GNR desenvolve operação Censos Sénior 2026

A Guarda Nacional Republicana (GNR) realiza, até ao dia 15 de novembro, em todo o território nacional, a Operação “Censos Sénior 2026”, no âmbito do policiamento comunitário, a qual visa garantir um registo das pessoas idosas em situação vulnerável e sensibilizá-las para comportamentos de autoproteção de segurança.

No âmbito do seu compromisso contínuo com a segurança e o bem-estar dos cidadãos mais vulneráveis, a GNR mantém no terreno diversas iniciativas de policiamento comunitário direcionadas à população idosa, com destaque para o programa “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, promovido pelo Ministério da Administração Interna.

Apesar do trabalho constante que tem vindo a ser desenvolvido junto das comunidades, a GNR reforça a importância de sensibilizar os seniores para procedimentos de autoproteção face a ameaças como situações de violência, burlas, o “conto do vigário” e furtos em residências. Paralelamente, as ações das forças de segurança visam prevenir comportamentos de risco associados ao consumo de álcool, combater o isolamento social, identificar cuidadores informais e capacitar os adultos seniores para a utilização segura da internet.

Desde 2011, data em que arrancou a primeira edição da Operação “Censos Sénior”, a Guarda tem efetuado uma atualização contínua do mapeamento e sinalização geográfica dos idosos. Este acompanhamento de proximidade contribui para o reforço do sentimento de segurança e para o estreitamento dos laços de confiança e empatia entre as populações e a autoridade.

A Guarda sinalizou, em 2025, 43 074 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade em razão da sua condição física, psicológica ou de outra natureza suscetível de colocar em causa a sua segurança, sendo 2.621 no distrito de Portalegre. 

“Vista Céu” leva a crise da habitação com humor e sarcasmo ao palco do Teatro Bernardim Ribeiro

A crise da habitação em Portugal é o ponto de partida para “Vista Céu ou a Glorificação da Imbecilidade”, a nova criação do Colectivo Cultura Alentejo, que tem estreia marcada para 16 de outubro, no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, às 21h30.

O espetáculo, que volta a ser apresentado ao público no dia seguinte, no mesmo espaço e à mesma hora, é a 15.ª criação da companhia de Estremoz e, segundo o encenador Cláudio Henriques, mantém uma das linhas que têm marcado o trabalho do coletivo: levar para palco temas da atualidade e da sociedade através do humor, levantando questões e procurando provocar a reflexão do público.

“Fala declaradamente sobre a crise na habitação em Portugal e tudo o que isso agrega e tudo o que gravita à volta deste problema enorme que afeta milhares de pessoas”, explica o também artor e diretor artístico do Colectivo Cultura Alentejo, referindo-se às famílias de todo o país, com particular incidência nos grandes centros urbanos.

Em “Vista Céu”, a problemática é abordada através de uma comédia de forte componente sarcástica. “Tem um texto muito rápido, como nós gostamos muito de fazer, carregado de duplos sentidos e de subtexto”, descreve Cláudio Henriques.

A história concentra-se numa habitação e em três personagens, que desenvolvem entre si uma trama em torno daquele espaço. O encenador promete um espetáculo de “ritmo alucinante”, mantendo a aposta da companhia numa linguagem cénica marcada pelo humor e pela interação entre as personagens.

A criação parte do texto “Box and Cox”, de John Maddison Morton, com adaptação textual de Maria Toureiro e Sofia Soares Ribeiro. A dramaturgia é de João Tábua. Em palco, a Maria Toureiro e Sofia Soares Ribeiro junta-se Rui Serrano.

Do Alentejo para Lisboa

Ainda antes da estreia em Estremoz, “Vista Céu” já tem uma parte da sua circulação definida. A companhia, para além de ter uma apresentação já prevista para Reguengos de Monsaraz, regressa a Lisboa em novembro, com quatro apresentações no Teatro do Bairro, depois da experiência positiva alcançada naquela mesma sala de espetáculos, no ano passado, com “A Novela”.

Cláudio Henriques destaca a receção do público lisboeta à companhia alentejana, que encontrou salas cheias durante a passagem anterior pela capital.

“Para nós, para uma companhia do interior do país, aqui do nosso Alentejo, é um orgulho. Já é o segundo ano consecutivo”, afirma o encenador, que lembra que o Teatro do Bairro “é uma das principais salas de espetáculos do país”.

A presença no Teatro do Bairro representa, segundo o encenador de “Vista Céu”, um motivo de orgulho não apenas para a companhia, mas também para a comunidade de onde esta parte. O regresso a Lisboa está previsto para novembro, com quatro datas já asseguradas, estando outras apresentações em fase de confirmação.

O ator avança ainda que, para o ano, a companhia de Estremoz vai voltar àquele espaço cultural da capital. “Foi-nos estendido o convite, ou seja, estamos a integrar, de forma regular, o Teatro do Bairro”, remata.

Com “Vista Céu ou a Glorificação da Imbecilidade”, o Colectivo Cultura Alentejo mantém assim a aposta na criação teatral a partir do Alentejo, cruzando temas sociais contemporâneos, comédia e crítica numa produção que estreia em Estremoz antes de prosseguir a sua circulação.

Duas caminhadas, uma causa: Campo Maior e Elvas unem-se pelo “Outubro Rosa”

Elvas e Campo Maior vão assinalar o “Outubro Rosa” com as tradicionais caminhadas solidárias destinadas a sensibilizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama.

Promovidas ou apoiadas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), as caminhadas têm também por objetivo a angariação de fundos para apoiar doentes oncológicos e respetivas famílias.

Caminhada em Elvas no dia 11

Em Elvas, a caminhada realiza-se no dia 11 de outubro, com concentração marcada para as 09h30, na Praça da República.

Antes da partida, prevista para as 10h00, haverá uma aula de Zumba, às 09h45, orientada pela professora Cláudia Brotas.

O percurso terá início na Praça da República, terminando na zona da Avenida da Piedade.

A participação implica um donativo mínimo de cinco euros, que inclui uma t-shirt e seguro. As inscrições podem ser feitas aqui.

Campo Maior caminha a 17 de outubro

Já em Campo Maior, a caminhada realiza-se no dia 17 de outubro, com partida às10h00 do Jardim Municipal. A iniciativa é aberta a toda a população.

Os interessados podem inscrever-se e adquirir a t-shirt no Centro Comunitário de Campo Maior.

Toda a receita angariada com a venda das t-shirts reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Para ambas as caminhadas é recomendado o uso de calçado confortável e adequado à caminhada, bem como chapéu e protetor solar.

“O mês rosa é o mês de referência para a importância da prevenção”

Para Cristina Bruno, coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o “Outubro Rosa” representa sobretudo uma oportunidade para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “O mês rosa é realmente o mês de referência, sobretudo, para a importância da prevenção”, afirma, sublinhando que a prevenção é uma das principais formas de combater o cancro.

Destacando o trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro através dos rastreios do cancro da mama. Cristina Bruno recorda que as unidades móveis de rastreio percorrem diferentes localidades, permitindo às mulheres, a partir dos 45 anos, realizar exames destinados à deteção precoce de eventuais lesões.

Mas as caminhadas têm, para além da componente desportiva e solidária, uma importante função de sensibilização. “O objetivo das caminhadas, em que as pessoas estão todas com a t-shirt, é ver-se uma mancha rosa”, explica.

Cristina Bruno considera que a imagem das centenas de participantes vestidas de rosa ajuda a chamar a atenção para uma doença que continua a não ser suficientemente conhecida por toda a população. “Ainda há muita gente que não sabe o que o ‘Outubro Rosa’ quer dizer ou até que existe”, assegura.

Através destas iniciativas, a Liga procura sensibilizar para o rastreio precoce, os hábitos de vida saudáveis e o autoexame, mas também prestar homenagem às pessoas que perderam a vida para a doença e celebrar aqueles que continuam a lutar contra o cancro.

Caminhadas que são também uma forma de apoio

A vertente solidária assume igualmente um papel importante nas iniciativas. Cristina Bruno recorda que a Liga Portuguesa Contra o Cancro depende dos donativos para desenvolver a sua atividade e apoiar doentes oncológicos e famílias. “A Liga não tem subsídios e não vive de mais nada a não ser de donativos”, explica, destacando que os contributos podem assumir diferentes formas, desde pequenos donativos até à aquisição das t-shirts das caminhadas.

A responsável chama ainda a atenção para o impacto económico que o diagnóstico de uma doença oncológica pode representar para uma família, considerando que muitos doentes enfrentam uma redução significativa dos rendimentos durante o período de doença. “É com esse dinheiro que nós conseguimos angariar que podemos fazer face às despesas que cada vez são mais”, afirma.

A adesão às caminhadas tem, segundo Cristina Bruno, vindo a crescer. “Isto já faz parte do calendário das pessoas”, garante, revelando que, de ano para ano, a organização aumenta o número de t-shirts encomendadas, mas estas continuam a revelar-se insuficientes perante a procura.

Para a coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre, o aumento da participação também se explica pelo facto de o cancro ser hoje uma realidade próxima de muitas famílias. “Neste momento é quase rara a pessoa que não tem alguém, no núcleo familiar, com cancro, ou mesmo no seu grupo de amigos”, refere.

As caminhadas pretendem, assim, juntar a comunidade em torno de uma causa comum, criando a chamada “mancha rosa” pelas localidades e transmitindo uma mensagem de prevenção, solidariedade e apoio.

Depois do rosa, chega o azul

Cristina Bruno faz também referência ao “Novembro Azul”, dedicado à sensibilização para o cancro da próstata, considerando que, neste âmbito, ainda existe um longo caminho a percorrer. “Eu costumo dizer que lidar com os homens é diferente em termos de doença”, comenta.

A responsável assegura que falar sobre o cancro da próstata continua a ser mais difícil do que do cancro da mama e que a mobilização em torno desta temática ainda não atingiu a dimensão alcançada pelas iniciativas do “Outubro Rosa”.

Entretanto, em outubro, Elvas e Campo Maior juntam-se às várias localidades do distrito de Portalegre e de todo o país que vão vestir-se de rosa, numa mobilização que pretende transformar a participação nas caminhadas num gesto simultaneamente de sensibilização, solidariedade e apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

11 famílias recebem habitações municipais reabilitadas em Montemor-o-Novo

Onze moradores passam a dispor de habitações municipais totalmente reabilitadas em Montemor-o-Novo, no âmbito de um processo integrado na Estratégia Local de Habitação e que se prolongou por vários anos, desde a definição da estratégia até à conclusão das obras e atribuição dos fogos.

A entrega das habitações representa a concretização de um processo que atravessou diferentes mandatos autárquicos e que contou com financiamento associado ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, sublinha precisamente o caráter prolongado da intervenção, destacando a continuidade do trabalho desenvolvido pelos diferentes executivos. “Este é um processo longo, que começou ainda em mandato da presidente Hortênsia Menino, quando foi elaborada a Estratégia Local de Habitação, teve continuidade no último mandato do Partido Socialista, que lançou os concursos para a reabilitação das casas, através da possibilidade que foi dada do financiamento pelo PRR, e foi agora concluído por nós”.

Para o autarca, apesar de o processo se ter prolongado no tempo, o objetivo foi alcançado: disponibilizar habitação a baixo custo para a população do concelho.

A atribuição das casas foi realizada através de concurso, seguindo os requisitos definidos pelo IHRU. Carlos Pinto de Sá faz questão de salientar a forma como o processo de seleção foi conduzido, garantindo que os elementos do júri não tiveram conhecimento direto da identidade dos candidatos. “Os concorrentes foram tratados por número, ou seja, o júri que apreciou a situação não teve conhecimento direto dos nomes das pessoas”, explica o presidente da Câmara, acrescentando que a seleção foi feita de acordo com os requisitos estabelecidos pelo IHRU.

Dos beneficiários, dois são moradores que já residiam nas antigas habitações da Rua D. Afonso e que, segundo o autarca, tinham direito a permanecer nas suas casas, agora renovadas. “Transitaram das antigas casas da Rua D. Afonso dois moradores, portanto esses tinham obviamente direito a ficar com as suas habitações, ficaram com as suas habitações renovadas”, refere Carlos Pinto de Sá, que destaca que existem agora 11 moradores em casas totalmente reabilitadas.

