Aqueduto da Amoreira volta à televisão na corrida às Novas 7 Maravilhas de Portugal

O Aqueduto da Amoreira, em Elvas, continua na corrida para ser consagrado como uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal e vai voltar a estar em destaque na televisão no próximo dia 29 de agosto, durante a final regional do Alentejo e Ribatejo do concurso.

A sessão, com transmissão em direto na TVI, será uma nova oportunidade para apresentar ao país a história e a importância de um dos maiores símbolos de Elvas. A representar o monumento estará José Manuel Martins, antigo guia do Forte de Santa Luzia e estudioso autodidata da história da cidade.

Três minutos para contar mais de 500 anos de história

Em entrevista à Rádio ELVAS, José Manuel Martins sublinha que o principal desafio será conseguir condensar séculos de história em apenas três minutos de televisão. “Lá só temos três minutos e não dá para quase nada”, explica, defendendo que, apesar do pouco tempo disponível, é fundamental dar a conhecer aos portugueses “o que é que se passou durante os 93 anos da construção” do Aqueduto da Amoreira.

Uma resposta à falta de água em Elvas

A história do monumento remonta ao século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, numa altura em que Elvas enfrentava um grave problema de abastecimento de água. Segundo José Manuel Martins, a cidade possuía inúmeros palacetes equipados com poços e cisternas, mas a nascente subterrânea que abastecia a população acabou por secar. “Elvas ficou sem água. Então o rei D. Manuel teve que resolver o problema”, recorda.

A solução passou pela captação de água a cerca de 15 quilómetros da cidade, nomeadamente na zona da Serra do Bispo, perto de Vila Fernando, e por outras nascentes. A água era depois conduzida até Elvas através de uma gigantesca estrutura que viria a marcar para sempre a paisagem da cidade.

Um projeto que obrigou a elevar o aqueduto

O projeto não foi, contudo, simples. O aqueduto inicialmente construído tinha cerca de 25 metros de altura, mas a água não conseguia chegar aos pontos de abastecimento pretendidos.

“Tiveram que subir o aqueduto mais seis metros, que hoje é a altura que tem, 31 metros, para a água chegar à Fonte de São Lourenço e à Fonte das Viúvas”, explica o estudioso.

A construção obrigou também à criação de mecanismos extraordinários de financiamento. Entre eles esteve o chamado “real de água”, um imposto aplicado sobre determinados produtos de consumo.

93 anos de construção e uma chegada celebrada pela população

O processo foi longo e atravessou diferentes reinados e períodos políticos. Durante o período dos Filipes, a construção chegou a estar parada, mas acabaria por ser retomada, uma vez que o abastecimento de água era essencial para a cidade.

A obra foi finalmente concluída em 1622, momento que, segundo José Manuel Martins, foi vivido com grande entusiasmo pela população. “Foi a primeira vez que correu água dentro da cidade. Houve bailaricos e toque de charamelas”, conta, referindo-se às celebrações associadas à chegada da água à Fonte da Misericórdia.

O aqueduto que também transformou Elvas

O Aqueduto acabaria por ter também um papel importante na própria transformação urbanística de Elvas. A estrutura chegou a prolongar-se para dentro da cidade e ainda hoje existem vestígios dessa antiga construção.

José Manuel Martins recorda, por exemplo, que a atual Fonte da Misericórdia não corresponde ao local original onde a água chegou à cidade. “A fonte onde iniciou foi no Lar da Misericórdia, onde está hoje a estátua do rei D. Manuel I”, revela.

Uma obra ligada à defesa da cidade

O aqueduto está ainda ligado à construção de importantes estruturas defensivas da cidade. Com a evolução da artilharia, tornou-se necessário criar uma passagem que permitisse a entrada dos grandes canhões em Elvas sem destruir as muralhas.

“O viaduto foi feito para os canhões poderem entrar dentro da cidade”, explica José Manuel Martins, recordando que as dimensões dos canhões não permitiam que estes fizessem as curvas junto às portas da cidade.

