Ter um fundo de emergência é fundamental para uma vida financeira saudável, defende a DECO

Segundo a DECO, ter um fundo de emergência é essencial para todas as famílias, sendo fundamental para uma vida financeira saudável.

Trata-se de um montante, variável de pessoa para pessoa, que é colocado de parte para fazer face a um imprevisto.

Ter um Fundo de Emergência não é mais do que o dinheiro que se obtém a economizar e que se reserva para cobrir gastos ou despesas inesperadas que poderão ocorrer, inclusive no curto prazo, na vida de cada um.

O dinheiro do Fundo de Emergência permitirá, por exemplo, pagar as despesas correntes e até inesperadas, sem que as famílias tenham de se endividar ou recorrer a crédito, logo sem entrar em stress financeiro numa situação imprevista, como doença, desemprego ou de quebra de rendimento. Esse fundo deve ser constituído por, pelo menos, cinco a seis vezes o rendimento mensal da família. Só assim será possível acautelar o imprevisto.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Projetos e Inovação da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Rui Jesuíno dedica terceiro volume de “Elvas Antiga” à história do comércio da cidade

O terceiro volume do livro “Elvas Antiga”, da autoria do historiador elvense e cronista oficial da cidade, Rui Jesuíno, tem a sua sessão de lançamento e apresentação, esta sexta-feira, 9 de janeiro, na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo, pelas 18 horas.

Depois de um primeiro volume dedicado à componente arquitetónica da cidade e de um segundo às grandes vivências da cultura, este terceiro, que será apresentado no âmbito das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, é dedicado à história do comércio. “É uma história que ainda não tinha sido contada por ninguém e que vai ser revelada desta forma”, começa por dizer o autor.

Para Rui Jesuíno, “falar sobre o comércio foi algo muito interessante, uma vez que Elvas sempre foi, por ser uma cidade fronteiriça, uma cidade muito comercial”. Na obra, a história, que se inicia na Idade Média, estende-se até aos dias de hoje.

À semelhança do que já aconteceu nos dois primeiros volumes da coleção “Elvas Antiga”, todas as histórias apresentadas são ilustradas com fotografias. Num trabalho de “muita pesquisa”, levadi a cabo ao longo de um ano, para o historiador a maior dificuldade foi “conseguir as fotografias antigas que ilustrassem esse comércio”. “Foi mais difícil do que propriamente fazer investigação”, garante.

Cada capítulo da obra é dedicado a um tipo de comércio: desde as ourivesarias e relojoarias, às farmácias e boticários, passando pelos hotéis, pensões e estalagens, restaurantes, confeitarias, pastelarias, geladarias e chocolatarias, talhos, padarias, adegas, tabernas, cafés, bares, stands de automóveis, bombas de gasolina, tabacarias e casas de prostituição.

“O livro começa por falar do comércio no geral, como começaram e como funcionavam os mercados e as feiras aqui na cidade de Elvas, o mercado diário semanal que se fazia antigamente na Praça da República, e também na Rua da Cadeia e Rua da Feira, e as regras que tinham e que eram ditadas pela Câmara”, adianta o historiador.

Por outro lado, na obra, Rui Jesuíno dá a conhecer os elvenses que estiveram ligados ao comércio internacional e que foram “conhecidos mundialmente”. “São, infelizmente desconhecidos, de alguns, mas fala-se, por exemplo, da família Gomes de Elvas, que se estabeleceu na Madeira e nos Açores e que tinha um monopólio do açúcar. Vendiam o açúcar para a Europa, em especial para a Flandres. Também o António Fernandes de Elvas, que é um elvense do início do século XVII, que, por exemplo, em 1616, detinha o monopólio dos escravos que iam de Angola e do Congo para o Brasil. Era ele que fazia esse comércio de traficante negreiro”, recorda.

A Associação Comercial de Elvas, uma das mais antigas do país, fundada em 1893, é também abordada neste livro, como pontapé de saída para uma abordagem àquilo que foi o “associativismo comercial do final do século XIX”.  

Não sabendo ainda se haverá um quarto volume deste “Elvas Antiga”, Rui Jesuíno, quem tem outra obra sobre “Elvas nas Guerras da Restauração” já concluída, leva um total de oito livros editados.

A entrevista completa a Rui Jesuíno sobre este terceiro volume da obra “Elvas Antiga” para ouvir no podcast abaixo:

Próximo presidente da CCDRAlentejo, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”

De regresso à vida política ativa, Ricardo Pinheiro é candidato à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Em entrevista exclusiva, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”, justifica este passo após um período de preparação de mais de dois meses, sublinhando que “as CCDR sofreram uma mutação profunda, deixando de ser apenas gestoras de fundos para incorporarem competências vastas em setores como a agricultura, saúde, educação e cultura”.

Um dos pilares centrais desta visão é “o setor agrícola”, que Pinheiro considera “vital para o Alentejo Global, defendendo a urgência em dinamizar o “Pilar 2 da PAC” para promover a inovação e o investimento”. Na área da saúde, “a prioridade passa por uma perceção clara das necessidades das várias Unidades Locais de Saúde (ULS) e, sobretudo, pela captação e atração de profissionais para a região”, um tema que considera dever ser abordado com maior caráter prospetivo no próximo ciclo de governação.

No que toca à educação e cultura, Ricardo Pinheiro foca-se “na requalificação profissional — o chamado reskilling — especialmente necessária em polos como Sines devido à transição energética, e na formação contínua dos adultos”. Para o antigo presidente da Câmara de Campo Maior, “a cultura é transversal a todos os setores e está diretamente ligada à promoção do Alentejo enquanto destino turístico”, afirma o campomaiorense, que propõe “uma maior interligação entre a dinamização do património e a atração de investimento para colocar valor no território” em cada uma das suas sub-regiões.

A entrevista completa para ouvir aqui:

Tribunal declara nula cláusula abusiva do Cartão Universo: DECO vence em tribunal

O Tribunal Judicial da Comarca da Maia, decisão confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto, deu razão à denúncia apresentada pela DECO e declarou nula uma cláusula do contrato do Cartão Universo que responsabilizava integralmente o consumidor por operações online sem recurso ao “cartão virtual”. A decisão obriga a Universo a eliminar a cláusula e a divulgar publicamente a sentença, reforçando a proteção dos direitos dos consumidores e garantindo maior equilíbrio contratual.

Esta vitória sublinha a importância da prevenção e da segurança nas transações financeiras. A DECO recomenda boas práticas para evitar fraudes, como nunca partilhar códigos ou dados bancários, confirmar remetentes antes de abrir links, usar cartões virtuais em compras online, ativar notificações bancárias e manter sistemas atualizados. O objetivo é assegurar que os consumidores estão informados e protegidos contra riscos digitais e contratuais.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

“Espaço Europa” despede-se do Alentejo em FM com programa dedicado aos direitos dos passageiros

Por ocasião do Natal e da passagem de ano, são muitas as pessoas que fazem viagens dentro e para fora de Portugal, para poderem estar reunidas com as suas famílias e amigos. Mas para além de muitas viagens, esta é uma época também de muitos constrangimentos. Nesse sentido, é importante que os passageiros de avião, comboio, autocarro ou barco conheçam os seus direitos.

A nível aéreo, por exemplo, se um voo for cancelado, o passageiro tem direito a escolher entre o reembolso, um voo alternativo ou de regresso. Tem também direito a assistência no aeroporto. Se tiver sido informado do cancelamento do voo com menos de 14 dias de antecedência em relação à data de partida prevista, tem direito a uma indemnização.

Se a bagagem de porão se perdeu, ficou danificada ou chegou com atraso, a companhia aérea é responsável e deve indemnizar o passageiro até um montante máximo de 1.300 euros. No entanto, se os danos tiverem sido causados por um defeito inerente à própria bagagem, não tem direito a indemnização.

Este é o tema do programa “Espaço Europa”, com Ana Pereira, desta semana. Este é também o último programa nas três rádios do Alentejo em FM, uma vez que o Centro de Informação Europe Direct Alto Alentejo vai deixar de funcionar em Elvas, como até aqui.

“Espaço Europa”: novas regras para o bem-estar de cães e gatos em toda a União Europeia

Um acordo entre o Conselho e o Parlamento Europeu estabelece, pela primeira vez, regras comuns para o bem-estar e a rastreabilidade de cães e gatos em toda a União Europeia (UE).

O regulamento, a entrar em vigor apenas em 2028, irá afetar criadores, lojas, abrigos, assim como tutores particulares, sobretudo ao nível do microchip e do registo.

As novas medidas têm em vista melhorar significativamente o tratamento destes animais quando são criados, vendidos ou adotados na UE. Contribuirão também para combater o comércio ilegal com destino à UE e no interior desta.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana do programa “Espaço Europa”, com Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo. Para ouvir no podcast abaixo:

DECO avança com terceira edição dos prémios que distinguem os municípios portugueses

Os Prémios DECO regressam para a sua terceira edição. Com candidaturas abertas até 31 de março, os vencedores serão anunciados em abril de 2026.

A iniciativa da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor pretende distinguir Municípios e Juntas de Freguesia que desenvolvem programas e estratégias de apoio aos munícipes, valorizando políticas locais inovadoras e de proximidade. Para esta edição, os prémios apresentam uma imagem renovada e oito categorias: Habitação e Espaço Público, Bem-estar e Saúde Mental, Turismo, Políticas Verdes e Energia, Tecnologia e Inovação, Educação e Juventude, Imigração, Inclusão e Diversidade, e Cultura e Lazer.

As distinções variam consoante a avaliação dos projetos, com Menção Honrosa para freguesias que atinjam mais de 75 pontos e Prémio para aquelas que ultrapassem os 90. Os projetos serão analisados por um painel de especialistas e os vencedores recebem um troféu, um selo digital e a oportunidade de integrar a rede de boas práticas da DECO. O objetivo é reconhecer autarquias que colocam os cidadãos no centro da ação, promovendo políticas públicas sustentáveis e partilha de experiências que reforçam a qualidade de vida nas comunidades.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Iniciativa de literacia mediática “Pinóquio na Escola” no “Espaço Europa” desta semana

A iniciativa de literacia mediática “Pinóquio na Escola”, apoiada pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, regressa para a sua segunda edição, com o objetivo de promover o pensamento crítico e capacitar as novas gerações para identificar e combater a desinformação num mundo cada vez mais polarizado. Desenvolvida pelo Polígrafo em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, a iniciativa alarga agora a sua ação aos alunos do 3.º ciclo de escolaridade.

Nesta segunda edição, o projeto volta a lançar um concurso nacional e a percorrer o país, até junho, com um roadshow educativo. Nestas sessões são partilhadas ferramentas e materiais pedagógicos que ajudam a desenvolver um olhar mais crítico sobre a informação, em especial a que circula nas redes sociais.

O concurso realiza-se em duas fases e terá curadoria e acompanhamento mais aprofundado da equipa do Polígrafo, de modo a apoiar de forma mais próxima alunos e professores ao longo do processo. O concurso desafia estudantes do 3.º ciclo e do ensino secundário a criar conteúdos originais, em qualquer formato, que desmontem narrativas enganosas que circulam, ou circularam, no espaço público europeu.

Entre as novidades desta edição, destaca-se a criação de uma rede de professores embaixadores do “Pinóquio na Escola”. Com esta iniciativa, pretende-se garantir que o impacto do projeto se prolongue no tempo e permaneça nas escolas de forma orgânica, chegando também a futuras gerações de alunos.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana do programa “Espaço Europa”, com Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo. Para ouvir no podcast abaixo:

Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro promove I Encontro Coral do Natal de Elvas no sábado

A Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro de Elvas promove, ao início da noite do próximo sábado, 13 de dezembro, o primeiro Encontro Coral do “Natal de Elvas”.

Para este espetáculo, a ter lugar na antiga Sé de Elvas, a partir das 18 horas, o Coral Públia Hortênsia de Castro de Elvas convidou a Sociedade Filarmónica União Agrícola de Pinhal Novo. Com a iniciativa, explica o maestro do coral e presidente da associação, Vasco Almeida, procura-se promover “uma nova atividade cultural”, com o objetivo de conduzir diferentes coros, nesta época do Natal, até Elvas. “Vêm-nos trazer outros cantos, para alguns são desconhecidos”, adianta o responsável, assegurando que, com a iniciativa, também se procura “criar um certo convívio”.

