Sociedade Columbófila Campomaiorense promoveu mais um Leilão de Borrachos

A Sociedade Columbófila Campomaiorense promoveu, no passado domingo, 13 de setembro, mais uma edição do Leilão de Borrachos, no restaurante das Piscinas Municipais de Campo Maior.

O evento reuniu columbófilos e entusiastas da modalidade, proporcionando um momento de convívio e de partilha que contribui para manter viva uma tradição profundamente enraizada no concelho.

Ao longo do dia, foram leiloados borrachos provenientes de colónias de prestigiadas referências a nível distrital, regional e nacional, proporcionando aos participantes a oportunidade de adquirir exemplares de reconhecida qualidade.

A iniciativa incluiu ainda um almoço-convívio, reforçando o espírito de confraternização entre os participantes.

Reafirmando o apoio do Município à atividade columbófila e ao movimento associativo do concelho, o Executivo Municipal marcou presença no evento.

GNR dá início à Campanha “Escola Segura” 2026/2027

A Guarda Nacional Republicana (GNR), para assinalar o regresso às aulas, iniciou um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos alunos, professores e encarregados de educação, abrangendo mais de 4 400 estabelecimentos escolares e cerca de 670 000 alunos na sua área de responsabilidade, por todo o território continental.

Estas ações têm como objetivo sensibilizar para a necessidade de adoção de comportamentos de autoproteção, ao nível da segurança em geral, de comportamentos inclusivos no seio da comunidade e prevenindo comportamentos desviantes da ordenação social.

O Programa Escola Segura (PES), tem como objetivo prevenir comportamentos de risco e reduzir a ocorrência de situações que possam comprometer a segurança de alunos, professores e restantes intervenientes no espaço escolar e na sua envolvente. Através de ações de sensibilização, policiamento de proximidade e acompanhamento regular das escolas, o programa procura não só dissuadir a prática de ilícitos, como também fomentar uma cultura de cidadania, respeito e responsabilidade entre os jovens.

Alentejo 2030 supera os 50% de taxa de aprovação

O Alentejo 2030 continua a registar uma evolução positiva na implementação do Programa, refletida no crescimento sustentado dos níveis de aprovação, compromisso e certificação dos fundos. Com mais de metade da sua dotação já comprometida em operações aprovadas e indicadores acima da média em áreas estratégicas como o Fundo para uma Transição Justa e o FSE+, o Programa confirma a sua capacidade para transformar financiamento europeu em investimento concreto ao serviço da competitividade, da coesão social e da transição sustentável do território.

A leitura dos dados mais recentes do Alentejo 2030 recomenda uma análise equilibrada e abrangente da evolução do Programa, valorizando não apenas os indicadores de execução financeira, mas também o nível de compromisso dos fundos, a capacidade de
aprovação das operações, a mobilização do investimento privado e a maturidade da carteira de projetos em implementação.
Em primeiro lugar, importa destacar que o Alentejo 2030 apresenta atualmente uma taxa de aprovação de 53,5%, em linha com a média dos Programas Regionais do Portugal 2030, e sendo apenas superada, a nível regional, por Lisboa e pelo Norte. Este resultado demonstra uma evolução consistente na contratualização dos apoios e na capacidade de transformar a programação disponível em investimentos concretos para o território.

Particular destaque merece o desempenho do Fundo para uma Transição Justa (FTJ). Com uma taxa de aprovação de 88,7%, este instrumento apresenta um nível de compromisso significativamente superior à média dos Programas Regionais, situando-se 34,6 pontos percentuais acima. Este resultado constitui um dos indicadores mais positivos do Programa, demonstrando a capacidade da região para mobilizar recursos destinados à transição energética, à reconversão económica e à adaptação dos territórios
aos desafios da descarbonização. Também o FSE+ do Alentejo evidencia um comportamento muito favorável, apresentando
uma taxa de aprovação de 64,7%, superior à taxa média global de aprovação do Portugal 2030, fixada em 62,5%. Este desempenho reflete a forte procura e capacidade de execução das medidas dirigidas à qualificação, ao emprego, à inclusão social e ao reforço
das competências da população.