A intervenção surge num contexto de dificuldades crescentes no acesso à habitação, realidade que o presidente da Câmara considera também particularmente visível em Montemor-o-Novo.

Carlos Pinto de Sá chama a atenção para o aumento dos preços da habitação e para as dificuldades sentidas por famílias que, apesar de terem rendimentos provenientes de salários ou reformas, não conseguem acompanhar os valores atualmente praticados no mercado.

Na perspetiva do autarca, é necessária uma intervenção ao nível das políticas nacionais de habitação, considerando que a responsabilidade principal nesta matéria está atribuída ao Governo.

Ainda assim, Carlos Pinto de Sá garante que o município pretende continuar a intervir dentro das suas possibilidades, através da recuperação de património municipal, da disponibilização de terrenos e da criação de condições para aumentar a oferta habitacional.

Nesse âmbito, o município está a trabalhar na recuperação de outras habitações municipais e na cedência de lotes para autoconstrução a baixo custo. O autarca adianta que já foram cedidos cerca de sete ou oito lotes para este fim, em várias freguesias do concelho, e que estão a ser preparados novos loteamentos em terrenos municipais.

A Câmara Municipal está também a procurar estabelecer negociações com proprietários privados para a cedência de terrenos ou a realização de acordos que permitam avançar com novos loteamentos e, dessa forma, aumentar a oferta de habitação no concelho. A entrega das 11 habitações constitui, assim, uma das medidas concretizadas pelo município no âmbito da política local de habitação, ficando o compromisso de prosseguir a recuperação de património municipal e a criação de novas soluções de acesso a habitação a custos mais reduzidos.

A escola perante o clima e os novos desafios da profissão docente no “Ambiente em FM”

Assinalando o Dia Mundial dos Professores a 5 de outubro, o programa Ambiente em FM aborda o papel transformador dos docentes perante os novos desafios globais identificados pela UNESCO. José Janela, representante da Quercus, destaca que o impacto das alterações climáticas exige que os professores preparem as novas gerações não apenas com conhecimento teórico, mas também com pensamento crítico e capacidade de adaptação às transformações ambientais, sociais e económicas em curso.

O especialista defende que a educação ambiental não pode continuar a ser tratada como uma atividade pontual ou circunscrita a poucas disciplinas. Para preparar verdadeiramente os alunos para a ação concreta, é fundamental integrar temas como água, energia, biodiversidade e resíduos de forma transversal em toda a vida escolar, transformando grandes problemas globais em realidades próximas e compreensíveis para os estudantes.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

EuroBEC Granfondo regressa em abril de 2027 com meta nos dois mil ciclistas

Elvas volta a ser o ponto de partida e de chegada do EuroBEC Granfondo, que, em 2027, cumpre a sua quinta edição.

A prova, que volta a unir em bicicleta os três vértices da eurocidade – Elvas, Campo Maior e Badajoz – está marcada para o dia 11 de abril e as inscrições já estão abertas, com a organização a apontar para uma participação superior a dois mil ciclistas.

As inscrições arrancaram a 29 de agosto. Segundo Hermenegildo Rodrigues, vereador da Câmara Municipal de Elvas, a procura registada desde o início tem sido positiva e permite antever uma nova edição com forte adesão.

“Está agendada para dia 11 de abril aquela que é a quinta edição do EuroBEC Granfondo. As inscrições já estão em marcha. Foi no passado dia 29 de agosto que se iniciaram as inscrições para esta quinta edição, a oito meses ainda de distância da realização do evento, mas desde logo registou-se com agrado uma boa procura em termos daquilo que é a abertura das inscrições”, afirma o autarca.

Depois de, no ano passado, a prova ter ultrapassado a fasquia dos dois mil participantes, a expectativa passa agora por superar novamente esse número. “Pensamos que este ano estão reunidas as condições para que nos voltemos afirmar naquilo que é o panorama do ciclismo de Portugal como uma das maiores provas a nível nacional”, sublinha o Hermenegildo Rodrigues.

Percursos com novidades e aposta na paisagem alentejana

A quinta edição da prova contará com algumas alterações aos percursos, tanto na distância média como na longa. As mudanças pretendem valorizar as características paisagísticas do Alentejo durante a primavera, numa altura em que os campos da região apresentam uma maior diversidade de cores.

“Temos aqui e ali algumas alterações, quer na média, quer na long distância, mas vamos ter aqui pequenas alterações que visam, essencialmente, tirar partido, potenciar o que o Alentejo tem, em pleno de abril, que é a nossa primavera, o colorido dos nossos campos”, explica Hermenegildo Rodrigues.

A organização pretende, assim, proporcionar aos participantes não só um desafio desportivo, mas também a possibilidade de conhecer e desfrutar da paisagem alentejana. “Esse é um dos grandes objetivos, é que quem venha possa desfrutar do enquadramento paisagístico, da beleza da nossa região”, acrescenta.

O vereador destaca ainda as condições das vias utilizadas na prova, apontando para “pavimentos de excelência” e para a possibilidade de serem atingidos ritmos elevados. Apesar de se tratar de uma competição destinada a participantes amadores, o nível competitivo tem sido elevado.

“Não é por acaso que, e apesar de ser uma prova totalmente amadora, grande parte dos primeiros classificados superam normalmente médias superiores a 40 km/hora, o que só por si dá um patamar elevadíssimo em termos competitivos”, salienta.

Passagem pela Serra de São Mamede e pelo concelho de Arronches

Uma das novidades desta edição será a aproximação à Serra de São Mamede. O percurso do Granfondo incluirá uma passagem pelos “arrabaldes da serra”, procurando também contrariar a ideia de que o Alentejo é exclusivamente marcado pela planície.

“Vamos fazer a nível do Granfondo uma pequena abordagem à Serra de São Mamede, também para que, não posso dizer que no Alentejo só há planície, também temos serra e de qualidade”, afirma o vereador. O percurso incluirá, dessa forma, uma incursão pelo concelho de Arronches.

Com as inscrições já abertas (aqui) e a prova agendada para 11 de abril, a organização prepara uma quinta edição que pretende aliar a vertente competitiva à valorização do território, aproveitando a paisagem, as estradas e a primavera alentejana como elementos diferenciadores do EuroBEC Granfondo.

A organização da prova é da responsabilidade da BikeService e dos três municípios que constituem a EuroBEC.

Campo Maior Trail Runners e Adega Mayor preparam nova edição do “São Martinho On Move”

O Campo Maior Trail Runners prepara, em parceria com a Adega Mayor, mais uma edição do “São Martinho on Move”, uma iniciativa desportiva e solidária, que une atividade desportiva, momentos de convívio e partilha.

A atividade mantém o espírito que tem marcado as edições anteriores: um encontro de natureza não competitiva, aberto a toda a comunidade e pensado para proporcionar um momento de convívio entre atletas de trail, caminheiros e todos aqueles que queiram juntar-se à iniciativa.

“Já temos larga tradição nesta atividade em parceria com a Adega Mayor”, começa por dizer Carlos Pepê, responsável do grupo Campo Maior Trail Runners, sublinhando que o objetivo passa também por receber participantes de outros clubes da região. “Podermos conviver, estar fora da competição e usufruir daqueles momentos de convívio e de partilha”, acrescenta.

Para além do trail, sem caráter competitivo e sem atribuição de prémios, a iniciativa contará com a habitual caminhada, que todos os anos reúne um número significativo de participantes. A organização espera voltar a envolver a comunidade de Campo Maior, incluindo amigos e familiares dos atletas.

O programa culminará num momento de “convívio musical” junto à Adega Mayor, aproveitando a paisagem envolvente e o cenário proporcionado pelo outono. Um dos momentos mais aguardados é precisamente o pôr do sol sobre a zona da Barragem do Caia.

Carlos Pepê destaca a particularidade da paisagem nesta época do ano, com a transformação das cores da vinha e da envolvente natural. “Estar ali a chegar às 17h30, 18h45, e ver aquele pôr do sol a cair na Barragem do Caia é daquelas coisas que nos enchem nesta altura do ano”, afirma.

