“Não deixamos de cumprir funções por não termos helicóptero”, diz comandante do CDOS

DSC_5133O dispositivo de combate aos incêndios dispõe este ano de 11 827 operacionais, mais cerca de 500 efetivos do que em 2019, apoiados por 2 664 meios terrestres e 60 meios aéreos.

A nível distrital, Portalegre não vai contar com o helicóptero de ataque inicial que estava sediado no ano passado em Ponte de Sor. Rui Conchinha (na foto), comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, lamenta “esta mudança mas recorda que há dois anos também não tinham este meio”. O comandante garante ainda que não vão “deixar de cumprir as suas funções por não terem o helicóptero”.

Este ano, com a pandemia Covid-19, “os corpos de bombeiros vão ter que se adaptar, tendo em conta os seus planos de contingência internos, para que os seus operacionais possam dar resposta às ocorrências, sublinha o comandante.

O comandante Rui Conchinha explica que “a distribuição dos meios é feita consoante a disponibilidade dos corpos de bombeiros” sublinhando que “o montante disponível pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para materializar equipas tem sido sempre aquém da disponibilidade das corporações”.

No que diz respeito às ocorrências, Rui Conchinha refere que, “apesar de ser a que tem mais visibilidade, os incêndios rurais correspondem apenas a 7 por cento das ocorrências a que os bombeiros dão resposta”.

Desde 2018 que as fases de combate a incêndios foram substituídas por níveis de prontidão, passando o dispositivo a estar permanente ao longo do ano que é reforçado entre 15 de maio e 31 de outubro.