International Coffee Partners já investiu 25 milhões de euros em atividades ao longo dos seus 25 anos

A InternationalCoffeePartners (ICP) – constituída pelas empresas Delta Cafés (Portugal), Franck (Croácia), Joh. JohannsonKaffe (Noruega), Lavazza (Itália), Löfbergs (Suécia), Neumann KaffeeGruppe (Alemanha) e Tchibo (Alemanha) – celebra este ano o seu 25.º aniversário. Em 2001, durante a crise mundial do café, um grupo de empresas europeias dedicadas ao setor decidiu cooperar de forma pré-competitiva para apoiar uma produção de café mais resiliente e melhorar as condições de vida das famílias de pequenos produtores. Ao longo destes 25 anos, foram investidos 25 milhões de euros em atividades da ICP, mobilizando recursos adicionais provenientes de doações e de outros parceiros, que promovem soluções eficazes e geradoras de mudança e impacto significativos.

25 anos de mudança com impacto

Há 25 anos, a ICP tem percorrido um caminho de aprendizagem, desenvolvendo projetos baseados nas necessidades reais dos pequenos produtores de café, com o objetivo de compreender a sua perspetiva, responder às suas expectativas e incentivar a sua autonomia.

Atualmente, a ICP adota uma abordagem holística que abrange não só a produtividade e a qualidade, mas também o fortalecimento dos negócios familiares, nas organizações de produtores, na resiliência climática, no envolvimento dos jovens e na igualdade de género.

“A nossa parceria permitiu o investimento de 25 milhões de euros em atividades da ICP ao longo destes 25 anos, promovendo uma mudança significativa”, afirma Rui Miguel Nabeiro, Presidenteda InternationalCoffeePartners. “Tornar a produção de café mais resiliente e assegurar um futuro próspero para as famílias e comunidades produtoras são desafios que exigem trabalho conjunto. Para nós, sempre foi— e continua a ser — claro que, ao, juntarmos conhecimento e recursos, entre nós e com as comunidades agrícolas, conseguimos ir mais longe e gerar um impacto duradouro.”

Em 1999, Michael R. Neumann começou a trabalharnumainiciativaconjunta de desenvolvimento, quelevou à fundação da ICP em 2001. A basedestainiciativafoi o empreendedorismofamiliarresponsávelporparte dos acionistaseuropeus, bemcomo a agregação dos esforços de sustentabilidade de cadaacionistanumaabordagemintegrada, oferecendovantagensclaras.

“É impressionante constatar que a abordagem empreendedora e ética deu frutos ao longo de 25 anos, em 2026. Este percurso demonstra como esforços consistentes e colaborativos podem conduzir a uma mudança holística significativa, em benefício dos nossos parceiros, das comunidades de pequenos produtores de café em África e em muitos outros países”, afirma Michael R. Neumann.

Impacto no terreno: melhores práticas agrícolas e melhoria das condições de vida

Desde 2001, mais de 125.700 famílias participaram em projetos da ICP em 13 países produtores de café. A promoção de práticas agrícolas sustentáveis e de sistemas de produção diversificados têm contribuído para melhorar a produção de café nas explorações familiares. Técnicas e ferramentas de adaptação têm reforçado a resiliência das famílias perante as alterações climáticas.A ICP tem também apoiado os agricultores na produção de culturas adicionais, permitindo diversificar a alimentação das famílias, aumentar o rendimento e melhorar as condições de vida.

A criação e profissionalização de organizações de agricultores e cooperativas tem assumido um papel crucial, oferecendo aos seus membros acesso a serviços relevantes e a mercados competitivos. Desde 2001, a ICP trabalhou com mais de 2.700 organizações de agricultores em diversas regiões.

Com programas de formação específicos, mulheres e jovens têm sido capacitados para participar na tomada de decisões em todos os níveis. Em 2025, 22% dos participantes das formações eram jovens agricultores entre os 18 e 35 anos, e 45% eram mulheres.

Todos os projetos da ICP são implementados pela Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), atualmente no Brasil, Etiópia, Honduras, Indonésia, Tanzânia e Uganda.

“Na Indonésia, a ICP atua como facilitadora de um ecossistema de café, mais do que como um projeto isolado. A principal lição que retiramos da experiência na Indonésia é que o envolvimento inclusivo e de longo prazo é essencial para alcançar mudanças estruturais no setor do café”, explica ArmanGinting, Co-CountryDirector da HRNS Indonésia. “Quando a ICP iniciou o seu trabalho nas regiões onde atuamos, o café local era muitas vezes visto como de segunda categoria, com qualidade baixa e inconsistente. Nessa altura, poucas empresas estavam dispostas a comprar diretamente aos produtores ou cooperativas. Hoje, o cenário mudou de forma fundamental: muitas cooperativas integram cadeias de fornecimento direto, aproximando produtores e empresas exportadoras.”

Compromisso de longo prazo e transformação sustentável

Apesar do aumento dos custos de produção, da diminuição dos rendimentos e do encarecimento dos insumos, a ICP mantém-se um parceiro sólidodas famílias produtoras e das suas comunidades em tempos de incerteza global. Ao mesmo tempo, os efeitos das alterações climáticas tornam-se cada vez mais evidentes, enquanto iniciativas ambientais e programas de apoio internacional têm sido reduzidos ou descontinuados em vários países. Este contexto reforça a urgência de ações de longo prazo e de investimentos pré-competitivos.

“A ICP mantém-se fiel à sua abordagem de longo prazo e continua a contribuir para a transformação sustentável do setor do café”, afirma Rui Miguel Nabeiro. “Ao partilhar experiências e conhecimento com as famílias agricultoras e outros intervenientes do setor, demonstramos o que pode ser alcançado quando os problemas prementes das comunidades e paisagens de café são enfrentados em conjunto e de forma pré-competitiva.”

Sobre a InternationalCoffeePartners 

É uma organização sem fins lucrativos formada por empresas familiares europeias de café, Delta Cafés de Portugal, Franck da Croácia, Paulig da Finlândia, Joh. Johannson da Noruega, Löfbergs da Suécia, Lavazza da Itália, Neumann KaffeeGruppe da Alemanha e Tchibo da Alemanha. O objectivo da ICP é contribuir com know-how para estabelecer um sector cafeeiro sustentável em países estratégicos através da implementação de projetos de melhores práticas em comunidades de pequenos produtores de café. Desde 2001, a ICP já atingiu mais de 118.000 famílias de pequenos produtores em 13 países.

Alentejo: Entidade Regional de Turismo prevê Páscoa com ocupação hoteleira superior a 75%

O Alentejo deverá registar uma taxa de ocupação “superior a 75%” neste período da Páscoa: pelo menos é essa a perspetiva do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

Lembrando que a região “tem operações hoteleiras muito diferentes”, com locais onde “praticamente a hotelaria estará esgotada” e noutros em que a ocupação rondará os 60 ou 65%, José Manuel Santos espera uma “Páscoa boa”.

Para os resultados, que espera que sejam muito positivos, o presidente da ERT diz contribuírem os “eventos muito bonitos” promovidos na região, como a Semana Santa no Crato e a Páscoa em Castelo de Vide. “Temos de mostrar ao país que no Alentejo há excelentes eventos pascais, porque também para muito público isso atrai mais fluxos turísticos”, garante.

Por outro lado, e com o objetivo de captar procura turística para a Páscoa e incentivar viagens de curta duração, a ERT lançou, pela primeira vez, uma campanha de publicidade em Espanha dirigida às regiões fronteiriças da Extremadura (Badajoz, Cáceres e Mérida) e da Andaluzia (Sevilha e Huelva). Trata-se de uma campanha “multimeios”, com presença em centros comerciais e com “uma forte componente digital e de rádio”.

A campanha, que tem como conceito criativo “Mais além, sem ir mais longe”, tem em vista um “mercado de proximidade”. “É um mercado onde o Alentejo está a construir um posicionamento muito forte, mas ainda há milhares e milhares de espanhóis que não conhecem o Alentejo. Está aqui mesmo ao pé, os espanhóis vêm muito ao Alentejo neste período pascal, mas queremos que venham mais”, diz José Manuel Santos.