A mudança de tonalidades da paisagem é também apontada como um dos elementos que contribuem para a atratividade da iniciativa. “Esta metamorfose que as nossas paisagens sofrem também traz muita gente até nós. Estar na Adega e ver aquelas cores da vinha a mudar para os amarelos, para os laranjas, ainda alguns a perdurarem no verde, fica ali sempre uma memória que atrai muita gente todos os anos”, salienta.

Com a data ainda a aguardar confirmação definitiva, o Campo Maior Trail Runners deixa desde já o convite à população para participar naquela que será a quinta edição do São Martinho on Move, numa tarde que pretende juntar atividade física, natureza, música e, sobretudo, o espírito de comunidade que tem caracterizado o evento.

Campo Maior celebrou os 50 nos da canonização de Santa Beatriz da Silva

No dia 3 de outubro assinalou-se o 50.º Aniversário da canonização de Santa Beatriz da Silva, pelo Papa Paulo VI, com uma Eucaristia Solene de Ação de Graças, no Mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição.

O Presidente do Município, Luís Rosinha, esteve presente na ocasião, e teve oportunidade de saudar as irmãs do convento, felicitando-as pela efeméride em nome de todos os campomaiorenses.

116.º aniversário da Implantação da República

Portugal assinala esta segunda-feira, 5 de outubro, o 116.º aniversário da Implantação da República, um dos feriados nacionais com maior significado histórico e cívico do calendário português. A data recorda a madrugada de 1910 em que, após dois dias de movimentações revolucionárias em Lisboa, a República foi proclamada da varanda dos Paços do Concelho da capital, por José Relvas, pondo fim a quase oito séculos de monarquia. O rei D. Manuel II partiu para o exílio a partir da Ericeira, e foi constituído um Governo Provisório presidido por Teófilo Braga.

A mudança de regime trouxe transformações profundas na vida do país. A bandeira verde e vermelha e “A Portuguesa” foram adotadas como símbolos nacionais, foi aprovada a Constituição de 1911 e Manuel de Arriaga tornou-se o primeiro Presidente da República eleito. A Primeira República ficou marcada pela separação entre o Estado e a Igreja, por reformas no ensino e nos direitos civis, mas também por forte instabilidade política, que viria a culminar no golpe militar de 28 de maio de 1926.

O 5 de Outubro foi um dos quatro feriados suspensos entre 2013 e 2015, no contexto das medidas de austeridade, tendo sido reposto em 2016. Como é tradição, as comemorações oficiais decorrem na Praça do Município, em Lisboa, com a cerimónia do hastear da bandeira e intervenções das mais altas figuras do Estado. Também por todo o país, incluindo no Alentejo, autarquias e associações promovem iniciativas para evocar uma data que continua a simbolizar os valores da cidadania, da igualdade e da soberania popular.

Academia Sénior da CURPI de Campo Maior abre portas a novas aprendizagens

A CURPI de Campo Maior vai dar início, esta segunda-feira, 5 de outubro, a mais um ano letivo da Academia Sénior.

 “Vamos ter mais um ano da Academia Sénior, que é um espaço de aprendizagem, de convívio e de partilha, essencialmente, de saberes”, começa por dizer a presidente da instituição, Anselmina Caldeirão, acrescentando que a CURPI espera receber novos alunos este ano.

A Academia Sénior vai manter as disciplinas que têm vindo a ser lecionadas nas anteriores edições, mas terá também duas novidades: Costura Criativa e Escrever para Viver. Anselmina Caldeirão espera que estas novas propostas despertem o interesse dos seniores e considera que a introdução de novas atividades contribui para dinamizar a oferta da academia.

A presidente da CURPI destaca ainda a disponibilidade de duas pessoas que, depois de conhecerem o trabalho desenvolvido pela instituição junto da população sénior, decidiram colaborar e assumir a dinamização das novas disciplinas. “É sempre bom ter novas atividades e contar com estas pessoas que conhecem a CURPI e que entendem que a CURPI, de facto, continua a fazer um bom trabalho na comunidade sénior”, afirma.

O arranque deste novo ano letivo será feito, amanhã, com um lanche-convívio nas instalações da instituição.