João Crespo destaca maturidade do Festival Saberes e Sabores do Porco Alentejano em Arronches: “Um projeto com pernas para andar”

O presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, fez um balanço positivo da evolução do Festival Saberes e Sabores do Porco Alentejano, na segunda edição agora em 2026, sublinhando que as mudanças implementadas nesta edição visam melhorar a experiência dos visitantes através de uma melhor organização do espaço. “Verificámos que havia necessidade de separar a zona de restauração da zona de espetáculos, para que se pudesse degustar a refeição tranquilamente e sem ruído”, explicou o autarca, que destacou ainda a introdução de uma zona de mini street food como alternativa dinâmica às refeições tradicionais.

Para João Crespo, após uma “edição zero” de aprendizagem, no ano passado, o cenário está agora consolidado: “Acho que o cenário está bem montado e que este é um projeto que tem pernas para andar, naturalmente”.

Hospital Central do Alentejo deverá abrir em 2027. Protocolo desbloqueia infraestruturas essenciais

O impasse que durante anos travou a conclusão do Hospital Central do Alentejo (HCA), em Évora, foi ultrapassado no passado dia 20 de março, com a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Évora (CME), a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e a CCDR do Alentejo.

O acordo garante a construção das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade, com um investimento previsto de 13,3 milhões de euros para acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas. Atualmente, a obra do hospital encontra-se concluída em cerca de 80%.

A cerimónia contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que sublinhou que este acordo representa um passo decisivo para ultrapassar dificuldades acumuladas ao longo do tempo e garantir o avanço das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade hospitalar. A governante reconheceu que o projeto enfrentou desafios ao longo dos anos, nomeadamente devido à extinção da Administração Regional de Saúde do Alentejo, que até então tinha a responsabilidade pela obra. “É muito complicado, sobretudo para a quase extinta ARS do Alentejo, que tinha o encargo desta obra e que, pela extinção da ARS, acabou por ter ali um momento de grande incapacidade resolutiva e iam-se acumulando as decisões para tomar”, afirmou.

Ana Paula Martins explicou que até meados de 2027 toda a infraestrutura estará finalizada, seguida de um período indispensável de licenciamentos e testes técnicos, essenciais para garantir a segurança e funcionalidade da unidade. “Um hospital desta envergadura precisa de seis meses, pelo menos, de testes de instalações, mas seguramente que o hospital estará concluído e tem que estar concluído até por causa dos fundos europeus”, afirmou.

Sobre a articulação do hospital com a rede nacional, a Ministra destacou que os doentes do Alentejo já são encaminhados para hospitais da Área Metropolitana de Lisboa via rede de referenciação, e que o Hospital Central do Alentejo poderá receber pacientes de outras regiões, respeitando as redes de referência e a proximidade. “Pode aliviar vários hospitais, não só da Margem Sul, mas de toda a Área Metropolitana de Lisboa”, sublinhou.

Já o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, reforçou a relevância estratégica do projeto para a cidade e para o país. “O hospital é uma estrutura fundamental não apenas para o Alentejo, mas mesmo para o país, e tendo em conta a especialização e diferenciação que este hospital terá, até para além do país, na minha perspetiva”, afirmou.

Carlos Zorrinho destacou também a importância de construir a obra de forma sólida, referindo que “costuma-se dizer que as obras começam pelos alicerces, não começam pelo telhado. Temos aqui muitos telhados sem alicerces e, portanto, é bom fazer muitos alicerces”, reforçando a necessidade de um planeamento estruturado para garantir o sucesso do projeto.

Carlos Zorrinho explicou ainda a questão financeira das acessibilidades: “Os 13,3 milhões de euros são uma estimativa e constam do protocolo, mas o valor final será apurado durante a execução. A Câmara Municipal de Évora teve em condição de o assinar, garantindo que os valores reais serão geridos corretamente. Cada componente – saneamento, estradas, estruturas elétricas, serão calculados os custos, serão feitas as empreitadas e será construído. Penso que o valor será provavelmente maior”, explicou.

Carlos Mateus Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central destacou o papel fundamental do protocolo agora assinado: “Este protocolo é o que faltava em todos os processos que temos estado a desenvolver. Conseguimos recuperar um protocolo que estava, não digo morto, mas com algumas dificuldades, até porque não abrangia todos os pontos necessários e que agora estão todos cobertos. Este acordo permite dotar os recursos necessários para avançar com as infraestruturas, que são as infraestruturas básicas que qualquer hospital necessita.”

O Hospital Central do Alentejo é considerado uma infraestrutura estruturante para a região, destinada a servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em todo o Alentejo, com centros de referência nacionais e internacionais, aliviando a pressão sobre outras unidades hospitalares da região e da Área Metropolitana de Lisboa.

CIMAA e Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre reúnem para aprofundar parcerias

O Presidente do Conselho Intermunicipal, Joaquim Diogo, e o 1.º Secretário Executivo, Carlos Nogueiro, receberam na passada sexta-feira, 20 de março, o Diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Nuno Miranda, para uma reunião de reforço da parceria entre as duas instituições.

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) trabalha com os parceiros de todos os setores da sociedade civil, sempre numa lógica de coesão de territorial e com o desenvolvimento do Alto Alentejo como objetivo principal, neste caso, nos setores da restauração, hotelaria e turismo.

Cândido Barbosa reforça internacionalização da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola “É a prova que mais margem tem de evolução”

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, fez um balanço entusiasta da primeira edição da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola que terminou ontem em Évora, organizada pela estrutura federal, sublinhando que a aposta na transmissão televisiva e na modernização logística são vitais porque “o ciclismo cada vez está mais globalizado” e exige um garante de qualidade à altura do território.

Ao destacar o potencial da região, o dirigente afirmou que, de todos os eventos da Federação, esta prova é a que apresenta maior potencial de crescimento, explicando que as alterações técnicas propostas pelo diretor desportivo Ezequiel Mosquera foram aceites de imediato: “Quisemos voltar a tornar a prova interessante do ponto de vista internacional para que as equipas estrangeiras tenham o apetite de vir ao Alentejo, criando um produto desportivo mais equilibrado e interessante para todas as equipas”.

ALENTEJO 2030 lança aviso de 2,8 milhões de euros para ações inovadoras de combate ao desafio demográfico

Foi publicado, a 26 de março de 2026, um aviso que visa apoiar ações inovadoras para responder ao desafio demográfico na região do Alentejo, no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas de Paisagem.

Com uma dotação indicativa de 2,8 milhões de euros, cofinanciados pelo FEDER a uma taxa máxima de 85%, este aviso integra o Programa Regional do Alentejo 2030 e pretende promover soluções inovadoras e integradas que contribuam para atrair, acolher e fixar população na região.

O apoio destina-se à implementação do Plano de Ação aprovado no âmbito do ITI Água e Ecossistemas de Paisagem, privilegiando intervenções nas áreas da cultura, turismo e natureza, enquanto motores de desenvolvimento territorial sustentável.

O concurso enquadra ações que visem a criação de modelos inovadores de combate ao despovoamento, a promoção da reconversão demográfica através da atração, fixação e integração de população, o fomento da inclusão social, do emprego e do acesso a
serviços nos territórios e o reforço da participação comunitária e da promoção de modelos de governança local mais inclusivos e inovadores.

Podem candidatar-se Entidades da Administração Central, Autarquias locais e Associações sem fins lucrativos.

As candidaturas decorrem até ao dia 5 de junho de 2026.

Este aviso representa uma oportunidade estratégica para dinamizar o território, reforçar a coesão social e económica e contribuir para inverter tendências de despovoamento, através de soluções inovadoras adaptadas às especificidades do Alentejo.

Mais informações em https://alentejo.portugal2030.pt/avisos/.

“Incrédulos”, deputados socialistas do Alentejo criticam burocracia exigida para isenção de portagens na A6 e A2

Os deputados socialistas eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo dizem-se “incrédulos” com a burocracia criada pelo Governo no âmbito da isenção de portagens para quem reside ou tem empresas nalgumas áreas de influência da A6 e A2.  

A Portaria publicada hoje em Diário da República (Portaria n.º 131/2026/1, de 30 de março | DR), que resulta de uma proposta do Partido Socialista incluída no Orçamento do Estado para 2026, relembram os deputados em comunicado, estabelece que “os beneficiários da medida têm de requerer ao fornecedor de serviços eletrónicos de portagem a associação do seu equipamento de bordo ao regime de isenção”.

Esse pedido – que tem de ser feito anualmente – tem de incluir o título de registo de propriedade ou do certificado de matrícula, ou, no caso de veículos em regime de locação financeira ou similar, de documento do locador que identifique o nome e a morada da residência ou da sede do locatário. Só assim o fornecedor de serviços eletrónicos procede à associação do equipamento ao regime de isenção, com efeitos à data do pedido, pelo prazo de um ano.

Para os deputados Pedro do Carmo (Beja), Luís Dias (Évora) e Luís Testa (Portalegre), “nada disto faz sentido, uma vez que o dispositivo eletrónio (Via Verde) já tem associada a informação sobre o proprietário do veículo e a respetiva morada”.

“Esta forma de regulamentar a medida acrescenta uma camada de burocracia que só pode ter como objetivo dificultar a sua aplicação”, sublinham os deputados.

“Para além da demora que todo este processo levou, somos agora confrontados com uma portaria que, nestes termos, e ao entrar em vigor no dia seguinte, naturalmente não terá efeitos previstos e desejáveis”, acrescentam.

Os deputados consideram ainda que a portaria não é clara quanto à forma de os utentes fazerem o pedido. “Vai a Via Verde disponibilizar um requerimento, há alguma minuta-tipo, cada pessoa tem de estabelecer um contacto para saber como se faz?”, questionam.

Esta isenção de portagens abrange pessoas singulares e coletivas com residência ou sede nos territórios do Alentejo que estão na área de influência da A2 – Autoestrada do Sul, entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, e da A6 – Autoestrada Marateca-Estremoz, entre o nó A2/A6/A13 e Caia.

Para os deputados socialistas, se o diploma aprovado já previa que o regime de isenção é feito através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo, “nada justifica as dificuldades administrativas agora criadas pelo Governo”.


Elvas avança com plano para impulsionar investimento agroindustrial na Herdade de Alcobaça

A Câmara Municipal de Elvas assinou, na semana passada, um contrato de planeamento com vista à elaboração do Plano de Intervenção em Espaço Rústico (PIER) da Herdade de Alcobaça, numa iniciativa que pretende reforçar o desenvolvimento sustentável da atividade agroindustrial no concelho.

O vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, que avança que a herdade está a preparar novos investimentos, explica que este tipo de plano surge “quando existe uma intervenção em espaço rural e que dessa intervenção resulte uma reconfiguração urbanística ou que se preveja que ela tenha que ficar preparada para acolher determinado tipo de investimento – normalmente é um investimento agroindustrial, um investimento agrícola puro ou não, ou que precisa de ter algum elemento para transformação, ou que precisa de ter alguns elementos urbanísticos para completar a atividade que tem”.

Com a iniciativa, o município pretende consolidar um modelo de desenvolvimento rural mais organizado, competitivo e ajustado às necessidades do território.

“Neste caso em concreto, sabemos que a Herdade de Alcobaça tem sido recetora de muito investimento ligado à agricultura e também à agroindústria, mas ali pretende-se desenvolver outros projetos e ampliar alguns daqueles que se têm; e para haver esse investimento, tem o território, digamos assim, a propriedade, de permitir que esses investimentos aconteçam”. Tratando-se de um espaço rural, “em vez de ser um plano de pormenor, como normalmente se faz no espaço urbano, faz-se num espaço rural; é um Plano de Intervenção no Espaço Rústico”, remata o autarca.

Aposta no Mês do Teatro em Campo Maior é para continuar, depois de mais uma edição “muito agradável”

Foi com a peça “A Menina do Mar”, levada a cena pela EntrePalcos, que a programação do Mês do Teatro, em Campo Maior, chegou, na tarde deste domingo, 29 de março, ao fim.

Dizendo que este foi um mês “muito agradável”, com espetáculos de qualidade, para todas as faixas etárias, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, assegura que esta é uma aposta para continuar, até porque, nenhuma comunidade pode deixar de ver ser “explorada” a componente cultural. “É isso que nós temos continuado a fazer, continuamos nessa missão, num mês muito agradável, com excelentes peças, desde a criança ao adulto, portanto para todas as idades e, por isso mesmo, também continuaremos com certeza sempre a ter aqui um mês de março muito direcionado ao teatro e à poesia também”, assegura o autarca.

Ao todo, a edição deste ano do Mês do Teatro em Campo Maior, promovida pela Câmara Municipal, contou com oito espetáculos, dois com caras bem conhecidas do grande público, outros dois produzidos pela “prata da casa”, através do Centro de Talentos Alice Nabeiro e a EntrePalcos, e os restantes destinados à comunidade escolar do concelho.

EntrePalcos estreou “A Menina do Mar” no encerramento do Mês do Teatro em Campo Maior

O Centro Cultural de Campo Maior foi palco, na tarde deste domingo, 29 de março, da peça de teatro “A Menina do Mar”, uma produção do grupo de teatro “EntrePalcos”, dos Projetos de Formação do Município , liderado por Ana Diabinho.

O muito público que esteve no auditório assistiu à história, baseada no livro infantil homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, de duas meninas que, apesar de pertencerem a mundos diferentes, aprendem a importância da amizade, da descoberta e da saudade.

Foi com esta sessão que terminou, em Campo Maior, o “Mês do Teatro”, iniciativa promovida pela Câmara Municipal.

MACE acolhe exposição de fotografias captadas a 25 de abril de 1974

Uma exposição de fotografias de Alfredo Cunha e obras de Vhils, nome artístico de Alexandre Farto, foi inaugurada ontem sábado, 28 de março, no MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas.

Os trabalhos do fotojornalista Alfredo Cunha foram registados em Lisboa a 25 de abril de 1974, o dia da Revolução dos Cravos.

As obras de Vhils integram a coleção de arte contemporânea portuguesa de que é proprietário o colecionador António Cachola, que serve de base ao acervo do MACE.

Além do Comendador António Cachola, o ato inaugural contou com intervenções do vice-presidente da CCDR Alentejo, Roberto Grilo, do vice-presidente da Câmara Municipal, Nuno Mocinha, do diretor do Museu Militar de Elvas, Coronel Nuno Duarte, e da curadora da exposição e diretora do MACE, Patrícia Machado.

A exposição de fotografias de Alfredo Cunha e trabalhos artísticos de Vhils fica patente no Museu de Arte Contemporânea de Elvas até 24 de maio.