Uma semana após o início das descargas de superfície, a Barragem do Caia iniciou esta segunda-feira, 2 de fevereiro, descargas de fundo.
A necessidade de realizar estas descargas, de acordo com o Município de Campo Maior, deve-se “à previsão de continuação de forte precipitação para os próximos dias e ao facto de a Barragem do Caia ter já alcançado a sua capacidade máxima de armazenamento”. Não há previsão para o término das descargas.
A autarquia apela à “precaução nas zonas de passagem e nas áreas próximas do rio Caia e a quem tenha infraestruturas, animais e outros haveres nas margens”.
O volume de água armazenada na albufeira da Barragem do Caia é, ao dia de hoje, de 197 milhões e 857 mil metros cúbicos, com o nível da água à cota de 233,19 metros. Este volume corresponde a 99,99% (que se mantém desde 26 de janeiro) da capacidade máxima de armazenamento da barragem, que é de 190 milhões de metros cúbicos.
O Município de Viana do Alentejo instalou, recentemente, nas três freguesias do concelho – Viana do Alentejo, Aguiar e Alcáçovas – depósitos de cinza.
Depois de depositadas nestes contentores, as cinzas são posteriormente encaminhadas para valorização, reduzindo resíduos em aterro e emissões poluentes. O objetivo, por outro lado, é prevenir incêndios em contentores de resíduos urbanos, tal como explica o presidente da Câmara, Luís Metrogos. “Principalmente porque, nesta altura do ano, muitas das vezes as cinzas ainda são colocadas nos contentores sem estarem totalmente arrefecidas e, muitas vezes, provocam incêndios”, lembra.
“Queremos reduzir o risco de incêndio de viaturas estacionadas junto aos contentores, junto a habitações e promover, naturalmente, uma cultura de segurança ambiental na gestão das cinzas das lareiras”, adianta o autarca.
Estes depósitos foram construídos nas oficinas municipais de Viana do Alentejo, recorrendo “a cerca de 95% da matéria-prima reciclada, num processo de fabrico manual e que valorizou a reutilização dos materiais e a sustentabilidade ambiental”. “Foi um trabalho também que resultou do desafio lançado pelo município aos jovens que participaram no Projeto de Voluntariado Jovem para a Natureza e Floresta ao longo de 2025, onde se envolveram, de forma cívica e responsável para a educação para a Proteção Civil e que criaram também cartazes informativos que explicam a utilização correta dos depósitos e os cuidados a ter com as cinzas”, esclarece Luís Metrogos.
Os contentores estão devidamente identificados com a marca ‘Ambi Cinza – Coloque aqui as cinzas’. Em Aguiar, por exemplo, estão localizados em pontos centrais da vila, “aplicando-se a mesma lógica nas restantes freguesias”.
O autarca refere ainda que “as cinzas depositadas permanecem nos contentores específicos de retenção recolhidas pelas equipas do município, em articulação com os circuitos de recolha já estabelecidos. Estas cinzas, quando já estão completamente frias, poderão ser encaminhadas para valorização, como fertilizantes natural em jardins, hortas, solos agrícolas”. “Poderão servir como fertilizante e isso é bastante importante para os nossos solos, para além que estão incluídas também num processo fertilizante e de drenagem dos solos, assim como num processo de compostagem, que nos parecem importantes”, remata.
Fundada oficialmente em 2015, ao longo de mais de uma década, a Associação de Proteção Animal ‘Arronches Adopta’ tem vindo a desenvolver, no concelho e na região, um extraordinário trabalho de interesse público, com a captura, recolha, alojamento, tratamento e promoção da adoção responsável de animais errantes.
Ainda que conte, sempre que necessário, com a disponibilidade dos serviços municipais e não obstante o esforço efetuado pela coletividade para angariar fundos, o funcionamento e manutenção do Centro de Hospedagem de Animais, cuja gestão se encontra entregue à associação, tem elevados encargos, dificilmente suportáveis face às reduzidas receitas da ‘Arronches Adopta’.
Nesse sentido e reconhecendo a qualidade continuidade e eficácia do serviço prestado pela Associação de Proteção Animal, o Município de Arronches tem vindo a celebrar anualmente com a entidade um protocolo de colaboração, que visa apoiar o desenvolvimento da sua atividade.
O corrente ano não é exceção e, firmado pelo presidente do Município, João Crespo e pela presidente da Associação de Proteção Animal ‘Arronches Adopta’, Patrícia Flores, o protocolo prevê para 2026 a atribuição de um apoio financeiro anual de 23.000,00€, disponibilizado em prestações mensais, para assegurar o normal funcionamento e manutenção do Centro de Hospedagem de Animais.
A Gala de Encerramento da Cidade do Vinho 2025, realizada no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, conforme noticiámos em reportagem alargada (ver aqui), marcou o fim de um ano de promoção conjunta entre Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa. O evento sublinhou o sucesso da cooperação intermunicipal na valorização do património vitivinícola e do turismo do Alentejo Central.
José Daniel Sadio, presidente da Câmara de Estremoz, fez um balanço “muito positivo”, destacando o trabalho em rede que permitiu potenciar os produtores e atrair visitantes para todo o território. Pedro Esteves, presidente da Câmara de Borba, reforçou a importância da união, afirmando que “este trabalho que se conseguiu fazer em rede no conjunto destes cinco municípios” deve ser a base para o futuro do distrito. Já João Grilo, presidente do Município de Alandroal, destacou o impacto na comunidade, sublinhando que “criou-se um princípio de colaboração que não deve acabar aqui, sobretudo neste setor dos vinhos e vitivinícola”.
Pelo Município de Redondo, o presidente David Galego explicou que o sucesso se deveu à “genuinidade do território” e à qualidade das experiências oferecidas, como a hospitalidade e o cante alentejano. Inácio Esperança, autarca de Vila Viçosa, salientou que a iniciativa deu uma nova visibilidade ao setor vinícola do seu concelho, permitindo uma promoção externa sem precedentes.
José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo, revelou que a estratégia mediática alcançou mais de 300 mil visualizações digitais, classificando o programa como um tributo essencial à cultura da região. A gala, que contou com momentos musicais, culminou com a apresentação da futura Cidade Europeia do Vinho 2026 que será o Baixo Alentejo. Sobre o novo desafio, António José Brito, presidente da CIMBAL, afirmou que as expetativas “são elevadas para a valorização estratégica do território”.
Os elementos do grupo da Azevia vão ser carteiros na edição deste ano do Carnaval Internacional de Elvas, a decorrer entre os dias 13 a 17 de fevereiro.
Isto, explica a responsável pelo grupo, Cláudia Ferreira, porque a ideia é prestar uma homenagem a Tony, o seu pai, que faleceu em maio do ano passado, que era carteiro de profissão e que, ao longo de quatro décadas, foi a “alma” da Sociedade Recreativa 1º de Dezembro. “Nós quando dizemos que queremos homenagear o Tony na sua profissão de carteiro não será uma coisa óbvia, até porque gostamos sempre de pôr um bocadinho de magia de Carnaval e de brilho naquilo que é a ideia e o tema”, avança a responsável.
Relativamente às coreografias, Cláudia Ferreira garante que o grupo voltará a levar “muito ritmo”, quer para as ruas do centro histórico de Elvas, quer para o Coliseu: “todos os anos são inseridos ritmos novos na coreografia e depois temos sempre coreografias novas, mas é esperar para ver”. Às novas coreografias, juntam-se também novas músicas, resultado, sobretudo, do trabalho levado a cabo pelos Bomb’Alen. “Há aqui um trabalho muito meritório dos Bomb’Alen e destaco uma pessoa em particular, porque efetivamente é essa pessoa que todos os anos nos traz os novos ritmos e as novas coreografias: a Ana Dias. Obviamente que ela não conseguiria isto se não fosse todo o apoio que tem dos demais elementos dos Bomb’Alen, e não só, porque a associação tem vários projetos musicais e acabamos por contribuir todos com isso”, assegura Cláudia Ferreira.
Por outro lado, a responsável do grupo revela que, desta feita, a banda apresentará um novo instrumento musical. “Aqui destaco o papel do Luís Trindade e do Nuno Pires, porque é um instrumento que é feito por eles. Não é nada que se vá ali comprar ao virar da esquina. Estamos a trabalhar para que também essa surpresa venha para a rua”, acrescenta.
Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos, no Coliseu, a Azevia voltou a preparar um espetáculo muito diferente daquele leva, nos dias seguintes, para as ruas do centro histórico, até porque, para o grupo, “fazer exatamente o mesmo que nas ruas seria um bocadinho excessivo”. “Aliás, nós fomos o primeiro grupo, e fomos bastante criticados na altura, a apresentar uma coreografia em que a música que estava a tocar não era a dos tambores. Hoje fazem praticamente todos o mesmo e bem… Somos os verdadeiros influencers”, diz a responsável, entre risos.
A confeção de todos os fatos volta a estar a cargo de Joaquina Sousa, num trabalho coordenado por Bela Figueiredo, Alexandra Ramalho e Filipe Belchior. Este último é também o elo de ligação entre o grupo e a equipa de montagem do carro alegórico (Nuno Ezequiel e Adelino Moga).
Com um “núcleo duro” que se mantém há já muitos anos, este grupo de Carnaval tem vindo a crescer de ano para ano. Se em 2025, o grupo já era formado por cerca de cem pessoas, desta feita serão, “mais ou menos”, 130 os figurantes a desfilar pela 1º de Dezembro.
Com uma participação extra neste Carnaval, a Azevia, através da Orquestra d’Balho, sobe a palco logo na primeira noite do evento, para animar com a sua música a noite no Coliseu, assim que terminada a gala de apresentação dos grupos participantes.
A entrevista completa a Cláudia Ferreira sobre o grupo de Carnaval da Azevia para ouvir no podcast abaixo:
A associação Agora Quer’Arte já prepara, a todo o ritmo, a sua participação no corso de Carnaval de Campo Maior, marcado para 14 de fevereiro, sendo que o grupo irá também desfilar, à semelhança do que aconteceu no ano passado, num dos corsos do Carnaval Internacional de Elvas.
Adiantando que o tema escolhido, desta vez, é “Viagem”, Duarte Silvério, presidente da associação e responsável pelo grupo de Carnaval, explica que a intenção “é melhorar cada vez mais e apresentar sempre uma proposta interessante”. Em torno do tema escolhido, o responsável diz que “há muitos contornos a explorar”, estando o grupo “a trabalhar para deixar as pessoas expectantes do que é que poderá ser esta viagem”.
Ainda que 2026 seja ano de Festas do Povo, evento no qual a Agora Quer’Arte vai estar “muito focada”, dado que se juntou a uma rua, para a produção das flores de papel, Duarte Silvério garante que não quiseram deixar de lado o grupo de Carnaval porque “as pessoas são muitos felizes” a participar no corso. Formado essencialmente por pessoas de Campo Maior, o grupo, já maior que no ano passado, é constituído por mais de 80 pessoas.
“Vontade de dançar, de se divertir e aproveitar a experiência” do Carnaval são a receita para todos aqueles que participam neste grupo de Carnaval. Ainda assim, Duarte lembra que “têm que participar ao fim de semana nos ensaios”.
“Nós fazemos parte do nosso fato, que é feito por uma equipa de costureiras, mas os fatos têm sempre alguma parte que é feita manualmente por nós, da associação ou pessoas que vão participar no grupo de Carnaval e que queiram ajudar”, explica ainda o presidente da Agora Quer’Arte. Já o carro alegórico é “montado” por um grupo mais pequeno, com o apoio dos carpinteiros e ferreiros da Câmara Municipal de Campo Maior.
O Presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, recebeu, no seu gabinete Tiago Teotónio Pereira, vogal executivo da Comissão Diretiva da Autoridade de Gestão do Programa Operacional Regional do Alentejo, responsável pela coordenação da preparação de documentos para o ciclo de programação de fundos europeus de 2021-2027.
Este encontro serviu essencialmente para fazer o ponto de situação relativamente a processos de candidaturas em curso e abordar também algumas questões relacionadas com outros projetos que o executivo tem executar.
O Museu Aberto foi, no dia 31 de janeiro, palco de uma reunião promovida pelo Município e pela Associação das Festas do Povo com os cabeças-de-rua.
Este encontro teve como objetivo fazer um ponto de situação em termos de organização, esclarecer dúvidas e transmitir algumas informações importantes relacionadas com a realização do nosso evento maior, de 8 a 16 de agosto.
Este foi mais um momento que demonstrou claramente e de forma inequívoca a união de todo o povo campomaiorense em torno deste objetivo comum.
O Centro de Dia e Lar de Degolados organizou, no dia 30 de janeiro uma Noite de Fados Solidária, com o valor das entradas a reverter na integra para aquela instituição que presta um serviço fundamental à freguesia e ao concelho.
O espetáculo decorreu no Salão Polivalente da Junta de Freguesia e contou com a participação de Ana Cirilo, Duarte Silvério, Leonor Alegria, Olinda Moriano, Rosa Maria e Toy Faria, acompanhados por Alexandre Gomes na viola e por Nuno Cirilo na guitarra portuguesa.
Perante uma plateia completamente esgotada, os artistas proporcionaram um serão inesquecível a todos os presentes.
O Presidente do Município, Luís Rosinha, juntou-se aos muitos degoladenses e campomaiorenses nesta celebração.
Está aí à porta mais uma edição do Carnaval Internacional de Elvas, que desta vez conta com a participação de um total de nove grupos do concelho. Um deles é o do Centro de Recreio Popular (CRP) da Boa-Fé, que, para este ano, escolheu o tema “África Mix”.
Para a escolha do tema, explica Rita Gago, uma das responsáveis pelas coreografias deste grupo de Carnaval, contribuiu o facto de “grande parte da comunidade do bairro da Boa-Fé ser descendente de África”. “Daí, decidimos em grupos fazer esta pequena homenagem aos africanos do nosso bairro”, justifica.
A verdade é que, comparativamente ao ano passado, o Carnaval chega desta vez mais cedo no calendário. Ainda assim, o trabalho de preparação, seja ao nível dos disfarces, seja das músicas e coreografias, foi apenas iniciado no início deste mês de janeiro.
Desde então, e quase que numa corrida contra o tempo, o grupo tem procurado reunir-se três a quatro vezes por semana para ensaios. “Às quartas, ensaia a banda e nós ensaiamos a coreografia do coliseu. Depois temos ensaios às sextas e sábado e, às vezes, também aos domingos”, revela Tamara Fonseca, outra das responsáveis das coreografias do grupo.
Os cerca de 75 elementos do grupo, maioritariamente adultos e jovens com mais de 15 anos, que se dividem entre coreografias e banda, avançam as responsáveis, irão apresentar nos seus fatos, produzidos por Célia e Bela Gago, “vários padrões africanos e cores vivas”.
Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos participantes neste 28º Carnaval Internacional de Elvas, no Coliseu, o CRP da Boa-Fé irá dançar “um mix de músicas”, sendo que os tambores da banda não ficarão de fora. “Havemos de ter, em princípio, alguns dos elementos da banda a dançar connosco”, revela ainda Rita Gago. Contudo, a responsável confidencia que “os homens, nos ensaios, juntam-se mais, mas depois quando chega a hora da verdade encolhem-se e não vão dançar”.
Ainda no âmbito das comemorações de Carnaval, no dia 21 de fevereiro, o CRP promove um Baile da Pinha na sede da coletividade. “Queremos convidar toda a população para este baile, que tem início às 21 horas e animação com Jorge Gomes”, diz ainda Rita Gago. As entradas são gratuitas.
A entrevista completa a Rita Gago e Tamara Fonseca sobre o grupo de Carnaval do CRP da Boa-Fé para ouvir no podcast abaixo: