Na próxima quinta-feira, 8 de outubro, entre as 18h00 e as 21h00, o Campus > Centro de Conhecimento Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, recebe o workshop “Técnicas de Storytelling”, dirigido aos colaboradores do Grupo Nabeiro e à comunidade em geral, com idade igual ou superior a 16 anos.
Com uma abordagem breve, divertida, prática e orientada para resultados, a sessão pretende dar a conhecer o poder da arte de contar histórias enquanto ferramenta de comunicação eficaz, tanto em contexto profissional como pessoal.
Nos conteúdos do workshop incluem-se o visionamento e análise de vídeos com exemplos onde o storytelling é aplicado, as características comuns à utilização da técnica nos diferentes meios e o potencial do storytelling para comunicar de forma mais eficaz.
A iniciativa do final da tarde de 8 de outubro resulta de uma parceria entre o Campus e a Escrever Escrever, empresa que se dedica à promoção de cursos e workshops de escrita criativa.
O valor de inscrição é de 25 euros para os colaboradores do Grupo Nabeiro e de 30 euros para o público em geral.
O Regulamento dos Serviços Digitais (DSA) estabeleceu um conjunto de novas responsabilidades para prestadores de serviços intermediários em linha, abrangendo desde redes sociais e motores de busca até mercados digitais e plataformas de download. A nova legislação obriga estas entidades a criar mecanismos eficazes para prevenir a disseminação de conteúdos ilegais — como discursos de ódio, terrorismo e pornografia infantil —, travar a venda de produtos perigosos ou contrafeitos e proibir a manipulação de algoritmos que limite a liberdade de expressão ou promova a desinformação.
As regras aplicam-se com especial rigor às plataformas e motores de pesquisa de grande dimensão, que registem em média pelo menos 45 milhões de utilizadores na União Europeia, devido aos elevados riscos associados à difusão massiva de conteúdos digitais. Embora o regulamento aumente a responsabilização das empresas e reforce a segurança dos utilizadores, as autoridades relembram que a proteção efetiva exige também uma postura preventiva por parte do consumidor, recomendando a consulta das condições de venda, a verificação da autenticidade dos produtos e o recurso aos mecanismos formais de reclamação em caso de litígio.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
Elvas e Campo Maior são, desde ontem, 1 de outubro, palco do VI Encontro Nacional e I Encontro Ibérico de Integração de Cuidados, uma iniciativa que reúne profissionais e entidades dos dois lados da fronteira para refletir sobre respostas integradas na área da saúde e dos cuidados.
O encontro, que é promovido anualmente pela Associação Portuguesa de Integração de Cuidados (PAFIC), decorre este ano entre Elvas e Campo Maior, por iniciativa da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
A sessão de abertura realizou-se na manhã desta sexta-feira, no Auditório São Mateus, em Elvas, com as participações do presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, Miguel Lopes, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, do vereador da Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, da presidente da PAFIC, Adelaide Belo, e do vice-presidente da CCDR Alentejo para a área da Saúde, Marciano Lopes.
Para Miguel Lopes, a realização do encontro no Alto Alentejo constitui uma oportunidade para colocar no centro da discussão a necessidade de desenvolver respostas integradas para a população: “O Alto Alentejo e, em concreto, Elvas e Campo Maior acolheram durante estes dois dias o VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados, que é organizado anualmente pela Associação Portuguesa de Integração de Cuidados e foi um repto que foi lançado pela ULS do Alto Alentejo para que pudéssemos trazer esta discussão, sobre aquilo que é a integração e as respostas integradas, à nossa população”.
O responsável destacou ainda a dimensão ibérica da iniciativa, considerando que o encontro permite conhecer experiências e respostas desenvolvidas em Espanha. “Este é um espaço de reflexão onde procuramos aprender com boas experiências, neste caso, e pela primeira vez, ibéricas, sobre aquilo que são respostas que temos que desenvolver e consolidar para garantir cuidados de saúde integrados à nossa comunidade”, afirmou.
Articular todo o percurso do cidadão no sistema de saúde
A integração de cuidados, explicou ainda Miguel Lopes, passa por garantir que o cidadão encontra respostas articuladas ao longo das diferentes fases do seu percurso no sistema de saúde.
“Quando falamos de integração, falamos numa lógica em que todos nós, enquanto cidadãos, quando recorremos a algum serviço de saúde, tenhamos as respostas adequadas e que seja um percurso articulado entre médicos de família, os centros de saúde, os hospitais, as especialidades”, esclareceu.
O presidente da ULS do Alto Alentejo acrescentou a esta articulação os cuidados continuados, “quando temos que fazer convalescença”, assim como os “cuidados de longa duração”. “Também é importante quando temos necessidade de ter respostas em termos de cuidados paliativos, não só no momento final de vida, mas ao longo de todo o processo que implique a existência de dor na nossa vida”, rematou.
Elvas e Campo Maior reforçam parceria no contexto EuroBEC
Por sua vez, Hermenegildo Rodrigues, vereador na Câmara Municipal de Elvas, destacou a realização do encontro nos dois municípios como um exemplo da cooperação e proximidade entre Elvas e Campo Maior.
“Começo por realçar este significado de reforçar esta parceria, esta proximidade entre Elvas e Campo Maior. Como é do conhecimento, este simpósio iniciou-se ontem em Campo Maior e hoje continua em Elvas. Portanto, é significativo e isto vem ao encontro daquilo que é um dos grandes propósitos desta região EuroBEC”, assegurou.
O autarca associou ainda a realização deste tipo de eventos à estratégia de afirmação de Elvas enquanto cidade de congressos e destino para iniciativas de diferentes áreas: “Penso que, acima de tudo, esse é um dos grandes propósitos do atual executivo, é afirmar Elvas como uma cidade de destino, uma cidade de congressos”.
Hermenegildo Rodrigues salientou que a realização de congressos e jornadas contribui para dinamizar a cidade e para promover a circulação de conhecimento. “Há aqui um conjunto de situações que nos deve encher de orgulho, porque quer queiramos, quer não, isto traz vida, traz dinâmica, traz proximidade entre as pessoas, mas também traz aquilo que todos nós procuramos: conhecimento, quer ele seja científico ou não.”
O vereador defendeu ainda a importância destes encontros enquanto espaços de produção e partilha de conhecimento para apoiar a tomada de decisões em diferentes áreas. “Cada vez mais as decisões são tomadas num contexto de fundamentação das próprias escolhas, quer sejam ambientais, agrícolas, no âmbito da saúde”, disse aos microfones da Rádio ELVAS.
Para Hermenegildo Rodrigues, a realização do encontro demonstra que Elvas e Campo Maior estão a reforçar a capacidade de acolher iniciativas que contribuem para essa partilha de conhecimento e fundamentação.
Campo Maior destaca importância da cooperação
Já o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, sublinhou a importância da realização do encontro no território e, em particular, da sua componente ibérica.
“Louvar a iniciativa deste Encontro Nacional de Integração dos Cuidadores, mas também a parte ibérica, que também acho que é de louvar”, começou por dizer o autarca.
Campo Maior acolheu a primeira parte do programa, que decorreu ontem, proporcionando aos participantes momentos de reflexão, quer no Centro de Inteligência Competitiva, quer no Centro Cultural.
Para Luís Rosinha, a iniciativa constitui também uma oportunidade para discutir o papel dos diferentes parceiros locais na melhoria das respostas à população. “São iniciativas importantes para fazermos aqui alguma reflexão daquilo que são os cuidados que nós podemos prestar eventualmente aqui na nossa região, quando muitas vezes percebemos que há debilidades e de que forma é que também o encontro entre parceiros, autarquias e IPSS pode eventualmente melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos”, disse ainda.
O VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados e I Encontro Ibérico de Integração de Cuidados prolonga-se por estes dois dias, entre Campo Maior e Elvas, tendo como pano de fundo os desafios associados à distância, à multimorbilidade, à urgência, ao acompanhamento prolongado e ao papel da tecnologia na prestação de cuidados.
A iniciativa procura aproximar profissionais, instituições, autarquias e outros parceiros em torno de uma questão central: como garantir respostas de saúde e de cuidados mais articuladas e adequadas às necessidades das populações, num território marcado também pela realidade transfronteiriça.
Os munícipes de Elvas ainda podem votar no Orçamento Participativo 2026 e escolher as propostas que pretendem ver concretizadas no concelho. A votação termina esta quinta-feira, 2 de outubro, às 23h59.
Ao todo, estão em votação 14 projetos apresentados pela população, abrangendo diferentes áreas, entre as quais a solidariedade e coesão social, o desporto e lazer, a cultura, ciência e património, a ecologia, ambiente e energia, o turismo, o comércio e a promoção económica.
A votação é feita através da plataforma do Orçamento Participativo de Elvas, disponível aqui.
Projetos na área social
Na área da solidariedade e coesão social encontram-se propostas como o “Proxim(Idades) Maiores”, destinado a promover o envelhecimento ativo através das tecnologias digitais, e o “PRESERVA”, dedicado à recolha e preservação de vestígios forenses no Hospital de Santa Luzia.
Integra também esta área o projeto “Parque para Todos, em Varche”, que prevê a requalificação do parque infantil e do polidesportivo, bem como uma proposta de apoio às colónias felinas de Elvas.
A lista inclui ainda o “Conexão Futuro”, direcionado para o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais dos jovens, e a aquisição de um gerador elétrico para a APPACDM de Elvas, com o objetivo de assegurar a continuidade do funcionamento dos seus serviços.
Cultura e património
Na área da cultura e do património estão em votação a coletânea de contos “Elvas nas Brumas do Tempo”, inspirada na história e identidade da região transfronteiriça, e o projeto “KKIDS_CELL ELVAS”, que propõe a criação de um centro de arquivo vivo, design e produção cultural contemporânea.
Já “Quadras com tradição: A poesia escrita ao som da Ronca” pretende envolver os alunos do ensino básico na valorização da escrita criativa e da tradicional ronca de Elvas.
Ambiente e sustentabilidade
No domínio da ecologia, ambiente e energia, os projetos apresentados incluem “Elvas com Patas”, que prevê a instalação de equipamentos de apoio aos animais urbanos e a criação de um parque canino, e o “RePlast”, um laboratório educativo e comunitário dedicado à reciclagem criativa de plástico.
Está igualmente em votação uma proposta para a reabilitação do Observatório de Aves de Elvas, localizado na Zona de Proteção Especial de Vila Fernando.
Turismo, comércio e promoção económica
Na área do turismo, comércio e promoção económica, os munícipes podem escolher entre o “MEET Elvas”, uma plataforma digital interativa associada a um passaporte turístico, e “O Elvense”, um portal de notícias e reportagens dedicado à divulgação do turismo, comércio local, património e eventos do concelho.
Com a votação a aproximar-se do fim, a população é chamada a participar e a escolher os projetos que considera mais relevantes para o desenvolvimento de Elvas e para a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
O Orçamento Participativo constitui um instrumento de participação cidadã que permite aos munícipes contribuir diretamente para a definição e concretização de iniciativas de interesse coletivo.
O Jardim Municipal de Campo Maior recebe, no próximo domingo, 4 de outubro, mais uma edição do “Mercado Cá da Terra”, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal que pretende valorizar os produtores e artesãos locais.
Entre as 09h30 e as 13h00, os visitantes terão a oportunidade de conhecer e adquirir uma diversificada seleção de produtos da terra, bem como peças de artesanato únicas, num espaço dedicado à produção e ao talento local.
O “Mercado Cá da Terra” realiza-se no primeiro domingo de cada mês, no Jardim Municipal, constituindo uma oportunidade regular para a comunidade e visitantes conhecerem o que de melhor se produz e cria no concelho.
A Escola Secundária de Campo Maior encontra-se encerrada esta sexta-feira, 2 de outubro, devido à greve da Função Pública.
No Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, a atividade letiva está hoje condicionada. De acordo com informação avançada pelo diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, estão em funcionamento apenas duas salas do pré-escolar e o 2.º ciclo.
A paralisação da Função Pública está a afetar, desta forma, o normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino do concelho, com diferentes níveis de adesão à greve.
O Programa Regional Alentejo 2030 informa que se encontra aberto o aviso de Concurso “Meios materiais para a proteção civil e gestão integrada de riscos (ITI)”, destinado a apoiar investimentos que contribuam para o reforço da resiliência territorial e para a melhoria da capacidade de resposta a fenómenos extremos associados às alterações climáticas.
O aviso dispõe de uma dotação indicativa de 3 581 002 euros, cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa máxima de apoio de 85%. O concurso visa promover a adaptação às alterações climáticas, a prevenção dos riscos de catástrofe e o reforço da resiliência dos territórios, apoiando investimentos que contribuam para reduzir vulnerabilidades e aumentar a capacidade operacional das entidades responsáveis pela proteção civil e gestão de riscos. Pretende, ainda, reforçar a capacidade de antecipação, reação e recuperação perante incêndios rurais, acidentes graves e outros eventos extremos. São abrangidas por este aviso operações relacionadas com:
Investimentos em infraestruturas, meios e sistemas de prevenção, apoio à decisão e combate a incêndios rurais;
Elaboração de planos de prevenção e gestão de riscos;
Sistemas de monitorização, planeamento e alerta de proteção civil e gestão integrada de riscos.
Podem apresentar candidaturas os promotores de investimentos de proteção civil e gestão integrada de riscos, designadamente municípios, associações de municípios, serviços municipais ou municipalizados, Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários e entidades detentoras de corpos de bombeiros profissionais.
As candidaturas decorrem em regime faseado, através de 15 momentos, tendo a primeira fase como data-limite o dia 30 de outubro de 2026. As restantes fases prolongam-se até 30 de dezembro de 2027, permitindo a apresentação regular de projetos ao longo do período de abertura do aviso.
Este concurso encontra-se alinhado com a Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva 2030 e pretende reforçar os meios materiais e tecnológicos disponíveis na região, contribuindo para a proteção de pessoas, bens e ecossistemas perante os desafios crescentes colocados pelas alterações climáticas. Mais informações em alentejo.portugal2030.pt/aviso
Os concelhos de Estremoz e Monforte recebem, ao longo de outubro e novembro, os laboratórios teatrais que dão início ao projeto “Raiz – Paisagem Humana”, uma iniciativa do Colectivo Cultura Alentejo, integrada na sua candidatura a Évora_27, Capital Europeia da Cultura.
Do trabalho realizado com as comunidades, a companhia de teatro de Estremoz pretende recolher memórias, perspetivas sobre o presente e visões para o futuro, materiais que estarão na base de um espetáculo teatral e de um filme.
Cláudio Henriques, diretor artístico do Colectivo Cultura Alentejo, explica que esta primeira etapa corresponde ao que a equipa designa como “recolha de memórias”. Fotografias, músicas, histórias e testemunhos dos participantes serão recolhidos e registados em diferentes formatos ao longo dos laboratórios.
“Ao longo destes dois meses de laboratórios, vamos trabalhar exercícios e questões que nos interessam trabalhar com a comunidade. Vamos querer saber os pontos de vista das pessoas, as memórias, quais as perspetivas do futuro, o que acham sobre o presente, qual a visão delas sobre o passado”, explica.
A proposta envolve participantes de diferentes gerações — crianças, jovens, adultos e seniores — numa tentativa de construir uma imagem diversificada da relação da população com o território.
“É simplesmente auscultar, ouvir e deixar que a população se abra e partilhe connosco o que achar e o que bem entender”, sublinha Cláudio Henriques, salientando que a equipa pretende iniciar o processo sem ideias preconcebidas sobre aquilo que encontrará.
Quase 40 participantes
As inscrições para os laboratórios terminaram esta quarta-feira, 30 de setembro, e, segundo o responsável, a adesão tem sido significativa. O projeto reúne cerca de 40 participantes, com uma presença particularmente expressiva de crianças, jovens e seniores, quer em Estremoz, quer em Monforte.
Cláudio Henriques admite que esta diversidade etária foi uma surpresa positiva para a equipa. Entre os participantes mais jovens, o responsável espera encontrar novas perspetivas sobre o território, enquanto os seniores poderão contribuir com memórias e conhecimentos sobre aquilo que existiu e se transformou ao longo do tempo.
“Estou muito contente com estas inscrições porque conseguimos ter aqui uma visão, se calhar, um bocadinho mais imberbe de uma juventude que pode ser muito interessante”, afirma.
A diversidade entre os grupos é, para o responsável, uma das componentes centrais do projeto. As histórias pessoais, as memórias coletivas e o conhecimento sobre as transformações do território deverão cruzar-se com uma outra questão: como imaginam os participantes o futuro do Alentejo?
“Dos seniores teremos histórias maravilhosas, com certeza, que têm para nos contar, memórias, conhecimento do que é que já existiu, o que é que não existe (…) E depois, para mim, é tentar perceber como é que eles idealizam também o futuro deste nosso Alentejo”, acrescenta Cláudio Henriques.
Das memórias ao palco
O material recolhido durante os dois meses de trabalho será posteriormente trabalhado pela equipa artística. A intenção é transformar os testemunhos e experiências reunidos numa dramaturgia e num texto para o espetáculo final, cuja apresentação está prevista para abril, no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz.
