Uma investigação recente, que contou com a participação de antigos alunos da Universidade de Évora, está a trazer uma nova luz sobre a “Viagem Filosófica” ao Brasil, liderada pelo naturalista luso-brasileiro Alexandre Rodrigues Ferreira no final do século XVIII.
Entre 1783 e 1792, esta expedição científica percorreu territórios cruciais como a Amazónia, o Pantanal e o Cerrado, documentando de forma visionária a fauna, a flora e as comunidades indígenas. José Janela, da Quercus, destaca que Rodrigues Ferreira foi um dos maiores naturalistas do mundo lusófono, tendo realizado um trabalho sistemático numa época em que estas regiões eram praticamente desconhecidas para a ciência internacional.
O que torna esta história fascinante é o facto de o seu autor ter falecido sem nunca publicar os resultados, deixando um espólio monumental de milhares de espécimes e ilustrações disperso por museus e arquivos durante mais de dois séculos. Só agora, com o empenho de cientistas portugueses e brasileiros, é que a verdadeira dimensão desta expedição está a ser compreendida. Estes registos históricos são fundamentais para a ciência moderna, pois permitem comparar o estado atual da biodiversidade com o cenário encontrado há 250 anos, oferecendo dados preciosos para a conservação dos ecossistemas num momento de crise climática global.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus, no “Ambiente em FM”. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
A tomada de posse dos novos vice-presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) realiza-se esta segunda-feira, dia 2, pelas 15 horas, na sede deste organismo, em Évora.
A tomada de posse está incluída na reunião extraordinária do Conselho Regional que contará com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
Foram nomeados vice-presidentes: Sónia Ramos, na área do Ambiente; Silvino Alhinho, na Educação; Lena Cavaco, na Agricultura; Marciano Lopes, na Saúde; e Henrique Sim-Sim, na Cultura.
A Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas deu início, na passada quarta-feira, 25 de fevereiro, a um conjunto de apresentações do livro original “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, em todas as salas do ensino pré-escolar do concelho de Elvas.
O primeiro estabelecimento a receber a apresentação da obra, lançada em dezembro e dedicada ao uso abusivo das tecnologias por parte dos mais novos, foi o Jardim de Infância de Santa Luzia.
Como explica uma das autoras, Ana Sofia Gaspar, esta obra nasceu no seguimento de uma peça de teatro, sobre o mesmo tema, que a equipa apresentou, em 2024, às crianças do pré-escolar do Agrupamento de Santa Luzia. “Nós desenvolvemos um teatro para as crianças, já abordando aqui o tema do uso abusivo das novas tecnologias e a forma como isso influencia negativamente os nossos laços familiares, a nossa dinâmica, e muito mais nas crianças que estão em fase de desenvolvimento”, começa por revelar. Perante uma “tão grande e positiva” aceitação dos mais novos ao espetáculo, rapidamente a equipa percebeu que não podia ficar por ali. “Achámos que seria importante chegarmos a mais crianças, a mais jovens, a mais adultos, a mais cuidadores, a mais pessoas. E pensámos: e porque não a possibilidade de criar um livro infantil e editá-lo”, recorda.
Mas até se conseguir chegar ao momento da edição do livro, foi preciso ultrapassar algumas questões de financiamento. A equipa ainda tentou candidatar-se a diferentes projetos, mas sem sucesso. “Mas como a ideia parecia bem a tanta gente, a direcção da APPACDM assumiu o financiamento, entrámos em contacto com a editora e pronto, avançámos e hoje em dia temos o livro da ‘Fantabulástica Família da Alice Barbuda’ para quem quiser ler”, adianta.
A obra conta a história de “uma família comum, que podia ser a nossa, e em que no Dia da Criança os pais oferecem uma prendinha aos filhos. Um dos filhos é a Alice e a Alice recebe duas prendas: uma Barbie, que era uma prenda que ela queria muito, sendo que os pais optam também por lhe oferecer um tablet. E a história desenvolve-se com um isolamento da Alice quase em prol daquele tablet, a forma como isso influenciou aquela família e a forma como eles depois deram a volta por cima e reverteram aqui um bocadinho a situação”, revela Ana Sofia.
Por mais que se trate de um livro infantil, a mensagem da obra é destinada a pessoas de diferentes idades, com uma “lição” válida para todos. “Quem ainda não sabe ler tem um irmão mais velho que pode ler, tem um pai, tem um avô. Os mais velhinhos podem ler e tirar dali alguma mensagem que não esteja tão explícita, mas que conseguem perceber. E os mais velhos, porque também nós pais, muitas vezes, tentamos que os nossos filhos não estejam agarrados ao telemóvel ou ao tablet, mas a primeira coisa que fazemos quando acabamos de comer é pegar no telemóvel”, lembra.
Na produção deste livro esteve envolvida mais de uma dezena de profissionais: alguns deles que já não estão ao serviço da Equipa de Intervenção Precoce e outros que, entretanto, se juntaram a ela.
Editado pela Betweein, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” tem um custo de 14 euros e pode ser adquirido na APPACDM ou através do site da editora.
O espaço.arte, em Campo Maior, acolhe até ao dia 12 de abril a exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, da autoria de Luís Caraças. A mostra destaca-se pela utilização de uma técnica fotográfica invulgar que exige o uso de óculos especiais, disponibilizados no local, para que os visitantes possam captar as imagens com profundidade e relevo.
Composta por 38 fotografias, a exposição inclui também trabalhos de outros dois fotógrafos, surgindo como um tributo ao legado do avô do autor, um antigo fotógrafo amador da vila cujo espólio serviu de base a este projeto diferenciador.
A exposição oferece uma viagem visual eclética que percorre desde as paisagens e muralhas de Campo Maior até aos momentos mais emblemáticos da vila, abrangendo um período temporal que vai do século XIX até às últimas Festas do Povo, em 2015.
Segundo Luís Caraças, o objetivo “é proporcionar ao público uma visão alternativa do quotidiano local através de uma técnica pouco explorada em contexto expositivo”. Esta abordagem imersiva permite redescobrir a história e o património campomaiorense sob uma perspetiva tridimensional, tornando a visita uma experiência sensorial única para todas as idades.
A edição 2026 das Festas do Povo de Campo Maior foi apresentada na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), no passado sábado, dia 28 de fevereiro.
Integrado na programação do stand da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e do Ribatejo, o momento contou com a participação do presidente do Município de Campo Maiuor, Luís Rosinha, do presidente da ERT, José Santos e, remotamente, do presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro. As saias de Campo Maior também estiveram presentes através do Grupo de Cantares “O Despertar Alentejano”.
Esta foi mais uma oportunidade de divulgação do maior evento cultural de Campo Maior, naquele que é um dos palcos principais do turismo a nível nacional.
O Município de Campo Maior esteve presente na BTL com um stand promocional do concelho, com destaque para as Festas do Povo, que este ano se realizam de 8 a 16 de agosto.
A confeção das migas e da açorda à alentejana esteve em destaque em mais um workshop no MAEE – Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, na manhã de ontem, sábado, 28 de fevereiro.
A chef Lurdes Carvão foi a responsável pelo workshop, que registou lotação esgotada no número de participantes.
Os workshops do MAEE são promovidos pelo Serviço Educativo do museu, com o apoio do Município de Elvas.
O O Elvas SAD entra em campo este domingo para defrontar o Lagoa, em mais uma jornada do Campeonato de Portugal. A partida realiza-se no Estádio Municipal de Elvas, com início marcado para as 15 horas, num encontro importante para as contas da classificação.
A Rádio Elvas vai acompanhar o jogo em direto, com relato a partir das 15 horas, levando aos ouvintes todos os lances e emoções deste desafio.
Corre-se, no próximo dia 7 de março (sábado), o XIII Corta-Mato “Cidade de Elvas”.
Desta vez, a prova que anualmente presta homenagem a António Leitão, promete um nível ainda mais elevado, dada a presença confirmada da Seleção de Corta-Mato da Federação Estremenha de Atletismo (Espanha), com atletas de vários escalões.
O evento desportivo, que contará com a participação de “cerca de 300 atletas”, revela o vereador Hermenegildo Rodrigues, é organizado pelo Clube Elvense de Natação em parceria com a Câmara Municipal de Elvas.
“Fazemos, desde já, um convite a toda a população de Elvas para que possa também viver a modalidade do atletismo naquela que é talvez uma das modalidades mais emblemáticas, que é o corta-mato, não tivéssemos nós sido campeões europeus e campeões do mundo durante anos consecutivos, nomeadamente com o Paulo Guerra, com o Carlos Lopes, com o Fernando Mamede e com um conjunto de atletas que foram, e são ainda hoje, uma referência mundial”, diz ainda o autarca.
O início das provas, nas traseiras do Estádio de Atletismo de Elvas, está marcado, no dia 7, para as 15 horas. As inscrições, para os interessados, ainda se encontram abertas (podem ser feitas aqui).
As técnicas do Radar Social de Campo Maior, projeto de combate à pobreza, solidão e exclusão social, têm vindo a realizar, ao longo deste mês de fevereiro, diversas atividades com os utentes de diferentes instituições do concelho: Lar e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, CURPI, Centro Comunitário, Lar de Degolados e ateliês de Degolados e Ouguela.
A equipa, que tem como principal missão sinalizar e encaminhar as situações identificadas para as entidades competentes, explica a coordenadora, Joana Mourão, procura, através das ações desenvolvidas junto dos utentes das instituições, “criar uma maior proximidade”, facilitando o trabalho realizado porta a porta, para que se chegue a “um maior número de pessoas em situação de vulnerabilidade social”.
“Estas ações dão-nos a conhecer, permitem que as pessoas fiquem mais próximas, promovem o bem-estar socioemocional e os vínculos comunitários e facilitam, sobretudo, a articulação com as instituições relativamente aos encaminhamentos”, explica Joana Mourão.
Até ao momento, o Radar Social promoveu três atividades diferentes com os idosos: a “Árvore dos Afetos”, que “fomenta a expressão emocional e fortalece sobretudo os laços afetivos entre os utentes”; o “Pote das Memórias”, num “momento de partilha de memórias, de experiências de vida, valorizando assim também os laços afetivos no grupo”; e “O Que é Para Si o Amor”, uma ação dedicada aos “valores afetivos e às relações interpessoais”, que ajuda “a desenvolver competências socioemocionais”.
Na sequência destas atividades, têm surgido “algumas sinalizações”, com os utentes a indicarem às técnicas do Radar Social as situações de que têm conhecimento sobre pessoas que se debatem com algum tipo de vulnerabilidade.
Atualmente a realizar o seu trabalho de sinalização, através de questionários porta a porta, em Degolados, Joana Mourão revela ainda que a equipa pretende vir a criar mais ações para desenvolver com a população até 30 de junho, data que marca o encerramento do projeto em Campo Maior.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) vai reforçar a proteção das populações e do território com a instalação de seis novas torres de videovigilância contra incêndios rurais, um investimento de 685.647,15€. Este sistema vai permitir detetar focos de incêndio mais rapidamente, garantindo uma resposta mais eficaz e segura para todos.
As torres serão instaladas nos municípios de Ponte de Sor, Crato, Alter do Chão, Gavião e Nisa, escolhidos estrategicamente com base em estudo técnico elaborado ao abrigo do programa POSEUR, de forma a garantir que cada torre cobre os pontos mais críticos e aumenta a eficácia da vigilância.
O Sistema Integrado de Videovigilância, que já conta com duas torres e centros de controlo operacionais interligados com a GNR e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), utiliza câmaras térmicas e de espectro visível para identificar rapidamente colunas de fumo ou focos de ignição, reduzindo o tempo de resposta e minimizando o impacto dos incêndios rurais.
Além de reforçar a prevenção, este projeto apoia a coordenação entre municípios, forças de segurança e serviços de proteção civil, contribuindo para a gestão integrada de riscos e para a segurança de todos que vivem ou trabalham no Alto Alentejo.
A CIMAA reafirma o seu compromisso com investimentos estratégicos e coesão territorial, promovendo uma região mais segura, protegida e preparada para enfrentar os desafios dos incêndios rurais.