Campo Maior recebe cerimónia de entrega do Prémio Internacional terras Sem Sombra

Galardões_PrémioTSS2018Campo Maior recebe hoje, sábado, dia 30, a cerimónia de entrega do Prémio Internacional Terras sem Sombra 2019, que decorre no Centro Cultural de Campo Maior, às 17.30 horas.

O ato solene é presidido pelo Duque de Lafões, D. Afonso de Bragança, e pretende, desta forma, culminar a temporada de 2019 do Festival Terras sem Sombra (TSS).

Com periodicidade anual, desde 2011, o Prémio tem homenageado personalidades e/ou instituições que se destacam, à escala global, em cada uma das seguintes categorias: a promoção da Música; a valorização do Património Cultural; e a salvaguarda da Biodiversidade.

A escolha dos vencedores é da responsabilidade de um júri internacional. Os distinguidos com o Prémio recebem um diploma e uma obra de arte da autoria de um artista contemporâneo. À semelhança do ano anterior, a escolha recaiu em Tânia Gil, uma artista com percurso ligado à joalharia e cuja inspiração é devedora das belas paisagens da costa alentejana, região onde tem raízes.

Ao longo dos nove anos de existência, o Prémio tem contribuído para a internacionalização do Alentejo, sendo já longa a lista de homenageados, nacionais e estrangeiros, com laços na Música, Património Cultural e Biodiversidade. Na edição de 2018 foram distinguidos na categoria de Música, o compositor e diretor musical húngaro Péter Eötvös, na vertente do Património Cultural, a Fundación Santa María de Albarracín (Espanha) e na área de Salvaguarda da Biodiversidade a distinção coube à Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira – PORVID.

A eleição da vila alentejana de Campo Maior para a entrega dos prémios prende-se, de acordo com José António Falcão, diretor-geral do Festival Terras sem Sombra, “com o facto de ser uma terra emblemática da dinâmica existente na zona raiana; une a excelência do património cultural e natural a uma intensa vida social e económica e possui tradições artísticas que merecem ser mais conhecidas; além disso, não se pode compreender a história de Portugal sem Campo Maior”. E acrescenta: “é também a terra natal de Mário Ruivo, uma referência para o nosso projeto”.

O Festival Terras sem Sombra, de caráter itinerante,  coloca a tónica na descentralização cultural, na formação de novos públicos e na projeção do Alentejo enquanto destino privilegiado de arte e natureza, ao mesmo tempo que assume a vocação ibérica e exalta a cooperação transfronteiriça. A programação, de reconhecida qualidade e âmbito internacional, contempla concertos, ações de pedagogia artística, conferências temáticas e visitas guiadas sendo todas as atividades de entrada livre.

A valorização dos recursos culturais e naturais e a sensibilização das comunidades locais para a sua salvaguarda e valorização constituem as grandes prioridades do Festival. Iniciativa que defende a inclusão social e territorial, atuando em rede, a partir de um conjunto de parcerias com as “forças vivas” do território.