CIMAA no Encontro das Autoridades de Transportes em Santarém

As Autoridades de Transporte Intermunicipais reuniram na sexta-feira, 27 de fevereiro, em Santarém, num encontro que contou com a participação da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

A reunião iniciou-se com uma apresentação da CIMLT, que explicou o caminho realizado por esta Autoridade de Transportes para a implementação de um novo modelo de gestão e exploração dos transportes públicos a nível intermunicipal, com a criação de um
operador interno, ou seja, de uma empresa de transportes intermunicipal com 100% do capital público.

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo apresentou de seguida o trabalho desenvolvido no âmbito do grupo dedicado à Melhoria dos Dados para Planeamento e Avaliação de Políticas Públicas, que lidera em conjunto com a Comunidade
Intermunicipal do Douro, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso e os Transportes Metropolitanos do Porto.

Neste contexto, foi apresentado e discutido um modelo de dados a disponibilizar entre as diferentes Autoridades de Transporte Intermunicipais, com o objetivo de permitir o acompanhamento e a avaliação da evolução dos sistemas de mobilidade, tanto a nível
regional como numa perspetiva nacional, de forma normalizada e comparável. Durante o encontro foram igualmente abordados os procedimentos associados ao investimento na melhoria das condições das paragens de transporte público, bem como a implementação da medida dos passes gratuitos para jovens.

Foi ainda sublinhada a necessidade premente do financiamento do sistema de transporte público de passageiros, condição essencial para assegurar a continuidade da melhoria dos serviços, aumentar a sua competitividade e consolidar o transporte público como uma opção cada vez mais relevante na mobilidade das populações.

Estes encontros periódicos que decorrem desde 2024, visam promover a partilha de constrangimentos e boas práticas entre as Autoridades de Transporte Intermunicipais, fomentando o trabalho colaborativo e a articulação institucional, com vista à melhoria
contínua do setor e à obtenção de resultados concretos para os passageiros e para os sistemas de mobilidade em todo o país.

“Alto Alentejo Health Innovation Summit” em Campo Maior a 20 e 21 de abril

A Unidade Local de Saúde (ULS) Alto Alentejo vai promover um evento focado na Inovação em Saúde, que pretende trazer pessoas, tecnologias e inovação em saúde ao Alto Alentejo. A “Alto Alentejo Health Innovation Summit” vai acontecer nos próximos dias 20 e 21 de abril, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Criatividade e da Inovação, em Campo Maior.  

No dia 20, decorrerão os Action Labs (workshops) de IA, Investigação Clínica, Design Thinking e de Tecnologias avançadas point-of-care, no Centro de Inteligência Competitiva, com vagas de participação para cerca de 140 formandos. 

No dia 21, para além do programa do evento que vai decorrer no Centro de Ciência do Café, a ULS Alto Alentejo pretende vir a ter, em simultâneo, um espaço (Innovation HUB) para stands e demonstração de tecnologias pelas empresas e outros agentes convidados. 

Toda a informação sobre o evento disponível aqui.

Câmara Municipal de Évora vai aplicar cerca de 1,5 milhões de euros na requalificação de estradas

A Câmara Municipal de Évora prepara um novo reforço financeiro para melhorar as condições da rede viária do concelho.

O município vai aplicar cerca de 1,5 milhões de euros na requalificação de ruas, estradas e caminhos municipais que apresentam sinais evidentes de desgaste, situação que se agravou nos últimos meses devido às condições meteorológicas adversas.

Ainda assim, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, garante que o problema das fragilidades das redes viárias do concelho de Évora “foi destapada, de forma ostensiva, pelas intempéries, mas não foi criada pelas intempéries”.

“Os eborenses sabem que a questão dos caminhos em más condições, a questão das estradas esburacadas, não é de agora e, portanto, o que nós decidimos e aprovámos foi, desde já, dois procedimentos rápidos para poder responder àquilo que é mais emergente”, avança o autarca.

Ainda assim, Zorrinho reconhece a dificuldade em adquirir as matérias-primas necessárias aos fornecedores, tendo em conta as “dívidas muito fortes” da autarquia, que transitaram do anterior executivo. “Temos dívidas de curto prazo de 18 milhões, dívidas consolidadas que passaram para o orçamento. Um quarto do orçamento é dívida consolidada, portanto é dinheiro que não podemos gastar, que está no orçamento, mas já foi gasto, e uma dívida acumulada de mais de 65 milhões”, adianta.

Contudo, o autarca diz não usar as dívidas como “desculpa”, preferindo encarar a situação como um “desafio”. “Nós temos três milhões de orçamento, fizemos já dois procedimentos e faremos mais procedimentos para responder às questões imediatas” (no que diz respeito à requalificação das estradas).

No sentido de perceber, de facto, quais são os problemas reais da rede viária do concelho, o Município de Évora está a trabalhar com a Infraestruturas de Portugal. “Eles têm a tecnologia para isso. Realizam um estudo com máquinas de sensorização e fazem uma radiografia da estrutura viária do concelho para percebermos quais são as estradas degradadas”.

A intenção da autarquia é “atacar estruturalmente” o problema, com um plano de recuperação a quatro anos.

Recolha de bens nas igrejas de Elvas para apoio à população afetada pelas cheias em Alcácer do Sal

Foto: Município de Alcácer do Sal

Elvas volta a mostrar o seu lado mais solidário, com uma campanha de recolha de bens, com vista ao apoio à população de Alcácer do Sal, severamente afetada pelas cheias.

A iniciativa é levada a cabo pelas paróquias de Elvas, em tempo de Quaresma, com o padre Ricardo Lameira a apelar à população do concelho para que possa contribuir com produtos de higiene pessoal, diferentes tipos de materiais, como tintas e pincéis, móveis e eletrodomésticos.

“Como campanha da Quaresma, e vamos começá-lo de forma simples agora, e não quer dizer que acabemos no domingo de Páscoa, mas vamos ajudar um pouco a Alcácer naquilo que nos é possível. Então, para além das nossas renúncias quaresmais normais, convido, aqueles que puderem, a juntar produtos de higiene pessoal e habitacional. Desde pasta de dentes, até pincéis, até latas de tinta branca: tudo é bem-vindo”, diz o pároco.

Todos os bens doados poderão ser deixados em qualquer uma das igrejas da cidade. “Se alguém tem eletrodomésticos ou móveis que também queira oferecer, terá de fazer o favor de deixar na Igreja de Santa Luzia. E depois, a partir daí, nós encaminharemos para Alcácer do Sal”, adianta o padre.

“Não levarão a mal que o meu coração não chame tanto por Leiria. Foram dez anos da minha vida em Alcácer. Então, é conhecer cada pessoa, cada realidade. Isto faz também doer um bocadinho mais o coração. E Leiria, com todo o respeito, toda a gente está a ajudar. Até na nossa cidade muitas coisas estão a ir para Leiria. Desculpem também um pouco de crítica, mas tem mais fotografia. Em Alcácer já acabaram as fotografias. Então agora já podemos ajudar”, remata Ricardo Lameira.

Campo Maior recebe sessão de abertura da 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo

Campo Maior recebe, no próximo sábado, dia 14 de março, a sessão de abertura da 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo.

Destacando, desta vez, a adesão dos 15 municípios do distrito de Portalegre às várias atividades desportivas promovidas no âmbito da iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Paula Jangita, vereadora na Câmara de Campo Maior, revela que a abertura dos Jogos do Alto Alentejo terá lugar no Centro Interpretativo das Festas do Povo – Casa das Flores, pelas 15 horas, seguida de uma caminhada.

“Iremos ter a recepção dos 15 municípios. Este ano contamos com os 15 – o ano passado eram 14 – mas este ano Monforte também aderiu aos Jogos do Alto Alentejo. Fico bastante satisfeita por serem os 15 a participar”, diz a autarca.

E fruto de uma parceria entre a CIMAA e a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, realiza-se no dia seguindo, domingo, 15 de março, a iniciativa “50 Anos, 15 Caminhadas”, inserida no programa dos Jogos do Alto Alentejo e nas comemorações dos 50 anos do Hospital Dr. José Maria Grande.

“Esta caminhada realiza-se nos 15 municípios no mesmo dia, à mesma hora”, revela Paula Jangita, que adianta que, em Campo Maior, esta caminhada tem concentração marcada para as 9h30, junto ao Centro de Saúde, onde podem ser feitas as inscrições até terça-feira, dia 10. A caminhada, com um percurso “que pode variar entre os cinco e os sete quilómetros”, é acessível a qualquer pessoa.

Ainda relativamente aos Jogos do Alto Alentejo, Campo Maior recebe, a 26 de abril, uma prova de orientação urbana, organizada com o apoio do Município de Avis.

Os Jogos do Alto Alentejo, que contam com atividades até 21 de junho, têm como principal objetivo incentivar estilos de vida ativos, fortalecer a coesão territorial e envolver munícipes de todas as idades através de um diversificado conjunto de atividades desportivas e recreativas.

“Festival do Peixe do Rio é um pilar estratégico para o crescimento do Turismo no Alentejo”para José Manuel Santos

O Alandroal volta a ser o centro das atenções com a realização de mais uma edição do Festival do Peixe do Rio, um certame que se consolidou como um dos eventos gastronómicos mais relevantes da região nesta época do ano. Para José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, este festival representa muito mais do que uma mostra culinária, funcionando como um motor de atração num período de transição entre a época baixa e a época alta. O evento destaca-se pela sua ligação profunda aos recursos endógenos do território, nomeadamente a pesca no Guadiana e no Alqueva, afirmando-se como um cartaz turístico capaz de dinamizar a economia local.

Segundo o presidente da entidade regional de turismo, a evolução do certame é notória e reflete a aposta na qualidade e na divulgação. “É um festival que tem crescido. Começou por ser uma mostra, hoje é um festival que tem também melhorado a sua comunicação e que hoje tem uma máquina de comunicação mais forte”, sublinha José Manuel Santos. Para além do impacto imediato, o festival tem sido um polo de inovação para o setor da restauração, “o peixe do rio é uma matéria-prima desafiante para novos chefes e para os novos cozinheiros que querem combinar a tradição com a inovação”, refere o presidente, destacando o interesse crescente de profissionais que olham para este recurso com novos olhos.

Os números confirmam o sucesso da estratégia turística do concelho, que tem registado uma performance acima da média regional. “O Alandroal, pela primeira vez no ano passado, ultrapassou as 20 mil dormidas, cresceu 11%, ou seja, está a crescer o dobro da média da região”, revela José Manuel Santos. Para o presidente da Entidade Regional de Turismo, o conjunto de projetos em curso augura um futuro promissor para o território: “O Alandroal vai certamente afirmar-se como um polo de desenvolvimento turístico do interior que ainda tem muito, muito para dar ao Alentejo”.

Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo destaca o Festival do Peixe do Rio como exemplo de evolução e dinamismo

O Festival do Peixe do Rio, no Alandroal, serviu de palco para uma das primeiras intervenções públicas de Ricardo Pinheiro enquanto Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Ao assinalar a importância do evento para o turismo e para a economia da região, Ricardo Pinheiro sublinhou o percurso de crescimento deste certame, que se tornou um símbolo da identidade local. “É com enorme satisfação que se percebe que há uma evolução significativa desde a primeira edição há 17 anos atrás até aos dias de hoje”, afirmou o responsável, realçando o privilégio de acompanhar de perto esta dinâmica no concelho.

Para o Presidente da CCDR Alentejo, a estratégia de desenvolvimento regional deve continuar a alicerçar-se nos pilares que já conferem prestígio ao território, mas com uma visão de futuro mais abrangente. “É importante percebermos que a dinamização do Alentejo deve continuar a valorizar setores que trouxeram muito àquilo que é a promoção externa do Alentejo: o turismo, a gastronomia, o património”, defendeu Ricardo Pinheiro. O dirigente enfatizou que estes ativos são fundamentais para manter a região no mapa dos destinos de excelência, servindo de base para o reconhecimento internacional do Alentejo.

Contudo, Ricardo Pinheiro aproveitou a ocasião para lançar um desafio sobre o futuro do desenvolvimento regional, que passa por ir além das áreas tradicionais. O foco deve estar, também, em “percebermos como começamos a dinamizar uma valorização de perspetiva em relação a outras áreas, como a captação de investimento externo”, concluiu. Com estas declarações, o Presidente da CCDR Alentejo reforçou que eventos como o Festival do Peixe do Rio são portas de entrada essenciais para mostrar o potencial do interior, criando o ambiente necessário para atrair novos projetos e investimentos para a região.

Alandroal reafirma-se como Capital do Peixe do Rio com Festival que decorre até dia 15 e une tradição com inovação

O centro histórico do Alandroal e a sua rede de restauração local transformaram-se, desde este sábado, 7 de março, no cenário principal de mais uma edição do Festival do Peixe do Rio. Até ao próximo dia 15, o evento organizado pela Câmara Municipal utiliza a Praça da República e o interior do castelo como montras de um património único, atraindo visitantes através de uma tradição que se renova a cada ano. O certame não se limita a ser uma mostra culinária, mas assume-se como uma peça vital na estratégia de dinamização económica e turística do território alentejano.

