A casa onde nasceu Rui Nabeiro abre as portas ao público nas Festas do Povo de Campo Maior

Em contagem decrescente para ver Campo Maior florescer, há uma porta que se abre, pela primeira vez, a todos. Nas Festas do Povo de Campo Maior 2026, todos os visitantes terão a oportunidade de entrar na casa onde nasceu o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro, na Travessa da Praça, nº 6 – a mesma rua que este ano é decorada pela Associação Coração Delta, precisamente em sua
homenagem.

Esta iniciativa marca o início de uma celebração do legado do Comendador Rui Nabeiro promovida pelo Grupo Nabeiro, que se prolonga pelas ruas da vila e pelas histórias que ajudam a contar o seu percurso, incluindo as quatro ruas enramadas: a Travessa da Praça, do Coração Delta; a Rua Vasco Sardinha, da Delta Cafés, um tributo dos colaboradores do Grupo Nabeiro à vila de Campo Maior; a Rua Afonso Costa, dos Cafés Camelo; e a Rua da Misericórdia, da Adega Mayor.

Na casa onde nasceu Rui Nabeiro, na Travessa da Praça n.º 6, teve início a história de quem sempre sonhou e acreditou que, mesmo com pouco, se consegue fazer muito, porque “se todos quiséssemos, o mundo seria extraordinário”. A mesma rua acolhe ainda
uma das decorações mais simbólicas desta edição das Festas do Povo criada pela Associação Coração Delta e dedicada a Rui e Alice Nabeiro.

Inspirada numa memória da família, a intervenção recria o jardim de flores que Alice Nabeiro cuidava e que Rui Nabeiro tanto admirava. Foi também nesse jardim que nasceu a sua história de amor. Dessa recordação nasce agora, através de um gesto coletivo, um jardim aberto a todos.

O jardim invertido convida cada visitante a contemplar e a descobrir-se nos reflexos espalhados ao longo do percurso. Ao longo da rua, cada elemento conta uma parte da história. Do empreendedor visionário ao homem de família, do líder ao amigo, do campomaiorense ao cidadão que acreditava na comunidade. É uma celebração da vida e do legado de Rui Nabeiro, construída exatamente no lugar onde tudo começou.

Espaço Delta House na Praça da Liberdade com espetáculo de drones by Delta Cafés

A celebração prolonga-se na Praça Multimodal, apelidada de “Praça da Liberdade”, com a Delta House, um espaço de encontro, descoberta e partilha. Aberta ao público durante os nove dias de festa, reúne as diferentes marcas do portfólio do Grupo Nabeiro, como a Delta Cafés, Delta Q, Adega Mayor, GO CHILL, Unboring Snacks, SWEE e Alardo, através de experiências, ativações e surpresas pensadas para celebrar o espírito único de Campo Maior.

A experiência inclui também um bar com toda a oferta de cafés do Grupo Nabeiro e um Wine Bar Adega Mayor, onde os visitantes poderão desfrutar, este ano, da edição limitada do Vinho Oficial Festas do Povo de Campo Maior 2026, num ambiente de convívio e de festa.

Ao longo da programação, o palco Delta House reúne ainda concertos, atuações de DJs e muitos outros momentos de animação, para diferentes gerações.

Ao cair da noite, o céu de Campo Maior será também palco de momentos especiais com um espetáculo de drones by Delta Cafés, nos dias 8, 9, 14 e 15 de agosto, às 22h45. Uma experiência que se junta à roda-gigante, oferecendo novas perspetivas sobre uma das festas mais emblemáticas de Portugal.

O Grupo Nabeiro–Delta Cafés associa-se assim a mais uma edição das Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem entre 8 e 16 de agosto, e reforça a sua ligação profunda à terra que viu nascer o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro.

Recorde-se que esta é a primeira edição das Festas do Povo de Campo Maior desde a sua classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2021. Ao longo de nove dias, mais de uma centena de ruas decoradas por mais de quatro mil voluntários darão vida a uma tradição que reflete os mesmos valores de comunidade, entreajuda e dedicação que marcaram o percurso de Rui Nabeiro e continuam hoje presentes na identidade de Campo Maior.

