
Contudo, estes profissionais em específico não foram abrangidos pelas medidas de apoio excepcionais, idênticas àquelas que foram adotadas no âmbito do regime dos trabalhadores independentes, o que tem provocado alguma revolta e preocupação na classe.
O advogado elvense Francisco Picão de Abreu lembra que a situação “é complicada”, sendo que os advogados estão, neste momento, “a ajudar trabalhadores e empresas a implementar as medidas de apoio social, para mitigar esta perda de rendimento”, quando os próprios ficaram excluídos destas ajudas.
Francisco Picão de Abreu revela que a única medida que, até então, permanece em cima da mesa, no sentido de auxiliar os advogados, tendo em conta a diminuição da perda de rendimentos, diz respeito ao diferimento nas respetivas contribuições para a Caixa de Providência. “Mas isso ainda nem está regulado, ainda não é certo”, acrescenta, adiantando que um advogado com cerca de cinco, seis anos de exercício paga uma contribuição mínima de 252 euros.
Este diferimento, explica ainda o advogado natural de Elvas, poderá vir a resultar no pagamento das contribuições, que não forem pagas agora, nos 12 meses posteriores. “De facto, essa é a única medida que está pensada para apoio aos advogados”, assegura.
Quando questionado sobre à importância que atribui à moratória de crédito, que entretanto foi também alargada a advogados e solicitadores, Francisco Picão de Abreu revela que considera esta “uma boa medida”. “Uma pessoa que tenha 20 anos para pagar um crédito à habitação, não paga durante estes seis meses, mas vai ter 20 anos e seis meses para pagar. Penso que é uma boa ideia”, explica.
Quanto ao lay-off, Francisco Picão de Abreu lembra que a medida “mitiga, de facto, o impacto atual da crise”. “Não sabemos em que medida é que mitigará os efeitos posteriores, quanto a crise passar e as empresas que tiverem de retomar as suas atividades”, remata.














