Jornadas do Desenvolvimento Rural, na ESAE, dedicadas à sustentabilidade agrícola

DSC_8657As Jornadas Desenvolvimento Rural do Norte Alentejano, promovidas pela AgriCert, tiveram início ontem, terça-feira, e decorrem durante o dia de hoje, dia 13, na Escola Superior Agrária de Elvas.

Para José Manuel Rato Nunes, diretor da ESAE, estes momentos assumem especial importância, não só pelas temáticas científicas e técnicas, mas também uma vez que dão a “oportunidade às pessoas do setor para trocarem ideias, na utilização da agricultura para a contribuição da melhoria do ambiente em vez da sua poluição.” Para o diretor da ESAE, estas são umas jornadas dedicadas à preocupação da sustentabilidade dos sistemas agrícolas.

Nas jornadas são abordados temas como “a utilização de resíduos orgânicos poluentes como fertilizantes, apresentando soluções em que a agricultura deixa de ser uma atividade poluente e passa a contribuir para a melhoria do ambiente, nomeadamente na retenção de carbono”. São apresentadas também técnicas de agricultura de precisão, que promove uma aplicação diferenciada dos fatores de produção para que não sejam aplicações excessivas, são também apresentadas rotações que contribuem para a sustentabilidade dos solos”.

Maria João Valentim, responsável da AgriCert considera que as jornadas têm o objetivo de “divulgar as técnicas descarbonizadoras do ambiente que são a agricultura de conservação e de precisão”. Estas técnicas “já são utilizadas pelos agricultores, mas no futuro serão uma mais abrangentes, porque se pretende com o Roteiro para a Neutralidade Carbónica atingir, em 2050, 300 mil hectares de precisão e 180 mil de conservação.”

A importância destas técnicas revela-se nas “explorações agrícolas um vez que, permitem uma otimização de uso fatores de produção, o aumento da matéria orgânica e da produtividade da rentabilidade da produção, e mitigam os gases com efeito de estufa, beneficiando o planeta”.

Estas novas medidas estão relacionadas com a sustentabilidade agrícola. O setor ago florestar português, para Maria João Valentim, “contribui positivamente para a sustentabilidade e é bastante sustentável, no entanto pretende sê-lo ainda mais”.

Afonso Bulhão Martins, jovem agricultor da região, refere “são várias as potencialidades que a agricultura de conservação e precisão, porque ajudam a mitigar o aumento de carbono na atmosfera”.

As jornadas para o Desenvolvimento Rural do Norte Alentejano e que decorrem na ESAE juntam o tecido produtivo da região, entre agricultores e produtores, transformadores, com o objetivo de apresentar ideias inovadoras para a sua atividade.