A intervenção acabaria por alterar parte do próprio aqueduto e da rede de abastecimento, incluindo a construção de uma impressionante estrutura subterrânea. “É uma autêntica igreja debaixo do chão. É linda”, descreve o guia, referindo-se à grande estrutura subterrânea de canalização e proteção da água.

O aqueduto sobreviveu à Guerra da Restauração

A história do Aqueduto da Amoreira cruza-se ainda com os conflitos militares que marcaram Elvas. Durante a Guerra da Restauração, chegou a existir a possibilidade de o monumento ser destruído, mas a necessidade de garantir o abastecimento de água acabou por prevalecer.

“Na altura da Batalha das Linhas de Elvas, os espanhóis ainda pensaram em destruir o aqueduto, mas tiveram bom senso, pensaram duas vezes”, conta José Manuel Martins.

Apesar disso, houve danos provocados na parte superior do monumento, com os canais de água a serem deliberadamente destruídos. “A água, em vez de correr para a cidade, corria para o chão. Mas o monumento ficou erguido. Esta ganhámos nós”, afirma, associando a resistência do aqueduto à própria história militar de Elvas.

“A chave do reino” e o orgulho em ser elvense

Para José Manuel Martins, a história do monumento não pode ser dissociada da importância estratégica da cidade, conhecida como a “chave do reino”.

“Tenho muito orgulho em ser elvense e português”, afirma, sublinhando a importância de preservar e transmitir às novas gerações o conhecimento sobre o património local.

Essa ligação à história de Elvas acompanha José Manuel Martins desde jovem. O estudioso conta que nunca perdeu o interesse pelos livros de história e que a passagem pela Câmara Municipal acabou por aprofundar ainda mais essa paixão.

Uma vida dedicada à história e ao património

Mesmo depois de ter terminado a atividade profissional na Câmara Municipal, José Manuel Martins continua ligado à divulgação do património da cidade, através das visitas guiadas.

“Temos que gostar do que estamos a fazer, senão não vale a pena”, afirma.

Agora, o desafio é outro: levar essa paixão pelo património elvense à televisão e convencer os portugueses a votar no Aqueduto da Amoreira.

Aqueduto enfrenta forte concorrência

José Manuel Martins reconhece a importância da Barragem do Alqueva, o outro candidato na categoria “Grandes Obras” nesta fase do concurso, mas considera que a antiguidade e o reconhecimento internacional do monumento elvense são argumentos fortes. “O Alqueva é uma coisa recente. É uma grande obra, não há dúvida nenhuma. Mas o nosso aqueduto tem mais de 500 anos”, recorda.

O guia turístico recorda ainda que Elvas possui um reconhecimento internacional de enorme importância: a classificação como Património Mundial da UNESCO, atribuída em 2012. “Temos o selo da UNESCO”, destaca, lembrando o processo que levou à classificação da cidade e das suas fortificações.

A distinção, considera, teve também impacto direto no turismo e na notoriedade de Elvas. “As visitas aqui em Elvas triplicaram”, recorda José Manuel Martins, que durante os anos em que trabalhou na Câmara acompanhou de perto a evolução do número de visitantes aos monumentos da cidade.

Um apelo aos elvenses para votar

É com esse património, essa história e esse orgulho elvense que o Aqueduto da Amoreira vai agora enfrentar mais uma etapa na corrida às Sete Novas Maravilhas de Portugal.

José Manuel Martins deixa um apelo direto aos conterrâneos: “Espero que os nossos conterrâneos e amigos votem todos no Aqueduto da Amoreira”. E reforça: “É uma insignificância, não custa nada”.

O objetivo é conseguir mobilizar os elvenses dentro e fora do concelho e mostrar, uma vez mais, a força de um monumento que, há mais de cinco séculos, faz parte da identidade da cidade. “Nós nunca perdemos a esperança. Nós vamos e tentamos ver o que é que podemos fazer de melhor”, conclui José Manuel Martins.

Final regional realiza-se em Santarém

A final regional do Alentejo e Ribatejo realiza-se no dia 29 de agosto, no Jardim das Portas do Sol, em Santarém, com transmissão em direto na TVI, a partir das 15 horas. Elvas estará representada pelo Aqueduto da Amoreira e pela voz de quem há décadas se dedica a estudar, preservar e contar a história da cidade.