Entretanto, e já a pensar no verão, a ERT irá avançar em maio com uma campanha destinada ao mercado nacional. “O verão não é garantido e temos também de promover o Alentejo no verão e, portanto, temos pela frente um ano exigente”, remata o responsável.

PS quer antigo internato em Portalegre transformado em residência para alunos da Escola de Hotelaria

Defendendo medidas de incremento ao alojamento estudantil, os deputados do Partido Socialista apresentaram, na Assembleia da República, uma proposta que “permitirá aumentar a oferta em Portalegre, destinada sobretudo aos alunos da Escola de Hotelaria”, setor que consideram estar “em franco crescimento na região”.

Os deputados recomendam ao Governo a cedência do antigo Internato de Santo António ao Turismo de Portugal, para a criação da Residência de Estudantes da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre.

Este imóvel, situado no centro da cidade e próximo da Escola de Hotelaria, é propriedade do Instituto da Segurança Social, mas encontra-se encerrado desde 2022. Ainda assim, beneficiou de obras de requalificação “profunda” que lhe conferem “excelentes condições de conservação”.

Por outro lado, referem os deputados do PS em nota de imprensa, “a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, que é hoje um pilar fundamental na estratégia de qualificação do setor turístico no Alentejo e no país, precisa de uma residência de estudantes para que possa ambicionar um aumento da sua capacidade formativa e atrair alunos de fora da região”.

Para Luís Testa, deputado eleito pelo Círculo Eleitoral de Portalegre e primeiro subscritor do Projeto de Resolução, “a falta de alojamento acessível e de qualidade é precisamente um dos principais obstáculos à frequência de ensino especializado, afetando diretamente a capacidade de recrutamento da nossa Escola de Hotelaria”.

O deputado garante que esta necessidade foi já reconhecida e manifestada publicamente pelo Secretário de Estado do Turismo, pelo que “a transferência do Internato de Santo António para a esfera do Turismo de Portugal se afigura como uma solução célere e eficiente, evitando custos de construção nova e combatendo a degradação do património público por desuso”.

Nesse sentido, os deputados do PS pedem a transferência da gestão e posse do imóvel, bem como a sua adaptação célere para a valência de Residência de Estudantes, aproveitando as recentes intervenções estruturais de que o edifício foi alvo.

Consideram ainda que é possível garantir as condições operacionais e logísticas para que a nova Residência de Estudantes possa entrar em pleno funcionamento no início do ano letivo 2026/2027, servindo prioritariamente os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre.

500 anos do casamento de Isabel de Portugal com Carlos V celebrados em Elvas com Feira Quinhentista

A cidade de Elvas prepara-se para assinalar um marco histórico de grande relevância: os 500 anos do casamento entre a Infanta Isabel de Portugal e o Imperador Carlos V, celebrado em 1526.

As comemorações decorrem entre os dias 17 e 19 de abril, com um programa que promete recriar o ambiente renascentista e destacar a importância deste enlace real na história europeia e ibérica.

Com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, a iniciativa pretende valorizar o património histórico e cultural da cidade, reforçando a sua identidade enquanto palco de acontecimentos marcantes. O casamento entre Isabel de Portugal e Carlos V representou, à época, uma aliança estratégica entre duas das mais poderosas casas reais da Europa.

Além da componente histórica, o programa inclui recriações, espetáculos, exposições e outras atividades culturais, envolvendo a comunidade local e atraindo visitantes nacionais e internacionais.

Elvas reafirma o seu papel como destino de turismo cultural e histórico, convidando o público a revisitar um dos momentos mais simbólicos do século XVI.

Via-sacra pública em Elvas na noite desta quarta-feira une “lugar de morte” a “lugar de salvação”

Após o seu início no Domingo de Ramos, as celebrações da Semana Santa, em Elvas, prosseguem na noite desta quarta-feira, 1 de abril, com a já tradicional Via-Sacra pública, entre o Pelourinho, junto à Igreja das Domínicas, e o Santuário do Senhor Jesus da Piedade.

Este, que é um dos principais eventos que antecedem o Tríduo Pascal, lembra a irmã Maria de Fátima Magalhães, celebra-se há já muitos anos na cidade: “começou com um pequenino grupo de jovens, nos anos 80, à volta da Igreja da Nazaré; depois foi subindo da Igreja da Sé para a Nazaré; depois da Igreja da Sé para a Piedade e, já há muitos anos a esta parte, desde o Pelourinho, ou da Igreja das Domínicas, como se costuma dizer, até à Igreja do Senhor Jesus da Piedade”.

Esta Via-Sacra, com um “grande significado” para a irmã, tem início num local onde “se castigavam e enforcavam as pessoas”. “Para mim, o Pelourinho, por muito bonito e clássico que seja, é um lugar de morte, de sofrimento, de castigo”, assegura Maria de Fátima Magalhães. Por outro lado, o Santuário da Piedade é um “lugar de salvação”. “Temos a imagem do Senhor Jesus da Piedade à nossa espera, num lugar que não é de sofrimento, de castigo, nem de morte, mas um lugar de vida e que gera vida quando nos ajoelhamos e pedimos ao Senhor Jesus da Piedade que nos dê um pouco da sua bondade, um pouco do seu amor, um pouco da sua ternura e um pouco da sua vida para sermos vida junto dos outros”, assegura a irmã.

Com o mundo em guerra, o grande propósito desta Via-Sacra será rezar pela paz. “Basta lembrar o Teerão, a Palestina, Israel, o Líbano, basta lembrar tantas situações de conflito em tantos países. Quando Cristo vem anunciar a paz e o amor, os homens, passados tantos anos, continuam a fazer guerra e cada vez mais com métodos mais sofisticados. É uma ocasião para nós nos perguntarmos se realmente Cristo está a encher a nossa vida, porque se Cristo estivesse a encher a nossa vida e fosse a sede onde iríamos beber todos os nossos valores, o homem hoje não faria guerra: sentar-se-ia à mesa e, pelo diálogo, pela democracia, pela cidadania, haveria de encontrar soluções para resolver as grandes questões mundiais”, garante a irmã.

Durante a via-sacra, refere ainda Maria de Fátima Magalhães, pretende-se rezar, não só pela paz nos territórios em guerra, mas também pela “paz nas famílias e no coração” de cada um. “Se os homens tivessem sentimentos de paz, sentimentos de perdão, não fariam a guerra. Portanto, pedimos sobretudo ao Senhor Jesus da Piedade, a Jesus morto e crucificado numa cruz, que ressuscitou por nosso amor, que nos conceda o dom da paz. ”Portanto, a grande intenção desta nossa caminhada noturna será rezar pela paz”, acrescenta.

Ao longo da caminhada, aqueles que se juntarem a esta Via-Sacra também terão oportunidade de refletir, nas 14 paragens, sobre os momentos “em que Jesus levou a sua cruz desde o Pretório de Pilatos até ao Monte Calvário”.

A Via-Sacra, esta quarta-feira, tem início às 21h30, na Igreja das Domínicas.

“A Força do Povo”: Agora Quer’Arte promove casting para reforçar elenco de espetáculo dedicado às Festas do Povo

O musical “A Força do Povo”, da associação Agora Quer’Arte e dedicado, em grande parte, às famosas Festas do Povo, irá ser apresentado ao público, no Centro Cultural de Campo Maior, durante o mês de maio.

Neste momento, ainda “em fase de criação e de casting”, de acordo com o presidente da associação, Duarte Silvério, o espetáculo será dado a conhecer ao público em oito sessões. “Queremos que as pessoas possam ir todas ver o musical e estamos abertos a que, como é lógico, se esgotarmos as oito datas, a fazer mais ainda, porque queremos chegar a todos os campomaiorenses e a todos aqueles que nos queiram vir ver, sejam de Elvas, de Portalegre, de Lisboa, de todo o país”, assegura o responsável.

Com “A Força do Povo”, a associação procura dar a conhecer a tradição maior de Campo Maior: “esta também já é uma fase de preparação para as Festas do Povo, é um arranque também para aquilo que será a grande edição de 2026 das Festas do Povo”.

Ao longo do espetáculo, a Agora Quer’Arte promete “mostrar aquilo que é a história do povo de Campo Maior, aquilo que foi a sua força, tanto na altura da Peste Negra, como na altura da Guerra da Sucessão Espanhola, como na altura do contrabando”. O objetivo da peça é dar a conhecer “toda a força do povo em todas as batalhas que acabou por atravessar”, ao mesmo tempo que levará o público a “fazer uma reflexão de como é que isso se tornou em Festas do Povo”.

No musical é explorada a forma como “as festas em honra a São João Batista passam a Festas do Povo”. “Nós passamos do século XVI, onde vamos retratar o trabalho do campo, a fome, a pobreza que se vivia na terra nesse momento, para a atualidade: o rir do serão, a diversão, as divergências, aquilo que é o nosso povo”. Duarte Silvério sente que os campomaiorenses se vão sentir “muito representados”, bem como todos aqueles que “tiverem fé”, uma vez que este será “um espetáculo de fé, tradição e muita força”.

Relativamente ao casting, Duarte Silvério explica que é destinado a “atores, bailarinos e cantores”. O objetivo é reforçar o elenco que compõe o musical, sendo aberto a artistas, não só de Campo Maior, como de fora do concelho. “Vai ser uma junção muito agradável entre os campomaiorenses e aqueles que amam Campo Maior, mas que não são de cá, e que vão gostar também muito de representar as nossas gentes”, remata.

Os interessados em fazer o casting têm até domingo, 5 de abril, para fazer chegar à associação o seu currículo, fotografias de rosto e corpo e um vídeo de apresentação, através do email agoraquerartecastings@gmail.com.

Município de Elvas promove visitas guiadas no âmbito das celebrações da Semana Santa e da Páscoa

O Município de Elvas vai dinamizar um conjunto de três visitas guiadas especiais, entre os dias 2 e 4 de abril, numa iniciativa dedicada à temática “Tradição, Cultura e Família”, inserida nas celebrações da Semana Santa e da Páscoa.

Com ponto de partida marcado no Posto de Turismo, sempre às 10h30, o programa propõe três experiências distintas que convidam residentes e visitantes a descobrir o património histórico e religioso da cidade.

A programação arranca no dia 2 de abril (quinta-feira) com a visita “Fé, Silêncio e Tradições da Semana Santa”, um percurso que pretende dar a conhecer os rituais e vivências associados a este período marcante do calendário cristão.

No dia 3 de abril (sexta-feira), realiza-se uma visita guiada especial de Páscoa subordinada ao tema “As Igrejas de Elvas”, proporcionando uma viagem pelo rico património religioso da cidade. A iniciativa repete-se no dia 4 de abril (sábado), permitindo a mais participantes usufruir desta experiência.

Estas visitas pretendem valorizar a identidade cultural de Elvas, promovendo o seu património histórico e religioso, ao mesmo tempo que incentivam momentos de partilha em família durante a quadra pascal.

A participação nas atividades constitui uma oportunidade para conhecer melhor a cidade, num ambiente que conjuga tradição, história e espiritualidade.

Abril é mês da leitura em Arronches

Em Arronches, o Mês da Leitura é celebrado anualmente em abril. A iniciativa, designada como “Abril a Ler”, é promovida pela Câmara Municipal e pela Biblioteca Municipal, integrando diversas atividades culturais para incentivar o hábito de ler junto de todas as idades.

O programa arranca com a Hora do Conto, a 2 de abril, na Biblioteca Municipal e culmina no dia 26 de abril com a apresentação “Garcia Velez de Castelo Branco. Um grande autor arronchense do século XVI e a sociedade do seu tempo”.

O programa inclui habitualmente encontros com escritores, horas do conto, oficinas criativas e feiras do livro. As atividades estendem-se desde o Agrupamento de Escolas de Arronches até à comunidade sénior.

Força Aérea assinala lançamento do primeiro satélite SAR português

O primeiro satélite SAR da Constelação do Atlântico, designado CA‑01, foi lançado com sucesso na manhã desta segunda-feira, 30 de março, assinalando um marco histórico para Portugal e um passo decisivo no reforço das capacidades nacionais no domínio espacial.

O satélite foi colocado em órbita a bordo da missão Transporter‑16 da SpaceX, lançada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia (EUA), através de um lançador Falcon 9.

Durante a cerimónia de lançamento, o Chefe do Estado‑Maior da Força Aérea (CEMFA), General Sérgio da Costa Pereira, sublinhou que este momento simboliza a afirmação de uma Força Aérea mais tecnológica, mais capaz e preparada para operar em todos os domínios operacionais, incluindo agora o espacial. Destacou ainda que este avanço representa “um salto tecnológico que coloca Portugal ao nível das nações que dominam as capacidades espaciais mais avançadas”, reforçando que a Instituição se encontra “mais pronta para enfrentar os desafios de um ambiente estratégico em rápida transformação”.

O CA‑01, adquirido pelo CTI Aeroespacial ao fabricante ICEYE, é o primeiro satélite da Constelação do Atlântico equipado com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). Esta capacidade permite observar a superfície terrestre em quaisquer condições meteorológicas e independentemente da hora do dia. O satélite será integralmente operado pela Força Aérea, reforçando a vigilância e monitorização do território nacional – em terra, no mar e no ar – e contribuindo para a gestão de emergências, a sustentabilidade e a segurança.

Com este lançamento, Portugal entra numa nova dimensão operacional, passando a dispor de capacidade autónoma de observação da Terra a partir do espaço. Este avanço reforça a soberania nacional, a resiliência e a prontidão estratégica, num contexto internacional marcado por crescente complexidade e contestação.

A aposta da Força Aérea no domínio espacial integra‑se numa estratégia mais ampla de modernização e inovação tecnológica, desenvolvida em estreita articulação com parceiros industriais, académicos e científicos. Este percurso não só fortalece a capacidade operacional da Instituição, como também contribui para o desenvolvimento económico, científico e tecnológico do país, projetando Portugal como um ator relevante na nova economia do Espaço e consolidando a Força Aérea como a entidade nacional que lidera a integração do país no domínio espacial.

Fermelinda Carvalho: conclusão do IC13 é uma das “grandes ambições do Alto Alentejo”

A Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou, no passado dia 20, os estudos e projetos para a definição do traçado do novo lanço do IC13, que irá ligar Montijo, Coruche, Mora, Ponte de Sor e Alter do Chão, numa extensão de aproximadamente cem quilómetros.

O anúncio da realização destes estudos surge integrada na apresentação de quatro novos projetos rodoviários estratégicos, com o objetivo de reforçar a acessibilidade, promover o desenvolvimento regional e garantir melhores condições de segurança e eficiência a nível nacional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações.

Presente na sessão de apresentação esteve a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que assegura que estas são “boas notícias” para o Alto Alentejo e para o país.

“Trata-se da conclusão do IC13, uma obra que não foi concluída há muitos anos atrás e que, neste caso, é fundamental para a nossa região, ainda para mais com a construção do novo aeroporto, que permitirá a ligação de Alter do Chão, melhor dizendo, de Portalegre ao Montijo, mas aquilo que falta fazer é Alter do Chão-Montijo”, explica a autarca.

O lançamento deste estudo, diz ainda Fermelinda Carvalho, “é o primeiro passo” de se poder concretizar “esta grande ambição do Alto Alentejo”.

Este itinerário entre Montijo e Alter do Chão assumirá um papel estratégico enquanto principal ligação entre o Novo Aeroporto de Lisboa e o interior do país, potencializando a coesão territorial e promovendo o desenvolvimento económico.