Nuno Mocinha assume presidência da EuroBEC

Elvas assumiu esta segunda-feira, 7 de setembro, a presidência da Eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior (EuroBEC), num ato que reuniu os representantes dos três municípios que integram esta estrutura de cooperação transfronteiriça.

A transferência da presidência decorre do Protocolo de Cooperação da EuroBEC, que estabelece uma presidência rotativa, por períodos de um ano, entre os municípios de Badajoz, Elvas e Campo Maior. Com esta mudança, a presidência passa a ser assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas.

No âmbito das competências delegadas e do acompanhamento dos assuntos relacionados com a EuroBEC, José Rondão Almeida delegou no vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, a representação do Município nesta estrutura, assumindo este as funções de presidente da Eurocidade.

A nova composição mantém a representação dos três municípios, com o alcalde de Badajoz, Ignacio Gragera, e o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, a assumirem as respetivas vice-presidências.

A ocasião serviu igualmente para abordar diversos assuntos de interesse comum para Elvas, Badajoz e Campo Maior, bem como para analisar linhas de trabalho conjunto e iniciativas que permitam continuar a reforçar a cooperação entre os três territórios.

A presidência agora assumida por Elvas pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da EuroBEC, aprofundando a cooperação transfronteiriça e promovendo uma atuação concertada em áreas estratégicas para os três municípios e para as populações dos dois lados da fronteira.

A EuroBEC constitui uma plataforma privilegiada para o desenvolvimento de projetos conjuntos e para o reforço das relações históricas, económicas, sociais, culturais e institucionais entre Elvas, Badajoz e Campo Maior, contribuindo para afirmar este território transfronteiriço como um espaço comum de oportunidades e desenvolvimento.

Vila Viçosa volta a vestir-se de festa: Capuchos trazem seis dias de tradição e música

Prometendo seis dias de animação, tradição e reencontros, as emblemáticas Festas dos Capuchos estão de regresso a Vila Viçosa, entre quinta e terça-feira, de 10 a 15 de setembro.

O programa arranca na quinta-feira, com as tradicionais caminhada e abertura do barril, e prolonga-se ao longo de seis dias, com uma programação que cruza música, cerimónias religiosas, atividades tauromáquicas e fogo de artifício.

Em declarações à Rádio ELVAS, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Tiago Salgueiro, destaca a importância das festas para a identidade local e para o reencontro da comunidade calipolense, considerando o evento uma referência não só no concelho, mas em toda a região.

“As Festas dos Capuchos são uma referência já a nível do Alentejo e, portanto, são sempre um momento em que os calipolenses regressam a casa. Para além desse momento de partilha, temos vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas do ponto de vista cultural e de animação que considero relevantes e que acabam por deixar a sua marca no calendário anual de atividades”, afirma o autarca.

A tradição continua, assim, a ocupar um lugar central na programação, com destaque para as emblemáticas largadas de touros na Praça da República e os espetáculos musicais.

“Vamos manter aquilo que é a tradição das nossas festas, com as largadas de touros, com o vasto programa cultural que também acaba por envolver a nossa comunidade e as associações da terra e do concelho. O que se pretende é gerar esse convívio e celebrar também aquilo que é a nossa tradição”, sublinha Tiago Salgueiro.

Com origens que remontam ao século XIX, as Festas dos Capuchos são uma das mais antigas e emblemáticas celebrações do concelho. Para o vice-presidente da autarquia, preservar este património imaterial é essencial para reforçar a identidade calipolense e manter viva uma tradição que atravessa gerações.

“As festas são seculares, tiveram o seu início em meados do século XIX e são também uma referência. Aquilo que queremos é realmente manter essa tradição, que remete para a nossa identidade local. Não basta termos apenas os monumentos; somos também conhecidos pela hospitalidade dos calipolenses. A altura dos Capuchos é a altura de receber as pessoas que aqui se deslocam”, refere.

Na vertente musical, o palco das Festas dos Capuchos recebe, este ano, Zé Pedro Sousa, na quinta-feira, na noite da abertura do barril; Chaíto y Palosanto, na sexta-feira; Badoxa, no sábado; Vitor Kley, no domingo; e Emanuel, na segunda-feira.

As festividades terminam na terça-feira, com uma garraiada durante a tarde, na Praça da República, encerrando mais uma edição de uma das celebrações mais marcantes do calendário festivo de Vila Viçosa.

A programação completa das Festas dos Capuchos pode ser consultada aqui.

O verão termina, as memórias ficam: o balanço de mais de dois meses de ATL da Arkus

Com as férias de verão a chegarem ao fim, o ATL da Arkus prepara-se para encerrar mais uma edição marcada pela animação, pela descoberta e pela forte adesão das famílias de Elvas.

A iniciativa, que arrancou em julho, termina na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, e contou este ano com mais de meia centena de crianças, um número superior ao registado em edições anteriores. Devido à elevada procura, a Arkus viu-se mesmo obrigada a limitar o número de inscrições.

Melanie Carona, uma das responsáveis pelo ATL, destaca a forte adesão à iniciativa e a satisfação manifestada pelas famílias. “Eu acho que é um balanço muito positivo, como é todos os anos. Este ano tivemos muita procura, foi muito complicado. Nós queríamos aceitar mais crianças, mas não conseguíamos”, afirma.

Para além da resposta dada às famílias, a responsável salienta o ambiente vivido ao longo do verão entre crianças e monitoras. “Tem sido muito divertido, tanto para eles como para nós. Lá está, nós acabamos por ser também um bocadinho crianças e acho que é isso que marca a diferença e eles sentem-se bem”, refere, acrescentando que o feedback recebido por parte dos pais tem sido “muito positivo”.

O crescimento do número de participantes levou também ao reforço da equipa. “Tivemos entre 50 a 60 crianças, ou seja, foi um ano que subiu muito o número de participantes, daí também termos mais colaboradoras connosco”, explica Melanie Carona.

Uma das particularidades deste período de férias prende-se ainda com a necessidade de dar resposta às famílias durante o mês de agosto, altura em que muitos infantários encerram. Segundo a responsável, isso levou à participação de crianças mais pequenas, sobretudo durante a primeira quinzena.

Ao longo do verão, o ATL procurou proporcionar um programa diversificado, conciliando momentos de lazer com atividades de caráter educativo e cultural. Entre as propostas estiveram idas à piscina, visitas aos monumentos de Elvas, deslocações à biblioteca, jogos aquáticos, jogos dramáticos e as mais diversas atividades realizadas nas instalações da Arkus.

As tardes de sexta-feira ficaram sempre reservadas para as sessões de cinema, enquanto outras iniciativas procuraram introduzir as crianças a experiências diferentes. Foi o caso de uma “manhã tecnológica” e de uma tarde dedicada às consolas dos anos 90.

“Ir à piscina é sempre o momento preferido deles”, reconhece Melanie Carona, mas a responsável sublinha a importância de oferecer “um leque grande de ofertas” para manter as crianças envolvidas e proporcionar-lhes novas experiências.

A Arkus prepara agora os últimos momentos desta edição do ATL. Para o encerramento, está prevista a tradicional noite do pijama, que este ano terá será “um bocadinho diferente”. “Vamos fazer um acampamento, portanto está tudo ansioso, tanto monitoras como crianças”, revela Melanie Carona.

Com a aproximação do final da iniciativa, a responsável faz um balanço marcado pela satisfação e pelo orgulho no trabalho desenvolvido. O objetivo, garante, passa por proporcionar às crianças momentos de diversão, mas também oportunidades de aprendizagem e descoberta durante as férias escolares.

“Temos tentado dar o nosso melhor. Portanto, momentos divertidos, mas também de alguma forma de aprendizagem”, conclui.

Academia Sénior da CURPI de Campo Maior prepara novo ano letivo com “força” e “vontade”

A Academia Sénior da CURPI de Campo Maior prepara o arranque de mais um ano letivo, com o regresso das aulas e das diversas atividades previstas para a partir de outubro.

O projeto, que reúne sobretudo senhoras com mais de 60 anos, volta a apostar num conjunto diversificado de iniciativas destinadas a promover o convívio, a aprendizagem e a participação ativa da população sénior.

Anselmina Caldeirão, presidente da direção da CURPI, explica que setembro é ainda um mês de preparação, estando o início oficial do novo ano letivo previsto para outubro. “Temos ainda setembro, que nós começamos o ano letivo, normalmente, em outubro e, nessa altura, vamos iniciar outra vez com força, com vontade e ter outras iniciativas”, afirma.

Ao longo do ano, a Academia Sénior participa também em diversas atividades e iniciativas, respondendo aos convites e solicitações que lhe são dirigidos. Segundo a responsável, as alunas têm demonstrado uma forte disponibilidade para participar e representar a instituição. “A Academia participa em diversas atividades, em tudo aquilo que é solicitada. As alunas estão sempre dispostas a dar uma resposta e sempre com boa disposição”, sublinha Anselmina Caldeirão.

A presidente da direção da CURPI deixa ainda uma palavra de reconhecimento às participantes, destacando a sua energia e vontade de continuar envolvidas nas atividades da Academia Sénior. “Eu agradeço do fundo do coração que elas continuem sempre com esta grande força de vontade”, conclui.

Com o novo ano letivo a aproximar-se, a CURPI espera, assim, dar continuidade a um projeto que tem nas suas participantes o principal motor, mantendo uma agenda de atividades e aulas que contribuem para o envelhecimento ativo e para o reforço dos laços de convívio entre as alunas.

Cágados de Portugal: como os podemos proteger? No “Ambiente em FM” a Quercus explica

O programa Ambiente em FM desta semana dá a conhecer o primeiro Guia de Campo dos Cágados de Portugal, uma nova ferramenta destinada a ajudar a população a identificar estes répteis de água doce. Descubra a importância de proteger as espécies nativas e saiba quais são as principais ameaças que estes animais enfrentam no nosso território.

Portugal acolhe onze espécies de tartarugas de água doce, mas apenas duas são autóctones: o cágado-de-carapaça-estriada e o cágado-mediterrânico. A introdução de espécies exóticas por ação humana representa um dos maiores perigos para estes animais, uma vez que o surgimento de populações invasoras gera uma competição direta por alimento e abrigo, empurrando os cágados nativos para o declínio. Somam-se a este cenário adverso outros riscos graves como a poluição, o atropelamento e a destruição contínua das zonas húmidas. O agravamento das alterações climáticas, acompanhado por períodos prolongados de seca e temperaturas elevadas, ameaça reduzir ainda mais os ecossistemas aquáticos fundamentais para a sobrevivência e reprodução destas espécies

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

19,4 valores de média no acesso ao Ensino Superior. E agora? Afonso Pires conta como escolheu o futuro

Afonso Pires, de Elvas, concluiu o ensino secundário com uma média de 19,4 valores, um resultado que lhe abriu as portas para qualquer opção no ensino superior.

Antigo aluno da Escola Secundária de D. Sancho II, o jovem elvense vai agora prosseguir os estudos na capital, onde ingressou na licenciatura em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa. A escolha surge depois de ponderar várias áreas, entre elas Engenharia Aeroespacial e Medicina, num processo de decisão que, confessa, não foi fácil.

Em entrevista à Rádio ELVAS, Afonso admite que, quando entrou no ensino secundário, nunca imaginou alcançar uma classificação final tão elevada. “Nunca pensei de início, quando cheguei ao secundário, que iria acabar com esta média”, confessa. O resultado foi fruto, segundo explica, de muito trabalho e de uma estratégia de estudo organizada, mas também da capacidade de encontrar um equilíbrio entre a escola e a vida pessoal.

“Procurei sempre trabalhar bastante, estudar, embora sempre tentando estudar de maneira minuciosa, estudar aquilo que é preciso e saber também gerir o tempo livre”, afirma.

Para Afonso, estudar muitas horas não é, por si só, garantia de bons resultados. O jovem considera fundamental manter uma vida equilibrada, com espaço para convívio e outras atividades. “Não podemos limitar-nos a estudar porque isso prejudica-nos. É preciso que mantenhamos uma vida social e outras atividades para conseguirmos ter mais energia para estudar e conseguir melhores resultados”, defende.

Uma evolução ao longo do secundário

Embora já fosse um bom aluno no terceiro ciclo, Afonso reconhece que a entrada no secundário representou uma mudança significativa. O novo ritmo de trabalho e a importância das classificações na construção da média trouxeram inicialmente algumas dúvidas.

Ainda assim, o percurso foi de crescimento contínuo. As notas foram melhorando do 10.º para o 11.º ano e, posteriormente, para o 12.º ano, até atingir os 19,4 valores finais. O jovem rejeita, por isso, a existência de uma “fórmula mágica” para alcançar bons resultados.

“Cada um de nós tem que se adaptar àquilo que melhor resulta para cada um. Não há um método universal que resulte para toda a gente”, considera.

A pressão para manter as classificações, essa sim, acabou por fazer parte do percurso. Mas Afonso garante que nunca sentiu uma exigência especial por parte dos pais. “A pressão que depois eventualmente senti é a pressão de manter as notas”, explica.

Entre Matemática, Letras e muitas dúvidas

Com uma média de 19,4 valores, Afonso tinha praticamente todas as portas abertas. A escolha do curso acabou, porém, por não ser fácil.

O jovem elvense sempre revelou interesse por áreas distintas, tanto pelos números como pelas letras, o que tornou a decisão ainda mais complexa.

Entre as possibilidades esteve a Engenharia Aeroespacial, área pela qual sente interesse, e até Medicina, uma opção frequentemente associada aos alunos com médias muito elevadas.

No entanto, acabou por concluir que a área da Saúde não correspondia tanto à sua vocação e teve também algumas reservas quanto à possibilidade de seguir Engenharia Aeroespacial.

A escolha recaiu no curso de Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, sobretudo pela sua versatilidade. “Escolhi este curso pelo facto de ter uma grande versatilidade de saídas e ter realmente várias hipóteses que posso vir a seguir no futuro”, explica.

Consultoria, análise de risco, economia, gestão e até áreas relacionadas com a matemática e investigação estão entre as possibilidades profissionais que o curso poderá proporcionar.

“O importante é seguirmos o nosso sonho”

Afonso deixa também uma mensagem para outros jovens que, perante uma média elevada, possam sentir-se pressionados a escolher um determinado curso superior. Na sua perspetiva, ter boas notas não deve significar seguir obrigatoriamente Medicina, Engenharia ou outra área tradicionalmente associada ao sucesso escolar.

“O que é importante é seguirmos o nosso sonho, a nossa vocação, aquilo que achamos que é melhor para nós”, sublinha.

O próprio é exemplo dessa indecisão. Apesar do excelente desempenho escolar, admite que chegou ao final do secundário sem ter uma profissão ou área perfeitamente definida. Quando era criança chegou a imaginar-se ator, mas nunca teve uma ideia concreta sobre aquilo que queria fazer no futuro.

Afonso considera que esta dificuldade é natural, tendo em conta a idade dos jovens quando são chamados a tomar uma das primeiras grandes decisões sobre o seu futuro.

Uma nova etapa em Lisboa

A entrada no ensino superior representa agora uma mudança significativa. Afonso já esteve em Lisboa, onde teve os primeiros contactos com a nova realidade académica durante a semana de receção.

A primeira impressão foi positiva e o jovem mostra-se confiante para enfrentar a nova etapa, embora reconheça o inevitável nervosismo perante uma mudança tão importante. “É uma mudança muito grande nas nossas vidas”, afirma.

Quanto ao futuro depois da licenciatura, todas as hipóteses continuam em aberto. Ficar em Portugal, procurar uma oportunidade no estrangeiro, permanecer em Lisboa ou regressar ao Alentejo são possibilidades que Afonso ainda não exclui.

Por enquanto, prefere seguir uma etapa de cada vez. A licenciatura será apenas o primeiro passo, podendo depois optar por diferentes mestrados e áreas de especialização.

Sem fórmulas mágicas, sem uma profissão previamente definida e sem medo de admitir dúvidas, Afonso Pires inicia assim uma nova etapa com uma certeza: há muitas portas abertas e tempo para descobrir qual delas quer atravessar.

Município de Campo Maior volta a atribuir cem bolsas de estudo a estudantes do ensino superior

As candidaturas às Bolsas de Estudo do Município de Campo Maior para o ano letivo 2026/2027 abrem no próximo dia 15 de setembro, com o Município a reforçar o apoio aos jovens do concelho que frequentam o ensino superior.

A Câmara Municipal de Campo Maior aprovou a atribuição de cem bolsas de estudo, sendo que cada bolsa terá um valor de 750 euros, o que corresponde a 75 euros ao longo de dez meses.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância desta medida para os jovens e para as famílias do concelho. “Vamos abrir à mesma cem bolsas de estudo, à semelhança dos últimos dois anos letivos, num valor que ascenderá mais ou menos a 750 euros por bolsa”, afirma o autarca, acrescentando que o Município decidiu, uma vez mais, contemplar “todas as vertentes universitárias, desde CTeSP a licenciaturas e mestrados”.

Luís Rosinha deixa ainda um apelo aos estudantes para que apresentem as suas candidaturas. “Concorram, que o município terá todo o gosto de ajudar os jovens campomaiorenses, numa medida que cobre praticamente aquilo que são os valores das propinas universitárias”, sublinha.

O presidente da Câmara admite, por outro lado, que o Município gostaria de ir além das cem bolsas previstas, caso o número de candidaturas o justifique. “Gostávamos muito de até ultrapassar o valor das cem bolsas atribuídas”, refere, garantindo que a autarquia aguarda “as candidaturas de todos”.

Para Luís Rosinha, este apoio representa uma forma concreta de acompanhar os jovens do concelho na passagem para o ensino superior, para além de um importante auxílio às famílias. “É com muito orgulho que o Município de Campo Maior apoia os seus jovens da transição para o ensino superior numa medida que é muito ativa, que é muito boa para as famílias, porque é um apoio muito digno”, conclui.

Das cem bolsas disponíveis, 50 serão destinadas a estudantes de Licenciatura e Mestrado, enquanto as restantes 50 serão atribuídas a alunos que frequentem Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) e Cursos de Especialização Tecnológica (CET).

As candidaturas podem ser apresentadas no Balcão de Inclusão do Município de Campo Maior, entre 15 de setembro e 2 de novembro.

Forte da Graça recebe duas visitas especiais guiadas

O Forte da Graça recebe, nos dias 8 e 20 de setembro, duas visitas guiadas especiais, com início marcado para as 10h00, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer espaços habitualmente menos acessíveis deste monumento elvense.

O percurso contempla a passagem pela cisterna, contraminas, entre outros locais permitindo descobrir alguns dos elementos mais singulares da arquitetura e do sistema defensivo desta fortificação, classificada como Património Mundial pela UNESCO.

A visita do dia 8 de setembro será realizada em espanhol, dirigindo-se especialmente ao público de língua espanhola, enquanto a iniciativa agendada para 20 de setembro decorrerá em português.

A participação, gratuita, está sujeita a inscrição prévia, que poderá ser efetuada diretamente no Forte da Graça, através do endereço eletrónico forte.graca@cm-elvas.pt ou pelo telefone 268 639 741.

Exposição na Feira da Luz assinala 50 anos da Constituição da República e desafia cidadãos a participar no futuro

A Feira da Luz/Expomor, que está a decorrer em Montemor-o-Novo, acolhe no Pavilhão de Exposições a mostra “Cidadãos do Futuro – Depois da Liberdade, o que fazemos com ela?”, dedicada aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.

Organizada pelo Município de Montemor-o-Novo, a exposição percorre cinco décadas de transformações no país, no Alentejo e no próprio concelho, destacando conquistas nas áreas económica, social, cultural, ambiental e política.

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, considera que a exposição permite recordar uma profunda transformação da sociedade portuguesa, sublinhando a importância do 25 de Abril e da Constituição de 1976. “Estamos aqui a assistir a 50 anos de história, uma mudança extraordinária do país e de Montemor e do Alentejo. Uma mudança para melhor, em que viemos de uma noite negra e alcançámos patamares absolutamente brilhantes”.

Entre os temas abordados estão a criação do poder local democrático, as eleições democráticas e a evolução de áreas como a saúde, a educação e a segurança social.

Carlos Pinto de Sá destaca, em particular, o impacto que a Constituição e as conquistas democráticas tiveram na vida dos portugueses. “Temos aqui o Serviço Nacional de Saúde e o contributo que deu para a melhoria excecional de saúde dos portugueses, ou da educação, em que se abriu a educação a todos, ou da segurança social, enfim, do direito do trabalho”.

Mas a exposição não se limita a olhar para o passado. O próprio conceito de “Cidadãos do Futuro” lança uma reflexão sobre o papel de cada pessoa na construção da sociedade e sobre a importância da participação cívica.

Para o autarca, cada cidadão pode contribuir para uma mudança positiva, seja no concelho, na região ou no país. “Tu podes participar numa mudança para melhor no concelho, na região, no país”.

Carlos Pinto de Sá deixa, por isso, um alerta para os riscos da passividade e da indiferença, defendendo que a participação é essencial para que os cidadãos possam ter influência nas decisões que condicionam o seu futuro. “A indiferença, cruzar os braços, é que pode levar a que outros decidam por nós e decidam coisas que nós não queremos e contra nós”.

A exposição “Cidadãos do Futuro – Depois da Liberdade, o que fazemos com ela? 50 anos da Constituição da República Portuguesa no concelho de Montemor-o-Novo” integra a programação da Feira da Luz/Expomor 2026, que decorre até segunda-feira, dia 7, no Parque de Exposições Municipal.

Elvas: espaço exterior da EB1 de Santa Luzia está a ser requalificado num investimento de 158 mil euros

O espaço exterior da Escola Básica nº 1 de Santa Luzia, em Elvas, está a ser alvo de uma intervenção de requalificação, num investimento que ultrapassa os 150 mil euros.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, a intervenção surgiu na sequência de uma necessidade identificada pelos encarregados de educação e pela direção do agrupamento de escolas, tendo a obra já entrado em fase de execução.

“Esta promessa que custa nada mais nada menos do que 158.100 euros para a requalificação da envolvente à escola primária de Santa Luzia foi solicitada tanto pelos encarregados da educação, como pela então senhora diretora”, afirma Rondão Almeida.

O presidente da Câmara destacou que a intervenção contempla a criação de um espaço destinado às crianças, nomeadamente para atividades lúdicas durante os períodos de recreio.

“As crianças quando vão entrar, com certeza que encontrarão um espaço lúdico para poderem brincar”, sublinha o autarca.

Apesar de a intervenção ainda se encontrar em curso, o autarca salienta que será necessário aguardar pela conclusão dos trabalhos para avaliar o resultado final da requalificação do parque infantil. “A obra ainda está em meio. Por isso, vamos aguardar para termos a oportunidade de ver como fica esse parque de diversão para as crianças brincarem no intervalo”, afirma.

Rondão Almeida adianta ainda que o objetivo do município passa por replicar este tipo de intervenção noutros estabelecimentos de ensino do concelho, de forma a melhorar as condições oferecidas às crianças. “O nosso objetivo é fazer o mesmo nos outros estabelecimentos de ensino”, remata.

A obra tem um prazo de execução de 90 dias.