Pandemia aumenta pedidos de crédito que podem resultar em burla

Helena-GuerraNa atual situação de pandemia, muitas são as famílias que procuram soluções para fazer face a despesas, que se tornam cada vez mais difíceis de suportar em virtude de uma acentuada quebra de rendimentos.

Os intermediários de crédito, entidades que oferecem aos consumidores oportunidades de crédito, podem muitas vezes levar a situações de burla. Helena Guerra, do Gabinete de Projetos e Inovação da DECO, garante que “muitas vezes são cobrados valores que o consumidor num primeiro momento desconhece”.

Nas questões dos créditos, por parte destas entidades, é frequente a ocorrência de burlas. “Nem todos são verdadeiro intermediários de crédito. Há empresas que são falsas mas que intermedeiam, junto dos consumidores, a aquisição de supostos créditos que nunca chegam a ser conseguidos. Nesse sentido, o consumidor deve estar o mais informado possível. Num determinado momento, quando é contratado o serviço, o consumidor é informado que o crédito foi consumado e é-lhe solicitada a transferência de um valor, relacionado com despesas adicionais, sendo que em algumas situações é mesmo enviado um comprovativo falso. No momento em que o consumidor faz a transferência é consumada a burla”.

Caso o consumidor seja alvo de burla, o primeiro passo a tomar é apresentar queixa junto do Banco de Portugal, entidade fiscalizadora de instituições de crédito. A lista de pessoas singulares e coletivas autorizadas a exercerem a atividade de intermediários de crédito será disponibilizada no Portal do Cliente Bancário.

Os intermediários de crédito estão em destaque na edição desta semana da rubrica da DECO.