A entrevista completa para ouvir no podcast:

Jovem campomaiorense Catarina Pereira começa a afirmar-se no blues com nova banda

A banda Cat, Phill and The Blues Dogs, liderada pela voz da campomaiorense Catarina Pereira, depois da estreia em Campo Maior, em julho, voltou à vila para um concerto muito especial, no decorrer das Festas do Povo.  

O concerto no evento maior de Campo Maior levou público ao Jardim Municipal e, apesar de alguma “estranheza inicial” perante um projeto ainda recente e pouco conhecido entre os campomaiorenses, a reação foi crescendo ao longo da atuação. Para Catarina Pereira, conquistar quem estava a assistir era uma parte essencial do desafio.

“O papel do músico não é só fazer boa música, mas também tentar conquistar e captar o público que está a ver”, explica a vocalista, que confessa ter ficado satisfeita com a receção. No dia seguinte ao concerto, chegou mesmo a ouvir de algumas senhoras mais velhas que tinham “adorado” a atuação.

A presença em Campo Maior marcou a segunda atuação da banda na terra natal de Catarina durante este verão, depois da participação no Festival Raya. O projeto, que nasceu há cerca de um ano, junta músicos brasileiros e a jovem cantora e compositora campomaiorense, numa mistura que Catarina considera especial.

Um projeto para continuar a crescer

Com apenas 21 anos, Catarina Pereira assume este projeto como uma aposta séria no blues, género musical que diz adorar. Apesar de não saber ainda onde a banda a poderá levar, a cantora tem uma ambição clara: continuar a fazer música, cantar, compor e mostrar aquilo que sabe fazer melhor.

“Espero que isto me leve longe, que mostre aquilo que consigo fazer e aquilo que faço de melhor, que é cantar e compor”, afirma.

Os restantes elementos da banda encontram-se atualmente radicados em Coimbra, cidade onde Catarina estuda e onde também decorrem os ensaios. A distância entre Coimbra e Campo Maior não impediu, contudo, que o projeto tivesse já duas passagens pelo concelho neste verão.

Questionada sobre os grandes palcos onde gostaria de atuar, Catarina não hesita: “São todos.” Seja um grande festival ou um palco mais pequeno, a prioridade é continuar a levar a música ao público. “Desde que nos queiram ouvir, qualquer palco serve”, resume.

Entre o blues, a composição e a vontade de chegar cada vez mais longe, Cat, Phill and The Blues Dogs começa a afirmar-se como um projeto a acompanhar. E, depois de duas passagens por Campo Maior neste verão, Catarina deixa a porta aberta para novos palcos — em Portugal ou além-fronteiras — com a mesma disponibilidade: tocar onde houver quem queira ouvir.

Concerto cancelado ou alterado? Saiba como pedir o reembolso

O regime dos espetáculos, em vigor desde 2024, obriga o promotor de um espetáculo a devolver o preço do bilhete sempre que o evento não se realize na data, hora ou local marcados, haja substituição do programa ou de artistas principais, ou o espetáculo seja interrompido.

Este direito aplica-se independentemente do motivo do cancelamento, sendo o promotor do evento obrigado a restituir o valor pago no prazo máximo de 30 dias após a decisão de reembolso.

Para reaver o seu dinheiro, o consumidor deve enviar uma reclamação escrita ao promotor — por e-mail ou carta registada — detalhando o nome do evento, local, data e anexando uma cópia dos bilhetes.

Caso a empresa recuse o reembolso ou não responda, deve apresentar uma queixa no Livro de Reclamações e junto da IGAC (Inspeção-Geral das Atividades Culturais), anexando a prova de recusa do promotor.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Victor Ferreira apresenta “Contos, Com Sonho” no Museu Militar de Elvas a 5 de setembro

O Museu Militar de Elvas recebe, na tarde de 5 de setembro, a apresentação do livro “Contos, Com Sonho”, da autoria de Victor Ferreira, escritor e artista plástico natural de Almada, mas com uma ligação muito especial à cidade de Elvas.

A relação do autor com Elvas começou em 1975, quando cumpriu 16 meses de serviço militar no antigo Centro de Instrução de Condução Auto (CICA). Durante esse período, Victor também vestiu a camisola do Clube de Futebol “Os Elvenses”, que então disputava a terceira divisão nacional.

“Guardo no coração a cidade de Elvas”, afirma o autor, recordando os amigos que fez durante esse período e a ligação que mantém à cidade. Todos os anos, em setembro, Victor regressa a Elvas para participar num almoço de confraternização com antigos atletas de “Os Elvenses”. Este ano, a visita ganha um significado especial com o lançamento do seu novo livro.

“Contos, Com Sonho” reúne 30 histórias baseadas em episódios reais da vida do autor, organizadas numa perspetiva cronológica, desde a infância até aos dias de hoje. Entre os contos, seis são diretamente relacionados com o período em que o escritor viveu em Elvas, incluindo experiências do serviço militar e do futebol.

A paixão pela escrita não é recente. Em 2007, o autor publicou um livro de poesia e, ao longo dos anos, foi reunindo histórias e episódios que acabou por transformar em contos. A obra nasce, assim, de memórias pessoais e de experiências vividas, algumas das quais têm Elvas como cenário.

A apresentação do livro será também uma oportunidade para conhecer outra faceta artística de Victor. Além da experiência como militar, futebolista e escritor, o autor dedica-se à pintura a óleo, estando prevista a exposição de alguns dos seus trabalhos na sala onde decorrerá o lançamento da obra.

Com esta iniciativa, Victor pretende reencontrar amigos e antigos companheiros, mas também partilhar com o público elvense uma obra que guarda várias memórias de uma época marcante da sua vida.

A apresentação de “Contos, Com Sonho” realiza-se no dia 5 de setembro, pelas 16 horas, no Museu Militar de Elvas, contando com a presença de amigos, antigos colegas e público interessado em conhecer a obra e o percurso do autor.

Santa Casa de Campo Maior quer juntar crianças e idosos no mesmo espaço

A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior quer dar uma nova dinâmica à instituição, com vários projetos em preparação e uma aposta particular na aproximação entre diferentes gerações.

O provedor, José Jorge Pereira, revela que existe “o sonho” de juntar as várias valências da instituição no espaço da quinta da Misericórdia, criando condições para que idosos e crianças possam partilhar experiências e atividades.

A ideia está já a ser desenvolvida através de um projeto que envolve a área de gerontologia e os infantários. O objetivo passa por criar uma espécie de encontro entre “avós” e “netos” que não têm essa ligação familiar, promovendo momentos de convívio e aprendizagem entre as diferentes gerações.

Considerando que as experiências realizadas até agora têm sido “muito bonitas”, o provedor defende que a distância entre os infantários e o restante núcleo da instituição não deve impedir a concretização do projeto. “Nada é impossível se nós não quisermos. Temos que trabalhar e, de facto, temos muito espaço lá em cima”, assegura.

José Jorge Pereira destaca ainda as condições existentes na quinta da Misericórdia, que considera um espaço com grande potencial para acolher este projeto.

Paralelamente, a Santa Casa tem vindo a investir na modernização das suas infraestruturas e na eficiência energética. Recentemente, foram instalados painéis solares e foi melhorada a estrutura de aquecimento de águas, com o objetivo de permitir uma gestão mais eficiente dos consumos de gás e eletricidade.

José Jorge Pereira garante que a instituição está agora preparada para avançar para uma nova fase e revela que existem outros projetos em carteira.

Entre as novidades está o centro de cuidados continuados, uma resposta sobre a qual o provedor promete prestar esclarecimentos à população: “Temos projetos agora em carteira, há de haver novidades, vamos esclarecer a população também com a questão do centro de cuidados continuados, que muito se fala.”

A Misericórdia de Campo Maior pretende, assim, continuar a adaptar a sua estrutura às necessidades atuais, conjugando o investimento nas instalações com novas respostas sociais e projetos que promovam uma maior ligação entre a comunidade e as diferentes gerações.

Santo Aleixo em festa: cinco dias de música, touros e reencontros

As Festas de Santo Aleixo, no concelho de Monforte, arrancam esta quinta-feira, 20 de agosto, e prolongam-se até segunda-feira, dia 24, com cinco dias de programação que juntam tradição tauromáquica, música, animação e convívio. A organização está, desta vez, a cargo da Associação de Festas Santo Aleixo Sénior.

De acordo com o presidente da associação, Paulo Paulos, foi feita uma aposta num programa diversificado, com destaque para duas bandas e para Rebeca.

“Vamos trazer duas bandas, uma no sábado (Bandajovimusic), outra no domingo (Bandacesso), e a Rebeca na segunda-feira”, noite tradicionalmente reservada às “variedades”, explica o presidente da associação, que espera que o programa corresponda às expectativas da população e das muitas pessoas que regressam à terra por ocasião das festas.

A tradição tauromáquica volta a assumir um papel central no programa. Ao longo dos cinco dias estão previstas largadas de touros e garraiadas, culminando no domingo, dia 23, com uma corrida de touros. Na segunda-feira mantém-se também uma das tradições gastronómicas das festas, com a habitual vaca assada.

Ao longo dos vários dias de festa, depois dos espetáculos, a animação continua pela noite dentro com as habituais festas ao ar livre e atuação de DJs.

As festas arrancam esta quinta-feira, dia 20, com o repicar dos sinos, largada de touros e Summer Party com DJ Dinga. Amanhã, sexta-feira, dia 21, o programa inclui nova largada, garraiada, o arraial abrilhantado por Jorge Gomes e música pela noite dentro com DJ S-Silva e DJ Dinga.

No sábado, dia 22, além da garraiada e da atuação da Bandajovimusic, a noite termina com Summer Party com DJ Dinga, DJ Peela e DJ Cuba.

O domingo, dia 23, fica marcado pela missa solene, seguida de procissão, acompanhada pela Banda Filarmónica Veirense, corrida de touros, recolha dos pendões e atuação da Bandacesso.

A segunda-feira, dia 24, encerra as festividades com nova largada de touros, arraial com João Tocha, sorteio das rifas, espetáculo com Rebeca e a última Summer Party, com o DJ Boss Dici.

Para Paulo Paulos, a expectativa é de uma forte adesão. As festas são, todos os anos, um momento de reencontro para muitos naturais de Santo Aleixo que vivem fora da localidade e regressam especialmente nesta altura. “Há pessoas que são da terra e que só vêm a Santo Aleixo uma vez ou duas por ano e uma delas é mesmo nesta altura para virem às nossas festas”, conta.

O presidente da Associação de Festas Santo Aleixo Sénior revela ainda que a organização tem sentido uma adesão crescente. “O pessoal está a aderir, marcaram férias para vir para as festas”, afirma, mostrando-se satisfeito com a mobilização.

Organizar cinco dias de festividades, contudo, exige um esforço significativo. Paulo Paulos reconhece que o trabalho começa muito antes do início das festas e destaca a importância do apoio da população, dos familiares e dos amigos da associação. “Nós pedimos sempre colaboração da população”, explica. Segundo o responsável, há sempre pessoas disponíveis para ajudar na preparação e concretização do evento.

Este ano haverá também algumas alterações no recinto, nomeadamente um novo palco, numa tentativa de renovar a experiência sem deixar de preservar a identidade das festas.

“Está tudo ansioso pelo início das festas”, diz ainda Paulo Paulos, que espera que Santo Aleixo volte, durante estes cinco dias, a encher-se de gente, música e tradição.

Sporting Clube Campomaiorense quer ultrapassar os 400 atletas na nova época

O Sporting Clube Campomaiorense prepara a nova época desportiva com o objetivo de aumentar o número de atletas e chegar a cada vez mais crianças do concelho de Campo Maior. Atualmente, o clube conta com cerca de 400 atletas distribuídos por várias modalidades.

Segundo Natalino Borrega, coordenador de modalidades do Sporting Clube Campomaiorense, a preparação para a nova temporada arranca na última semana de agosto, depois de um período de preparação mais curto do que o habitual.

“Normalmente levamos o mês de agosto a preparar. Este ano tivemos que encurtar a preparação e vamos preparar na primeira semana”, explicou o responsável, acrescentando que a preparação do futebol já terá começado, uma vez que as inscrições nessa modalidade obedecem a um calendário diferente.

A expectativa é iniciar setembro “com força” e, sobretudo, ultrapassar os 400 atletas que atualmente fazem parte do clube.

O futebol continua a ser a modalidade com maior número de praticantes, reunindo entre 180 e 200 atletas, enquanto a ginástica conta com cerca de 120 e o judo com mais de 30. Para Natalino Borrega, o crescimento tem sido uma constante e o objetivo passa por chegar ao maior número possível de crianças do concelho.

“Todos os anos aumentamos o número. Todos os anos tentamos chegar ao maior número possível”, afirma, lembrando que Campo Maior tem cerca de 7.800 habitantes, dos quais aproximadamente 1.100 são crianças.

“O nosso objetivo é chegar à maior parte das crianças, porque o desporto faz muita falta”, sublinha.

Desporto desde cedo

Natalino Borrega defende também a importância de proporcionar às crianças contacto com diferentes modalidades desde idades muito precoces. Dá como exemplo a própria experiência familiar, considerando que a prática desportiva regular pode fazer parte da rotina das crianças sem representar uma sobrecarga.

“A minha filha tem três anos e já faz desporto todos os dias. Já faz judo, ginástica e vai fazer natação”, conta.

Para o coordenador de modalidades, a diversidade de experiências é uma das principais mais-valias que o clube pode oferecer aos jovens atletas. “Não é uma hora ao final de cada dia que vai fazer diferença”, considera, defendendo que a prática desportiva pode ser conciliada com a rotina familiar.

Mais do que promover a atividade física, o Sporting Clube Campomaiorense pretende proporcionar experiências que contribuam para o desenvolvimento pessoal das crianças e jovens.

Da competição às experiências fora do país

Entre os exemplos apontados por Natalino Borrega está a classe de ginástica Galguinni Gym, que reúne os atletas mais velhos. Nos últimos quatro anos, o grupo participou em duas edições do Festival do Sol, em Itália.

“Proporcionámos uma experiência a estes jovens que eles nunca mais se vão esquecer”, assegura.

A participação permitiu aos atletas viajar durante uma semana e contactar com outros grupos, incluindo formações de nível profissional. Uma experiência que, segundo o responsável, ultrapassa a dimensão estritamente desportiva. “E são estas coisas que nós queremos mostrar às crianças e que os vão preparar para a vida futura”, conclui Natalino Borrega.

Com o arranque da nova época, o Sporting Clube Campomaiorense pretende, assim, continuar a crescer nas diferentes modalidades e reforçar a sua presença junto da população mais jovem de Campo Maior, mantendo o desporto como uma ferramenta de formação, socialização e criação de novas experiências.

Portugal Air Summit faz pausa em 2026 e prepara novo ciclo

O Município de Ponte de Sor e a ACIPS – Associação Comercial e Industrial de Ponte de Sor informam que o Portugal Air Summit terá uma pausa na sua edição que estava prevista para este ano, dando início a uma nova etapa na evolução do evento. Esta decisão resulta de uma reflexão estratégica sobre a evolução do setor e sobre o papel que o Portugal Air Summit desempenhou desde a sua criação, bem como sobre a melhor forma de projetar a marca e o território para o futuro.

Quando foi criado, em 2017, o Portugal Air Summit foi um evento pioneiro em Portugal. Num momento em que praticamente não existiam fóruns dedicados à aviação, aeronáutica, espaço e, mais tarde, à defesa, Ponte de Sor assumiu a iniciativa de criar uma plataforma de debate, conhecimento e networking que rapidamente reuniu, ano após ano, a quase totalidade da massa crítica nacional destes setores, contando igualmente com uma crescente participação internacional.

Ao longo das suas sete edições, o Portugal Air Summit afirmou-se como uma das principais plataformas nacionais dedicadas à aviação, aeronáutica, espaço e defesa, reunindo mais de 300 mil visitantes, 948 oradores nacionais e internacionais, 553 empresas e entidades expositoras e promovendo a realização de mais de 290 milhões de euros em oportunidades de negócio.

