Número de acidentes no Alentejo aumenta

20989539_MZtjjAs estradas dos três distritos alentejanos, Portalegre, Évora e Beja, registaram a mais baixa taxa de sinistralidade do país, mas ainda há a lamentar a perda de 26 vidas em acidentes rodoviários no período compreendido entre 1 de janeiro e 31 de agosto.

Em 2017 o registo foi também de 26 vítimas em período homólogo, e em 2016 lamentam-se 30 vítimas mortais.

Segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) os dados mostram ainda que houve o aumento do número de acidentes, embora com menos feridos graves. Nos primeiros 8 meses do ano, o Alentejo perfaz um total de 3170 acidentes – mais 126 face a 2017 – dos quais resultaram 121 feridos, menos 33 que no ano anterior.

O distrito de Beja voltou a ser a região mais acidentada do Alentejo. Os 1406 acidentes provocaram 17 mortes, mais 5 do que há um ano, enquanto em Évora os 1029 acidentes originaram 6 vítimas mortais. Já em Portalegre um total de 735 acidentes fizeram 3 mortos, segundo as estatísticas disponibilizadas pela ANSR.

Relativamente aos feridos graves, Beja voltou a ser o distrito mais castigado com 38 vítimas, que, ainda assim, traduzem uma melhoria substancial face a 2017, quando a região chegou aos 65 feridos graves (uma redução de 27 vítimas). Évora somava até dia 31 de agosto 35 feridos, menos 4 face ao período homólogo do ano passado, enquanto Portalegre também melhorou – ainda que de forma ténue – o registo, com uma redução de 50 para 48 vítimas.

A ANSR relembra que para estes dados estatísticos leva em linha de conta conceitos como os acidentes na via pública ou que nela tenham origem envolvendo pelo menos um veículo em movimento, do conhecimento das entidades fiscalizadoras (GNR e PSP) e da qual resultem vítimas e/ou danos materiais.

É contabilizada a “vítima cujo óbito ocorre no local do acidente ou durante o respetivo transporte até à unidade de saúde” e “a vítima de acidente cujos danos corporais obriguem a um período de hospitalização superior a 24 horas”, resume o mesmo organismo.

Como vem sendo habitual nas estradas do Alentejo, os despistes, o estado das vias e as condições climatéricas adversas são os três fatores que explicam grande parte dos acidentes graves nas vias da região, tendo a  GNR canalizado esforços para a “ação preventiva” nas estradas do Alentejo, assumindo que o objetivo é, decididamente, apostar forte na “redução da sinistralidade grave” ao longo do ano.

Recorde-se que em 2012 a ANSR chegou a fazer referência aos distritos da região alentejana como um dos exemplos mais positivos do ano, perante um decréscimo da sinistralidade para níveis inferiores aos dos anos 60, levando em conta o número de viaturas em circulação nas nossas estradas.