Assembleia Intermunicipal da CIMAA aprova Relatório de Atividades e de Gestão de 2025

No seguimento da aprovação por parte dos autarcas em reunião de Conselho Intermunicipal, foi agora a vez dos membros da Assembleia Intermunicipal da CIMAA aprovarem, por unanimidade, o Relatório de Atividades e de Gestão de 2025. A reunião ordinária da Assembleia Intermunicipal decorreu esta segunda-feira, 20 de abril, no auditório da CIMAA.

Este relatório demonstra que, ao longo do último ano, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo tem continuado num processo evolutivo de crescimento, com bons resultados no que respeita à gestão intermédia dos fundos comunitários do Alentejo 2030 e na implementação, de forma geral, de vários projetos nas suas áreas de intervenção.

Os membros da Assembleia tiveram conhecimento das mais recentes atualizações relativas ao projeto do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão. Joaquim Diogo, Presidente do Conselho Intermunicipal, informou que está a ser preparado o início dos trabalhos de construção do estaleiro da empreitada de Infraestruturas Primárias – o paredão da barragem – bem comos respetivos caminhos de acesso e ainda o estaleiro da base de vida, que será localizado na Zona Industrial do Crato. Nesta fase não há nenhuma ação judicial interposta que impeça ou condicione este investimento.

Politécnico de Portalegre tem novos cursos

O Politécnico de Portalegre tem quatro novas licenciaturas, que abrem vagas para o próximo ano letivo: Engenharia Química e Biológica, Som e Imagem, Gestão de Recursos Humanos e Línguas Aplicadas em Comunicação Digital. Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico é o novo mestrado.

Estas formações integram a oferta formativa global do Politécnico de Portalegre, que contempla diversos domínios técnico-científicos e está alinhada com as necessidades do mercado de trabalho e as estratégias de desenvolvimento regional e nacional.

O novo curso de Engenharia Química e Bioquímica é a escolha certa para quem gosta de ciência e quer aplicá-la à indústria e à inovação. O curso cruza diferentes áreas científicas, com processos tecnológicos, desenvolvimento de produtos e investigação científica na área da química e bioquímica.

A licenciatura em Línguas Aplicadas em Comunicação Digital é uma formação pensada para quem quer comunicar com impacto num mundo global. Ideal para quem gosta de línguas, comunicação e tecnologia, este curso preparará os estudantes para criar conteúdos, comunicar em ambientes digitais, trabalhar com diferentes públicos e usar ferramentas como a inteligência artificial em contextos nacionais e internacionais.

Ao longo do curso de Gestão de Recursos Humanos, os estudantes desenvolverão competências em recrutamento, formação, liderança, análise de dados e criação de ambientes de trabalho saudáveis e inclusivos. Esta licenciatura tem como objetivo formar profissionais qualificados para gerir estrategicamente o capital humano nas organizações.

A licenciatura em Som e Imagem alia criatividade, técnica e tecnologia. Os estudantes ficarão capacitados para captar, editar e produzir imagem e som; criar projetos audiovisuais e explorar novas formas de comunicar através da multimédia. É um curso para quem gosta de contar histórias, experimentar e transformar ideias em projetos visuais e sonoros e quer fazer desta área a sua profissão.

O novo mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo do Ensino Básico vem complementar a formação já conferida na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, na área da docência.

Com “espaço para crescer”, FIAPE volta a afirmar-se como uma das grandes montras do Alentejo

Com grande destaque para a agropecuária, o artesanato e os espetáculos musicais, a 38ª edição FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz até domingo, 3 de maio, abriu as suas portas na manhã desta quarta-feira, 29 de abril.

No evento, que se realiza em simultâneo com a 42ª Feira de Artesanato de Estremoz, participam cerca de cinco centenas de expositores, não só das áreas da agropecuária e do artesanato, mas também da restauração, produtos regionais, indústria, comércio, maquinaria agrícola e setor automóvel. Ainda assim, de acordo com o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, o evento tem ainda “espaço para crescer”. “Este é um certame de excelência em termos de agropecuária, e de artesanato é, seguramente, uma das melhores feiras do país”, assegura.

“Se olharmos para a essência da sua génese, na primeira edição, aquilo que era o desafio que se colocava naquele contexto, seguramente, era o mesmo: o de criar oportunidade de comércio, de negócio e promover o setor da agropecuária e o artesanato. Hoje, temos um grande desafio, porque sentimos que a feira ganhou dimensão, espaço mediático”, acrescenta José Daniel Sádio.

Por outro lado, o autarca destaca a presença vincada do Governo no evento, já que, a par do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvino Regalado, presente no momento de inauguração do certame, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, vão estar hoje na FIAPE.

