A final do Campeonato do Mundo de futebol, que coloca frente a frente as seleções de Espanha e da Argentina este domingo, em Nova Jérsia, deverá impulsionar significativamente a atividade da hotelaria em Espanha. Segundo estimativas da Hostelería de España, o consumo nos bares poderá ultrapassar os 130 milhões de euros num único dia.
De acordo com a associação, os dias de jogo da seleção espanhola já provocaram aumentos de faturação entre 25% e 30% face a um dia normal, sobretudo nos estabelecimentos que transmitem os encontros. Promoções especiais, menus preparados para a ocasião e o aumento do consumo de bebidas, como cerveja e refrigerantes, têm contribuído para este crescimento, favorecido também pelo bom tempo e pela utilização das esplanadas.
O presidente da Hostelería de España, José Luis Álvarez Almeida, considera que a final representa “uma nova oportunidade para demonstrar que os bares fazem parte dos nossos encontros e dos momentos mais especiais”. O setor acredita ainda que os grandes eventos desportivos continuam a ser um importante motor económico, prolongando a permanência dos clientes antes e depois dos jogos e reforçando a faturação dos estabelecimentos.
O presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, aproveitou a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, na inauguração da FACECO para apelar ao reforço da colaboração entre as duas entidades, considerando essencial o apoio da CCDR na resposta aos principais desafios que o concelho enfrenta.
O autarca destacou a importância da parceria com a CCDR Alentejo na articulação de políticas públicas com impacto regional e local, defendendo uma atuação concertada para garantir o desenvolvimento sustentável do território e a qualidade de vida da população.
Segundo Hélder Guerreiro, a recente integração de novos serviços na CCDR Alentejo reforça a sua capacidade de apoiar os municípios em áreas estratégicas. “Foram pedidos de ajuda ao senhor presidente para que enfrentemos os desafios que Odemira tem pela frente nos próximos anos, de uma forma articulada e que garanta, de facto, a qualidade de vida do nosso território”, afirmou.
Hélder Guerreiro identificou como prioridades a educação, a habitação, a saúde e a gestão sustentável da água, considerando que estas áreas são determinantes para o futuro do concelho. “As questões associadas à educação, à habitação e à saúde são absolutamente centrais, tal e qual como é a boa gestão do recurso água no nosso concelho. São dimensões que se cruzam e que nos permitem acreditar que temos um futuro em que se viva e que se goste de viver em Odemira”, referiu.
O presidente da Câmara recordou ainda o papel desempenhado pela CCDR Alentejo no processo de revisão do Plano Diretor Municipal, defendendo que a entidade deve continuar a assumir uma função agregadora entre as políticas nacionais e a sua concretização à escala regional e local.
Relativamente ao novo edifício da CCDR Alentejo, Hélder Guerreiro manifestou a expectativa de que o espaço se afirme como um centro de proximidade, cooperação institucional e apoio aos municípios, contribuindo para uma resposta mais eficaz aos desafios do território e para o desenvolvimento sustentável da região.
Teve lugar neste sábado 18 de julho, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires (MAEE), o workshop “Bordado Livre em Fotografia”, dinamizado pela formadora Joana Calhau, de Évora, licenciada em Teatro e com formação na área da Fotografia.
Durante a iniciativa, os participantes tiveram a oportunidade de aprender e experimentar esta técnica artística, que alia a fotografia ao bordado, explorando novas formas de expressão criativa através da intervenção manual sobre imagens.
A realização deste workshop vai ao encontro da missão do MAEE de preservar, valorizar e transmitir conhecimentos e saberes, contribuindo para que técnicas e práticas artesanais não se percam e continuem a ser transmitidas às gerações futuras.
A atividade foi organizada pelo Serviço Educativo do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, com o apoio do Município de Elvas, integrando a programação de iniciativas de valorização do património cultural e de promoção da aprendizagem ao longo da vida.
A 34.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas está prestes a regressar a Elvas, trazendo o património cultural do Mediterrâneo à cidade de 18 a 25 de julho.
