A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo recebeu, ao início da tarde desta quinta-feira, 22 de outubro, a inauguração da exposição “Um Lugar para Todas as Pessoas”, uma iniciativa que pretende sensibilizar a comunidade para o combate à pobreza, à exclusão social, ao racismo e ao discurso de ódio, promovendo a igualdade e o respeito pela diversidade.
A iniciativa assinala conjuntamente o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, celebrado a 17 de outubro, e o Dia Municipal para a Igualdade, comemorado a 24 de outubro.
Promovida pela Câmara Municipal de Elvas e pelo Núcleo Distrital de Portalegre da Rede Anti-Pobreza (EAPN Portugal), a ação contou com o envolvimento de diversas instituições e associações do concelho, que foram desafiadas a criar peças em forma de sinais de trânsito, acompanhadas de mensagens alusivas à inclusão, à igualdade de oportunidades e ao respeito por todas as pessoas.
Após a inauguração da exposição, e em declarações à Rádio ELVAS, Sérgio Ventura, vereador na Câmara Municipal de Elvas, destacou a importância de manter presentes estas temáticas ao longo de todo o ano, sublinhando o papel da colaboração entre o município, as instituições, as associações, as escolas, as juntas de freguesia, as forças de segurança e as entidades privadas.
“Eu diria que nos devemos lembrar todos os dias destas temáticas”, afirmou o autarca, salientando o trabalho desenvolvido em conjunto para ultrapassar os obstáculos associados à pobreza e à desigualdade.
Sérgio Ventura recordou ainda a dimensão do problema da pobreza em Portugal, referindo que “são, aproximadamente, quase dois milhões de pessoas que as variáveis indicam que estão no limiar da pobreza”.
Para o vereador, a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais solidária é partilhada por todos, defendendo a importância de ajudar quem mais precisa, de forma a promover o bem-estar e a felicidade das pessoas.
Sobre a exposição, o autarca destacou a participação das instituições e das escolas do concelho na criação dos sinais de trânsito, que transmitem mensagens que devem “servir de reflexão” para a comunidade.
A escolha dos sinais de trânsito pretende simbolizar o acolhimento e a importância de regras de convivência que contribuam para uma sociedade mais justa, respeitadora e inclusiva.
Com esta iniciativa, as entidades promotoras pretendem reforçar o envolvimento da comunidade na construção de um concelho onde a diversidade seja respeitada e todos tenham acesso a oportunidades, afirmando Elvas como “Um Lugar para Todas as Pessoas”.
Feira do Livro do ALERtejo – Encontro Literário de Elvas regressa à Casa da Cultura de Elvas, decorrendo de sexta-feira a domingo, de 23 a 25 de outubro, com uma oferta literária ampla e diversificada.
O evento junta mais de 150 títulos dirigidos a todas as idades e preferências, reunindo catálogos de mais de dez editoras provenientes de todo o país. Com o objetivo de promover a leitura e celebrar a criação literária, o certame dará visibilidade aos livros de todas as autoras e dinamizadores presentes.
A seleção bibliográfica encontra-se organizada por diversas áreas temáticas, que incluem secções dedicadas a Escrever o Feminino, Sobre o Alentejo, Autores de Elvas, Literatura de Espanha, Fundação José Saramago, Clássicos e Outros, e ainda uma oferta especial para Miúdos e Graúdos.
Entre os principais destaques da programação e das prateleiras, a feira assinala o lançamento do primeiro livro de Paula Lebre, intutulado “Beatriz, uma melodia interrompida”, a par do novo livro infantil inspirado no universo de Florbela Espanca. Os visitantes poderão também conhecer a nova edição trilingue dedicada a clássicos da literatura feminina nacional, a nova coleção editada pelo Museu Nacional do Teatro e da Dança e a segunda parte do projeto The Elvas Project, focado no estudo e divulgação do único Cancioneiro de Elvas.
A Feira do Livro convida toda a comunidade de Elvas e da região a visitar a Casa da Cultura durante o fim de semana e a descobrir todas as novidades literárias.
Para mais informações sobre o evento e consulta de conteúdos adicionais, a organização disponibiliza o portal oficial em alertejo.pt.
No seu primeiro livro, a mãe de Beatriz Lebre transforma a dor da perda da filha num testemunho pessoal e num alerta para a violência de género. A obra dá a conhecer a jovem mulher alegre, apaixonada pela música, pela literatura e pelas artes, cuja vida foi tragicamente interrompida.
Beatriz, Uma Melodia Interrompida é o título do primeiro livro de Paula Lebre, já disponível nas livrarias de todo o país. A obra nasce da necessidade de contar a história da filha, vítima de homicídio a 22 de maio de 2020, mas assume também uma dimensão de denúncia social, procurando sensibilizar os leitores para a violência contra as mulheres e para a urgência de combater este flagelo.
Em entrevista à Rádio ELVAS, Paula Lebre faz questão de afastar, desde logo, a ideia de que se considera escritora. “Eu não sou escritora. Escrevi um livro, que nem é nada de criativo, é só um relato de uma vida, de um acontecimento e de um sofrimento”, afirma, descrevendo a obra como um testemunho pessoal sobre a filha e as circunstâncias trágicas que marcaram a sua morte.
Mais do que uma homenagem, expressão com a qual não se identifica, a autora considera que o livro pretende chamar a atenção para uma realidade que continua a exigir respostas da sociedade. “Aqui o que está em causa é uma fragilidade da condição humana que é preciso perceber e conter, que é a violência”, sublinha.
Paula Lebre alerta para a dimensão da violência contra as mulheres e para a necessidade de ir além dos números, procurando dar-lhes um rosto e uma história. Através da experiência de Beatriz, espera que os leitores compreendam melhor a gravidade deste problema. “Pelo menos que com a história, as pessoas, pela afetividade que possam sentir, liguem e sintam mais os números, o significado daqueles números grotescos e atrozes”, explica, lembrando que, “são duas mulheres mortas, por mês”, em média, em Portugal.
A mãe de Beatriz critica também a tendência para responsabilizar as vítimas pela violência de que são alvo, questionando os comportamentos e as escolhas das mulheres como se estes pudessem justificar a agressão. “Nada justifica um assassinato, seja mulher, seja homem”, afirma, defendendo que esta forma de pensar tem de ser desconstruída. Para Paula Lebre, a educação é uma das dimensões fundamentais para uma resposta estrutural e coletiva ao problema.
Apesar da dureza dos acontecimentos que relata, “Beatriz, Uma Melodia Interrompida” não pretende ser um livro sombrio. A autora procurou preservar a personalidade da filha e dar a conhecer os seus interesses, a sua alegria e a paixão pelas artes. “Não é um livro sombrio. Não deixa de ser belo, porque tem lá tudo o quanto ela mais amava, que era arte, cinema, música, poesia, literatura”, revela.
A música ocupa um lugar especial na narrativa, funcionando como uma banda sonora que acompanha a leitura. Paula Lebre explica que escolheu canções que faziam parte da vida familiar e da relação com a filha, integrando-as no texto como forma de criar pausas e tornar a experiência de leitura mais envolvente.
“Eu pretendia que fosse uma perolazinha. Não é nenhum diamante literário, nem nada disso, mas que seja uma pérola bonita e que dê prazer às pessoas e que emocione”, afirma, acrescentando que deseja que o livro contribua para que os leitores não se resignem perante a violência.
Um livro nascido da necessidade de compreender
A escrita surgiu de forma inesperada. Inicialmente, Paula Lebre preparava um testemunho para integrar uma compilação de textos sobre a vida de Beatriz, reunidos por amigos. Foi o músico, realizador e escritor Filipe Melo, amigo da filha, quem a incentivou a transformar esse material numa obra autónoma. “Ele é que me disse: ‘Paula, isto não é um testemunho, isto é um livro que tens de fazer à parte’”, recorda. A sugestão foi decisiva para que avançasse com um projeto no qual, inicialmente, não acreditava.
O processo de escrita foi também acompanhado por uma procura de respostas para a tragédia. Durante o luto, a autora dedicou-se à leitura de filosofia, teologia, psicologia e sociologia, procurando compreender o que tinha acontecido e os fenómenos sociais associados ao feminicídio, ao machismo e ao patriarcado.
O texto foi depois trabalhado em conjunto com a editora (Penguin Livros), num processo de organização e revisão que permitiu estruturar os capítulos e definir os momentos de pausa. Paula Lebre descreve o manuscrito inicial como um trabalho em bruto, que foi sendo aperfeiçoado com a colaboração editorial.
A narrativa é assumidamente pessoal, construída a partir da perspetiva de uma mãe que procura compreender a perda e preservar a memória da filha. Tudo o que é relatado, garante, corresponde à verdade, incluindo as dúvidas e as interrogações que continuam sem resposta.
Preservar a memória de Beatriz
Ao longo da entrevista, Paula Lebre recorda a ligação de Beatriz à música e ao teatro, evocando a imagem da filha sentada ao piano, uma das memórias que permanece viva entre aqueles que a conheceram.
Entre as recordações partilhadas está também a canção “Into My Arms”, de Nick Cave, que Beatriz cantava com amigos do grupo de teatro da universidade e que a mãe também cantava com ela. A descoberta desta coincidência, já depois da morte da filha, foi um dos momentos que Paula Lebre descreve como especialmente marcantes.
São estas memórias que ajudam a manter presente a personalidade de Beatriz e que dão sentido à publicação do livro. “A Beatriz tem o nome num livro para não morrer outra vez”, afirma, estabelecendo um paralelo com a atribuição de nomes de pessoas falecidas a ruas, como forma de perpetuar a sua memória.
A autora reconhece que a perda de um filho é uma ferida para toda a vida e que a morte violenta de Beatriz constitui uma rutura que não pode ser comparada a um acontecimento natural. É precisamente por considerar que esta morte não pode ficar sem significado que decidiu transformar a sua experiência num testemunho público.
“Eu não me conforme com a inutilidade desta morte. Esta morte tem que ter um significado. Por isso também o livro”, explica.
Apresentação na terceira edição do ALERtejo em Elvas
A publicação de Beatriz, Uma Melodia Interrompida coincide com a terceira edição do ALERtejo, encontro literário que decorre em Elvas e que, este ano, tem como tema central a escrita no feminino.
Paula Lebre considera a coincidência particularmente feliz, sobretudo porque o livro passou por várias vicissitudes relacionadas com questões jurídicas antes de chegar às livrarias. A apresentação em Elvas, agendada para sábado, 24 de outubro, representa, por isso, mais um momento significativo no percurso da obra.
A autora admite que não está a planear escrever outros livros e insiste que não se vê como escritora. “Desde a morte da minha filha, não consigo prever nada na minha vida, nem consigo planear nada, e todo o meu comportamento tem sido conforme as circunstâncias”, confessa.
Para já, a expectativa é que Beatriz, Uma Melodia Interrompida chegue aos leitores, emocione e contribua para uma reflexão mais profunda sobre a violência contra as mulheres. Um livro que procura preservar a memória de Beatriz e dar visibilidade a uma realidade que não pode ser ignorada.
Beatriz Lebre, uma vida interrompida pelo femicídio
Beatriz Lebre foi uma das 19 mulheres que morreram vítimas de femicídio, em 2020, em Portugal. Na noite de 22 de maio, um colega do curso de mestrado dirigiu-se à casa de Beatriz e, quando ela lhe abriu a porta, agrediu-a brutalmente com um bastão. Depois, transportou o corpo na bagageira do carro e deitou-o ao rio Tejo.
O alegado autor do crime, que não chegou a ser julgado, suicidou-se cerca de um mês e meio depois na cadeia.
A entrevista completa a Paula Lebre para ouvir no podcast abaixo:
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior assinala esta quinta-feira, 22 de outubro, o seu 77.º aniversário, celebrando mais de sete décadas de dedicação, coragem e serviço à população do concelho.
Para assinalar a data, a corporação destacou, numa publicação nas redes sociais, os 77 anos de história marcados pela entrega, pelo sacrifício e pelo espírito de missão, agradecendo a todos os que, ao longo das décadas, contribuíram para o percurso da instituição.
“Aos que estiveram, aos que estão e àqueles que já partiram, o nosso respeito, reconhecimento e eterna gratidão”, refere a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, numa mensagem de homenagem a todos os que fizeram e fazem parte da história da corporação.
Também a Câmara Municipal de Campo Maior assinalou o aniversário, deixando uma palavra de reconhecimento aos bombeiros pelo trabalho desenvolvido diariamente em prol da comunidade.
“São 77 anos de entrega incondicional à nossa comunidade”, sublinha o município, que agradece a todos os elementos da corporação por estarem “sempre na linha da frente” na proteção e no socorro da população.
No âmbito das comemorações, realiza-se esta quinta-feira, pelas 19 horas, uma missa na Igreja Matriz de Campo Maior, em memória dos sócios, dirigentes e bombeiros falecidos.
Ao celebrar 77 anos de existência, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior presta homenagem a todos aqueles que contribuíram para o seu percurso e reafirma a continuidade de uma missão dedicada à proteção e ao serviço da comunidade, sob o lema “Vida por Vida!”.
António Beijoca apresenta o livro “GIA – Tudo Está Operacional!” este sábado, 24 de outubro, pelas 10h30, na Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior. A obra aborda o impacto da inteligência artificial (IA) na sociedade e deixa um alerta para a importância de preservar o pensamento crítico perante a crescente utilização destas ferramentas.
Ligado à área da tecnologia, nomeadamente às redes e comunicações, António Beijoca explica que a ideia para o livro, um thriller empresarial, surgiu da observação de comportamentos cada vez mais comuns no quotidiano, marcados pela aceitação quase automática da informação produzida pela inteligência artificial.
“O livro acaba por ser uma forma de dizer às pessoas: não deixem de usar, porque é uma ferramenta útil, mas continuem a ter um pensamento crítico e analítico em relação à informação que recebem”, sublinha o autor.
António Beijoca considera que a facilidade de acesso à informação e a crescente utilização da inteligência artificial para realizar tarefas do dia a dia podem contribuir para uma perda progressiva da capacidade de análise. Como exemplo, aponta a utilização destas ferramentas para elaborar textos e e-mails, alertando para o risco de, no futuro, as pessoas perderem autonomia na realização de tarefas caso fiquem privadas desta tecnologia.
“Estas ferramentas vieram para nos facilitar muito trabalho. Agora, não se perca o sentido crítico e não deixemos que a inteligência artificial passe a fazer tudo por nós”, defende.
O autor revela ainda que o processo criativo de produção da obra decorreu por etapas, através da construção de diferentes situações que acabaram por ser reunidas numa única história. Curiosamente, o desenvolvimento da obra antecedeu o recente destaque mediático em torno da inteligência artificial, coincidindo o lançamento do livro com o crescimento do debate público sobre o tema.
A escolha da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior para a apresentação tem também uma motivação pessoal. Apesar de a Câmara Municipal de Campo Maior ter disponibilizado o Centro Cultural para acolher a iniciativa, António Beijoca optou por realizar o lançamento na instituição onde se encontra o pai, que tem problemas de mobilidade. “Sendo ele a pessoa mais importante da minha vida, é condição que o meu pai esteja presente no lançamento deste livro”, explica o escritor, destacando a importância do apoio e dos ensinamentos do pai ao longo da sua vida, nomeadamente na concretização dos seus sonhos.
O livro “GIA – Tudo Está Operacional!” encontra-se disponível para compra online através das plataformas digitais da editora Bookmundo e da FNAC. O autor terá também exemplares para disponibilizar na sessão de apresentação, em Campo Maior.
Sinopse da obra: “Alexandre garante que tudo funciona, sem falhas, sem ninguém dar por isso. É administrador de sistemas e a GIA, a inteligência artificial que gere as decisões técnicas da sua empresa, torna esse trabalho ainda mais fácil. Até ao dia em que encontra um erro impossível de explicar. Uma regra de segurança, escrita de forma perfeita, mas com a lógica silenciosamente invertida. Corrige-o sem alarme. Até o mesmo erro, com a mesma assinatura exacta, voltar a aparecer numa empresa completamente diferente, sem qualquer ligação à primeira. Quanto mais Alexandre insiste em perguntar, mais isolado fica dentro da própria empresa que devia querer saber a verdade. Porque o padrão está a espalhar-se por sistemas, sectores e vidas sem nada em comum excepto confiarem todos no mesmo tipo de inteligência artificial. GIA não é uma história sobre máquinas que se revoltam. É uma história sobre o momento em que deixamos de poder confiar cegamente no consenso e sobre o preço de continuar a olhar, mesmo assim.”
O Stand Up Fest regressa a Portalegre no dia 7 de novembro, para a sua sexta edição, com um cartaz que junta o humorista António Machado a quatro nomes ligados à região.
O espetáculo, promovido pela associação Manobra Principal, está marcado para as 21h33, no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (CAEP), e volta a associar o humor a uma causa solidária, com parte da receita da bilheteira a reverter a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
“Nós somos uma associação sem fins lucrativos, estamos nisto por amor à camisola, mas também temos muito gosto em ajudar”, afirma Bruno Azeitona, presidente da associação, sublinhando que o festival pretende proporcionar momentos de diversão, sem esquecer a componente solidária.
A edição deste ano representa, contudo, e nas palavras do responsável, um desafio acrescido para a organização. “Talvez seja a edição com mais responsabilidade que nós tivemos até agora”, admite, mostrando-se, ainda assim, confiante de que o evento vai corresponder às expectativas e contribuir para apoiar a instituição beneficiária.
António Machado estreia-se no stand-up
Uma das principais novidades do cartaz é a participação de António Machado, humorista conhecido do público, através da televisão, do teatro e da rádio, que se vai estrear no formato de stand-up comedy no festival organizado pela Manobra Principal.
Para Bruno Azeitona, a presença do humorista constitui motivo de orgulho para a associação e para a cidade. “É fantástico, para Portalegre, para o nosso festival e para a nossa associação, e deixa-nos muito orgulhosos termos um nome como António Machado”, salienta o responsável, destacando a importância de receber um nome reconhecido a nível nacional num evento promovido por uma associação local e sem fins lucrativos.
Segundo o presidente da Manobra Principal, a participação surgiu depois de a associação apresentar o projeto ao humorista, que acabou por “achar piada” e aceitar o convite. A atuação marcará assim a estreia de António Machado no stand-up comedy, num palco que a organização espera que seja de partilha, proximidade e muitas gargalhadas.
Aposta nos talentos da região
Além de António Machado, o espetáculo contará com as participações Adriano Bailadeira, Dinis Malanho, Bil Malanho e Bruno Bonacho, nomes que representam a aposta da organização nos humoristas de Portalegre e do distrito.
A valorização dos talentos locais é uma das marcas do festival desde a sua primeira edição. Bruno Azeitona explica que a iniciativa nasceu com o objetivo de dar palco a humoristas da região e que a associação pretende manter essa identidade, mesmo quando convida figuras de projeção nacional. “O nosso festival começou somente com humoristas de Portalegre e queremos continuar com essa vertente”, refere.
O responsável reconhece que, em algumas das edições anteriores do Stand Up Fest, o cartaz incluiu artistas de outras zonas do país, mas considera que a edição deste ano mantém uma forte ligação ao território, com a presença de António Machado a complementar o núcleo de humoristas regionais.
A organização convida, por isso, o público a marcar presença, numa noite que pretende aliar o entretenimento à promoção dos artistas locais e à solidariedade.
Bilhetes a cinco euros
Os bilhetes têm um custo de cinco euros e, segundo Bruno Azeitona, poderão ser adquiridos no CAEP, durante o horário de funcionamento daquele equipamento cultural. A aquisição será feita exclusivamente no local.
Parte da receita da bilheteira reverterá a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, permitindo que o público contribua para a causa enquanto assiste ao espetáculo, que contará com apresentação de César Azeitona.
A Câmara Municipal de Elvas aumentou em 25 euros o valor mensal das bolsas de estudo destinadas aos estudantes do Ensino Superior, que passam a ser de 175 euros por mês, durante dez meses, num apoio total de 1.750 euros por ano letivo.
As candidaturas às bolsas de estudo estão a decorrer até 31 de outubro, sendo o apoio destinado aos estudantes que cumpram os critérios definidos pelo Município.
Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, embora o regulamento municipal preveja a atribuição de 50 bolsas de estudo por ano, na prática, o Município atribui mais de 200 bolsas anualmente.
“Todas as pessoas que cumpram os requisitos para a atribuição da bolsa não ficam sem apoio por limitação do número de bolsas por parte da Câmara”, explicou o autarca, sublinhando a importância de os estudantes elegíveis apresentarem candidatura.
Nuno Mocinha destaca ainda o reforço financeiro do apoio, com o aumento de 25 euros mensais, considerando que se trata de “uma ajuda substancial por parte da Câmara”. O objetivo é contribuir para o sucesso académico dos estudantes do concelho.
O vice-presidente aproveitou também para desejar um bom ano letivo a todos os alunos do Ensino Superior.
Para beneficiar das bolsas de estudo, os candidatos devem cumprir os seguintes requisitos: residir no concelho de Elvas; ter idade igual ou inferior a 25 anos; estar matriculado num estabelecimento de Ensino Superior; ter aproveitamento escolar no ano letivo anterior; e ter um rendimento anual do agregado familiar, per capita, que não ultrapasse os 12.353,99 euros.
Os interessados devem formalizar a candidatura no Balcão Único do Município de Elvas ou através do Balcão Virtual, até ao dia 31 de outubro.
A autarquia reforça, assim, o apoio aos jovens do concelho que prosseguem os seus estudos no Ensino Superior, procurando contribuir para a continuidade dos percursos académicos e para a igualdade de oportunidades no acesso à educação.
A Associação de Solidariedade Social Coração Delta promove, este fim de semana, dias 24 e 25 de outubro, a 13ª edição da campanha “É Tempo de Ajudar”, que decorrerá em 130 lojas Intermarché dos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Setúbal e Santarém.
A iniciativa tem como propósito apoiar idosos em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida, através da recolha de produtos de higiene pessoal essenciais.
A campanha tem como parceiros as lojas Intermarché, o Corpo Nacional de Escutas e os municípios aderentes, responsáveis por sinalizar os beneficiários dos kits de higiene pessoal. Os escuteiros, por sua vez, apoiam a dinamização local da iniciativa, reforçando o espírito de entreajuda e proximidade.
A edição deste ano conta com a mobilização de 3000 voluntários — entre escuteiros do CNE, alunos das EIC das Corporações locais de Bombeiros, escoteiros da AEP e membros da comunidade local e do Grupo Nabeiro-Delta Cafés — que se juntam, uma vez mais, nas lojas Intermarché para dar continuidade a esta causa solidária.
Criada em 2015, a campanha “É Tempo de Ajudar” tem vindo a crescer e, desde a sua primeira edição, já permitiu a entrega de mais de 26 mil kits de higiene a idosos em situação de vulnerabilidade. O projeto, que começou com a participação de apenas 13 lojas nos distritos de Portalegre e Évora, está hoje presente em nove distritos do país e estreia-se agora no distrito de Lisboa.
Através da doação de produtos de higiene pessoal, como gel de banho, champô, pasta e escova de dentes, desodorizante ou creme hidratante, os clientes das lojas aderentes poderão contribuir para ajudar quem mais precisa. A campanha procura responder a necessidades básicas muitas vezes negligenciadas, promovendo a dignidade, o bem-estar e a qualidade de vida da população sénior.
Para a Associação Coração Delta, esta iniciativa reflete o compromisso contínuo do Grupo Nabeiro-Delta Cafés com a promoção da inclusão social e o desenvolvimento das comunidades, mobilizando parceiros, voluntários e cidadãos para ajudar quem mais precisa.
“Em Portugal, quase 20% da população idosa vive em situação de pobreza, e isso não pode ser tratado como inevitável. A campanha ‘É Tempo de Ajudar’ mobiliza voluntários, parceiros, municípios e comunidades locais para dar uma resposta concreta no dia a dia de quem mais precisa. Cada produto doado representa muito mais do que uma ajuda material: é um gesto de respeito, atenção e gratidão. Este compromisso com as comunidades foi um dos maiores legados do meu avô, Rui Nabeiro, e continua a orientar a ação da Associação Coração Delta. Com esta ação, mostramos que pequenos gestos podem fazer uma grande diferença, levando esperança, conforto e dignidade a quem mais precisa”, afirma Rita Nabeiro, presidente da direção da Associação Coração Delta.
A campanha “É tempo de Ajudar” tem o apoio da FINIECO, BARATA GARCIA, LIDERGRAF, STANDIGITAL, Ng5, BERMA, MR.PRINT E FIDELIDADE e pretende superar os resultados das edições anteriores, recolhendo mais produtos de higiene pessoal para apoiar a população sénior.
A Câmara Municipal de Campo Maior investiu mais de 1,4 milhões de euros, em 2026, na melhoria da rede viária sob a sua responsabilidade, com intervenções na estrada de ligação a Albuquerque, em Espanha, e na estrada da Figueira.
O balanço é feito por Luís Rosinha, presidente do município, que sublinha a importância destas obras para a segurança dos automobilistas e para o reforço das ligações transfronteiriças.
Na estrada de ligação a Albuquerque, foram concluídos os trabalhos de repavimentação de cerca de dois quilómetros, num investimento municipal de aproximadamente 250 mil euros. Para Luís Rosinha, esta intervenção demonstra a importância que o município atribui à ligação entre os dois lados da fronteira. “Isto diz muito daquilo que é a importância que o município de Campo Maior dá às ligações transfronteiriças”, salienta.
Uma das intervenções de maior dimensão decorreu na estrada da Figueira, onde o investimento ultrapassou os 1,2 milhões de euros. Os trabalhos incluíram o alargamento da via e a melhoria das condições de drenagem, com o objetivo de aumentar o conforto e a segurança de quem utiliza esta estrada.
Segundo o autarca, as melhorias destinam-se tanto aos campomaiorenses como aos cidadãos espanhóis que circulam naquela ligação. A intervenção procurou corrigir o traçado e melhorar as características da via, reforçando as condições de circulação.
Município quer obras na ER 371 em 2027
Além das intervenções já realizadas, Luís Rosinha destaca a necessidade de requalificar a Estrada Regional 371, apesar de esta via não estar sob responsabilidade direta da Câmara Municipal de Campo Maior.
O município tem mantido contactos frequentes com a Infraestruturas de Portugal para que a entidade possa avançar, já em 2027, com trabalhos de repavimentação no troço compreendido entre a primeira rotunda da variante de Campo Maior e a fronteira do Retiro.
O presidente da Câmara considera esta intervenção igualmente necessária para melhorar as ligações transfronteiriças, que assumem particular importância para a população do concelho.
A expectativa é que os contactos estabelecidos com a Infraestruturas de Portugal permitam concretizar a intervenção, dando continuidade ao esforço de melhoria das acessibilidades entre Campo Maior e Espanha.
O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, esteve no Regimento de Cavalaria n.º 3 de Estremoz, esta terça-feira, dia 20 de outrubro, onde acompanhou um grupo de jovens campomaiorenses durante a sua participação nas atividades do Dia da Defesa Nacional.
Este é um dia de informação e formação sobre a defesa nacional, que pretende promover o sentido de responsabilidade cívica e dar a conhecer o papel das Forças Armadas e as opções de prestação do serviço militar.
Luís Rosinha foi acompanhado nesta visita pelo Comandante do Regimento, o Coronel Peralta Pimenta.