Secundária de Elvas com turmas divididas, circuitos diferentes e EPI’s para todos

DSC_0002Os alunos do 11.º e 12.º anos regressaram no início desta semana à escola, mais de dois meses depois da suspensão das aulas devido à pandemia da covid-19.

Com as devidas restrições, impostas pela Direção Geral da Saúde, mais de 300 alunos passaram “entre segunda e terça-feira pela Escola Secundária D. Sancho II, onde este arranque das aulas presenciais correu muito bem”, de acordo com a diretora Fátima Pinto. “Os alunos mostraram-se muito responsáveis e conscientes de que o retomar das atividades letivas não seria um retomar à sociedade e aos afetos. Não digo que eles estão mias tristes mas estão mais contidos”.

DSC_0005Fátima Pinto explica que as turmas “foram divididas em dois turnos e durante o dia as aulas decorrem em dois períodos, um de manhã e outro de tarde. Como não temos refeitório, os alunos que vêm de manhã já não vêm à tarde. Criámos também dois percursos e os alunos que entram cada um pelo seu portão. Em termos de equipamentos de proteção individual (EPI), todos foram entregues e estão a ser distribuídos pelos alunos. Assim que chegam à escola vão higienizar as mãos e é-lhe entregue uma máscara”.

DSC_0007Nem todos os alunos vão regressar ao estabelecimento de ensino para o que ainda falta deste ano letivo. Os jovens cujos pais entendam que eles não devem regressar têm 10 diz para entregar uma declaração a justificar essa decisão.

Fátima Pinto explica que os alunos que não frequentem o ano letivo “estes alunos fazem na mesma o exame nacional, cabendo ao respetivo professor enviar ou não os trabalhos para casa”.

DSC_0004O professor Carlos Beirão considera que “esta é uma nova etapa e os alunos estão a corresponder bem. Estamos a obedecer à regras da DGS e é muito bom para os alunos porque temos cerca de um mês e meio para preparar os exames, previstos para o início do mês de julho”.

João Roque é aluno de 12º ano e está a frequentar as disciplinas de Português e Matemática. Em declarações à Rádio ELVAS considerou ser “necessário todas as regras impostas pela Direção Geral da Saúde (DGS)”.