A grande atração deste ano assenta em quatro laboratórios de gastronomia gratuitos: os dois primeiros realizam-se nos dias 18 e 19 de julho, orientados pelo prestigiado chef tunisino Ameur Bouchmel, em locais inéditos como o Mercado Municipal da Casa das Barcas e o Museu de Arqueologia e Etnografia.
Posteriormente, nos dias 24 e 25, será a vez de a chef croata Svetlana liderar as oficinas de culinária, culminando com uma sessão de degustação aberta a todos os interessados no encerramento, a realizar-se no período noturno na Praça da República.
No plano das artes performativas, o festival assegura dois espetáculos musicais internacionais de entrada livre, provenientes da Tunísia e da Sicília (Itália). O concerto tunisino sobe ao palco no dia 19 de julho no Pátio do Museu de Arqueologia e Etnografia, ao passo que a atuação siciliana está marcada para dia 25 na Praça da República, ambas com início agendado para as 21 horas.
Embora a participação em todas as iniciativas gastronómicas seja totalmente gratuita, os interessados devem garantir o seu lugar através de inscrição obrigatória para o endereço eletrónico do museu: mae@cm-elvas.pt.
Até 31 de agosto, as crianças de Campo Maior voltam a ter motivos de sobra para sorrir com mais uma edição dos Clubes de Verão, num programa promovido pela Câmara de Campo Maior que inclui um plano de atividades onde se destacam as habituais idas à piscina municipal e visitas aos vários espaços museológicos da vila, complementadas por jogos e oficinas pedagógicas.
Segundo a vereadora Paula Jangita, o foco do executivo é duplo: “Procuramos apoiar as famílias numa altura em que os mais novos estão de férias e os pais continuam a trabalhar, ao mesmo tempo que proporcionamos às crianças um conjunto diversificado de atividades lúdico-desportivas”.
A iniciativa é direcionada para crianças com idades compreendidas entre os cinco e os dez anos, estando o número de participantes limitado a um máximo de cem inscrições.
Novidades logísticas e pausa para as Festas do Povo
A edição deste ano traz uma alteração importante no funcionamento diário do projeto. Ao contrário do que acontecia nas edições anteriores, os Clubes de Verão não tem o seu quartel-general sediado no Centro Comunitário da vila, sendo as atividades centralizadas noutro espaço municipal adaptado para o efeito.
Outro detalhe a ter em conta no calendário deste ano é a interrupção temporária das atividades que vai ocorrer entre os dias 8 e 16 de agosto. Trata-se de uma pausa necessária para que toda a comunidade, incluindo as equipas de apoio e as próprias famílias, se possa envolver e desfrutar das emblemáticas Festas do Povo de Campo Maior.
O Festival Sete Sóis Sete Luas está de regresso a Elvas para mais uma edição que promete transformar a cidade num ponto de encontro de culturas. A programação deste ano é totalmente dedicada ao diálogo intercultural, trazendo à região a música do Mediterrâneo e os sabores tradicionais de diferentes países. O evento, que conta com o apoio e a colaboração do Município de Elvas, reforça o espírito de cooperação que define este festival desde a sua criação, valorizando as tradições locais e criando pontes entre povos.
Música sem fronteiras no Pátio do Museu e na Praça da República
A viagem musical arranca no domingo, 19 de julho, a partir das 21h00, no Pátio do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas. O palco pertence a Ziad Trabelsi, prestigiado músico tunisino, mestre do oud, cantor e compositor. Conhecido pela sua integração na Orquestra di Piazza Vittorio e pela direção da Orquestra Almara’a, Trabelsi traz a Elvas uma sonoridade que cruza a tradição do mundo árabe com a experimentação e os ritmos contemporâneos do Mediterrâneo norte-africano.
Na semana seguinte, no sábado, 25 de julho, também às 21h00, a festa muda-se para a Praça da República com a atuação dos Agricantus. Vindos da Sicília, em Itália, o grupo é uma das maiores referências da música de fusão mediterrânica. Através do projeto “Quartetto in viaggio”, que surge no seguimento do álbum Turnari, a banda promete apresentar um espetáculo intimista e essencial, onde as vozes e os instrumentos tradicionais sicilianos se cruzam com novas atmosferas sonoras.
A gastronomia como ponto de encontro e partilha
A par da música, a culinária assume um papel central no festival através da iniciativa “Experiência de Sabores”. Trata-se de um projeto de cooperação culinária que promove laboratórios gastronómicos abertos à comunidade local, permitindo a descoberta de novas receitas, técnicas e histórias ligadas à identidade de cada país.
Este ano, os laboratórios são conduzidos por nomes de grande relevo internacional. Da Tunísia chega o prestigiado chef Ameur Bouchmel, responsável pelos jantares de Estado da Presidência da República da Tunísia, que já preparou refeições oficiais para vários líderes mundiais. A representar a Croácia estarão Svetlana e Ivana Celija, que trazem consigo o melhor da herança e da identidade culinária croata.
Todas as atividades gastronómicas são de participação inteiramente gratuita, contudo, é obrigatório efetuar uma inscrição prévia através do email mae@cm-elvas.pt.
O espaço “Sabores da Inclusão”, promovido pela APPACDM de Elvas, foi inaugurado na manhã deste sábado, 18 de julho, no Mercado Municipal da Casa das Barcas, concretizando um projeto que pretende aproximar a instituição da comunidade e criar novas oportunidades de inclusão para os seus utentes.
Tal como explicou o presidente da APPACDM, Luís Mendes, na apresentação do projeto, este é “mais um passo para aproximar a instituição da cidade”, permitindo que os utentes participem ativamente na vida da comunidade e mostrando o trabalho desenvolvido diariamente na confeção de salgados, doces e outros produtos.
No novo espaço, os visitantes podem tomar o pequeno-almoço ou uma refeição ligeira, adquirir os produtos confecionados nas instalações da instituição, no bairro de São Pedro, bem como artigos de merchandising, cujas receitas revertem para apoiar a atividade da associação.
O atendimento será assegurado, todos os sábados, por funcionários e utentes da APPACDM, promovendo também momentos de convívio e integração no Mercado Municipal.
Mestre Valentim – By Academia de Mestres, de Cristina Lages e João Saragoça, é o nome do novo espaço dedicado à valorização do património, do artesanato, da criatividade e da identidade cultural do concelho de Campo Maior.
Mais do que um espaço de exposição e comercialização, o Mestre Valentim pretende ser um centro de experiências e aprendizagem, incentivando a participação da comunidade e dos visitantes através de uma programação diversificada que valoriza os ofícios, a arte, o design e o património cultural.
Durante a cerimónia de inauguração, os convidados tiveram oportunidade de conhecer as diferentes valências do espaço, que integra uma Academia de Mestres, com uma programação diversificada de workshops e experiências culturais, uma Loja, onde são disponibilizadas peças de artesanato, design e marcas portuguesas cuidadosamente selecionadas, e uma Galeria, dedicada à promoção da arte, do artesanato e do design.
A Academia de Mestres apresenta uma oferta formativa estruturada em quatro eixos: Mãos no Território, com oficinas de cerâmica, tecelagem, macramé e pintura, Olhar Criativo, dedicado à fotografia, escrita criativa e desenho digital, Cultura & Património, com atividades ligadas ao património histórico, à genealogia e às tradições locais e Experiências Mestre, que proporcionam vivências imersivas ligadas aos ofícios e à identidade de Campo Maior.
Neste sentido, os visitantes vão ter a oportunidade de participarem nestas atividades, que em colaboração com o Município de Campo Maior, vão se tornar mais enriquecedoras a nível de cultura e valorização do nosso património.
O programa de animação cultural descentralizada está de volta para aproximar as comunidades através da música. Entre os dias 24 de julho e 8 de agosto de 2026, o espetáculo itinerante “A Taberna” vai percorrer as várias freguesias do concelho, promovendo noites de convívio, lazer e acesso gratuito à cultura para todos os residentes.
Todas as sessões têm início marcado para as 21h30. A iniciativa visa dinamizar os espaços públicos e coletivos das localidades rurais, transformando as noites de verão em momentos de partilha comunitária onde a música popular assume o papel principal.
Calendário Completo dos Espetáculos (21h30): 24 de julho (Sexta): São Vicente – Salão da Junta de Freguesia; 25 de julho (Sábado): Santa Eulália – Largo do Repuxo; 26 de julho (Domingo): Terrugem – Pátio Alentejano; 31 de julho (Sexta): Barbacena – Pavilhão Multiusos; 1 de agosto (Sábado): Vila Fernando – Parque Infantil; 2 de agosto (Domingo): Varche – Recinto das Escolas; 7 de agosto (Sexta): Calçadinha – Polidesportivo e 8 de agosto (Sábado): Vila Boim – Junto ao Coreto (Encerramento)
O Parque Ecológico do Gameiro, em Cabeção, no concelho de Mora, volta a ser palco de mais uma edição do festival “Música no Rio – Os Outros Sons do Fluviário”, no próximo dia 18 de julho. O evento propõe uma noite dedicada à fusão de sonoridades ibéricas, com fado, flamenco e música contemporânea, num cenário natural de grande destaque do território.
A vereadora da Câmara Municipal de Mora, Maria Joaquina Salgueiro sublinha que este festival representa uma aposta clara na diversidade cultural do concelho. “Este festival é sem dúvida uma aposta cultural deste executivo, bastante diferenciadora do que estamos normalmente habituados, porque ele traz ao concelho vários nomes, vários estilos musicais, que vão desde o jazz, ao fado, à música clássica e o estilo mais popular. Logo, é uma estratégia e é uma aposta que pensamos ser uma aposta ganha, que acaba por ser uma mais-valia também para o concelho.”
A escolha dos estilos em destaque nesta edição surge, segundo a autarca, como parte de uma estratégia de diferenciação e complementaridade artística. “O que motivou a escolha do fado e do flamengo como tema central desta edição foi precisamente esta aposta na diferenciação dos estilos musicais, que nos levou este ano a tomar esta decisão. Pensamos que o flamengo e o fado são dois estilos, apesar de bastante diferentes, no fundo acabam também por se complementar.”
Para além da componente musical, o evento destaca-se também pela forte ligação ao território e à natureza envolvente do Parque Ecológico do Gameiro, considerado um dos ex-líbris do concelho. “O Parque Florestal do Gameiro é um ex-libris do nosso concelho, como todos nós sabemos. É um lugar muito bonito, onde impera a natureza e ainda num estado selvagem. Portanto, aqui tenta-se tirar proveito dessa questão precisamente, dessa paisagem, e valoriza-se a relação entre a música e também o som da própria natureza. Trata-se de um lugar único onde se realiza este festival e, havendo uma valorização do espaço e do evento, leva também, claro, a vinda de turistas e à promoção do turismo local”.
O festival tem entrada simbólica de 2 euros, valor que reverte na totalidade para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mora. A autarca destaca a importância desta escolha como forma de apoio à comunidade. “De uma forma ou de outra, todos nós no concelho já precisamos dos bombeiros. É a associação humanitária que está mais ligada às pessoas. Por isso, nós achamos que dois euros, que é um valor simbólico, que todas as pessoas não se vão importar de contribuir para essa associação, precisamente para que ainda possa haver mais ajuda, mais apoio à comunidade, porque é uma associação que trabalha em prol de todos nós, em prol da comunidade. Portanto, penso que esse até é um fator que as pessoas veem com bom agrado, com bons olhos.”
O evento promete assim uma noite onde música, natureza e solidariedade se encontram, reforçando a valorização cultural e turística do concelho de Mora.