Estremadura espanhola deteta origem de 72% das infeções por Covid-19

CovidA Estremadura espanhola está a conseguir detetar a origem de mais de 70% dos casos de Covid-19, um número que dá conta da eficácia das equipa de rastreio. Juntamente com a incidência cumulativa ou taxa de positividade dos testes de triagem, o rastreio é um fator chave para manter a pandemia sob controlo e alcançar, de forma precoce, os surtos que se detetam, que na sua maioria têm origem social ou laboral.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, por províncias, Badajoz está a conseguir alcançar a origem de 73,6% dos seus contágios, face aos 70,7% de Cáceres. Nos dois casos trata-se de percentagens que estão entre as mais elevadas do país, com números que variam de 80% nas Canárias a 28% na Andaluzia.

Ainda assim há a destacar que quase 30% dos infetados não sabe como, nem onde contraiu o novo coronavírus. São 22 mil pessoas, tendo em conta que desde o início da pandemia, a Estremadura espanhola notificou 76.300 contágio por Covid-19.

Têm resultado positivo aqueles contágios que estão relacionados com contactos de outros positivos, ou seja, são casos que se sabe como foram infetados. Trata-se de um indicador importante, na medida em que mede se o sistema é capaz de identificar as cadeias de transmissão, estando estreitamente relacionado com a capacidade de rastrear.

Quanto mais profundo é o rastreio, mais percentagem de casos, com origem conhecida haverá, porque é o resultado tanto do estudo de contactos (positivos que surgem quando se faz um teste PCR às pessoas que estiveram em contacto com um caso positivo) como o chamado rastreio retrospetivo (estudo de quem contagiou quem primeiro). Quando não se deteta a origem do contágio, em muitos casos porque há transmissão comunitária generalizada e não se conhecem as cadeias de transmissão, não se pode intervir no isolamento de casos e a quarentena dos contactos, que continuará a espalhar-se.

Assim, para evitar esta situação, a estremadura espanhola conta com uma equipa de mais 300 pessoas para fazerem o rastreio. Uma vez que têm a lista, isolam-se os infetados e realiza-se o teste PCR.