“Naturalmente que a presença do Governo para nós é muito prestigiante, é um grande orgulho, é importante e isso prova que estamos no caminho correto: temos visibilidade e o Governo sente também essa vontade de vir cá reconhecer esse trabalho”, dizia José Daniel Sádio aos jornalistas.

Dizendo ainda que os números “não enganam”, o autarca garante que toda a economia local sai a ganhar com a FIAPE. “São cinco dias em que virão milhares e milhares de pessoas a Estremoz, não só ao certame, mas também a todo o concelho, em que vão estar cá, vão consumir em Estremoz, vão levar daqui boas energias e voltarão. O crescimento do turismo é evidente, o crescimento em termos de atividade económica é evidente. Ainda assim, não estamos felizes, estamos contentes com o que estamos a fazer e orgulhosos, mas há espaço para mais”, remata.

Para o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que enaltece a importância que o Governo está a dar à FIAPE este ano, eventos como este ajudam a trazer pessoas para o território. “O Governo está muito empenhado em ajudar estes territórios a tratar dos problemas do interior, em estagnar aquilo que é uma fuga de pessoas destes territórios para territórios mais do litoral, e isso só se pode fazer de uma forma que, na verdade, é muito simples, mas muito complexa. E a forma é, para já, manter os mais jovens em Portugal e, depois, estimar os que já fazem destes territórios tão únicos e tão valiosos”, começa por dizer o governante.

Por outro lado, e através de apoios aos municípios, Silvino Regalado defende a necessidade de políticas para a atração de pessoas para o interior do país: “ajuda aos municípios na construção de habitação, ajuda aos municípios na construção de zonas de acolhimento empresarial, que possam acolher empresas dos vários setores de atividade nestes territórios, e aqui em Estremoz em particular, com uma ajuda muito grande ao setor primário e ao turismo, valorizando aquilo que são, por exemplo, os Bonecos de Estremoz, como uma das grandes mais-valias que são Património da Humanidade”.

Citando a banda Vizinho, dizendo que “se Lisboa é grande, o Alentejo é maior”, Silvino Regalado não tem dúvidas de que a região tem “muita capacidade”, que pode e deve ser explorada.

Na sessão de inauguração do evento, para além de José Daniel Sádio e Silvino Regalado, participaram ainda o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, o presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, Ricardo Catarino, e o presidente da ACORE, Manuel Ramalho.

A visita de Luís Montenegro ao certame está hoje prevista para as 19h30. Do programa de animação do evento, o destaque, nesta primeira noite, vai para o concerto de Plutónio.

Monforte terá novo hotel de cinco estrelas: investimento é de cerca de 16 milhões de euros

Um novo hotel de cinco estrelas vai nascer na Herdade da Fadagosa, em Monforte, num investimento estimado em cerca de 16 milhões de euros.

O projeto desta unidade hoteleira, de acordo com o presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, encontra-se a “marinar há cinco ou seis anos”. “Mas é um investimento que efetivamente vai avançar: já foi pedida a licença de construção, portanto, o processo está resolvido na nossa Divisão de Obras e agora, como costumo dizer, é colocar as máquinas no terreno e avançarmos com esse investimento”, acrescenta o autarca.

Prevendo-se, com esta nova unidade hoteleira, a criação de “algumas dezenas de postos de trabalho” em Monforte, Miguel Rasquinho explica ainda que este não será “um hotel qualquer”. “É um hotel com muita qualidade, de uma gama superior, ligado aos cavalos e, enfim, à vida rural e, portanto, penso que será mais um sucesso igual àqueles que já temos aqui no concelho”, remata o edil.

Este novo hotel ficará situado na entrada de Monforte, próxima do IP2, na ligação a Estremoz.

Ovibeja espera mais de 100 mil visitantes e reforça apelos ao investimento no regadio e na água

A Ovibeja voltou a afirmar-se como o maior palco agrícola do sul do país, reunindo decisores políticos, agricultores e agentes económicos numa inauguração marcada por reivindicações, anúncios de investimento e uma forte aposta no futuro do setor. A 42.ª edição decorre em Beja e mantém a tradição de ser não apenas uma feira, mas também um espaço de reflexão estratégica sobre os desafios da agricultura e do desenvolvimento regional.

