Educação: Exames para alunos do 4º ano em 2013

NunoCratoOs alunos do 4º ano de escolaridade vão passar a realizar provas finais, a partir do próximo ano lectivo de 2012/2013. Os resultados das provas do 4º ano devem valer 30 por cento da nota final do aluno. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Educação, Nuno Crato (na foto).

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Nuno Crato afirmou que esta decisão ainda não está tomada, mas que deverá ser “muito provavelmente” idêntica à estabelecida para o 6º ano.

Os alunos do 6º ano, que realizam este ano pela primeira vez as provas finais, terão agora ao abrigo de um regime transitório uma ponderação de 25 por cento, mas que passará depois a 30 por cento.

 

 

No âmbito da revisão curricular, que entrará em vigor no próximo ano lectivo, o Ministério da Educação decidiu manter a Educação para a Cidadania como “intenção educativa” em todas as áreas curriculares, mas não como disciplina autónoma obrigatória.

Segundo Nuno Crato, as escolas podem optar por manter uma hora dedicada especificamente a esta área ou usá-la para outras atividades e valorizar o caracter transversal da formação cívica, todos os dias e em diferentes disciplinas.

O Ministro da Educação frisou que até a pontualidade é um bom exemplo neste campo bem como a educação em geral. O carácter transversal da Educação Para a Cidadania far-se-á também através da definição de “conteúdos e orientações” nos programas, indicou o governante.

No 2º ciclo será mesmo dividida a Educação Visual e Tecnológica em duas áreas disciplinares, cada uma com um só professor, enquanto no 3º ciclo vai ser antecipada para o 7º ano a disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação, atualmente leccionada no 9º ano.

Ainda no âmbito desta revisão, no ensino secundário vai ser reforçado o ensino do português e mantidas duas opções disciplinares anuais. O ministro anunciou também que as escolas terão mais autonomia para decidir a duração de cada aula.

O Ministério da Educação estabelecerá, por outro lado, um tempo mínimo por disciplina e um máximo total de carga curricular, ficando as escolas com autonomia para organizarem a distribuição das horas que dedicam a cada matéria.

Nuno Crato afirmou ainda que os créditos dos horários das escolas conseguidos em função da antiguidade dos professores devem ser repensados em função das reais necessidades das escolas.

O ministro reiterou que o grande princípio orientador desta revisão foi o reforço das disciplinas fundamentais, nomeadamente língua portuguesa, matemática, história e geografia e ciências.