Comissão Distrital do BE defende que “a saúde é um direito, não um negócio”

BEA Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda, reunida em plenário, saudou médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar dos Hospitais, Centros de Saúde e Extensões da ULSNA, bem como corporações de Bombeiros do distrito, “pelo extraordinário esforço, dedicação e empenho demonstrado, ao longo dos meses de pandemia, em defesa da saúde pública e das populações, travando um combate desigual para salvar vidas”.

“O Serviço Nacional de Saúde ideia corporizada por António Arnaud e João Semedo, foi ao longo dos anos, com incidência no período da Troika descapitalizado: em verbas; em pessoal (médicos, enfermeiros e restante pessoal); não foi devidamente reconhecida a sua função na sociedade”.

Em comunicado, a distrital do Bloco de Esquerda refere que “os salários em vez de refletirem a necessidade e importância desses profissionais, foram congelados. As famosas Parcerias Público Privadas revelaram-se um desastre no campo da administração, do tratamento aos utentes e custaram muitos milhões ao Estado, que passaram diretamente para os Grupos Económicos privados”.

O” “slogan” que aplicaram foi “consumidor, pagador”, a direita sempre desejou o “negócio da saúde”, nunca esqueceu a votação que criou o SNS”.

A grande conclusão que a distrital do BE tirou é que “em vez de ser descapitalizado e ver os seus profissionais saírem para o estrangeiro e para o privado é preciso ser reforçado. Não se compreende que em plena pandemia da Covid-19 o governo do PS tenha optado por não executar sete mil milhões de euros do orçamento geral do estado, dos quais mil e quinhentos milhões podiam ter sido investidos no SNS e mil duzentos e cinquenta milhões usados para mais apoios sociais”.

“A saúde é um direito e não um negócio, os últimos meses demonstraram de forma trágica a necessidade de um SNS forte, capaz de dar resposta eficaz em todos os momentos e principalmente em momentos como os que vivemos nos últimos meses. Apesar de todos os esforços feitos pelos seus profissionais de saúde foram desmarcadas 1.200.000 consultas e canceladas 125 mil cirurgias”.

“Cai por terra a demagógica campanha contra o Serviço Nacional de Saúde, cai por terra a proposta da extrema-direita em quer acabar com o serviço público de saúde. O sentido tem que ser o contrário, precisamos de mais e melhor Serviço Nacional Saúde, mais e melhor saúde pública para todos, tendencialmente gratuita”.