Outro aspeto relevante prende-se com a natureza dos beneficiários apoiados. Os dados revelam que 61,49% dos fundos aprovados dizem respeito a entidades privadas, enquanto 38,51% correspondem a entidades públicas. Esta predominância do investimento privado constitui um sinal positivo para a economia regional, evidenciando a confiança dos investidores e a capacidade do tecido empresarial para aproveitar os instrumentos de financiamento disponibilizados pelo Portugal 2030. Relativamente à execução financeira, importa enquadrar adequadamente os indicadores disponíveis. O Alentejo 2030 apresenta uma taxa de compromisso de 53,5%, o que significa que mais de metade da dotação do Programa já se encontra comprometida através de operações aprovadas. Por sua vez, a taxa de execução situa-se nos 12,7%, refletindo uma fase em que uma parte significativa dos projetos aprovados se encontra ainda em desenvolvimento e execução física.

Este contexto é particularmente relevante quando se considera que muitos dos investimentos apoiados correspondem a projetos estruturantes, públicos e privados, cuja concretização implica procedimentos de contratação, licenciamento, execução de obra,
aquisição de equipamentos ou implementação tecnológica, com ciclos temporais naturalmente mais prolongados.

A avaliação da situação do Alentejo 2030 deve igualmente considerar a evolução do Programa face à meta N+3 de 2026, um dos principais referenciais para aferir a capacidade de absorção dos fundos europeus. A análise dos dados evidencia que a leitura da execução não pode ser limitada aos montantes já declarados à Comissão Europeia, devendo integrar igualmente a despesa em validação e o potencial de certificação já identificado. De acordo com os dados mais recentes, o Alentejo 2030 já submeteu à Comissão Europeia cerca de 156 milhões de euros, correspondendo a aproximadamente 51% da meta N+3 estabelecida para 2026.
Contudo, o Programa dispõe ainda de cerca de 34,5 milhões de euros de despesa executada não declarada e de uma estimativa de certificação superior a 47 milhões de euros até ao final de 2026. Quando estes montantes são incorporados na análise, a estimativa de execução ascende a cerca de 237,5 milhões de euros, o que representa 78% da meta N+3, reduzindo substancialmente a distância para o cumprimento integral do objetivo regulamentar. Ficando, neste comparativo, apenas abaixo do Programa Regional de Lisboa.

Esta projeção demonstra que uma parte muito relevante do esforço necessário para alcançar a meta já se encontra refletida em despesa realizada ou em processo de certificação. Neste contexto, a certificação assume um papel central na consolidação da
execução do Programa, constituindo um dos principais fatores de aceleração dos indicadores financeiros nos próximos períodos.
A existência de uma carteira de operações aprovada superior a 568 milhões de euros, aliada à elevada taxa de compromisso e ao volume significativo de despesa em validação, permite perspetivar uma evolução favorável da execução até ao final do período de
referência.

Os indicadores disponíveis permitem concluir que o Alentejo 2030 apresenta uma trajetória globalmente positiva, assente em fatores estruturantes para o desenvolvimento regional: Estimativa de execução da meta N+3 de 78%, fortemente suportada pelo
potencial de certificação identificado; Taxa de aprovação de 53,5%, alinhada com a média dos Programas Regionais; Taxa de aprovação do FTJ de 88,7%, cerca de 34,6 pontos percentuais acima da média dos Programas Regionais; Taxa de aprovação do FSE+ de 64,7%, superior à média do Portugal 2030; 61,5% dos apoios aprovados dirigidos ao setor privado, evidenciando uma
forte mobilização empresarial; Taxa de compromisso de 53,5%, demonstrando uma carteira robusta de operações aprovadas.

“Ambiente em FM” desta semana foca a urgência de preservar os carvalhais nativos

O programa Ambiente em FM desta semana foca a urgência de preservar os carvalhais nativos, que atualmente ocupam apenas 2,5% do território florestal em Portugal. Saiba por que motivo sete organizações ambientalistas estão a exigir uma lei específica para salvaguardar estas árvores e como a sua recuperação pode reforçar a resiliência do nosso ecossistema.

