Campo Maior mantém apoio às famílias com oferta de material escolar e cadernos de atividades

A Câmara Municipal de Campo Maior continua a apoiar as famílias do concelho através da oferta de cadernos de atividades até ao 2.º ciclo e de material escolar até ao 1.º ciclo.

O apoio destina-se aos alunos cujas famílias tenham submetido candidatura à Ação Social Escolar (ASE) e que estejam abrangidas pelos escalões A ou B. Nestes casos, os encarregados de educação têm direito a um voucher para posterior reembolso das despesas realizadas.

Para obter o voucher, os interessados devem dirigir-se aos Serviços Administrativos do Agrupamento de Escolas. Depois de preenchido, o documento deverá ser acompanhado de um comprovativo de IBAN e da fatura que comprove o valor gasto na aquisição dos cadernos de atividades ou do material escolar.

O voucher e a respetiva documentação devem ser entregues no Gabinete de Ação Social, no edifício da Câmara Municipal de Campo Maior.

O Município alerta ainda que o pedido de reembolso deve ser efetuado até 31 de dezembro.

O custo ambiental escondido da Inteligência Artificial: infraestruturas gigantes ameaçam água e energia

Embora a Inteligência Artificial (IA) seja vista como uma tecnologia puramente “virtual”, o seu funcionamento depende de uma gigantesca infraestrutura física com um forte impacto ecológico. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para a pesada pegada ambiental dos megacentros de dados (data centres), que operam ininterruptamente e exercem uma pressão sem precedentes sobre o território, a água e os recursos energéticos.

A dimensão destes projetos é, em muitos casos, colossal. Nos Estados Unidos, por exemplo, está projetado um centro de dados no Utah com 160 km² — uma área que supera em mais de uma vez e meia o tamanho de cidades inteiras como Lisboa (100 km²). Esta ocupação massiva do solo provoca impactos severos na paisagem e exige a construção de novas redes elétricas para responder a uma procura energética que não para de crescer, ameaçando aumentar as emissões globais de carbono caso não seja garantido o uso exclusivo de fontes renováveis.

Outro dos pontos críticos apontados pelo ambientalista é o consumo e a degradação dos recursos hídricos locais. Devido ao aquecimento extremo dos milhares de servidores que funcionam 24 horas por dia, estes complexos requerem sistemas de refrigeração contínua que consomem milhões de litros de água por ano. Este processo tem resultado numa acentuada perda de qualidade da água nas regiões onde os centros estão instalados, demonstrando que a revolução digital da IA acarreta custos físicos e ambientais profundos que urge regulamentar.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Campo Maior assinala “Outubro Rosa” com caminhada solidária no dia 17

Como forma de assinalar o “Outubro Rosa”, iniciativa de prevenção e diagnóstico do cancro da mama da responsabilidade da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), o Município de Campo Maior promove uma caminhada aberta a toda a população no dia 17 de outubro.

A partida será no Jardim Municipal, pelas 10h00, e os interessados podem inscrever-se e adquirir a sua t-shirt, por cinco euros, valor que reverte a favor da LPCC, no Centro Comunitário de Campo Maior.

Arkus convida a descobrir Elvas à noite através de visitas guiadas

A Associação Juvenil Arkus está a promover visitas guiadas noturnas ao centro histórico de Elvas, desafiando visitantes e residentes a conhecer o “coração” da cidade sob uma perspetiva diferente. A iniciativa surgiu na sequência das visitas diurnas já realizadas pela associação e da perceção de que existia interesse em conhecer o património elvense durante a noite.

Melanie Carona (na imagem), membro da Arkus, explica que a ideia nasceu também das condições favoráveis que o Alentejo oferece durante as noites. “A nossa cidade é muito bonita à noite e então surgiu a ideia: porque não fazer visitas à noite?”, conta.

Embora os monumentos estejam encerrados durante esse período, a visita centra-se no património que pode ser observado a partir do exterior. A iluminação noturna dos monumentos assume, neste contexto, um papel de destaque, permitindo descobrir detalhes que podem passar despercebidos durante o dia.

“Acabamos por ver Elvas de outra maneira, de outra forma e ver pormenores que se calhar à luz do dia não têm tanta beleza”, sublinha Melanie Carona.

As visitas são atualmente conduzidas por José Martins, conhecido na cidade como “o guia de Elvas”. Durante o percurso, o guia dá a conhecer diferentes pontos de interesse e chama a atenção para elementos arquitetónicos, como brasões e outros pormenores do património local.

A iniciativa pretende proporcionar uma experiência diferente de descoberta da cidade, conciliando história, património e ambiente noturno. A Arkus convida, por isso, quem visita ou vive em Elvas a experimentar esta nova forma de conhecer o património elvense.

Pagamento livre e reservas por contacto com a Arkus

As visitas seguem o mesmo modelo das restantes iniciativas da associação, sendo que o pagamento é totalmente livre. Cada participante contribui com o valor que entender, sendo essa contribuição uma forma de apoiar o trabalho da Arkus. Ainda assim, a associação garante que a participação não está condicionada ao pagamento.

“As pessoas dão o que querem, é uma ajuda para a associação, mas lá está, se não quiserem dar também está tudo bem. Nós fazemos a visita com todo o gosto”, diz ainda Melanie Carona.

As visitas devem ser previamente marcadas através das redes sociais da Arkus ou do contacto telefónico disponibilizado pela associação: 969 514 374.

Com o convite “Descubra a história. Sinta a magia.”, a Arkus pretende assim levar residentes e turistas a olhar para Elvas de uma forma diferente, valorizando a beleza do património iluminado e as histórias e lendas que fazem parte da identidade da cidade.

Junta de São João Batista avança com melhorias em Ouguela e prepara baloiço panorâmico para a aldeia

O executivo da Junta de Freguesia de São João Batista, em Campo Maior, está a desenvolver um conjunto de intervenções em Ouguela, procurando dar resposta às necessidades da aldeia, apesar das limitações ao nível dos recursos humanos.

A garantia é deixada pela presidente da Junta, Anselmina Caldeirão, que destaca, desde logo, a limpeza, as obras no cemitério e a melhoria das condições junto aos contentores do lixo.

“Tem sido um ano um pouco complicado e com muito trabalho para o executivo”, afirma a autarca, sublinhando que “há muita coisa a fazer”, mas que a Junta procura responder às necessidades “à medida dos seus recursos humanos”.

Entre as intervenções realizadas está a limpeza e manutenção de Ouguela, trabalho que, segundo Anselmina Caldeirão, tem sido desenvolvido pelos próprios funcionários da Junta, com o apoio do Município.

A Junta está igualmente a intervir na zona dos contentores do lixo, depois de ter recebido pedidos dos habitantes para a sua reorganização. “Nós estamos a fazer uma obra. Está a ser feita pelos funcionários da própria Junta”, explica a presidente, acrescentando que o Município tem também prestado apoio neste trabalho. Outra das intervenções já concretizadas diz respeito ao cemitério de Ouguela.

Terminada a atual intervenção relacionada com os contentores, a Junta pretende avançar com a instalação de um baloiço panorâmico numa zona que o executivo considera poder valorizar ainda mais a aldeia. “Consideramos que Ouguela irá ficar bem bonita e atrativa, não só para as pessoas que lá vivem, mas para as pessoas que a poderão vir a visitar”, refere Anselmina Caldeirão.

A presidente da Junta de São João Batista salienta ainda a importância de manter uma relação de proximidade com os habitantes e de ouvir diretamente as suas preocupações. “Fazer um trabalho de proximidade com as pessoas é o mais importante”, afirma, defendendo que é necessário perceber “realmente as necessidades que aquela aldeia tem”.

Apesar de reconhecer que Ouguela é uma aldeia de grande beleza e visitada por muitas pessoas, Anselmina Caldeirão admite que continuam a existir algumas necessidades por resolver. O objetivo do executivo, garante, passa por melhorar as condições da localidade e proporcionar “o maior conforto possível” à população.

“Enquanto executivo, não esquecemos as pessoas de Ouguela e estamos sempre presentes”, afirma a autarca, que garante que a aldeia continua a ser uma das prioridades do trabalho desenvolvido pela Junta de Freguesia. “É de facto o objetivo que nós temos e esperamos que consigamos concretizar tudo aquilo que nós pensamos fazer realmente por Ouguela”, conclui.

Festas do Povo de Campo Maior distinguidas com Prémio de Turismo Português em Espanha

As Festas do Povo de Campo Maior foram distinguidas com o Prémio de Turismo Português, atribuído no âmbito dos XI Prémios Onda Viajera, promovidos pela Rádio Onda Cero Extremadura.

O galardão foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, numa cerimónia que decorreu em Cáceres, Espanha, no passado dia 24 de setembro.

A distinção reconhece o impacto e a relevância das Festas do Povo enquanto evento de referência turística e cultural, que voltou a transformar Campo Maior num verdadeiro jardim de papel entre os dias 8 e 16 de agosto, depois de uma ausência de 11 anos.

As Festas do Povo, reconhecidas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2021, envolveram este ano centenas de moradores na ornamentação das ruas da vila com flores e motivos em papel, atraindo milhares de visitantes.

A atribuição deste prémio reforça, assim, a projeção das Festas do Povo além-fronteiras e o seu contributo para a promoção turística de Campo Maior e da região do Alentejo.

Elvas: São Mateus despede-se este domingo com tarde dedicada às famílias

A Feira e Expo São Mateus, em Elvas, chegam ao fim este domingo, 27 de setembro, com um programa dedicado às famílias e muita animação para marcar o último dia do certame.

O Palco São Mateus recebe, a partir das 18h00, dois espetáculos infantis que prometem animar os mais novos: Ovelha Choné e Diva L.O.L Surprise.

A programação prossegue no Palco da Feira, onde, pelas 19h30, terá lugar um baile com João Tocha, encerrando as atividades desta edição da Expo São Mateus.

Depois de vários dias de música, animação, gastronomia, atividades e iniciativas dirigidas a diferentes públicos, o certame despede-se assim com uma tarde pensada para o convívio entre famílias e visitantes.

A última jornada constitui a oportunidade para aproveitar os espaços da Feira e da Expo São Mateus antes do encerramento de mais uma edição do evento maior do concelho de Elvas.

Missa das 9h30 não se realiza este domingo no Santuário do Senhor Jesus da Piedade

A habitual missa de domingo, às 9h30, não se realiza amanhã no Santuário do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, durante as Festas de São Mateus. Fica também desde já confirmado que, este ano, não haverá a tradicional procissão de regresso dos pendões.

As cerimónias religiosas têm início às 17h00, no Santuário, seguindo-se uma procissão com percurso em volta do recinto. A missa de domingo realiza-se depois, às 18h00.

Informamos assim os ouvintes que habitualmente durante o ano segue a nossa transmissão da missa do Santuário que este domingo não há missa.

Feira de São Mateus: loiça artesanal continua a fazer sucesso do outro lado da fronteira

A loiça artesanal voltou a ser, uma vez mais, um dos grandes atrativos da Feira de São Mateus, em Elvas. Entre peças utilitárias e artigos decorativos, os produtores apresentam artigos de fabrico próprio, muitos deles moldados e pintados à mão.

Isabel Santos, natural de Leiria, está este ano pela primeira vez na banca da família. Veio até Elvas para ajudar o irmão e a cunhada, que participam na Feira de São Mateus há cerca de cinco anos.

A loiça é, na sua maioria, produzida numa pequena oficina da família, em Leiria, onde as peças são moldadas e posteriormente pintadas. Isabel explica que o barro vermelho utilizado é proveniente de Barcelos, enquanto a decoração é assegurada pela própria família e por uma colaboradora especializada.

“É fabrico próprio. O meu irmão e a minha cunhada fazem a loiça e pintam. Temos uma pequena fábrica, com fornos e algumas pessoas a trabalhar”, explica Isabel Santos.

Isabel destaca ainda o trabalho de uma das colaboradoras, responsável pelas peças com decoração mais elaborada: “Eles têm uma pintora daquelas de cinco estrelas. Por isso é que é esta decoração. A decoração mais simples são eles que fazem, mas a colaboradora deles é que pinta aquelas peças mais elaboradas”, acrescenta.

A loiça artesanal desperta particularmente a atenção do público espanhol, que continua a visitar o certame elvense.

Aos microfones da Rádio ELVAS, uma visitante de Badajoz elogiou a originalidade e a beleza das peças, garantindo que a loiça é “muito bonita e original”.

Durante a conversa, houve ainda espaço para uma correção bem-humorada. Questionada sobre como se chama a feira, a visitante respondeu inicialmente “Feria de la Loza”, expressão frequentemente utilizada por alguns espanhóis para se referirem ao certame. Perante a observação de que o nome oficial é Feira de São Mateus, a visitante acabou por reconhecer, entre risos, que passaria a chamar-lhe “Feria de San Mateo”.

A troca de palavras evidencia também a forte presença do público espanhol na Feira de São Mateus, que todos os anos atravessa a fronteira para visitar o certame.

Entre peças de uso quotidiano e artigos decorativos, a loiça artesanal mantém, assim, um lugar de destaque na Feira de São Mateus, reunindo produtores de diferentes regiões e atraindo visitantes portugueses e espanhóis.