Festas da Terrugem regressam com fortes tradições taurinas e animação musical

As tradicionais Festas da Terrugem estão de volta, prometendo juntar a população e visitantes em redor de uma programação diversificada que alia a vertente taurina, a animação musical e os jogos tradicionais. Em entrevista de apresentação dos festejos, Filipe Pé-Curto e Carolina Pernas, membros da comissão organizadora, detalharam as novidades e os destaques do programa deste ano.

Uma das principais inovações reside nas garraiadas e no incentivo aos participantes mais destemidos através do anúncio prévio de prémios mínimos para quem se aventurar na arena. Sobre esta medida, Filipe Pé-Curto explicou que a intenção é dinamizar a praça e valorizar a coragem dos participantes: “Este ano temos a novidade que decidimos, nas garraiadas, informar o público dos prémios mínimos que vamos ter por pegas para os mais corajosos, porque a festa faz-se deles, que vão lá para baixo e que têm a força e a coragem de ir para lá. Por exemplo, na segunda-feira temos o prémio máximo — ou seja, o prémio mínimo — de 1.000 euros. É um bom prémio.”

Filipe Pé-Curto salientou ainda que o investimento em prémios serve como atrativo para manter viva a tradição e o espetáculo. “O desafio é grande, depende da coragem das pessoas. Anos atrás, se calhar, para mim era mais ou menos, mas agora já é muito. Mas isso já depende, mas acho que é um chamariz, porque nós também temos que prezar muito pelas pessoas que nos visitam e para aquelas que são corajosas. Os artistas são as pessoas que nos visitam e vão lá para baixo. A nossa ideia é essa. Temos também a bezerra para as crianças e, na segunda-feira, vai ser sorteado um bezerro e um potro”, adianta.

A comissão de festas enfrentou igualmente percalços na preparação do espaço da praça, tendo a organização e a comunidade local unido esforços para assegurar a realização dos eventos no local emblemático de sempre. Filipe Pé-Curto destacou a mobilização popular: “quando, na altura em que nós, comissão de festas, tínhamos tudo tratado, tudo alinhado, e era para iniciarmos os preparativos, tivemos esse percalço. Decidimos, por nossa vontade, alinhar e fazer com que fosse possível. Temos a praça de volta e os nossos eventos lá realizados. Foi uma coisa totalmente imprevista. Tivemos cerca de 50 a 70 pessoas voluntárias ali a trabalhar dia e noite”, acrescenta.

No âmbito musical e do entretenimento, Carolina Pernas apresentou a estrutura do programa, que se divide entre a animação na zona de refeições e os espetáculos principais no palco central. “Começamos na sexta-feira com a garraiada pelas 21h30. Depois vamos ter o palco popular, junto da zona de refeições, onde vamos ter as Roncas de Elvas, A Voz Amiga e as Alentejanices. É gratuito, portanto podem e devem ir jantar para acompanhar estas atuações”, revela.

Carolina Pernas destacou ainda os grandes momentos musicais do fim de semana e a continuidade das tradições lúdicas da localidade: “Temos os nossos espetáculos, sendo que o cabeça de cartaz no sábado é o Vira Milho e no domingo temos os Baila Maria, que também acho que são assim os que chamam mais a atenção no nosso programa. Vamos ter o tradicional jogo do bicho e também a quermesse, claro.”

Carolina Pernas esclareceu como funcionam as entradas no recinto do ringue e os valores envolvidos: “o palco popular vai ser um espaço gratuito, portanto vai ser a primeira atuação da noite, e a partir das 23 horas vai ser no recinto do ringue, como habitual, e aí sim vai ter um valor diário pago. Ou então podem sempre adquirir a nossa pulseira geral, que já está à venda neste momento e que dão entrada para os espaços dos espetáculos e também para as garraiadas. O valor da pulseira são 23 euros”, esclarece.

