Quercus junta-se à Aliança “Não ao Acordo UE-Mercosul”

JoseJanelaQuercusA Quercus juntou-se à Aliança “Não ao Acordo UE-Mercosul”, pelos fundados receios de maior destruição da Amazónia e outros ecossistemas ameaçados da América do Sul.

“O aumento da destruição da Amazónia e outros ecossistemas, e ataques e expropriações contra a população indígena são algumas das preocupações da Quercus em relação a este acordo, que irá facilitar ainda mais o acesso a produtos, como carne, soja transgénica e minérios oriundos desses países da América do Sul, em consequência da expansão das monoculturas intensivas, da pecuária intensiva e da mineração”, de acordo com José Janela (na foto), da Quercus, no Ambiente em FM desta semana.

“Em alternativa, a aliança de organizações afirma que, “para um futuro viável, um modelo de comércio do século XXI deve apoiar, em vez de minar, os esforços para criar sociedades socialmente justas e ecologicamente resilientes, baseadas nos princípios de solidariedade, proteção dos direitos humanos e de nossos limites planetários”, sublinhou o responsável.

O acordo entre a União Europeia e a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai seria o maior acordo comercial envolvendo a União Europeia, abrangendo um total de 780 milhões de consumidores.

O processo de ratificação do acordo pode ter lugar durante o mandato da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, que teve início em janeiro de 2021.