Paula Rondão: “número de assistentes operacionais é insuficiente para cumprir medidas da DGS”

Paula-RondãoO próximo ano letivo, ao que tudo indica começará entre 14 e 17 de setembro. Os agrupamentos de escolas têm vindo a preparar este início de ano, tendo em conta a pandemia covid-19 e adaptando o espaço bem como estabelecendo novas regras de funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

O ministério da Educação ainda não fez saber todas as diretrizes para este novo ano letivo, pelo que ainda imperam algumas dúvidas no seio dos agrupamentos em relação a algumas situações.

No Agrupamento de Escolas nº 1 de Elvas as aulas do 2º e 3º ciclo vão funcionar por turnos para que não existam muitos aglomerados nos intervalos, assim, “os alunos de 2º ciclo terão aulas durante a tarde e o 3º ciclo durante a manhã, pelo que não se irão encontrar nem nos intervalos nem no refeitório”, explica Paula Rondão, diretora do Agrupamento.

Para os alunos do 1º ciclo não pode ser por turnos porque a escola tem que ser garantida a tempo inteiro, estamos a tentar que exista desencontro nos intervalos e hora do refeitório, e também vamos deslocar crianças do pré-escolar e 1º ciclo do centro comunitário para o refeitório da sede que comporta mais alunos, e uma vez que os restantes ciclos estão por turnos”.

Paula Rondão diz que os intervalos serão de 20 minutos e mais 10 minutos, onde espera ” conseguir fornecer todos os alunos no buffet que terá uma lotação máxima”.

Existem algumas situações em que os agrupamentos vão ter dificuldade em cumprir as normas da DGS, uma vez que, e tal como explica Paula Rondão, por exemplo “não foi dada orientação para reduzir os alunos por turma e aí não vai ser possível cumprir com o distanciamento social, vamos ter dois alunos espaçados por 40 cm, por isso, é algo que é impossível de fazer, uma vez que não há autonomia para reduzir o número de alunos por turma”.

Por outro lado o número de assistentes operacionais é insuficiente para manter a desinfeção como o ministério e DGS pretendem, uma vez que “o número dos mesmos não é aumentado pela tutela, é impossível ter um assistente a vigiar as crianças e ao mesmo tempo fazer a desinfeção das salas”, diz Paula Rondão.

A temperatura não vai ser medida à entrada devido à proteção de dados, segundo as indicações do ministério da educação.

Os agrupamentos de escolas que se preparam, da forma possível, para o próximo ano letivo, que será diferente devido à covid-19, e que terá início entre os dias 14 e 17 de setembro.