Cátia Terrinca: “nas artes, há pessoas que já não têm que comer”

Com o cancelamento de espetáculos e encerramento de espaços culturais, grande parte dos artistas, muitos deles a trabalhar a recibos verdes, vê agora os seus rendimentos reduzidos.

A ministra da Cultura veio já dizer que Governo está a preparar medidas, até ao final do ano, para garantir melhores condições laborais e uma carreira contributiva regular e permanente para os trabalhadores do sector.

No entanto, de acordo com Cátia Terrinca, da associação elvense UMCOLETIVO, o apoio “tem que ser imediato, porque há mesmo pessoas que não têm o que comer”. “Já se estão a criar grupos, para nos ajudarmo-nos uns aos outros, porque é uma situação de fragilidade muito grande”, acrescenta.

“Nas artes, trabalhamos quase todos a recibos verdes e, nesta situação, ficamos muito fragilizados, porque não temos quase garantias nenhumas”, revela ainda.

De acordo com um questionário realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos, 98% dos trabalhadores da Cultura viram trabalhos cancelados e 33% por mais de 30 dias.