GOVERNO APOSTA NA FERROVIA COM INVESTIMENTO ATÉ 2020

GovernoO ministro da Economia, António Pires de Lima, apresentou ontem o Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas, aprovado ontem em Conselho de Ministros.

Sobre a principal aposta do Plano se centrar nos sectores portuário e ferroviário, o ministro afirmou: “Isto explica-se pela ainda fraca capacidade dos nossos portos. E também porque a ferrovia precisa de investimento virado para a modernização (…) nestas duas áreas, Portugal mantém valores muito abaixo da média europeia”.

O Plano engloba uma verba total de 6067 mil milhões de euros para um horizonte de oito anos (2022), dos quais apenas 1400 a 1700 milhões de euros serão suportados pelo Estado, através dos sucessivos orçamentos.

Desta forma, “os investimentos prioritários serão, essencialmente, financiados através de fundos comunitários (50%) ou por concessões privadas que salvaguardem sempre o interesse público”, referiu António Pires de Lima.

O Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, afirmou: “São seis os corredores em que assenta este Plano: fachada Atlântica, internacional Norte, internacional Sul, Algarve, interior, e transportes de passageiros”.

O designado corredor Sul engloba o projeto de consolidação do corredor ferroviário Lisboa / Sines / Setúbal – Caia.

“Ao eixo do interior caberão 45% das verbas alocadas”, sublinhou o Secretário de Estado, acrescentando: “À fachada Atlântica caberão 40% das verbas, o Algarve terá 2% e a rede de transportes públicos de passageiros terá 13%”.

Em termos de sectores, “a ferrovia terá 44% – devido à importância estratégica, ambiental e de sustentabilidade acerca da qual se reveste -, os portos terão 25%, a rodovia terá 15% (incluindo ligações de proximidade), os transportes públicos de passageiros terão 12%, e o setor aeroportuário terá 4%”, referiu Sérgio Monteiro.

Por rede, e dada a importância que a ligação transeuropeia reveste, “62% do total das verbas ser-lhe-á alocada, 21% será destinada à rede global, e 17% à rede não global (embora importante para o desenvolvimento do País) ”, afirmou o Secretário de Estado.