Cancelamento das Festas do Povo: um “balde de água fria” para Muacho

JoaoMuachoFestasA pandemia Covid-19 veio alterar todas as nossas rotinas e, no caso de Campo Maior, adiar a vontade de um povo.

Com este vírus e as consequências do mesmo, a autarquia campomaiorense e Associação das Festas do Povo viram-se obrigadas a cancelar a edição deste ano das tão desejadas festas da flor de papel, que iriam decorrer de 29 de agosto a 6 de setembro. Para João Muacho, presidente da Câmara de Campo Maior, foi um verdadeiro “balde de água fria”.

“Apanhou-nos de surpresa, sem estarmos preparados para uma situação destas. Há que encarar as coisas com alguma tranquilidade, sabendo que não é uma situação fácil, mas vamos acreditar que tudo pode melhorar”, diz Muacho.

O autarca garante ainda que a votação das Festas do Povo a Património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO, não fica beliscada com a não realização do evento, este ano.

“A candidatura das Festas a Património Imaterial da UNESCO não está posta em causa, até porque nós, até ao final do mês de março, em conjunto com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, tivemos que entregar um novo formulário na UNESCO”, revela João Muacho. “Este formulário foi entregue, a candidatura seguiu e tudo indica que Campo Maior poderá ser votado no próximo ano, independentemente de haver festas ou não”, remata.

De recordar que a última edição destas festas, que só acontecem quando o povo assim entende, realizaram-se em 2015.