Luís Maia: impacto da pandemia no desporto de formação “foi bastante negativo”

LuisMaiaDesde março do ano passado, altura em que começaram a surgir os primeiros casos de covid-19, no nosso país, que os jovens em formação desportiva, viram os treinos ser cancelados.

Mais tarde, e quando terminou o primeiro confinamento, muitos regressaram aos treinos, com todas as medidas de prevenção da covid-19, mas a verdade é que tendo em conta a pandemia, muitos deixaram de frequentar os treinos, por receio. Também agora, com o novo confinamento as atividades desportivas de formação encontram-se suspensas.

No caso do Sporting Clube Campomaiorense, e como explica Luís Maia, responsável pela modalidade de futebol no clube, o impacto desta suspensão, devido à pandemia, “foi bastante negativo, em todas as modalidades, uma vez que trava a atividade física e desportiva das crianças, que ficam cada vez mais em casa, sem qualquer tipo de atividade, o que, futuramente, terá repercussões negativas, daquilo que são os hábitos desportivos, que todos devem ter”.

Relativamente ao futebol, Luís Maia refere que “este impacto é ainda maior, porque apesar de os atletas terem regressado aos treinos”, em setembro, com todas as medidas segurança exigidas, a dinâmica não era a mesma, mas “já era possível terem algum tipo de atividade e ao mesmo tempo conviverem, presencialmente, que é muito importante”.

Na primeira fase de arranque, verificou-se uma grande diferença no rendimento desportivo dos atletas”, afirma Luís Maia, “e este impacto, no futuro irá gerar desistências, não só a nível regional, mas também nacional”. As crianças habituam-se a estar em casa e, “provavelmente alguns irão desistir das atividades físicas, e este será um grande problema a nível nacional”, diz Luís Maia.

Neste aspeto, no Sporting Clube Campomaiorense, as desistências não foram muito notórias. Anualmente, o clube tem entre 180 a 200 inscrições, este ano, o número de inscrições rondou as 150 o que representa um decréscimo de 5 ou 10%. Luís Maia sabe que, os atletas que não foram treinar, depois do primeiro confinamento, foi devido ao facto de na família existirem pessoas de risco. No entanto, acredita que “com esta paragem tão grande, nos escalões de juvenis e juniores, que não têm a mesma motivação que os mais novos, as desistências irão acontecer”.

Para Luís Maia, “infelizmente há clubes que não vão resistir à pandemia e vão mesmo fechar, uma vez que os rendimentos advêm da formação, e isso logicamente, leva a desistências, porque nem todas as crianças vão conseguir deslocar-se para treinar noutros clubes”.

O impacto provocado pela pandemia da Covid-19, no Sporting Clube Campomaiorense, ao nível da prática desportiva de formação, que está novamente suspensa.