiência.
O Município de Campo Maior informa que, a partir de 7 de agosto, entram em vigor as alterações à circulação e ao estacionamento no concelho, no âmbito da realização das Festas do Povo 2026.
A autarquia apela à colaboração da população, solicitando que os veículos sejam retirados antecipadamente das zonas abrangidas pelas restrições de estacionamento e do perímetro onde decorrerão as festividades.
O Município recomenda ainda que os moradores identifiquem previamente os parques de estacionamento destinados a residentes, de forma a evitar constrangimentos quando as limitações ao trânsito entrarem em vigor.
Segundo a Câmara Municipal, estas medidas são necessárias para garantir a implementação das condições de segurança, a preparação dos espaços das festas e o normal desenrolar de um dos principais eventos do concelho.
As alterações à Postura Municipal de Trânsito do Concelho de Campo Maior podem ser consultadas no despacho do presidente da câmara, datado de 24 de julho de 2026.
O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, visitou esta semana a antiga carreira de tiro de Elvas, localizada a cerca de quatro quilómetros da cidade, espaço onde a autarquia pretende instalar o futuro canil municipal.
A deslocação ao local marcou o arranque do processo, que passa, numa primeira fase, pela avaliação do estado da propriedade, pertencente ao Município, e pelo levantamento arquitetónico das infraestruturas existentes.
“O objetivo é fazer um grande projeto para nascer um espaço arquitetónico indicado para receber os nossos cãezinhos e também os gatos que muitas das vezes são abandonados”, afirmou o autarca, sublinhando que a intenção é transferir para aquele espaço o futuro canil municipal.
Segundo Rondão Almeida, concluída a análise das condições do terreno, será lançado o concurso para a elaboração do projeto de arquitetura, documento que definirá as características do novo equipamento.
O presidente da Câmara adiantou ainda que a intenção da autarquia é concretizar a obra durante o atual mandato, dotando o concelho de uma infraestrutura moderna e adequada ao acolhimento de animais de companhia, nomeadamente cães e gatos abandonados.
Com a construção do novo canil municipal, o Município pretende reforçar a capacidade de resposta nesta área e melhorar as condições de acolhimento e bem-estar animal no concelho.
Há décadas que Catarina Parrão Pires faz parte da história das Festas do Povo de Campo Maior. Este ano assume, novamente, a responsabilidade de cabeça de rua, desta vez do segundo troço da Rua de Badajoz, onde garante que o empenho de todos fará desta a rua “a mais bonita”.
Uma vida ligada às Festas do Povo
Natural de Campo Maior, Catarina cresceu com as festas e já foi cabeça de rua em diferentes locais da vila, como o Largo do Barata e a Rua Aldeia do Pastor.
As memórias acumulam-se ao longo dos anos, incluindo episódios que demonstram o espírito de união que caracteriza esta tradição. Recorda uma edição em que, depois de a rua estar praticamente concluída, a chuva destruiu grande parte do trabalho.
“Tivemos de nos pôr todos de mãos à obra durante toda a noite. Já não havia papel nem material, mas conseguimos arranjar tudo outra vez”, lembra.
Catarina mudou-se temporariamente para acompanhar os preparativos
Apesar de este ano a rua não ser a da sua residência, Catarina mudou-se temporariamente para a casa do filho para acompanhar de perto todos os preparativos. “Quando chegam as festas venho para aqui. Na minha rua não há festas, por isso fico onde elas acontecem”, conta.
Os trabalhos começaram em fevereiro e envolveram meses de dedicação por parte dos moradores. Sem revelar o tema escolhido, por ser ainda segredo, garante apenas que “tem coisas muito bonitas” e elogia o contributo de todos os participantes. “Cada uma fez coisinhas bonitas à sua maneira.”
Aceitou o desafio apesar das dificuldades
Inicialmente, Catarina não pretendia assumir a responsabilidade de cabeça de rua devido a alguns problemas de saúde. No entanto, acabou por aceitar o desafio após participar numa reunião com os restantes moradores.
“Disse que ajudava no que pudesse, mas não podia tomar conta da rua. Vim à reunião, fiquei e cá estou.”
Uma noite inteira sem dormir
A poucos dias da tradicional noite da enramação, todos os detalhes estão praticamente concluídos. O plano para o dia 7 já está definido: durante a manhã organizam-se os últimos preparativos e, ao final da tarde, começa a montagem dos arcos e do teto de flores.
Depois, ninguém pensa em descansar. “Na noite da enramação não se dorme. É toda a noite. Até de manhã.”
O ritmo mudou, mas a paixão mantém-se
A experiência ensinou-lhe que o ritmo já não é o mesmo de outros tempos, mas a vontade de viver a festa mantém-se intacta. Recorda que, em edições passadas, passava as noites a percorrer as ruas, assistindo aos ranchos, aos bailes e ao ambiente único que enchia Campo Maior.
“Antes não dormia durante a semana das festas. Agora já vou para a cama um bocadinho, mas continuo a gostar tanto disto como sempre”.
Uma paixão partilhada que continua presente
A vida também mudou. Catarina fala com emoção da ausência do marido, que partilhava consigo esta paixão pelas festas, mas acredita que ele continua, de alguma forma, a acompanhá-la.
“Ele sabia o quanto eu gostava disto. Está lá em cima a ver e está contente.”
“Venham a Campo Maior”
No final, deixa um convite a quem ainda não conhece as Festas do Povo: “Venham a Campo Maior. Há cá umas festas muito bonitas. Vale a pena vir.”