A habitual missa de domingo, às 9h30, não se realiza amanhã no Santuário do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, durante as Festas de São Mateus. Fica também desde já confirmado que, este ano, não haverá a tradicional procissão de regresso dos pendões.
As cerimónias religiosas têm início às 17h00, no Santuário, seguindo-se uma procissão com percurso em volta do recinto. A missa de domingo realiza-se depois, às 18h00.
Informamos assim os ouvintes que habitualmente durante o ano segue a nossa transmissão da missa do Santuário que este domingo não há missa.
A loiça artesanal voltou a ser, uma vez mais, um dos grandes atrativos da Feira de São Mateus, em Elvas. Entre peças utilitárias e artigos decorativos, os produtores apresentam artigos de fabrico próprio, muitos deles moldados e pintados à mão.
Isabel Santos, natural de Leiria, está este ano pela primeira vez na banca da família. Veio até Elvas para ajudar o irmão e a cunhada, que participam na Feira de São Mateus há cerca de cinco anos.
A loiça é, na sua maioria, produzida numa pequena oficina da família, em Leiria, onde as peças são moldadas e posteriormente pintadas. Isabel explica que o barro vermelho utilizado é proveniente de Barcelos, enquanto a decoração é assegurada pela própria família e por uma colaboradora especializada.
“É fabrico próprio. O meu irmão e a minha cunhada fazem a loiça e pintam. Temos uma pequena fábrica, com fornos e algumas pessoas a trabalhar”, explica Isabel Santos.
Isabel destaca ainda o trabalho de uma das colaboradoras, responsável pelas peças com decoração mais elaborada: “Eles têm uma pintora daquelas de cinco estrelas. Por isso é que é esta decoração. A decoração mais simples são eles que fazem, mas a colaboradora deles é que pinta aquelas peças mais elaboradas”, acrescenta.
A loiça artesanal desperta particularmente a atenção do público espanhol, que continua a visitar o certame elvense.
Aos microfones da Rádio ELVAS, uma visitante de Badajoz elogiou a originalidade e a beleza das peças, garantindo que a loiça é “muito bonita e original”.
Durante a conversa, houve ainda espaço para uma correção bem-humorada. Questionada sobre como se chama a feira, a visitante respondeu inicialmente “Feria de la Loza”, expressão frequentemente utilizada por alguns espanhóis para se referirem ao certame. Perante a observação de que o nome oficial é Feira de São Mateus, a visitante acabou por reconhecer, entre risos, que passaria a chamar-lhe “Feria de San Mateo”.
A troca de palavras evidencia também a forte presença do público espanhol na Feira de São Mateus, que todos os anos atravessa a fronteira para visitar o certame.
Entre peças de uso quotidiano e artigos decorativos, a loiça artesanal mantém, assim, um lugar de destaque na Feira de São Mateus, reunindo produtores de diferentes regiões e atraindo visitantes portugueses e espanhóis.
Terminados os concertos no Parque da Piedade, em Elvas, na noite deste sábado, 26 de setembro, as atenções voltam-se para uma das grandes novidades da edição deste ano das Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade: um espetáculo de drones.
A iniciativa promete levar ao céu de Elvas várias figuras alusivas ao município e à Feira de São Mateus, num espetáculo preparado pela empresa Douro Pirotecnia.
Segundo explica José Carlos Macedo, da empresa, a apresentação contará ainda com uma voz-off inicial, que pretende envolver o público antes do início das formações luminosas.
“Vamos ter um espetáculo de drones, com várias figuras, alusivas aqui ao município de Elvas e à Feira de São Mateus, e com a introdução de uma voz-off inicial muito comovente, que vocês vão poder apreciar”, explica.
Inicialmente estava prevista a utilização de 20 drones, mas o número foi entretanto reforçado. “Inicialmente estava para ser 20, mas vamos lançar mais de 50 drones para o ar para fazer as figuras pretendidas”, adianta José Carlos Macedo.
O espetáculo marca assim uma das principais novidades da edição deste ano do São Mateus, juntando tecnologia e luz às tradicionais celebrações em honra do Senhor Jesus da Piedade.
Tony Carreira é o grande destaque da programação deste sábado, 26 de setembro, na Expo São Mateus, numa noite que promete levar milhares de pessoas ao Parque da Piedade, em Elvas.
O popular cantor português sobe ao Palco São Mateus para um dos momentos mais aguardados da programação musical das festas, num espetáculo que deverá reunir fãs de várias gerações.
Antes de Tony Carreira, a noite começa no Palco da Feira, às 21 horas, com a atuação de Carlos Caracol, responsável por abrir a programação musical de sábado.
Às 22 horas, os Tranquiliza assumem o Palco São Mateus, preparando o ambiente para a atuação de Tony Carreira, que encerra a noite neste palco.
A DECO alertou os consumidores para os seus direitos no comércio eletrónico, esclarecendo as dúvidas mais frequentes associadas ao prazo de devolução e ao pagamento dos portes de envio nas compras à distância. De acordo com a associação, os compradores dispõem de 14 dias seguidos após a receção do bem para devolver o artigo sem necessidade de justificação, com exceção de produtos personalizados, bens selados ou bebidas alcoólicas, uma regra de aceitação obrigatória que não se aplica de igual forma no comércio físico.
Relativamente aos encargos do processo, a entidade recorda que a empresa tem a obrigação de reembolsar o valor total do bem e o custo do envio original (caso tenha sido escolhida a opção standard), devendo utilizar o mesmo meio de pagamento da compra. Já em relação aos portes de reenvio do artigo para a loja, a responsabilidade do encargo depende da política previamente informada pelo comerciante — caso esta informação não esteja visível no ato da compra, o custo fica inteiramente do lado da empresa, tal como sucede sempre que o produto apresente defeito.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
A corrida de touros desta sexta-feira, 25 de setembro, a segunda e última da Feira Taurina de São Mateus, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, em Elvas, encerra a temporada dos Forcados Amadores Académicos de Elvas com expectativas elevadas.
O cabo do grupo, Pedro Curião, espera uma corrida à altura da primeira deste São Mateus. “As expectativas são ótimas, são elevadas”, afirma o cabo, lembrando a boa prestação do grupo e dos restantes intervenientes na primeira corrida da feira, no passado dia 19 de setembro.
Para Pedro Curião, o objetivo passa por repetir uma noite em que “foram seis pegas à primeira” e em que o público pôde assistir a um espetáculo que considera de qualidade. “É o que nós esperamos: seis pegas à primeira e que ninguém se magoe. Que seja uma corrida séria, que não defraude o público e que permita a quem está na bancada e a quem pagou bilhete desfrutar do espetáculo”, sublinha.
O desafio desta sexta-feira será colocado por um curro composto por seis toiros. “Serão três toiros da ganadaria Passanha e três toiros de São Marcos”, explica.
Sobre a ganadaria Passanha, Pedro Curião destaca o caráter dos animais apresentados ao longo da temporada, considerando-os “sérios e duros para os forcados”. No que diz respeito ao confronto com animais da ganadaria São Marcos, os Académicos já acumulam alguma experiência. “É uma ganadaria séria também, é uma ganadaria que exige respeito e que o grupo tem conseguido superar com união”, afirma o cabo, acrescentando que as atuações anteriores têm corrido bem e mostrando confiança para o desafio desta sexta-feira.
Cartel reúne experiência e o toureiro da terra
Além dos Académicos de Elvas, o cartel conta com os forcados Amadores de Montemor-o-Novo e com três cavaleiros de renome: João Salgueiro, Rui Fernandes e Marcos Bastinhas, o “cavaleiro da casa”, que Pedro Curião diz ser o “ex-líbris” da cidade.
O cabo diz ainda tratar-se de uma corrida “muito bem montada”, reunindo todos os ingredientes para proporcionar um bom espetáculo. “É uma corrida que tem todos os aliciantes para correr bem, para ser um ótimo espetáculo”, considera.
O cabo dos Académicos deixa ainda um apelo à presença do público elvense, defendendo a importância de apoiar a tauromaquia na cidade e, em particular, o grupo de forcados da terra.
“Uma feira taurina com a qualidade que nós temos aqui em Elvas há muitas terras que gostariam de ter”, afirma, considerando que os elvenses “deveriam aderir” e apoiar as corridas de touros realizadas no Coliseu.
Temporada termina no São Mateus
A corrida desta sexta-feira marca também o encerramento da temporada dos Académicos de Elvas, até porque o grupo mantém a tradição de terminar o ano taurino precisamente na Feira de São Mateus. “Nós costumamos terminar a nossa temporada no São Mateus. O término da nossa temporada é sempre na nossa feira”, explica o cabo, considerando que o grupo se despede assim “no ponto mais alto” da época.
O ano fica marcado também por uma fase de transição para os Académicos de Elvas, depois da mudança de cabo ocorrida no ano passado. Pedro Curião reconhece que esse processo exige tempo e tranquilidade, mas faz um balanço positivo do percurso realizado. “Foi uma temporada relativamente curta, também estamos numa fase de transição e as coisas, neste momento, têm que ser feitas com calma”, refere.
Apesar de uma temporada mais curta, o responsável destaca a juventude e a vitalidade do grupo, destacando que a maioria dos elementos tem conseguido concretizar as pegas à primeira tentativa. “O grupo está muito novo. Um sinal de vida e de vitalidade do grupo é que este ano só ainda pegámos um touro à segunda tentativa, os restantes foram todos à primeira”, salienta.
Com o balanço da temporada a ser positivo, Pedro Curião espera agora fechar o ano da melhor forma: “Estou muito feliz com a temporada, estou muito feliz com os resultados atuais que temos no nosso grupo e creio que vamos rematar a nossa temporada da melhor maneira.”
De Vila Boim para o Palco da Feira, o grupo popular Xumbo Torto irá proporcionar momentos de muita animação e tradição ao público, na noite desta sexta-feira, 25 de setembro, na Expo São Mateus, no Parque da Piedade, em Elvas.
O espetáculo dos Xumbo Torto está marcado para as 21 horas, seguindo-se, no Palco São Mateus, a partir das 22 horas, Budafé.
Com a sua energia e identidade, o músico elvense promete aquecer o ambiente para o espetáculo de Papillon, numa noite dedicada ao rap, ao hip-hop e aos mais novos.
A Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior assinalou recentemente 50 anos de atividade, mantendo-se ativa e com projetos que poderão contribuir para o aumento do parque habitacional do concelho.
Apesar de a construção de novas habitações estar atualmente parada, a cooperativa dispõe de um terreno com cerca de 23 mil metros quadrados, que, segundo Manuel Pedro Saragoça, presidente da Assembleia Geral da Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior, poderá vir a ser infraestruturado e utilizado para construção.
“Continuamos como cooperativa ainda ativos, embora a construção tenha parado, mas neste momento temos um terreno com 23 mil metros quadrados que a qualquer momento pode ser infraestruturado e se pode construir”, afirma.
Para Manuel Pedro Saragoça, a retoma da construção através da cooperativa dependerá, contudo, de alterações nas políticas nacionais de apoio ao setor cooperativo e de melhores condições de financiamento.
O responsável considera que os elevados custos associados à construção e ao financiamento dificultam atualmente a concretização de novos projetos de habitação a custos controlados.
“O nosso Governo, enquanto não apostar mais nas cooperativas, em possibilitar melhores financiamentos, as cooperativas não vão conseguir construir”, afirma, apontando para o aumento dos custos da habitação, das infraestruturas e do crédito.
De acordo com Manuel Pedro Saragoça, estes fatores fazem com que os valores por metro quadrado na habitação a custos controlados ultrapassem os limites previstos na legislação, tornando necessário um maior apoio público.
“Daí que é necessário haver um apoio na parte estatal para reduzir todos estes preços, para que possamos construir habitações a custos controlados”, sublinha.
A necessidade de criar mais oferta habitacional assume, segundo o presidente da Assembleia Geral da cooperativa, particular importância para a população mais jovem. “O grande problema que hoje temos, também em Campo Maior, é a falta de habitação para jovens”, conclui.
A cooperativa mantém assim em aberto a possibilidade de voltar a desempenhar um papel na criação de habitação no concelho, estando a disponibilidade de terreno já identificada, mas dependendo a concretização de novos projetos das condições económicas, financeiras e das políticas públicas de apoio à habitação cooperativa.
O movimento SIM por Campo Maior, representado pelos vereadores eleitos João Muacho e Alexandre Florentino, realizou, no início de setembro, uma visita à zona industrial de Campo Maior, com o objetivo de verificar o ponto de situação de um investimento anunciado há cerca de um ano para aquela área.
Em causa está o projeto atribuído à empresa Cubo Íntegro, cujo investimento anunciado ascende a 22 milhões de euros e que, segundo o então candidato do Partido Socialista, previa o início imediato das obras e a criação de 80 postos de trabalho no concelho.
Um ano depois do anúncio, os vereadores do SIM dizem ter encontrado o local sem sinais visíveis de execução do projeto. “Deparámo-nos com zero obras, zero máquinas, zero postos de trabalho”, refere o movimento em comunicado, considerando que a situação “não corresponde ao que tinha sido anunciado”.
Para o SIM, o caso levanta dúvidas sobre a forma como determinados investimentos são comunicados à população, sobretudo quando os anúncios coincidem com períodos eleitorais. O movimento considera que o projeto foi apresentado como uma realidade de concretização imediata, quando, passado um ano, essa concretização não se verificou no terreno.
“O nosso alerta vai no sentido de informar os campomaiorenses que esta medida anunciada começa a entrar por medidas políticas que foram agendadas para um momento eleitoral e que, aos dias de hoje, não é uma realidade”, afirma o movimento.
Na mesma nota, o SIM critica o que considera ser uma situação de estagnação do concelho nos últimos cinco anos e defende que a estratégia de desenvolvimento de Campo Maior deve assentar em propostas concretas e em informação baseada em prazos e compromissos que possam efetivamente ser cumpridos.
“Não podemos continuar num caminho de marketing político que encaminhe os campomaiorenses para situações como esta”, sustenta o movimento, defendendo que a população deve ser informada com rigor sobre o estado e os prazos dos investimentos anunciados.
Relativamente ao projeto da Cubo Íntegro, o SIM considera que poderia ter sido comunicada à população a intenção de realização do investimento, mas contesta a indicação de que o mesmo teria início imediato.