Mais um passo dado na ligação ferroviária entre Caia e Sines

ObraTrocoElvasAlandroalA terceira cerimónia de lançamento da “maior obra ferroviária dos últimos cem anos” decorreu na manhã desta segunda-feira, dia 4 de novembro, na Câmara Municipal de Elvas, na presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

Assinado o auto de consignação da empreitada do troço Alandroal/Elvas, secção de 30 quilómetros que será integrada no corredor Silves/Badajoz e que conta com um investimento de cerca de 130 milhões de euros, foi tempo de visitar a empreitada do Troço Elvas/Caia do Corredor Internacional Sul, à boleia da automotora Allan VIP.

Segundo o ministro, esta é uma obra de grande importância, que se traduz numa realidade necessária ao desenvolvimento do país e da região. “Isto enquadra-se num grande investimento que o país está a fazer na ferrovia, na nossa ligação a Espanha”, refere. “Neste troço, os comboios só podiam circular a 40km/h e com esta intervenção permite que circulem a 120km/h”, acrescenta.

Esta é uma obra que, de acordo com Pedro Nuno Santos, peca por tardia, tendo sido adiada por sucessivos governos. “Estamos atrasados em décadas”, assegura, adiantando que o comboio nunca pode ser visto como um meio de transporte do passado, mas sim do futuro: um meio de transporte amigo do ambiente, que ajuda no combate às alterações climáticas e fundamental para “ligar pessoas” e “valorizar o território”.

Já Nuno Mocinha, presidente da Câmara de Elvas, lembra que com este troço será possível ligar os portos de Lisboa, Setúbal e Sines, sendo esta, por isso, uma obra de extrema importância. O autarca não tem dúvidas que desta forma será possível estreitar relações entre Portugal e Espanha e aumentar a competitividade do país.

O deputado na Assembleia da República Ricardo Pinheiro, por sua vez, lembra que este é um projeto muito importante para a valorização do interior. Além disso, acrescenta, através do trânsito atlântico de navios, será possível ter no porto de Sines uma porta de entrada maior para Portugal, proveniente da América.

A redução em 140 quilómetros entre Sines e o Caia, através da ferrovia, é uma das mais-valias apontadas pelo presidente da Câmara de Campo Maior, João Muacho, em relação a esta obra. “É uma linha muito importante para o Alentejo, para o país, para a Península Ibérica e para a Europa”, assegura.

Este terceiro troço da linha Sines/Caia tem o prazo de execução de 28 meses, tendo sido a obra adjudicada à Sacyr Somague, S.A.