Forcados de Elvas apostam na preparação física em casa

LuisMachadoForcadosElvasO setor da tauromaquia, à semelhança do que acontece com todas as áreas da cultura, vê-se a braços com grandes dificuldades, uma vez que as corridas, programadas para os próximos tempos, foram canceladas.

Luís Machado (na foto), cabo do Grupo de Forcados Amadores Académicos de Elvas, lamenta esta situação e refere que, além dos forcados, há outros agentes tauromáquicos que estão numa situação “bem mais complicada”, como é o caso dos ganadeiros.

A situação, provocada pela pandemia de Covid-19, “afeta todas as pessoas que estão ligadas à tauromaquia, como aos ganadeiros, que não têm onde colocar os touros e que vivem da venda dos touros e dos espetáculos culturais”, revela Luís Machado.

“As coudelarias, os toureiros e todos aqueles que vivem, na realidade, deste espetáculo, estão numa situação muito mais complicada que nós”, diz ainda Luís Machado, lembrando que os forcados não dependem da tauromaquia, sendo que praticam esta arte apenas por gosto.

O cabo explica ainda que os elementos do grupo elvense continuam a apostar na preparação física, em casa, e de forma individual, para que possam regressar à atividade, quando tudo passar, da melhor forma possível.