As festividades decorrem entre sexta e segunda-feira, de 7 a 10 de agosto, esperando-se uma forte afluência de público para acompanhar as garraiadas, os concertos e o convívio comunitário.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Rua Direita une esforços para surpreender visitantes com decoração inédita nas Festas do Povo

A Rua Direita volta a ser um dos pontos de destaque das Festas do Povo, em Campo Maior, graças ao empenho dos moradores dos dois troços, que este ano decidiram unir esforços para criar uma decoração diferente de todas as anteriores. À frente da iniciativa estão Maria José Grãos-Duros, responsável pelo primeiro troço, e Pedro Cupido, cabeça de rua do segundo.

Enquanto Maria José já desempenha esta função há vários anos, Pedro estreia-se no cargo, depois de ter sido incentivado por outros moradores a assumir a responsabilidade quando ninguém se disponibilizou para liderar o segundo troço.

“Fui empurrado pela Ana Cachapa e pela Babel. Ninguém queria ser cabeça de rua e disseram-me que não podia deixar o troço sem enramar”, recorda Pedro Cupido.

A união como resposta à falta de voluntários

A falta de voluntários levou os dois responsáveis a juntarem os troços, uma decisão que permitiu ultrapassar as dificuldades provocadas pela escassez de pessoas a trabalhar diariamente. Apesar de haver moradores que preparavam materiais em casa, eram apenas três ou quatro pessoas que marcavam presença de forma regular nos trabalhos de montagem.

Durante meses, o grupo dedicou largas horas à preparação das flores e restantes elementos decorativos. À medida que a data das festas se aproximava, o ritmo intensificou-se, com jornadas que começavam ao final da tarde e se prolongavam até à uma da manhã, repetindo-se diariamente.

Noites sem dormir até ver a rua pronta

O esforço, admitem, foi acompanhado por momentos de grande ansiedade. Maria José confessa que passou várias noites sem dormir, receando não conseguir concluir a decoração a tempo.

“Pensava sempre se íamos conseguir acabar a rua antes de tudo começar. Tive muitas noites sem dormir e andava sempre com a tensão alta”, revela.

Uma decoração inédita e cheia de surpresas
A decoração deste ano promete marcar a diferença. A ideia partiu de Pedro Cupido, que realizou uma extensa pesquisa antes de definir o conceito e as cores, procurando criar algo nunca antes visto na Rua Direita. O dourado será um dos elementos predominantes, numa aposta que pretende romper com as opções habituais.

Maria José depositou total confiança nas escolhas do colega. “Disse sempre que o que ele fizesse, para mim estava bem”, afirma.

O orgulho de quem nunca deixou a Rua Direita

Natural da Rua Direita, onde vive há 70 anos, Maria José não esconde o orgulho pelo lugar onde nasceu e cresceu. “É a minha rua preferida. Nunca saí daqui. Tem muita coisa bonita e este ano vai ter muitas surpresas. Nunca vi a rua ficar como vai ficar agora.”

A reta final antes da inauguração

Na véspera da inauguração, o trabalho continuará pela noite dentro. Como é tradição, os moradores permanecerão juntos até de madrugada para concluir a montagem e celebrar com o habitual convívio, reforçando o espírito de união que marcou toda a preparação.

Os responsáveis esperam agora que o público reconheça o esforço coletivo e se deixe surpreender pela transformação da Rua Direita.

“Esperamos que toda a gente venha visitar a Rua Direita e que goste do nosso trabalho. Achamos que vai ficar mais bonita do que nunca”, concluem.

Tapete de Arraiolos conquista certificação e dá novo passo rumo à UNESCO

A certificação do Tapete de Arraiolos foi oficialmente aprovada, marcando um passo considerado histórico para a valorização deste património artesanal.

O anúncio é feito pelo presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, que destaca o desfecho de uma “batalha” de muitos anos e o impacto que esta conquista poderá ter na promoção do concelho.

“Finalmente vimos reconhecida esta batalha tão grande que, durante anos e anos, abraçámos. De facto, temos todas as condições, a certificação está aprovada, falta implementá-la e estamos a trabalhar nesse sentido”, afirma o autarca, sublinhando que o processo de implementação da certificação “não é muito simples”, mas que o município está empenhado em concretizá-lo o mais rapidamente possível.

Em paralelo, Jorge Macau revela que foi entregue o aperfeiçoamento da candidatura do processo de confeção do Tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, manifestando confiança num desfecho positivo.

“Pensamos que quer a certificação, por um lado, quer esta classificação da UNESCO, são passos importantíssimos na promoção e valorização deste saber-fazer que é nosso, de facto, de Arraiolos somente”, assegura.

Para o presidente da Câmara, estes dois reconhecimentos serão determinantes para reforçar a projeção internacional do concelho. “Queremos internacionalizar ainda mais Arraiolos, sendo que Arraiolos é conhecida mundialmente pelos seus tapetes”, conclui.

Barragem do Caia reuniu dezenas de pescadores em mais uma prova do Circuito Master Bass Alentejo

A Barragem do Caia foi palco do 8.º Convívio de Pesca, integrado no Circuito Master Bass Alentejo, numa iniciativa promovida pelo Team “Muafa” Achigã Margem, com o apoio do Município de Campo Maior.

A prova reuniu dezenas de participantes, que ao longo da manhã colocaram à prova as suas competências na pesca desportiva, num ambiente de convívio e contacto com a natureza.

No final da competição, a vereadora Paula Jangita participou no almoço-convívio que reuniu os participantes, seguindo-se a cerimónia de entrega de prémios.

O vencedor da prova recebeu um prémio monetário de 500 euros, enquanto o segundo e o terceiro classificados foram distinguidos com prémios de 200 e 100 euros, respetivamente.

Hospital de Portalegre reforçado com soro antiveneno para a víbora-cornuda

O Hospital de Portalegre passou a disponibilizar soro antiveneno para tratar eventuais mordeduras de víbora-cornuda, a única serpente venenosa presente no Alto Alentejo. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, sublinhou que a medida não deve ser motivo de alarme para a população, mas sim uma excelente notícia que traduz uma maior preparação da região para lidar com incidentes de saúde pública, que continuam a ser extremamente raros.

A par da aquisição do soro, a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano promoveu sessões de esclarecimento nos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra de São Mamede — Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches — com o objetivo de dar a conhecer a espécie e desmistificar preconceitos. A víbora-cornuda é um animal discreto que evita ativamente o contacto humano. As mordeduras ocorrem quase exclusivamente em situações acidentais, como quando o réptil é pisado inadvertidamente ou quando há uma tentativa forçada de aproximação ou manuseamento.

Cientificamente designada por Vipera latastei, esta serpente é de pequeno porte, medindo geralmente menos de 70 centímetros. Caracteriza-se por uma cabeça triangular, uma faixa escura em ziguezague ao longo do dorso e uma protuberância na ponta do focinho que se assemelha a um pequeno corno. Habita essencialmente em zonas pedregosas e áreas de matos densos, onde passa a maior parte do tempo camuflada e escondida, desempenhando um papel crucial no equilíbrio do ecossistema local.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Degolados voltou a ser palco da tradição com mais uma prova do Campeonato Distrital de Malha

A Freguesia de Degolados, acolheu, na manhã de domingo, 2 de agosto, mais uma edição do do Torneio de Malha, organizado pelo União Futebol de Degolados e integrado no ranking do 31.º Campeonato Distrital.

A iniciativa contou com o apoio do Município de Campo Maior e reuniu participantes num ambiente marcado pelo convívio, pelo desportivismo e pela valorização das tradições populares.

A vereadora Paula Jangita marcou presença no evento, que voltou a promover uma modalidade tradicional e a incentivar a participação da comunidade.

Rastreio do Cancro da Mama: Unidade Móvel da LPCC já está a percorrer o concelho de Elvas

O Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em parceria com o Serviço Nacional de Saúde, promove até 16 de outubro uma nova ação de rastreio gratuito do cancro da mama no concelho de Elvas.

A Unidade Móvel de Rastreio do Cancro da Mama encontra-se, até sexta-feira, dia 7 de agosto, junto ao Pavilhão Multiusos de Santa Eulália; passa depois, entre os dias 10 e 12, pelo Pátio Alentejano, na Terrugem; de 13 a 18 de agosto pela Junta de Freguesia de Vila Boim; e estará disponível junto ao Centro de Saúde de Elvas de 19 de agosto a 16 de outubro.

De acordo com a LPCC, o cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e corresponde à primeira causa de morte por cancro na mulher. Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 9000 novos casos deste tipo de cancro e mais de 2000 mulheres morrem com esta doença.

A coordenadora da LPCC em Portalegre, Cristina Bruno, destaca a importância da deteção precoce da doença, sublinhando que o número de casos tem vindo a aumentar nos últimos anos. “O cancro da mama é um cancro que tem aumentado muito: o número de casos tem sido maior e têm sido detetados em mulheres mais jovens. A boa notícia é que, devido ao rastreio e à deteção precoce deste tipo de cancro – não podemos falar em cura, porque com cancro nunca se fala em cura –, temos, cada vez mais, uma resposta e um resultado francamente positivo, porque se atua em tempo útil”, afirma.

A responsável recorda que o programa de rastreio é uma iniciativa nacional que percorre o país através das conhecidas unidades móveis da LPCC. “O rastreio, que é uma ação nacional e que está em todo o lado, também está no distrito de Portalegre, através daquilo que normalmente as pessoas chamam os carrões, mas que são as unidades móveis. Apesar do seu aspeto de autocaravana ou de caravana, lá dentro têm material e aparelhagem topo de gama”, refere.

Cristina Bruno explica ainda que os exames realizados são sujeitos a uma dupla avaliação médica independente, garantindo maior rigor no diagnóstico. “Os exames que as senhoras fazem, agora numa faixa etária mais alargada – que começa aos 45 anos –, são vistos por dois médicos separadamente. Se o relatório não for coincidente, a senhora é chamada a fazer mais exames, o que não significa necessariamente que exista um problema. Muitas vezes trata-se apenas de uma dúvida ou de uma imagem que necessita de ser esclarecida”, esclarece.

O Programa de Rastreio do Cancro da Mama da LPCC é realizado em colaboração com as Administrações Regionais de Saúde e segue as Diretrizes Europeias para o Rastreio do Cancro da Mama. Trata-se de um rastreio organizado e monitorizado, realizado de dois em dois anos, considerado mais eficaz do que o rastreio ocasional, por permitir melhores resultados na deteção precoce e no combate à doença.

O rastreio destina-se a mulheres entre os 45 e os 74 anos, sem sintomas ou alterações mamárias, sem próteses mamárias, que não tenham realizado mastectomia e que nunca tenham tido cancro da mama.

As utentes elegíveis recebem habitualmente um convite por carta, mas podem também efetuar o agendamento através dos contactos da Liga Portuguesa Contra o Cancro ou dirigir-se diretamente à Unidade Móvel durante o período da campanha.

“É a nossa rua do coração”: a dedicação que faz florescer a Rua da Soalheira nas Festas do Povo

A Rua da Soalheira está a ultimar os preparativos para mais uma edição das Festas do Povo de Campo Maior, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e mobiliza dezenas de voluntários. À frente da organização está Liseta Saragoça, cabeça de rua, que, com a ajuda de Mariana Ginga, coordenou meses de trabalho para transformar a histórica artéria num dos pontos altos da festa.

Um trabalho que começou em janeiro

Os preparativos arrancaram no início do ano, com reuniões entre os moradores para definir o tema, distribuir tarefas e reunir voluntários. Cerca de 20 pessoas envolveram-se no projeto, numa fase em que a rua ainda não dispunha de um espaço comum para trabalhar.

Nessa altura, Liseta Saragoça percorria diariamente as casas dos participantes para entregar o papel, explicar como cada elemento deveria ser executado e, no final da semana, recolher o trabalho realizado. Só mais tarde o grupo conseguiu um local onde passou a reunir-se todas as noites para os tradicionais serões de preparação.

