ULS Alto Alentejo conclui 30.º Curso de Auditoria Clínica com resultados de elevado impacto estratégico

A ULS Alto Alentejo concluiu o 30.º Curso de Auditoria Clínica, uma formação que reforça a aposta contínua da instituição na Segurança do Doente e na Qualidade em Saúde.

De acordo com o Enfermeiro Fernando Barroso – Diretor do Serviço de Gestão da Qualidade da ULS Arrábida, presidente da Comissão da Qualidade e Segurança do Doente e coordenador desta formação, as auditorias realizadas e “o trabalho desenvolvido pelos formandos revelou-se de elevada qualidade, traduzindo-se num produto final com claro valor estratégico para a ULS Alto Alentejo”. O responsável destaca que o percurso formativo foi particularmente gratificante e que os resultados alcançados contribuirão de forma significativa para a consolidação das práticas de qualidade e segurança clínica na instituição.

A realização deste reforça o compromisso da ULS Alto Alentejo com a melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados à população, através da capacitação dos seus profissionais e da promoção de uma cultura organizacional orientada para a qualidade, a segurança e a excelência clínica.

Férias da Páscoa em Campo Maior com atividades educativas e apoio às famílias

O Município de Campo Maior, em parceria com o Agrupamento de Escolas, voltou a promover, nesta pausa letiva da Páscoa, um conjunto de atividades de animação para as crianças do ensino pré-escolar, numa iniciativa de apoio à família.

A iniciativa teve lugar no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro (CERN), proporcionando aos pais uma solução para deixar os seus educandos durante as férias, enquanto as crianças beneficiaram de um programa diversificado com atividades desportivas, recreativas e culturais.

No último dia das atividades, a vereadora Paula Jangita marcou presença no CERN, onde partilhou momentos de convívio com as crianças.

Terena volta a celebrar Nossa Senhora da Boa Nova com cinco dias de festa

A vila de Terena, no concelho de Alandroal, volta a celebrar Nossa Senhora da Boa Nova, com as suas tradicionais festas dos Prazeres, entre esta sexta-feira e terça-feira, de 10 a 14 de abril.

A romaria acontece sempre no fim de semana seguinte à Páscoa, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, o mais antigo do país a sul do Rio Tejo e classificado Monumento Nacional desde 1910.

O evento, promovido pela Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova, com o apoio das mais diversas entidades, com destaque para a Câmara Municipal de Alandroal e a Junta de Freguesia de Terena, contempla um vasto programa, onde se incluem as mais diversas cerimónias religiosas e várias atividades pagãs, como espetáculos musicais.

“Os dias mais consagrados à Senhora da Boa Nova serão o domingo e a segunda-feira, que é o feriado municipal do concelho de Alandroal. Já no dia da abertura, sexta-feira, temos o grande concerto dos Vizinhos, uma banda muito conhecida na atualidade, e no sábado temos o Miguel Gameiro com os Pólo Norte”, refere desde logo o juiz da Confraria, Nuno Pereira.

Do programa da festa fazem também parte garraiadas, atuações de DJs, uma noite de fados e arruadas com bandas filarmónicas. “As bandas também têm aqui um papel muito importante, muito associado a esta festividade, e foi uma coisa que recuperámos há dois ou três anos”, adianta Nuno Pereira, que recorda que as arruadas das bandas não aconteciam, por esta ocasião, “desde os anos 60”. Com uma feira montada em torno do santuário, onde reinam sempre os momentos de convívio e lazer, o público poderá ainda desfrutar de diversos divertimentos.

Estas festas, com “muitos séculos” de existência e que “vão muito além do concelho de Alandroal”, uma vez “assumidas por populações de concelhos vizinhos e até de outros pontos do país e de emigrantes”, têm sempre o seu epicentro no Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, edifício do século XIII. A festa, avança o juiz da Confraria, “já vem descrita nas memórias paroquiais de 1755, quando se fez um referendo à população em Portugal. O pároco da paróquia de Terena já descreve com grande afluência e com número significativo de peregrinos e de romeiros as festividades em honra da Senhora da Boa Nova”.

O culto a Nossa Senhora da Boa Nova resulta, segundo fontes históricas, da cristianização de antigos cultos pagãos ao deus Endovélico, que se venerava nas imediações do Santuário. A devoção “continua a ter uma expressão muito forte junto da população, dos peregrinos e dos devotos”, sendo que “o santuário está aberto todos os dias, durante o ano”, uma vez que “há pessoas que vêm pagar promessas, que vêm rezar ou porque vêm ver o monumento”.

Intervencionado há “dois ou três anos” pelo Município de Alandroal, “na sua parte exterior e cobertura”, o santuário será agora alvo de uma requalificação do seu interior. “Mas, tirando isso, ele está bem preservado, mantém a traça típica, o altar-mor tem pinturas muito bem preservadas também e convido todos a visitarem-no por estes dias”, acrescenta Nuno Pereira.

A Confraria, por considerar que estas festas são um traço da identidade alentejana, está agora a iniciar o processo de candidatura para a sua inscrição na lista do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.  

Conheça o programa completo das Festas dos Prazeres em Honra de Nossa Senhora da Boa Nova:

Elvas celebra o Dia do Combatente quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys

Elvas celebrou, na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, o Dia do Combatente, quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys, com a habitual cerimónia no monumento aos Combatentes, junto às Portas de São Vicente, promovida pelo Núcleo local da Liga dos Combatentes.

Na cerimónia, que contou com a tradicional deposição de flores no monumento, e em que estiveram representadas as mais diversas entidades militares e civis, prestou-se homenagem a todos quantos perderam a vida nesse episódio bélico da I Guerra Mundial.

A cerimónia terminou com a atribuição de condecorações e testemunhos de apreço aos sócios mais antigos do núcleo de Elvas, a que se seguiu um almoço-convívio.

No final da cerimónia, em declarações à Rádio ELVAS, o presidente da comissão administrativa do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes, o sargento-mor José Miguêns, recordava a Batalha de La Lys como um conflito “bastante marcante”. “Não se pode considerar que a Batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial de 1918, tenha deixado boas recordações, porque foi uma batalha em que houve, por assim dizer, muitos mortos do lado português. Apesar de nós não estarmos suficientemente preparados, nem equipados, sobressaiu naquelas trincheiras, naquelas condições bastante ingratas, a coragem do soldado português. Portanto, não é uma batalha que se possa dizer que se tenha que recordar pelos melhores motivos”, acrescenta.

Já o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, começou por agradecer ao Núcleo da Liga dos Combatentes o facto de nunca deixar, ano após ano, de prestar esta homenagem àqueles que deram a vida pela pátria contra “os alemães que, na altura, precisavam de um império maior que aquele que já tinham”.

A par das entidades, que já são presença assídua nesta cerimónia, destacou-se, desta feita, a participação dos núcleos de Portalegre e Estremoz da Liga dos Combatentes.

“Volta”: saiba como funciona o novo sistema de depósito de embalagens que entra em vigor esta sexta-feira

Entra em vigor esta sexta-feira, 10 de abril, em Portugal, sob a marca “Volta”, o novo sistema nacional de depósito e reembolso de embalagens de bebidas.

Por cada garrafa ou lata adquirida — de plástico, alumínio ou aço, até três litros — o consumidor paga um depósito de dez cêntimos, valor que é integralmente devolvido quando a embalagem é entregue. A devolução pode ser feita, sobretudo, em máquinas instaladas em supermercados, como aquela que se encontra no Intermarché de Elvas, mas também em pontos de recolha manual.

Num período de transição, que se estende até 9 de agosto, apenas as embalagens com o símbolo “Volta” estarão sujeitas ao depósito e ao respetivo reembolso, sendo que, a partir dessa data, todas as embalagens de bebidas de utilização única colocadas no mercado passam obrigatoriamente a integrar o sistema.

Por mais que as máquinas estejam já em funcionamento, tal como explica Carlos Quelhas, o gerente do Intermarché de Elvas, este novo sistema arranca, de alguma forma, ainda a meio gás. “A partir desta sexta-feira, as máquinas estarão ligadas, mas elas apenas aceitarão todas as embalagens de plástico e de latas de bebida que tenham o símbolo ‘Volta’. Como é de esperar, no mercado, neste momento, existe muita mercadoria ainda sem esse símbolo e este período de adaptação, estes quatro meses, servirá para escoar o produto ainda existente em lojas, armazéns e afins”, revela.

A partir de 9 de agosto, todas as embalagens de plástico de bebidas até três litros e latas que não contenham o símbolo “Volta” terão de sair do mercado. No decorrer deste período de transição, defende Carlos Quelhas, o sistema poderá ser um pouco confuso para os clientes, dado que vão acabar por se misturar, nas prateleiras do supermercado, “produtos com e sem o símbolo ‘Volta’”, sendo que as máquinas apenas aceitam aqueles que contenham essa marca, dado que só esses terão o custo adicional de dez cêntimos de depósito.  

O reembolso, pelas garrafas e latas entregues, pode ser obtido através de um talão convertível em dinheiro ou descontos em compras, num processo que, para o gerente do Intermarché de Elvas, é “muito simples”. Ainda assim, o responsável alerta para o facto de só serem aceites garrafas que não estejam espalmadas, que não contenham líquidos, que tenham tampa e código de barras legível.  

Por outro lado, para as superfícies comerciais, este novo sistema traduz-se em alguns constrangimentos logísticos: “temos que ter a máquina, guardar as garrafas, vamos ter que ter consumíveis para as guardar, sacos e toda essa panóplia”. “É mais trabalho para nós”, assegura Carlos Quelhas.

Numa primeira fase, no Intermarché de Elvas, a máquina encontra-se instalada no seu interior, mas irá, posteriormente, ser colocada no exterior. “Inicialmente estará aqui dentro porque, infelizmente, não é fácil arranjar mão de obra para construção e estamos à espera que nos façam uns maciços lá fora, porque nós vamos ter a máquina no exterior, com um contentor enorme na parte de trás, já a pensar no armazenamento, porque tenho a certeza de que, daqui a um mês ou dois meses, quando as pessoas começarem a perceber como é que isto funciona e começarem a aderir, vai ser preciso um bom armazenamento e nós não temos nem tempo, nem armazenamento aqui dentro para estar a guardar esse tipo de mercadoria. Então pensámos em fazer um contentor lá fora. A máquina vai ter um contentor próprio na parte de trás, onde irá ser feito todo o armazenamento para depois as empresas abrirem, recolherem e levarem”, revela ainda o gerente.

De recordar que o Governo lança este novo sistema como “um instrumento estruturante da política ambiental”, através do qual se pretende “acelerar a transição para a economia circular e aumentar significativamente as taxas de reciclagem no país”.

Equipa do Radar Social de Campo Maior no terreno para apoiar idosos através de visitas de proximidade

A Equipa do Radar Social de Campo Maior tem estado a realizar uma ação de proximidade dirigida a pessoas idosas em situação de isolamento e solidão no concelho.

Esta iniciativa prevê a realização de visitas para identificar necessidades e eventuais situações de vulnerabilidade, contribuindo para reforçar o acompanhamento e a resposta social.

A ação tem sido desenvolvida em articulação com a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior (Centro de Dia e o Projeto SOS Home) e a Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da GNR.

Portalegre@ckathon desafia jovens a procurar soluções para problemas do território

No passado dia 27 de março, a Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design do Politécnico de Portalegre acolheu o Portalegre@ckathon, uma iniciativa integrada nas XXXIII Jornadas de Classificação e Análise de Dados (JOCLAD2026), dedicada à aplicação da estatística e da análise de dados à resolução de desafios reais. O evento foi organizado pelo Politécnico de Portalegre e pela CLAD – Associação Portuguesa de Classificação e Análise de Dados, reunindo estudantes em equipas para desenvolver soluções inovadoras num ambiente intensivo e colaborativo.

A edição de 2026 contou com a participação de 23 equipas, num total de 92 alunos, oriundos da Escola Secundária D. Sancho II, em Elvas, do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, da Escola Secundária de S. Lourenço e da Escola Secundária Mouzinho da Silveira, em Portalegre, bem como de vários cursos da Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design – Politécnico de Portalegre. A forte adesão de escolas e estudantes da região evidenciou o interesse crescente dos jovens por áreas como a ciência de dados, a estatística, o pensamento analítico e o trabalho colaborativo na resolução de problemas concretos.

Durante a competição, os alunos analisaram dados de qualidade da água no distrito de Portalegre e dados de faturação da água, fornecidos pelos Serviços Municipalizados de Águas e Transportes de Portalegre (SMAT). A utilização de dados reais permitiu aos participantes desenvolver propostas com ligação direta a problemas do território, reforçando a relevância prática do evento e promovendo uma maior proximidade entre escola, ciência e comunidade.

Mais do que uma competição, o Portalegre@ckathon afirmou-se como uma experiência de aprendizagem dinâmica, estimulando a criatividade, a capacidade de análise e a comunicação em equipa. Ao proporcionar contacto com desafios reais e com metodologias de trabalho intensivas, a iniciativa contribuiu para aproximar os estudantes de contextos científicos e tecnológicos cada vez mais relevantes no seu percurso académico e profissional.

Com esta iniciativa, organizada no quadro das JOCLAD 2026, o IPPortalegre e a CLAD reforçaram a ligação entre ensino, ciência e comunidade educativa, afirmando Portalegre como um espaço de promoção de talento jovem, inovação e literacia de dados.

O que é um hackathon?

Um hackathon é um evento competitivo onde os participantes, organizados em equipas e com base nas suas competências e conhecimentos procuram soluções inovadoras para o desafio que lhes é apresentado.

O objetivo de um hackathon de dados é aplicar técnicas de estatística e análise de dados para encontrar soluções para problemas e desafios do mundo real. Os participantes têm uma oportunidade de trabalhar com conjuntos de dados, aprender novas ferramentas e técnicas de ciência de dados e colaborar num ambiente de equipa e de elevada intensidade.

CCDR Alentejo promove exposição sobre conservação da natureza na região

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo promove, entre os dias 15 e 24 de abril, a exposição “Conservação da Natureza no Alentejo – Projetos e Território”, patente na sua sede, em Évora. A sessão de inauguração terá lugar no dia 15 de abril, pelas 15h00.

Esta iniciativa reúne um conjunto de projetos e ações desenvolvidos no Alentejo no domínio da conservação da natureza e da biodiversidade, envolvendo entidades com intervenção relevante no território, como o Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), e a Câmara Municipal de Mértola.

A exposição integra diversos conteúdos informativos e materiais visuais, incluindo painéis temáticos, cartografia das áreas classificadas do Alentejo e materiais de divulgação, proporcionando uma visão abrangente dos principais projetos de conservação em curso na região.

Dirigida ao público em geral, escolas, instituições e parceiros, esta iniciativa pretende reforçar a sensibilização e educação ambiental, promovendo o envolvimento da comunidade na proteção dos valores naturais e da biodiversidade.

Com esta exposição, a CCDR Alentejo, IP reafirma o seu compromisso com a promoção da sustentabilidade ambiental e com a valorização do território, destacando o papel fundamental de cada cidadão na construção de um futuro mais equilibrado.

ULS Alto Alentejo e ENSP-NOVA dão início à segunda edição do programa Integrar Alto Alentejo

Já começou a segunda edição do programa Integrar Alto Alentejo, uma iniciativa desenvolvida pela ULS Alto Alentejo, em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa, que visa reforçar a capacitação dos profissionais de saúde da região na área da integração de cuidados.

Depois do sucesso da primeira edição, cujos projetos serão apresentados durante o mês de abril, o programa de Pós-Graduação regressa com o objetivo de consolidar competências estratégicas que promovam uma maior articulação entre níveis de cuidados, uma abordagem centrada nas necessidades da população e o desenvolvimento de projetos aplicados à realidade do Alto Alentejo.

A nova edição mantém uma forte componente prática e orientada para projetos, permitindo aos participantes trabalhar soluções concretas para desafios reais do território, em áreas como a gestão da saúde da população, a coordenação de cuidados, a inovação organizacional e a melhoria da continuidade assistencial.

O programa resulta de uma parceria estratégica entre a ULS Alto Alentejo e a Escola Nacional de Saúde Pública, que reafirma o compromisso conjunto com a formação avançada, a produção de conhecimento aplicado e a qualificação dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde, contribuindo para respostas mais integradas, eficientes e sustentáveis.

Oficinas do Convento assinalam 30 anos com programa que valoriza património, investigação e comunidade  

A associação Oficinas do Convento, em Montemor-o-Novo, está a assinalar três décadas de atividade com um conjunto de iniciativas que incluem publicações digitais, valorização de obras artísticas na cidade e um evento transdisciplinar previsto para novembro.

Ao longo dos últimos 30 anos, a associação tem desenvolvido trabalho nas áreas da criação artística, investigação em construção em terra e reabilitação patrimonial, mantendo uma forte ligação ao espaço do Convento de São Francisco, que continua a ser um dos principais desafios estruturais da associação.

Segundo o diretor artístico das Oficinas do Convento, Tiago Froes, uma das principais missões da associação passa não só pelo desenvolvimento de projetos e formação de pessoas, mas também pela recuperação dos espaços que ocupa. “Uma das missões é, claro, a capacitação não só de pessoas e do desenvolvimento de projetos que por lá passam, mas dos espaços do próprio convento, que tem sido uma luta desde o início”, afirma.

O responsável sublinha que a atividade decorre em condições exigentes, uma vez que a associação continua instalada num edifício em ruína, situação que representa uma preocupação constante. “Continuamos a ocupar uma ruína, isto é muito importante que se saiba. A nossa atividade anda muito, como se costuma dizer, no fio da navalha, no limiar do ser possível, devido às estruturas que ocupamos. Se há qualquer acidente relacionado com a própria estrutura, claro que temos tudo em cheque”, refere.

Apesar das limitações, a requalificação dos espaços tem sido um eixo central do trabalho desenvolvido pela associação, incluindo projetos fora do convento. “Tem sido também um dos grandes centros da nossa atividade, embora se veja menos para o lado de fora, que é realmente a requalificação, dentro do que nós conseguimos, dos espaços do convento, bem como de outros espaços que entretanto já protocolamos e também já reabilitamos”, explica.

Entre os exemplos destacados está a transformação dos antigos lavadouros do bairro de São Pedro, que desde 2015 funcionam como centro cerâmico. Ao longo dos anos, os projetos das Oficinas do Convento têm evoluído de forma interligada, mantendo como eixo estruturante o trabalho com a terra e a investigação em construção sustentável. “A terra é uma questão que nos acompanha, as questões da arquitetura e de trabalhar com a terra e com aquilo que pisamos, com a argila local e com os solos, na produção de objetos contemporâneos, mas por outro lado também na produção de tijolo tradicional para aplicações em arquitetura”, afirma Tiago Froes.

A investigação nesta área tem vindo a ganhar dimensão, com o desenvolvimento de um laboratório dedicado às práticas de construção em terra e ao cruzamento entre saberes tradicionais e tecnologias contemporâneas. “Existe aqui muita procura dessa relação e desse serviço que prestamos à comunidade, não só à comunidade local, mas também nacional e internacional, a nível de especialidade dentro da construção em terra”, acrescenta.

Este trabalho tem sido acompanhado por outras áreas emergentes, como a fabricação digital e a construção de máquinas que permitem trabalhar materiais tradicionais com novas abordagens tecnológicas.

No âmbito das comemorações dos 30 anos, a associação está a lançar uma série de newsletters digitais que reúnem testemunhos de colaboradores e parceiros que marcaram a história da instituição. “Os 30 anos têm uma série de newsletters que vão saindo agora ao longo deste ano, a nível digital, com textos de pessoas que foram colaborando connosco desde o início até aos dias de hoje”, explica o diretor artístico.

Outra das iniciativas passa pela valorização de obras artísticas existentes na cidade de Montemor-o-Novo, algumas das quais permanecem pouco visíveis ao público. “Vamos pontuar também as obras de arte que temos em Montemor. Algumas das peças ou intervenções passam despercebidas na cidade e se calhar é tempo de lhes dar um bocadinho de relevo”, refere.

As celebrações deverão culminar, em novembro, com a realização de um evento transdisciplinar que reunirá diferentes áreas artísticas e científicas, refletindo a identidade da associação. “Em novembro faremos um evento transdisciplinar, como é hábito e perfil da nossa genética”, conclui Tiago Froes.