O espetáculo conta com atuações individuais, com Coral Públia Hortênsia de Castro e Sociedade Filarmónica da União Agrícola a unirem-se, no final, para interpretar, em conjunto, o tradicional “Natal de Elvas”. Este será um momento verdadeiramente especial, reunindo cerca de 85 vozes (60 do Pinhal Novo e 25 do Coral Públia Hortênsia de Castro), acompanhadas por 15 músicos da orquestra.

No fim de semana seguinte, no dia 21 (domingo), pelas 16 horas, o Coral Públia Hortênsia de Castro junta-se à Banda 14 de Janeiro, também na Sé de Elvas, para o concerto “Entre Vozes e Instrumentos… O Natal”: “um espetáculo diferente, com momentos alternados entre banda e coro, e depois de forma conjunta cantaremos várias peças de Natal”.

Para além destes dois concertos, os elementos do Coral irão ainda, nos próximos dias 17 e 18 de dezembro, animar, respetivamente, os utentes do Hospital de Santa Luzia e do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

A entrevista completa a Vasco Almeida, não apenas sobre os espetáculos de Natal do Coral Públia Hortênsia de Castro, assim como sobre os workshops de canto com Sandra Medeiros e os novos elementos do grupo, para ouvir no podcast abaixo:

Junta de São João Batista: Anselmina Caldeirão quer potenciar Ouguela enquanto “aldeia de sonhos”

Depois de já ter desempenhado funções, enquanto tesoureira, na Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, e de assumir o papel de presidente da CURPI de Campo Maior, Anselmina Caldeirão é também hoje presidente da Junta de Freguesia de São João Batista.

Com outra responsabilidade agora, Anselmina, que de alguma maneira procura seguir as pegadas do seu pai, assegura que, pese embora tenha inicialmente ficado indecisa, “não foi uma novidade” para si o convite que lhe foi endereçado pelo PS para se candidatar, nestas últimas autárquicas, que viria a ganhar. “O meu pai foi presidente da CURPI mais de 20 anos, mas também foi presidente da Assembleia Geral da Casa do Povo. Portanto, acaba por ser um seguimento daquilo que ele deixou cá e vamos fazer o melhor que pudermos, que foi isso mesmo que eu aprendi com ele”, garante.

A primeira prioridade traçada, desde o primeiro momento, pelo novo executivo da Junta de São João Batista, diz respeito a Ouguela, aquela que Anselmina Caldeirão descreve como uma “aldeia de sonhos”, cheia de potencial, apesar da sua reduzida população. “Ouguela tem cerca de 40 habitantes, mas tem potencial para se fazer muita atividade, muito festival, mas a proximidade com as pessoas…”, diz a presidente, que lembra a necessidade, por exemplo, de um pequeno comércio na aldeia.

“Nós temos conhecimento que vai muita gente visitar Ouguela, mas as pessoas chegam a Ouguela, tiram uma foto e vão embora. Se houver um pequeno comércio, a vender os produtos regionais, um cafezinho, que nós sabemos que temos lá o gin em Ouguela, mas pronto, seria mais um complemento”, assegura. Este “pequeno comércio” seria importante não só para quem visita a aldeia, mas também para quem nela habita: “as senhoras poderiam ter o pão fresco todos os dias, em vez de ser apenas nas duas vezes na semana em que vai o padeiro.”

Mas Anselmina Caldeirão vai mais longe: “temos ideias para um parque de merendas, um parque de autocaravanismo, muita coisa. Temos quatro anos para trabalhar”.

Lembrando que existe um centro comunitário em Ouguela, a presidente da junta quer que as pessoas que vivem naquela pequena aldeia se possam sentir “mais acompanhadas”. “Antigamente, as pessoas iam à sua lojinha de manhã, para poder conversar um bocadinho, embora as senhoras tenham um centro comunitário que funciona à tarde com várias atividades. Mas não é a mesma coisa. A pessoa está em casa, falta-lhe uma cebola, tem ali uma resposta, não precisa de estar à espera que alguém venha a Campo Maior e que traga ou que vá pedir à vizinha”, remata.

A entrevista completa a Anselmina Caldeirão sobre os vários projetos da Junta de Freguesia de São João Batista para ouvir no podcast abaixo: