Agricultores do distrito preocupados com seca no Alentejo

Fermelinda

A presidente da Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre (AADP), Fermelinda Carvalho, mostra-se preocupada com a situação meteorológica que se vive em Portugal, particularmente no Alentejo, pelas dificuldades que esta casa na agricultura da região.

Como se pode ver nos dados publicados no link da meterologia, neste site, em Elvas não chove desde 14 de junho, há 68 dias consecutivos e, desde 1 de janeiro deste ano, a pluviosidade total acumulada é de 169 litros por metro quadrado.

“Há uma seca grave em todo o território continental, agravando-se ainda mais na região do interior, devida também à pouca pluviosidade”, da qual a agricultura é dependente, alerta Fermelinda Carvalho.

A presidente da AADP mostra que este é um circulo vicioso, ”a falta de chuva originou culturas de menor qualidade e em menor quantidade, as pastagens escasseiam mais cedo, os agricultores têm menores reservas, tanto de alimento como de água para os animais”.

A maior preocupação é, agora, com o mês de setembro. Se as chuvas chegarem cedo, a situação de seca poderá ser resolvida, à parte os prejuízos já contabilizados. “Caso não chova, a situação será muito mais grave”, assegura a dirigente da associação.

Fermelinda Carvalho esclarece ainda que “uma coisa é a água disponível na maioria das explorações, outra é a água disponível para regadio existente em barragens”, pois a água existente em barragens não chega a todas as explorações, por muita que exista em reserva.

“Tendo em conta a época do ano, é expectável que a situação de seca meteorológica se mantenha ou intensifique”, salientou o IPMA.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) definiu como seca meteorológica a situação que se vivia no território continental até ao final do mês do julho, com 79 por cento do território em situação de seca severa ou extrema (onde se inclui o Alentejo) e 21 por cento em seca fraca a moderada.