Resoluções do Hospital de Elvas reprovadas na Assembleia da República

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As três resoluções votadas, ao fim da manhã desta sexta-feira dia 27, no plenário da Assembleia da República (AR), foram reprovadas com os votos contra do PSD e CDS. As resoluções receberam os votos favoráveis, mas insuficientes, de PS, PCP, Bloco de Esquerda e “Os Verdes”.

As três resoluções apresentadas em São Bento, por Partido Socialista, Partido Comunista e Bloco de Esquerda, visavam que a classificação de “urgência básica” do Hospital de Santa Luzia passasse a “urgência médico-cirúrgica”.

O primeiro subscritor da petição em “Defesa do Hospital de Santa Luzia”, Rondão Almeida, diz-se “triste” com a decisão tomada em Assembleia da República, por “não conseguir atingir os objetivos que pretendia para o hospital”. “O que hoje se passou hoje na Assembleia da República foi uma falta de respeito por parte dos deputados eleitos pelo PSD e CDS a uma petição subscrita por 11 486 cidadãos dos concelhos de Elvas, Campo Maior, Monforte, Alandroal, Borba, Vila Viçosa e Estremoz”, alegou esta tarde, em conferência de imprensa.

RondaoAlmeidaConferenciaImprensa27Fev

Rondão Almeida dirige ainda duras críticas a Cristóvão Crespo, deputado eleito pelo PSD no distrito de Portalegre, depois deste votar contra as resoluções apresentadas por PS, PCP e BE: “infelizmente, Portalegre tem um deputado chamado Cristóvão Crespo, que é eleito pelo distrito de Portalegre, e é ele a ter uma intervenção no sentido de inviabilizar a petição dos cidadãos, que ao fim ao cabo contribuíram para a sua eleição, está tudo dito”. “Este deputado, de forma nenhuma, está lá para representar o povo do distrito de Portalegre; está lá para ganhar o seu e baixar as orelhas quando os de Lisboa o mandam fazer”, remata.

Cristóvão Crespo justifica o seu voto contra a alteração da classificação da urgência do Hospital de Santa Luzia, com o facto de “ter sido o Partido Socialista que construiu o modelo, definiu as valências, que disse como era o formato dos hospitais, e como era o formato da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano”. “Em 2008, quando foi discutida uma petição de teor semelhante, o PS, quando essa petição foi discutida na Assembleia da República, nem os resultados do distrito de Portalegre foi defender”, lembra.

Já Tiago Abreu, assessor do grupo parlamentar do CDS-PP na Assembleia da República e presidente da distrital do partido em Portalegre, alega que, enquanto elvense, “gostaria de ver as resoluções aprovadas”, mas lembra que “o PS não pode ter memória curta”.

A Comissão Política Distrital de Portalegre do PS, através do seu presidente, Luís Moreira Testa, reage com “perplexidade ao comportamento político do PSD, uma vez que a proposta de resolução apresentada na AR visava defender as unidades do distrito de Portalegre e, com isso, os habitantes do Alto Alentejo”.

Há dois dias, a petição apresentada tinha estado em debate no hemiciclo, onde já se adivinhava que os dois partidos que sustentam o governo não viabilizassem a alteração pedida por mais de dez mil peticionários dos concelhos de Elvas, Campo Maior, Monforte, Estremoz, Borba, Vila Viçosa e Alandroal.