Sobre a relevância desta iniciativa, o presidente da Câmara Municipal, João Grilo, reforça que o foco é o reconhecimento de um recurso endógeno. “Pretende-se valorizar a gastronomia do peixe do rio, uma tradição sempre do concelho, que tem vindo a afirmar-se novamente e a ganhar o seu espaço entre aquilo que é a culinária tradicional e aquilo que é a inovação”, explica o autarca. Para João Grilo, este equilíbrio é visível na oferta disponível: “Temos uma grande parte dos visitantes que, ano após ano, querem vir comer a sua caldeta de peixe do rio ou o peixe frito, e depois temos também quem gosta de vir descobrir outras coisas”.

No que toca à promoção externa, o edil acredita que o evento é o principal motor de projeção da região. “É o evento que neste momento nos projeta mais e que consegue levar o nome de Alandroal além-fronteiras”, afirma, acrescentando que os eventos desta natureza «acabam por ser âncoras para motivar as pessoas a sair do conforto em que estão e virem até ao nosso território”. O presidente destaca ainda que, após o esforço contínuo do município, a distinção do concelho é clara: “Ao fim destes anos podemos dizer com confiança que o Alandroal é a capital da cozinha do rio. Não é uma afirmação só nossa, as pessoas reconhecem-no”.

Apesar do sucesso, João Grilo deixa um alerta sobre a necessidade de mais apoios para a dinamização territorial. “Os eventos dos municípios estão limitados à sua capacidade de investimento. Não há nenhum apoio regional ou nacional para eventos deste tipo, portanto sai tudo dos orçamentos municipais”, lamenta. Contudo, a determinação em manter o festival mantém-se inabalável. «Continuaremos a apostar em primeiro lugar no peixe do rio, pois é pretexto da gastronomia conhecer um concelho que tem muito para oferecer», conclui o autarca, convidando todos a visitar o Alandroal durante estes dez dias de festa.

Encontro com o escritor angolano Ondjaki no Mês da Leitura em Portalegre

O escritor angolano Ondjaki estará no Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre (CAEP), no dia 11 de março, para um encontro aberto ao público com os alunos das escolas do concelho, integrado nas celebrações do Mês da Leitura nas Bibliotecas Escolares.

Premiado a nível nacional e internacional, Ondjaki foi escolhido pela atualidade e transversalidade da sua obra, que dialoga com leitores de diferentes idades. A sua escrita tem conquistado leitores em vários países, estando já traduzida para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, swahili e polaco.

Este encontro, organizado pela Rede de Bibliotecas Integradas de Portalegre (BIP), em colaboração com a Câmara Municipal de Portalegre, proporciona uma oportunidade de contactar diretamente com o escritor contemporâneo, ao mesmo tempo que promove o gosto pela leitura e possibilita a partilha e a reflexão conjunta sobre a obra.

Para dia 11, quarta-feira, estão marcadas três sessões a que o público se pode juntar: às 10h30, para os alunos do Secundário; às 11h30, para os 2º e 3º Ciclos e às 14h30, para o 1º Ciclo.

Alto Alentejo reforça meios de Proteção Civil com candidatura ao Alentejo 2030

A CIMAA, em conjunto com os municípios do Alto Alentejo, submeteu uma candidatura ao Programa Regional Alentejo 2030 com o objetivo de reforçar os meios e equipamentos dos Serviços Municipais de Proteção Civil, promovendo uma resposta rápida e eficaz perante cenários de risco, como cheias rápidas, secas severas ou incêndios rurais de grandes dimensões.

Esta candidatura contribui diretamente para a execução da Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva 2030 (ENPCP), que visa mudar o paradigma da gestão de risco, passando de uma cultura focada na resposta à emergência, para uma cultura de antecipação e prevenção.

O total do investimento está cifrado em cerca de 1 milhão de euros, financiados a 85%, e inclui a atualização de Planos Municipais de Emergência, aquisição de ferramentas tecnológicas como drones e GPS, sistemas de monitorização de cheias, geradores, sistemas de bombagem, tratores e cisternas com Kit de combate a incêndios, entre outros.

Este investimento permitirá reforçar a autonomia técnica dos municípios na proteção das suas comunidades, reduzir as vulnerabilidades territoriais e garantir o compromisso da região com a adaptação às alterações climáticas e a melhoria da capacidade de resposta a fenómenos extremos.