Portugal deve “2,3 ME” ao SES pelos partos em Badajoz


Cristina_TenienteA Unidade Local de Saúde no Norte Alentejano (ULSNA) deve “2,3 milhões de euros” ao Serviço Extremenho de Saúde (SES)  pelos partos das mulheres portuguesas realizados no Hospital Materno-Infantil, em Badajoz.

A informação foi avançada, em conferência de imprensa, pela vice-presidente e porta-voz do Governo da Extremadura, Cristina Teniente (na foto): “foi decido iniciar os passos para solucionar este problema”, garantiu.

A mesma responsável esclareceu que esta situação de dívida do Estado português, através da ULSNA, não significa que o protocolo entre as duas entidades seja extinto, ou seja, “que se paralise o serviço que se presta a estas mulheres no Hospital Materno–Infantil de Badajoz, uma vez que se “pretende solucionar uma situação financeira que não se está a cumprir”.

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Fernandez Mastro, director-geral de Planificação da Junta da Extremadura, em declarações à RCM, confirmou os mesmos valores em dívida. “São 2,3 milhões de euros respeitantes aos últimos dois a  três anos”. O mesmo responsável reitera que continuidade do protocolo “não está em causa”.

O protocolo entre as duas entidades foi assinado em 2006, aquando do encerramento da maternidade Mariana Martins em Elvas. O acordo permite às mulheres portuguesas, residentes nesta área, poder efectuar os seus partos em Espanha, no Hospital Materno-Infantil, em Badajoz.

“No Materno Infantil um parto custa em média 1800 euros (…); anualmente, nascem em Badajoz uma média de 180 crianças portuguesas”, confirmou Mastro.

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 A RCM contactou a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, que esclareceu que a entidade que pode e deverá prestar informação sobre este tema é a ULSNA.