AHRESP reivindica reposição do IVA na restauração

IVA

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP)  reivindica a reposição do IVA na restauração de 23% para 13% já no próximo orçamento de estado de 2016 e para a taxa mínima de 6% em 2017, tendo em conta a recomendação da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu.

A nossa reportagem falou com alguns empresários da restauração que nos revelaram as dificuldades do setor, com o IVA atual, e os benefícios que podem advir da redução desse imposto.

João Tinoco, proprietário do restaurante “Adega Regional”, em Elvas, sublinha os impactos negativos da subida do Iva da restauração para 23%: “Em termos de contabilidade da própria empresa, ou seja, dinheiro que podíamos ter disponível para aguentarmos os postos de trabalho, as pessoas ficaram com menos poder de compra, ao ficar com menos poder de compra houve menos clientes, estamos a falar no ano de 2012, e tive que despedir duas pessoas que tinha fixas, fiquei com o quadro mais reduzido, não só pelo aumento do IVA, como pelo poder de compra dos próprios clientes”.

Relativamente a uma possível edução do IVA, João Tinoco garante: “um dos pontos principais é o de gerar novos postos de trabalho”, apesar de assegurar que a situação não é assim tão linear, porque “há pessoas que podem não empregar porque não têm clientes ou o negócio não o permite”.

Para Manuel Claudino, proprietário do restaurante “Sabores Gloriosos”, situado na Fonte Nova, em Elvas, “o IVA nunca devia ter subido para os 23%”.

Manuel Claudino justifica: “o aumento foi uma barbaridade, um disparate e foi o caos para muitos restaurantes e para a hotelaria em geral. Se for assim será benéfico, porque é o que a restauração precisa, de um pouco de ânimo. À conta do aumento do IVA houve mais desemprego, mais empresas a fechar, os impostos têm sido terríveis, assombram os comerciantes”.

Na opinião do proprietário do restaurante “Sabores Gloriosos”, “o ideal era o IVA baixar já para os 6%”.

“A dívida portuguesa não beneficiou nada com o IVA a 23%. Quem trabalha e quem luta por manter e criar postos de trabalho, que é o nosso caso, é prejudicado, nós é que pagamos e devia baixar já, era o ideal”, garante.

A hotelaria e a restauração são um setor de elevada empregabilidade.