Estremadura espanhola: o que mudou três meses após a Covid

Covid19Faz hoje, 1 de junho, três meses que o novo coronavírus invadiu a Estremadura espanhola, com o surgimento dos quatro primeiros casos positivos.

Duas semanas antes, contudo, e quando já havia registo de inúmeros casos em países como China e Itália, a Junta da Estremadura revelava que, não estava nos seus planos, suspender qualquer evento devido à Covid-19. A verdade é que o setor turístico começou a ser fortemente afetado, com o cancelamento de visitas de grupos oriundos da Ásia. Ainda assim, mantinha-se a intenção da levar a cabo evento como a Semana Santa e os tradicionais festivais realizados na região.

Depois dos quatro primeiros casos registados na região, todos eles sem gravidade e apenas tratados em isolamento domiciliário, o número de contágios foi crescendo, até registar-se a primeira vítima mortal, em Arroyo de la Luz, localidade que se tornou o primeiro foco de infeção. As intenções de manter as festividades começam a cair por terra, com a Junta da Estremadura a decretar o isolamento social. Passava-se depois ao Estado de Alarme e ao confinamento obrigatório.

Daqui em diante, tudo mudava: as escolas fechavam portas; os avós deixavam de poder estar com os seus netos; as pessoas começavam a trabalhar à distância, no chamado teletrabalho; as autoridades desinfetavam as ruas e obrigavam a população a ficar em casa; e trabalhadores de supermercado, entre outros, passavam a ser vistos como fundamentais.

O cenário mais duro, na Estremadura, durante este surto, diz respeito aos lares, ou não fossem 90 por cento das vítimas mortais na região idosos institucionalizados, na sua grande maioria, em Cáceres. Também o primeiro profissional de saúde que morreu devido à Covid-19, na região, era médico de família num centro de saúde de Cáceres.

Até ao dia de hoje, a pandemia foi responsável por 508 mortes na Estremadura e pela infeção de quase três mil pessoas.