Ricardo Pinheiro vê oportunidades estratégicas a nível ambiental no Alto Alentejo

RicardoPinheiroO Orçamento de Estado foi aprovado, na generalidade, e neste momento está a decorrer o processo de negociações em diferentes áreas. Relativamente às questões do ambiente este orçamento ronda os 2 milhões e 800 mil euros para esta área, uma subida entre 5 e 6%, em relação ao ano passado.

Neste sentido, Ricardo Pinheiro, na sua última intervenção enquanto deputado na Assembleia da República, expôs no plenário, o facto de nesta altura as prioridades serem a saúde, o trabalho e segurança social, no entanto “não pode deixar-se de programar a forma como a Europa canalizou determinados fundos para a área da transição energética”. O Orçamento tem várias áreas estratégicas desde energia às questões dos resíduos. A intervenção de Ricardo Pinheiro prendeu-se com a forma como “se podem aproveitar as oportunidades nos territórios de baixa densidade, e focou-se na possibilidade de “potenciar o investimento estratégico da nossa região, como é o caso do gasoduto que entra e fornece aproximadamente 136 Gw/hora por dia de energia térmica, em Portugal, também Elvas e Campo Maior entrada de gás natural, parece que é uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento destes territórios”.

Ricardo Pinheiro refere ainda que “é necessário substituir o gás natural por outros mais eficientes, como é o caso do hidrogénio”, podendo neste território conciliar a produção de energia solar e de hidrogénio através de reservas de água estratégicas, como é o caso da Barragem do Caia ou da ligação ao Alqueva, sabe-se, contudo que “são investimentos que carecem de análise e perceber que oneram ou não o custo de energia no futuro, e não queremos que aconteça, mas enquanto norte alentejano não posso desconsiderar essa oportunidade, que se existir, o território estará na linha da frente nesta matéria”.

Ricardo Pinheiro considera que estamos numa altura em que surge a necessidade de “fazer uma transição energética em vários setores da economia portuguesa”, mas aquelas que temos a oportunidade estes territórios “devem posicionar-se como clusters não só de investimento mas também como promoção e atração de novos postos de trabalho e novas áreas de negócio e conhecimento para o nosso território”.