Aprender a arte das flores de papel

Um dos principais desafios foi ensinar a técnica das flores de papel a quem nunca a tinha praticado. Essa missão ficou a cargo de Mariana Ginga, colaboradora do Museu Aberto de Campo Maior, que partilhou o conhecimento adquirido ao longo dos anos.

A própria Liseta reconhece que, apesar de ter crescido no ambiente das Festas do Povo e de viver numa das ruas mais antigas da vila, nunca tinha aprendido todos os pormenores desta arte.

Mariana destaca a evolução dos participantes ao longo do processo. “A primeira flor podia não sair perfeita, mas à segunda já estava melhor e, à terceira, já eram verdadeiras artistas”, recorda, satisfeita com o resultado alcançado.

Um projeto em constante transformação

Embora existisse um plano inicial para a decoração, o projeto foi sendo ajustado à medida que o trabalho avançava. Novas ideias surgiram, recorreram-se a materiais recicláveis e vários elementos foram alterados para enriquecer o resultado final.

Segundo Liseta Saragoça, a decoração nunca fica totalmente definida desde o início. “Há sempre coisas que mudam. Vai ficando cada vez melhor”, resume.

O orgulho de uma rua com história

Para Mariana Ginga, esta edição das Festas do Povo terá um significado especial. É a primeira vez que a Rua da Soalheira apresenta um projeto desta dimensão e a expectativa é grande.

“Nunca ninguém viu uma decoração assim na Rua da Soalheira. Todas as ruas vão estar bonitas, mas a nossa é a nossa”, afirma, lembrando que nasceu e cresceu entre a Soalheira e os Quartéis do Tronco.

Também Liseta destaca o valor histórico da rua, considerada uma das mais antigas de Campo Maior. Ao longo das décadas, diz, foi sempre reconhecida pela criatividade e dedicação dos seus moradores, mantendo uma tradição que continua a ser transmitida de geração em geração.

Embora já não vivam na Rua da Soalheira, ambas regressam sempre que chegam as festas. “É a nossa rua do coração”, afirmam.

A tradição da noite de montagem

A montagem da decoração começa na noite de 7 de setembro, repetindo um ritual antigo que continua a reunir moradores e voluntários.

Ao final do dia, todos se juntam para iniciar a decoração da rua, num trabalho que se prolonga durante toda a noite e apenas termina quando tudo está concluído.

Um convite aos visitantes

Concluída a montagem, chega o momento de desfrutar das Festas do Povo, conviver, reencontrar amigos e familiares e receber os milhares de visitantes que passam por Campo Maior.

O convite é deixado pelas duas responsáveis: visitar a Rua da Soalheira e descobrir o trabalho desenvolvido ao longo de vários meses. “Temos a certeza de que quem nos visitar vai gostar. Todas as ruas estarão bonitas, mas, para nós, a nossa será sempre a mais bonita”, rematam.

IPO de Lisboa na vanguarda da cirurgia robótica

O IPO Lisboa iniciou este ano o seu programa de cirurgia robótica, contando agora com dois robôs capazes de intervir em todas as áreas cirúrgicas do Instituto e dar resposta a doentes complexos.

O segundo equipamento, também financiado pelo PRR, chegou no final de junho e encontra-se atualmente em fase de integração, prevendo-se o início da sua atividade cirúrgica em setembro. Esta semana, o Conselho de Administração deslocou-se às duas salas operatórias para reunir com a equipa, acompanhar os progressos e conhecer as perspetivas futuras deste projeto.

O IPO Lisboa já era uma referência em cirurgia laparoscópica de elevado desempenho. Com a introdução destes equipamentos passa a ser possível proporcionar maior precisão e capacidade de manobra aos cirurgiões. No futuro, espera-se ainda contribuir para uma maior capacidade para cirurgias diferenciadas, aliando a experiência das nossas equipas aos novos recursos tecnológicos.

Este programa representa um importante salto tecnológico, que exige formação contínua e adaptação das equipas, de forma a assegurar elevados padrões de qualidade, segurança e eficiência.