Badajoz encerra instalações municipais e Alcaide apela a auto-confinamento

FragosoFrancisco Fragoso, Alcaide de Badajoz anunciou ontem, quinta-feira, dia 14, que o Auyuntamiento irá fechar as instalações desportivas, incluindo piscinas, associações de moradores, lares de idosos, museus e salas de exposição municipais e ainda espaços juvenis.

Também estão suspensos os cursos da Fundação Municipal de Desporto, e da Universidade Popular de Badajoz, os concertos da Banda Municipal de Música e será reforçado controlo da capacidade dos serviços municipais, uma vez que de momento está descartado o teletrabalho, para os funcionários municipais.

As tarefas de desinfeção urbanas serão reforçadas, e quando o a temperatura o permitir, as ruas serão lavadas. Os responsáveis das grandes superfícies comerciais devem intensificar a vigilância sobre a capacidade dos seus estabelecimentos, devendo cumprir escrupulosamente com esta questão.

Fragoso reconheceu que a transmissão da covid-19 está descontrolada na região, e por consequência na cidade pacense, pelo que já apelou ao confinamento voluntário, e ao limitar da mobilidade apenas para o imprescindível, para que esta não seja uma semana perdida, mas fundamental para evitar contágios.

Para o Alcaide de Badajoz, as medidas anunciadas pela junta da Extremadura são “insuficientes”, e na sua opinião, não conduzirá a solucionar o problema, se não existir o sentimento de responsabilidade coletiva. Neste sentido, considerou que o encerramento perimetral de Badajoz, com lojas e hotelaria já fechadas, apenas irá reduzir a mobilidade entre 1 e 2%, porque quem se desloca à capital de Badajoz fá-lo-á por motivos que se enquadram nos considerados justificados. Além disso, pediu que o Exército seja utilizado para controlar o acesso à cidade, para que as Forças e Órgãos de Segurança do Estado e a polícia local se dediquem a monitorar comportamentos “que possam colocar em risco a saúde de outros”.

Para além disso, o Alcaide de Badajoz pediu que seja antecipado o recolher o obrigatório para menores de 16 anos, e não seja como para as restantes pessoas, às 22 horas, para tentar evitar este tipo de reuniões, que são mais difíceis de controlar.
O Alcaide anunciou também uma nova linha de ajudas entre 1 e 1,5 milhões de euros para os setores da hotelaria e comércio local, com o objetivo de contribuir para amenizar as consequências do encerramento decretado pela Junta da Extremadura.