Barragens com volume de água muito reduzido: Abrilongo 11% e Caia 15.6%

Foto arquivo
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A campanha de rega termina na próxima terça-feira dia 15, e com a seca extrema que o país, em geral, e o nosso distrito em particular, tem vindo a atravessar, o volume de água nas barragens apresenta-se bastante reduzido.

Neste momento a Barragem do Abrilongo tem um volume de água na ordem dos 11%, o que equivale a uma cota de 1, 18 milhões de metros cúbicos de água. Para António Pinheiro, da Associação de Beneficiários do Xévora “esta situação é muito preocupante, e pode mesmo comprometer a campanha de rega do próximo ano”. António Pinheiro adianta que, no inicio da Campanha de Rega, a Barragem do Abrilongo dispunha de um volume de água de 56%.
António Pinheiro referiu que, “felizmente, até ao momento as culturas não foram afetadas, uma vez que a Associação conseguiu minimizar os prejuízos em termos agrícolas”, e afirma que as culturas mais preocupantes como o milho e o tomate também não foram afetadas”.

“O tempo extremamente quente prejudicou algumas culturas permanentes que ainda estão instaladas, e nesta altura ainda teriam necessidade de hídrica para efeitos de maquinização económica, no entanto a associação mantém o encerramento da campanha a 15 outubro, e espera que chova, para haver a capacidade de iniciar uma campanha de rega no próximo ano, senão não será possível, nem para culturas permanentes nem culturas anuais,” explicou António Pinheiro.

Já a Barragem do Caia, que abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte encontra-se com um volume de água de 15.6%, o que equivale a uma cota de 29,7 milhões de metros cúbicos de água, numa capacidade máxima de 190 milhões de metros cúbicos.
Aristides Chinita, da Associação de Beneficiários do Caia considera que “perante esta situação, a partir do dia 15, não haverá água para fornecer a qualquer cultura, dentro do perímetro de rega do Caia”. No entanto, garante que “há água para fornecer as populações, nos próximos três anos.”

“Se a seca se mantiver e não chover, com estas reservas hídricas, na próxima campanha, todas as culturas e produção agrícolas podem ter um grande impacto negativo”. Aristides Chinita refere que os agricultores devem fazer um uso racional da água e poupá-la, uma vez que a Associação está dependente da água que possa entrar na Albufeira, a partir do dia 15, para que possa ser distribuída na próxima campanha de rega”.

Segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, no passado mês de setembro, comparativamente com o mesmo mês no ano de 2018, verificou-se uma descida no volume de armazenamento em todas as bacias hidrográficas monitorizadas. Das 59 albufeiras, apenas quatro apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total, e 26 têm disponibilidades inferiores a 40%.