A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, entre janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026, um total de 193 crimes de burla por falso funcionário com recurso à usurpação de identidade de forças de segurança e órgãos de polícia criminal. A atividade destes grupos criminosos tem vindo a intensificar-se de forma contínua, com 69 casos em 2024, 76 em 2025 e já 48 ocorrências registadas apenas nos primeiros cinco meses de 2026, recorrendo à manipulação psicológica, ao falso sentido de autoridade e a tecnologias de disfarce digital (Caller ID Spoofing) para coagir comerciantes e cidadãos.
Geograficamente, os distritos do Porto (33 crimes), Lisboa (23) e Setúbal (18) concentram os volumes mais elevados de ocorrências participadas. A análise temporal aos dados operacionais demonstra uma clara preferência dos burlões pelo período diurno, que concentra cerca de 75% dos crimes (74 no período da manhã e 72 durante a tarde), com maior incidência às quintas-feiras (45 casos) e sextas-feiras (33 casos).
Quanto aos locais de abordagem, os suspeitos visam prioritariamente o interior de residências particulares (88 ocorrências) e estabelecimentos de comércio e restauração (56 casos), registando-se ainda abordagens diretas em plena via pública (30 casos acumulados, 9 dos quais já no corrente ano). No que respeita ao perfil das 172 vítimas identificadas, situa-se em idade ativa, recaindo o principal foco dos burlões nas faixas etárias dos 51 aos 64 anos (49 vítimas) e dos 41 aos 50 anos (33 vítimas).
A análise às denúncias revela ainda que os autores constroem a credibilidade das abordagens através da apropriação sistemática de funções de autoridade e fiscalização. Na maioria esmagadora das ocorrências, que no seu conjunto representam cerca de 70% dos casos, os suspeitos fazem-se passar por inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) ou da Polícia Judiciária (PJ), recorrendo ainda à simulação de elementos da PSP e da Guarda.
A Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), da Universidade Politécnica de Portalegre (UPP), assinala esta quarta-feira, 14 de outubro, o seu 30.º aniversário, três décadas depois do início das atividades letivas, com o primeiro dia de aulas do Bacharelato em Engenharia Agrária, o primeiro curso da instituição.
A cerimónia comemorativa deste aniversário ficou, durante a manhã, marcada pelas intervenções institucionais de Rute Santos, diretora da ESBE, Luís Loures, reitor da UPP e do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, e ainda pela participação do professor Joaquim Mourato como orador convidado. Antigo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, entre 2009 e 2017, e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, entre 2013 e 2016, Joaquim Mourato mantém uma ligação histórica à escola, tendo integrado o seu primeiro corpo docente, na área da Economia. Atualmente, preside ao Conselho Diretivo do Instituto para o Ensino Superior.
Trinta anos depois da sua fundação, a ESBE, antiga Escola Agrária, procura consolidar o percurso de crescimento, reforçar a oferta formativa e encontrar soluções para as limitações das instalações, numa altura em que conta com cerca de 650 estudantes.
A diretora da escola olha para o percurso realizado com orgulho, considerando que a instituição tem conseguido afirmar-se e assumir um papel relevante para Elvas, para a região e, espera, também para o país. “Olha-se para o passado na perspetiva de aprendizagem, sempre, mas também de orgulho pelo trabalho feito”, afirma Rute Santos, defendendo a continuidade do caminho de desenvolvimento e crescimento da instituição.
A responsável destaca as mudanças registadas ao longo dos últimos anos, nomeadamente a alteração da designação da escola e o alargamento das áreas de formação, um processo que considera ainda estar em fase de consolidação. Apesar da vontade de continuar a inovar e ampliar a oferta formativa, Rute Santos reconhece que a capacidade das instalações constitui atualmente um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento da ESBE.
“Ao dia de hoje, penso que são 650” os alunos da escola, adianta, ressalvando que o processo de matrículas ainda não terminou. Perante este número, considera que o edifício existente é insuficiente para responder às necessidades da comunidade académica.
A diretora sublinha, por isso, que o crescimento futuro deverá acompanhar a capacidade de garantir condições adequadas aos estudantes, docentes e restantes trabalhadores. A prioridade passa também por identificar as necessidades do tecido empresarial e da economia, ajustando a formação às exigências do mercado de trabalho.
“A nossa preocupação agora é dar resposta àquilo que são as necessidades: as necessidades dos estudantes, como é óbvio, mas também as do tecido empresarial e da economia”, salienta, defendendo a qualificação de profissionais capazes de contribuir para a competitividade do país.
Ampliação das instalações continua a ser uma prioridade
Já o reitor da Universidade Politécnica de Portalegre considera os 30 anos da ESBE um marco de afirmação e crescimento, com impacto não apenas em Elvas, mas também a nível regional e nacional.
Luís Loures confirma que a universidade está a procurar uma solução para avançar com o projeto de construção e ampliação da escola, previsto para o antigo Ciclo de Santa Luzia. Depois de o segundo concurso para a empreitada ter ficado sem concorrentes, a instituição está a avaliar alternativas que permitam concretizar o investimento dentro dos enquadramentos legais e num prazo tão curto quanto possível.
“Estamos a fazer aqui um forcing para, dentro daquilo que são as possibilidades legais que temos dentro do CCP, tentar encontrar uma alternativa que seja viável e em tempo útil”, explica.
O reitor alerta ainda para os riscos de um novo procedimento concursal, que poderia representar mais seis meses de espera, além da possibilidade de novos aumentos dos custos da construção, num contexto internacional marcado pela incerteza. Ainda assim, mostrou-se confiante quanto à possibilidade de surgirem novidades positivas nas próximas semanas.
Câmara de Elvas reafirma apoio à escola
Também Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, destaca o contributo da instituição para o desenvolvimento do concelho, considerando inquestionável o impacto positivo da antiga Escola Superior Agrária de Elvas ao longo das últimas três décadas.
O autarca recorda a evolução da instituição, desde as primeiras instalações até à ambição de dispor de um campus próprio, e manifesta a expectativa de que o projeto de ampliação possa concretizar-se, apesar das dificuldades encontradas no concurso público.
Nuno Mocinha aproveitou a ocasião para felicitar a Universidade Politécnica de Portalegre, a atual direção da ESBE e todos os responsáveis que contribuíram para o percurso da escola, reiterando a disponibilidade do município para continuar a colaborar com a instituição.
“Aquilo que nós esperamos é que esse projeto também seja uma realidade”, afirma, garantindo que a presença da autarquia na cerimónia representa o compromisso de continuar ao lado da escola, dos estudantes, dos docentes e de toda a comunidade académica.
Ao completar 30 anos, a Escola Superior de Biociências de Elvas celebra, assim, um percurso de crescimento e afirmação, mantendo como desafios para o futuro a consolidação da oferta formativa, a resposta às necessidades do território e a concretização das novas instalações, consideradas fundamentais para acompanhar a evolução da comunidade académica.
O Atelier das Artes de Degolados, no concelho de Campo Maior, que retomou as suas atividades esta segunda-feira, 12 de outubro, após a pausa de verão.
O momento foi assinalado com um lanche-convívio, ao qual se juntaram Paula Jangita, vereadora na Câmara Municipal de Campo maior, o presidente e secretária da Junta de Freguesia, Florival Cirilo e Olga Madeira, respetivamente.
Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, lançou um alerta nas redes sociais para a circulação de vídeos falsos, criados com recurso à inteligência artificial (IA), que utilizam a sua imagem e voz para promover investimentos financeiros.
Num vídeo publicado na sua página de Facebook, Rui Miguel Nabeiro esclarece que não gravou os conteúdos em causa, não autorizou a utilização da sua imagem e não tem qualquer ligação às plataformas que os divulgam. “Esses vídeos são falsos. Não fui eu que os gravei, não autorizei a sua utilização e não tenho qualquer ligação às plataformas que estão a promover”, afirma, apelando à atenção e à prudência dos cidadãos perante este tipo de publicações.
O empresário campomaiorense deixa ainda uma recomendação expressa para que ninguém invista dinheiro nem partilhe dados pessoais com base nas informações divulgadas nesses vídeos. Pede também a quem encontre estes conteúdos que os denuncie nas plataformas digitais.
“Infelizmente, hoje a tecnologia permite fazer parecer que alguém disse coisas que nunca disse”, alerta, sublinhando a importância de confirmar a autenticidade das informações e dos conteúdos que circulam nas redes sociais.
O responsável agradece igualmente a todos os que o têm alertado para a existência destes vídeos e incentiva a continuidade das denúncias, numa altura em que as ferramentas de inteligência artificial permitem reproduzir imagens e vozes com um elevado grau de realismo.
O alerta pretende prevenir eventuais situações de fraude associadas à utilização indevida da identidade de figuras públicas para promover alegadas oportunidades de investimento. A recomendação é clara: desconfiar de propostas financeiras divulgadas através de vídeos suspeitos, não fornecer informações pessoais e verificar sempre a origem dos conteúdos antes de tomar qualquer decisão.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) volta a estar representada no “World’s Top 2% Scientists Ranking”, recentemente atualizado. Além do professor e investigador Paulo Ferreira, que é distinguido pelo quarto ano consecutivo, também o investigador Rui Alexandre Castanho integra este ano o ranking. O ranking, compilado pela Universidade de Stanford e pela Elsevier, identifica os 2% de cientistas mundiais com maior impacto do seu trabalho de investigação, considerando um conjunto alargado de domínios científicos.
Esta distinção reforça a visibilidade internacional da investigação desenvolvida na Universidade Politécnica de Portalegre e no VALORIZA–Centro de Investigação para a Valorização de Recursos Endógenos, em áreas como as finanças, a economia e a gestão, bem como o planeamento territorial, a sustentabilidade, a cooperação transfronteiriça, a governança territorial e as políticas de desenvolvimento.
O referido ranking contempla duas listas: uma que mede o impacto da investigação do último ano e outra que mede o impacto da investigação ao longo da carreira. Os dois investigadores da UPP integram a primeira lista, sendo que Paulo Ferreira integra também, pela primeira vez, a lista que mede o impacto da investigação ao longo de toda a carreira, que avalia a relevância sustentada do seu trabalho científico regional.
O Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas acolhe esta terça-feira, 13 de outubro, a terceira edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local (FCSAL), uma iniciativa promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), em cooperação com a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e o Município de Elvas.
O encontro pretende reforçar a ciber-resiliência da Administração Local, através da cooperação entre municípios, comunidades intermunicipais e outras entidades, num contexto marcado pelo aumento e pela crescente sofisticação das ameaças informáticas.
Lino Santos defende mais cooperação entre municípios para reforçar a cibersegurança
Em declarações à Rádio ELVAS, Lino Santos, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, destacou que o fórum tem como principais objetivos a partilha de conhecimento, o apoio mútuo e a criação de relações de confiança entre as organizações participantes.
“Estamos num contexto muito interessante em que temos um novo regime jurídico da cibersegurança”, afirmou, referindo que a nova legislação estabelece um conjunto de obrigações para os municípios e para as comunidades intermunicipais.
O responsável considera que o encontro constitui uma oportunidade para dialogar com as autarquias e encontrar soluções que permitam aumentar a maturidade em matéria de cibersegurança de forma eficaz. Para isso, defende o reforço da partilha de experiências entre os técnicos e os próprios executivos municipais.
Apesar de se tratar de uma iniciativa de âmbito nacional, Lino Santos sublinhou também a importância de descentralizar o evento e levá-lo ao interior do país. “Tentamos sempre percorrer o país e descentralizar estas iniciativas”, explicou, mostrando-se satisfeito com a realização desta edição no Alto Alentejo.
CIMAA quer reforçar investimento e trabalho em rede
Para Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, a escolha do Alto Alentejo e de Elvas para receber o fórum representa “uma oportunidade e também um orgulho”, permitindo dar a conhecer o trabalho desenvolvido na região e partilhar experiências sobre ameaças que afetam diariamente as entidades públicas.
O responsável alertou para a diversidade dos riscos associados à cibersegurança, que vão muito além do roubo de dados ou das tentativas de phishing. Como exemplo, referiu uma notícia divulgada na manhã desta terça-feira sobre a manipulação remota da temperatura dos equipamentos de refrigeração de uma grande cadeia de supermercados.
“É também tudo o que anda à volta desta dinâmica”, salientou, defendendo uma abordagem abrangente à proteção dos sistemas tecnológicos, informáticos e de comunicação.
Joaquim Diogo reconheceu que a região ainda tem caminho a percorrer, considerando essencial um planeamento sólido, com objetivos concretos, e uma maior capacidade de trabalho conjunto entre as autarquias.
“O que eu acho é que nós estamos numa fase, neste momento, de definição da nossa estratégia e implementação inicial da nossa estratégia”, explicou, referindo que o plano da CIMAA começou a ser implementado no final de 2025 e já apresenta alguns resultados práticos em 2026.
O presidente da comunidade intermunicipal considera que a proteção dos sistemas depende de três fatores fundamentais: equipamentos e sistemas mais seguros, recursos humanos mais bem preparados e capacidade de cooperação perante ameaças reais.
“Eu acho que ainda existe uma falta de consciência de muitas entidades relativamente aos pontos que nós temos que atacar”, alertou, acrescentando que os próximos tempos deverão trazer investimento na qualificação dos recursos humanos e no software e hardware utilizados pelos municípios.
Questionado sobre se o Alto Alentejo pode ser considerado uma região segura do ponto de vista da cibersegurança, Joaquim Diogo foi cauteloso, sublinhando que as ameaças estão em constante evolução e que a capacidade de adaptação de quem ataca pode acompanhar a das entidades que procuram defender-se.
Por isso, defendeu a necessidade de sistemas de cópias de segurança, tecnologia capaz de detetar novas ameaças e formação para que cada trabalhador saiba como agir no dia a dia e perante um incidente.
Vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas destaca importância da sensibilização e da formação
Também Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, salientou a atualidade do tema e a importância de sensibilizar a Administração Local para os desafios da proteção do espaço digital.
O autarca manifestou satisfação pelo facto de Elvas ter sido escolhida para acolher a iniciativa, considerando que o fórum, com a participação de “mais de 300 pessoas”, em representação de “mais de 150 municípios”, deve contribuir para aumentar a consciência das entidades públicas sobre a necessidade de investir em cibersegurança.
“Aquilo que esperamos é que ele sirva também para consciencializar a administração local de que esta é uma área que requer investimento e requer atenção”, afirmou à Rádio ELVAS.
Nuno Mocinha destacou ainda a importância de esclarecer dúvidas e formar os técnicos que trabalham nesta área, numa altura em que as ameaças são cada vez mais complexas e a legislação se torna mais exigente.
Programa inclui sessões para eleitos e técnicos
A agenda desta terceira edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local contempla ações de sensibilização dirigidas aos executivos municipais e sessões técnicas destinadas aos profissionais responsáveis pela cibersegurança e pela segurança da informação nas autarquias.
A iniciativa pretende facilitar a criação de canais de comunicação entre as entidades participantes, promovendo a partilha de conhecimento e uma resposta mais rápida e coordenada aos incidentes.
O encontro realiza-se num momento de reforço das exigências legais em matéria de cibersegurança, através do novo Regime Jurídico da Cibersegurança, que torna ainda mais relevante a capacitação dos municípios e das comunidades intermunicipais.
Com a realização deste fórum no Alto Alentejo, o CNCS, a CIMAA e o Município de Elvas procuram contribuir para uma Administração Local mais preparada para prevenir, detetar e responder às ameaças digitais.
O Forte da Graça, em Elvas, recebe no próximo sábado, dia 17 de outubro, às 11h00, a iniciativa “O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça”, promovida pela Associação Cultural Pública de Hortênsia de Castro de Elvas. O evento assinala a estreia pública das três obras vencedoras do primeiro Concurso Internacional de Composição Musical de Elvas.
Segundo o presidente da associação e maestro do Coral, Vasco Almeida, esta primeira edição do concurso musical, lançada há cerca de um ano, procurou estimular a criação musical contemporânea a partir da tradição alentejana. As obras foram avaliadas de forma anónima por um júri, sem conhecimento da identidade ou proveniência dos compositores.
O primeiro prémio foi atribuído a João Pedro Pinto Oliveira, pela obra “Hino ao Forte de Nossa Senhora da Graça”. O segundo prémio distinguiu Rodrigo Manuel Vieira Cardoso, com “Munimen”, enquanto o terceiro prémio foi entregue a Afonso Fontão da Costa, pela composição “Nossa Senhora da Graça”.
As três obras apresentam características distintas. A primeira é escrita para coro tradicional a quatro vozes, a segunda inclui vibrafone e a terceira prevê a participação de um quarteto. Por se tratarem de obras inéditas e de composição contemporânea, a preparação da apresentação das obras exigiu um trabalho específico por parte do Coral.
“O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça” pretende, contudo, ser mais do que um concerto convencional. A organização preparou um percurso musical pelo interior do monumento, durante o qual serão interpretadas também quatro modas alentejanas conhecidas do público: “Se Fores ao Alentejo”, “Ó Rama, Ó que Linda Rama”, “Gotinha de Água” e “Fui Colher uma Romã”.
A iniciativa começa na entrada principal do Forte da Graça, com uma contextualização do concurso e do próprio Canto Alentejano, seguindo depois por diferentes espaços do monumento até à Casa do Governador.
O programa contará ainda com a participação do escritor Rodrigo Fialho, do cantautor António Brinquedo e do Grupo Coral Infantil de Elvas, procurando juntar diferentes gerações e expressões artísticas em torno do património musical alentejano.
No final do percurso haverá ainda uma degustação de produtos da região, pensada como forma de complementar uma manhã dedicada à música, à tradição e ao património.
O Forte da Graça assume, assim, um papel central na iniciativa, não apenas como cenário, mas como parte integrante da experiência musical. A organização pretende explorar as características acústicas e arquitetónicas do monumento, proporcionando ao público uma forma diferente de o visitar.
A entrada é gratuita e o convite é dirigido a toda a população.
A entrevista a Vasco Almeida para ouvir no podcast abaixo:
A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, acolhe desde o passado dia 3 de outubro a exposição “Devoção a Santa Beatriz da Silva em Campo Maior”, uma iniciativa que dá a conhecer a ligação da comunidade campomaiorense àquela que é considerada a primeira santa portuguesa.
A exposição está patente num ano particularmente simbólico para a memória de Santa Beatriz da Silva, uma vez que, em 2026, se assinalam os 50 anos da sua canonização e o centenário da sua beatificação. A iniciativa integra-se na missão da Casa-Museu de preservar e divulgar a vida, a obra e a espiritualidade da santa, natural de Campo Maior e fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.
O espaço museológico assinalou, a 1 de setembro, o seu 13.º aniversário. Inaugurada em 2013, a Casa-Museu tem vindo a afirmar-se como um local de referência para o conhecimento da história de Santa Beatriz da Silva, assumindo igualmente um papel na preservação da cultura e da identidade do concelho.
O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância deste equipamento para a comunidade e para os visitantes que procuram conhecer melhor a história da santa.
“Foi há 13 anos que a Casa-Museu foi inaugurada, uma casa que muito nos diz, a todos nós campomaiorenses, por tratar-se da nossa Santa campomaiorense, a primeira Santa portuguesa, e é um sítio muito visitado, muito procurado”, afirma o autarca.
Luís Rosinha sublinha ainda o significado particular de 2026, ano em que se assinalam duas datas marcantes no percurso religioso de Santa Beatriz da Silva, considerando que a Casa-Museu continua a ser fundamental para valorizar a ligação histórica da santa a Campo Maior.
“É um museu que continua de portas abertas, à espera das visitas, para que todos possam conhecer melhor a primeira Santa portuguesa e a Santa que mais honra os campomaiorenses”, conclui.
A exposição “Devoção a Santa Beatriz da Silva em Campo Maior” constitui, assim, uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a expressão da devoção à santa no concelho e sobre a forma como a sua memória continua presente na identidade local.
A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva está localizada na Rua de Santa Beatriz da Silva, em Campo Maior, e pode ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h00. A entrada é gratuita.
Face à crescente frequência de ondas de calor, o programa Ambiente em FM destaca, na edição desta semana, o lançamento da Rede de Refúgios Climáticos “Stay Cool” pelo Turismo de Portugal, com uma verba de um milhão de euros para apoiar as autarquias.
José Janela, da Quercus, explica que estes espaços servem para dar abrigo, sombra e água às populações vulneráveis nos dias de calor extremo, mas defende que as intervenções devem focar-se na criação de zonas verdes e na arborização com espécies autóctones para combater o efeito de ilha de calor.
Apesar de saudar a iniciativa, a associação ambientalista alerta para o facto de 108 municípios portugueses ainda não possuírem Plano Municipal de Ação Climática, ultrapassando o prazo legal de fevereiro de 2024. Para o especialista, a criação de refúgios pontuais é uma medida positiva, mas insuficiente se não estiver integrada numa estratégia municipal mais ampla que envolva o ordenamento do território, a gestão da água e a mobilidade.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
A Associação Recreativa e Cultural Cantadores da Planície promove, a 21 de novembro (sábado), a segunda edição do Festival de Sopas de São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas. Depois de uma primeira edição que superou as expectativas, a iniciativa está de regresso para voltar a juntar a comunidade à mesa, num encontro que combina gastronomia, música e convívio.
O balanço positivo do ano passado e os pedidos de quem participou levaram a associação a avançar com uma nova edição. “Correu muito bem no ano passado e este ano houve várias pessoas a pedirem-nos para voltarmos a fazer. Então, não podíamos deixar de fazer a vontade às pessoas e preparar o segundo Festival de Sopas”, revela Vanessa Garcia, presidente da Associação Recreativa e Cultural Cantadores da Planície.
A organização pretende manter a fórmula que conquistou os participantes em 2025, garantindo, ao mesmo tempo, as condições necessárias para que todos possam desfrutar do evento com conforto. O festival volta, por isso, a funcionar mediante inscrição prévia, tendo em conta a lotação do pavilhão multiusos de São Vicente, que deverá receber entre 300 e 320 pessoas.
“Não conseguimos ter ali muito mais do que 300 pessoas, senão torna-se muito apertado e a logística mais complicada”, explica a reponsável, sublinhando que as inscrições antecipadas permitem também à organização preparar o evento com maior rigor e assegurar que não falte comida aos participantes.
As inscrições abrem esta segunda-feira, 12 de outubro, e podem ser feitas na Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, junto de qualquer membro da associação ou através do contacto telefónico 935 451 527. A participação fica confirmada mediante inscrição e pagamento.
Por 8,50 euros, os participantes terão direito a degustar todas as sopas disponíveis – desde a canja de galinha, ao caldo verde e à sopa de cação, entre outras propostas -, além de uma bebida e da oferta de uma taça de barro e de um copo reutilizável. As crianças até aos seis anos têm entrada gratuita.
A garantia é de que não faltarão sabores tradicionais à mesa, sendo que as sopas são confecionadas pelos próprios elementos dos Cantadores da Planície, com destaque para as mulheres do grupo, que, como sublinha Vanessa garcia, são cozinheiras de “mão cheia”.
No dia do evento, aos cerca de 15 membros do grupo juntam-se ainda familiares e amigos, cujo contributo é fundamental para o sucesso da iniciativa. Vanessa Garcia deixa também uma palavra de agradecimento aos vários patrocinadores que se quiseram associar ao evento, assim como à Junta de Freguesia e à Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa pelo apoio prestado aos Cantadores da Planície em todas as atividades que, ao longo do ano, vão desenvolvendo.
A componente musical do Festival das Sopas fica, desta vez, a cargo do duo C&R.
Os Cantadores da Planície deixam o convite à população de São Vicente e Ventosa e a todos os que queiram juntar-se à iniciativa, apelando à participação de famílias e grupos de amigos.
Depois de uma estreia bem-sucedida e de vários pedidos para repetir a experiência, a associação quer fazer do dia 21 de novembro mais uma ocasião de encontro e partilha, com as sopas tradicionais como ponto de partida para celebrar a comunidade.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: