Fátima Pinto: profissionais de ensino exaustos devido à pandemia

FatimaPintoOs diretores de escolas, bem como professores e pessoal não docente, acusam já, passados nove meses de pandemia, um cansaço extremo.

Para isso tem contribuído a necessidade de garantir o funcionamento dos estabelecimentos de ensino em segurança, algo que exige um esforço redobrado, por parte destes profissionais.

A Rádio ELVAS foi perceber a realidade no Agrupamento de Escolas nº3 de Elvas. Fátima Pinto, diretora deste Agrupamento afirmou que esta “é uma das classes de profissionais, atualmente, que apresenta mais desgaste e cansaço, uma vez que trabalhamos em contexto de sala de aula, e bem, com 28 alunos dentro da sala, ou seja, em condições que outras profissões não estão”. A atuação diária envolve “relacionamento pessoal e é necessário gerir esta ansiedade, que surge na maior parte das pessoas, e na verdade somos uma profissão com grande desgaste, que está a ser revelado, nove meses após o início da pandemia, primeiro no ensino à distância, e depois no ensino presencial, mas com todos estes constrangimentos”.

Relativamente aos pais, a diretora considera que estes “têm colaborado e reconheceram e valorizam mais o papel do professor”, algo que há muito tempo que não faziam, algo que veio valorizar a classe docente”. Há também um reconhecimento por parte do esforço feito pelos docentes, Fátima Pinto refere que os professores “têm tido um trabalho exaustivo para chegar a casa dos alunos, pela altura do confinamento, e agora, no regresso ao ensino presencial, com todos os receios que existem”.

A diretora do Agrupamento nº3 de Elvas diz que “quase todos os dias surgem novos casos de covid-19”, afirmando que não tem fins-de-semana nem noites, uma vez que o seu telemóvel “está sempre ao serviço da escola, para que no dia seguinte sejam tomadas as medidas necessárias para implementação, por exemplo, de aulas à distância, ou professores que dão aulas de casa para a sala de aulas, de aula, e todas estas modalidades de ensino são tomadas num tempo recorde”.

Fazer o máximo que pode e o melhor que sabe é o motivo pelo qual Fátima Pinto trabalha todos os dias, afirmando uma vez mais que “o desgaste é de todos, de toda a classe profissional docente e não docente”, todos o profissional de educação “estão mais exaustos e só agora estamos no final do período, estamos mais exaustos, do que num ano dito normal.

Diretora do Agrupamentos de Escolas nº3 de Elvas que confirma a existência de cansaço extremo, nove meses depois de a pandemia ter tido início, no entanto têm tentado viver estes tempos da melhor forma possível.