Estas florestas constituem verdadeiros santuários de biodiversidade, albergando centenas de espécies de plantas, animais e fungos. Além do seu valor biológico, desempenham um papel decisivo na regulação dos recursos hídricos, na fixação de carbono, no combate à erosão do solo e no aumento da resistência da paisagem perante secas e incêndios florestais.

Apesar da sua relevância, a fragmentação do território e a substituição por monoculturas de pinheiro e eucalipto reduziram drasticamente a presença dos carvalhais no país. A proposta das associações passa por integrar a sua proteção e restauro no Plano Nacional de Restauro da Natureza, garantindo uma resposta eficaz às alterações climáticas e a preservação do património natural.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Campo Maior recebeu o XXII Encontro Internacional de Colecionadores de Pacotes de Açúcar

Campo Maior acolheu, nos dias 12 e 13 de setembro, o XXII Encontro Internacional de Colecionadores de Pacotes de Açúcar – Portusugar 2026, uma iniciativa que reuniu mais de 150 colecionadores no Pavilhão Desportivo Rui Nabeiro.

Ao longo dos dois dias, o Portusugar proporcionou momentos de convívio, partilha e troca de pacotes de açúcar, reunindo colecionadores de diferentes proveniências em torno desta particular forma de colecionismo.

A iniciativa contou com o apoio do Município de Campo Maior, que reconhece no encontro uma importante oportunidade de dinamização da economia local. No total, estiveram direta ou indiretamente associados ao evento mais de 300 participantes, cuja presença contribuiu para o movimento da restauração e da hotelaria do concelho.

Com uma forte ligação ao universo do café, Campo Maior encontrou também no Portusugar uma oportunidade para promover o seu território, dando a conhecer o património e a identidade do concelho a todos os que participaram no encontro. Desta forma, o gosto pelo colecionismo cruzou-se com a descoberta de Campo Maior e da sua história.

A sessão de abertura contou com a presença do vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, da vereadora da Cultura, Paula Jangita, e de João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro – Delta Cafés.

Degolados celebrou o fim do verão com o primeiro “Bye Bye Summer”

A freguesia de Degolados acolheu, entre sexta-feira e sábado, dias 11 e 12 de setembro, a primeira edição do “Bye Bye Summer”, uma iniciativa promovida pela Junta de Freguesia, com o apoio do Município de Campo Maior, que assinalou a despedida do verão com duas noites de música e convívio.

Com entrada livre, a iniciativa decorreu no campo de futebol de Degolados e apresentou um programa dirigido sobretudo aos mais jovens, mas aberto a toda a comunidade.

A primeira noite teve como destaques o projeto I Love Anos 90 e o DJ S Silva, enquanto o programa de sábado incluiu os espetáculos de DJ Piter e Funk2You.

Atelier das Artes está de regresso em outubro para animar as seniores de Degolados

O Atelier das Artes de Degolados vai retomar as suas atividades no início de outubro, depois da habitual pausa de verão. O regresso está marcado para a semana de 5 de outubro, mantendo-se a aposta da Junta de Freguesia na dinamização deste espaço e das atividades destinadas à população sénior.

Segundo Olga Madeira, secretária do executivo da Junta de Freguesia de Degolados, a interrupção deste último ano letivo aconteceu um pouco mais cedo do que o habitual devido à realização das Festas do Povo de Campo Maior. “Há a pausa normal do verão. Todos os anos se faz, na altura de agosto e setembro. Este ano até pararam um bocadinho mais cedo, derivado da realização das Festas do Povo de Campo Maior”, recorda.

A responsável adianta que a antecipação da pausa esteve também relacionada com a necessidade de as funcionárias que asseguram os ateliês colaborarem nas festividades de Campo Maior.

Com o regresso já definido, o Atelier das Artes deverá voltar a funcionar a partir de 7 de outubro, estando previsto que as atividades decorram, semanalmente, às segundas e quartas-feiras.

Olga Madeira garante que o projeto vai manter a dinâmica dos últimos anos, destacando o entusiasmo das senhoras que participam, ano após ano, nas diferentes atividades. “Temos as nossas seniores, que estão muito animadas com o ateliê, com as suas atividades e, claro, é para continuar”, remata.

O regresso do Atelier das Artes representa, assim, a continuidade de uma iniciativa que procura promover a ocupação ativa, o convívio e a participação da comunidade sénior de Degolados através de diferentes atividades.

Praça Multimodal de Campo Maior foi palco de mais uma Exposição Overland do Grupo TT Toca do Lobo

A Praça Multimodal de Campo Maior acolheu ao longo do fim semana, de 11 a 13 de setembro, a 3.ª Exposição Overland, organizada pelo Grupo TT Toca do Lobo, com o apoio do Município de Campo Maior e das juntas de freguesia do concelho.

A abertura do evento, que decorreu na sexta-feira, dia 11 de setembro, contou com a presença do vice-presidente do Município, Paulo Pinheiro, e da vereadora da Cultura, Paula Jangita.

Dedicada ao universo do overland e das viagens de aventura, a iniciativa alia a exposição à animação musical e a atividades para toda a família, contando também com a participação de empresas e associações.

O programa incluiu a atuação de Manja DJ na primeira noite e do duo musical R&C na noite de sábado. Durante manhã deste domingo realizaram-se atividades gratuitas para as crianças.

O apoio do Município à realização desta iniciativa enquadra-se na valorização do associativismo local, reconhecendo o contributo das associações para a dinamização do concelho. Ao proporcionar momentos de encontro e partilha, a exposição evidencia também a capacidade do movimento associativo para envolver a comunidade e enriquecer a oferta de atividades em Campo Maior.

Elvas será palco da partida e chegada da quinta edição do EuroBEC Granfondo. Inscrições já abertas

Elvas volta a ser o ponto de partida e de chegada do EuroBEC Granfondo, que, em 2027, cumpre a sua quinta edição.

A prova, que volta a unir em bicicleta os três vértices da eurocidade – Elvas, Campo Maior e Badajoz – está marcada para o dia 11 de abril e as inscrições já estão abertas, com a organização a apontar para uma participação superior a dois mil ciclistas.

As inscrições arrancaram no passado dia 29 de agosto. Segundo Hermenegildo Rodrigues, vereador da Câmara Municipal de Elvas, a procura registada desde o início tem sido positiva e permite antever uma nova edição com forte adesão.

“Está agendada para dia 11 de abril aquela que é a quinta edição do EuroBEC Granfondo. As inscrições já estão em marcha. Foi no passado dia 29 de agosto que se iniciaram as inscrições para esta quinta edição, a oito meses ainda de distância da realização do evento, mas desde logo registou-se com agrado uma boa procura em termos daquilo que é a abertura das inscrições”, afirma o autarca.

Depois de, no ano passado, a prova ter ultrapassado a fasquia dos dois mil participantes, a expectativa passa agora por superar novamente esse número. “Pensamos que este ano estão reunidas as condições para que nos voltemos afirmar naquilo que é o panorama do ciclismo de Portugal como uma das maiores provas a nível nacional”, sublinha o Hermenegildo Rodrigues.

Percursos com novidades e aposta na paisagem alentejana

A quinta edição da prova contará com algumas alterações aos percursos, tanto na distância média como na longa. As mudanças pretendem valorizar as características paisagísticas do Alentejo durante a primavera, numa altura em que os campos da região apresentam uma maior diversidade de cores.

“Temos aqui e ali algumas alterações, quer na média, quer na long distância, mas vamos ter aqui pequenas alterações que visam, essencialmente, tirar partido, potenciar o que o Alentejo tem, em pleno de abril, que é a nossa primavera, o colorido dos nossos campos”, explica Hermenegildo Rodrigues.

A organização pretende, assim, proporcionar aos participantes não só um desafio desportivo, mas também a possibilidade de conhecer e desfrutar da paisagem alentejana. “Esse é um dos grandes objetivos, é que quem venha possa desfrutar do enquadramento paisagístico, da beleza da nossa região”, acrescenta.

O vereador destaca ainda as condições das vias utilizadas na prova, apontando para “pavimentos de excelência” e para a possibilidade de serem atingidos ritmos elevados. Apesar de se tratar de uma competição destinada a participantes amadores, o nível competitivo tem sido elevado.

“Não é por acaso que, e apesar de ser uma prova totalmente amadora, grande parte dos primeiros classificados superam normalmente médias superiores a 40 km/hora, o que só por si dá um patamar elevadíssimo em termos competitivos”, salienta.

Passagem pela Serra de São Mamede e pelo concelho de Arronches

Uma das novidades desta edição será a aproximação à Serra de São Mamede. O percurso do Granfondo incluirá uma passagem pelos “arrabaldes da serra”, procurando também contrariar a ideia de que o Alentejo é exclusivamente marcado pela planície.

“Vamos fazer a nível do Granfondo uma pequena abordagem à Serra de São Mamede, também para que, não posso dizer que no Alentejo só há planície, também temos serra e de qualidade”, afirma o vereador. O percurso incluirá, dessa forma, uma incursão pelo concelho de Arronches.

Com as inscrições já abertas (aqui) e a prova agendada para 11 de abril, a organização prepara uma quinta edição que pretende aliar a vertente competitiva à valorização do território, aproveitando a paisagem, as estradas e a primavera alentejana como elementos diferenciadores do EuroBEC Granfondo.

A organização da prova é da responsabilidade da BikeService e dos três municípios que constituem a EuroBEC.

Música gratuita e um instrumento à espera: a aposta da Banda 1.º de Dezembro de Campo Maior

A formação de novos músicos tem sido, e continua a ser, uma das principais apostas da Banda 1.º de Dezembro, de Campo Maior. A escola de música da coletividade conta atualmente com “oito ou nove alunos” e procura despertar nos mais jovens o gosto pela música e pela integração na banda.

De acordo com o presidente da Associação Cultural e Recreio Musical 1.º de Dezembro, José Romudas, a formação é assegurada pelos próprios músicos da banda, sobretudo pelos mais experientes, que assumem o papel de formadores. “Passam o testemunho” e procuram transmitir aos mais novos “a dinâmica e a vontade de ser músicos”, explica o dirigente.

Uma das principais características da escola de música é a gratuitidade. Em Campo Maior, os alunos não pagam pela aprendizagem e, depois de concluírem a formação e ingressarem na banda, têm ainda acesso a um instrumento disponibilizado pela própria associação.

Para José Romudas, esta é uma mais-valia significativa, sobretudo tendo em conta os custos associados a outras formas de ensino musical. “Um miúdo hoje vai à escola de música, não paga nada, e quando sair músico tem um instrumento à sua espera também por conta da banda”, salienta.

Apesar destas condições, o responsável reconhece que é cada vez mais difícil captar crianças e jovens para a aprendizagem musical. A associação tem procurado reforçar os contactos e desenvolver atividades junto das escolas, numa tentativa de despertar o interesse dos mais novos pela música e dar a conhecer o trabalho desenvolvido pela banda.

A aposta na formação tem dado frutos ao longo dos anos. “Da nossa banda já saíram bons profissionais e alguns ainda estão no ativo como profissionais músicos”, refere o dirigente, considerando que a aprendizagem musical pode continuar a representar uma oportunidade importante para os jovens.

O responsável reconhece, contudo, que as crianças e os jovens têm atualmente cada vez mais atividades e interesses para conciliar. Entre o desporto, a escola e outras ocupações, o tempo disponível é mais reduzido, tornando-se essencial que exista gosto e motivação para manter uma ligação à música e à banda.

“A música é uma arte muito bonita”, afirma ainda José Romudas, que, apesar de não ser músico, mantém uma forte ligação à associação. Depois de cerca de quatro décadas ligado à banda, regressou há alguns anos à direção, onde continua a acompanhar e a apoiar o trabalho dos músicos e da coletividade.