O projeto terá ainda uma componente cinematográfica, que acompanhará todo o processo, desde as primeiras reuniões e o contacto com as comunidades até à criação e apresentação do espetáculo. O filme deverá ser apresentado também em abril, na Biblioteca Municipal de Estremoz.
“Raiz – Paisagem Humana” é um dos 33 projetos, das 287 candidaturas apresentadas por agentes culturais e artísticos de todo o Alentejo, a integrar a programação de Évora_27.
A Campanha de Vacinação Sazonal Outono-Inverno 2026-2027 contra a gripe e a Covid-19 já arrancou na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo e nas farmácias comunitárias aderentes do distrito de Portalegre.
A campanha deste ano apresenta algumas alterações, nomeadamente no que diz respeito à vacinação contra a gripe. A principal novidade é o alargamento da vacinação gratuita às crianças dos dois aos quatro anos, inclusive.
No caso das crianças entre os seis e os 23 meses, passa a ser recomendada, em situação de primovacinação, a administração de duas doses da vacina contra a gripe. Segundo a ULS Alto Alentejo, a medida pretende reforçar a proteção deste grupo etário e contribuir para a redução da transmissão da doença na comunidade.
Também a vacinação nas farmácias comunitárias foi alargada. Na campanha deste ano, podem receber a vacina contra a gripe nas farmácias as pessoas entre os 18 e os 59 anos que apresentem patologias de risco elegíveis.
Mais de 2,6 milhões de doses de vacinas contra a gripe
Para a campanha 2026-2027, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) adquiriu dois milhões e 330 mil doses de vacinas contra a gripe de dose normal e 369 mil doses de dose elevada.
De acordo com a ULS Alto Alentejo, estes números representam um aumento, face à campanha anterior, de 187 mil doses de vacina de dose normal e de 12 mil doses de dose elevada.
A ULS reforça que existem vacinas contra a gripe disponíveis para todas as pessoas que pretendam ser vacinadas, nos termos definidos pela respetiva Norma.
COVID-19 com vacinação mais direcionada
Na vacinação contra a Covid-19, a estratégia para 2026-2027 passa a estar mais direcionada para os grupos populacionais considerados de maior risco de doença grave, hospitalização e morte.
A vacinação primária mantém-se disponível ao longo de todo o ano, mas a elegibilidade passa a estar restringida a grupos específicos com maior risco clínico.
Na vacinação sazonal contra a Covid-19, o limite de idade para a recomendação da vacina passa dos 60 para os 70 anos. Mantém-se, contudo, a vacinação de pessoas com condições ou patologias associadas a maior risco de doença grave, assim como de residentes em estruturas e contextos particularmente vulneráveis.
A estratégia contempla ainda os profissionais de saúde que apresentam fatores de risco individuais associados a maior probabilidade de doença grave ou que prestam cuidados diretos e regulares a pessoas particularmente vulneráveis.
Vacinação contra a Covid-19 também nas farmácias
As farmácias comunitárias passam também a abranger um grupo mais alargado de pessoas na vacinação contra a Covid-19.
Podem ser vacinadas em farmácia as pessoas entre os 18 e os 69 anos com patologias de risco. Mantém-se igualmente a vacinação em farmácia das pessoas entre os 70 e os 84 anos, independentemente da existência de patologias de risco.
Segundo a ULS Alto Alentejo, a vacinação sazonal contra a gripe e a Covid-19 constitui a principal medida de prevenção de doença grave, hospitalização e morte associadas a estas infeções.
A campanha pretende ainda contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde durante os meses de maior circulação de vírus respiratórios e reforçar a proteção de profissionais e de pessoas que vivem ou trabalham em contextos considerados mais vulneráveis.
O Castelo de Elvas vai encerrar temporariamente para visitas a partir do próximo dia 5 de outubro, devido à realização da empreitada de “Conceção/construção: Reconstrução de Pano de Muralha no Castelo de Elvas”.
Durante o período de intervenção, o acesso às áreas destinadas às visitas ficará condicionado. No entanto, o pátio e a cafetaria do Castelo manter-se-ão abertos ao público, permitindo a utilização destes espaços.
A obra assume particular importância para a conservação e salvaguarda do monumento, contribuindo igualmente para a valorização do Castelo enquanto espaço turístico e patrimonial de referência em Elvas.
A Câmara Municipal de Elvas agradece a compreensão dos visitantes face aos condicionamentos necessários à execução dos trabalhos e à concretização desta intervenção de conservação e valorização do património.