O evento gerou ainda um impacto económico estimado em 11,1 milhões de euros para o território, cerca de 15.000 dormidas, mais de 2.000 notícias publicadas e uma audiência mediática superior a 85 milhões de pessoas, contribuindo de forma decisiva para projetar Ponte de Sor e consolidar o seu posicionamento como um dos principais polos aeronáuticos e aeroespaciais do país.

Para um município do interior, este foi um desafio ambicioso, mas também um instrumento estratégico de afirmação territorial. O objetivo era claro: dar a conhecer Ponte de Sor ao setor, demonstrar o potencial do concelho para acolher investimento e criar condições para o desenvolvimento de um ecossistema ligado à aviação e à aeronáutica. Em 2017, poucos conheciam a realidade que hoje existe no território. Era necessário colocar Ponte de Sor no mapa.

Esse objetivo foi plenamente alcançado. E é precisamente a partir dessa realidade que se inicia agora um novo ciclo. Ao longo dos últimos anos, Portugal assistiu ao crescimento significativo destes setores, crescimento esse para o qual o Portugal Air Summit também contribuiu, e ao surgimento de diversos eventos dedicados, total ou parcialmente, às mesmas áreas de atividade. Alguns
deles apresentam conceitos claramente inspirados no percurso iniciado pelo Portugal Air Summit e beneficiam de condições muito diferentes, realizando-se em grandes centros urbanos, com incomparáveis capacidades logísticas, institucionais e financeiras.

Esta nova realidade altera naturalmente o contexto em que o Portugal Air Summit surgiu. Apesar do crescimento do setor, o mercado nacional revela sinais de saturação face à multiplicação de iniciativas, reduzindo a oportunidade e a diferenciação que sempre caracterizaram o nosso evento. Perante este novo contexto, o Município de Ponte de Sor e a ACIPS entendem que este é o
momento adequado para fazer uma pausa, avaliar o caminho percorrido e preparar as próximas etapas.

A marca permanece viva e continuará a fazer parte da estratégia do Município. O evento regressará quando a sua realização representar, como sempre representou, uma verdadeira mais-valia para Ponte de Sor, para o setor e para o país.
O objetivo não é repetir um modelo por tradição ou continuidade. É preservar aquilo que tornou o Portugal Air Summit relevante e, a partir dessa experiência, encontrar novas formas de criar valor, diferenciação e impacto.

Nos próximos meses serão levadas a cabo diversas ações de divulgação, promoção e valorização do trabalho realizado no território, dando visibilidade às empresas instaladas, aos projetos em desenvolvimento e às oportunidades existentes. O objetivo é manter uma
presença ativa e permanente junto dos principais agentes do setor. Ponte de Sor continuará, assim, a marcar presença na agenda do setor, através de uma estratégia abrangente, que não depende exclusivamente da realização de um evento.

A suspensão desta edição representa uma oportunidade para preparar uma nova etapa, mantendo vivo o espírito que deu origem ao Portugal Air Summit e que marcou o seu percurso ao longo dos últimos anos. Será com esse mesmo espírito que continuará a ser escrita a próxima página desta história.

Alentejo 2030 abre candidaturas para projetos de inovação digital em territórios rurais

Já estão abertas as candidaturas ao aviso “Serviços e Recursos Digitais para Valorização de Territórios – Parcerias para a Coesão Não Urbanas”, lançado pelo Programa Regional Alentejo 2030, o prazo decorre até 31 de outubro, às seis da tarde.

O aviso disponibiliza uma verba de 130 mil e 300 euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa máxima de cofinanciamento de 85 por cento, para apoiar projetos de inovação digital nos territórios rurais do Alentejo.

O objetivo é contribuir para reforçar a atratividade, a sustentabilidade e a coesão destes territórios, através da utilização de ferramentas e soluções digitais inovadoras.

Entre as ações elegíveis estão o desenvolvimento da identidade digital dos territórios, a criação de plataformas e conteúdos digitais e a implementação de ferramentas interativas destinadas à divulgação e ao envolvimento das comunidades locais.

Das 14 estratégias territoriais aprovadas no âmbito das Parcerias para a Coesão Não Urbanas, seis integram este aviso, entre elas o Alto Alentejo em Circuito Curto, que pretende reforçar a sustentabilidade e a coeãoem meio rural.

As candidaturas podem ser apresentadas até 31 de outubro, às 18 horas, através do portal do Alentejo 2030.

Expo São Mateus 2026 traz Carminho, Tony Carreira e Papillon a Elvas

A Expo São Mateus 2026 realiza-se em Elvas entre os dias 18 e 27 de setembro, com entrada gratuita e uma programação distribuída por dois palcos, que junta grandes concertos, música tradicional, gastronomia, animação e atividades para diferentes públicos.

O cartaz foi apresentado esta terça-feira, 18 de agosto, pela Câmara Municipal de Elvas, numa conferência de imprensa em que o presidente da autarquia, Rondão Almeida, destacou a importância de distinguir a Expo São Mateus da tradicional Romaria do Senhor Jesus da Piedade, assumindo a primeira como um complemento à grande celebração elvense.

“A Feira de São Mateus tem a sua história e a sua identidade. A Expo São Mateus vem acrescentar-lhe uma dimensão de entretenimento e de lazer, que hoje faz parte da experiência de quem nos visita”, afirmou o autarca, sublinhando que a intenção passa por criar um espaço onde a tradição da Romaria se cruza com a música, os espetáculos, a gastronomia e o convivío.

“Queremos que quem venha pela tradição encontre também a animação. Que quem venha pela Romaria encontre também a música e que todos, independentemente da razão que os traz até Elvas, encontrem na Expo São Mateus um espaço de qualidade, de convívio e de alegria”, acrescentou.

No Palco São Mateus, a programação arranca a 18 de setembro com a dupla elvense Nuno e Cláudio e a fadista Carminho. No dia seguinte, 19 de setembro, sobe ao palco o espetáculo Revenge of the 90’s, trazendo Melão como artista convidado. A 20 de setembro, a noite fica a cargo do grupo Rua e de Némanus.

A programação regressa a 24 de setembro, quinta-feira, mantendo a aposta num grupo espanhol, com Raya, antecedidos pela banda elvense XP Covers. No dia 25, atuam BudaFé e Papillon, seguindo-se, a 26, Tranquiliza e Tony Carreira.

A programação deste palco termina a 27 de setembro com um espetáculo infantil protagonizado pela Ovelha Choné e pelas Diva L.O.L Surprise!

Em paralelo, o Palco da Feira apresenta uma programação dedicada sobretudo à música tradicional, artistas e grupos locais e momentos de baile. O programa arranca a 18 de setembro com Roncas d’Elvas, seguindo-se a Voz Amiga, a 19, e Alentejo na Voz, a 20.

A 21 de setembro realiza-se uma Noite de Fados, com fadistas elvenses, seguindo-se, no dia 22, um baile com Jorge e Célia. A programação prossegue com Cantadores da Planície, a 23, Renovação 2000, a 24, Xumbo Torto, no dia 25, Carlos Caracol, a 26 e termina, a 27 de setembro, com um baile com João Tocha.

Para além dos dois palcos, a Expo São Mateus mantém as áreas de restauração, gastronomia, empresarial e animação, estando também prevista animação do recinto com o grupo local Bomb’Alem.

Uma das novidades anunciadas para esta edição é uma iniciativa de carácter inclusivo, desenvolvida em parceria com a Confraria do Senhor Jesus da Piedade. No dia 22 de setembro, está previsto um período de duas horas sem animação sonora em todo o espaço da Feira de São Mateus, criando condições para que pessoas com perturbação do espetro de autismo possam usufruir da feira com maior tranquilidade. Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Elvas, explicou que a iniciativa pretende tornar o certame “mais inclusivo”, permitindo que “as pessoas com essa perturbação possam passear na feira tranquilamente”.

O investimento previsto na organização da Expo São Mateus situa-se entre os 250 e os 400 mil euros.

A Expo São Mateus decorre de 18 a 27 de setembro, no Parque da Piedade em Elvas, com entrada gratuita.