O presidente da ACOS e da comissão organizadora, Rui Garrido, aproveitou a presença do ministro da Agricultura para colocar em cima da mesa várias preocupações estruturais, desde logo no campo da sanidade animal, com os impactos negativos da doença da língua azul à cabeça. “Apresentámos temas fundamentais como as necessidades do regadio, a nova PAC que terá de ser debatida com o Governo e ainda questões estratégicas como a maior utilização do aeroporto de Beja e a criação de uma ligação ferroviária”, referiu. O responsável sublinhou ainda a importância de garantir condições para aumentar a competitividade do setor agrícola no Alentejo.

Também o presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, destacou o peso da feira para o território: “A Ovibeja é a maior marca do concelho e uma das mais importantes de todo o Alentejo”. O autarca reforçou o papel do certame enquanto espaço de debate e afirmação regional: “É aqui que damos um espaço de reflexão, onde se chamam as atenções e se reclamam melhorias, mas também onde mostramos aquilo que fazemos bem”. Sublinhando a presença do Governo, acrescentou: “É muito importante ver o Conselho de Ministros reunido na Ovibeja (reúne amanhã, quinta feira 30 de abril). A agricultura concentra conhecimento e ambição, onde somos bons e queremos ser melhores. A Ovibeja é o nosso melhor exemplo”.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, anunciou um conjunto de medidas e investimentos relevantes para o distrito de Beja e para o país. “Foram aplicados 195 milhões de euros no último período para o distrito de Beja, sendo que 42% dos apoios da PAC visam responder às normas ambientais”, revelou. O governante destacou ainda a renovação geracional: “168 jovens agricultores vão ser apoiados no distrito”. Entre outras medidas, apontou a antecipação dos pagamentos do gasóleo agrícola e a criação de apoios até 50% para prejuízos causados por intempéries, dependentes de vistorias.

No plano estrutural, o ministro referiu novas respostas para o setor: “Vamos avançar com um mecanismo europeu de resseguros agrícolas, porque os seguros ainda não têm escala em Portugal”. Anunciou também que o Conselho de Ministros irá deliberar sobre uma das prioridades do Governo no âmbito do programa “Água que Une”, prevendo a criação de “400 charcas e albufeiras para retenção de água”. Na sanidade animal, destacou o reforço de verbas: “Duplicámos o apoio para 12 milhões de euros anuais e há um investimento urgente nesta área, nomeadamente no acesso a vacinas a preços comportáveis”. Sobre a Política Agrícola Comum, deixou um aviso: “Isto é uma maratona. A PAC tem de continuar a ser comum e não pode perder financiamento, apesar do excesso de regulação e das especificidades regionais”.

Já a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou a Ovibeja como reflexo do país: “Aqui, em Beja, está presente todo o Alentejo e todo o nosso país”. A governante reforçou a articulação com a Agricultura, sobretudo na gestão da água: “Para este Governo não há setores isolados, trabalhamos em conjunto, especialmente nesta área”. Referiu investimentos de 586 milhões de euros em sistemas de abastecimento no Alentejo, abrangendo concelhos como Odemira, Alvito, Cuba e Vidigueira.

Entre os projetos estruturantes, destacou a barragem do Pisão: “É um projeto com grande impacto para o Alto Alentejo, tão importante como foi o Alqueva no seu tempo”. Referiu ainda o avanço da dessalinizadora de Sines, explicando que “vai permitir libertar água de Alqueva para a agricultura”. No âmbito do programa “Água que Une”, sublinhou a prioridade na racionalização do uso da água. Na vertente ambiental, destacou o sucesso da reintrodução do lince-ibérico: “Deixou de ser uma espécie em vias de extinção graças a um projeto exemplar com Espanha”, anunciando ainda a assinatura de um protocolo para mais dez anos de apoio.

A inauguração da Ovibeja confirmou, assim, o peso do certame como plataforma política, económica e social, onde se cruzam decisões estratégicas e ambições para o futuro do mundo rural português.

Eleições em Santa Eulália: a aguardar resposta de Rondão há mais de um mês, Picado prevê avançar para a CNE

A quarta e última reunião para tentativa de formação do executivo da Junta de Freguesia de Santa Eulália realizou-se a 6 de março. Uma vez mais, e sem se chegar a um consenso entre os eleitos das diferentes forças políticas, ficou claro que não havia alternativa senão avançar para novas eleições.

Nesse sentido, José Picado, presidente da Junta de Freguesia de Santa Eulália eleito pelo CHEGA, fez chegar um ofício ao presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, com vista à marcação dessas eleições intercalares mas, até ao momento, não obteve qualquer resposta, segundo revela em declarações à Rádio ELVAS.

“Mandei-lhe o ofício e o relatório fundamentado, em carta registada, com aviso de receção, e foi rececionado na Câmara no dia 11 de março. Mas parece que aqui, nesta Câmara, não há prazos para responder a nada…”, começa por dizer José Picado, que lembra que a junta de Santa Eulália continua num verdadeiro “impasse”.

“Eu já pedi várias vezes que se considere esta impossibilidade de constituição da junta, que se considere impossível a nível político. Com este impasse, estamos cada vez mais apertados a nível de ação. A ação é simplesmente a nível administrativo, o que torna muito, muito difícil gerir uma freguesia”, adianta.

No caso de Rondão Almeida não responder entretanto ao ofício, convocando eleições, José Picado garante que irá entrar por “outras vias”, sendo uma delas “ir diretamente à Comissão Nacional de Eleições” (CNE). “Tenho intenção de o fazer, e quando digo que tenho intenção de o fazer, o senhor presidente da Câmara sabe perfeitamente que o faço”, assegura.

Para José Picado, a não marcação de eleições, por parte do presidente da Câmara Municipal, tem apenas em vista “dificultar ao máximo” o trabalho da junta de freguesia. “Nós não conseguimos andar para a frente com a junta de freguesia e penso que o objetivo é precisamente esse: dificultar ao máximo a ação, de forma a tentarem manipular a população, para tentarem demonstrar que é a junta de freguesia que não consegue fazer as coisas, quando a junta de freguesia não pode, porque são eles que estão a barrar as coisas legalmente”, garante.

Por outro lado, Picado defende que o Movimento Cívico por Elvas e o PS estão a “tentar ganhar tempo para ouvir a população”, tal como fizeram “naquele célebre comício (sobre a variante), disfarçado de auscultação” da população, sem apresentar nenhum estudo político-económico, financeiro ou demográfico; não apresentaram nada”. “A única coisa que fizeram foi apresentarem-se ali a gritar ao povo e o objetivo deles era auscultarem a população. E é isso que eles continuam a fazer: é auscultar e saber até onde podem ir”, diz ainda.

Revelando que, na atual situação, a junta de freguesia não pode, por exemplo, comprar uma máquina de química, mas pode saldar dívidas deixadas pelo executivo anterior, José Picado diz ainda que, dentro das limitações impostas, sente que tem feito “muito trabalho” em prol da população.

A entrevista completa a José Picado para ouvir no podcast abaixo:

Apesar dos “desafios” que enfrenta atualmente, a dança continua a ser “refúgio e terapia” para muitos

Celebra-se hoje, 29 de abril, o Dia Internacional da Dança, data instituída pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO no ano de 1982. Neste dia celebra-se esta arte e procura-se mostrar a sua universalidade, além das barreiras políticas, étnicas e culturais.

De acordo com Letícia Garcia, professora de dança em Campo Maior, que lembra que a dança pode ser “um refúgio” ou até “uma terapia” para muitos, esta é uma arte que, atualmente, enfrenta “muitos desafios, até mesmo com a questão da juventude”. “Temos hoje os meninos muito mais parados, sedentários e agarrados aos telemóveis e isso também se tem notado um pouco ao longo destes anos: a diminuição de alunos de faixas etárias mais jovens”, assegura. Por outro lado, a professora defende que a dança é para todos sem exceção, independentemente da idade, desde que exista “essa vontade”.

Em Campo Maior, Letícia Garcia é a responsável pelo Projeto de Formação de Dança Oriental do Município, com aulas apenas destinadas ao sexo feminino, no Centro Cultural, às quintas e sextas-feiras, entre as 18 e as 20 horas.

A professora, que implementou também recentemente na vila aulas de Dança Oriental para mães e filhas, permitindo que “usufruam de uma aula divertida, que cria momentos de partilha entre elas”, revela que aceita novas alunas ao longo de todo o ano. “Eu normalmente permito a entrada de alunas ao longo do ano. Tento, de certa forma, ir enquadrando quando a aluna entra na turma, fazendo um acompanhamento mais próximo”, remata Letícia Garcia.

De recordar que, de forma a assinalar este Dia Internacional da Dança, o Centro Cultural de Campo Maior acolheu, no passado domingo, 26 de abril, o I Encontro “Passos que Unem”, com a participação de grupos e escolas dos mais variados estilos de dança da região.

Borba presente no Festival Nacional da Canção Rural

“Terra que dá fruto” é o nome do tema que representará o nosso município de Borba no Festival Nacional da Canção Rural que, este ano, acontece em Beja, no dia 27 de junho.

O município desafiou a Associação RBF (Rock Best Friends) para o concurso e o resultado abre perspetivas para uma excelente participação. Como a RBF descreve, define-se como “uma canção criada para o Festival da Canção Rural, celebrando a terra, a natureza e o valor do trabalho rural, com uma sonoridade tradicional portuguesa adaptada à música ligeira”.

Esta é a terceira participação consecutiva de Borba, no Festival Nacional da Canção Rural que é promovido pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho e conta com o apoio do programa Wine in Moderation, da ARVP – Associação das Rotas de Vinho de Portugal. Um concurso de canções que tem como objetivo estimular a composição de obras literário-musicais com acompanhamento vocal, cujos textos (poemas) contemplem temáticas direta ou indiretamente relacionadas com o mundo rural – a vinha e o vinho.

Borba esteve presente nas edições de 2024 – em Santarém, com a “Força da Mulher”, interpretada por Rute Sousa, e em 2025, Festival que aconteceu em Borba, com a canção “Vinificação da Vida”, com a Carolina Matos.

Ficha técnica – Canção de Borba: Título: Terra que dá Fruto; Artista/Intérprete: Associação RBF; Género musical: Música ligeira / Popular portuguesa; Compositor(es): RBF – António M.; Letrista(s): RBF – António M.; Estúdio de gravação: Estúdio RBF; Músicos participantes: Voz: Susana Pardal; Piano: Paulo Novado; Guitarra portuguesa: José Geadas; Bateria: Miguel Mouquinho e Baixo: António Mouquinho.

Dia da Mãe volta a ser celebrado em Vila Viçosa com caminhada

Vila Viçosa vai assinalar o Dia da Mãe com a realização de uma caminhada, no próximo domingo, dia 3 de maio.

Promover a prática de atividade física, envolvendo a comunidade local, ao mesmo tempo que se assinala a efémeride, é o grande objetivo da iniciativa, segundo o vice-presidente da Câmara, Tiago Salgueiro, que lembra que esta é uma tradição já enraizada em Vila Viçosa.

“É uma tradição que nós temos aqui e que acaba por ser sempre um evento muito concorrido, com a adesão de todas as famílias. Esperemos que este ano o tempo também nos ajude, mas realmente trata-se de uma caminhada que tem já uma forte implementação aqui no nosso concelho, contando, inclusivamente, com a participação de pessoas de concelhos limítrofes”, diz ainda o autarca.

A caminhada tem início marcado para as 10 horas, na Praça da República de Vila Viçosa. A entrega do brinde aos participantes inscritos, limitada ao stock existente, está condicionada à apresentação do ticket, até às 9h45. Os tickets podem ser levantados até quinta-feira, 30 de abril, no Balcão Único da Câmara Municipal de Vila Viçosa.

Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão na recuperação do Paiol de Santa Bárbara

A Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão de euros na recuperação do Paiol de Santa Bárbara. O investimento a ser feito naquele que é o maior dos paióis de Elvas foi aprovado na reunião do executivo da passada quarta-feira, 22 de abril.

De acordo com o presidente da Câmara, Rondão Almeida, a recuperação do património castrense, que viria a contribuir para a classificação de Elvas como Património da Humanidade, tem vindo, desde 1994, a ser uma das “grandes preocupações” do município. “Não foi por acaso que este tipo de trabalho resultou em que, em 2012, a própria UNESCO nos classificasse como Património da Humanidade. Mas ainda há muito, mas muito, para fazer, principalmente nos panos de muralhas seiscentistas, e agora chegou a altura de iniciarmos esta grande obra”, adianta.

Há “mais de 80 anos desativado”, o Paiol de Santa Bárbara, diz o autarca, “está numa fase de degradação”. “Ninguém olhou para ele, mas nós aprovámos mais de um milhão de euros para recuperar este grande elemento, para que o possamos juntar a todo o outro trabalho que tem vindo a ser feito”, acrescenta Rondão Almeida.

Respondendo aos mais críticos, que dizem que o município “pouco ou nada faz” no que toca à manutenção do património, o presidente da Câmara de Elvas garante que o município “não tem feito outra coisa” e recorda o trabalho levado a cabo ao longo de mais de 30 anos, com as obras levadas a cabo nos fortins, Forte de Santa Luzia e da Graça e na zona dos Quartéis.

Com a intervenção prevista para o Paiol de Santa Bárbara, a Câmara Municipal procura dar mais um passo na recuperação do património da cidade que, “ao fim e ao cabo, representa a memória e o trabalho de quem o fez”. “Por isso, nós hoje em dia sentimos a responsabilidade de o manter para dizer aos nossos descendentes que vão ter a obrigação de continuar a dar-lhe vida”, remata Rondão Almeida.

De recordar que o Paiol de Santa Bárbara, construído perto do Castelo durante a Guerra da Restauração, foi espaço de armazenamento de material de guerra até 1915.