Elvas: 90 vozes femininas dão vida ao II Festival Internacional de Coros a 16 de maio

O Salão Vasco da Gama do Hotel São João de Deus, em Elvas, acolhe, a 16 de maio, a segunda edição do Festival Internacional de Coros de Elvas, iniciativa promovida pela Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro, com o apoio da Câmara Municipal.

Desta feita, e contrariamente ao que aconteceu na edição de estreia do festival, no ano passado, o evento reunirá em palco apenas mulheres. Neste espetáculo, com início às 18 horas e entrada gratuita, juntam-se ao coral anfitrião – o Coral Públia Hortênsia de Castro – coros provenientes de Leiria, Madeira e Madrid, num total de 90 vozes femininas.

Depois do convite endereçado ao ensemble vocal feminino “Flores de Maio” da Madeira, Vasco Almeida, presidente da associação e maestro do coral elvense, deslocou-se a Leiria para “tentar convencer” o grupo “Ninfas do Lis” a participar no festival. “Já eram dois grupos femininos e, curiosamente, uma ex-aluna de uma professora de piano minha amiga publicou ao mesmo tempo, já quando eu tinha a confirmação dos outros dois grupos, que tinham acabado de criar um coro feminino (“Elysia”). Este já era do lado de lá da fronteira e aí já poderia dizer que o evento era internacional”, explica o responsável.

Não sendo o Coral Públia Hortênsia de Castro de Elvas só formado por vozes femininas, desta vez, os homens do grupo ficarão de fora, ainda que assumam outras tarefas. “Os homens vão ter outro papel, eles já estão avisados”, garante Vasco Almeida. A verdade é que os coros, não só em Portugal como em Espanha, enfrentam uma “pequena fragilidade” no que toca à participação do sexo masculino, lembra o maestro, que encontrou aqui a oportunidade ideal para dar uma nova versão ao Festival Internacional de Coros de Elvas.

O espetáculo, com a duração de cerca de hora e meia, para além das atuações individuais dos quatro grupos, irá contar com um momento especial, com as 90 vozes unidas para interpretar “Quando Fores ao Alentejo”. Para Vasco Almeida, não há dúvidas: este será “um grande concerto”.

A entrevista completa a Vasco Almeida, não só sobre esta segunda edição do Festival Internacional de Coros, mas também sobre vários outros eventos da Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro de Elvas, para ouvir no podcast abaixo:

Futebol de formação: “O Elvas” junta 40 equipas no “Elvas Cup Gold Energy”

“O Elvas” Clube Alentejano de Desportos (CAD) promove, nos dias 30 e 31 de maio e 6 de junho, a primeira edição do “Elvas Cup Gold Energy”: um torneio de futebol dedicado aos escalões de formação, a ser disputado nos campos António Semedo e Pedro Barrena do Estádio Municipal.

No primeiro fim de semana disputam-se os jogos dos escalões de Petizes, Traquinas, Sub-10 e Sub-11, enquanto para 6 de junho está marcada a competição de Sub-12.

De acordo com o presidente do clube, João Pedro Ruas, este não é mais, ainda que com outro nome, que o regresso de uma prova que “O Elvas” organizava quando ainda não havia Mundialito. “No fundo é o regresso de um torneio que já existia há alguns anos por direções anteriores, que era o Torneio Internacional ‘Cidade de Elvas’, que depois deixou de ter calendário porque passámos a ter aqui na nossa região o Mundialito. Este ano, sabendo que não ia acontecer o Mundialito e também porque era uma das nossas ideias, da nova direção, quisemos arranjar calendário, uma data boa para que pudéssemos voltar a fazer um torneio, porque Elvas, com as nossas condições e com a nossa localização, merece ter um bom torneio”, diz o dirigente.

Ainda assim, e para já, o torneio não irá ter uma componente internacional. “Vamos ter só equipas portuguesas de diferentes associações: da Associação de Futebol do Algarve, de Lisboa, de Setúbal, de Évora, de Castelo Branco”. “Queremos que seja uma grande edição, mas para já que não seja com demasiadas equipas, para que não corra mal e que possamos depois, nos próximos anos, então, passar a ser internacional”, explica João Pedro Ruas.

Neste “Elvas Cup” vão participar 40 equipas, incluindo de grandes clubes como Benfica, Sporting e Braga. Explicando que a direção de “O Elvas” pretende dar oportunidade aos seus atletas de competirem “contra atletas de outras associações, para conhecerem outras realidades”, o presidente destaca outras equipas que também vão disputar a prova, como o Lusitano de Évora, o Juventude de Évora, o Atlético de Reguengos, o Paderne e o Benfica de Castelo Branco. “Tivemos entretanto um contacto do Farense e vamos ver se ainda é possível encaixar o Farense”, revela ainda.

A expectativa é que a prova reúna, entre os três dias de competição, meio milhar de atletas e mais de duas mil pessoas, entre staff e familiares dos jovens futebolistas.

A entrevista completa a João Pedro Ruas para ouvir no podcast abaixo:

Energia, Clima e Segurança: O desafio da dependência dos combustíveis fósseis

No programa “Ambiente em FM”, José Janela abordou a interconexão entre a crise energética, as alterações climáticas e a segurança global, com base em análises recentes da ONU e do jornal Le Monde. O debate sublinhou que a atual dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás, não é apenas o motor da crise climática, mas também um foco de instabilidade económica e política. Esta vulnerabilidade demonstra que a transição energética é, agora mais do que nunca, uma questão de sobrevivência ambiental e de equilíbrio internacional.

De acordo com as Nações Unidas, a insistência neste modelo energético está a comprometer a segurança nacional e a soberania de vários países, com especial impacto na Europa. A dependência de importações de energia fóssil deixa as nações expostas à volatilidade de preços e a crises geopolíticas imprevistas. A principal mensagem do programa destaca que o clima e a segurança são faces da mesma moeda, reforçando a urgência de uma transição para fontes renováveis que garanta, simultaneamente, a proteção do planeta e a autonomia estratégica dos estados.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

ArtJazz Festival de Elvas volta a afirmar o jazz nacional e internacional em três noites de concertos

O ArtJazz Festival de Elvas está de regresso ao Auditório São Mateus, de 30 de abril a 2 de maio. O evento, já na sua 11.ª edição, apresenta grandes novidades, com nomes consagrados, mas também uma jovem promessa do panorama jazzístico nacional e internacional.

O festival, que teve a sua primeira edição em 2013, tal como recorda o diretor artístico do evento, Jorge Goes, conheceu algumas interrupções “devido à Covid, mas também a situações de governabilidade da Câmara Municipal, que cortou e passou o festival para um formato bienal”. “Agora voltámos, graças a Deus, ao festival anual, o que faz muita falta, porque a cultura é uma das bases principais da humanidade e não se pode cortar”, acrescenta.

O festival arranca “com chave de ouro”, a 30 de abril, com “um grande nome do panorama artístico português”: Rão Kyao. “É dos artistas mais internacionais que temos em Portugal. Começou pelo saxofone, mas depois dedicou-se às flautas de bambu”, recorda Jorge Goes.

Com 40 anos de carreira, Rão Kyao apresenta-se no ArtJazz Festival em quarteto, afirmando uma ligação ao jazz que atravessa todo o seu percurso artístico: desde “Malpertuis”, obra fundadora do jazz em Portugal, até às múltiplas expressões contemporâneas da sua música. O jazz surge, assim, como território permanente da sua linguagem. Na flauta, amplia uma escrita musical marcada pela elegância, liberdade e escuta atenta, num concerto vivido plenamente no presente.

Acompanham Rão Kyao neste espetáculo Renato Silva Júnior no piano, Ruca Rebordão na percussão e André Sousa Machado na bateria.

Rão Kyao

Segue-se, no dia 1 de maio, um concerto do músico e compositor André Pizarro Pepe, uma das maiores promessas do contrabaixo em Portugal. Neste espetáculo, onde dará a conhecer o seu mais recente disco original, “Sons Rupestres”, o artista não fará apenas do contrabaixo um instrumento convencional, explorando-o também como instrumento de percussão.

Originalmente concebido como um diálogo minimalista entre contrabaixo e guitarra, este concerto propõe uma viagem por sonoridades orgânicas e telúricas, onde o silêncio e a textura têm tanto peso quanto a melodia.

Ao lado do contrabaixo de André Pizarro Pepe, a guitarra acústica de Francisco Neves assegura o suporte harmónico-melódico e a cumplicidade estética que define a génese de “Sons Rupestres”. Para este concerto em Elvas, o duo expande o seu universo sonoro com a participação de um convidado especial: o saxofonista Desidério Lázaro.

André Pizarro Pepe

Caberá, no dia 2 de maio, ao multifacetado e premiado guitarrista espanhol Javier Alcántara, acompanhado pela sua Short Stories Band, em formato de sexteto, encerrar esta 11.ª edição do ArtJazz Festival.

Dando conta de que, para além de guitarrista, Javier Alcántara é “também compositor, produtor e musicoterapeuta”, o diretor artístico adianta que o espetáculo promete ser bastante interativo: “vai ser um espetáculo muito interativo em palco, com dois teclados e uma verdadeira conversa musical entre todos os músicos”.

Neste espetáculo, Javier Alcántara será acompanhado por Narci González no saxofone tenor, Pablo Romero no piano e teclados, Pedro Calero nos teclados e samplers, Enrique Tejado no contrabaixo e Pepín Muñoz na bateria.

Javier Alcántara

Os três espetáculos têm início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline ou meia hora antes dos concertos, no Auditório São Mateus.

A entrevista completa a Jorge Goes sobre este 11º ArtJazz Festival de Elvas para ouvir no podcast abaixo:

“Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” reúne a melhor gastronomia de Portugal e Espanha em Campo Maior

A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, será ponto de encontro entre sabores e tradições, na primeira edição da “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”, evento que apresentará ao público mais de 30 propostas gastronómicas e que contará com a participação de oito chefs, entre sexta-feira e domingo, de 1 a 3 de maio.

Foi à mesa, com “boa comida e umas guitarras”, entre amigos, que Vítor Canhão, proprietário da Quinta dos Pavões, teve a ideia de organizar este evento. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, começa por explicar o mentor do evento.

Com Espanha logo ali ao lado, e tendo em conta a boa gastronomia dos dois lados da fronteira, o evento, com um vertente ibérica, dará destaque tanto às mais diversas iguarias portuguesas como espanholas. “Vamos ter o bom presunto Pata Negra, vamos ter o bom chouriço, o bom paio e vamos ter as nossas sopas de cação, o cozido de grão, vamos ter o ensopado de borrego. Vamos ter tudo do melhor para receber bem e para que os nossos visitantes saiam daqui deliciados”, diz Vítor Canho.

No evento, participam, para além de outros cozinheiros convidados, quatro chefs portugueses e quatro espanhóis. Entre as presenças já confirmadas estão as dos chefs Carlos Matos, Manuel Garcia, Christina Sá Marquez, Ricardo Elvas, Padilla e Fernando Estudillo.

Para além da oferta gastronómica, o evento faz-se também de música ao vivo, com destaque para as tradições locais, como as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches. No evento participam também diferentes produtores locais com stands.

Permitir que as pessoas possam desfrutar, entre amigos, de boa comida, ao som de boa música, é o grande objetivo do evento, que abre portas, na sexta-feira, 1 de maio, ao meio-dia, uma hora depois da sessão de inauguração, com a presença de João Manuel Nabeiro e a esposa, Amélia Nabeiro, como “convidados de honra”.

“Vamos ter parque de estacionamento para toda a gente e podem comprar o bilhete, através das nossas plataformas digitais, ou no dia, porque também vamos lá ter bilheteira”, diz ainda Vítor Canhão.

O evento vai funcionar, nos três dias, entre o meio-dia e as 22 horas. O preço dos bilhetes é de 40 euros por dia, se comprados previamente (aqui). Adquiridos no local, acrescem cinco euros. Crianças até aos 12 anos não pagam.

A entrevista completa a Vítor Canhão sobre a “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” para ouvir no podcast abaixo:

Brigada 14 de Janeiro sobe ao palco do Auditório São Mateus em espetáculo único para celebrar Abril e 25 anos de história

Celebram-se este sábado os 52 anos desde o momento histórico de 25 de abril de 1974, quando um grupo de jovens capitães levou a cabo um golpe de Estado que, em menos de 24 horas, derrubou a ditadura que dominava Portugal, levando a uma decisiva mudança no rumo da história nacional. Em Elvas, depois das habituais iniciativas mais institucionais, este dia de comemorações culmina com um concerto muito especial da Brigada 14 de Janeiro, no Auditório São Mateus, numa altura em que o grupo está a comemorar o seu 25º aniversário.

Com a participação especial dos coronéis Nuno Duarte e Joaquim Bucho, que se associam ao evento, numa homenagem sentida aos valores de Abril, este concerto, que terá uma componente multimédia, avança Pedro Sena, um dos elementos da Brigada 14 de Janeiro, será um espetáculo “um pouco diferente do habitual, mais trabalhado e com uma maior produção”. “Vamos ter ainda a participação do grupo de percussão Bomb’Alen, que também faz parte da Sociedade 1.º de Dezembro, na qual nós ensaiamos todos os anos desde que nos formámos”, adianta o músico.

No que concerne ao conteúdo multimédia, Pedro Sena explica que serão, no decorrer do concerto, apresentados “alguns vídeos que têm ligação ao 25 de Abril”: alguns do arquivo da RTP e outros com depoimentos de autores que o grupo interpreta, como Zeca Afonso, Fausto Bordalo Dias, Sérgio Godinho, José Mário Branco e Pedro Barroso.

Assegurando que se há altura no ano em que a Brigada 14 de Janeiro tem de estar em palco é no 25 de Abril, Pedro Sena garante que este é um concerto que acaba por ser bem mais que um espetáculo musical. “Vai ser um espetáculo mais produzido, com uma dedicação que vai para além daquilo que é o espetáculo musical em si habitual e também fazendo jus aos 25 anos da Brigada, porque já cá andamos há algum tempo, e depois, por outro lado, porque é 25 de Abril, a data que, realmente, nos assenta sempre bem”, diz ainda o músico.

Neste espetáculo evocativo, marcado para as 21h30, a música, a história e a memória unem-se para recordar a importância de preservar o legado do 25 de Abril e de transmitir às novas gerações o verdadeiro valor da liberdade. A entrada no espetáculo é gratuita, mas requer o levantamento de bilhete no Posto de Turismo.

A entrevista completa a Pedro Sena sobre este espetáculo e os 25 anos da Brigada 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:

Do entretenimento à saúde: lar de Elvas inova com painéis digitais e monitorização de sinais vitais em tempo real

O Lar Júlio Alcântara Botelho, em Elvas, está a desenvolver um projeto inovador de modernização dos cuidados prestados aos seus utentes, através da implementação de soluções tecnológicas avançadas.

O projeto, que inicialmente começou por se traduzir num painel interativo com um sem-fim de funcionalidades, incluindo consultas médicas por videochamada, dá agora uma resposta ainda mais relevante, com radares de alta precisão que medem, entre outros parâmetros, os sinais vitais dos utentes durante o sono.

O projeto em causa, tal como revela o diretor técnico do lar, Paulo Pires, tem vindo a ser desenvolvido em parceria com uma empresa espanhola. “Foi-nos apresentada, na altura, por uma empresa espanhola, a SecurePoint, uma nova ferramenta, o Vimag, que é um painel — um tablet em tamanho quase real de um ser humano — e começámos a trabalhar com eles nessa área, a título de projeto-piloto. Esse painel permite fazer videochamadas em tempo real, realizar consultas online, inclui jogos de estimulação cognitiva e tem muitas outras funções”, começa por explicar o responsável.

Tendo em conta as preocupações da direção do lar no que toca a quedas e aos sinais vitais dos idosos durante o sono, o projeto rapidamente ganhou outros contornos. “Eles (a empresa) mostraram interesse em desenvolver este projeto e criaram um radar de alta precisão, que fica por cima das camas e que acaba por medir os sinais vitais das pessoas, bem como a respiração durante o sono. Para além disso, fornece informação em caso de queda: emite um alerta em toda a instituição, visto que esta está equipada com vários tablets espalhados pelo edifício, onde são feitos os registos diários das atividades dos utentes”, avança Paulo Pires.

Mas o projeto não se fica por aqui, estando neste momento a ser preparada uma ferramenta destinada aos utentes em serviço de apoio domiciliário. Trata-se de um relógio que, através do mesmo sistema de alta precisão, irá igualmente medir os sinais vitais dos seniores, os quais poderão ser acompanhados em tempo real pelos familiares, através de uma aplicação móvel. “No entanto, tudo isto carece de alguns pareceres, sobretudo da Comissão Nacional de Proteção de Dados, que estamos a aguardar”, esclarece o diretor técnico do lar.

Este projeto, que, por necessitar desses pareceres, ainda não foi implementado, irá começar por ser testado por um colaborador ou até por um diretor da instituição. O objetivo é perceber como será a adaptação a esta ferramenta, dado que, posteriormente, poderão ter de ser feitos “alguns ajustes ao próprio equipamento”.

O Lar Júlio Alcântara Botelho reafirma, desta forma, o seu compromisso com a inovação, procurando integrar novas tecnologias que reforcem a qualidade dos serviços prestados e contribuam para uma vida mais ativa, segura e participativa dos seus residentes.

A entrevista completa a Paulo Pires sobre este projeto de modernização dos cuidados prestados aos utentes do Lar Júlio Alcântara Botelho pode ser ouvida no podcast abaixo:

DECO: Euribor volta a subir em março e agrava pressão sobre o crédito à habitação

O novo aumento das taxas Euribor em março de 2026 está a sufocar o orçamento de milhares de famílias portuguesas, com as atualizações das prestações a refletirem-se já neste mês de abril. Segundo a DECO, o impacto acumulado da inflação e dos custos de energia, aliado à subida dos juros, reduziu drasticamente a margem financeira dos agregados, levando a um aumento significativo nos pedidos de aconselhamento para evitar situações de incumprimento bancário.

Perante este cenário, a associação de defesa do consumidor alerta que as medidas públicas atuais são insuficientes e reivindica soluções mais ambiciosas, como a renegociação proativa por parte dos bancos e a eliminação de barreiras à transferência de crédito. A recomendação para as famílias passa pela antecipação, aconselhando-se a revisão urgente dos orçamentos e o contacto imediato com as instituições bancárias para negociar spreads ou prazos antes que a taxa de esforço se torne insustentável.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

DECO: sucesso do Sistema de Depósito e Reembolso dependerá da acessibilidade dos pontos de recolha

Portugal avança finalmente com o Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), que entra em vigor esta sexta-feira, dia 10 de abril.

O novo modelo aplica uma taxa de dez cêntimos no momento da compra de bebidas em embalagens de plástico, metal ou alumínio de uso único (até três litros), valor que é integralmente devolvido ao consumidor quando a embalagem vazia é entregue num ponto de recolha. O objetivo central é incentivar a reciclagem, reduzir o lixo no ambiente e cumprir as metas ambientais europeias, transformando garrafas de água, sumos, refrigerantes e cervejas em produtos com valor associado.

A devolução poderá ser feita em máquinas automáticas, conhecidas como “máquinas Volta”, ou em pontos manuais, desde que as embalagens estejam vazias, intactas e com o código de barras legível. O reembolso será efetuado em dinheiro, vales de compras ou donativos, garantindo-se sempre o direito à receção do valor em numerário. Embora represente um esforço adicional de armazenamento e transporte por parte dos consumidores, o sucesso do sistema dependerá da capilaridade e acessibilidade dos pontos de recolha, tornando o hábito da devolução tão prático quanto o ato da compra.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Elvas celebra Dia do Combatente e recorda Batalha de La Lys na sexta-feira

O Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes assinala na sexta-feira, dia 10 de abril, os 108 anos da Batalha de La Lys e o Dia do Combatente, numa cerimónia que reúne entidades militares e civis.

“Temos o nosso plano organizado de modo que a cerimónia se celebre no Jardim do Monumento de Homenagem aos Combatentes da Primeira Grande Guerra Mundial, junto às Portas de São Vicente. Terá início por volta das 11 horas, decorrerá de uma forma muito simples, com a atribuição de condecorações e testemunhos de apreço aos sócios mais antigos e haverá certamente algumas alocuções relativas ao dia”, revela o presidente do núcleo, o sargento-mor José Miguêns em entrevista à Rádio ELVAS.

As comemorações deste Dia do Combatente, e terminada a cerimónia mais formal, prosseguem com um almoço-convívio que irá reunir sócios e amigos do núcleo.

Atualmente, o Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes é liderado por uma comissão administrativa, depois de não se terem apresentado quaisquer listas a sufrágio, no passado mês de dezembro. “Tive que convocar novas eleições e nestas novas eleições, que decorreram no passado dia 6 de março, houve uma lista”, avança José Miguêns. “Só que esta lista não correspondia totalmente a uma direção, sendo que foi, por assim dizer, dentro dos elementos que formava esta lista, constituída uma comissão administrativa do núcleo. Sendo a única lista, foi eleita a nova comissão administrativa do núcleo”, acrescenta.

A José Miguêns juntam-se António Canhoto (sócio apoiante, sem formação militar), enquanto vice-presidente da comissão administrativa, Luís Castanho (secretário), José Camponês (tesoureiro), Guilherme Guerra (1.º vogal) e Paulo Galego (vogal suplente).

A entrevista completa a José Miguéns sobre a cerimónia de sexta-feira, a nova comissão administrativa do núcleo e todo o trabalho desenvolvido, não só em prol dos sócios, mas também da comunidade em geral, para ouvir no podcast abaixo: