O Forte de Santa Luzia, em Elvas, recebe na tarde de sábado, 3 de outubro, às 17h30, a iniciativa “Yoga no Forte”.
A aula é gratuita e aberta ao público, proporcionando uma oportunidade para praticar ioga num dos espaços mais emblemáticos da cidade.
O Município de Elvas convida a população e os amantes da modalidade a participar nesta atividade, que alia o bem-estar à descoberta do património local.
A Festa da Vinha e do Vinho de Borba vai apresentar este ano uma nova configuração, prolongando-se por cinco dias, entre 11 e 15 de novembro. A 35.ª edição do certame, considerado pela Câmara Municipal como o “evento âncora” do concelho, pretende marcar uma mudança face ao modelo das edições anteriores.
De acordo com a vice-presidente da Câmara Municipal de Borba, Helena Caldeira, a principal novidade passa precisamente pela reformulação do conceito e pela realização de parte da programação dentro da cidade. “Este ano a Festa da Vinha e do Vinho recebe uma nova configuração. Vai decorrer durante cinco dias”, começa por revelar Helena Caldeira, acrescentando que, nos primeiros dois dias, quarta e quinta-feira, a programação será concentrada no centro da cidade.
Durante esses dois dias estão previstas iniciativas de animação de rua e de montras, promovidas em em parceria com a Junta de Freguesia, bem como espetáculos numa tenda instalada em frente ao edifício dos Paços do Concelho. O programa de abertura inclui ainda o lançamento do novo CD do artista borbense José Geadas.
A vice-presidente revela também que está a ser preparada uma “surpresa” para o primeiro dia da festa, embora opte por não adiantar pormenores. Segundo Helena Caldeira, trata-se de uma iniciativa preparada “há muitos meses” e que pretende assinalar de forma especial a inauguração da 35.ª edição do certame.
A partir de sexta-feira, 13 de novembro, e durante o fim de semana, a festa prossegue no Pavilhão de Eventos da cidade, com uma nova organização do espaço. Helena Caldeira adianta que haverá alterações na estrutura e na disposição do recinto, procurando tornar o evento “muito mais funcional”, embora sem revelar ainda todos os detalhes. “É um novo modelo de festa e é um marco, porque este ano nós celebramos 35 anos”, sublinha a autarca.
A reformulação surge depois de vários anos de avaliação do modelo existente. Segundo Helena Caldeira, a autarquia procurou introduzir mudanças e dar à festa “toda a dignidade que ela merece”, tendo em conta a importância que assume para o concelho.
O evento é apontado pela Câmara Municipal como aquele que maior número de visitantes atrai a Borba, reunindo um público diversificado, não apenas do concelho, mas também de outras regiões do país e, em particular, de Espanha. “Nós costumamos receber imensos estrangeiros, nomeadamente espanhóis”, afirma Helena Caldeira, destacando ainda a presença de visitantes de vários pontos de Portugal.
A gastronomia e os vinhos de Borba continuam a constituir um dos principais motivos de atração. A vice-presidente considera que a festa reúne pessoas com diferentes interesses, mas que têm em comum o gosto pela gastronomia local e pelos vinhos produzidos na região. “É efetivamente o evento que mais pessoas atrai”, assegura, salientando que muitos visitantes aproveitam esta época do ano para conhecer Borba, provar a gastronomia local e degustar os seus vinhos.
Com cinco dias de programação e uma configuração renovada, a 35.ª Festa da Vinha e do Vinho pretende, assim, assinalar três décadas e meia de história com um modelo diferente, mantendo a aposta na promoção dos produtos, da gastronomia e da identidade de Borba.
Um homem de 68 anos foi detido pela GNR, no domingo, 27 de setembro, por suspeitas de violência doméstica contra a mulher, de 57 anos, no concelho de Portalegre.
A detenção foi realizada pelo Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas, no âmbito de uma investigação criminal.
Segundo a GNR, as diligências realizadas pelos militares permitiram apurar que o suspeito exercia violência psicológica sobre a vítima, sua esposa.
Durante a operação, foi cumprido um mandado de detenção. O homem foi presente, na segunda-feira, 28 de setembro, ao Tribunal Judicial de Portalegre, que lhe aplicou como medidas de coação o termo de identidade e residência e a proibição de contactar a vítima, por qualquer forma ou meio.
Foi ainda determinada a proibição de o suspeito se aproximar da residência e do local de trabalho da vítima, num perímetro de 500 metros, medida que será fiscalizada através de meios técnicos de controlo à distância, nomeadamente pulseira eletrónica.
O tribunal determinou também que o homem fica proibido de adquirir, usar, deter ou conservar na sua disponibilidade quaisquer armas ou munições.
No âmbito da mesma investigação, a GNR cumpriu ainda um mandado de busca domiciliária e um mandado de busca não domiciliária.
Nas buscas foram apreendidos uma arma de fogo de calibre 6,35 mm, um machado, 26 munições do mesmo calibre, dois carregadores e o respetivo livrete.
Elvas volta a celebrar o Mês da Música com três concertos no Auditório São Mateus, ao longo de outubro.
A iniciativa, que este ano chega à sua 21.ª edição, arranca amanhã, quinta-feira, 1 de outubro, no Dia Mundial da Música, e apresenta propostas que atravessam diferentes linguagens e universos musicais.
“Empatia – Reflexões Sonoras” assinala Dia Mundial da Música
A programação começa esta quinta-feira, às 19h00, com o concerto “Empatia – Reflexões Sonoras”, pela Orquestra Ibérica.
Segundo Luís Zagalo, diretor artístico deste ciclo de concertos, esta 21ª edição mantém uma iniciativa que, à exceção do período da pandemia, tem marcado regularmente a programação cultural da cidade. “Este ano, a primeira proposta que trazemos é a comemoração do Dia Mundial da Música, a que nos associamos mais uma vez, com um concerto que vai estrear intitulado ‘Empatia, Reflexões Sonoras’”, explica.
O espetáculo parte de uma frase da escritora Anaïs Nin — “nós não vemos as coisas como elas são, nós vemos as coisas como nós somos” — e pretende proporcionar ao público um momento de reflexão em torno da empatia.
“Temos provas mais do que suficientes para perceber que quando nos afastamos muito dela (empatia), normalmente é escrita uma das páginas mais obscuras da própria história”, sublinha Luís Zagalo, defendendo a necessidade de “reciclar e renovar” esta dimensão humana.
“Ecos da Planície” junta Ensemble Ibérico e Luís Trigacheiro
O segundo momento deste Mês da Música acontece a 18 de outubro, domingo, às 18h30, com “Ecos da Planície”, pelo Ensemble Ibérico, que convida o cantor Luís Trigacheiro. O espetáculo conta ainda com a participação especial do Coro Juvenil da Academia de Música de Elvas.
“Ecos da Planície” foi também o título da banda sonora composta por Luís Zagalo para um filme de Carlos Crespo, remetendo para a identidade e as características particulares do Alentejo.
“É um concerto que associa por um lado a tradição e por outro lado a contemporaneidade”, destaca o diretor artístico. Para Luís Zagalo, a presença de Luís Trigacheiro permite reforçar essa ligação à região, considerando-o “porventura a voz que melhor expressa, no Portugal contemporâneo, o Alentejo”.
“Tocando Portugal II” estreia-se em Elvas
A programação encerra a 24 de outubro, sábado, às 21h30, com “Tocando Portugal II”, pelo Rumos Ensemble. O espetáculo será apresentado em estreia absoluta em Elvas e assume um formato multimédia.
O projeto dá continuidade a “Tocando Portugal”, iniciativa que levou o Rumos Ensemble a 22 países de quatro continentes, num percurso que incluiu cerca de uma centena de concertos.
De acordo com Luís Zagalo, o segundo volume tem vindo a ser preparado pelo grupo ao longo do último ano e terá em Elvas a sua primeira apresentação.
“É com imensa alegria que posso dizer que este ‘Tocando Portugal Vol. 2’, que é, na verdade, um concerto multimédia, vai ser estreado, e não apenas estreado, mas é uma estreia absoluta, em Elvas”, afirma.
Depois da apresentação na cidade, o projeto prossegue a sua digressão por várias cidades portuguesas e tem já previstos concertos internacionais, nomeadamente em Itália e na Coreia do Sul.
Bilhetes e organização
Os bilhetes para os espetáculos de 18 e 24 de outubro podem ser adquiridos através da Ticketline ou, uma hora antes do início dos concertos, no Auditório São Mateus. O concerto de amanhã tem entrada gratuita.
Organizada pela Câmara Municipal de Elvas, com direção artística de Luís Zagalo, a 21.ª edição do Mês da Música conta com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude, da Direção-Geral das Artes, do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e do Ensemble Ibérico.
Ao longo de três concertos, o ciclo propõe assim um percurso entre a reflexão sobre a empatia, a identidade musical alentejana e a valorização da música portuguesa, reforçando o Auditório São Mateus como palco de encontro entre diferentes públicos, artistas e linguagens musicais.
O artista plástico campomaiorense Luís Silveirinha está a apresentar, em simultâneo, duas exposições de desenho em espaços distintos, em Alverca e Lisboa, numa mostra do seu percurso artístico e da investigação que tem desenvolvido em torno da natureza.
No Centro Cultural do Bom Sucesso, em Alverca, pode ser visitada a exposição “Tumulto”, um projeto criado especificamente para aquele espaço, a convite do próprio Centro Cultural, numa iniciativa que conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
Inaugurada no passado sábado, 26 de setembro, a exposição reúne trabalhos recentes e inéditos realizados a guache sobre papel, técnica e suporte que fazem parte do percurso habitual do artista. “Tumulto” nasceu de uma investigação sobre plantas em vias de extinção em Portugal e, em particular, da procura de uma imagem de uma planta que Luís Silveirinha encontrou durante esse processo, mas que posteriormente nunca mais conseguiu localizar.
“É um trabalho de memória”, explica o artista, que descreve os trabalhos como uma procura dessa imagem perdida. A exposição é, assim, marcada pela tentativa de reconstruir, através da memória, pequenos detalhes e fragmentos visuais daquela planta.
“É uma luta contra a morte, contra a falta de memória”, refere Luís Silveirinha, sublinhando que os trabalhos funcionam quase como “flashes” de uma recordação que vai sendo recuperada através do desenho e da pintura.
A relação com a natureza tem sido uma constante no trabalho do artista, que tem desenvolvido uma pesquisa continuada sobre plantas, as suas formas e a representação do mundo natural. Em “Tumulto”, essa investigação assume uma dimensão particularmente ligada à memória e à ausência.
A exposição pode ser visitada até 1 de novembro, com entrada gratuita, no Centro Cultural do Bom Sucesso.
Uma retrospetiva em Lisboa
Em simultâneo, Luís Silveirinha apresenta uma exposição nas instalações da Abreu Advogados, em Lisboa, integrada no projeto cultural promovido pela sociedade de advogados.
O projeto cultural da Abreu Advogados convida regularmente artistas para apresentarem o seu trabalho nas instalações da instituição. A curadoria é assegurada por Lourenço Egreja, que selecionou, para esta ocasião, um conjunto de obras de Luís Silveirinha, realizadas entre 2020 e 2025.
A exposição percorre, desta forma, diferentes momentos do trabalho desenvolvido pelo artista ao longo dos últimos cinco anos. As obras estão distribuídas pelas várias salas e gabinetes das instalações da Abreu Advogados, permitindo que o trabalho artístico faça parte do quotidiano daquele espaço, até final do ano.
A ligação à natureza volta a estar presente nesta exposição, uma vez que, segundo Luís Silveirinha, os artistas convidados para este projeto cultural têm desenvolvido trabalhos relacionados com essa temática.
A mostra em Lisboa resulta de um convite de Lourenço Egreja e pode ser visitada mediante marcação. O projeto cultural da Abreu Advogados reúne no seu percurso trabalhos de vários artistas, estando disponível no respetivo site informação sobre as exposições já realizadas (aqui). “Eu só entrarei no site quando a exposição terminar”, esclarece Luís Silveirinha.
Dois momentos de um percurso artístico
Embora distintas, as duas exposições permitem acompanhar diferentes dimensões do trabalho de Luís Silveirinha. “Tumulto” apresenta uma produção recente, concebida especificamente para um espaço e centrada na procura de uma imagem através da memória, enquanto a exposição na Abreu Advogados propõe um percurso por trabalhos realizados entre 2020 e 2025.
“Ambas as exposições têm textos muito bons e muito elucidativos do meu trabalho e daquilo que realmente, enquanto artista, eu vou fazendo”, acrescenta Luís Silveirinha.
Para o artista campomaiorense, a realização simultânea das duas exposições representa também uma oportunidade de apresentar o seu trabalho em dois espaços “interessantes”, com projetos culturais “continuados”.
Estudar no ensino superior pode representar um esforço significativo para muitas famílias. Em Arronches, o município volta a disponibilizar apoio aos estudantes através da atribuição de bolsas de estudo, que têm candidaturas abertas até 31 de outubro.
Para o ano letivo 2026/2027, estão previstas até 50 bolsas, destinadas a alunos que frequentem Licenciaturas ou Mestrados e até dez bolsas para estudantes de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP). O objetivo passa por ajudar a suportar os custos associados à formação e, ao mesmo tempo, incentivar os jovens do concelho a prosseguirem os seus estudos.
O presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, sublinha que a medida pretende contribuir para reduzir o impacto financeiro associado à frequência do ensino superior.
“Mantemos esta abertura para atribuirmos bolsas de estudo aos estudantes do ensino superior, seja ele universitário, seja politécnico”, afirma o autarca.
João Crespo explica que o objetivo passa por proporcionar aos jovens do concelho melhores condições para prosseguirem os estudos, encarando as bolsas como uma medida de apoio social às famílias. “É uma ajuda que o município pretende dar, contribuindo para a educação superior dos nossos jovens”, acrescenta, defendendo que o apoio poderá tornar “menos penoso financeiramente” o percurso académico dos estudantes.
O presidente da Câmara Municipal destaca ainda uma segunda finalidade da iniciativa: contribuir para que os jovens que beneficiam deste apoio possam, depois de concluída a sua formação, permanecer em Arronches. “(Atribuímos este apoio) Na esperança de que os jovens depois consigam fazer o seu percurso e fiquem no concelho de Arronches e na região. Portanto, é muito esse o objetivo”, remata João Crespo.
A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas e a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo reforçaram a parceria existente no âmbito da resposta social do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), através da produção de sacos destinados à utilização hospitalar e a iniciativas promovidas pela ULS.
A concretização de mais uma etapa desta parceria foi assinalada esta terça-feira, 29 de setembro, nas instalações da APPACDM de Elvas, com a entrega formal de 200 sacos produzidos pelos utentes da instituição.
As peças serão utilizadas no IV Encontro Nacional de Integração de Cuidados, que decorre em Elvas e Campo Maior, entre quinta e sexta-feira, dias 1 e 2 de outubro, e que terá, pela primeira vez, dimensão ibérica.
Segundo Ermelinda Borrega, diretora do CACI da APPACDM de Elvas, a parceria surgiu na sequência de um projeto desenvolvido pela então unidade hospitalar, relacionado com o reaproveitamento de tecido não tecido (TNT). O material, proveniente de equipamentos utilizados no hospital, mas que não chega a entrar no bloco operatório, passou a ser disponibilizado à instituição para ser reutilizado em atividades desenvolvidas pelos utentes.
“Eu fiz uma contra-proposta […] com o objetivo dos nossos utentes não só usarem esse tecido para qualquer atividade, mas poderem fazê-lo de uma forma útil”, explica a responsável.
A partir daí, foram desenvolvidos vários modelos de sacos, inicialmente tendo por base uma proposta utilizada pelo hospital. O projeto foi posteriormente alargado a outras necessidades da ULS, incluindo a produção de sacos para encontros e eventos e de pequenas bolsas destinadas, por exemplo, à medicação.
Ermelinda Borrega sublinha que se trata de uma parceria de natureza social, sem qualquer componente financeira. O material principal é disponibilizado pelo hospital, enquanto outros materiais, como linhas e lãs utilizadas nas asas dos sacos, resultam de ofertas recebidas pela instituição.
Para a responsável, uma das principais mais-valias do projeto está no facto de permitir aos utentes do CACI perceberem a utilidade concreta do trabalho que desenvolvem.
“As pessoas que fazem este tipo de trabalho são pessoas que sabem que o trabalho deles tem uma finalidade”, afirma, acrescentando que o reaproveitamento do TNT permite ainda “dar outro tipo de vida” a um material que, de outra forma, seria desperdiçado.
Os sacos apresentam também o logótipo da APPACDM. A instituição criou um carimbo próprio e são os próprios utentes que procedem à identificação das peças, reforçando a visibilidade do trabalho desenvolvido no CACI.
Também o presidente da APPACDM de Elvas, Luís Mendes, destaca o papel dos utentes na concretização deste tipo de iniciativas.
“É com muito gosto e é para nós uma satisfação dar a conhecer por várias partes do país e do mundo” o trabalho desenvolvido na instituição, afirma, salientando que os 200 sacos serão levados pelos participantes do encontro como “uma lembrança muito simbólica de umas mãos muito especiais”.
O responsável frisa ainda que a parceria terá continuidade e que o reaproveitamento do TNT já permitiu desenvolver diferentes produtos para utilização interna no hospital.
Sacos vão ser oferecidos em congresso sobre integração de cuidados
A entrega dos 200 sacos está diretamente relacionada com o encontro da PAFIC (Portuguese Association for Integrated Care), dedicado à integração de cuidados de saúde, que terá lugar em Campo Maior e Elvas.
Érica Cardoso, da administração da ULS do Alto Alentejo, explica que os sacos serão utilizados para colocar a informação que será distribuída aos participantes do congresso, integrado no projeto de sustentabilidade da ULS desenvolvido em parceria com a APPACDM.
O encontro contará com modelos e experiências de integração de cuidados desenvolvidos por diferentes ULS do país, bem como com a participação de oradores provenientes de Espanha.
Marta Rodrigues, enfermeira e elemento da organização, adiantau que o primeiro dia, 1 de outubro, decorrerá em Campo Maior, com um conjunto de workshops que deverão reunir cerca de 150 participantes. No dia seguinte, 2 de outubro, Elvas recebe a componente de conferências, com cerca de 200 participantes previstos.
Médicos, enfermeiros e outros profissionais ligados à área da saúde estarão entre os participantes, numa iniciativa que pretende promover a partilha de experiências e modelos de integração entre cuidados hospitalares e cuidados de saúde primários.
O programa inclui ainda workshops dirigidos a cuidadores, procurando reforçar a sua participação na integração dos cuidados.
Para Érica Cardoso, a colaboração com a APPACDM constitui também uma forma de promover a inclusão através da participação ativa na comunidade.
“Não há melhor estratégia para integrar um cidadão na vida ativa da sociedade do que fazê-lo fazer parte dessa vida ativa”, afirma, considerando que os sacos produzidos pelos utentes contribuem para que estes se sintam “parte desse congresso” e desenvolvam um sentimento de pertença.
A parceria entre a APPACDM de Elvas e a ULS do Alto Alentejo deverá, assim, prosseguir com novos desafios e produtos, mantendo como eixos o reaproveitamento de materiais, a sustentabilidade e, sobretudo, a valorização das capacidades dos utentes através de atividades com utilidade concreta na comunidade.
Começou esta segunda-feira, dia 28 de setembro, nos Paços do Concelho de Campo Maior, a visita das Relíquias de Santa Beatriz às várias instituições da Paróquia, integrada nas celebrações do seu Ano Jubilar, que assinala os 100 anos da sua beatificação e os 50 anos da sua canonização.
A comitiva foi recebida pelo presidente do Município, Luís Rosinha, que agradeceu a visita desta relíquia, e lembrou a importância que Santa Beatriz da Silva e a Ordem da Imaculada Conceição têm para Campo Maior.
Durante o momento, os trabalhadores do edifício puderam venerar as relíquias e deixar uma mensagem que será posteriormente entregue às irmãs do Convento da Ordem da Imaculada Conceição.
Terminou este domingo, 27 de setembro, em Elvas, mais uma edição da tradicional Feira de São Mateus e das Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade.
Ao longo de dez dias, foram milhares de pessoas que passaram pelo Parque da Piedade, para os habituais reencontros de amigos e familiares, para desfrutar dos espetáculos na Expo São Mateus e para momentos de fé no Santuário.
Esta edição da Feira de São Mateus encerrou com um balanço globalmente positivo, apesar das dificuldades que todos os anos marcam a organização do certame. A avaliação é feita por Carlos Damião, juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, que destaca o decorrer das celebrações religiosas e a presença de muitos visitantes, sobretudo durante os dois fins de semana.
Em declarações à Rádio ELVAS sobre a edição deste ano, Carlos Damião considera que, “como sempre, é um balanço positivo”, reconhecendo, contudo, os desafios que surgem ao longo dos dias de feira.
“Nós sabemos que há sempre muitas, muitas, muitas dificuldades. Mas, ao fim e ao cabo, isto passa os dias e as coisas resolvem-se e segue-se em frente”, afirma.
Entre os constrangimentos sentidos no recinto, o responsável aponta a areia e o pó, uma situação que, recorda, é habitual e que conta com a colaboração dos Bombeiros para minimizar os seus efeitos. “Temos o problema aqui da terra, da areia, do pó, etc., mas vêm os nossos amigos bombeiros e regam”, refere.
No que diz respeito à componente religiosa, um dos pilares da Feira de São Mateus, Carlos Damião assegura que as celebrações decorreram dentro da normalidade, considerando que, também nessa vertente, “correu tudo bem”.
Relativamente à afluência de público, o juiz da Confraria reconhece que houve alguns dias com menor número de visitantes: “Tivemos aqui alguns dias com menos gente, mas sempre com dois fins de semana com muita gente”.
O balanço traçado pela Confraria do Senhor Jesus da Piedade é, assim, de satisfação pelo decorrer de mais uma edição da Feira de São Mateus, marcada pela continuidade da tradição religiosa, pela participação dos visitantes e pela capacidade de ultrapassar os desafios inerentes à organização de um dos eventos mais emblemáticos de Elvas.
O Campo Maior Trail Runners/GEDA esteve em destaque na Cerimónia de Mérito da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, referente à época 2025/26, realizada no passado sábado, dia 26 de setembro, em Santo António das Areias, ao conquistar quatro pódios nas diferentes competições distritais.
A cerimónia contou com a presença da equipa campomaiorense, acompanhada pela vereadora do Desporto do Município de Campo Maior, Paula Jangita.
Entre os atletas distinguidos estiveram Marisa Costal, que alcançou o segundo lugar no circuito de corridas do respetivo escalão, Ana Isabel Marques, vencedora do circuito de trail curto no seu escalão, e Manuel Badalo, primeiro classificado no circuito de trail curto masculino do respetivo escalão. Já Carlos Pepê conquistou o terceiro lugar no circuito de trail longo do seu escalão.
Além da classificação desportiva, Carlos Pepê recebeu também o diploma de juiz-árbitro da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), depois de concluída a formação necessária para integrar o grupo de juízes do distrito.
Para Carlos Pepê, responsável pelo Campo Maior Trail Runners, as distinções representam o resultado de um trabalho que vai muito além dos pódios. “É com bastante orgulho e sentido de responsabilidade que levamos este projeto avante”, afirma, recordando que o projeto do Campo Maior Trail Runners começou há dez anos, inicialmente como “um projeto embrionário, com um conjunto de amigos”, tendo posteriormente encontrado no GEDA um parceiro para consolidar o trabalho desenvolvido.
Ao longo deste percurso, o projeto tem contado com o apoio do Município de Campo Maior, das juntas de freguesia da Expectação, de São João Batista e Degolados, bem como de diversos parceiros e patrocinadores.
Carlos Pepê destaca ainda as dificuldades existentes ao nível das condições para a prática da modalidade no concelho, nomeadamente a inexistência de uma pista de atletismo. Ainda assim, a equipa tem procurado desenvolver o seu trabalho, apostando na formação e no crescimento dos atletas. “Temos vindo a fazer o nosso trabalho na área do trail e também na área dos kids, sempre a semear para o futuro”, sublinha.
Os resultados alcançados durante a época refletem, segundo o responsável, esse investimento continuado. A distinção de Marisa Costal, atleta que já praticava atletismo em Campo Maior enquanto jovem, é apontada como mais um sinal do crescimento do projeto também na vertente das corridas.
Carlos Pepê passa a integrar grupo de juízes do distrito
A participação na formação de arbitragem representa também uma nova etapa no percurso de Carlos Pepê. Depois de concluída a formação e realizado o respetivo estágio, passa a integrar, juntamente com outros elementos, o grupo de juízes da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre.
“Podemos dar um contributo diferente à modalidade”, explica, considerando que o reforço do número de juízes é importante perante o elevado número de provas realizadas ao longo da época, entre circuitos de corrida, pista e trail.
Mais de 60 atletas representam Campo Maior
Apesar dos quatro pódios conquistados, Carlos Pepê faz questão de colocar os troféus num plano secundário face ao objetivo principal do projeto: promover a prática desportiva, fortalecer os laços entre os atletas e criar uma comunidade em torno do atletismo e do trail. “Estes troféus não são em si o objetivo principal. O objetivo principal está na consistência do treino, das relações de amizade que estamos a criar e, acima de tudo, nas conquistas que fazemos nos trilhos”, afirma.
Durante a época 2025/26, dezenas de atletas de Campo Maior participaram em mais de uma centena de provas, com o Campo Maior Trail Runners/GEDA a contar atualmente com 62 atletas de diferentes idades. Para Carlos Pepê, esse é um dos principais motivos de orgulho: “Não estamos apenas a falar de troféus, estamos a falar de pessoas, de uma equipa e de uma vila que se faz representar através do desporto.”
O responsável deixa ainda um agradecimento às famílias dos atletas, destacando o papel fundamental que desempenham para tornar possível a conciliação entre treinos, competições e vida familiar. “Às vezes as pessoas pensam que os troféus caem do céu e não caem. Caem de muitas horas de treino, de muitas horas tiradas à família”, afirma.
A equipa inicia agora uma nova época desportiva, com novos desafios e algumas surpresas, mantendo o objetivo de continuar a promover o atletismo e o trail e a levar o nome de Campo Maior às diferentes competições.